Capital é o melhor lugar para abrir negócios de comércio, educação e imobiliário, diz pesquisa

Imagem panorâmica da cidade de São Paulo mostra prédios e o céu com poucas nuvens

A pandemia da Covid-19 fez de São Paulo uma das cidades brasileiras que mais sofreu economicamente. Somente no ano passado, mais de 97 mil vagas de empregos foram fechadas. Mas a retomada econômica dá sinais positivos para a economia e a população, já que há reação na criação de empregos na cidade.

Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) do Ministério do Trabalho e Previdência, de janeiro até 30 de setembro deste ano, foram criadas, na cidade de São Paulo, 322.027 vagas de empregos.

Essa volta da movimentação econômica foi considerada determinante para São Paulo aparecer, em 2021, em primeiro lugar entre 100 municípios no ranking Melhores Cidades para Fazer Negócios, no setor de comércio, mercado imobiliário e educação.

Imagem panorâmica da cidade de São Paulo mostra prédios e o céu com poucas nuvens
(Pixels/Pixabay)

O levantamento, que apresenta a visão das melhores cidades para investir em diferentes segmentos de negócios, é feito anualmente para a revista Exame pela consultoria Urban Systems, nos setores econômicos: educação, comércio, serviços, indústria, mercado imobiliário e agropecuária. Em 2021, a consultoria também avaliou o ritmo de vacinação e taxa de letalidade da covid-19 em cada um dos municípios para uma fotografia de comparação. Os dados foram coletados no dia 15 de outubro.

Vacinação

Conforme a pesquisa, os municípios com maior incidência de vacinação, conseguiram de forma mais segura retomar atividades econômicas e recuperar empregos e negócios.

A vacinação contra o Covid promovida pela Prefeitura de São Paulo em quase na totalidade de sua população e o fim das restrições de distanciamento de clientes em estabelecimentos comerciais, foi um fator determinante para o crescimento da economia neste ano. Segundo o prefeito Ricardo Nunes, o controle da pandemia adotado pela cidade foi diferente de outros lugares do mundo onde as atividades foram fechadas, exceto nas áreas de segurança pública e saúde. “Adotamos o diálogo de conscientização da população e as nossas posições transparentes fizeram com que os cidadãos entendessem que não era política o que fazíamos e sim, ações respaldados pela ciência”, explicou o prefeito.

Comércio

Para chegar à lista na área de comércio, a Consultoria analisou 11 indicadores, entre eles, saldo de empregos e a renda média do trabalhador do setor, nas cidades com mais de 100 mil habitantes. Para o assessor econômico da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (FecomercioSP), Guilherme Dietze, o resultado do levantamento mostra que a cidade é o comércio do Brasil e, por isso, se destaca no cenário nacional.

“Ser a melhor cidade para fazer negócio no setor de comércio não é uma grande surpresa diante da importância econômica do município de São Paulo. Se fosse um país, a capital paulista figuraria entre as 50 maiores economias do mundo. E se fosse um Estado, só ficaria atrás do próprio Estado paulista”, disse.

Segundo Dietze, São Paulo tem um mercado consumidor de quase 13 milhões de pessoas, das mais diversas faixas de renda, do público adicional de turistas e empresários que buscam o comércio da cidade para fazer o estoque no seu negócio local. São centros heterogêneos espalhados pela cidade, como comércio de roupa, eletrônicos, móveis e muito mais.

“Portanto, é de se entender que a cidade mais importante economicamente no país figure no topo de melhor local para realizar negócios no comércio com todo o cenário posto do setor”, completou o assessor da

FecomércioSP

Já o economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Ulisses Ruiz de Gamboa, destaca a cidade como fonte de receitas aos empreendedores e como atração turística do Brasil.

“São Paulo é o centro econômico do país. Por aqui, o varejo sempre foi referência. Tivemos problemas com as medidas restritivas por conta da pandemia, mas o avanço da vacinação e a consequente flexibilização das medidas de isolamento social, já pudemos notar uma retomada das atividades econômicas. Isso está sendo fundamental para a geração de novos negócios no município, o que reforça a vocação que a cidade já tinha”.

