Bombeiros monitoram incêndio a partir do alto de um morro na região de Vila Real, em Portugal.

Calor já matou mais de mil pessoas na Europa

A onda de calor extremo que castiga boa parte da Europa Ocidental há uma semana, com temperaturas acima de 40°C, já provocou mais de mil mortes, segundo autoridades de saúde de Portugal e Espanha.

Dados das autoridades portuguesas apontam que as temperaturas extremas já causaram a morte de 659 pessoas no país, a maioria idosos. Já as autoridades de saúde da Espanha registraram até o momento 360 mortes ligadas à onda de calor.

Além do calor extremo, os dois países ainda enfrentam uma série de incêndios florestais. Nesta segunda-feira, bombeiros da Espanha lidavam com 36 incêndios. O fogo já devastou 20 mil hectares de florestas no país.

Bombeiros monitoram incêndio a partir do alto de um morro na região de Vila Real, em Portugal.
(RTP/Reprodução)

As chamas deixaram pelo menos um morto: um bombeiro de 62 anos que morreu em um incêndio na província de Zamora. O primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez expressou na noite de domingo (17/07) pesar e solidariedade à família do bombeiro.

“Nunca há palavras para agradecer o imenso trabalho de quem luta diante do fogo sem descanso”, escreveu Sánchez no Twitter.

Pelo menos 2.300 pessoas permanecem fora de suas casas na Espanha por causa dos incêndios florestais. A agência meteorológica da Espanha havia emitido no domingo alertas para temperaturas de até de 42ºC neste em várias regiões do norte do país. A expectativa é que o calor extremo diminua nesta segunda-feira, mas as temperaturas devem permanecem altas no país nos próximos dias.

No domingo, as temperaturas chegaram a 39°C em Madri, onde um trabalhador de manutenção de estradas havia morrido de insolação no dia anterior. Em Sevilha, no sul do país, foram registrados 39,7°C. Já o recorde de 43,3°C foi observado em Don Benito, no leste do país

Já Portugal entrou no domingo em situação de alerta, depois de sete dias em contingência devido aos incêndios que assolam o país e às altas temperaturas registadas. A situação de alerta deve, inicialmente, durar até 23h59 de terça-feira, dia em que as autoridades devem reavaliar a situação, afirmou o ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro.

Na última semana, incêndios destruíram entre 12 mil e 15 mil hectares de matas no país. Na sexta-feira, um avião de combate a incêndios caiu na zona de Vila Nova de Foz Côa, matando o piloto.

França e Reino Unido

Já a França e o Reino Unido se preparam para temperaturas extremas nesta segunda-feira. Na França, são esperadas temperaturas que podem ultrapassar os 40ºC nas regiões da Bretanha, Baixa Normandia, Aquitânia e Occitânia ocidental.

Incêndios devastaram 13 mil hectares de matas no departamento francês de Gironde, no sudoeste francês desde o início da última semana. As autoridades alertam que esta segunda-feira promete ser particularmente delicada, pois o departamento está em alerta vermelho para temperaturas esperadas de até 44°C.

No último alerta meteorológico, 38 dos 96 departamentos da França foram listados em alerta “laranja”.

Na noite de domingo, as autoridades deslocaram mais três aviões, 200 bombeiros e 11 caminhões pesados para região.

As temperaturas também continuam a subir no Reino Unido. Nos últimos dias, as autoridades do país emitiram um alerta vermelho por calor – o primeiro da história.

O alerta abrange grande parte da Inglaterra na segunda-feira e terça-feira, quando as temperaturas poderão chegar a 40°C pela primeira vez no país, representando um risco de saúde adicional, disse o serviço de meteorologia do Reino Unido (MET) na sexta-feira. O recorde de temperatura britânico é de 38,7°C, registrado em 2019.

Os passageiros de metrô e trens regionais de Londres estão sendo aconselhados a não viajarem na segunda-feira e terça-feira, a menos que seja absolutamente necessário.

A Alemanha também está se aproximando de temperaturas altas. Na terça-feira são esperadas temperaturas acima de 35°C em boa parte do país – com picos de até 40°C em algumas áreas do oeste alemão, segundo o Serviço Meteorológico da Alemanha. 

jps (ots)

Kiev: Ataque russo a prédio residencial mata duas pessoas

O ataque a um edifício residencial em Obolon, Kiev, deixou pelo menos dois mortos e 12 feridos, informaram os serviços de emergência ucranianos. O prédio foi atingido por fogo de artilharia, que causou incêndio.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que se o espaço aéreo do país não for fechado, os mísseis da Rússia vão acabar caindo em território da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Em vídeo divulgado nesse domingo (13), Zelensky insistiu no fechamento do espaço aéreo ucraniano.

