Sucesso com ‘Bate forte o tambor’, Zezinho Correa morre em Manaus

Morreu hoje (6) o cantor Zezinho Corrêa, do grupo Carrapicho, famoso pela música Tic Tic Tac, muito tocada nos anos 1990. Ele estava internado desde o dia 5 de janeiro em um hospital particular de Manaus, após testar positivo para a covid-19 e sentir febres e dores no corpo um dia antes.

O cantor chegou a ser intubado e também foi submetido a uma traqueostomia. No dia 7 de janeiro foi transferido para um leito de unidade de terapia intensiva (UTI).

O velório está sendo realizado nesta tarde na unidade Balneário do Sesc, com acesso restrito aos familiares.

Por Agência Brasil

Caetano Veloso: “Temos um governo inimigo das liberdades”

(VideoFilmes/Divulgação)

Aos 78 anos, Caetano Veloso convida espectadores a mergulharem em algumas de suas  mais profundas e dolorosas memórias. Ao assistir ao documentário Narciso em Férias, que estreou na última segunda-feira (07/09) na 77ª edição do Festival de Veneza, experimenta-se a força da narrativa, mas também da linguagem corporal e simbólica do cantor e compositor baiano.

Tudo começou quando Paulinha, como Caetano se refere carinhosamente à companheira Paula Lavigne, teve a ideia de recontar o capítulo Narciso em Férias, do livro de memórias Verdade Tropical, com imagens em movimento. Nesse capítulo, o baiano descreve a temporada que passou no cárcere durante a ditadura militar.

A produtora e empresária Lavigne idealizou o documentário e, para dirigi-lo, convidou Renato Terra, que repetiu a parceria com Ricardo Calil, iniciada no longa Uma Noite em 67. “Nesse momento do país, sinto que o filme entra como um sopro de afeto, de esperança, de força e de clareza”, diz Terra à DW Brasil.

Os dois diretores optaram por um formato minimalista, no qual cada detalhe ganha relevância: os silêncios, as pausas, as inflexões de Caetano. “Tiramos imagens de arquivo, tiramos entrevistas, tiramos trilha sonora, tiramos qualquer efeito de câmera”, explica Terra.

No longa, com 83 minutos de duração e também disponibilizado no Globoplay, Caetano aparece numa sala cinza vazia da Cidade das Artes, espaço cultural inacabado no Rio de Janeiro. Ele está sentado em uma cadeira e algumas vezes, poucas, pega o violão e canta. 

“O Antônio Prata me disse que, ao ver o filme, a experiência dele foi muito melhor assim, porque foi completando o que Caetano estava dizendo com as imagens da cabeça dele. É como um filme de terror, por exemplo, que fica muito mais interessante quando você não mostra o monstro. Você só sugere o monstro”, diz Terra.

Os 54 dias de encarceramento de Caetano tiveram início em dezembro de 1968, apenas 14 dias depois da emissão do AI-5. Ele e Gilberto Gil fora retirados de suas casas em São Paulo e levados para o Rio de Janeiro por policiais à paisana. Em entrevista à DW Brasil, Caetano relembra os horrores do cárcere: “Eu tinha uma alucinação de que a minha vida era só aquilo. Eu me lembrava das coisas como se elas fossem apenas sonhos.”

Sobre o atual momento vivido pelo Brasil, sob o governo do presidente Jair Bolsonaro, Caetano diz que a perspectiva para o país é “sombria”. “Temos um governo inimigo das liberdades […] No médio prazo, a gente olha para frente e não vê uma coisa muito boa.”

DW Brasil: Como era sua rotina durante os 54 dias em que ficou encarcerado?

Caetano Veloso: Gil e eu fomos levados para o 1º Batalhão de Polícia do Exército, na Tijuca. Na primeira semana, eu fiquei numa solitária. Foi terrível. Dormia no chão, tinha uma privada perto da minha cabeça, um chuveiro por cima da privada e nada mais. Depois de alguns dias, eu estava muito mal da cabeça. Achava que nunca tinha vivido outra coisa, senão aquilo. No fim dessa primeira semana, fomos transferidos, Gil e eu, para um outro quartel (da Polícia do Exército da Vila Militar, no subúrbio de Deodoro), onde eu dividi o xadrez com outros rapazes. Eu num xadrez, e Gil no outro. Só por não estar mais na solitária já era melhor, mas continuava ruim. Não tinha onde dormir, tinha mais gente do que a cela podia comportar, tínhamos que dividir um chuveiro para todos. Por fim, me transferiram para o quartel dos paraquedistas do Exército. Desta vez, eu tinha cama, travesseiro, lençol. Tinha até um banheiro separado.

