Motores do avião que caiu com Marília Mendonça são recuperados

investigadores do Cenipa analisam avião caído sobre pedras

A PEC Táxi Aéreo, proprietária do avião Beechcraft King Air C90A que caiu na serra de Caratinga (MG), na sexta-feira (5), com a cantora Marília Mendonça, resgatou hoje (8) os dois motores da aeronave.

A remoção foi acompanhada por técnicos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão militar subordinado ao Comando da Aeronáutica, responsável por investigar as causas de acidentes aeronáuticos.

Na queda do avião morreram a cantora e compositora Marília Mendonça, de 26 anos; o tio e assessor da artista, Abiceli Silveira Dias Filho; o produtor Henrique Bonfim Ribeiro; o piloto Geraldo Martins de Medeiros e o co-piloto Luiz Eduardo David Guimarães.

investigadores do Cenipa analisam avião caído sobre pedras
(FAB/via Fotos Públicas)

Embora as causas do acidente ainda estejam sendo apuradas, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) revelou que a aeronave atingiu um cabo da rede elétrica quando se aproximava do aeródromo de Ubaporanga.

Ainda de acordo com a Cemig, a linha de distribuição de energia elétrica atingida pelo avião fica fora da zona de proteção do aeródromo, tendo sido instalada segundo todas as normas técnicas e regulamentos em vigor.

Após atingir o cabo, o bimotor caiu sobre as pedras de uma cachoeira localizada em uma área de difícil acesso, entre as cidades de Piedade de Caratinga e Caratinga, o que dificultou não só o resgate das vítimas, como também a remoção da fuselagem – que teve que ser cortada em partes e exigiu que parte da vegetação em volta fosse suprimida – e a recuperação dos motores da aeronave, cuja perícia será fundamental para o esclarecimento do acidente.

De Caratinga, os destroços da aeronave serão transportados para o Rio de Janeiro, onde serão periciados.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que o Beechcraft, matrícula PT-ONJ, com capacidade para transportar até seis passageiros e mais dois pilotos, estava com toda a documentação em dia e a empresa proprietária tinha autorização para operar táxi-aéreo.

Por Agência Brasil

Helicóptero com Boechat caiu por falta de manutenção

Rolamento nº 2 do compressor falhou porque o duto de distribuição de óleo estava entupido (TV Band/Reprodução)

O helicóptero que transportava o jornalista Ricardo Boechat caiu, principalmente, por falta de manutenção, segundo relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). A informação foi divulgada com exclusividade pela Band. O acidente, que também matou o piloto da aeronave, Ronaldo Quattrucci, aconteceu no dia 11 de fevereiro de 2019.

“A conclusão do Cenipa, obtida com exclusividade pelo repórter Valteno de Oliveira, da Band, é que houve uma falha no compressor, um dos itens mais importantes da turbina, o equipamento que pressuriza o ar para jogar na câmara, onde ocorre a queima de combustível”, informou a emissora, na qual Boechat apresentava o Jornal da Band, além de atuar na Band News FM.

Ainda segundo a reportagem, o rolamento do compressor falhou devido havia um entupimento no duto de distribuição de óleo, que levou a falha do motor. O óleo, segundo a fabricante, deveria ser trocado uma vez por ano, mas chegou a ficar 38 meses sem substituição.

Vítimas de acidente aéreo permanecem internadas

Por Alex Rodrigues 

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Marcela Brandão Elias, uma das vítimas do acidente com o avião (Reprodução)


Sete das dez pessoas que estavam a bordo do avião bimotor Cessna 550 que caiu na última quinta-feira (14) ao tentar pousar na pista de um resort localizado na praia de Barra Grande, em Maraú, no litoral sul da Bahia continuam internadas, em estado grave, no Hospital Geral do Estado, em Salvador.

Entre os feridos há uma criança de seis anos. Todas as dez pessoas que viajavam de Jundiaí, no interior de São Paulo, para Maraú, sofreram queimaduras após a aeronave pegar fogo – ainda não se sabe se o incêndio começou devido a algum problema que pode ter causado a queda ou se em função do choque com o solo, ocorrido por volta das 14h de quinta-feira.

Três adultos morreram em função do acidente. A morte da jornalista Marcela Brandão Elias, 37 anos, foi confirmada logo após o acidente. Na noite de sábado (16) faleceu a assessora de imprensa Maysa Marques Mussi, 27 anos. Por volta das 6h20 de ontem (17), foi anunciado o óbito do ex-piloto de Stock Car Christiano Chiaradia Alcoba Rocha, o Tuka Rocha, 36 anos.

Marcela é mãe do menino de seis anos que sofreu queimaduras no corpo e continua internado no Hospital Geral de Salvador, junto com seu pai, Eduardo Trajano Telles Elias, 38 anos, que também não tem previsão de receber alta médica. A jornalista era irmã de Maysa Mussi, cujo marido, Eduardo Mussi, também está entre as vítimas do acidente internadas no hospital público especializado em atender vítimas de queimaduras e na realização de cirurgias reparadoras, entre outras coisas. Eduardo Mussi é irmão do deputado federal licenciado Guilherme Mussi.

(Twitter/Reprodução)

Dados do Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) revelam que o bimotor prefixo PT-LTJ pertence ao banqueiro José João Abdalla Filho, o Juca Abdalla. Fabricada em 1981, a aeronave estava com o certificado de aeronavegabilidade em situação regular, estando registrada e apta a realizar serviços aéreos privados. Dono do Banco Clássico e apontado como um dos homens mais ricos do Brasil, Juca Abdalla não estava a bordo da aeronave no momento do acidente.

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) e a Delegacia Territorial de Maraú já estão investigando as causas do acidente com a aeronave.