Refugiados

O conflito já levou quase 3 milhões de pessoas a deixarem a Ucrânia. A maioria tem fugido pela fronteira com a Polônia, mas há também milhares todos os dias tentando escapar dos bombardeios pela Moldávia.

O fluxo diminuiu, mas nem por isso deixa de preocupar a Organização Internacional para as Migrações (OIM). O diretor-geral da organização, António Vitorino destaca a necessidade de encontrar soluções duradouras. Várias pessoas fugiram nas últimas horas pela fronteira de Palanca na Moldávia.

Donetsk

Os separatistas pró-russos responsabilizaram hoje (14) as forças ucranianas pela morte de 20 pessoas na cidade de Donetsk, no Leste da Ucrânia, que dizem ter sido atingidas por fragmentos de míssil interceptado pela defesa aérea.

A defesa territorial de Donetesk publicou fotografias no Telegram em que se veem corpos ensanguentados numa rua do centro da cidade industrial.

Os separatistas disseram que suas defesas aéreas interceptaram míssil ucraniano, cujos destroços atingiram pessoas, incluindo crianças.

“As pessoas estavam na fila de uma máquina ATM, algumas em uma parada de ônibus.  De acordo com relatórios preliminares, 20 pessoas foram mortas e nove sofreram ferimentos. Há crianças entre os mortos”, disse o chefe da autoproclamada República Popular de Donetsk, Denis Pushilin, citado pela agência oficial russa TASS.

Pushilin disse ainda que o míssil “transportava uma carga de fragmentação” e que “se não tivesse sido abatido, teria causado muito mais baixas”.

Ao determinar a invasão da Ucrânia, o presidente russo, Vladimir Putin, alegou tratar-se de uma “operação militar especial” para apoiar as autoproclamadas repúblicas pró-Moscou de Donetsk e Lugansk, na região do Donbass.

A guerra no Donbass começou em 2014, com apoio russo, e, segundo a ONU, tinha causado mais de 14 mil mortos até 24 de fevereiro, data em que a Rússia iniciou a invasão da Ucrânia.

Os combates na Ucrânia, que entraram hoje no 19º dia, provocaram milhares de mortos e feridos, mas o número preciso não está determinado.

As informações sobre baixas militares e civis indicadas por cada uma das partes carecem de verificação independente.

A Organização das Nações Unidas contabilizou cerca de 600 civis mortos e mais de mil feridos até o fim de semana, mas alertou que o número deverá ser substancialmente superior.

Mais de 2,5 milhões de pessoas fugiram da Ucrânia para países vizinhos desde a invasão, naquela que já é considerada a pior crise do género na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Foto mostra crachá do jornalista morto. É possível ler o nome do jornalista e o nome do jornal americano The New York Times.

Jornalista americano é morto por forças russas

Um jornalista estadunidense foi morto neste domingo (13) enquanto cobria a guerra na Ucrânia. Aos 50 anos de idade, Brent Renaud foi baleado em Irpin, que fica em uma região próxima à capital Kiev.

O repórter utilizava um crachá do veículo norte-americano “The New York Times”. A polícia local diz que outro profissional estava junto de Renaud no momento do ataque e também foi atingido. Ele segue em um hospital.

Foto mostra crachá do jornalista morto. É possível ler o nome do jornalista e o nome do jornal americano The New York Times.
Crachá utilizado pelo jornalista ajudou na identificação (Reprodução)

Em nota, o jornal dos Estados Unidos destacou que o jornalista não prestava serviços para a empresa há alguns anos e lamentou sua morte. Agências de notícias indicam que ele foi atingido por soldados russos.

Vladimir Putin, presidente da Rússia, sentado, veste terno e gravata, com paletó aberto e as duas mãos cruzadas sobre as pernas. É possível ver uma mesa de centro um flores em cima e papeis, além de uma lareira ao fundo.

Base militar ucraniana perto da Polônia é atacada pela Rússia

Um ataque aéreo da Rússia na manhã deste domingo (13/03) contra uma base militar em Yavoriv, na região de Lviv, no oeste ucraniano próxima à fronteira com a Polônia, deixou dezenas de mortos e feridos neste que é o 18º dia de guerra na Ucrânia.

De acordo com a administração de Lviv, pelo menos 35 pessoas morreram e 134 ficaram feridas. 

