Diesel: preço se aproxima de R$ 7 no Brasil

Bomba de combustível.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgou relatório referente aos combustíveis na última semana no Brasil. Destaque para o preço do diesel, que está chegando perto dos R$ 7. 

O valor máximo detectado foi de R$ 6,905/litro na região Sudeste, um aumento de 3% em comparação a semana anterior (R$ 6,7/L).

O valor mais baixo identificado foi de R$ 4,070/litro na região Nordeste, 15% abaixo do preço mais baixo em comparação a semana anterior. Uma diferença de R$ 2,835 para o valor mais alto do combustível.

Bomba de combustível.
(Arquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Mesmo antes do impacto do aumento nos preços dos combustíveis feito pela Petrobras e pela Acelen, o diesel e a gasolina registraram, em média, alta de 1,4% e 0,2% nos preços na semana de 9 a 15 de janeiro, respectivamente.

A estatal Petrobras anunciou na última terça-feira (11) o reajuste do preço da gasolina e do diesel na venda para as distribuidoras. O novo preço entrou em vigor na quarta (12). A Acelen fez ajustes de até 5,1% para a gasolina e de até 8,4% para o diesel no último sábado (15).

Ainda segundo a ANP, o preço máximo da gasolina seguiu em R$ 7,899/litro, registrado nos postos na região Sudeste do Brasil. Porém, o preço mínimo foi de R$ 5,569/l, uma queda de 1,9%, encontrado em postos da região Sul.

O preço médio do etanol também se manteve estável, em R$ 5,046/litro, uma queda de 0,09% em relação à média da semana anterior. O menor preço foi encontrado no Sudeste, de R$ 4,329/litro, e o mais alto no Sul, de R$ 7,699/litro.

Por TV Cultura

Caminhoneiros que transportam combustível protestam no Rio e em Minas

Protesto na porta de uma distribuidora em Betim, na Grande Belo Horizonte (Estado de Minas/Reprodução)

O Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e de Lojas de Conveniência do Município do Rio de Janeiro (Sindcomb) informou hoje (21) que acompanha o movimento de tanqueiros nas bases de abastecimento de Campos Elíseos, na Baixada Fluminense. Os tanqueiros fazem manifestação contra o preço dos combustíveis e do frete. Bases de Campos Elíseos foram fechadas para evitar tumultos.

O Sindcom informou que caminhões-tanque estão conseguindo entrar nas bases de distribuição, escoltados pela Polícia Militar, para fazer, exclusivamente, o carregamento das empresas de ônibus da cidade. A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informou “que policiais militares do 15ºBPM (Duque de Caxias) acompanham uma manifestação em Campos Elíseos”.

De acordo com a secretaria, até o momento, “o ato ocorre de forma pacífica, não há registro de prisão ou apreensão”.

“Os postos revendedores do Rio seguem aguardando a normalização das entregas para poder atender a sua clientela até o fim de semana”, informou o Sindcomb, em nota.

Segundo o sindicato, no local operam as principais distribuidoras de combustíveis como a Vibra, a Raízen, uma joint venture criada a partir da união de parte dos negócios da Shell e da Cosan, e a Ipiranga, do Grupo Ultra.

Hoje à tarde, o sindicato vai fazer uma avaliação do movimento que começou nas primeiras horas desta quinta-feira. No final do dia, fará um balanço dos reflexos da suspensão das operações. Conforme o Sindcomb, os estoques nos postos já estão baixos, esperando as entregas previstas para hoje. Caso a entrada dos caminhões não seja liberada ainda hoje, é possível que tenham problemas de abastecimento de combustíveis para fazer os estoques de fim de semana.

Os postos costumam trabalhar com estoques ajustados à demanda, por isso, não têm reservas extras. Normalmente, os pedidos às distribuidoras são feitos nas quintas e sextas-feiras para o fim de semana. A expectativa do sindicado é que a abertura das bases de abastecimento seja feita nesta tarde.

Segundo o G1, o movimento também atinge caminhoneiros que transportam combustíveis em Minas Gerais.

A Petrobras informou “que não há impacto às operações da companhia, em suas unidades operacionais”. A Agência Brasil tentou contato com a direção do sindicato da categoria de tanqueiros no Rio, mas não obteve resposta até agora.

