Melvin Santhana apresenta “Abre Alas” primeiro disco de seu projeto solo

Disco “Abre Alas” marca nova fase na carreira de Melvin Santhana(Foto:Divulgação)

Acaba de chegar a todas as plataformas de streaming o primeiro projeto solo do artista Melvin Santhana: o disco “Abre Alas” – um trabalho autoral, criado a partir das mais potentes influências de matriz africana, além de outras referências musicais acumuladas ao longo de seus 20 anos de carreira.

Um grande encontro entre suas raízes, suas influências, importantes parcerias e amizades especiais. Com participações do DJ KL Jay, Dani Nega, As Capulanas, Tatiana Nascimento, Biel Lima, Tássia Reis, produzido por Melvin Santhana e Manassés Nóbrega, o disco “Abre Alas” traz em sua composição questões étnico-raciais, ancestralidade e uma forte denúncia política.

Atento às relações de afeto em suas falas e cantos – sempre moldados pela harmonia de herança afro-brasileira – Melvin lança agora seu projeto solo inspirado no poder da música como linguagem universal, capaz de conectar, subverter e até mesmo encorajar, mesmo diante das diferenças.

Vocalista, guitarrista e experiente produtor musical, Melvin Santhana, que atualmente é um dos integrantes da Boogie Naipe (projeto solo do rapper Mano Brown recentemente indicado ao Grammy Latino 2017 e vencedor do Prêmio APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte na categoria Melhor Show de 2017) tem em seu histórico parcerias de peso como: Jair Rodrigues, Tony Tornado, Sandra de Sá, Paula Lima, Wilson Simoninha, Negra Li, Luedji Luna, Cia. Pessoal do Faroeste, Corpórea Companhia de Corpos, Jé Oliveira / Coletivo Negro (“Farinha com açúcar ou sobre a sustança de meninos e homens”), entre outros.

No cinema, Melvin acaba de protagonizar a série de ficção AXOGUN, produção da Aurora Filmes em parceria com os diretores Edu Kishimoto e Manuel Moruzzi, que traz à tona quadros múltiplos da realidade do país – racismo, desigualdade social, questão da moradia urbana e violência policial.

Melvin, que fez história em São Paulo com a banda Os Opalas, lança agora o disco “Abre Alas” pela UTPA – produtora e editora de projetos artísticos e culturais, e traz em sua composição assuntos importantes que são abordados em diferentes camadas.

Lançado no dia 08 de dezembro, o videoclipe de “Nascimento” – música composta por Melvin Santhana e William Simplício – é uma perola com muita qualidade que transita pelos territórios da afetividade, força, sensibilidade e poesia, relatando os problemas da urbanidade sob o ponto de vista de um homem afro-brasileiro. O clipe conta com a participação de integrantes de importantes companhias de dança de São Paulo como Grupo Zumb.boys, Fragmento Urbano, Grupo Batakerê e Corpórea Companhia de Corpos.

A faixa “Nascimento” é uma crônica a respeito da rotina de alguém que se desloca cotidianamente pelos extremos da cidade e faz um entendimento do que é essa ponte, visualizando todas as problemáticas da urbanidade, partindo da perspectiva do ponto de vista de um cidadão afro-brasileiro. Longe de qualquer lamento, vitimismo ou fragilidade, “Nascimento” é um relato de alguém que atravessa os extremos e transita pela cidade enxergando suas nuances.

Com direção de Bruno Aranha e Wallace Andrade, da Entrenos Produções Audiovisuais, o videoclipe de “Nascimento”, é uma pequena amostra do trabalho do cantor Melvin Santhana, um dos artistas mais influentes da cena cultural de São Paulo da atualidade e uma das grandes promessas da música brasileira para o ano de 2018.(Veja abaixo um pouco mais de Melvin Santhana)

Filho de Arlindo Cruz comenta recuperação do cantor: ‘Ele está interagindo, já riu, chorou. O pior já passou’

O estado de saúde de Arlindo Cruz, internado desde março de 2017 após sofrer um AVC (Acidente Vascular Cerebral), está “evoluindo bem”, segundo seu filho, Arlindinho.

“O pior momento da recuperação passou”, diz o também cantor ao portal G1.

“Ele consegue interagir melhor com a gente. Já riu, chorou, olha pra gente, reconhece.”

Mesmo assim, ele conta que ainda não há expectativa de volta aos palcos, já que ainda não há previsão para alta. A família se reunirá com o médico na próxima semana.

“A gente ainda tá preocupado com a alta dele, com a volta dele pra casa. O que vier a mais é bênção de Deus”, conta Arlindinho. “Lógico que eu sonho em cantar com ele, em tê-lo por perto.”

Segundo ele, sua mãe, Babi, toma conta do pai. “Ela fica praticamente todos os dias. Quando ela não está fica minha tia ou minha madrinha”

Turnê e carnaval

Atualmente, ele se apresenta numa turnê em homenagem ao pai, “Arlindinho canta Arlindo”. Três canções do álbum gravado pela dupla, “2 Arlindos”, estão no projeto: “A sós”, Iansã” e “Virou religião”.

Sucessos do pai também estarão presentes na próxima, “Esse nego”. “Tem que ter sempre. As pessoas sempre pedem”, conta.

Já no carnaval ele verá sua primeira composição de um samba-enredo no desfile da Império Serrano. Um sentimento agridoce para o cantor.

“Pela primeira vez eu vou desfilar na Império Serrano sem meu pai”, diz. “Será um carnaval diferente, né? Feliz por ter minha escola de volta à elite. É um sonho dele ver a Império de volta. E triste, porque não vou poder estar ali com ele.”