Torcedor caído no chão e outros torcedores ao redor, abaixados, conversando com a vítima enquanto espera pelo resgate.

Torcedor que matou palmeirense tem prisão preventiva decretada

O suspeito de matar um torcedor do Palmeiras teve hoje (13) a sua prisão em flagrante convertida em prisão preventiva pela Justiça de São Paulo. José Ribeiro Apóstolo Jr. foi preso em flagrante pela Polícia Militar logo após atirar contra Dante Luiz.

O suspeito está sendo acusado de homicídio qualificado. O crime aconteceu durante uma confusão entre torcedores e policiais no entorno do estádio Allianz Parque, na capital paulista. O torcedor chegou a ser socorrido, mas não resistiu.

A confusão ocorreu após a derrota do Palmeiras por 2 a 1 para o Chelsea, pelo Mundial de Clubes.

Torcedor caído no chão e outros torcedores ao redor, abaixados, conversando com a vítima enquanto espera pelo resgate.

Torcedor do Palmeiras é morto após derrota para o Chelsea

Um torcedor do Palmeiras, identificado como Dante Luiz, 35 anos, morreu após ser baleado por outro torcedor perto da arena palmeirense, na região da Água Branca, zona oeste da Capital. Por causa da final do Mundial de Clubes da Fifa, disputada em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, a torcida se concentrou perto da arena para acompanhar o jogo em São Paulo.

Após o término, segundo relatos feitos por jornalistas que estavam no local, a Polícia Militar usou bombas de gás para dispersar os torcedores. Houve correria e algumas pessoas passaram mal.

Às 17h17, o Corpo de Bombeiros informou, por meio de uma rede social, que havia recebido um chamado para socorrer vítima baleada, na Rua Palestra Itália, 101. Ainda segundo a corporação, o chamado indicava que o homem apresentava “ferimento por arma de fogo no tórax”.

Torcedor caído no chão e outros torcedores ao redor, abaixados, conversando com a vítima enquanto espera pelo resgate.
(Ingrid Griebel/Record TV/Reprodução)

Socorrido, o torcedor foi levado para o Hospital das Clínicas. Logo depois, a morte foi confirmada pela PM aos veículos de imprensa. O suspeito de ter atirado, identificado pela PM, é José Ribeiro Apóstolo Jr., que seria agente penitenciário.

Os Bombeiros também atuaram no socorro a um torcedor que sofreu fratura exposta. O caso é investigado.

Elenco do palmeiras posa para foto oficial antes do jogo contra o Chelsea

Mundial: Palmeiras faz bonito, mas é superado pelo Chelsea

O Palmeiras jogou de igual para igual, mas foi derrotado pelo Chelsea por 2 a 1 na final do Mundial de Clubes. Na tarde deste sábado (12), após um primeiro tempo sem gols, os ingleses abriram o placar com Lukaku, mas Raphael Veiga, de pênalti, empatou, levando a decisão para a prorrogação. No final do segundo tempo, outro pênalti, mas desta vez para o Chelsea, convertido por Havertz.

O começo de jogo foi nervoso e muito estudado. O Chelsea teve um pouco mais de presença no ataque e aos dez minutos chegou bem com Hudson-Odoi, mas o chute dentro da área foi cortado. O Palmeiras tentou responder e sua primeira chegada com perigo veio aos 17 minutos. Após cruzamento, a bola ficou viva e Danilo cabeceou na marca do pênalti, mas o goleiro defendeu sem problemas.

Elenco do palmeiras posa para foto oficial antes do jogo contra o Chelsea
(Fabio Menotti/Palmeiras/via FPF)

Aos 26 minutos, o Palmeiras construiu a jogada mais perigosa do jogo até então. Em contra-ataque rápido, Dudu acionou Zé Rafael, que devolveu. O camisa 7 invadiu a área, mas finalizou desequilibrado e a bola foi para fora. Os ingleses responderam com Lukaku, que desviou a bola dentro da área, mas Weverton defendeu bem.

Na parte final, mais uma chance para cada. Zé Rafael foi acionado na esquerda e escolheu dar o passe para Rony, mas demorou um pouco e a zaga cortou. Já nos acréscimos, o Chelsea assustou quando Thiago Silva aproveitou espaço na intermediária e chutou muito forte. A bola iria para fora, mas Weverton desviou por segurança.

No segundo tempo, o Chelsea teve mais espaço e conseguiu abrir o placar aos nove minutos. Hudson-Odoi cruzou na medida para Lukaku, que mesmo marcado, conseguiu cabecear firme na pequena área. Logo em seguida, Pulisic quase ampliou com chute colocado da meia-lua.

O Palmeiras tentou manter a calma para reagir. Aos 12, Dudu iria sair na cara do gol, mas adiantou muito a bola e o goleiro saiu para defender. Aos poucos, o Palmeiras voltou a equilibrar e teve um pênalti a seu favor. Thiago Silva tocou a mão na bola e o árbitro, após revisão no VAR, marcou. Raphael Veiga, com a costumeira tranquilidade, deslocou o goleiro e empatou.

