CNC estima que turismo vai movimentar R$ 8 bilhões no carnaval 2020

Sem patrocínio, esquenta de carnaval é cancelado

A prefeitura de São Paulo anunciou ontem (7) o cancelamento do Esquenta Carnaval 2022, marcado para 16 e 17 de julho, por falta de patrocínio. A festa tinha sido planejada após diversas reuniões com representantes de blocos carnavalescos que pediram para fazer o evento fora de época, devido ao cancelamento por causa da pandemia de covid-19.

Segundo a prefeitura, todo o planejamento feito para a ocorrência em julho tinha como objetivo chegar a um modelo viável, em curto espaço de tempo. Para obter patrocínio, a prefeitura lançou um edital, com pregão realizado em 17 de junho e lance mínimo de R$ 10 milhões, para atender aos 300 blocos que manifestaram interesse em participar. Ontem (7), foi realizado um novo pregão no valor de R$ 6 milhões para readequar a proposta ao número de 216 blocos habilitados.

“Entretanto, em nenhuma das ocasiões, houve interesse de empresas privadas no financiamento do evento. A Secretaria Municipal de Cultura será a organizadora do Carnaval 2023 e formará uma comissão representativa com os blocos de rua para que, no próximo ano, o evento seja o maior e melhor carnaval de rua da história”, diz a nota da prefeitura.

Grupo Ocupa Carnaval de Rua

Por meio de nota, o grupo Ocupa Carnaval de Rua – SP, mostrou descontentamento com a decisão e solicitou que a prefeitura forme a comissão de carnaval com membros de blocos e coletivos para iniciar imediatamente o planejamento do Carnaval 2023. O grupo classificou a decisão como uma expressão do “repúdio aos artistas populares que se dedicam ao Carnaval de Rua” e disse ter sabido da decisão por meio da imprensa.

“A prefeitura tomou nosso tempo com reuniões, a secretária afirmou que caso não houvesse investimento privado a prefeitura arcaria com o custo do evento, no entanto, mais uma vez somos deixados a deriva, sendo informados via mídia”, diz a nota publicada nas redes sociais do Ocupa Carnaval de Rua – SP.

O fundador e coordenador do Fórum de Blocos São Paulo, Zé Cury, disse que espera a comunicação oficial da prefeitura sobre o cancelamento para se pronunciar.

Capital confirma datas do esquenta de carnaval

Depois de se reunir com representantes dos blocos de rua da capital paulista, a prefeitura confirmou a realização do Esquenta de Carnaval, nos dias 16 e 17 de julho. O evento se propõe a ser um carnaval fora de época, já que o desfile dos blocos de rua foi cancelado devido ao avanço da pandemia de covid-19.

Segundo a prefeitura, o próximo passo é entrar em contato individualmente com os inscritos para confirmar ou ajustar os trajetos.

“Vamos oferecer toda a estrutura para os blocos pequenos, médios e grandes desfilarem com segurança. Vamos esquentar os corações da cidade, levando um carnaval único para todas as regiões, do centro à periferia”, disse a secretária municipal de Cultura, Aline Torres.

Economia e alegria

O fundador do bloco Tomo Junto e ex-presidente do movimento Ocupa Carnaval de Rua SP, Pedro Anacleto, que também é articulador do movimento carnaval de Rua SP, ressaltou que a realização do Esquenta é muito positiva, já que favorece a economia e estimula a alegria e a reorganização dos blocos com um reagrupamento das comunidades de blocos de rua.

“Será ainda mais positivo para blocos pequenos e médios, pois a dispersão do público por longo período poderia prejudicar o evento de 2023. Sabemos que não será um carnaval e também estamos cientes que, se não houver condições sanitárias, não devemos sair, mas tudo caminha para que seja realizado normalmente”, disse Anacleto.

Para a realização, foram feitas 296 inscrições de blocos no formulário aberto pela Secretaria Municipal de Cultura, sendo 294 válidas. São elas: 75 no centro; 33 na zona norte; 51 na zona sul; 33 na zona leste; 91 na zona oeste; e 11 que não especificaram o trajeto.

