Em 24 horas, 700 mil maços de cigarro são apreendidos no Estado

(Receita Federal)

A Receita Federal, em conjunto com a Polícia Rodoviária Estadual de São Paulo, apreendeu, nas últimas 24 horas, dois caminhões carregados com cerca de 700 mil maços de cigarros contrabandeados. A operação teve início ontem (14), quando um caminhão que transportava uma carga com 350 mil maços de cigarros foi identificado pela Receita Federal após trabalho de inteligência. A abordagem ocorreu no km 137 da SP-300, que interliga Botucatu e a rodovia Castello Branco.

Hoje (15/4), foi realizada a abordagem do segundo caminhão, no km 63 da Rodovia Castelo Branco (SP-280), região de Itu. A carga também continha 350 mil maços de cigarros contrabandeados. Os maços de cigarro apreendidos estão avaliados em R$ 3,3 milhões.

As mercadorias e os veículos serão apreendidos. Será cobrada multa de R$ 2,00 por maço de cigarro apreendido.

Balanço

(Receita Federal)

Em 2021, a Receita Federal já apreendeu, em rodovias paulistas, 14 caminhões carregados com aproximadamente 5,1 milhões de maços de cigarros contrabandeados, um prejuízo de R$ 25,5 milhões ao crime organizado. Será também efetuado o lançamento de créditos no valor de R$ 10,2 milhões.

A atuação da Receita Federal na repressão ao contrabando e descaminho e tráfico de entorpecentes visa primordialmente a proteção da sociedade, tanto no aspecto relacionado à manutenção dos empregos gerados pela indústria nacional quanto no que diz respeito à proteção da saúde e da vida das pessoas, além de coibir o enriquecimento pelas organizações criminosas.

Carga de cigarro contrabandeada é apreendida em estacionamento

A Polícia Militar apreendeu, no início da noite de ontem (9), uma carga de cigarros contrabandeados. PMs foram chamados via rádio para verificar um material suspeito que estava sendo descarregado em um estacionamento no bairro da Saúde, Zona Sul de São Paulo.

Assim que chegaram ao local, os militares flagraram um homem que estava realizando o transbordo de caixas entre veículos no interior do estabelecimento. Nas caixas, havia grande quantidade de pacotes de cigarro.

O suspeito, identificado como Eduardo Jorge da Silva,  confessou que comprava e revendia maços de cigarros contrabandeados do Paraguai. Todos os veículos que estavam no estacionamento foram vistoriados, e em mais dois deles havia caixas de cigarros.

Ao todo, foram apreendidos 25.500 maços. O suspeito e a carga foram levados para a Superintendência da Polícia Federal, onde a ocorrência foi registrada.

*Com informações de Paulo Édson Fiore, da Jovem Pan

Veja essa e outras notícias no canal do Youtube do repórter Paulo Édson Fiore, da rádio Jovem Pan.

Tabagismo cai quase 40% em 14 anos, aponta estudo

(Arquivo/USP/Fotos Públicas)

Ministério da Saúde apresentou hoje (29) o resultado da pesquisa por telefone sobre doenças crônicas e fatores de risco (Vigitel 2019), que mapeou a ocorrência de doenças crônicas no país. A mais comum foi a hipertensão arterial, presente em 24,5% dos entrevistados. Desde 2006, o índice vem se mantendo estável. Nas pessoas com 65 anos ou mais, este diagnóstico chegou a 59,3% das pessoas.

A obesidade atingiu o maior percentual em 14 anos, de 20,3%. Em 2006, ele era de 11,8%. A faixa com maior prevalência desta condição foi de entre 45 e 54 anos (24,5%).

Já o tabagismo caiu neste mesmo período. Esse fator de risco saiu de 14,1% em 2006 para 9,8% em 2019, uma queda de 37,6% no período. Na faixa dos 45 aos 54 anos, o percentual atingiu seu maior patamar: 52%.

A diabetes foi identificada em 7,4% dos ouvidos. Em 2006, o índice era 5,5%, um aumento de 35% no período. A prevalência foi maior nas pessoas com 65 anos ou mais (23%) e na população de menor escolaridade (0 a 8 anos de estudo) (14,8%).