Mercado imobiliário

No setor imobiliário, a capital paulista também conseguiu o primeiro lugar no ranking divulgado. O resultado se deve porque o setor de construção civil foi considerado essencial durante toda a pandemia e, não teve restrição, apesar da incerteza inicial. Conforme o levantamento, de janeiro a junho deste ano, os lançamentos totalizaram 27.114 unidades, superando o recorde anterior do primeiro semestre de 2019, com o registro de 20.157 unidades lançadas.

No acumulado de 12 meses (outubro de 2020 a setembro de 2021), foram comercializadas 65.690 unidades na cidade de São Paulo, um aumento de 32,1% em relação ao período anterior (outubro de 2019 a setembro de 2020), quando foram negociadas 49.715 unidades.

Educação

A Cidade de São Paulo também foi considera a melhor para fazer negócios no setor de educação. Isso se deve muito, às campanhas de vacinação que permitiu a volta quase normal (exceto o uso obrigatório das máscaras) nas escolas municipais, estaduais e particulares.

Para chegar à lista de educação, foram analisados 12 indicadores, entre eles, crescimento no número de matrículas e saldo de empregos no setor, nas cidades com mais de 100 mil habitantes.

Conforme os dados incluídos no Estudo, a educação básica, 5,7% dos alunos de todo o país – 47,3 milhões – estão na capital paulista. Já na educação superior, a cidade tem 10,71% de todos os matriculados – o país tem 8,6 milhões. “Nosso orçamento para a educação está em torno de 13 bilhões anuais e vem crescendo. Nessa pandemia a Secretaria de Educação fez uma busca ativa para prevenir a evasão escolar”, explicou o prefeito Ricardo Nunes.

O saldo de empregos na educação, em 2021, é positivo, com 9.401 empregos a mais do que no início do ano – janeiro a agosto. Em 2020 o número era estável, com apenas 73 novos empregos, no mesmo período.

Segundo dados mais recentes do Ministério da Educação, a maior cidade do país registrou um aumento de 0,56% no número de escolas de educação básica, e de 1,9% em unidades de estabelecimento de ensino superior, na comparação de 2019 com 2020.

Haddad diz que Enem com a “cara do governo” é ilegal, em resposta a Bolsonaro

Fernando Haddad, ex-ministro da educação, de máscara, com microfone na mão, durante palestra

O ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), usou uma rede social para criticar a fala do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) começar a ter a “cara do governo”. Ele e Bolsonaro disputaram o segundo turno nas eleições em 2018.

“Um Enem com a ‘cara do governo’ é simplesmente ilegal. As universidades que adotam o exame podem, inclusive, questionar os itens que confrontam a pesquisa e a ciência. Não foi fácil construir a credibilidade acadêmica do Enem. Tomara que seja blefe”, escreveu Haddad.

Fernando Haddad, ex-ministro da educação, de máscara, com microfone na mão, durante palestra
Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro da Educação (Reprodução)

A declaração do presidente da República foi dada nesta segunda-feira (15), durante a viagem que o chefe do Executivo está fazendo em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

“Começam agora a ter a cara do governo as questões da prova do Enem. Ninguém precisa ficar preocupado, aquelas questões absurdas do passado que caíam, tema de redação que não tinha nada a ver com nada. Realmente é algo voltado para o aprendizado”, afirmou Bolsonaro.

A fala ocorreu após mais de 30 servidores do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) pedirem exoneração no último dia 9. Poucos dias antes da saída em massa, dois coordenadores diretamente ligados à realização do Enem, Eduardo Carvalho e Hélio Junio Rocha Morais, também foram exonerados.

Neste ano, o Enem será aplicado nos dias 21 e 28 de novembro para 3,1 milhões de inscritos – menor número desde 2005.

Por TV Cultura

Professores de Pirituba recebem 4,4 mil notebooks

(Pref. de São Paulo)

Professores da rede municipal de Educação de São Paulo, que atuam nas escolas pertencentes à regional de Pirituba receberam hoje (31) os primeiros 4.407 notebooks. A entrega, segundo nota da Prefeitura da Capital, faz parte do primeiro lote adquirido pela Secretaria Municipal da Educação.

