Capital tem mais dois casos suspeitos de Covid-19

(Arquivo/Agência Brasil)

A Capital Paulista registrou hoje (18) mais dois casos suspeitos de Covid-19, o novo Coronavírus. Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, são dois homens que apresentaram sintomas e estiveram recentemente na China.

Com isso, São Paulo permanece como o Estado com maior número de casos em investigação: quatro pacientes.

“Entraram mais dois casos de São Paulo, então permanecem os dois de ontem e dois novos em São Paulo e o do Rio Grande do Sul permanece desde a semana passada”, disse em coletiva à imprensa o secretário executivo do Ministério da Saúde, João Gabardo.

Segundo o balanço divulgado durante a tarde, além dos três casos suspeitos na Capital, o Estado investiga ainda o caso de um homem em Campinas, no interior. No Brasil, o Ministério da Saúde mantém cinco pacientes sob monitoramento, incluindo os quatro de São Paulo e um do Rio Grande do Sul.

Segundo o secretário, o paciente do Rio Grande do Sul foi testado para os vírus mais comuns, como H1N1, e os testes deram negativo. Agora, uma amostra está sendo enviada para o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) para análise específica quanto ao novo coronavírus. Três dos pacientes ainda serão testados para vírus gripais.

Gabardo enfatizou que a mobilização para prevenir e conter o vírus continua pelo menos até o começo do inverno. “Nós não vamos reduzir todas essas ações feitas, toda mobilizações feita antes da chegada do inverno, independentemente de até lá nós termos casos confirmados no Brasil”.

Repatriados

A pasta deve divulgar amanhã (19) o resultado dos exames dos brasileiros resgatados da China e dos tripulantes da Força Aérea Brasileira que estiveram envolvidos na ação. No total, 58 pessoas estão em quarentena na Base Aérea de Anápolis (GO) para descartar o risco de contaminação pela doença no Brasil.

*Com informações da Agência Brasil e da Secretaria Estadual de Saúde de SP

China confirma mais 98 mortes por causa do Covid-19

Aviões chegam à região mais afetada pelo Covid-19, na China, transportando novos médicos (Li He/Xinhua)


Autoridades sanitárias da China informaram que mais 98 pessoas, a maioria na província de Hubei, morreram por causa do novo coronavírus, nesta segunda-feira (17), fazendo com que o total de mortes no país chegasse a 1.868.

Segundo funcionários da Comissão Nacional de Saúde, havia 1.886 novas infecções e o número de casos em território chinês subiu para 72.436.

O número de novas infecções registradas em um único dia permaneceu abaixo de 2 mil pela primeira vez desde 30 de janeiro.

Alta médica

As autoridades informaram ainda que mais 1.701 pessoas receberam alta de hospitais ontem, fazendo com que o total atingisse 12.552. Elas disseram que mais de mil pessoas haviam recebido alta pelo sexto dia consecutivo e que o tratamento está surtindo efeito.

A imprensa chinesa mencionou uma declaração de Zhong Nanshan, chefe de uma equipe de especialistas formada por autoridades sanitárias do país encarregada de conter o surto. Ele teria dito que ainda não está claro se o surto atingiu o ápice.

De acordo com relatos da imprensa, na segunda-feira, Zhong disse a uma equipe médica durante uma videoconferência que o surto deve atingir o ápice até o final deste mês.

Zhong Nanshan também teria dito que transmissões entre pessoas em Wuhan ainda não acabaram.

https://spagora.com.br/coronavirus-estado-ainda-investiga-2-casos-suspeitos/saude/

Por NHK – Emissora pública de televisão do Japão

Coronavírus: Estado ainda investiga 2 casos suspeitos

O número de pessoas suspeitas de contaminação pelo coronavírus no Brasil não teve alteração em relação a ontem (16), continuando em três casos. Dois pacientes estão em São Paulo e um no Rio Grande do Sul, onde são monitorados. Os três ainda não tiveram as amostras analisadas pelos laboratórios de referência.

“Os três casos são recentes, dois deles ainda estão sendo analisados pelo Lacen [Laboratório Central de Saúde Pública] e um está sendo encaminhado do Lacen para nosso laboratório especializado”, disse o secretário executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo.

João Gabbardo, secretario executivo do Ministério da Saúde
(Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

É possível que os casos sejam descartados para coronavírus ainda no Lacen ou que necessitem de uma análise mais detalhada, como é o caso de um dos pacientes.

Carnaval

O ministério manteve sua política em relação ao carnaval. Gabbardo não sugeriu nenhum cuidado específico para o período.

“Nada específico em relação ao coronavírus, uma vez que não temos, até o momento, a circulação do vírus no país. As recomendações são gerais e valem para todas as doenças transmitidas por meio de secreções da boca e do nariz e das mãos através de locais que possam estar contaminados. Não há nenhuma recomendação específica. E que todos possam ter um carnaval com bastante tranquilidade”, disse Gabardo.