Segundo o ministro da Defesa da Ucrânia, Oleksii Reznikov, instrutores militares estrangeiros trabalham na base atingida. Entretanto, ele não disse se algum deles estava presente no momento do ataque.

O governador da região de Lviv, Maxim Kosizky, disse que os russos dispararam mais de 30 mísseis de cruzeiro contra o campo de treinamento militar, localizado 30 quilômetros a noroeste da cidade de Lviv e 35 quilômetros da fronteira da Ucrânia com a Polônia.

“Os ocupantes lançaram um ataque aéreo ao Centro Internacional de Manutenção da Paz e Segurança”, escreveu Kozitsky. Segundo testemunhas, cerca de 25 ambulâncias foram acionadas para levar os feridos a hospitais.

Relatos de ataques em Ivano-Frankivsk

De acordo com relatos da mídia, não houve bombardeios na cidade de Lviv. Mas um alarme de ataque aéreo foi disparado.

Lviv é um ponto de conexão para centenas de milhares de ucranianos que querem deixar seu país rumo a países vizinhos,por causa do ataque russo. Até agora, a cidade vinha sendo considerada relativamente segura. Alguns países chegaram a transferir suas embaixadas de Kiev para Lviv.

O prefeito de Ivano-Frankivsk, outra cidade no oeste da Ucrânia, relatou um ataque ao aeroporto local. “De acordo com informações preliminares, as explosões desta manhã vieram de um ataque ao aeroporto”, escreveu Ruslan Martsinkiv no Facebook. Ivano-Frankivsk fica 100 quilômetros ao sul de Lviv.

Kiev sob cerco

Com ataques de vários lados, o exército russo está aumentando a pressão sobre a capital ucraniana, Kiev. De acordo com o conselheiro presidencial ucraniano Mykhailo Podoliak, Kiev está em “estado de sítio”.

Povoados a noroeste da metrópole vêm sendo há dias abalados por fortes ataques. De acordo com agências de notícias, os tanques russos estão agora avançando rumo a Kiev a partir da região a nordeste da cidade e também na área a nordeste do centro urbano.

Segundo as autoridades locais, o aeroporto em Vasylkiv, 40 quilômetros ao sul da capital, foi destruído por ataques aéreos e um incêndio atinge um depósito de petróleo alvejado por foguetes.

Sirenes também alertaram para ataques aéreos neste sábado nas cidades de Odessa, Dnipro e Kharkiv.

O exército russo bombardeou vários hospitais na cidade portuária de Mykolaiv, no Mar Negro, informou um repórter da agência de notícias AFP.

Intensos ataques em Mariupol

Neste sábado, tropas russas realizaram intensos ataques contra a cidade portuária de Mariupol, no sudeste da Ucrânia, atingindo dezenas de prédios residenciais, segundo imagens de satélites. Autoridades ucranianas relataram que os russos controlaram a periferia leste da cidade e apertaram seu cerco.

Mariupol tem sido uma das localidades mais afetadas pelos ataques russos desde o início da guerra. A cidade de cerca de 430 mil moradores está sitiada e esforços para levar comida, água e remédios e para evacuar seus cidadãos foram frustrados neste sábado.

Mais de 1,5 mil pessoas morreram na cidade desde o início da guerra, segundo a administração local, e os constantes bombardeios interromperam esforços para enterrar os mortos em valas comuns.

Novas imagens de satélite divulgadas pela Maxar Technologies neste sábado mostram dezenas de prédios de apartamentos de Mariupol severamente danificados.

A DW não foi capaz de confirmar as fotos de forma independente. Um jornalista da agência Associated Press testemunhou tanques atirando contra um edifício residencial de nove andares.

“Eles estão bombardeando a cidade 24 horas por dia, lançando mísseis. É ódio. Eles matam crianças”, disse o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, durante um discurso em vídeo. A conquista de Mariupol seria útil para a Rússia criar um corredor terrestre até a Crimeia, região da Ucrânia que Moscou invadiu e controlou em 2014.

De acordo com o Ministério da Defesa russo, mais de 3.500 instalações militares ucranianas foram destruídos desde o início da guerra, há mais de duas semanas. Esta informação não pôde ser verificada de forma independente.

A Rússia afirma atacar apenas alvos militares. A ONU, por outro lado, tem informações sobre o uso ilegal de bombas de fragmentação por tropas russas na guerra da Ucrânia – inclusive em áreas povoadas.

md (DPA, AFP, AP)

Facebook libera termos violentos contra Putin

A Meta, proprietária das redes sociais Facebook e Instagram, vai permitir a usuários de alguns países que apelem à violência contra o presidente Vladimir Putin e as tropas russas. No entanto, frisa que não permitirá violência contra civis russos.