O prefeito Ricardo Nunes acompanhou a distribuição na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Recanto dos Humildes, na Zona Norte, onde foram entregues 43 equipamentos.

“Estamos vivendo um momento que a pandemia nos mostrou que essa situação de você ter uma relação próxima com a internet, com o uso de computadores e tablets, é muito importante tanto para o ensino como também para outras atividades”, afirmou Nunes em comunicado à imprensa.

Durante o mês de junho, outros 7.852 serão distribuídos às escolas das regionais de Butantã e Campo Limpo. A previsão de que a entrega total dos 48.549 computadores ocorra até o mês de setembro. Para garantir a aquisição dos equipamentos, foram investidos R$ 156,7 milhões.

Professora na EMEF Recanto dos Humildes há sete anos, Elen Toledo utilizava recursos próprios para suprir a tecnologia na sala de aula.

“Esses computadores são fundamentais, até uma questão de segurança, considerando a pandemia, pois não precisaremos mais dividir os equipamentos”, disse.

O notebook é uma propriedade da escola municipal e deve ser incorporado ao patrimônio da unidade. Todavia, fica permitido que o professor aproveite o equipamento para uso exclusivamente pedagógico para a realização de planejamento, organização didática, participação em atividades de formação e atividades com os estudantes por meio das plataformas disponibilizadas pela secretaria da educação ou outras previamente utilizadas pela escola. O professor que deixar de dar aulas deverá devolver o equipamento ao final do ano letivo.

Tablets para alunos

Como forma de enfrentar um dos maiores desafios da pandemia, o ensino à distância, a Prefeitura de São Paulo bateu em 21/05 a marca de 100 mil tablets distribuídos para estudantes da rede municipal de ensino de São Paulo. No total, serão entregues 505 mil equipamentos, sendo 465,5 mil destinados aos alunos do ensino fundamental e outros 40 mil para alunos dos Centros de Educação Infantil (CEIs) praticarem atividades em salas de aula. Para garantir a aquisição dos dispositivos, o investimento foi de R$ 600 milhões. Após o início da distribuição, os diretores relataram que houve um aumento significativo de alunos que acompanham as aulas virtuais.

Sobrevivente de ataque em escola é a primeira vacinada da Educação

Silmara foi vacinada contra a covid-19 neste sábado (Gov. do Estado de SP)

A primeira profissional da educação vacinada no estado de São Paulo é Silmara Cristina Silva de Moraes. A merendeira recebeu dose do imunizante neste sábado (10), na Escola Raul Brasil, em Suzano. A data marca o início da vacinação de servidores da educação com mais de 47 anos em São Paulo.

Silmara esteve presente em tragédia no ano de 2019, quando dois ex-alunos armados deixaram onze feridos, mataram cinco estudantes e duas servidoras da escola. Ela ajudou a esconder alunos na cozinha durante o tiroteio.

Após passar por reforma em 2020, a Raul Brasil volta a receber alunos a partir de 14 de abril, assim como as outras escolas estaduais. 

Imunização de profissionais da educação

A previsão é que 350 mil profissionais da educação acima de 47 anos sejam vacinados nessa primeira fase. O foco são servidores que atuam desde creches até o ensino médio em qualquer unidade pública ou particular dos 645 municípios de São Paulo.

Podem receber o imunizante apenas servidores da educação com mais de 47 anos que tenham feito cadastro no site Vacine Já e recebido a confirmação do sistema.

Por TV Cultura

Profissionais de educação começam a ser vacinados

Começa neste sábado (10) a vacinação de servidores da educação e professores no estado de São Paulo. Podem receber o imunizante apenas servidores da educação com mais de 47 anos que tenham feito cadastro no site Vacine Já  e recebido a confirmação do sistema.

O procedimento é necessário para a retomada das aulas presenciais, prevista para o dia 14 de abril.

Para receber a dose, o servidor deve entrar com dados de número do CPF, nome completo e e-mail. Em seguida, ele receberá um link no e-mail indicado e será necessário validá-lo para dar continuidade ao cadastro.

Depois de validar o e-mail e o registro inicial, o profissional deve confirmar os dados pessoais e apontar nome da escola, rede de ensino, município e cargo ocupado.