Vigitel covid-19

A Vigitel sobre a covid-19, que entrevistou duas mil pessoas entre 25 de abril e 5 de maio. Destas, 87,1% relataram ter saído de casa pelo menos uma semana. O índice foi maior no Sul, Sudeste e Centro-Oeste (89,6%) do que no Norte e Nordeste (82,3%). No recorte por idade, a prática foi mais comum entre faixas etárias abaixo de 50 anos (89,5%) do que acima desta idade (82,6%).

Os motivos mais informados para a saída de casa foram comprar alimentos (75,3%), trabalhar (45%), procurar serviço de saúde ou farmácia (42,1%), estar cansado de ficar em casa (20,5%), prestar ajuda a familiar ou amigo (20,2%).

A pesquisa também perguntou aos entrevistados os principais incômodos das pessoas. Os relatados foram dificuldade de dormir ou dormir mais do que de costume (41,7%), falta de apetite ou comendo demais (38,7%), sentir-se para baixo ou deprimido (32,6%) e sentir-se cansado ou com pouca energia (30,7%).

Em relação aos cuidados, as mulheres informaram higienizar mais as mãos frequentemente (88,6%) do que os homens (80,2%).

Fumante tem 14 vezes mais chances de morrer de Covid-19

(Arquivo/USP/Fotos Públicas)

As pessoas fumantes, infectadas com o novo coronavírus (covid-19), têm 14 vezes mais chances de morrer do que as não fumantes. O alerta é da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), que esta semana lançou em seu site uma campanha voltada à conscientização sobre os perigos de fumar. 

“O fato de os fumantes estarem mais propensos às infecções virais e a probabilidade de morte 14 vezes maior quando a covid-19 infecta fumantes, de acordo com estudos realizados, faz deste um bom momento para se pensar em tratamentos antitabagismo”, ressalta o presidente da entidade, João Fernando Monteiro Ferreira.

Segundo a associação de cardiologistas, o tabagismo enfraquece o sistema imunológico e torna mais lenta a reação do corpo às infecções. A capacidade pulmonar reduzida, comum em fumantes, também aumenta o risco de desenvolver as formas mais graves das infecções. “Trata-se da principal causa evitável de morte e encurta a vida de homens em dez anos e de mulheres em 12 anos”, disse o presidente da entidade.

De acordo com a entidade, o Brasil ocupa o oitavo lugar no ranking mundial de tabagistas, são 7,1 milhões de mulheres e 11,1 milhões de homens fumantes. No entanto, o número de brasileiros que mantém o hábito de fumar caiu 38% nos últimos anos. Em 2019, 9,8% afirmavam ter o hábito de fumar, enquanto em 2006 o índice era de 15,6%.

Por Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil 

Vídeo: policiais abordam carretas com R$ 6 mi em cigarro



A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 1,2 milhão de carteiras de cigarro em duas ações nessa terça-feira(19) e hoje (20) na região de Guaíra, oeste do Paraná. Somadas, as duas cargas contrabandeadas do Paraguai têm valor de mercado estimado em R$ 6 milhões.

Uma das cargas apreendidas estava escondida, sob uma camada de milho, em uma carreta abordada pelos policiais rodoviários, no perímetro urbano de Guaíra.

O motorista demonstrou nervosismo durante a ação, o que levou os agentes a fazer uma verificação minuciosa do veículo e encontrar 600 mil carteiras de cigarro. O motorista, de 39 anos, foi preso em flagrante. Ele disse que levaria a carga ilícita até o Rio Grande do Sul.

A outra apreensão ocorreu na BR-163, no município de Toledo. Dentro de um caminhão-baú, tipo frigorífico, os policiais descobriram 600 mil carteiras de cigarro.

Os cigarros contrabandeados estavam escondidos sob uma camada de milho
(Agência PRF)

Segundo a PRF, o motorista desobedeceu as ordens de parada. Após atravessar o pátio de um posto de combustíveis, ele parou o caminhão ao lado de uma área de mata, saltou da cabine e fugiu a pé. Os agentes fizeram uma busca na região, mas sem sucesso.

Na cabine foram encontrados documentos do caminhão com indícios de adulteração. Tanto o veículo quanto o semirreboque portavam placas de identificação falsas.

