Franquias ampliam o delivery para faturar na pandemia

Uma pesquisa de Food Service realizada pela Associação Brasileira de Franchising (ABF), em parceria com a consultoria Galunion, aponta que, em agosto, o delivery dobrou sua participação no faturamento das redes entrevistadas, passando de 18% para 36%. Também cresceu a captura mista de pedidos (uso de canais próprios e marketplaces), que saltou de 45% (antes da pandemia) para 73%.

Outros movimentos importantes detectados foram a criação de novos canais/formas de venda, incluindo as cozinhas virtuais (dark kitchens), ajustes no cardápio/oferta de produtos e a digitalização nas interações com o consumidor. A pesquisa teve a participação de 85 marcas, representando R$ 20,6 bilhões e cerca de 15 mil unidades em todo o País.

O delivery foi alternativa de muitos restaurantes para manter o faturamento durante a pandemia. Mas, apesar do fechamento de algumas unidades, outras oportunidades de negócios surgiram derivadas da entrega dos pedidos em casa.

Água Doce Sabores do Brasil (Divulgação)

É o caso da rede de franquias Água Doce Sabores do Brasil, que enxergou no estoque de bebidas das unidades uma utilidade para faturar, além da venda de pratos. Em comunicado, o diretor de franquias da rede, Julio Bertolucci, disse que o chamado delivery de bebidas incrementou em 40% o faturamento das 80 unidades da marca. 

“Em parceria com os nossos fornecedores conseguimos articular preços competitivos no mercado e passamos a ser mini distribuidores locais de bebidas. O sucesso se deu porque, além de promover valores que competem com outros estabelecimentos, oferecemos drinks que colaboram para a experiência de consumo dos clientes”, comenta Julio.

Divino Fogão (Divulgação)

Na rede Divino Fogão não foi diferente, segundo a comunicado. Com todas as unidades localizadas dentro de shopping centers, o delivery – que antes era um agregador – se tornou uma parte importante para as unidades. São mais de 170 unidades espalhadas pelo Brasil e as entregas em domicílio cresceram de 600% durante a pandemia.

A procura pelo serviço permitiu que a franquia visualizasse uma oportunidade de negócio para ampliar o acesso dos consumidores aos pratos que são referência dentro do Divino Fogão. Com foco total no delivery, a rede lançou o projeto de Dark Kitchen, cozinhas invisíveis que atuam como parceiros na preparação e entrega dos produtos.

“A pandemia permitiu enxergar um gargalo que antes não era possível. Com o projeto, buscaremos parceiros com experiência em alimentação, como hotéis e lanchonetes, que tenham espaço físico e tempo ocioso das cozinhas para se dedicarem à produção de pratos exclusivos do Divino Fogão para delivery. Isto irá permitir a ampliação do raio de alcance das entregas, além de contribuir para que o licenciado rentabilize seu negócio, especialmente neste momento em que se ensaia uma retomada da economia. Até o final de 2021, a nossa expectativa é chegar a 600 cozinhas”, comenta Reinaldo Varela, fundador da rede conhecida pela comida típica de fazenda.

Mr. Cheney (Divulgação)

Mr. Cheney, rede de cookies tipicamente americanos, possui cerca de 95% de suas operações em shoppings. Com a obrigatoriedade do isolamento social, a rede teve que acelerar o projeto do primeiro e-commerce da marca e da plataforma própria de delivery.

“Da noite para o dia, o faturamento das 75 unidades caiu drasticamente por conta do fechamento dos shoppings. O delivery foi a única saída para muitos franqueados. Estávamos estruturando a loja on-line desde 2019, mas a pandemia acelerou a nossa estratégia”, explica Lindolfo Paiva, sócio fundador do Mr. Cheney via nota distribuída à imprensa.

Ainda segundo Paiva, no ano passado, a média de participação das vendas on-lineda rede era de 5% e, com o atual cenário, passou a ser de 26% no último trimestre, o que representa um crescimento de 422%.

“Tivemos que nos adaptar de uma forma rápida, justamente para minimizar os impactos do outro lado da ponta. Como a digitalização já era uma realidade para nós, só apertamos o start e oferecemos os devidos treinamentos aos lojistas. A evolução foi muito positiva e os nossos clientes receptivos com a novidade”, explica o executivo da rede que conta com um aplicativo próprio de entregas.

Aplicativos de entrega usam trabalho de menores, aponta Fundação

(Roberto Parizotti/Fotos Públicas)

Aplicativos de entrega como Rappi, iFood, 99Food e Uber Eats não têm conseguido impedir que menores de 18 anos trabalhem no Brasil para essas empresas usando contas de parentes mais velhos ou inscrevendo-se com seus próprios nomes, segundo uma reportagem publicada nesta quinta-feira (03/12) pela Fundação Thomson Reuters.

O fechamento de escolas e perda de empregos causados ​​pela pandemia levou mais crianças brasileiras a trabalharem na economia informal, segundo ativistas. Uma sondagem das Nações Unidas em São Paulo realizada com 52.745 famílias constatou que o trabalho infantil aumentou 26% de maio a julho.