Você dividia a cela com outros artistas e intelectuais?

Eu não. No xadrez de Gil estavam alguns nomes da cultura brasileira, como o poeta Ferreira Gular, o escritor Antônio Calado, o jornalista e romancista Paulo Francis. Geraldo Vandré era procurado. Os militares tinham um ódio violento dele por causa daquela canção Pra não dizer que não falei das flores, que falava de “soldados armados, amados ou não”. Eu estava com líderes estudantis, rapazes vinculados à Igreja Católica, mas de esquerda. O Gil estava numa cela melhor porque tinha diploma, ele podia até ter violão. O sofrimento era grande. A minha mulher [Dedé Gadelha] não sabia onde eu estava. Ninguém da minha família sabia. Eu fui sequestrado, estava desaparecido. E já fazia um mês.

(VideoFilmes/Divulgação)

Foi nesse momento que você achou que poderia ser assassinado?

Eu vivi muitos momentos terríveis. No período final da primeira semana nessa solitária que eu descrevi, fiquei muito mal da cabeça. Achei que a vida tinha sido sempre aquilo. Porque eu dormia e acordava, e estava sempre ali. Não via ninguém, não via nem a mim mesmo. O carcereiro colocava café e um pedaço de pão através de uma portinhola. Eu tinha uma alucinação de que a minha vida era só aquilo. Eu me lembrava das coisas como se elas fossem apenas sonhos.

Um dia, quando eu estava no segundo quartel, o tenente chegou com um soldado. Eu me lembro que o soldado me olhava chorando. Ele balançava a cabeça, como se reprovasse aquela situação. Eu pensei: “O que será que vai acontecer?” Lembro-me de meus companheiros de cela assustados. Eles me olhavam com uma cara como se também estivessem se perguntando: “O que será que vai acontecer?” Esse tenente e outros dois outros militares me tiraram da cela. Eles me mandaram andar na frente deles. Eu saí da minha cela bastante tenso. Estávamos em uma vila militar. Quando eu estava andando na frente, eles armados atrás de mim disseram para eu não olhar para trás, e eu pensei: “Vão atirar, vão atirar.”

Então um deles me disse: “Vire à direita.” Eu fui por um corredor, era o barbeiro. Eles cortaram o meu cabelo, e embora eles estivessem simbolicamente tirando mais um pedaço da minha liberdade, fiquei feliz. Eles tosaram meu cabelo num estilo militar, bem batidinho dos lados [A foto do corte foi parar no cartaz do filme].

Você só compôs uma música na prisão. Em qual momento isso aconteceu?

Foi no terceiro quartel, o dos paraquedistas do Exército. A minha mulher [Dedé], enfim, me encontrou. Ela ficava do lado de fora da grade e, assim, podíamos nos ver. Aí minha cabeça melhorou e fiz uma canção meio de vontade de estar fora, de ser solto para eu ver minha irmã mais nova de novo, que era adolescente e tinha uma risada linda, a Irene. Eu fiz essa música sem violão, sem nada.

(VideoFilmes/Divulgação)

Este é o momento em que você chora no filme, quando a Dedé vai te visitar?

Eu me emocionei por não lembrar o nome do sargento baiano que facilitou meu encontro com Dedé. Depois, ele acabou sendo preso. Não gosto de falar disso. A gente teve que parar a gravação. Mas é preciso ter coragem de enfrentar o tema.

E como foi quando a Dedé te mostrou a foto do planeta Terra pela primeira vez na cadeia?

Foi estimulante. Dedé foi me visitar e levou a revista Manchete. E tinha as primeiras fotos da Terra tiradas do espaço sideral. Era a primeira vez que a gente via a Terra. Claro, estudávamos na escola que “a Terra é redonda”, tinha o globo para olharmos, mas ver uma fotografia da Terra tirada do espaço sideral foi a primeira vez. Aquilo me entusiasmou, fiquei pensando… Isso não está em lugar nenhum, estou contando a você. Eu pensei assim: “Mas a Terra aqui aparece toda redondinha, a gente estudou que ela é achatada nos polos, mas nas fotografias nunca aparece achatada. Mais ou menos dez anos depois fiz uma canção chamada Terra, que começa justamente por causa do fato de eu ter visto as primeiras fotos da Terra, tiradas de fora, de dentro de uma cela: “Quando eu me encontrava preso, na cela de uma cadeia, foi que vi pela primeira vez, as tais fotografias…”

O governo Bolsonaro pode ser comparado ao período da ditadura militar?