*Com Agência Brasil

Caminhoneiros ameaçam greve a partir de 1º de novembro

Caminhoneiros decidiram iniciar, no 1º de novembro, uma paralisação que deve durar 15 dias, caso suas reivindicações não sejam atendidas pelo governo. A decisão aconteceu neste sábado (16), após o Encontro Nacional dos Caminhoneiros Autônomos e Celetistas, no Rio de Janeiro.

O grupo pede a diminuição do preço do diesel, a “defesa da constitucionalidade do Piso Mínimo de Frete” e o retorno da aposentadoria especial após 25 anos de contribuição ao INSS.

À frente das articulações com o Governo Federal está o deputado federal Nereu Crispim (PSL), presidente da Frente Parlamentar Mista dos Caminhoneiros Autônomos e Celetistas. Em sua conta no Twitter, Crispim escreveu: “Nenhuma das reivindicações acordadas na ocasião da paralisação de 2018 foram atendidas”, e marcou representantes políticos como o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, e alguns veículos de imprensa.

Os caminhoneiros autônomos têm sinalizado possíveis paralisações desde o primeiro semestre. A Petrobras anunciou no final de setembro, o aumento de 9% no valor médio do diesel vendido nas refinarias. A greve não é apoiada pela Associação Brasileira dos Caminhoneiros.

O encontro reuniu membros da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística, do Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas e da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores. As entidades estão ligadas aos caminhoneiros que participaram da greve de 2018.

Por TV Cultura

Bolsonaristas encerram protesto em rodovias de São Paulo, mas ainda há mobilização em 5 Estados

Os caminhoneiros bolsonaristas encerraram a manifestação em rodovias do Estado de São Paulo, segundo o último balanço divulgado pelo Ministério da Infraestrutura, na manhã de hoje (10), por volta de 7h30. O boletim do ministério tem como base dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Até ontem à noite havia bloqueios em rodovias de 10 Estados, além de mobilização em outros cinco, também segundo o ministério. Hoje, “no Mato Grosso do Sul, Goiás, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santos e Paraná não há mais qualquer ponto de retenção”, esclarece, em nota.

Segundo o ministério, entre a noite de ontem e a manhã de hoje houve uma redução de 45% na adesão ao movimento.

Estados mobilizados

A mesma nota diz que cinco Estados ainda têm algum tipo de mobilização ou bloqueios em rodovias. No Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Rondônia, caminhoneiros ainda estão sendo abordados nas rodovias para forçar um aumento na adesão.

“Há aglomerações sem prejuízo ao livre fluxo de veículos no Mato Grosso e no Pará”, diz a nota.

O movimento acontece mesmo após o Presidente da República, Jair Bolsonaro, pedir aos caminhoneiros bolsonaristas para que retomem as atividades e liberem as rodovias.

Rodovias ainda registram bloqueios em 15 Estados

Polícia Rodoviária Federal retira pneus usados por caminhoneiros bolsonaristas para bloquear rodovias (PRF/Reprodução)

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou na tarde de hoje (9) ter liberado 35 pontos de bloqueio e manifestações nas rodovias do país. Esses pontos incluem bloqueio parcial, bloqueio total e concentrações de manifestantes. Segundo a corporação, 2 mil policiais e cinco aeronaves trabalham para liberar as estradas bloqueadas por caminhoneiros. 

Um movimento de caminhoneiros apoiadores do presidente Jair Bolsonaro teve início um dia depois das manifestações pró-governo ocorridas na terça-feira (7). Parados nas estradas, eles pedem o fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF) e a destituição de ministros da Corte, além de intervenção militar. 

Agora à tarde, em nota conjunta com o Ministério da Infraestrutura, a PRF informou que, às 17h, eram registrados pontos de concentração em rodovias federais de dez estados, com pontos isolados em outros cinco.

“A Região Sul (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná) segue concentrando mais da metade das ocorrências registradas neste início da tarde. Aglomerações ainda seguem nos estados de Rondônia, Mato Grosso do Sul, Bahia, Pará, Mato Grosso, Goiás e Tocantins. Com um único ponto seguem Maranhão, Minas Gerais, Roraima, Piauí e Rio de Janeiro”, conclui a nota.