A prefeitura também abriu no último sábado (4), o Edital de Patrocínio para o Esquenta de Carnaval. Com lances a partir de R$ 10 milhões, o edital está aberto até o dia 17 de junho.

Foto mostra Vale do Anhangabaú tomado por foliões. Alguns estão com as mãos para o auto enquanto cantam e dançam.

Sem apoio da Prefeitura, fim de semana teve 17 blocos

Com o fim do feriado de Tiradentes, acabou o período do carnaval fora de época em São Paulo. Por conta da variante ômicron, escolas de samba deixaram de desfilar em fevereiro e fizeram a festa nos últimos dias.

Mesmo sem o apoio da prefeitura, a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) informou ter constatado a realização de 17 desfiles de blocos de Carnaval “que ocorreram de forma tranquila e pacífica, com acompanhamento dos agentes de trânsito e de demais órgãos públicos”.

Foto mostra Vale do Anhangabaú tomado por foliões. Alguns estão com as mãos para o auto enquanto cantam e dançam.
Acadêmicos do Baixo Augusta durante desfile no Vale do Anhangabaú
(Acadêmicos do Baixo Augusta/Reprodução)

A expectativa era que 5% dos 800 blocos cadastrados na prefeitura fossem as ruas para celebrar o carnaval.

Diante da situação, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou neste domingo (24) que “poucas pessoas” saíram às ruas, “sem gerar grandes problemas. Além disso, elogiou a “conscientização cívica” ao comentar os blocos de Carnaval que desfilaram sem autorização oficial desde quinta-feira (21) na cidade de São Paulo.

Carnaval fora de época no Rio também tem blocos na rua

Carnaval fora de época no Rio tem blocos de rua

Com o desfile das escolas de samba no Sambódromo, neste feriadão de Tirantes e São Jorge, criou-se um clima de carnaval fora de época na cidade do Rio de Janeiro. A própria prefeitura passou a considerar o feriadão como carnaval, já que, as festividades originais, que seriam realizadas entre a última semana de fevereiro e primeira de março, tiveram que ser canceladas devido à covid-19.

Os desfiles de blocos de rua não foram autorizados pelas autoridades municipais, mas o prefeito Eduardo Paes afirmou que não os reprimiria.

“Não vou sair correndo atrás de folião. O que a gente pede é a compreensão das pessoas. Só faltava agora botar Guarda Municipal atrás de folião. Isso não vai acontecer. A gente tem permitido que a cidade celebre, que seja vivida a vida. A cidade está cheia, as ruas estão cheias, bares e restaurantes lotados. A cidade está aberta, está celebrando. Não vou ficar atrás de folião nem por um decreto”, afirmou Paes no último dia 16.

Os blocos têm aproveitado essa brecha deixada pela prefeitura para sair às ruas neste feriadão. Na tarde de hoje (23), por exemplo, um bloco reuniu centenas de foliões na Cinelândia, no centro da cidade.

Pedro Henrique Garcia, de 22 anos, era um desses foliões. Segundo ele, desde o início do feriadão, já foi há vários blocos. “Sentia muita falta disso. É uma coisa que vem desde criança comigo. Infelizmente não teve a preparação que a gente esperava. Não tem banheiro e as pessoas estão tendo que usar a rua”, disse.

Julia Souza, de 26 anos, aproveitou o sábado para ir à Cinelândia com as amigas. Segundo elas, era o primeiro bloco que elas curtiam neste feriadão. “A gente ouviu falar que os blocos seriam bons, só não viemos antes por uma amiga minha estava trabalhando. Aproveitamos hoje, que é sábado, para vir ao bloco”.

No momento em que a Agência Brasil esteve no bloco, havia apenas uma viatura da Polícia Militar e um furgão da Guarda Municipal, que deixou o local antes da reportagem.