Para as redes municipais, particulares e federal também é necessário anexar os holerites dos meses de janeiro e fevereiro.

Somente após o envio de todos os dados é que o cadastro passará por um processo de análise e validação por parte do diretor da escola. O servidor receberá um e-mail o comprovante “VacinaJá Educação” e um QRCode, quer permitirá que ele se dirija a uma unidade de saúde para receber a primeira dose da vacina contra o coronavírus.

Segundo o secretário da Educação de SP, Rossieli Soares, 465 mil pessoas preencheram o formulário.

Os profissionais serão vacinados em unidades básicas de saúde, pontos de drive-thru e escolas, de acordo com a organização de cada município, de acordo com informações da Secretaria da Educação do Estado.

por TV Cultura

Capital vai testar professores para volta às aulas

Os profissionais que atuam presencialmente nas unidades municipais poderão passar por testes da Covid-19 a partir de hoje (5). A iniciativa é para prevenir contágio no retorno às aulas na próxima segunda-feira (12.

Podem passar pelos testes os profissionais que atuam nas equipes gestoras, docente e de apoio, assim como auxiliares de desenvolvimento infantil, instrutores de bandas e fanfarras e auxiliares de Vida Escolar (AVE). A iniciativa é da da Prefeitura de São Paulo.

Segundo nota divulgada pelo município, mães guardiãs, estagiários, equipes de serviço de limpeza e cozinha terceirizada, além dos condutores e monitores do Programa de Transporte Escolar Gratuito (TEG) também deverão passar pelos testes.

Os locais para testagem estão disponíveis entre os dias 05 e 08 de abril, de acordo com as divisões de dias e horários contidas em cada link abaixo. A prefeitura reforça que é importante observar o horário agendado para que sejam evitadas aglomerações.

Os testes serão realizados entre 8h30 e 16h30. Os profissionais devem comparecer aos locais indicados portando documento de identificação com foto, cartão SUS e holerite, se for servidor municipal.

Locais e horários para testagem DRE Campo Limpo

Locais e horários para testagem DRE São Miguel

Locais e horários para testagem DRE Butantã

Locais e horários para testagem DRE São Mateus

Locais e horários para testagem DRE Capela do Socorro

Locais e horários para testagem DRE Freguesia/Brasilândia

Locais e horários para testagem DRE Penha

Locais e horários para testagem DRE Pirituba

Locais e horários para testagem DRE Santo Amaro

Locais e horários para testagem DRE Guaianases

Locais e horários para testagem DRE Jaçanã/Tremembé

Locais e horários para testagem DRE Ipiranga

Locais e horários para testagem DRE Itaquera

Estado inicia cadastro para vacinar profissionais da educação

O secretário da Educação, Rossieli Soares, anunciou nesta quinta-feira (1º) que o site https://vacinaja.sp.gov.br/educacao já está no ar, para os profissionais da educação realizarem o cadastro para receberem a primeira dose da vacina da Covid-19. A primeira etapa da imunização para a Educação terá início no dia 12 de abril, para servidores e funcionários a partir de 47 anos.

“Antes mesmo da divulgação do site já tínhamos pessoas cadastradas, nós pedimos que todas as pessoas se cadastrem, até as que têm menos de 47 anos e não devem ser vacinadas nesta primeira etapa”, explica o secretário Rossieli Soares.

Nesta primeira fase da vacinação, o Governo de SP vai destinar 350 mil doses para imunizar os profissionais da educação com mais de 47 anos atuam nas escolas, desde a creche ao ensino médio, nas redes estadual, federal, municipais e privadas do Estado de São Paulo. A medida visa garantir mais segurança para o retorno das atividades presenciais nas escolas.

Como fazer o cadastro

Os profissionais devem fazer o cadastro no site https://vacinaja.sp.gov.br/educacao, com número do CPF, nome completo e e-mail. Em seguida, ele receberá um link no e-mail indicado e será necessário validá-lo para dar continuidade ao cadastro. É importante verificar se o e-mail não foi deslocado para a caixa de spam.

No passo seguinte, o profissional deve confirmar os dados pessoais e apontar nome da escola, rede de ensino, município e cargo ocupado. Também será necessário anexar os holerites dos meses de janeiro e fevereiro.