Nos últimos dias, várias publicações usaram expressões como “morte aos invasores russos”, um apelo que normalmente violaria as regras da Meta.Em resposta, a Rússia apelou aos Estados Unidos (EUA) para que parem com “atividades extremistas”.

“À luz da invasão russa em curso na Ucrânia, fizemos uma exceção temporária para as pessoas afetadas pela guerra, expressarem sentimentos violentos contra as Forças Armadas invasoras”, disse um porta-voz da Meta. 

(Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O anúncio da proprietária do Facebook e Instagram surge depois de a agência Reuters ter informado que teve acesso a e-mails internos delineando a mudança de estratégia.

Como parte da nova política, utilizadores das redes sociais de países como a Ucrânia, Rússia e Polônia poderão também apelar à morte de Vladimir Putin e do presidente Alexander Lukashenko, da Bielorrússia.

As mensagens de apelo à morte dos líderes serão permitidas, a menos que contenham outros alvos, ou incluam um local ou métodos.

Os apelos à violência contra russos são também permitidos quando a publicação fizer claramente referência à “invasão da Ucrânia”.

Atividades extremistas

A embaixada da Rússia em Washington reagiu e, no Twitter, acusou a Meta de atividades extremistas.

“Exigimos que as autoridades norte-americanas ponham termo às atividades extremistas da Meta e tomem medidas para levar os responsáveis à Justiça”.

“Os utilizadores do Facebook e Instagram não deram aos proprietários dessas plataformas o direito de determinar critérios de verdade e colocar umas nações contra as outras”, acrescentou.

Na passada semana, Moscou anunciou que estava bloqueando o Facebook e suas plataformas, citando 26 casos de “discriminação” contra os órgãos de comunicação social russos desde outubro de 2020.

Apesar do acesso ao Facebook já ter sido restringido na Rússia, não estava completamente indisponível.

Moscou reprimiu várias plataformas de meios de comunicação social, enquanto prossegue com o que chama de “operação especial” na Ucrânia.

Caminhão baú com tampa traseira aberta. Dentro, caixas, aparentemente de madeira, sendo retiradas por uma máquina empilhadeira. É noite e há um farol aceso à frente do caminhão.

Alemanha confirma envio de armamento pesado à Ucrânia

Em uma mudança brusca de postura, a Alemanha anunciou neste sábado (26/02) o fornecimento de armas pesadas ao exército ucraniano. O anúncio foi feito pelo chanceler federal da Alemanha, Olaf Scholz, pelo Twitter. Segundo ele, a Alemanha enviará à Ucrânia 1.000 armas capazes de destruir veículos de combate, conhecidas popularmente como antitanques, e 500 mísseis terra-ar Stinger, do estoque das Forças Armadas Alemãs (Bundeswehr).

“O ataque russo à Ucrânia marca um ponto de virada. Ameaça toda a nossa ordem pós-guerra”, justificou Scholz. “Nesta situação, é nosso dever fazer o nosso melhor para apoiar a Ucrânia na defesa contra o exército invasor de Vladimir Putin. A Alemanha está perto da Ucrânia”, completou Scholz.

Caminhão baú com tampa traseira aberta. Dentro, caixas, aparentemente de madeira, sendo retiradas por uma máquina empilhadeira. É noite e há um farol aceso à frente do caminhão.
Suprimentos de apoio enviados pela Lituânia para a Ucrânia (Otan/Reprodução)

O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, saudou a decisão alemã. “Continue assim, chanceler Olaf Scholz”, escreveu no Twitter.

Mais cedo, Berlim havia permitido que a Holanda enviasse à Ucrânia 400 bazucas e que a Estônia fornecesse a Kiev peças de artilharia do estoque da antiga Alemanha Oriental, que por acordos contratuais, exigiam a aprovação da Alemanha antes de serem repassadas.

Além disso, a Alemanha quer entregar 14 veículos blindados e até 10.000 toneladas de combustível à Ucrânia.

A oposição também apoiou a decisão de Scholz. “Agora que vemos claramente que a diplomacia chegou ao fim, temos que estar dispostos a apoiar aqueles que obviamente estão sendo ameaçados massivamente por essa agressão”, disse o líder da CSU no Parlamento alemão, Alexander Dobrindt.

Resistência em fornecer armas

Até agora, a Alemanha vinha se mantendo irredutível em não permitir que armas letais da Alemanha ou de fabricação alemã fossem enviadas à Ucrânia, uma política de longa data aplicada também a outros países. No entanto, em meio a críticas de várias nações, inclusive da própria Ucrânia, e à pressão de aliados da União Europeia e da Otan, mudou a postura. 