Nós temos agora um governo de extrema direita, mas que foi eleito democraticamente. Oficialmente, não temos um governo autoritário. Temos um governo inimigo das liberdades. Eles aparelharam as áreas de cultura, de educação. Eles estão fazendo uma corrosão da situação democrática. Isso é perigoso. Sem falar no total desrespeito pelos cuidados ambientais. É duro, porque estão fazendo uma onda populista para se reelegerem em 2022. A perspectiva é sombria. No médio prazo, a gente olha para frente e não vê uma coisa muito boa, não. Eles ficam lutando contra os princípios da democracia, mas dentro das formalidades da democracia. É tenso.

No golpe militar, não houve opção. Foi um golpe. Agora, os brasileiros escolheram este governo…

Olha, não podemos esquecer que o golpe militar de 1964 foi apoiado por grande parte da população e por toda a imprensa. Por toda a imprensa. Ele foi pedido, rogado, pelo Globo, pela Folha de S.Paulo, pelo Estadão, todo mundo. E teve uma passeata que era “Família com Deus pela liberdade”, algo assim, que defendia que estávamos sendo ameaçados pelo comunismo, por causa do governo de João Goulart, que, na prática, era de centro-esquerda. Até alguns intelectuais respeitáveis e adoráveis, como Carlos Drummond de Andrade, chegaram a achar razoável que houvesse um golpe.

Por Meyre Brito, da Deutsche Welle

Infarto mata cantor e compositor Moraes Moreira

Moraes Moreira vivia no Rio de Janeiro (Reprodução)

O cantor e compositor Moraes Moreira foi encontrado morto na manhã de hoje (13) em casa, na Gávea, no Rio de Janeiro. De acordo com a assessoria de imprensa do músico, ele teve um infarto agudo do miocárdio e morreu às 6h. Tinha 72 anos

A assessoria informou ainda que seguindo as recomendações de isolamento social para combate à pandemia do novo coronavírus (covid-19), a família não irá divulgar nem a data nem a hora do velório para evitar aglomeração. Eles pedem a quem quiser homenagear Moreira que siga escutando a obra dele. 

Em Ituaçu (BA), o irmão Eduardo Moraes recebeu a notícia. Segundo ele, foi a governanta que encontrou o corpo de Moraes. “Ele morreu em casa, onde morava, no Rio de Janeiro. A governanta foi limpar o apartamento e encontrou ele morto”, disse. 



Segundo o irmão, ele estava “sossegado, de quarentena e preocupado com a pandemia” do novo coronavírus (covid-19). 

Nascido em Ituaçu, Antônio Carlos Moraes Pires, conhecido como Moraes Moreira, é ex-integrante do grupo Novos Baianos, composto por  Baby do Brasil, Pepeu Gomes, Paulinho Boca de Cantor, Dadi e Luiz Galvão, entre outros. Seguia carreira solo desde 1975. 

Foi Paulinho Boca de Cantor que entrou em contato com a família de Pepeu Gomes na manhã de hoje. A esposa dele, Simone Sobrinho, foi quem atendeu o telefone. “Recebi essa notícia da esposa dele, porque ele estava passando mal. Eu fiquei toda trêmula”. Pepeu ainda dormia. 

A morte repercutiu nas redes sociais, com dezenas de mensagens do Brasil e do exterior em homenagem a Moraes Moreira, de artistas, políticos e fãs.

Moreira ainda produzia até dias atrás. Em uma das últimas postagens que fez nas redes sociais, ele falava sobre o período de isolamento social. “Oi, pessoal, estou aqui na Gávea, entre minha casa e o escritório que ficam próximos. Cumprindo minha quarentena, tocando e escrevendo sem parar”.