Na sequência, o cadastro passará por um processo de análise e, se validado, o profissional receberá em seu e-mail o comprovante VacinaJá Educação, este documento terá um QRCode para verificação de autenticidade.

No momento da vacinação, o profissional da educação deverá apresentar o comprovante VacinaJá Educação, RG e CPF para conferência dos dados pelo profissional de saúde. Caso, o usuário não apresente o comprovante VacinaJá Educação ou o seu número de CPF não conste no comprovante apresentado, não poderá ser imunizado.

Público-alvo

Poderão ser vacinados os profissionais com idade mínima de 47 anos que atuem em escolas municipais, estaduais e particulares em todo o Estado de São Paulo e ocupem funções como secretários, auxiliares de serviços gerais, faxineiras, mediadores, mererendeiras, monitores, cuidadores, diretores, vice-diretores, professores de todos os ciclos da educação básica, professores coordenadores pedagógicos, além de professores temporários.

“A Undime sempre levantou a bandeira da vacina para os profissionais da educação e chegou o dia. Sabemos da necessidade dos critérios rigorosos justamente para vacinar os que precisam neste momento. Vai ser um trabalho árduo para o secretários municipais da educação, mas entendo que é um trabalho necessário. Que eles tenham o compromisso da validação, junto com os diretores das escolas”, diz Marcia Bernardes, presidente da União dos Dirigentes Municipais de Educação SP.

Parceria com secretarias municipais

O cadastro é o primeiro passo para imunização, porém, não significa o agendamento. A aplicação das doses ocorrerá em parceria com as Prefeituras, por meios das Secretarias de Saúde. O secretário Rossieli Soares reforça que depois da confirmação do cadastro, o profissional deve ficar atento às regras do município em que atua para se informar sobre datas e pontos de vacinação.

“Cada município terá uma forma de realizar a vacinação no seu território. O cadastro não é agendamento de vacina, é importante frisar isso, é uma autorização para que a pessoa possa receber a vacina. Os arranjos locais do municípios junto com o Estado vão definir a forma que isto será realizado lá ponta dentro do calendário pré-estabelecido”, afirma Geraldo Reple, presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde.

Por Gov. do Estado de SP

Volta às aulas atrai 60% dos alunos previstos, diz Estado

(Sec. Est. da Educação/Reprodução)

O secretário estadual da Educação, Rossieli Soares, informou nesta terça-feira (16) que 600 mil alunos participaram das aulas presenciais, entre os dias 8 e 15 de fevereiro, 60% dos mais de um milhão que poderiam voltar em sistema de revezamento.  

Do universo total das famílias atendidas na rede, 70% delas manifestaram interesse no retorno presencial de seus filhos às escolas. As escolas estaduais foram reabertas no dia 8 de fevereiro, e devem receber, diariamente, até 35% dos alunos matriculados.  

Na primeira semana de aula, 97% dos docentes compareceram às atividades. A taxa de absenteísmo de 3% é inferior à taxa regular de 5%.   

Até o momento, cerca de 3 milhões de alunos matriculados em escolas estaduais de 516 municípios foram autorizados a retomar as aulas presenciais de forma gradual.   

Nesta primeira semana de aula, circularam na rede estadual 855 mil pessoas presencialmente por dia na rede estadual, sendo 600 mil estudantes e 255 mil profissionais da educação.   

“As três primeiras semanas de aula do mês serão focadas no acolhimento dos alunos, além de garantir a oferta diária da merenda para os alunos que mais precisam. Também estamos trabalhando com orientações sobre o uso da tecnologia em todas as escolas”, diz Soares.   

Dados do Simed  

Soares apresentou, ainda, os primeiros dados do Sistema de Informação e Monitoramento da Educação para a Covid-19 (Simed) que reúne informações sobre casos suspeitos, confirmados e descartados da doença.   

“O preenchimento no Simed é obrigatório para as escolas de todas as redes, com exceção daquelas em que os municípios possuem conselhos próprios e neste caso a obrigação é de informar ao sistema público. Dessa forma, poderemos monitorar não só a nossa rede, como também a privada”, explica o secretário da Educação, que reforçou que os sistemas de saúde poderão ter acesso aos dados do sistema.    