Na noite de ontem (8), Bolsonaro divulgou áudio pedindo aos seus apoiadores que liberassem as pistas.

“Fala para os caminhoneiros que são nossos aliados que esses bloqueios atrapalham nossa economia. Isso provoca desabastecimento e inflação. Prejudica todo mundo, em especial os mais pobres. Dá um toque para os caras, para liberar, para a gente seguir a normalidade”, disse o presidente.

Por Agência Brasil

Pelo segundo dia, caminhoneiros bolsonaristas bloqueiam rodovias em 15 Estados

(Diário Popular do RS/Reprodução)

Pelo segundo dia consecutivo, caminhoneiros que são a favor do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e contra os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) promovem manifestações e bloqueiam rodovias em todo o país na manhã desta quinta-feira (9).

O Ministério da Infraestrutura divulgou novo boletim sobre a situação de bloqueios nas estradas e informou que, às 0h30 de hoje, foram registrados pontos de concentração em rodovias federais em 15 estados. Havia casos identificados em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Espírito Santo, Mato Grosso, Goiás, Bahia, Minas Gerais, Tocantins, Rio de Janeiro, Rondônia, Maranhão, Roraima, São Paulo e Pará.

Segundo informações da pasta, os pontos de retenção na região norte de Santa Catarina, onde a mobilização chegou a ameaçar condições de abastecimento, foram liberados por equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

“Todos os pontos de bloqueio registrados no Rio Grande do Sul e em São Paulo foram liberados. Há duas ocorrências de interdição em Minas Gerais e a PRF já está no local atuando”, disse em comunicado.

A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) divulgou uma nota de repúdio às paralisações, segundo ela, organizadas por caminhoneiros autônomos.

“Trata-se de movimento de natureza política e dissociado até mesmo das bandeiras e reivindicações da própria categoria, tanto que não tem o apoio da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos”, diz o texto da associação, assinado pelo presidente da NTC&Logística Francisco Pelucio.

A entidade, que congrega cerca de 4 mil empresas de transporte, disse ainda estar preocupada com os efeitos que bloqueio nas rodovias poderão causar, especialmente em relação ao abastecimento dos setores de produção e comércio.

Início dos protestos

Os bloqueios começaram anteontem, durante os atos do 7 de setembro convocados por Bolsonaro, e seguiram ao longo desta quarta-feira (8).

A Infraestrutura informa ainda que, ao todo, já foram “debeladas” 117 ocorrências com concentração de populares e tentativas de bloqueio total ou parcial de rodovias nas últimas horas.

De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, um dos líderes do movimento intitulado de caminhoneiros patriotas, Francisco Burgardt, também conhecido como Chicão Caminhoneiro, informou que entregaria ainda hoje um documento ao presidente do Senado Rodrigo Pacheco (DEM-MG), pedindo a destituição de ministros do STF.

“O povo brasileiro não aguenta mais esse momento que País está atravessando através da forma impositiva que STF vem se posicionando. O povo brasileiro está aqui [Esplanada dos Ministérios] buscando solução e só vamos sair daqui com solução na mão”, disse Chicão, que preside a UBC (União Brasileira dos Caminhoneiros), em vídeo que circula pelas redes sociais. 

Segundo ele, o documento também será entregue ao presidente Jair Bolsonaro. Em outro vídeo, Burgardt cita o prazo de 24 horas para a resposta das autoridades ao pedido do movimento. 

Bolsonaro pede vias livres

O presidente pediu para que caminhoneiros autônomos desistissem da paralisação e liberassem as rodovias, em áudio divulgado em grupos de mensagens, nas redes sociais. O ministro da Infraestrutura Tarcísio Gomes de Freitas confirmou a autenticidade do conteúdo. 

“Fala para os caminhoneiros aí, são nossos aliados, mas esses bloqueios atrapalham a nossa economia. Isso provoca desabastecimento, inflação, prejudica todo mundo, em especial os mais pobres. Então, dê um toque aí para os caras, se for possível… para liberar, para a gente seguir a normalidade”, diz o áudio.

por TV Cultura

PRF divulga imagens de rodovias liberadas por caminhoneiros

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou, na manhã de hoje (9), imagens de rodovias sendo liberadas por caminhoneiros bolsonaristas. Boletim do Ministério da Infraestrutura aponta bloqueios parciais em rodovias de 15 Estados.