Por Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil 

*Atualizado às 14h03

https://www.facebook.com/moraesmoreiraoficial/posts/2485363648380655?xts__[0]=68.ARCwTgG-nWp4wmAIdOybzrn9aqHHAyGptbvN43Y05Ntwd8CQNbN88_WKm6v7uUVDBlb-ZXzYLnL_8ZiJjCyfNPS4yFvFqKhjb50RSRJJi1dJkzswSNhIwlTDiQo0jY7nDjmRzIpzHT1r5QSFHfECAjXTL7siwpEYfoLB5xzP9x3pjArFYBuy-SQrsYxQQxpmFtOvO1vIKhSIOayvaiSIxVHzyLtC90FWWUrrEwXxgKJlQOUWarpcYyRyzWiF1FitUnrjbZop9rKQoe-FlzP9xGnevXu4vbpGvuQ2bkg2aJWOeAaV6JJe1XrPJBA_KvfA57Ov2Eah8JkEbbbwE7U2GYbq&__tn=-R

Cantor busca doações coletivas para gravar 1º trabalho

Rodrigo Villar vendeu trufas para comprar o primeiro violão (Divulgação)

Para qualquer banda ou cantor, a gravação de um trabalho representa a ponte para alçar novos “voos” na carreira. Não é diferente com o sertanejo Rodrigo Villar que, aos 23 anos, sonha com a primeira vez em um estúdio. 

Há 11 dias, a campanha para arrecadar fundos para a gravação corre no site Kickante.com, website de financiamento coletivo. Os valores estipulados para doações variam de R$ 10 até R$ 3.700 mil para pessoas físicas, além das propostas de patrocínios para empresários. Até o momento, foram doados cerca de 3 kicks.

A mobilização tem tempo limitado e encerra em 49 dias.



No financiamento coletivo, quem doa ainda pode receber brindes que vão desde download do CD em primeira mão até ingressos, Pocket Show não comercial com duração de 1h20 em qualquer lugar do Brasil e logomarca como apoiador cultural.

https://www.facebook.com/rodrigovillarcantor/videos/503904410313750/

“Todo cantor sertanejo idealiza o primeiro disco. É um passo muito importante, conquistei muitas coisas boas com um vídeo caseiro da música Pingômetro. Sonho com um belo clipe e apesar de não ter gravado profissionalmente já recebi diversos vídeos de fãs cantando a minha música, o que me faz acreditar que realmente estou no caminho certo. Convido a todos que me ouvem, que conhecem meu trabalho, que gostam e acreditam na minha música a doarem”, revela o cantor. 

Quem quiser ajudar, deve acessar o link. 

Sobre Rodrigo Costa

(Divulgação)

Sem conhecer ninguém e com novos planos para carreira, Rodrigo Villar deixa a família e os amigos em Feira de Santana (BA) e vai para Goiânia em busca do sonho de ser reconhecido na música sertaneja. O artista está em ascensão. Além de ter parcerias com grandes compositores por todo o Brasil, um carisma impressionante, tem também fã clubes espalhados pelo país. 

Muito determinado e sem dinheiro, chegou a vender trufas de chocolate porta a porta para comprar o primeiro violão.


Chitãozinho e o filho Enrico participam do Altas Horas

Chitãozinho e Enrico durante o programa Altas Horas (Rosana Duda/Divulgação)


O cantor Chitãozinho, da dupla com Xororó, e o filho caçula, Enrico, participam, neste sábado (30), do programa Altas Horas, na TV Globo. O convite surgiu depois que o apresentador Serginho Grosman viu um vídeo na internet em que Enrico canta com o pai a canção “Fogão de Chão”. A apresentação, na época, era uma homenagem ao dia das mães.

Esta é a primeira vez que Enrico canta em rede nacional. A apresentação, que vai ser exibida no programa de hoje, emocionou a plateia e os convidados.

“Fiquei super feliz com o convite, de saber que foi ele que viu na internet essa música que regravei com meu pai e ele curtiu e fez o convite. Ver a plateia toda cantando e curtindo, ver a emoção do Serginho, dos convidados, como Kelly Kee e Benito de Paula, que se emocionaram nesse momento e curtiram junto comigo esse momento muito especial”, revela Enrico.

Enrico já canta profissionalmente, com algumas músicas e clipes lançados, e prepara o novo EP e um show, com repertório para dar um pontapé na carreira e viajar o Brasil em 2020.

 “Foi emocionante cantar no Altas Horas com o Enrico, não esperava o convite tão de repente. Nós gravamos aquela música em homenagem as mães e ficou emocionante, e estrear com ele na Rede Globo, um programa de audiência Nacional e Internacional, acho que é um ponto de muita sorte pra ele. Isso mostrou que ele tem estrela e que a estrela dele vai brilhar muito, e que ele já começou a carreira como um grande artista, que eu sei que ele é, e que agora o Brasil e o mundo vão saber. A emoção sempre é muito grande quando ele está no palco comigo”, disse Chitãozinho, orgulhoso.

