Brasileiro quer juntar dinheiro para pagar dívida, diz pesquisa

Por Elaine Patricia Cruz, da Agência Brasil

(Marcos Santos/USP/Reprodução)

Pesquisa divulgada hoje (2) pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revela que as principais metas financeiras do brasileiro para 2019 são juntar dinheiro para pagar dívidas.

Segundo a pesquisa, 51% do total dos entrevistados pretendem juntar dinheiro em 2019 e 37% e “sair do vermelho”. Sete em cada dez entrevistados (72%) dizem estar otimistas com a economia neste ano e que a vida financeira será melhor, enquanto 8% do total revela pessimismo, dizendo que a economia vai piorar.

“À medida em que o novo governo anuncia seus projetos para o país, aumenta o clima de otimismo com a retomada da economia, que deve começar a ser percebido a partir do segundo semestre”, disse José César da Costa, presidente da CNDL.



Entre os otimistas, as perspectivas para este ano são manter os pagamentos das contas em dia (69%), fazer reserva financeira (59%) e realizar algum sonho de consumo (57%).

Foram entrevistadas 702 pessoas, entre os dias 27 de novembro e 10 de dezembro de 2018, de ambos os sexos e acima de 18 anos, de todas as classes sociais, em todas as regiões brasileiras.

Crise

Seis em cada dez entrevistados (58%) acreditam que os efeitos da crise terão impacto ainda neste ano. Para evitar o impacto dela no cotidiano, os entrevistados dizem que pretendem organizar ou controlar mais as contas da casa (51%), pesquisar mais os preços (50%), aumentar a renda com trabalho extra e bicos (44%) e evitar o uso do cartão de crédito (44%).

Temores

Entre os principais temores para este novo ano foram citados: não conseguir pagar as contas (61%), não guardar dinheiro (45%), abrir mão de determinados confortos no dia a dia (34%), não obter um emprego (28%) e perder o emprego (20%).

“Apesar de os brasileiros continuarem sentindo os efeitos da crise, a possibilidade de crescimento da economia impõe novos desafios para o sucesso de projetos pessoais, que passará pela capacidade do consumidor de controlar o orçamento, planejar e poupar”, disse Roque Pellizzaro Junior, presidente do SPC Brasil.

PRF apreende meio milhão com policial civil aposentado

Dinheiro foi apreendido pela Polícia Civil, que vai investigar o caso (Agência PRF/Reprodução)

Policiais Rodoviários Federais apreenderam meio milhão de Reais, transportados por um policial civil aposentado de Minas Gerais. A abordagem aconteceu na Rodovia Fernão Dias, em Vargem, perto da divisa com Minas.

O suspeito, ao ser abordado, se identificou como policial, mas aparentou nervosismo. Dentro do carro, em sacolas pretas, os agentes encontraram R$ 500 mil.



O policial aposentado não informou a origem do dinheiro e disse que recebia apenas para transportar a quantia de São Paulo para Belo Horizonte. A arma do policial estava com o registro vencido e foi apreendida, assim como todo dinheiro. 

A Polícia Civil vai abrir inquérito para apurar o caso. O suspeito foi liberado.

(Agência PRF/Reprodução)

*Com informações da Agência PRF

Polícia apreende R$ 3 milhões e prende dois homens

(SSP/Reprodução)

A Polícia Militar prendeu um office boy e um motorista, de 24 e 55 anos, que transportavam mais de R$ 3 milhões. O flagrante aconteceu em um estacionamento próximo ao km 56 da Rodovia dos Bandeirantes, no bairro Gramadão, em Jundiaí.

Uma equipe do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR) realizava patrulhamento no local quando viu dois homens em um carro preto no pátio do posto, onde havia vários caminhões estacionados. 



Ao fazer a abordagem, encontraram dentro do porta malas quatro caixas com milhares de cédulas de dinheiro que, após serem contabilizadas, totalizaram R$ 3.377.000. O dinheiro foi apreendido.

A dupla foi presa em flagrante e encaminhada à Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da cidade. Os suspeitos responderão por crime contra o sistema financeiro nacional.

Não há informações sobre a origem e destino do dinheiro.

*Com informações da SSP

Dinheiro de vice-presidente de Guiné Equatorial ficará no Brasil

Marcelo Brandão/Agência Brasil

Mala com dólares e reais apreendida com a delegação da Guiné Equatorial (PF/Reprodução)

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou hoje (17) que o dinheiro apreendido com a delegação da Guiné Equatorial ficará no Brasil até que se prove, caso seja possível, a legalidade de sua origem. “O dinheiro está aqui no Brasil. Vai ficar, a não ser que se prove a origem legal. Mas por enquanto está aqui”, disse o ministro à Agência Brasilapós cerimônia de lançamento do Conselho Nacional de Segurança Pública.