Anápolis

(Keven Cobalchini/Fotos Públicas)

O Ministério da Saúde não afasta a possibilidade de autorizar o fim da quarentena para os tripulantes e demais pessoas que saíram do país nos aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) para resgatar brasileiros em Wuhan, região considerada epicentro do vírus.

Segundo Gabbardo, será feito um novo exame hoje (17), que deve ficar pronto até quarta-feira (19). Até essa data, será tomada uma decisão em relação a essas pessoas. “Vamos aguardar o resultado desses exames para anunciar se eles vão permanecer até o final ou se poderão sair antes da quarentena. Essa questão está sendo analisada pelo Ministério da Saúde junto com o Ministério da Defesa.”

Ele frisou que a possibilidade de redução no tempo de quarentena não é considerada, até o momento, para os brasileiros que estavam em Wuhan e foram resgatados pelo governo brasileiro. A princípio, o período de 18 dias deverá ser cumprido por esse grupo.

Por Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil 

Porto de Santos: descartada suspeita de coronavírus em navio

Porto de Santos (Arquivo/Sergio Furtado/Fotos Públicas)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) descartou a presença de casos suspeitos de coronavírus no navio Kota Pemimpin, que deve atracar hoje (17) no Porto de Santos (SP). Na última sexta-feira (14), a embarcação, de bandeira chinesa, encaminhou, como parte da documentação necessária para aportar, o livro médico de bordo. Entre os registros, há o de dois tripulantes que tiveram sintomas gripais durante a viagem, com tosse e dor de garganta.

A agência informou, no entanto, que, “até o momento, não há nenhum motivo para preocupação”. Apesar de os casos não serem tratados como suspeitos da doença, será feita uma avaliação no navio por uma equipe da Anvisa, do Ministério da Saúde e da vigilância epidemiológica do estado de São Paulo e do município de Santos. Serão observadas as condições clínicas da tripulação.

“É importante esclarecer que o Porto de Santos dispõe de um plano de contingência para eventos de interesse em saúde pública, que poderá ser acionado caso seja identificado algum risco sanitário ou epidemiológico em qualquer embarcação que atraque”, acrescenta o comunicado da Anvisa.

Casos investigados no Brasil

Na última sexta-feira (14), o Ministério da Saúde informou que investiga quatro casos suspeitos de infecção pelo novo coronavírus no Brasil. Das quatro pessoas ainda sob suspeita de ter o vírus, cujo epicentro ocorreu na cidade chinesa de Wuhan, há uma criança de 2 anos, um adulto de 56 anos e duas pessoas na faixa dos 20 anos. Duas pessoas são do sexo masculino e duas são mulheres. Todos têm histórico de viagem à China, mas não a Wuhan.

Por Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil

Aumenta o número de mortos por Coronavírus na China

Médico acompanha paciente na China, onde os primeiros casos do vírus foram confirmados (Xiong Qi/Xinhua)


O número de mortos na China continental devido ao novo coronavírus aumentou para 1.113, informou hoje (12) a Comissão Nacional de Saúde.

Segundo autoridades de saúde de Pequim, o total de mortos nas últimas 24 horas é de 97.

O número total de casos confirmados é de 44.653, dos quais 2.015 foram confirmados nas últimas 24 horas em território continental chinês.

As autoridades acrescentaram ainda que 451.462 pacientes foram acompanhados por terem tido contato próximo com os infectados, dos quais 185.037 ainda estão sob observação.

O balanço ultrapassa o da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS, na sigla em inglês), que, entre 2002 e 2003, matou 774 pessoas em todo o mundo, a maioria das quais na China, mas a taxa de mortalidade permanece inferior.

O novo vírus, que provocou um morto em Hong Kong e outro nas Filipinas, afeta também o território de Macau (com nove casos) e mais de duas dezenas de países, onde os casos de contágio superam os 350.

A situação motivou a marcação de uma reunião de urgência de ministros da saúde dos países da União Europeia para amanhã (13), em Bruxelas, enquanto a Organização Mundial de Saúde enviou uma equipe de especialistas para a China visando acompanhar a evolução dos últimos casos.

Histórico

Os coronavírus são conhecidos desde meados dos anos 1960 e já estiveram associados a outros episódios de alerta internacional nos últimos anos. Em 2002, uma variante gerou um surto de síndrome respiratória aguda grave (Sars) que também teve início na China e atingiu mais de 8 mil pessoas. Em 2012, um novo coronavírus causou uma síndrome respiratória no Oriente Médio que foi chamada de Mers.

A atual transmissão foi identificada em 7 de janeiro. O escritório da Organização Mundial de Saúde (OMS) na China buscava respostas para casos de uma pneumonia de etiologia até então desconhecida que afetava moradores na cidade de Wuhan. No dia 11 de janeiro foi apontado um mercado de frutos do mar como o local de origem da transmissão. O espaço foi fechado pelo governo chinês.

Por RTP – Emissora Pública de Portugal