Morre o cantor Roberto Leal

Morreu na madrugada de hoje (15), em São Paulo, o cantor Roberto Leal, 67 anos. Ele estava internado desde o começo da semana e fazia tratamento contra o câncer. A informação é da Folha de S. Paulo.

Nascido em Trás os Montes, em Portugal, António Joaquim Fernandes veio para o Brasil na década de 1960, com os pais e dez irmãos. Antes de virar cantor de sucesso, trabalhou como sapateiro, vendedor de doces e feirante.

Foi na década de 1970 que gravou o primeiro sucesso. ‘Arrebita’ o ajudou a chegar ao Programa do Chacrinha, a primeira aparição na televisão.

Com prêmios, como o Troféu Globo de Ouro, da TV Globo, a carreira cresceu e Roberto Leal grantiu seu nome na música brasileira. Seu site oficial contabiliza 30 discos de Ouro, cinco de platina, além de mais de 500 troféus.

Roberto Leal era casado e deixa três filhos.

Tom Zé apresenta ‘Comemoração’, show inédito

Tom Zé se apresenta na Casa Natura Musical (Andre Conti/Divulgação)

O cantor e compositor baiano Tom Zé celebra três fases da sua carreira no show inédito Comemoração, que acontece dia 17 de agosto, sábado, 22h, na Casa Natura Musical. Na apresentação, o artista rememora canções de três CDs da sua extensa discografia, formada por 23 álbuns de estúdio: Grande Liquidação (1968), Estudando o Samba (1976) e Nave Maria (1984).

A ideia do show surgiu depois da Pitchfork, um dos principais portais de jornalismo musical dos Estados Unidos, classificar Grande Liquidação como um dos melhores discos lançados na década de 1960 no mundo. O veículo ainda listou a faixa Dói, do disco Estudando o Samba (1976), como uma das melhores músicas da década de 1970 e Nave Maria, do disco homônimo de 1984, como uma das melhores músicas da década de 1980.

Segundo o artista, a publicação gerou uma grande demanda por parte do seu público por um show com repertório baseado nesses discos: as mensagens chegaram por redes sociais, telefone e e-mail. Ao decidir atender os pedidos, Tom Zé decidiu que o nome da turnê deveria ser Comemoração. No repertório, músicas como São São Paulo (Tom Zé), Glória (Tom Zé), Tô (Élton Medeiros e Tom Zé), Dó (Tom Zé), Nave Maria (Tom Zé) e Identificação (Tom Zé).

O experimentalismo do artista só foi assimilado pela crítica e público brasileiro muito tempo depois da data de lançamento de Estudando o Samba, disco que só ganhou a devida atenção depois de ter sido escutado pelo ex-Talking Head David Byrne, cuja gravadora lançou compilação de canções do brasileiro intitulada The Best Of Tom Zé nos Estados Unidos, onde a obra tem total sucesso de crítica e público, o que ajudou a alavancar sua relevância em território nacional. Até hoje, Tom Zé é considerado uma das figuras mais originais da música popular brasileira, tendo se tornado uma das vozes mais influentes no cenário musical do Brasil.

Tom Zé – Comemoração

  • Dia 17 de agosto – Sábado, 22h (abertura da casa às 20h30) 
  • Ingressos: Mesa Setor 1 – R$ 120 (inteira) e R$ 60 (meia). Mesa Setor 2 – R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia). Mesa Setor 3 – R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia). Bistrô – R$ 140 (inteira) e R$ 70 (meia). Camarote – R$ 160 (inteira) e R$ 80 (meia).
  • Classificação: 18 anos.
  • Duração: 90 minutos.
  • Capacidade: 360 lugares (mesa).

Agnaldo Timóteo tem alta após quase 2 meses internado

Por Douglas Corrêa

O cantor Agnaldo Timóteo, 82 anos, recebeu alta ontem (19) do hospital Hospital das Clínicas, em São Paulo. Ele estava internado desde 20 de maio, quando apresentou quadro de vômito, glicemia baixa e pressão alta após um show em Barreiras (BA).

No dia seguinte ao show, foi transferido para o Hospital Geral Roberto Santos, em Salvador, onde foi diagnosticado um princípio de acidente vascular cerebral (AVC) e um quadro de infecção urinária.

Depois de alguns dias, internado em Salvador, a família decidiu transferir o artista para São Paulo. No fim de maio, o cantor saiu do coma induzido e passou a respirar sem aparelhos.