A partir daí, a partida voltou a ficar truncada, com muita movimentação e cruzamento, mas poucas finalizações certas. Nos minutos finais, os dois times tomaram cuidado para não levar gol e a final foi para a prorrogação.

O cenário não se alterou no primeiro tempo da prorrogação. Muitos passes errados e mais posse de bola para o Chelsea, porém sem finalizações a gol. No segundo tempo, os ingleses arriscaram com Werner, mas por cima.

O Chelsea seguiu com mais poder ofensivo e teve um pênalti a seu favor aos 11 minutos, após o árbitro ir ao VAR para ver toque de mão de Luan. Havertz também demonstrou calma para deslocar Weverton. O Palmeiras juntou suas últimas forças e se lançou ao ataque, mas não conseguiu evitar a derrota e ainda teve Luan expulso após nova revisão do VAR.

Faixa ao lado do campo mostra o nome do Palmeiras. Ao fundo, arquibancadas e o campo de futebol onde a final do mundial será disputada.

Palmeiras na final: Paulistas levam vantagem no Mundial

A começar pela Taça Rio em 1951, o futebol paulista tem melhor retrospecto que os europeus em confrontos que valem o título do Mundial de Clubes em seus diversos formatos disputados ao longo da história. De Pelé a Guerrero, passando pelos sucessos de Raí, Dida e Rogério Ceni e os fracassos de Marcos e Neymar, o saldo é positivo para os clubes de São Paulo, em detrimento de equipes de outros estados que são superados pelos europeus nestes confrontos.

Ao todo, foram dez disputas -diretas ou não- entre paulistas e europeus valendo o título mundial, com oito conquistas brasileiras, contra duas europeias. Por outro lado, times de outros estados, somados, levam desvantagem.

Em 11 oportunidades times de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul estiveram na disputa pelo título do Mundial de Clubes e venceram três delas, sendo derrotados em outras oito.

Cronologia dos Mundiais de Clubes

Faixa ao lado do campo mostra o nome do Palmeiras. Ao fundo, arquibancadas e o campo de futebol onde a final do mundial será disputada.
Local do jogo na final (Palmeiras)

Na esteira do retorno da Copa do Mundo de Seleções no pós-Guerra, surgiu a ideia de um torneio mundial entre clubes. Patrocinado pela cidade do Rio de Janeiro, ficou conhecido como Copa Rio o torneio que reuniu metade dos times desejados -apenas europeus e sul-americanos se interessaram em participar- e aconteceu um ano depois do planejado, mas que plantou a semente da ideia de uma competição mundial interclubes. Campeão paulista de 1950, o Palmeiras foi um dos representantes brasileiros. O outro foi o Vasco da Gama, campeão carioca no mesmo ano. O Brasil sequer tinha uma competição nacional à época.

Com oito times divididos em dois grupos, os dois melhores avançaram à semifinal, onde Palmeiras e Vasco da Gama se enfrentaram. Vencedores, os palmeirenses superaram os italianos da Juventus na decisão em duas partidas no Maracanã. Após vitória por 1 a 0 e empate por 2 a 2, os palmeirenses ficaram com o título do que ficou conhecido como primeiro Mundial de Clubes.

Apesar disso, a competição que motivou a realização de diversos torneios envolvendo clubes europeus e sul-americanos nas próximas décadas, não teve sequência, ficando o mundo sem um campeão por alguns anos. Como acontecia desde a primeira década do século XX, porém, torneios entre clubes europeus eram frequentes. A história mudaria em 1955, quando da criação da Taça dos Clubes Campeões Europeus, embrião da badalada Champions League, que em seu primeiro ano conseguiu reunir 16 times.

Logo a ideia de um torneio mundial entre clubes foi retomada e, para tanto, a América do Sul precisava apontar um representante para enfrentar o campeão europeu. A partir disso nasceu a Taça Libertadores da América, torneio para o qual o Brasil precisava apontar um representante, surgindo assim a Taça Brasil, o primeiro Campeonato Brasileiro da história, iniciado em 1959. Nascia a partir de 1960, o Mundial Interclubes.

Quatro décadas de história

Entre 1960 e 2004 -exceção feita a 1978, quando não houve disputa, e 2000, que teve dois torneios mundiais-, o confronto entre os campeões europeus e sul-americanos era o formato de disputa do Mundial Interclubes. Nele, o Santos comandado pelo Rei Pelé foi o primeiro brasileiro a dominar o planeta, ainda na década de 1960. Em 1962, venceu na ida o Benfica no Maracanã por 3 a 2, e quando os ingressos para o terceiro jogo em Lisboa já estavam sendo vendidos, o Santos virou o placar e venceu os donos da casa por 5 a 2 para ficar com o título. No ano seguinte, o time da Vila Belmiro perdeu por 4 a 2 para o Milan, na Itália e, sem o Rei, devolveu o mesmo placar no Maracanã e venceu a terceira partida por 1 a 0 para ficar com o bicampeonato.