A procuradora Ana Maria Villa Real F. Ramos, coordenadora-regional da Coordenadoria Nacional de Combate à Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente no DF, afirmou à reportagem que o problema é “muito sério” e que as autoridades planejam iniciar uma investigação sobre menores que trabalham para aplicativos de entrega.

A Fundação Thomson Reuters conversou com dois menores que disseram ter trabalhado para iFood, Rappi e Uber Eats. Um deles, Eduardo, de 16 anos, se inscreveu na iFood e Rappi em julho, meses depois que sua escola fechou devido à pandemia de covid-19.

Documentos da mãe

O jovem usou dados e documentos de sua mãe e de irmãos mais velhos. Ele disse que conseguia ganhar até 50 reais por dia. Mas um pequeno acidente de bicicleta em setembro fez com que ele perdesse a autoconfiança, e ele resolveu parar de trabalhar quando as escolas reabrirem. “Isso não é bom para ninguém”, disse, na Praça Varnhagen, cercada por restaurantes no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro. “Eu só quero algo melhor do que isso.”

Dezenas de grupos públicos e privados do Facebook relacionados a entregadores de aplicativo contêm postagens onde as menores falam sobre como se inscrever para trabalhar para os aplicativos usando os documentos de identidade de amigos e parentes. Vários vídeos públicos no YouTube oferecem orientação sobre como fazer isso.

Em resposta às revelações, os quatro aplicativos de entrega citados expressaram sua oposição ao trabalho infantil e citaram medidas para identificar contas fraudulentas. As empresas disseram à Fundação Thomson Reuters constituir fraude menores usarem os dados de terceiros para se inscreverem como entregadores.

A Uber Eats disse que apagou várias contas, notificou autoridades e que colaborará com elas para investigar possíveis fraudes. A 99Food informou que está revisando a documentação de sua força de trabalho. A iFood afirmou que todas as denúncias sobre trabalhadores menores de 18 anos foram investigadas internamente. Já a Rappi disse que não assume responsabilidade por falsos perfis ou documentos fornecidos pelos seus entregadores.

Firmas dizem combater fraudes

Segundo a reportagem, a iFood, Rappi e UberEats disseram que combatem fraudes em suas plataformas, fazendo com que os trabalhadores tirem selfies durante os turnos e usando software de reconhecimento facial para verificar seus usuários. A 99Food disse que lançaria um sistema de identificação semelhante este ano.

No entanto, tais sistemas seriam fáceis de burlar. Quando a solicitação aparece, os menores podem pedir ao proprietário da conta para fazer uma foto para eles. Se alguém for banido do serviço, eles podem se inscrever novamente usando os dados de outro parente ou amigo.

A procuradora Ana Maria Villa Real F. Ramos afirma que os aplicativos de entrega podem ser responsabilizados por usar o serviço de menores de idade e podem ser passíveis de pagar uma indenização às crianças e multas ao Estado.

Em julho, mais de mil entregadores de aplicativo protestaram em São Paulo por melhores salários e melhores condições de trabalho, afirmando, entre outras coisas, serem bloqueados pelos aplicativos se eles se recusassem a trabalhar mais horas.

Por Deutsche Welle

MD/rtr/ots

Entregadores fazem novo protesto em SP

Entregadores de aplicativos realizam hoje (14), na capital paulista, uma nova paralisação, para pleitear melhores condições de trabalho. A pauta de reivindicações é a mesma do movimento ocorrido em 1ª de julho, e inclui aumento do valor repassado pelas plataformas, por entrega realizada ou por quilômetro rodado, além do fim do sistema de pontuação que é atribuída a eles, depois que um serviço é concluído. 

(Djalma Vassão/Fotos Publica)

A categoria também pede que empresas como Ifood e Rappi ampliem a segurança dos trabalhadores, firmando contratos de seguros de vida, contra acidentes e contra roubo e furto das motocicletas. Outras demandas incluem medidas preventivas contra a covid-19, como fornecimento de equipamentos de proteção individual (EPI) e a disponibilização de endereços fixos para que possam esterilizar as motocicletas e os demais instrumentos de trabalho, evitando a infecção pelo novo coronavírus. Tais pontos já haviam sido recomendados pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), em meados de março.

Um grupo de manifestantes está concentrado, desde as 9h, em frente à sede do Sindicato dos Mensageiros, Motociclistas, Ciclistas e Mototaxistas Intermunicipal do Estado de São Paulo (SindimotoSP), mais conhecido como Sindicato dos Motoboys. De lá, eles seguem até o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região, localizado em Barra Funda, zona oeste da cidade. No local de destino final, a entidade representativa participará, às 16h, de uma audiência de conciliação com 13 empresas de aplicativos e o MPT, mediada pelo TRT.

Legislação vigente

De acordo com o SindimotoSP, há, ao menos, três leis em vigor que já respaldam a categoria: a Lei nº 12.009, que regulamenta as atividades de motofrete; a Lei nº 12.997, que classifica como perigosas as atividades de trabalhadores que utilizam motocicletas; e a Lei nº 12.436/2011, que proíbe empregadores de estimular competição entre motociclistas, com o objetivo de elevar a quantidade de entregas. Para o presidente interino do sindicato, Gerson Cunha, a mesa de negociação marcada para esta terça-feira deverá servir para que a legislação existente seja, de fato, cumprida.