Agnaldo deixou o Hospital das Clínicas às 14h30 de ontem, muito emocionado e em cadeira de rodas. Na saída, agradeceu a torcida e apoio dos fãs e seguiu para casa de carro, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, onde dará continuidade ao tratamento. O cantor terá de fazer alguns meses de fisioterapia, para fortalecer o movimento das pernas, e fonoaudiologia, para recuperar a voz.

Internado há dez dias, Agnado Timóteo melhora após AVC

Por  Douglas Corrêa

Agnaldo Timóteo durante programa na TV Brasil (TV Brasil/Reprodução)

O cantor Agnaldo Timóteo, 82 anos, apresentou uma sensível melhora, respira sem a ajuda de aparelhos e consegue conversar com os familiares, de acordo com boletim médico divulgado hoje (1º) pelo Hospital Geral Roberto Santos, em Salvador.

Agnaldo Timóteo está internado desde o dia 21 do mês passado, após sofrer um acidente vascular cerebral, quando participava de um show na cidade de Barreiras, no interior da Bahia.

O boletim informa ainda que a infecção urinária foi controlada e que o intestino apresenta sinais de recuperação. Timóteo já consegue sentar na cama sem apoio e foi liberado pela equipe médica para ingerir líquidos.

Na avaliação do diretor do Hospital Geral Roberto Santos, o cardiologista André Durães, o trabalho de toda equipe hospitalar e as vibrações positivas dos familiares e fãs contribuíram para a recuperação do artista.

Ainda não há previsão de alta. Ontem (31), o cantor foi retirado do coma induzido e passou a respirar sem a ajuda de aparelhos.

A cantora Alcione gravou um vídeo pelas redes sociais em que pede para Timóteo: “vai logo ficando calminho aí!. Eu sei que você é agoniado igual a mim. Grande beijo de sua amiga, meru colega. Já, já juntos!”

Programa Todas as Bossas, da TV Brasil, exibido em novembro de 2018

Dado Villa-Lobos traz novo álbum em show em São Paulo

O cantor Dado Villa-Lobos (Fernando Schlaepfer/Divulgação)

Dado Villa-Lobos apresenta show do álbum ‘Exit’, no dia 7 de maio, terça-feira, às 21h. Nome do quarto álbum solo de Dado, produzido por Estevão Casé com Lucas Vasconcellos, traz canções como ‘A Saudade dos Unicórnios’ (Dado Villa-Lobos, Nenung e Estevão Casé), ‘Integrado’ (Bruno Di Lullo e Domenico Lancellotti) e ‘Voltando Para a Escola’ (Dado Villa-Lobos, Nenung e Roberto Pollo).

O show, no Teatro Porto Seguro, também resgata outras músicas do seu repertório como ‘Lucidez’, ‘Overdose Coração’ e ‘Diamante’.



Músico, produtor, integrante do grupo Legião Urbana, Dado Villa-Lobos compôs em parceria com Renato Russo e Marcelo Bonfá algumas das canções mais representativas da recente história da música brasileira. À frente de sua produtora Rockit!, lançou e produziu uma série de artistas da geração 1990 e 2000 como Dinho Ouro Preto, Toni Platão, Moreno Veloso, Ultramen e Chelpa Ferro.

Premiado compositor de trilhas sonoras para o cinema – ‘Bufo & Spallanzani’ (prêmio de melhor trilha sonora no Festival do Cinema Brasileiro, em Miami), ‘O Homem do Ano’, ‘Pro Dia Nascer Feliz’ (vencedor do Kikito de Melhor Trilha Sonora no Festival de Gramado de 2006) entre outros, faz da criação musical seu ofício.

Show será no Teatro Porto Seguro, na região central de São Paulo (Paulo Ferreira/Divulgação)

Com o lançamento de sua carreira solo em 2005, voltou aos palcos com o projeto MTV apresenta: ‘Dado Villa-Lobos | Jardim de Cactus’. Lançou seu segundo CD ‘O Passo do Colapso’ no final de 2012 e, em maio de 2015, lançou o livro ‘Dado Villa-Lobos, Memórias de um Legionário’. Em 2018, volta com novo trabalho ‘Exit’, um êxito na busca do reencontro com o que se entende por música.

Serviço

DADO VILLA-LOBOS no show Exit

  • Dia 7 de maio – terça-feira, às 21h.
  • Ingressos: R$ 100,00 plateia / R$ 70,00 balcão e frisas.
  • Classificação: 10 anos.
  • Duração: 90 minutos.
  • Gênero: Rock.