Em seu perfil no Twitter, na última terça-feira (19), Paes afirmou que não autorizou os blocos porque não teve tempo de preparar a estrutura necessária para os blocos. “A organização do carnaval de rua – iniciada em meu 1º governo – exige meses de preparação, algo difícil na imprevisibilidade dos tempos pandêmicos”, escreveu.

Integrantes de escola de samba durante desfile no sambódromo.

Sambódromo: Sete escolas desfilam hoje em São Paulo

Sete escolas de samba do grupo especial de São Paulo inauguram o carnaval no Sambódromo do Anhembi nesta sexta-feira (22), a partir das 22h30. De acordo com a Liga das Escolas de Samba, os quatro dias de desfiles (os grupos de acessos desfilaram no dia 16 e 21 de abril) atraem mais de 110 mil espectadores, além dos cerca de 30 mil componentes de escolas. Mais sete escolas desfilam neste sábado (23). O encerramento do ciclo carnavalesco será no dia 29 de abril, com o Desfile das Campeãs.

Na sexta-feira (22), a Acadêmicos do Tucuruvi abre a passagem das agremiações com o samba-enredo Carnavais… De lá pra cá, o que mudou? Daqui pra lá, o que será?. A proposta é refletir sobre o passado, o presente e o futuro do carnaval.

A música é uma composição de Diego Nicolau, Marcelo Chefia, Rodrigo Minuetto, Rodolfo Minuetto e Leonardo Bessa. A escola, fundada em 1976, tem à frente os carnavalescos Dione Leite e Fernando Dias. 

Integrantes de escola de samba durante desfile no sambódromo.
(Liga SP/via Agência Brasil)

Às 23h45, a Colorado do Brás traz para a avenida a história da escritora negra Carolina Maria de Jesus, autora do livro Quarto de Despejo: diário de uma favelada. Com versos do samba-enredo Carolina – A cinderela negra do Canindé foram compostos por Thiago Sukata, Turko, Rafa do Cavaco, Claudio Mattos, Maradona, Valêncio, Luan e Thiago Meiners. O desfile da Colorado terá uma Rainha LGBTQIA+, Camila Prins.

A Mancha Verde entra na passarela às 0h40, abrindo a madrugada, e canta o Planeta Água. O samba exalta Iemanjá, orixá das águas salgadas, e destaca a água como um bem essencial à vida em todo o seu ciclo. A escola foi vice-campeã do carnaval em 2020. 

O enredo da Tom Maior junta as reflexões do livro O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry, à realidade do sertão nordestino. O Pequeno Príncipe no Sertão é o nome do enredo que será desenvolvido pelo carnavalesco Flávio Campello. A ideia é manter a mensagem original da obra, mas com adaptações que trazem os personagens e as cores do Nordeste brasileiro. A escola entra no sambódromo à 1h45.

A Unidos de Vila Maria é a quinta agremiação a desfilar, às 2h50. O mote para o samba de 2022 nasce com reflexões sobre a pandemia e a “necessidade de analisar e repensar a vida ao longo dos anos, fazendo assim uma viagem até os dias de hoje”, conforme explica na sinopse do desfile o carnavalesco Cristiano Bara. Essa análise resultou no samba-enredo O Mundo Precisa de Cada Um de Nós. A Vila é Porta-Voz.

A Acadêmicos do Tatuapé entra na avenida às 3h55 para narrar a história do café no Brasil a partir da figura do Preto Velho, uma entidade de religiões de matriz africana. Preto Velho Conta a Saga do Café num Canto de Fé é o título do samba-enredo que tem Celsinho Mody como intérprete. Wagner Santos é o carnavalesco da escola.

Quem fecha o desfile, às 5h, é a escola Dragões da Real, que homenageia o cantor Adoniran Barbosa. “Dá licença de contar, no raiar dessa manhã, que essa gente feliz: É Adoniran! Na passarela, o povo diz no pé! Nóis vai sambando até quando Deus quiser”, são alguns dos versos do samba-enredo. É o carnavalesco Jorge Silveira quem vai contar essa história na passarela.

