Proteja sua senha e confira a conta do seu cartão no Carnaval

A FEBRABAN vem insistentemente divulgando que há um golpe esperando os foliões neste carnaval: “malandros” se passam por ambulantes em meio à grandes aglomerações e, exatamente neste momento, pela distração e não raro o teor de álcool no sangue, aproveitam para trocar o cartão da vítima e pegam a senha.

Isso requer ousadia e um passe de mágica, pois o larápio precisa que você digite sua senha quando a máquina está para receber o valor da operação e ainda trocar o cartão em um momento de distração.

Acontece que eles fazem isso com muito “profissionalismo”, portanto não subestimem a técnica e eficiência no furto da sua senha e cartão.

Mas não é só isso,  João Antônio Motta, advogado  especialista em obrigações e contratos, com ênfase em direito bancário, econômico e do consumidor explica que: 

Se você vai à cidade diferente, em locais diferentes, desconhecidos, é de muita importância que você verifique exatamente o que está fazendo. Lembre que ao digitar sua senha ela não pode aparecer no visor e, especialmente, confira exatamente o que e quanto pagou pedindo
ainda a sua via do comprovante (coisa que muitas vezes não fazemos).
Não é difícil encontrar comerciantes desonestos, ou que por “descuido”, digitam um zero a mais ou colocam valores bem diferentes (e maior) na conta que te apresentaram.

Nestes momentos de folia o descuido, a descontração, pode sair caro, muito caro. Os Tribunais de todo o país já têm orientação firmada a respeito. Se a fraude foi realizada com o cartão da vítima, com a sua senha pessoal, houve descuido portanto a vitima que deve ser penalizada.

Ou seja, a responsabilidade é de quem foi descuidado. Por isso é muito importante que tenham o máximo de cuidado com seu cartão e senha, pois
basta uma pequena distração para que os dias de carnaval sejam, após, motivo de choradeira.

Aliás, dentre as precauções não esqueça que quase todos os celulares (senão todos) têm uma câmera fotográfica e basta uma foto de frente e verso do seu cartão para que sejam realizadas compras pela internet. Não raro os golpistas buscam seus demais dados pela própria internet.

Portanto, muito cuidado! Qualquer descuido e por um “golpe de mágica” você pode ter uma despesa que não pretendia.

Fraudes com cartão de crédito nas transações de celular crescem no Brasil

O número de fraudes envolvendo cartões de crédito em transações pelo celular tem aumentado no país. Segundo levantamento do laboratório de cibersegurança da Psafe, entre janeiro e agosto deste ano já foram detectados mais de 6,7 milhões de golpes envolvendo bancos ou cartão de crédito no ambiente mobile. Ao todo, são 3,6 fraudes por minuto.

Ao todo, foram detectados 920 mil golpes na internet com o objetivo de roubar dados financeiros de consumidores para clonar cartões de crédito neste ano. Os meses de junho e julho tiveram os maiores registros, com 343,5 mil e 388 mil respectivamente. Os menores índices foram registrados em março (10 mil ataques) e abril (6,5 mil ataques). Neste ano, já foram identificadas 5,8 milhões tentativas de golpes a bancos.

Especialistas da PSafe apontam que não é ser possível determinar a motivação dos golpes. No entanto, o laboratório avalia que os dados variam de acordo com a sazonalidade e “criatividade” dos hackers. O aumento nos casos de golpes registrados nos meses de junho e julho podem estar associados ao período de férias escolares, em que as famílias costumam viajar mais e, consequentemente, usar mais o cartão de crédito.

Segundo os especialistas, hackers têm se aproveitado cada vez mais de contextos reais para criar golpes com um visual bastante crível, o que também influência o aumento dos casos de fraude.

O levantamento foi baseado na coleta de dados de detecções e bloqueios de ciberataques aos aparelhos dos mais de 20 milhões de usuários com o aplicativo de segurança dfndr, nos referidos períodos.

Alerta

De acordo com a diretora do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça, Ana Carolina Pinto Caram Guimarães, a pasta tem alertado os consumidores para verificarem a procedência dos sites e, principalmente, desconfiar de facilidades extremas oferecidas pelos estabelecimentos virtuais.

“Quando se fala de fraude, vai além de uma relação de consumo. É um crime praticado por pessoas que usam de má fé, se apropriam de dados do consumidor para se beneficiar indevidamente. Alguns benefícios oferecidos não são reais, são produtos com preços fora do valor real de consumo, sites que não têm índole boa. Tudo que tem muita facilidade, a gente convida o consumidor a ficar atento”, disse a diretora à Agência Brasil.

Segundo Ana Carolina Guimarães, o consumidor deve ficar atento às suas movimentações financeiras e comunicar imediatamente aos bancos ou às instituições financeiras caso verifique alguma inconsistência.

“Entre em contato com banco e peça o cancelamento do que estiver em desacordo. O consumidor também tem seu papel de verificar toda movimentação financeira. Os bancos ou estabelecimentos comerciais que não cancelarem imediatamente ou que não cuidarem de suas relações de consumo, como falha de segurança, vão responder juridicamente por essas falhas”, acrescentou.

Segundo a diretora, instituições financeiras têm aprimorado suas tecnologias para evitar golpes e fraudes aos clientes. “Há o caso de um banco que instalou o reconhecimento digital nas operações realizadas pelo celular e essa atitude reduziu mais de 80% nas fraudes no sistema. É necessário o constante aperfeiçoamento das tecnologias para que haja o efetivo combate desses golpes”, avaliou.

Dicas

Para evitar fraudes, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) sugere que o usuário pesquise as opiniões dos clientes do estabelecimento antes de realizar transações em plataformas de venda on-line.

Além disso, o órgão aconselha os compradores a buscarem empresas que forneçam o endereço físico no site, CNPJ, e um telefone de atendimento ao consumidor; orienta ainda a desconfiar de ofertas muito generosas e a comparar produtos similares em outros fornecedores.

A Senacon oferece ainda a plataforma Consumidor.gov.br, que reúne reclamações e avaliações dos clientes. O sistema permite a interlocução direta entre consumidores e empresas para solução de conflitos de consumo pela internet. Segundo o ministério, 80% das reclamações registradas no sistema são solucionadas pelas empresas, que respondem às demandas dos consumidores em um prazo médio de sete dias.