Países do bloco europeu já haviam externado a intenção de enviar armas à Ucrânia, mas não podiam fazê-lo sem a autorização da Alemanha.

Neste sábado, o primeiro-ministro da Polônia, Mateusz Morawiecki, criticou a Alemanha, afirmando a Ucrânia precisa de “ajuda real” para seus soldados e classificou como “brincadeira” o envio da Alemanha de 5.000 capacetes à Ucrânia.

Outros países da OTAN, incluindo o Reino Unido e os EUA, já haviam fornecido armas à Ucrânia nas últimas semanas.

A autorização deste sábado pode significar um rápido aumento na assistência militar europeia para a Ucrânia, já que grande parte das armas e munições do continente são fabricadas na Alemanha, dando a Berlim o controle legal sobre sua transferência. 

Isso, porém, não significa necessariamente que todos os pedidos de envio de armas passarão a ser aprovados por Berlim.

Horas antes do anúncio de Scholz, o embaixador ucraniano na Alemanha, Andrij Melnyk, havia manifestado esperança de que o governo alemão desse sinal verde para o fornecimento de armas defensivas à Ucrânia.

Melnyk especificou que os dois principais tipos de armas defensivas que a Ucrânia precisa são mísseis de defesa antiaérea e mísseis antitanque, “para interromper a ofensiva terrestre e proteger o espaço aéreo”.

Restrição “direcionada” da Rússia ao Swift

Também neste sábado, em outra mudança de postura, a Alemanha expressou sua disposição para apoiar uma restrição “seletiva e funcional” do acesso da Rússia ao sistema bancário Swift.

O Ministério das Relações Exteriores alemão informou que está trabalhando em maneiras de limitar os “danos colaterais” de uma desconexão russa do sistema “para que isso afete aqueles que deve afetar”.

“O que precisamos é de uma restrição seletiva e funcional do Swift”, acrescentou o ministério.

A Alemanha vinha resistindo à desconexão da Rússia do Swift por conta do enorme impacto que essa medida teria também no mercado alemão.

Não seria possível, por exemplo, pagar pelo gás russo e, portanto, também não seria possível comprá-lo, argumentou o ministro das Finanças alemão, Christian Lindner.

Já a ministra das Relações Exteriores, Annalena Baerbock, expressou preocupação com o fato de que excluir a Rússia do sistema Swift também significaria que ela não poderia financiar projetos humanitários ou que cidadãos residentes na Europa pudessem enviar dinheiro para suas famílias.

Zelenski já havia clamado, em particular, à Alemanha e à Hungria para apoiar a exclusão da Rússia do sistema bancário Swift. 

Durante uma visita à fronteira com a Ucrânia, o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, garantiu que seu governo apoiaria todas as sanções impostas pela União Europeia contra a Rússia. “Este é o momento de estarmos unidos, é uma guerra.” 

Em uma ligação telefônica para Zelenski , o primeiro-ministro da Itália, Mario Draghi, também prometeu seu total apoio às sanções da UE, “incluindo as sanções relacionadas a Swift”. 

le (efe, ots)

Força russa chega à capital ucraniana

O exército russo chegou em Kiev, capital ucraniana, nesta sexta-feira (25). Há registros de explosões, bombardeios e tiros na cidade durante o segundo dia da invasão. Na última madrugada, alarmes foram disparados e mísseis atingiram alvos no local.

Na última quinta-feira (24), os soldados comandados por Vladimir Putin já haviam tomado a usina de Chernobyl, em Pripyat. As tropas da Rússia tentam tomar o território da Ucrânia através do nordeste e do leste, onde está localizada a fronteira entre os dois países, de acordo com o Estado-Maior do Exército ucraniano.

Prédio residencial em Kiev atingido por destroços de uma aeronave (Reprodução)

Houve confrontos entre russos e ucranianos em Dymer e Ivankiv, que ficam há 45 e 80 quilômetros de distância da capital, respectivamente. O presidente Volodmir Zelenski alega que as tropas do país vizinho tiveram como alvo diversas áreas civis.

“Eles disseram que os civis não foram alvejados, mas é outra mentira deles”, anunciou Zelenski. Ainda de acordo com o presidente ucraniano, “começaram a bombardear bairros civis. Isso nos lembra 1941 (quando houve ataques da Alemanha Nazista)”.