Número de fumantes caiu em 40% com medidas antitabaco

Por  Flávia Albuquerque 

(Arquivo/USP/Fotos Públicas)


A implementação de medidas estabelecidas pelo Tratado Internacional para Controle do Tabaco, como os aumentos de preços e impostos, reduziram em até 40% o número de fumantes no país, de acordo com a médica do Instituto Nacional do Câncer (Inca) e secretária-executiva da Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (Conicq), Tania Cavalcante. Segundo ela, também contribuem para o alerta do perigo do tabaco, as advertências sanitárias nas embalagens também, a proibição de saborização dos cigarros e a proibição das propagandas.

“Apesar de o Brasil ter reduzido muito a prevalência de fumantes para 9,3%, em números absolutos são 19 milhões de pessoas, então precisamos ajudar esses fumantes a deixarem de fumar e muitos deles precisam de tratamento, que é oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Embora ainda tenhamos muitos desafios, não temos propaganda e promoção dos produtos de tabaco”, disse durante o Simpósio Internacional Sobre Formas Alternativas de Exposição ao Tabaco.

De acordo com ela, as medidas adotadas, incluindo a proibição de fumo em locais fechados, estão fazendo o efeito previsto e mudando a percepção da sociedade de que fumar não é glamoroso e positivo e sim um problema de saúde pública. “Se perguntarmos hoje para qualquer criança ou adolescente, eles sabem disso, e são eles que pressionam seus pais, avós para que não fumem.

Para Tania, as medidas preventivas contra o tabaco não foram adotadas antes porque existe pressão da indústria do tabaco, já que muitas das medidas dependem de leis. “Se tivéssemos adotado anteriormente tudo o que temos hoje, teríamos menos fumantes e menos mortes e doenças. Hoje são 157 mil mortes [anuais] devido ao tabagismo, todas evitáveis, e um gasto de R$ 57 bilhões com as doenças por ano, enquanto as empresas lucram”.

Cigarro eletrônico

A médica ressaltou que é preciso ainda ficar atento aos cigarros eletrônicos, que têm sido difundidos como algo interessante para reduzir os danos aos fumantes, mas que é igualmente perigoso. Segundo ela, quando usado para tratar um fumante que está tentando parar com o convencional, o cigarro eletrônico pode ser utilizado, mas é importante não esquecer que ele não é inócuo e as empresas mantém seu interesse em expandir seu mercado da nicotina.

“Os cigarros eletrônicos são vendidos em lojas vistosas, são coloridos, bonitos, tentando passar uma percepção para a população de que aquilo não tem dano, mas tem. Estamos vendo nos Estados Unidos crianças e adolescentes morrendo por dano pulmonar e ninguém sabe o que está acontecendo exatamente”, destacou.

Tania disse que os pais devem ficar atentos para evitar que a novidade entre em suas casas e na vida de seus filhos. “Os formatos são os mais diversos possíveis e podem passar despercebidos e os pais não identificarem. Os pais precisam estar vigilantes e informar e orientar as crianças para que não usem e principalmente lembrar que pulmão nós só temos dois e é um órgão extremamente vital para a vida”.

Lei em São Paulo proíbe fumar em parques públicos

Por Flávia Albuquerque

(Gildson di Souza/Prefeitura de SP/via Fotos Públicas)

O prefeito Bruno Covas sancionou hoje (30) lei – aprovada pela Câmara Municipal de São Paulo – que proíbe fumar nos parques públicos municipais da cidade. A lei passa a valer em 60 dias e não será permitido o consumo de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos, narguilés, vape ou qualquer produto fumígeno, derivado ou não do tabaco.

Quem for pego em flagrante fumando nos parques estará sujeito a uma multa de R$ 500, aplicada em dobro na reincidência.

“Não combina o uso do cigarro com um espaço em que se quer preservar a natureza, conviver com a família, praticar esportes. Enfim, não tem nenhuma relação o uso do fumo em espaços como esse. Portanto, sancionei a lei, fico muito feliz de poder ter sancionado essa iniciativa e vamos agora conscientizar a população da importância desta lei”, disse o prefeito Bruno Covas.

Os parques receberão placas com o aviso da proibição e valor da multa. A expectativa do prefeito é que, em 60 dias, as placas já estejam colocadas e esteja finalizada a discussão com os conselhos gestores dos parques, formado por integrantes da população, que serão os responsáveis pela definição das áreas destinadas aos fumantes.

Segundo Covas, a fiscalização será feita pelos agentes da Secretaria do Verde e Meio Ambiente, com o apoio da Guarda Civil Municipal – GCM.