“Já está judicializada a questão. Já temos ação civil pública julgada pelo tribunal. Agora, referente à paralisação de hoje, a todo o contexto, as empresas não mudaram nada, continuam agindo da mesma forma. Hoje a gente ainda espera que o tribunal ponha uma norma, crie uma regra pra esses aplicativos, pelo menos quanto ao valor da entrega ou do quilômetro rodado”, afirma. 

Ele explica que profissionais com carteira assinada, ou seja, que foram contratados sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), assim como microempreendedores individuais (MEI), aderiram à paralisação, porque a perda de garantia de direitos se estende a todos, não ficando restrita aos motoboys que trabalham por aplicativo, algo próprio da chamada gig economy, ou economia freelancer. “Toda a categoria já estava mobilizada, porque a precarização vem prejudicando todos esses trabalhadores. No caso dos CLT, estamos com cinco dissídios parados, sem conseguir reajuste [salarial]”, diz.

Sobre denúncias feitas por trabalhadores que alegaram ter sido bloqueados dos aplicativos após aderirem à paralisação do início do mês, Gerson Cunha disse que a tendência é que as empresas de aplicativo abandonem essa prática, por ver que o movimento tem ganhado força. “É até uma estratégia deles de não bloquear os trabalhadores, porque sabem que, se bloquear, o sindicato vai estar apontando isso”, argumenta Cunha. 

Muito suor, pouca remuneração

Um estudo da Universidade Federal do Paraná (UFPR) entrevistou 298 motoboys e verificou que mais de 57% têm jornada de trabalho superior a nove horas diárias. Apesar de o expediente já ser longo, aumentou ainda mais durante a crise sanitária de covid-19, para 62% deles. Além disso, a maioria (78,1%) descansa pouco ou quase nada, já que trabalha seis ou sete dias por semana. Apesar de batalhar bastante, 58,9% tiveram renda reduzida, com a pandemia.  

Resposta

O Ifood encaminhou nota à Agência Brasil em que informa que distribui EPIs aos entregadores inscritos na plataforma desde abril e, atualmente, toda a rota do aplicativo tem um ganho mínimo de R$ 5, mas que “a média é muito superior, ficando em cerca de R$ 9”. Sobre os seguros, a empresa informa que já oferece gratuitamente o seguro de vida e o de acidentes e que “os parceiros”(como a empresa se refere aos trabalhadores) podem contratar seguros com desconto, desde que seja com uma seguradora associada.

Sobre o bloqueio de trabalhadores do aplicativo, o Ifood esclarece que “tem regras de desativação claras e um processo de análise de revisões cuja palavra final é dada por pessoas, e não por robôs”, e que “não tem nenhum sistema de pontuação dos entregadores, nem usa estratégias de gamificação”. 

A Rappi informa que, desde o início da pandemia, também tem adotado protocolos de segurança para os entregadores parceiros e que mapeia os pontos onde há maior demanda pelos serviços, para ajudá-los a ter acesso a melhores oportunidades. Segundo a empresa, “o valor do frete varia de acordo com o clima, dia da semana, horário, zona da entrega, distância percorrida e complexidade do pedido” e “quase metade dos entregadores parceiros passa menos de 1 hora por dia conectada ao aplicativo”. 

“A Rappi também oferece, desde o ano passado, seguro contra acidente pessoal, invalidez permanente e morte acidental. Importante lembrar que não há necessidade de se inscrever ou se cadastrar no seguro, todos os entregadores parceiros que estiverem em pedido da Rappi estão automaticamente assegurados”, diz, acrescentando que “sob nenhuma hipótese os entregadores parceiros são bloqueados por exercer o seu direito de manifestar-se”.

Por Letycia Bond – Repórter da Agência Brasil 

Protesto de entregadores fechou avenidas de SP

Entregadores de aplicativos paralisaram as atividades nesta quarta-feira (1) para protestar por melhores condições de trabalho. O protesto faz parte da greve nacional dos entregadores de aplicativos de empresas como de empresas como Rappi, Loggi, Ifood, Uber Eats e James.  

Protesto na Avenida Paulista (Roberto Parizotti/Fotos Publicas)

Na capital paulista, os grupos se concentraram, pela manhã, nos pontos onde costumam esperar os pedidos. Eles também circularam pelas ruas e avenidas da cidade, buzinando e fazendo barulho com o ronco do motor das motos. Por volta das 14h, as motocicletas e as bicicletas fecharam a Avenida Paulista em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) e saíram em marcha.

“A pandemia mostrou para todos como nosso trabalho de entregador é essencial. Se o Brasil não parou é porque ele tá andando sobre duas rodas”, diz o texto de um panfleto distribuído nos pontos de concentração para a mobilização, que acrscenta: “Mas corremos muitos riscos, estamos recebendo mal e somos desrespeitados todos os dias pelos aplicativos”.

Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, os trabalhadores se concentraram na Igreja da Candelária, no centro da cidade, e percorreram algumas das principais vias da região no fim da manhã. O protesto passou pela sede do Ministério do Trabalho no Rio de Janeiro, que também fica no centro do Rio, e seguiu para bairros da zona sul da cidade. Segundo o Centro de Operações da Prefeitura do Rio, não houve impacto no trânsito.

Outro ato aconteceu em Niterói, reunindo entregadores do município e da cidade de São Gonçalo. Os entregadores se concentraram na Praça Arariboia, também pela manhã, e seguiram por ruas do centro e zona sul de Niterói, incluindo o bairro de Icaraí.

Brasília

Em Brasília, a mobilização juntou cerca de 200 entregadores, segundo os organizadores. Os trabalhadores se concentraram no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e foram até o Congresso Nacional. Segundo Alessandro Sorriso, da Associação dos Motoristas de Aplicativo do DF, a paralisação teve boa adesão não só na capital mas no país todo. Ele informou que deve haver uma nova greve e que o tema está sendo objeto de votação entre os entregadores nos estados envolvidos na mobilização.

Reivindicações

A principal pauta do movimento é o aumento dos valores pagos pelos aplicativos por entrega. A categoria quer não só o aumento do valor mínimo do serviço como também um reajuste do pagamento por quilômetro rodado. “Com a pandemia e o desemprego, os aplicativos estão ganhando como nunca. Em vez deles repassarem o valor para a gente, que está na linha de frente, correndo risco de pegar covid-19, eles jogaram as taxas de entrega lá embaixo”, diz o panfleto do movimento Treta no Trampo.

Os trabalhadores querem ainda benefícios como seguro contra roubo e acidentes, além de auxílios específicos para o período de pandemia do novo coronavírus, como equipamentos de proteção e licença remunerada para quem ficar doente.

Riscos

Nos meses de quarentena em São Paulo, foi registrado um aumento das mortes de condutores de moto, segundo levantamento feito pelo sistema Infosiga do governo do estado de São Paulo. Em abril e maio de 2019, morreram na cidade de São Paulo 46 motociclistas. No mesmo bimestre deste ano houve um aumento de 24%, para 57 mortes. Na comparação dos dois períodos, houve uma queda de 12,3% no total de mortes em acidentes de trânsito em geral na capital paulista, que passaram de 138 em 2019 para 121 em 2020.

Trabalho e remuneração

A pesquisa Condições de trabalho de Entregadores Via Plataforma Digital Durante a Covid-19, publicada na revista Trabalho e Desenvolvimento Humano mostrou que também aumentou a carga de trabalho dos entregadores durante a pandemia. Antes da crise, 57% dos entregadores trabalhavam mais de nove horas por dia, percentual que chegou a 62% durante a pandemia. Os dados mostram ainda que 7,8% dizem que tem carga diária de 15 horas ou mais.

O aumento de trabalho, no entanto, não foi acompanhado por um acréscimo na remuneração dos entregadores. Segundo o estudo, 58,9% dos trabalhadores disseram que houve queda na renda durante a pandemia. A pesquisa mostra que 34,4% ganham menos do que R$ 260 por semana (aproximadamente, R$ 1.040 mensais) e apenas 26,7% conseguem receber mais de R$ 520 por semana (cerca de R$ 2.080 por mês).

Empresas

À Agência Brasil, o iFood afirmou que apoia a liberdade de expressão e negou que entregadores sejam “desativados por participar de movimentos”, acrescentando que isso ocorre quando há “descumprimento dos termos e condições para utilização da plataforma”. “Os principais casos de desativação acontecem quando a empresa recebe denúncias e tem evidências do descumprimento dos termos e condições que pode incluir, por exemplo, extravio de pedidos, fraudes de pagamento ou ainda cessão da conta para terceiros”.

A empresa acrescentou que o valor médio das rotas é R$ 8.46. “Esse valor é calculado usando fatores como a distância percorrida entre o restaurante e o cliente, uma taxa pela coleta do pedido no restaurante e uma taxa pela entrega ao cliente, além de variações referentes à cidade, ao dia da semana e veículo utilizado para a entrega. Todos os entregadores ficam sabendo do valor da rota antes de aceitar ou declinar a entrega”, disse no comunicado. Sobre seguros, a companhia declarou que oferece aos entregadores desde 2019 o Seguro de Acidente Pessoal.

A Agência Brasil entrou em contato também com as empresas Uber Eats e Rappi, mas não recebeu retorno. A agência ainda busca contato com a firma Loggi. Em sua conta no Instagram, o Ifood publicou que “está ao lado dos entregadores”, que investiu R$ 25 milhões em proteção e segurança. De acordo com a companhia, foram distribuídos 4.500 litros de álcool em gel por dia e 800 mil máscaras reutilizáveis. O post argumentou ainda que em maio cada trabalhador recebeu R$ 21,80 por hora.