Trinta anos depois, o futebol paulista viu a história ser repetida através do São Paulo do técnico Telê Santana. Já num novo formato -jogo único disputado no Japão, terra dos patrocinadores do torneio- o Mundial Interclubes viu Raí brilhar na vitória são-paulina por 2 a 1 sobre o Barcelona, em 1992; e Muller marcar de calcanhar no triunfo por 3 a 2 sobre o Milan, em 1993. O outro paulista a ir ao Japão em busca do título, porém, voltou sem ele. Em 1999, o Palmeiras viu o ídolo Marcos falhar na derrota por 1 a 0 para o Manchester United.

Nova era dos Mundiais

Dias depois, a bola rolava para um novo projeto da FIFA -que até então apenas chancelava o Mundial Interclubes- para o seu Mundial de Clubes. Novamente com oito times e, assim como em 1951, disputado no Brasil, o torneio teve o mesmo formato da Copa Rio e contou com Corinthians -campeão brasileiro de 1998 representando o país-sede e o Vasco da Gama, campeão da Copa Libertadores da América no mesmo ano-, como os representantes brasileiros.

Com os corintianos eliminando o Real Madrid e os vascaínos despachando o Manchester United nas semifinais, a decisão do que a FIFA chamou de 1º Mundial de Clubes foi brasileira e decidida nos pênaltis. Nela, diante do goleiro Dida, o craque Edmundo bateu para fora a sua cobrança, definindo mais um título mundial aos paulistas.

Apesar da grandiosidade do evento, o torneio nestes moldes nunca mais foi repetido e sua disputa não impediu que o Mundial Interclubes fosse novamente realizado no final do ano -quando o Boca Juniors superou o Real Madrid-, e até 2004.

No ano seguinte, era inaugurado um novo formato de disputa do Mundial de Clubes e novamente com um time paulista ficando com o troféu. Contando com times de todos os continentes, o novo mundial tinha sul-americanos e europeus entrando na semifinal da disputa. Para ficar com o tricampeonato mundial, o São Paulo de Rogério Ceni derrotou o Al-Ittihad da Arábia Saudita antes de superar o Liverpool da Inglaterra.

Desde então, este é o formato dos mundiais entre clubes promovidos pela FIFA e, com finais diferentes, Santos e Corinthians já estiveram no torneio. O primeiro, em 2011, liderado por Neymar, superou o Kashiwa Reysol do Japão mas foi derrotado na decisão para o Barcelona. Com Messi reforçando a base da seleção espanhola campeã europeia em 2008 e 2012 e do Mundo em 2010, o time santista foi derrotado por 4 a 0 na decisão.

No ano seguinte, porém, o Corinthians conseguiu a última conquista mundial de um clube brasileiro desde então. O time comandado pelo técnico Tite viu Paolo Guerrero, atacante peruano, brilhar para conquistar o torneio. Com dois gols solitários, o Corinthians superou o Al-Ahly do Egito na semifinal e o Chelsea da Inglaterra na decisão para ficar com o título.

Dez anos depois, o Palmeiras, arquirrival corintiano, tenta derrotar o mesmo adversário na tarde deste sábado, 12 de fevereiro, e proporcionar mais uma conquista do mundo por parte de um clube paulista.

Outros brasileiros

Se os paulistas levam vantagem quando o assunto é disputa de mundiais, o mesmo não se aplica a outros brasileiros. Entre os cariocas, o Flamengo tem um título em 1981 e um vice-campeonato em 2019, ambos diante do Liverpool. O Vasco da Gama, por sua vez, foi derrotado pelo Real Madrid no Interclubes de 1998 e perdeu a final do Mundial de 2000 para o Corinthians.

Os gaúchos viram o Grêmio ser campeão diante do Hamburgo em 1983, mas ficar com o vice-campeonato ao ser derrotado pelo Ajax em 1995 e pelo Real Madrid em 2017. Arquirrival gremista, o Internacional derrotou o Barcelona para ser campeão em 2006, mas sucumbiu na semifinal de 2010, ao ser derrotado pelo Mazembe, do Congo e deixar de fazer a decisão com a Inter de Milão.

Três anos depois, foi a vez de o Atlético Mineiro repetir o expediente colorado em sua única participação no torneio. Derrotado pelo Raja Casablanca do Marrocos, na semifinal, o alvinegro de Minas Gerais sequer chegou a jogar a decisão mundial em 2013, quando enfrentaria o Bayern de Munique. Feliz na ocasião, os cruzeirenses acumulam duas derrotas em finais de mundiais. A primeira, em 1976, justamente para os alemães do Bayern, enquanto em 1997 foi a vez de o Borussia Dortmund levar a melhor sobre o Cruzeiro.