Entre os dias 1 de janeiro até 13 de fevereiro, o Simed registrou nas escolas das redes estadual, municipal e privada, 2.208 notificações relacionadas ao coronavírus, 1.168 casos suspeitos, 741 casos confirmados e 334 casos descartados.   

O secretário explicou que quando há apenas um caso confirmado dentro de uma escola, a pessoa é isolada e monitorada, mas não necessariamente a unidade é fechada.   

“Quando temos dois casos, observamos mais quem foram os contactantes. Em cada escola fazemos acompanhamento e tentamos entender as possibilidades que ocorreram. A decisão do fechamento é sempre em conjunto com a Saúde”, afirma Soares.   

Marco Aurélio Palazzi Sáfadi, Diretor do Departamento de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e integrante da Comissão Médica da Educação, reforça que muitas vezes a ocorrência da infecção nas escolas reflete que a situação da transmissão do vírus na comunidade em que ela está instalada.   

“É plausível que a ocorrência de uma infecção em uma determinada criança diagnosticada da escola, porque a escola tem instrumentos para isso, reflita uma infecção ocorrida fora do ambiente escolar. A experiência nos mostra que a ocorrência em casos secundários a partir de criança infectada é menor do que a partir de um adulto. É provável que ocorra a transmissão no ‘staff’ do que propriamente entre as crianças nesse cenário do dia a dia”, reforça Sáfadi.   

Infraestrutura para retorno seguro  

Para garantir o retorno seguro e gradual das escolas da rede estadual, a Secretaria Estadual da Educação adquiriu equipamentos de segurança como 12 milhões de máscara de tecido, 440 mil face shields, 367 mil litros de álcool em gel, 10.740 termômetros, 221 milhões de litros de sabonete líquido, 100 mil rolos de papel toalha, 1,8 milhão de rolos de papel higiênico, e 78 milhões de copos descartáveis.   

Além disso, a Seduc repassou R$ 700 milhões por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) para que as escolas tenham agilidade para executar recursos durante o ano de acordo com sua realidade específica. Desse montante, R$ 50 milhões são exclusivos para ações de enfrentamento à Covid-19.

Por Gov. do Estado de SP

“Novo normal” da educação será o modelo híbrido?

Por Barbara Roma

O ano atípico devido à pandemia afetou além da saúde, a economia, as empresas, vários outros setores da sociedade e aspectos da vida humana, mas em especial a educação.

Para esta área, a situação provocou impactos significativos, principalmente por causa do início forçado das aulas remotas. No começo da quarentena no Brasil, quando as aulas presenciais foram canceladas, muitas dúvidas surgiram. Agora, passado quase um ano e com a discussão sobre a abertura das escolas, será que estamos preparados para voltar ao “normal”?

Será que os alunos que antes passavam uma média de seis horas dentro de uma sala, enfileirados em carteiras, olhando para uma lousa e assistindo ao professor, estão preparados para retornarem a esta mesma rotina?

Na cidade de São Paulo, as escolas já têm data para retomarem suas atividades presenciais, mas de uma nova maneira: serão até duas aulas por semana e poderão receber 35% da capacidade de pessoas (entre alunos, professores e funcionários). Em contrapartida, quatorze cidades da Grande São Paulo decidiram postergar a retomada. Globalmente, mais de um bilhão de crianças estão fora das escolas.

Claro que tudo isso acelerou um debate muito grande! O modelo tradicional da educação básica no Brasil foi adotado há mais de 200 anos e vem sendo questionado por estudiosos e especialistas na área já há algum tempo. Muita gente fala no fim total das aulas presenciais como uma tendência natural, outras defendem o modelo.

O artigo “Impactos da Covid-19 na educação”, da Comissão Europeia, aponta que, ter a oportunidade de interagir com colegas e professores é importante para o desenvolvimento da autoestima, autoconfiança e do senso de identidade das crianças. Além disso, há evidências significativas de que as habilidades sociais estão positivamente relacionadas com as habilidades cognitivas e com o desempenho escolar. 