Passaporte da vacina é obrigatório para entrar no sambódromo

O público terá que apresentar a comprovação de que recebeu as duas doses de vacina contra a covid-19 para assistir ao desfile das escolas de samba na capital paulista. Os desfiles começam nesta quinta-feira (21) no Sambódromo do Anhembi com as escolas do grupo de acesso. As regras sanitárias foram atualizadas pela Secretaria Municipal de Saúde no último dia 13.

A exigência de apresentação do passaporte vacinal vale também para outros eventos fechados que festejam o carnaval. Segundo a Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa), o objetivo é permitir a realização de uma festa mais segura do ponto de vista sanitário e epidemiológico.

As diretrizes preveem também a disponibilização de álcool em gel 70% para higienização das mãos, o maior número possível de entradas e saídas de público, para que o movimento ocorra de maneira escalonada, e a obrigação de controle de acesso.

A Secretaria Municipal de Saúde determinou ainda sejam tomadas providências para adequação da qualidade do ar interno, em ambientes climatizados, ou não, com ações como o destravamento e abertura de portas e janelas ou mediante o uso de sistemas acessórios para captação do ar externo. 

Programação

As escolas do grupo de acesso desfilam hoje a partir das 20h. Na sexta-feira (22) e no sábado (23), apresentam-se as 14 agremiações do grupo especial. Para amanhã, a ordem dos desfiles, que começam às 22h30, é a seguinte: Acadêmicos do Tucuruvi, Colorado do Brás, Mancha Verde, Tom Maior, Unidos de Vila Maria, Acadêmicos do Tatuapé e Dragões da Real.

No sábado (23), quem abre a passarela é Vai-Vai, às 22h30. Em seguida entram na avenida a Gaviões da Fiel; a Mocidade Alegre; a Águia de Ouro; a Barroca Zona Sul; a Rosas de Ouro e a Império de Casa Verde.

Na sexta-feira seguinte (29), o Desfile das Campeãs fecha o carnaval paulistano de 2022.

Manchas de sangue no chão no local onde a criança foi ferida.

Criança tem perna amputada após acidente com carro alegórico

Ao sair do Sambódromo da Sapucaí, no Rio de Janeiro, um carro alegórico da escola Em Cima da Hora colidiu com uma menina. O acidente obrigou a menina a amputar uma das pernas, enquanto o outro membro segue em estado crítico.

Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, a jovem ainda está em estado grave após ter sofrido traumatismo no tórax e sofrido uma parada cardíaca.

Logo após o incidente, a garota foi levada para o ambulatório da Sapucaí, mas o local não daria conta dos ferimentos. Por isso, foi encaminhada para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no centro do Rio de Janeiro.

Manchas de sangue no chão no local onde a criança foi ferida.
(Rede Social/Reprodução)

De acordo com o relato de testemunhas, a mãe e a filha estavam comendo em uma praça perto do Sambódromo, quando a menina decidiu se afastar com dois amigos para ver mais de perto os carros alegóricos.

Para os médicos do hospital, a mulher detalhou o acidente: a menina subiu em um dos carros alegóricos enquanto estava parado, mas quando entrou em movimento e passava por um trecho estreito, a garota não conseguiu sair e teve suas pernas prensadas.

Por conta da investigação da Polícia Civil no local, os desfiles posteriores de Acadêmicos do Cubango e Unidos da Ponte atrasou em mais de uma hora.

Em nota, a escola Em Cima da Hora afirmou que ainda está apurando os fatos juntamente com a Liga.

Acidentes em rodovias federais matam 55 pessoas no carnaval

Morreram em acidentes nas estradas federais 55 pessoas desde a última sexta-feira (25), segundo o balanço parcial da Operação Carnaval divulgado hoje (28) pela Polícia Rodoviária Federal  (PRF). Ficaram feridas 730 pessoas em acidentes ao longo do feriado.

Até o momento, 1,6 motoristas foram autuados por dirigirem embriagados. A PRF também multou 4,1 mil motoristas por falta de uso do cinto de segurança. As ultrapassagens perigosas foram a razão de outras 5,5 mil autuações durante o feriado.