Veja os países aliados da Rússia, que atacou a Ucrânia

Belarus

Desde 1990, Belarus é um dos aliados mais leais da Rússia. Após as eleições presidenciais de agosto de 2020, o país se aproximou ainda mais de Moscou e se afastou da vizinha Ucrânia, para onde fugiram muitos dissidentes belarussos. No conflito com a Ucrânia, Minsk permanece do lado de Moscou.

A Rússia é o parceiro comercial mais importante de Belarus. Além de principal fornecedor de petróleo bruto e gás consumido no país, também tem vínculos com Belarus através da União Econômica Eurasiática (UEE), estabelecida em 2015, bem como através da aliança militar Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC), liderada pela Rússia, da qual também fazem parte Armênia, Tajiquistão, Cazaquistão e Quirguistão.

Cazaquistão

Para Putin, o Cazaquistão é “um dos aliados e parceiros estratégicos mais próximos da Rússia”, como afirmou em outubro de 2015, durante uma reunião com o movimento juvenil russo Nashi, fundado por ele.

Os laços com o Cazaquistão ficaram evidentes nos recentes tumultos em Almaty no início de 2022. Em apoio ao presidente cazaque Kassim-Jomart Tokayev, Putin enviou tropas ao país.

No entanto, o Cazaquistão tentou permanecer neutro em relação ao reconhecimento por parte de Putin das autoproclamadas “repúblicas populares” no leste ucraniano. O ministro do Exterior cazaque, Mukhtar Tileuberdi, declarou ao jornal Moscow Times: “A questão de saber se o Cazaquistão reconhecerá as repúblicas populares de Lugansk e Donetsk não está na agenda. Partimos dos fundamentos do direito internacional e dos princípios fundamentais da Carta da ONU.”

A parceria com o nono maior país do mundo em superfície tem motivos geoestratégicos e econômicos, pois o Cazaquistão possui grandes jazidas de petróleo e gás natural, e a maioria de seus oleodutos pertence à empresa russa Gazprom.

De acordo com a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Cazaquistão importou produtos da Rússia no valor de quase 14 bilhões de dólares (R$ 70 bilhões) em 2019, tornando Moscou o importador mais importante do país, à frente de China, Coreia do Sul, Alemanha e Itália.

China

No início de fevereiro, Rússia e China encenaram, durante reunião em Pequim, um encontro sinalizando uma aliança binacional contra o Ocidente. O tom mudou um pouco agora: na sessão especial do Conselho de Segurança da ONU de 22 de fevereiro de 2022, a China não ficou do lado de seu aliado russo, mas pediu a todos os envolvidos que exerçam moderação.

As relações entre Moscou e Pequim são tudo, menos equilibradas. A China é mais importante para a Rússia do que vice-versa. Enquanto a China responde por quase um quinto do comércio exterior da Rússia, a participação desta na balança de comércio exterior chinês é de apenas 2,4%. No entanto, seu comércio bilateral aumentou 36%, chegando a US$ 147 bilhões (R$ 743 bilhões) em 2021. Para comparação: o comércio entre a Rússia e a UE em 2020 totalizou 174 bilhões de euros (R$ 879 bilhões).

Armênia

A Armênia percorre uma via dupla. Por um lado, a ex-república soviética no Cáucaso é economicamente dependente da Rússia e mantém laços estreitos com o Kremlin. Como o Cazaquistão, é membro da União Econômica Eurasiática e da OTSC.

Cerca de 80% do fornecimento de energia da Armênia estão em mãos russas. Segundo o portal de comércio exterior alemão Germany Trade and Invest (GTAI), a Rússia ocupa o primeiro lugar tanto nas importações quanto nas exportações.

Ao mesmo tempo, após a “Revolução de Veludo” de 2018, o país luta por uma aproximação com o Ocidente. A Armênia é membro do Conselho da Europa, participa da Convenção Europeia de Direitos Humanos e assinou um acordo de parceria com a UE em 2017.

Hungria

Na União Europeia, Moscou não tem um aliado, no sentido estrito. No entanto, o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, é considerado amigo político de Vladimir Putin.

Orban comprou reatores nucleares russos em 2017 e aprovou projetos conjuntos de pesquisa no espaço. Ele também importou a vacina russa Sputnik V, que ainda não foi aprovada pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA). Em troca, a Hungria obtém gás russo a preço especial.

Orbán pode lucra com isso, no momento, pois haverá eleições na Hungria em 3 de abril. Além disso, o país está ameaçado com um corte de fundos por parte da UE: conforme decisão do Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) de 16 de fevereiro, a Comissão da UE pode tomar medidas contra seus membros caso sejam constatadas deficiências no Estado de direito, e cortar fundos do orçamento da UE para esses países.