Abaixo, imagens divulgadas:

https://twitter.com/PRFBrasil/status/1435929834555854855

Caminhoneiro é flagrado com duas toneladas de maconha

(Polícia Militar/Reprodução)

Um caminhoneiro, abordado durante fiscalização da Polícia Rodoviária Estadual, foi flagrado enquanto transportava duas toneladas de maconha. A droga estava escondida no meio de uma carga de terra vegetal, usada para adubação de jardins.

Segundo a PM, o caminhoneiro disse que levaria a carga de terra para Batatais, na região de Ribeirão Preto. Ele havia saído de Maringá, no Paraná.

Os PMs suspeitaram e, ao revistar a carga, localizaram os tijolos de maconha, totalizando 2,3 toneladas. O caminhoneiro foi preso em flagrante e a droga foi levada para a Polícia Civil de Lins.

Outros casos

Nas últimas semanas, uma operação tem reforçado a fiscalização nas rodovias do interior de São Paulo, conhecidas por integrar a chamada “Rota Caipira” do tráfico de drogas. A Polícia Rodoviária tem usado cães farejadores para localizar entorpecentes.

Em, pelo menos, outras duas ocorrências esta semana, os cães localizaram drogas escondidas em fundos falso. Cinco pessoas acabaram presas nas outras duas ações.

Após perseguição na Marginal, polícia prende bandido em caminhão roubado

A Polícia Militar prendeu, na madrugada de hoje (21), um homem que estava com um caminhão roubado. A prisão aconteceu depois de uma perseguição na Marginal do Tietê, que terminou perto da ponte da Freguesia do Ó, na zona norte de São Paulo.

O veículo foi identificado pelos policiais na Avenida do Anastácio, no Parque São Domingos, zona oeste da cidade, mas o condutor ignorou a determinação de parada e deu início à fuga. Após a prisão dos suspeitos, a polícia descobriu que o caminhoneiro havia ficado refém de parte da quadrilha e foi abandonado pelos assaltantes na Rodovia dos Bandeirantes. Ele foi localizado algum tempo depois, sem ferimentos. 

O caminhoneiro havia saído do Porto de Santos, no litoral, e seguiria para Mato Grosso.

Casos

Nos dois primeiros meses deste ano, 1.093 roubos de carga foram registrados no Estado de São Paulo, segundo números da Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP). Em todo ano passado, 5.918 caminhoneiros foram vítimas de criminosos no estado e tiveram a carga roubada.

*Com Paulo Édson Fiore, da Jovem Pan

Diesel e gasolina sofrem novo aumento nesta sexta-feira

A Petrobras anunciou hoje (15) aumentos de R$ 0,10 (3,7%) no preço do diesel e de R$ 0,05 (1,9%) no da gasolina. Os valores serão reajustados a partir de amanhã nas refinarias da estatal, onde o litro do diesel passará a custar R$ 2,76, e o da gasolina, R$ 2,64. 

A última mudança nos preços dos combustíveis ocorreu no sábado passado, quando a Petrobras havia anunciado uma redução de R$ 0,08 no preço do diesel e mantido o preço da gasolina em R$ 2,59.

Os reajustes de preços da Petrobras acompanham variações do valor dos combustíveis e do dólar no mercado internacional. Com isso, os aumentos ou reduções de preços ocorrem sem periodicidade definida, o que, segundo a estatal, permite competir de maneira mais eficiente e flexível. 

Desde o início do ano, os preços acumulam alta tanto para a gasolina, que encerrou 2020 vendida a R$ 1,84 nas refinarias da Petrobras, quanto para o diesel, que era negociado a cerca de R$ 2 por litro. 

A Petrobras afirma que os preços cobrados por suas refinarias têm “influência limitada” sobre o que é cobrado dos consumidores finais desses combustíveis. Isso ocorre porque o valor pago na bomba dos postos é acrescido de impostos federais e estaduais, custos para aquisição e mistura obrigatória de biocombustíveis, além das margens brutas das companhias distribuidoras e dos postos revendedores de combustíveis.

Por Vinícius Lisboa, da Agência Brasil