A PRF fez ainda 579 prisões durante a Operação Carnaval deste ano. Foram recuperados 121 veículos roubados e apreendidas 25 armas de fogo. Os resultados foram obtidos com a fiscalização de 66,5 mil veículos.

Para o período de carnaval, a PRF intensificou o policiamento nas rodovias federais, com rondas e policiais posicionados em trechos mais movimentados ou com mais índice de acidentes e infrações de trânsito.

Goiás

Acidente em Itumbiara, Goiás, matou duas crianças (Reprodução)

Em Itumbiara, interior do Goiás, quatro pessoas da mesma família, incluindo duas crianças de dois e oito anos, morreram após o carro em que estavam bater em uma árvore. O acidente aconteceu na manhã de ontem (27).

Segundo a PRF, o motorista perdeu o controle do veículo, saiu da pista e acertou a árvore. O pai, que dirigia o carro, foi levado para o hospital. A mãe e um amigo da família são as outras duas vítimas do acidente. A família era de Goiânia.

Carnaval: veja o que abre e fecha no feriadão

A prefeitura de São Paulo decretou ponto facultativo de segunda-feira (28) até as 12h da Quarta-feira de Cinzas (2). A medida suspende o expediente na administração pública, mas parte das atividades, como a vacinação contra a covid-19, continuará normalmente na cidade.

Confira o que abre e fecha na capital paulista:

– Bancos: a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou que, em razão de resolução do Banco Central, o calendário de feriados bancários está mantido e, na segunda e terça-feira de carnaval, não haverá atendimento ao público nas agências. Na Quarta-feira de Cinzas, o expediente começa às 12h, com encerramento no horário normal de fechamento das agências.

– Rodízio de carros: o rodízio municipal para carros estará suspenso de segunda a quarta-feira e será retomado quinta (3). As demais restrições de circulação – Zona Máxima de Restrição à Circulação de Caminhões (ZMRC) e a Fretados (ZMRF) e Zona Azul – continuarão vigorando durante todo o período.

– Vacinação: a imunização contra a covid-19 estará disponível durante o final de semana e nos dias seguintes em postos específicos da capital paulista. No sábado (26), a Secretaria Municipal da Saúde fará a imunização nas Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs) – Unidades Básicas de Saúde (UBSs) Integradas, das 8h às 19h, para aplicação da primeira, segunda e dose adicional. Poderão se vacinar crianças de 5 a 11 anos de idade, adolescentes e adultos.

No domingo (27), a vacinação ocorrerá exclusivamente para adolescentes e adultos, das 8h às 16h, nas farmácias parceiras da Avenida Paulista (nos números 2.371 e 266) e, das 8h às 17h, nos parques Buenos Aires, Severo Gomes, do Carmo, Villa-Lobos (das 11h às 16h), da Independência e da Juventude. 

Na segunda (28) e terça-feira (1º), a vacinação será nas AMAs/UBSs Integradas, das 8h às 19h, para crianças de 5 a 11 anos, adolescentes e adultos. Na Quarta-feira de Cinzas (2), a vacina estará disponível nas AMAs/UBSs Integradas das 8h às 19h. A partir do meio-dia, toda a rede volta a vacinar: UBSs até as 19h, e megapostos e drive-thrus até as 17h.

– Carnaval de Rua: a prefeitura de São Paulo cancelou o carnaval de rua na cidade. O desfile das escolas de samba, que ocorreria no Sambódromo do Anhembi, foi transferido para os dias 16, 21, 22, 23 e 29 de abril.

– Atendimento médico: estarão abertos e com funcionamento ininterrupto os hospitais e prontos-socorros; Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs) 24 horas; unidades de Pronto Atendimento (UPAs); Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas 4 Redenção e o Samu. Não funcionarão de sábado até Quarta-feira de Cinzas: Unidades Básicas de Saúde (UBSs); Centros de Convivência e Cooperativa (Ceccos) e Centros Especializados em Reabilitação (CERs); e a Rede Municipal Especializada (RME) em infecções sexualmente transmissíveis ISTs/Aids.