Como será

A multa será aplicada por meio da identificação com documento de identidade, CPF (Cadastro de Pessoa Física) e endereço para onde será enviado um boleto. Haverá ainda um canal para os frequentadores denunciarem os infratores.

“A GCM vai ajudar os fiscais da Secretaria do Verde e Meio Ambiente. Quem aplicará a multa será o fiscal, o GCM ajuda a dar segurança, porque muitas vezes os fiscais ficam inibidos porque sofrem ameaças”, explicou o prefeito.

Para ele, não haverá problemas na aceitação da lei, porque a questão é cultural, e deve ser incorporada pela população assim como ocorreu com a lei que proíbe o fumo em restaurantes e bares.

“Quando foi aprovada a lei que proíbe fumar em restaurantes em São Paulo a preocupação era com a fiscalização. Hoje, nós não temos nenhuma multa aplicada em bares e restaurantes e ninguém fuma nesses locais. Já virou uma questão cultural. Muito mais do que punir as pessoas, é uma questão de conscientização”, finalizou o prefeito.

Ambulância é apreendia carregada de cigarro

Ambulância transportava cigarro contrabandeado no lugar dos pacientes (Polícia Federal/Reprodução)

A Polícia Federal (PF) no Paraná realizou de ontem (6) para hoje (7) várias apreensões de veículos com carregamento de cigarros contrabandeados do Paraguai. A primeira delas, ocorreu na noite dessa quinta-feira na PR-491, perto de Marechal Cândido Rondon.

Os policiais suspeitaram de uma ambulância e saíram em perseguição. O motorista, ao perceber a presença da PF, abandonou o veículo e fugiu através de uma plantação de milho. Ao fazer uma busca na ambulância, os agentes encontraram grande quantidade de cigarros contrabandeados do Paraguai.

(Polícia Federal/Reprodução)

Outra apreensão aconteceu na manhã desta sexta-feira na BR-163, também em Marechal Cândido Rondon. Durante uma abordagem de um caminhão-baú, com placa de Umuarama, os policiais descobriram cerca de 900 caixas de cigarros também contrabandeados do Paraguai. O motorista conseguiu fugir pela mata antes da chegada dos agentes.

Em mais uma ação hoje, também em Marechal Cândido Rondon, uma equipe da PF apreendeu mais um caminhão-baú com uma carga de 400 caixas de cigarros contrabandeados. O motorista conseguiu fugir antes que os policiais chegassem ao local onde ele abandonou o veículo.

Os dois caminhões e a ambulância e toda carga de cigarros apreendida foram levados para a Delegacia da Polícia Federal em Guaíra e, em seguida, para a Inspetoria da Receita Federal.

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5 fatores que aumentam o risco de desenvolver câncer

Por Camila Maciel

(Arquivo/USP/Fotos Públicas)

Um terço das mortes causadas por 20 tipos de câncer no Brasil poderia ser evitado com mudanças no estilo vida. Tabagismo, consumo de álcool, excesso de peso, alimentação não saudável e falta de atividade física são fatores de risco associados a 114 mil casos da doença (27% do total) e 63 mil mortes (34% do total) por ano no Brasil.

Os dados, publicados na revista Cancer Epidemiology, fazem parte de um estudo realizado por pesquisadores do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e da Harvard University, nos Estados Unidos, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

O levantamento aponta, por exemplo, que a incidência de câncer de pulmão, de laringe, de orofaringe, de esôfago, de colón e de reto poderia ser reduzida pela metade caso esses cinco fatores de risco fossem eliminados. Leandro Rezende, pesquisador da FMUSP e um dos autores do estudo, destaca que não se conhece outra forma de prevenir tantos casos.

“O que nos surpreende é a magnitude de casos e mortes que a gente conseguiria evitar a partir da redução desses fatores de risco. Esse número deve chamar atenção para políticas públicas de redução do risco de câncer no Brasil”, disse à Agência Brasil.

(Arquivo/SP AGORA)

Estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS) indica que, em 2025, os casos de câncer cresçam em até 50% no Brasil em decorrência do aumento e do envelhecimento da população. Atualmente, a doença é a segunda causa de morte no país.

O levantamento da FMUSP, contudo, aponta que, além das mudanças na estrutura populacional, o aumento da prevalência desses cinco fatores de risco no estilo de vida do brasileiro pode representar novos desafios para o controle do câncer na população.