Por Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil

*Colaborou o Repórter da Agência Brasil no Rio de Janeiro, Vinícius Lisboa, e em Brasília, Jonas Valente

Sem delivery: Entregadores fazem greve nacional

Os entregadores de aplicativos promovem uma greve nacional hoje (1º) por melhores condições de trabalho, medidas de proteção contra os risco de infecção pelo novo coronavírus e mais transparência na dinâmica de funcionamento dos serviços e das formas de remuneração.

(Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

A paralisação foi chamada por trabalhadores de empresas como Rappi, Loggi, Ifood, Uber Eats e James. Os organizadores argumentam que o movimento foi construído por meio da interlocução por grupos na internet, embora algumas entidades tenham se somado, como associações de entregadores e de motofrentistas.

Os entregadores cobram o aumento das taxas mínimas recebidas por cada corrida e o valor mínimo por quilômetro. Atualmente, eles são remunerados por corrida e pela distância percorrida, e por isso esses dois indicadores acabam definindo o pagamento por cada entrega.

Os trabalhadores reclamam dos baixos valores e da variação deles para baixo. “Tem dia que é R$ 1, tem dia que é R$ 0,50. O Ifood e outras empresas mandam notificação para os clientes falando que já pagam. Não é verdade”, reclama Simões, entregador do Rio de Janeiro e uma das pessoas que está contribuindo com a organização da greve.

Outra reivindicação é a mudança dos bloqueios dos trabalhadores, que consideram arbitrários. Eles criticam o fato de motoristas terem sua participação suspensa ou até mesmo cancelada a partir de critérios não claros e sem a possibilidade de apuração dos ocorridos e de direito de defesa dos envolvidos.

“Elas fazem um bloqueio injusto. Nós dependemos da plataforma pra trabalhar e para levar o sustento para casa. Eu e mais 40 motoboys fomos suspensos na Loggi. Paramos três dias pra reivindicar e, no segundo dia, nos bloquearam. Isso aconteceu no Rio de Janeiro e em São Paulo. No Ifood , você entrega o pedido, o cliente alega que não recebeu, o Ifood manda outro pedido e acaba bloqueando o entregador por 48 horas sem sequer ligar para o entregador”, exemplifica Alessandro Sorriso, da Associação dos Motoristas Entregadores do Distrito Federal.

Tanto em relação à remuneração quanto aos bloqueios, os entregadores questionam a falta de transparência das plataformas, que não deixam claras as formas de cálculo dos pagamentos e os critérios utilizados para a suspensão das contas dos trabalhadores.

Pandemia

Sorriso acrescenta que a greve também cobra providências mais efetivas em relação aos riscos da nova pandemia, bem como auxílio para aqueles que forem infectados e precisarem se afastar. Algumas empresas, conta, não se manifestaram e não disponibilizaram apoio aos motoristas. Entre as que fizeram algo, ele cita o Ifood, que entregou potes de álcool em gel e máscaras laváveis.

“Mas outras plataformas, como Rappi e Uber Eats, não se manifestaram. A Loggi só deu vidrinho de álcool em gel que não dava para usar em um dia. Conheço gente que pegou covid. E quem pega não tem nenhuma assistência”, comentou o entregador.

Negociação

Simões relata que, até o momento, as empresas de entrega não entraram em contato para se reunir com os entregadores e iniciar uma negociação sobre suas demandas. Enquanto isso, as companhias vêm divulgando ações na mídia e aos seus usuários.

“A gente está indignado como a empresa trata uma coisa sem prova. Em vez de entrar em contato, solta notas para os comerciantes dizendo que vai ter greve, para ficar atento. A intenção não é fazer greve para fazer barulho, é porque temos reivindicações”, diz.

Estudo

Um estudo de sete pesquisadores, publicada na revista Trabalho e Desenvolvimento Humanoe realizada neste ano, entrevistou entregadores de apps em 29 cidades durante a pandemia. O trabalho mostrou que mais da metade (54%) trabalham entre nove e 14 horas por dia, índice que aumentou para 56,7% durante a pandemia. Entre os ouvidos, 51,9% relataram trabalhar todos os dias da semana.

Cerca de metade dos entrevistados (47,4%) recebia até R$ 2.080 por mês e 17,8% disseram ter rendimento de até R$ 1.040 por mês. A maioria dos participantes do levantamento (58,9%) afirmou ter tido queda da remuneração durante a pandemia.

Segundo os autores, houve um aumento do número de entregadores como alternativa de pessoas que perderam renda durante a pandemia, mas apesar do aumento de entregas, os valores de hora/trabalho ou bonificação caíram.

Do total, 57,7% declararam não ter recebido nenhum apoio das empresas durante a pandemia para mitigar riscos e 42,3% disseram ter tido algum tipo de auxílio, como equipamentos de proteção e orientações. Independentemente do apoio, 96% comentaram ter adotado algum tipo de medida de proteção, como uso de álcool em gel e máscaras.

O professor de comunicação social da UNiversidade do Vale dos Sinos (Unisinos) e coordenador do projeto Fairwork no Brasil, da Universidade de Oxford, Rafael Grohmann, diz que a análise dessas plataformas em outros países revelou que elas não cumprem requisitos básicos da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para o trabalho decente: remuneração, condições de trabalho (inclusive saúde), contratos que reflitam a atividade, gestão dialogada e transparente e representação e liberdade de associação.