No entanto, a amizade entre Orbán e Putin tem seus limites: Budapeste também concordou com as mais recentes sanções da UE impostas à Rússia depois que Moscou reconheceu as autoproclamadas “repúblicas populares” de Donetsk e Lugansk.

Sérvia

O presidente da Sérvia, Aleksandar Vucic, também está recebendo ajuda eleitoral de Moscou. De acordo com a imprensa, a Rússia está dando ao país um grande desconto nos preços do gás até maio. Isso pode afetar as eleições gerais antecipadas, agendadas para 3 de abril.

Vucic, como muitos de seus compatriotas, considera a Rússia um “irmão mais velho”. Como sinal de solidariedade, a Sérvia foi o primeiro país europeu a assinar um acordo de livre-comércio com a Rússia, dentro da União Econômica Eurasiática (UEE), em 25 de outubro de 2019.

Apesar dos laços políticos e culturais com Moscou, Belgrado segue em pista dupla. Embora rejeite as sanções impostas a Moscou após a anexação da Crimeia pela Rússia em 2014, reagiu de forma moderada após o atual reconhecimento russo das “repúblicas populares”.

Segundo o Moscow Times Vucic afirmou que “a Sérvia embarcou no caminho europeu, a Sérvia sempre apoiou a integridade da Ucrânia, mas, por outro lado, cerca de 85% da população sempre estará do lado da Rússia, aconteça o que acontecer”.

A Sérvia é candidata à adesão à UE, seu governo também quer reduzir a dependência econômica de Moscou. Por isso, planeja construir um novo gasoduto, conectando a Sérvia à rede de gás grega.

Venezuela

Vladimir Putin, presidente da Rússia, durante encontro com Nicolas Maduro, presidente da Venezuela
(Arquivo/via Fotos Públicas)

Na América Latina, Putin goza de simpatia em vários países, como mostra a recente visita do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, em 15 de fevereiro, em meio ao conflito entre Rússia e Ucrânia.

No entanto, seu aliado mais próximo na região é a Venezuela. O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, apoiou oficialmente a Rússia em 19 de fevereiro. As estreitas relações entre Moscou e Caracas são baseadas na cooperação militar e econômica.

A Rússia emprestou cerca de US$ 17 bilhões (R$ 86,5 bilhões) a Caracas desde 2006, tornando-se um de seus maiores credores. Grande parte do crédito foi usado para comprar armas russas.

Ao mesmo tempo, Moscou está interessado em garantir o controle das maiores reservas de petróleo do mundo, comprovadamente existentes na Venezuela. Em 2017, por exemplo, a russa Rosneft formou uma joint venture com a estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA), na qual detém 51% de participação.

Políticos brasileiros comentam guerra na Ucrânia

Após o presidente russo Vladimir Putin autorizar, na madrugada desta quinta-feira (24), uma operação militar especial na região leste da Ucrânia, políticos de todo mundo se manifestaram sobre a situação. No Brasil, importantes figuras do meio também decidiram reagir à invasão. 

O ex-presidente e candidato para as eleições desta ano, Luís Inácio Lula da Silva (PT), publicou nas redes sociais o seu posicionamento. “A humanidade não precisa de guerra, precisa de emprego, de educação. Por isso que eu fico triste de estar aqui falando de guerra e não de paz, de amor, de desenvolvimento”, afirmou.

Ciro Gomes, que, neste ano, é pré-candidato do PDT, afirmou que o Brasil precisa se preparar para os reflexos do conflito entre os dois países. “Muito especialmente por termos um governo frágil, despreparado e perdido”, concluiu. 

Já o o pré-candidato do Podemos, Sergio Moro, utilizou as redes sociais para afirmar que repudia a guerra e a violação da soberania da Ucrânia. 

A deputada Janaína Paschoal declarou em sua conta do Twitter que qualquer manifestação sobre a situação pode incluir o país na tensão militar. “Quanto ao Brasil, melhor seguir a tradição da neutralidade e da busca da paz pela diplomacia o máximo possível”, diz.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) ainda não fez nenhuma declaração sobre a situação na Ucrânia.

Ataque russo à Ucrânia foi ocorre por terra e mar

A Rússia iniciou nas primeiras horas desta quinta-feira (24/02) um ataque à Ucrânia. Num pronunciamento, o presidente russo, Vladimir Putin, anunciou que autorizou uma operação militar contra o país com o objetivo de “desmilitarizar” o país e eliminar o que chamou de ameaças contra a Moscou.