Em entrevista coletiva, o ministro acrescentou que “nenhuma hipótese está descartada”, mas admitiu ser uma análise genérica, uma vez que não obteve maiores informações da Polícia Federal (PF). “Está aberto o inquérito e isso está sendo investigado. Eu sempre costumo dizer, nenhuma hipótese está descartada. Vamos analisar todas as possibilidades. Essa quantidade de dinheiro causa estranheza em qualquer momento. É muito dinheiro e é preciso saber sua origem e sua finalidade”.

Apreensão

Cerca de US$ 1,5 milhão e R$ 55 mil, em espécie, foram apreendidos ontem (16) pela PF e pela Receita Federal com a comitiva do vice-presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Mang. A ação ocorreu no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), quando a delegação se preparava para deixar o Brasil. Também foram apreendidos relógios de luxo avaliados em US$ 15 milhões.

(PF/Reprodução)

Obiang Mang não estava no país em visita oficial. Em visitas oficiais, a bagagem diplomática, com documentos do país de origem, não passam pela fiscalização. A comitiva da Guiné Equatorial, no entanto, tinha malas sem conteúdo diplomático.

O vice-presidente do país africano, acompanhado de uma comitiva de dez pessoas, estaria no Brasil para fazer um tratamento de saúde. O avião que trouxe a delegação é do governo da Guiné Equatorial e chegou a Viracopos na noite de sexta-feira (14).

De SP para Minas: Motorista levava R$ 370 mil em Fundo Falso

Suspeito foi levado para a sede da Polícia Federal, em Belo Horizonte (Agência PRF/Reprodução)

Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu R$ 370 mil em espécie escondidos em Renault/Duster durante abordagem no Km 471, da BR 040, em Sete Lagoas, Minas Gerais. 
Durante a abordagem, o motorista do carro, 35 anos, que não teve o nome divulgado, apresentou nervosismo e, por isso, foi realizada uma busca minuciosa no veículo. Os policiais encontraram um compartimento oculto na parte traseira, onde foram localizados diversos pacotes de moeda nacional envoltos em jornal e fita adesiva. Foi contabilizado, preliminarmente, R$ 370 mil em notas diversas.

O autor não explicou a origem do dinheiro. Ele relatou aos Agentes PRF apenas que estava viajando de São Paulo para Montes Claros, no Norte de Minas. O suspeito contou que deixou o carro com um desconhecido, que lhe devolveu algumas horas depois e que receberia R$3 mil pelo trajeto.

*com informações da Agência PRF

Juros do consignado devem cair com FGTS como garantia

Wellton Máximo/Agência Brasil

(Marcos Santos/USP/Reprodução)

As novas regras do crédito consignado permitirão aos trabalhadores da iniciativa privada obter empréstimos consignados (com desconto na folha de pagamento) com juros mais baixos. Entraram em vigor neste mês novas normas da Caixa Econômica Federal que facilitam a utilização dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como garantia nessa modalidade de crédito.

Pelas novas regras, na assinatura de contratação do financiamento consignado, a Caixa criará uma conta à parte com 10% do valor do FGTS do trabalhador da iniciativa privada, mais o valor equivalente à multa de 40% por demissão sem justa causa. A quantia ficará segregada na conta do FGTS do trabalhador até que o empréstimo seja quitado, mas continuará a render normalmente. O dinheiro só será usado para cobrir eventuais calotes, reduzindo o risco para as instituições financeiras.

Segundo o Ministério do Planejamento, a expectativa é que mais bancos se sintam confortáveis para operar a garantia do FGTS e que mais empresas se associem a instituições financeiras para oferecer crédito consignado aos funcionários. A mudança, informou o Planejamento, não trará impacto financeiro ao FGTS porque as garantias para as instituições financeiras só serão executadas em situações nas quais estejam previstos o saque do saldo pelos trabalhadores.

A lei que instituiu o uso de parte do FGTS como garantia nas operações de crédito consignado entrou em vigor no ano passado. No entanto, até agora não havia segurança para os bancos, que só eram informados do saldo do Fundo de Garantia do trabalhador no caso de um eventual desligamento da empresa. A possibilidade de que o funcionário, durante a vigência do crédito consignado, sacasse parte do FGTS para comprar um imóvel reduziria a quantia que pode servir de garantia.

Segundo o Planejamento, as novas regras têm como objetivo aproximar os juros dos créditos consignados oferecidos aos trabalhadores da iniciativa privada às taxas cobradas aos servidores públicos. Em junho deste ano, a taxa média do consignado para o serviço público estava em 1,75% ao mês, contra 2,83% ao mês para trabalhadores do setor privado.