“As plataformas digitais de trabalho têm mecanismos de vigilância intensa e uma extração de dados dos trabalhadores com uma gestão algorítmica desse trabalho. Acaba virando uma caixa-preta, e o indivíduo acaba ganhando cada vez menos. Os entregadores estão desesperados, ou é isso ou não é nada”, comenta o pesquisador.

MPT

O Ministério Público do Trabalho vem investigando os aplicativos há alguns anos. Foram ajuizadas ações civis públicas para reconhecimento do vínculo de emprego nas companhias Loggi e Ifood, e outras estão em fase de apuração. Até o momento, essas ações não foram julgadas.

“O perfil dos motoristas é de jovens, a grande maioria negra. E não há esse empreendedorismo que se propala. Eles têm total dependência econômica, há relação de dependência e subordinação. Trabalham muitas horas por dia, esforço físico grande. É no mínimo 60 quilômetros por dia. Além disso, ficam totalmente sem direitos porque nem a empresa nem o restaurante e nem o cliente se responsabilizam”, ressalta Christiane Nogueira, da Procuradoria Regional do Trabalho de São Paulo.

Em março, o Ministério Público do Trabalho (MPT) apresentou recomendações a empresas de aplicativos com diretrizes e ações a serem ofertadas aos trabalhadores, com vistas a garantir condições adequadas e evitar infecção pelo novo coronavírus. As companhias devem garantir assistência financeira para subsistência, “a fim de que possam se manter em distanciamento social, enquanto necessário, sem que sejam desprovidos de recursos mínimos para sua sobrevivência, garantindo-se a mesma assistência financeira para as trabalhadoras e trabalhadores das referidas categorias que possuam encargos familiares, que também demandem necessariamente o distanciamento social em razão da pandemia do novo coronavírus”.

Também estão entre as recomendações: 1) a oferta de informações claras sobre as regras trabalhistas e medidas de proteção diante da pandemia; 2) respeito às medidas sanitárias das autoridades de saúde internacionais, nacionais e locais; 3) distribuição de equipamentos necessários à proteção e desinfecção, com fornecimento de insumos em pontos designados e amplamente divulgados; 4) garantia de espaço de higienização dos veículos; 5) estimular ações de proteção como evitar contato físico, higienizar as mercadorias entregues e assegurar lugares seguros na retirada dos pacotes.

Empresas

À Agência Brasil, o iFood afirmou que apoia a liberdade de expressão e negou que entregadores sejam “desativados por participar de movimentos”, acrescentando que isso ocorre quando há “descumprimento dos termos e condições para utilização da plataforma”. “Os principais casos de desativação acontecem quando a empresa recebe denúncias e tem evidências do descumprimento dos termos e condições que pode incluir, por exemplo, extravio de pedidos, fraudes de pagamento ou ainda cessão da conta para terceiros”.

A empresa acrescentou que o valor médio das rotas é R$ 8.46. “Esse valor é calculado usando fatores como a distância percorrida entre o restaurante e o cliente, uma taxa pela coleta do pedido no restaurante e uma taxa pela entrega ao cliente, além de variações referentes à cidade, ao dia da semana e veículo utilizado para a entrega. Todos os entregadores ficam sabendo do valor da rota antes de aceitar ou declinar a entrega”, disse no comunicado. Sobre seguros, a companhia declarou que oferece aos entregadores desde 2019 o Seguro de Acidente Pessoal.

Agência Brasil entrou em contato também com as empresas Uber Eats e Rappi, mas não recebeu retorno. A agência ainda busca contato com a firma Loggi. Em sua conta no Instagram, o Ifood publicou que “está ao lado dos entregadores”, que investiu R$ 25 milhões em proteção e segurança. De acordo com a companhia, foram distribuídos 4.500 litros de álcool em gel por dia e 800 mil máscaras reutilizáveis. O post argumentou ainda que em maio cada trabalhador recebeu R$ 21,80 por hora.

Por Jonas Valente – Repórter da Agência Brasil

Empresas devem oferecer itens de proteção aos entregadores

Uma portaria expedida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em Campinas, em conjunto com integrantes da força-tarefa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no último dia 11, determina que as empresas que fazem serviços de entrega de mercadorias do comércio varejista e de serviços de alimentação em todo o estado de São Paulo sigam regras  para proteger todos os entregadores, inclusive os autônomos, da possibilidade de contágio pela covid-19.

(Roberto Parizotti/Fotos Publicas)

De acordo com a portaria, as empresas devem fornecer kits de higienização das mãos e equipamentos de trabalho, composto por soluções com água e sabão, álcool em gel 70% e toalhas de papel, além de máscaras faciais de uso não profissional em número suficiente para a troca a cada três horas. Todos os profissionais devem ser orientados sobre o uso correto do kit, das máscaras e como descartar o material.

“As empresas devem providenciar local para higienização de veículos, bags, bagageiros, compartilhamento de cargas, capacetes e jaquetas, além de providenciar capa protetora ou plástico nas máquinas de cartão. O uso do pagamento por meio de cartão ou transferência digital deve ser incentivado”, diz a portaria. 


