Menor suspeito de participar do massacre é ouvido e liberado

Por Elaine Patrícia Cruz

Equipes da polícia na escola onde massacre aconteceu, em Suzano (Rovena Rosa/Agência Brasil)

O adolescente, de 17 anos, apontado pela Polícia Civil como terceiro suspeito de ter participado do planejamento das mortes na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, foi ouvido na manhã de hoje(15) no Fórum de Suzano. Segundo informações do Tribunal de Justiça, o adolescente foi ouvido por representantes do Ministério Público por cerca de duas horas e liberado em seguida.

Ele foi ouvido nesta sexta-feira em uma oitiva informal, procedimento administrativo em que um adolescente suspeito de um delito é ouvido por um promotor de Justiça. Segundo o Ministério Público, não foram constatados indícios suficientes e foram requisitadas diligências complementares por parte das autoridades policiais para, posteriormente, se for o caso, pedir a internação do adolescente, como determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Ontem (15), o delegado geral da Polícia Civil, Ruy Ferraz Fontes, pediu à Vara da Infância e da Juventude a apreensão do adolescente, que era colega de classe de um dos dois atiradores e que teria, segundo a polícia, ajudado no planejamento do crime e na compra de equipamentos utilizados. A apreensão do jovem foi autorizada pelo Tribunal de Justiça, além de buscas em seu endereço.

O ataque deixou dez mortos, dos quais duas funcionárias da escola, seis alunos e os criminosos, que se mataram depois do ataque. Outros 11 feridos foram encaminhados a hospitais. Oito ainda continuam internados.

Terceiro envolvido em massacre é apreendido

Por Flávia Albuquerque

O Tribunal de Justiça de São Paulo autorizou a apreensão de um adolescente identificado pela Polícia Civil como o suposto terceiro envolvido na participação do planejamento das mortes na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, região metropolitana de São Paulo, no dia 13. A apreensão foi requisitada à Justiça para posterior apresentação à Vara da Infância e Juventude. Também foram autorizadas buscas no endereço do jovem.

O ataque deixou dez mortos, dos quais duas funcionárias da escola, seis alunos e os criminosos, que se mataram depois do ataque. Outros 11 feridos foram encaminhados a hospitais. Oito ainda continuam internados. 


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“Os dois autores mortos durante o ataque participaram efetivamente da execução. O terceiro suspeito identificado não estava naquela localidade. Ele participou, em tese, de todo o planejamento. Eles projetaram o ocorrido pelo menos desde novembro”, explicou o delegado geral da Polícia Civil, Ruy Ferraz Fontes.

De acordo com o delegado Alexandre Henrique Augusto Dias, responsável pelo inquérito policial, o terceiro suspeito era colega de classe do atirador. O jovem teria auxiliado na compra de equipamentos utilizados durante o crime, adquiridos por meio do comércio virtual.

“Eles se inspiraram no ataque Columbine, nos Estados Unidos, ocorrido no ano de 1999. Os envolvidos tinham conhecimento absoluto da unidade de ensino”, disse Dias.

Os materiais e o veículo utilizados foram apreendidos e encaminhados para análise. A perícia técnica comprovará a dinâmica dos fatos.

Dois feridos em massacre recebem alta do hospital

Por Camila Boehm

Duas vítimas do atentado na Escola Estadual Raul Brasil, no município de Suzano, tiveram alta hoje (14). Um dos feridos teve alta do Hospital Geral de Itaquaquecetuba e outro do Pronto-Socorro em Suzano. Dez pessoas foram mortas e onze ficaram feridas na ocasião.

No total, três pessoas continuam na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sendo duas delas no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-USP), na capital paulista, e uma no Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo, em Mogi das Cruzes. No entanto, elas estão estáveis, segundo a Secretaria de Saúde do estado.

Outros dois pacientes estão no HC-USP, também estáveis, um no pronto-socorro e outro na enfermaria. No HC Luzia de Pinho Melo, um rapaz com o tornozelo quebrado ainda passará por cirurgia, mas segue estável.

No hospital particular Santa Maria, estão internadas duas das vítimas, estáveis e em evolução positiva, segundo o hospital.

O paciente que permanece internado na Santa Casa de Suzano passou por uma cirurgia na manhã de hoje, que correu bem, segundo a prefeitura do município. Ele está em observação, esperando passar o efeito da anestesia para ser levado ao quarto.

Estado quer acelerar indenizações de vítimas de massacre

Por Camila Maciel

Feridos foram levados para hospitais de Suzano e região (Nivaldo Lima/SP AGORA)

O governo paulista criou um comitê executivo para viabilizar o pagamento de indenização aos familiares das vítimas do atentado ocorrido na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano. Fazem parte do grupo, a Procuradoria-Geral do Estado, as secretarias da Educação, Segurança Pública e Assistência Social, além de membros da Defensoria Pública.

O governador João Doria disse, por meio de nota, que a medida não tem como propósito “compensar as vidas perdidas”, mas para que as famílias não enfrentem “burocracia e processos lentos para terem acesso aos recursos”.

O comitê será oficializado por um decreto, a ser publicado amanhã (15), no Diário Oficial. O texto prevê que o grupo determine, no prazo máximo de 30 dias, os valores que serão pagos pelo governo estadual aos familiares das vítimas.

Serão indenizadas as famílias dos cinco alunos e duas funcionárias mortos dentro da escola, por ser um ambiente público, de responsabilidade da Secretaria de Educação.

O valor da indenização ainda será estudado pela Procuradoria, mas o governador João Doria disse que deve ser de aproximadamente R$ 100 mil para cada familia. A indenização deve ser paga em até 30 dias. “Até 15 de abril o pagamento será feito às famílias dos cinco jovens e das duas auxiliares de ensino da Escola Raul Brasil, em Suzano”, informou Doria.

O governador ressaltou que essa indenização não será condicionada, ou seja, a família vai recebê-la sem precisar assinar um documento abrindo mão de abrir processo contra o estado mais tarde. “O governador São Paulo tomou a decisão independentemente de qualquer recurso judicial, de qualquer nível de pressão. É uma decisão que tomamos. Amanhã (15) ela será publicada no Diário Oficial”, disse o governador, acrescentando que “cada família poderá tomar sua decisão. Se ele preferir demandar judicialmente o estado, ele está dentro dos seus direitos”.