Contudo, outros importantes estudos também sugerem que o aprendizado online aumenta a retenção de informações e que este modelo requer cerca de 50%  menos tempo para aprender em relação ao modelo tradicional. Isso porque os alunos conseguem respeitar seus próprios ritmos. Devemos considerar ainda que já estamos lidando com a geração Alpha. Os nascidos a partir de 2010, já chegaram ao mundo inseridos em um ambiente com muito mais estímulos sensoriais, telas sensíveis ao toque, comandos de voz e brinquedos criados a partir de estudos para desenvolver habilidades motoras e intelectuais.

Mesmo antes da COVID-19, já havia alto crescimento e adoção em tecnologia de educação. Alguns estudos mostram que o e-learning vem se reforçando como uma tendência. Segundo dados de pesquisa de mercado divulgados pelo portal techjury.net, nos Estados Unidos, até o início do segundo semestre de 2020, 63% dos alunos do ensino médio já usavam ferramentas de aprendizagem virtual. 

Além disso, o e-learning corporativo tem se mostrado muito efetivo. A mesma pesquisa concluiu que, neste modelo, um curso tende a ser concluído de 40% a 60% mais rápido que no modelo tradicional. Por isso, grandes empresas já estão investindo nessa tendência. A IBM, por exemplo, economizou aproximadamente 200 milhões de dólares depois de implementar o aprendizado online.

Por isso, vemos que realmente o modelo híbrido (com parte presencial e parte online) veio para ficar. Mas, o que muitas pessoas ainda não se atentaram e que precisamos começar a delinear o quanto antes é a metodologia online. Não basta simplesmente abrir uma conferência no computador e dar uma matéria como se estivesse em uma sala de aula. É preciso que as escolas comecem a pensar em conteúdos mais atraentes para que as diferentes gerações de alunos consigam absorver este material. 

Além disso, é por meio da produção destes conteúdos atraentes, utilizando as ferramentas de empresas especializadas, que iremos realmente valorizar os professores. Eles se tornarão os especialistas que analisam, e não apenas expõe, os temas abordados nesses conteúdos. Ao contrário de hoje, em que temos profissionais da educação esgotados porque tiveram de lidar sozinhos com esta nova situação de uso da tecnologia e interrupção das aulas presenciais. 

Nos últimos tempos, surgiram muitas iniciativas com o intuito de resolver ou melhorar a questão do ensino online. Em Los Angeles, por exemplo, a emissora de televisão PBS SoCal e o Los Angeles Unified School District, firmaram uma parceria para oferecer transmissões educacionais locais, com canais separados, focados em diferentes faixas etárias.

É preciso desenvolver projetos que considerem o aluno como um sujeito social, com importantes necessidades de interação e inclusão, mas que respeite as características de toda uma geração. Temos hoje tecnologia suficiente para isso. 

A realidade aumentada e a virtual, por exemplo, são ferramentas que tornam possível uma interação à distância, podendo criar uma oportunidade para que os professores envolvam seus alunos em experiências imersivas,  tornando o processo de aprendizagem à distância mais prático, atraente e eficaz. 

Esse sim é o modelo híbrido que as escolas devem apostar!

Barbara Roma, Mestre em História pela Universidade de São Paulo, ex-professora do Ensino Médio da rede privada e sócia fundadora da Agência ICB

Capital nomeia mais de 2 mil profissionais de educação concursados

O prefeito em exercício, Ricardo Nunes, atendeu ao pedido da Secretaria Municipal da Educação e autorizou a nomeação de 2.690 profissionais de educação para ocuparem cargos vagos no sistema de ensino da cidade de São Paulo. Os selecionados fizeram concurso público da Prefeitura da Capital.

Com isso, serão chamados 1.080 novos coordenadores pedagógicos, 137 novos diretores escolares, 39 novos supervisores escolares, 1.109 auxiliares técnicos e 325 professores de educação infantil.

A decisão pelo despacho positivo se deu após o pareceres favoráveis da Secretaria Municipal da Fazenda, Subsecretaria do Tesouro Municipal, Secretaria Executiva de Gestão e Junta Orçamentária-Financeira do município.

Agora, o despacho será publicado no Diário Oficial e encaminhado à Secretaria Municipal de Educação, que dará sequência à chamada dos novos profissionais de ensino da cidade.

*com Pref. de SP