Leia também


Os trabalhadores que tiverem sintomas de infecção pelo novo coronavírus devem ser afastados por 14 dias, ou até que saia o resultado do teste, e devem ser orientados a procurar o serviço de saúde. As empresas devem emitir CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) nesses casos.

A empresa IFood disse que não vai comentar a decisão neste momento. A UberEats não retornou o contato da reportagem. A Rappi também não respondeu aos questionamentos.

Por Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil 

Sem quarentena: entregadores se arriscam nas ruas

Relatos apontam que a empresa Rappi ofereceu 50 ml de álcool em gel e Ifood, nada; necessidade econômica faz trabalhadores encararem risco da pandemia

Entregadores, como Jeferson, levam álcool próprio para se proteger | Foto: Paulo Eduardo Dias/Ponte 

Matheus Araújo, 18 anos, estava sentado ao lado da bicileta e de sua bolsa de entregas na Rua Teodoro Sampaio, em Pinheiros, na zona oeste da cidade de São Paulo. Negociava com uma cliente por áudios no WhatsApp a entrega da comida. Ela havia passado o endereço errado e oferecia R$ 10 adicionais para ele pedalar mais 4 quilômetros. “É 17h40, chego lá depois das 18h. Será que vale a pena?”, perguntou à reportagem.

Matheus é um dos tantos entregadores de aplicativos que continuam a trabalhar nas ruas em meio à pandemia de coronavírus Covid-19. A Ponte encontrou pelo menos 15 deles na região do Largo da Batata na tarde deste domingo (22/3). Quebram a recomendação do Ministério da Saúde de ficar em casa e reconhecem o risco, mas contam não ter outra opção. “Preciso trabalhar, não tem jeito. Preciso pagar a prestação do celular e juntar dinheiro para tirar a habilitação de motorista”, explica o jovem.

Mais preocupante do que sair de casa é fazer as entregas sem itens mínimos de proteção, como álcool em gel, máscara e luvas. Em apoio, Matheus relata que recebeu da Rappi, uma das empresas de entrega, dois tubos de 50 ml: um com álcool em gel e outro com sabão. Mas não ficaram com ele. “Ganhei ontem e dei para um outro amigo entregar. Eu tinha máscara e luva, ele, não”, conta. 

Hoje, trabalhou torcendo para não ser infectado. Entre 12h e 18h, entregou apenas seis pedidos. “Está muito fraco, não consegui nem R$ 30”, reclamou. Matheus trabalha em entregas para o Rappi e também Ifood, aplicativo que, segundo ele, não ofereceu nada aos entregadores.

Matheus havia conseguido R$ 30 em 6 horas de trabalho | Foto: Arthur Stabile/Ponte 

Outros trabalhadores reclamam que não conseguiram da Rappi nem mesmo os dois tubos que foram dados a Matheus. “Não deram nada. Está rodando uma imagem que fala que eles vão dar auxílio caixão se alguém morrer. Dá nem para saber se é verdade ou brincadeira”, afirma um entregador, parado ao lado de outro amigo, ambos sem entregas.



A dupla estava sentada em um banco de concreto em frente à estação Faria Lima do metrô. Cada um havia entregado apenas quatro pedidos durante todo o dia. “Normalmente dá para fazer R$ 80, R$ 110 no dia. Hoje não passou de R$ 20”, conta um deles, que mora no Jardim João XXIII, também na zona oeste, mas a 15 quilômetros dali. “Deu para bancar a passagem. Só”.

Trabalhador mostra os dois frascos que recebeu da Rappi: álcool em gel e sabão | Foto: Arthur Stabile/Ponte 

Segundo o entregador, eles só conseguem se proteger por iniciativa própria: ao chegarem nos restaurantes usam o álcool em gel disponível ali e pegam um pouco para colocar no frasco. O amigo mostrou um pequeno recipiente em que leva uma porção do produto. “Tem que pegar na cara larga, senão eles não oferecem. Chegou e já pego para não ter risco de negarem”, conta.

A situação também e similar na zona sul. João Vitor de Almeida, 21 anos, entregador da Rappi. revela não ter recebido nenhum auxílio da empresa, o que faz seu medo do coronavírus ser ainda maior. “Estou com medo, tenho pessoal idoso em casa. Eles que sofrem. Não é que não estamos sujeitos, mas para eles é pior”, revela.

Roberto Silva explica que conta com ajuda de restaurantes para se proteger | Foto: Arthur Stabile/Ponte

O rapaz explica o motivo de ir para a rua apesar do medo: as contas. “Tem que trabalhar, a dívida não espera. Independente do vírus, tem que pagar as contas. Vem o banco e toma a moto, toma tudo. Estou tocando mais entrega para fazer mercado hoje”, afirma. 

João Vitor durante uma pausa no trabalho | Foto: Paulo Eduardo Dias/Ponte

Jefferson Souza, 20 anos, também usa sua bicicleta para trabalhar. Quando volta para casa faz questão de tomar o máximo de cuidado. “Eu estou me preservando. Toda vez que faço uma entrega e quando vou ter contato com pessoas da minha família eu lavo as mãos. Se eu pudesse eu estava em casa”, admite.