Os pesquisadores traçaram estimativas de redução da doença caso esses fatores sejam reduzidos.

“Trabalhamos com algumas metas ou recomendações que são mais plausíveis de serem atingidas em nível populacional e que estão presentes em alguns documentos e recomendações por agências internacionais”, explicou Rezende.

Foi considerado o seguinte cenário: o consumo de álcool com uma redução relativa de 10%, uma diminuição de 1 kg/m2 no índice de massa corporal na média da população, uma dieta de cálcio de 200 mg a 399 mg por dia e a redução de 30% na prevalência do consumo de tabaco.

Essas alterações, do ponto de vista populacional, poderiam evitar 19.731 casos de câncer (4,5% dos casos) e 11.480 mortes (6,1%).

Políticas públicas

Rezende destaca que essas estimativas contribuem para formulação de políticas públicas na área de saúde pública. Ele cita como exemplo o combate ao tabagismo no Brasil que conseguiu reduzir para menos da metade a proporção de fumantes em relação a década de 1990.

“Hoje, aproximadamente 10% da população brasileira fumam [antes, eram mais de 30%]. Quando o Brasil adotou um pacote de medidas, leis e regulamentação do tabaco no Brasil, como a tributação do cigarro, a proibição do consumo em local fechado, a gente teve um impacto bastante positivo na saúde da população”, disse.

O pesquisador aponta que o tabagismo é responsável por 67 mil casos de câncer por ano no Brasil, o equivalente a 15,5% dos casos e 40 mil mortes.

“Tem um debate bastante atual de que se deveria reduzir o imposto dos produtos derivados do tabaco para diminuir o consumo de cigarro contrabandeado. É importante trazer a magnitude do estrago que o cigarro faz na saúde da população quando se estimula o consumo. Hoje, o Brasil é um case de sucesso e a gente, primeiramente, precisa manter isso”, defendeu.

Um grupo de trabalho foi instituído em março deste ano pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública para avaliar “a conveniência e oportunidade” da redução da tributação de cigarros fabricados no Brasil.

Para Rezende, o combate ao tabagismo poderia servir de exemplo para a elaboração de outras políticas no campo da alimentação.

“Rotulagem, restrições de marketing e aumento de impostos de produtos da indústria de alimentos para desestimular o consumo são propostas possíveis de serem implementadas pegando emprestado o case de sucesso do tabaco para tentar reduzir o excesso de peso e obesidade da população no Brasil”, sugeriu.

Ele lembra que o Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde, recomenda que sejam consumidos principalmente produtos in natura e que se evitem alimentos processados, especialmente ultraprocessados.

Metodologia

A pesquisa partiu do consenso na literatura científica de que cinco fatores de risco – tabagismo, consumo de álcool, excesso de peso, alimentação não saudável e falta de atividade física – estão associados a 20 tipos de câncer.

O que o novo estudo fez foi calcular a fração atribuível populacional (FAP) da doença relacionado a dados populacionais sobre o índice de massa corporal (IMC) elevado, consumo de cigarro, álcool, prática de atividade física e informações sobre a alimentação.

De acordo com os pesquisadores, a FAP é uma métrica que estima a proporção da doença possível de prevenir na população caso os cinco fatores de risco fossem eliminados, mantendo as demais fatores/causas estáveis.

Os dados sobre a distribuição dos fatores de risco do estilo de vida foram calculados a partir da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2013, para estimar consumo de álcool, índice de massa corporal (IMC), consumo de frutas e hortaliças, atividade física, tabagismo e fumo passivo entre não fumantes no Brasil.

Foi utilizada também a Pesquisa Nacional de Orçamentos Familiares (POF), realizada entre 2008 e 2009 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para obter o consumo alimentar de fibras, cálcio, carne vermelha e processada.

PF flagra barcos com cigarros contrabandeados

(Agência PF/Reprodução)

Três embarcações que transportavam cigarros contrabandeados foram apreendidas pela Polícia Federal hoje (30) em Guaíra, no Paraná.

A apreensão foi feita durante acompanhamento tático feito pela PF no Rio Paraná. “Ao perceberem a aproximação da equipe policial, os indivíduos se atiraram nas águas do Paranazão e não foram localizados”, informou por meio de nota a PF.

No interior das embarcações foram encontradas cerca de 150 caixas de cigarros paraguaios. As embarcações (duas de fibra e uma de alumínio) foram apreendidas.