Ônibus e metrôs: de acordo com a SPtrans, a circulação dos ônibus no sábado (26), segunda (28) e terça-feira (1º), será equivalente à de um sábado normal. No domingo (27), a frota não terá alteração. Na quarta-feira (2) será a frota operacional correspondente aos dias úteis, com 11.685 veículos.

No Metrô, no sábado, todo o sistema funcionará sem nenhuma alteração. No domingo (27), a Linha 1-Azul do passará a funcionar a partir das 14h, em razão de testes do novo sistema de Sinalização e Controle de Trens (CBTC). Para atender os passageiros, o Metrô disponibilizará os ônibus do sistema Paese, que vão percorrer o trecho entre Jabaquara e Tucuruvi, em ambos os sentidos. 

Na segunda (28) e terça-feira (1° de março) não há previsão de mudanças no funcionamento das estações. As linhas 1- Azul e 3- Vermelha, que concentram a maioria dos passageiros que circulam pelo sistema, terão intervalo médio entre trens (nos horários de pico da manhã e da tarde) de aproximadamente quatro minutos. Na quarta-feira, com exceção da Estação Jardim Colonial, na Linha 15- Prata, todas abrirão às 4h40.

Ensaios técnicos no Rio ainda não têm data para começar

Os ensaios técnicos das escolas de samba do Rio para o carnaval de 2022, previstos para a segunda quinzena deste mês, ainda não têm data para começar. O Sambódromo, na Marquês de Sapucaí, no Centro, passa por obras com investimento público e privado estimados em R$ 45 milhões para melhorar as condições da infraestrutura da Passarela do Samba. A troca do asfalto na pista de desfiles também está no projeto.

Segundo a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), sem uma data definida para a conclusão das obras, não foi possível adiantar um calendário dos ensaios técnicos, que têm ingressos grátis e costumam levar torcidas das escolas para as arquibancadas do Sambódromo.

“De acordo com a Liesa, as datas dos ensaios técnicos estão sendo definidas em função do recapeamento da pista da avenida e de algumas obras necessárias. Em breve a data será anunciada”, informou, assegurando que seguirá todas as orientações dos órgãos competentes e protocolos vigentes referentes à covid-19.

Unidos do Viradouro, campeã do carnaval 2020 (Liesa/Reprodução)

Além da falta de conclusão das obras no Sambódromo, o atual cenário epidemiológico da capital por causa do avanço da covid-19 com a variante Ômicron e ainda os casos de Influenza, que começaram a reduzir também vai pesar na decisão para a realização dos ensaios técnicos. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde do Rio (SMS), na terça-feira passada (28) eram 63 casos registrados de covid-19. Dois dias depois já eram 159 casos confirmados. Dados atualizados hoje (4), às 11h30, havia uma pessoa aguardando vaga para internação na rede com sintomas da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e 24 pessoas internadas.

Influenza

Com relação à influenza (H3N2) os números vêm caindo na cidade. “Os casos de gripe nas últimas semanas reduziram consideravelmente. Nesta última semana, a queda no índice de pacientes que buscaram assistência na rede de urgência e emergência foi 75% em relação ao início de dezembro”, informou a pasta. Conforme a SMS, mais de 2,9 milhões de pessoas já foram imunizadas contra a gripe na cidade.

A SMS informou que até agora não há previsão para uma reunião entre representantes da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), integrantes da pasta e do Comitê Científico para discutir a realização dos desfiles no carnaval. Para as escolas do grupo especial as datas previstas são 27 e 28 de fevereiro.

Nesta terça-feira, o prefeito Eduardo Paes, o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, e integrantes do Comitê Científico de Enfrentamento à Covid-19 (CEEC) se reúnem com representantes dos blocos de rua do Rio para esclarecer qual é o posicionamento oficial e se haverá condições para a realização desse carnaval popular.

Por Agência Brasil