Roberto Silva, 26 anos, trabalha há um ano e três meses na rua, já tendo representado a Rappi e Uber Eats. Ele aponta que não recebeu nada da Ifood, empresa para a qual faz entregas atualmente. “Eles mandam mensagem para a gente se conscientizar, passar álcool em gel, usar máscara”, conta. Questionado sobre se a Ifood disponibilizou estes itens, a resposta é negativa.

“Os restaurantes estão se sensibilizando muito. Disponibilizam álcool em gel na hora que entrega [a encomenda], dão local para lavar a mão, mas muitos ainda não estão com essa vontade”, explica.

Ponte questionou a Rappi e a Ifood sobre as afirmações dos entregadores e se as empresas ofereceram itens de higiene para quem faz as entregas. Nenhuma das duas respondeu até a publicação desta reportagem.

Por Arthur Stabile e Paulo Eduardo Dias – Repórteres da Ponte

3 opções fáceis de mesa para curtir o Dia dos Namorados em casa

Marilucy Cardoso, do Blog À Bolonhesa (Mariana Poeta/Divulgação)

Curtir o dia dos namorados na intimidade de casa, com toda delicadeza que a data pede e, ainda por cima, sem enfrentar filas em restaurantes e nem gastar muito. Para a jornalista do Blog À Bolonhesa, Marilucy Cardoso, pequenos detalhes na decoração da mesa podem transformar o ambiente e proporcionar ao casal um encontro romântico e cheio de intimidade.

Escolher essa opção exige apenas um pouco de tempo para montar a mesa e, caso não tenha tempo para preparar os pratos que serão servidos,  o telefone ou o aplicativo de restaurantes da região serão muito bem vindos.

“O dia dos namorados tem que ter uma mesa personalizada, com carinho e que identifique a história do casal naquele momento ali de comemoração”, comenta Marilucy, que não dispensa o charme de contar com pequenos bilhetes na composição do cenário. “Aquela coisa do pessoal mesmo. Eu te conheço, eu te gosto e eu me declaro”.

Comida Japonesa
(Mariana Poeta/Divulgação)

A jornalista pensou em três opções de mesa (ver a galeria): A japonesa, a italiana e de sobremesa. Para compor cada uma, recorreu a lojas populares de preço único e a itens de decoração que já guardava em casa.

“Para comida oriental, a gente empresta o charme da mesa japonesa e das tradições, por isso o gatinho da sorte, os palitinhos e a bonequinha japonesa, que eu já tinha em casa”, conta.

Mesa Italiana
(Mariana Poeta/Divulgação)

Caso o casal escolha pedir pizza, Marilucy recomenda alguns aperitivos para uma entrada, como mussarela e tomate fatiados, além de ousar e escrever com uma caneta a base de água a frase “fica, vai ter pizza, amor”. “O talher nesse caso ajuda na decoração. Como o prato é branco, eu cruzo o talher e tenho uma decoração aí. Esse cortador de pizza maravilhoso, delicado, é o tipo de coisa que a gente vai garimpando ao longo da vida”.

Iluminação

Marilucy recomenda uma atenção especial à iluminação do ambiente onde o casal vai jantar. “As velas ajudam muito, mas como são muito óbvias, quis mostrar que há outra opção”, diz.

Ela usou uma garrafa, com um buraco aberto por um vidraceiro, e colocou dentro a luz tipo pisca-pisca, à bateria para não precisar de fio. Na mesa japonesa, a iluminação usada foi comprada em loja de preço único e serve para várias datas comemorativas.

“Quem não tiver essas opções deve ir com vela mesmo. Tem várias coisas bacanérrimas pra se fazer com as velas”, brinca.

Sobremesa

Mesa de Sobremesa
(Mariana Poeta/Divulgação)

Após a refeição, a jornalista sugere que uma mesa tradicional. “Se for servir um bolo, sugiro xícaras e pratos para uma composição com alturas diferentes na mesa. Eu adoro”, finaliza.

Opções

Para ajudar na escolha, listamos seis deliverys que estão ‘bombando’ em São Paulo.

Comida Oriental

(Divulgação)
  • Combinado dos Deuses – Ebisu (32 unidades)

Temaki Fry

R$ 110 (serve duas pessoas)

Comida Italiana

(Divulgação)
  • Pizza de Alho Negro

Dom Sebastião

R$ 70

(Divulgação)
  • Pizza de Tomate Seco com Shimeji

Capadócia Pizzaria

R$ 66,90

(Divulgação)
  • Brucheta

Capadócia Pizzaria

R$ 37 (6 unidades)

Sobremesa

(Divulgação)
  • Bolo Red Velvet

Sow Cake Lounge

R$ 50 (400 gramas)

(Divulgação)
  • Bolo Meio-a-meio

Sodiê Doces – Vila Mariana

De R$ 58 a R$ 74 (1 quilo)

(preços variam de acordo com a unidade)