O líder russo instou os militares ucranianos a deporem suas armas e abandonarem seus postos. “Todos os soldados ucranianos que cumprirem essa exigência estarão aptos a deixar livremente as zonas de combate e retornarem a suas famílias”, disse Putin.

Horas antes, o Kremlin anunciou que líderes das regiões separatistas no leste da Ucrânia haviam pedido assistência militar de Moscou, para se defenderem de supostas agressões por parte de Kiev.

Em seu pronunciamento, Putin afirmou que Moscou não teve outra alternativa a não ser lançar a operação, embora o motivo não tenha sido inicialmente esclarecido. Putin alegou que a operação visa proteger a população que, segundo ele, estaria sendo vítima de “a abusos e genocídio” pelos últimos oito anos.

A Ucrânia rejeita as acusações de genocídio contra a população das regiões ocupadas desde 2014 pelos grupos separatistas pró-Moscou, dizendo se tratar de um pretexto para justificar uma invasão.

Ataque em várias cidades e invasão por terra e mar

Explosões foram ouvidas por repórteres de agências alguns minutos depois do fim do pronunciamento de Putin. O mandatário russo disse que responderia imediatamente se alguma força externa tentasse interferir com suas ações. “Ninguém deveria ter nenhuma dúvida de que um ataque direto ao nosso país levará à derrota e a consequências terríveis para qualquer agressor potencial”, afirmou.

Após o anúncio russo, o ministro ucraniano do Exterior, Dmytro Kuleba, afirmou através do Twitter que seu país era alvo de uma “invasão em larga escala”.

Kiev anunciou nesta quinta-feira o fechamento do espaço aéreo para aeronaves civis. Explosões foram ouvidas na capital ucraniana e em várias cidades do país próximas à fronteira com a Rússia. O mesmo ocorreu em localidades nas regiões costeiras, assim como na cidade portuária de Odessa, próxima à Península da Crimeia, ocupada por Moscou.

Também foram registradas explosões em Kharkiv, a segunda maior cidade do país, a 35 quilômetros da fronteira russa, localizada fora das regiões dominadas pelos separatistas.

Segundo a Ucrânia, tropas russas atravessaram por terra a fronteira do país em diversos pontos no leste e desembarcaram por mar nas cidades de Odessa e Mariupol.

Os Estados Unidos e seus aliados estimam que a Rússia já havia acumulado em torno de 150 mil soldados na fronteira com a Ucrânia. Horas antes do ataque, o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, afirmou que esse total seria de 200 mil membros das forças armadas russas.

Lei marcial

Logo após o início do ataque russo, Zelenski impôs a lei marcial no país e pediu calma à população. A medida contou com o aval do Parlamento ucraniano. Com a medida, as leis civis passam a ser substituídas por regras militares.

“Nessa manhã, a Rússia lançou uma nova operação militar contra o nosso Estado. Essa é uma invasão completamente cínica e infundada”, afirmou Zelenski. “Nós, os cidadãos da Ucrânia, temos determinado nosso futuro desde 1991”, disse em referência ao ano do colapso da União Soviética. “Mas agora, o que está sendo decidido não é somente o futuro do nosso país, mas o futuro de como a Europa quer viver”, acrescentou.

Zelenski pediu que a população mantenha a calma e permaneçam em casa. Ele destacou ainda que o governo está fazendo de tudo para defender o país. “Sem pânico. Nós somos fortes. Estamos prontos para tudo. Vamos vencer todos porque somos a Ucrânia”, acrescentou.

O presidente pediu ainda que a comunidade internacional crie uma “coalizão anti-Putin” para apoiar a Ucrânia, por meio de apoio militar e financeiro, e disse estar em contato com líderes de vários países. Zelenski solicitou ainda a aplicação de sanções imediatas contra a Rússia.

Reação internacional

Líderes mundiais condenaram o anúncio da operação militar contra a Ucrânia. Países ocidentais prometeram intensificar as sanções contra Moscou, enquanto o diretor-geral das Nações Unidas, António Guterres, exigiu que o conflito seja imediatamente encerrado.

Guterres fez um apelo direto e pessoal a Putin após uma sessão de emergência do Conselho de Segurança da ONU que foi realizada antes do anúncio, pedindo ao presidente russo a parar com a operação “em nome da humanidade”. O apelo foi feito praticamente ao mesmo tempo em que Putin anunciava a operação militar em sua fala pela televisão estatal russa.

“Não permita que comece na Europa o que poderia ser a pior guerra desde o início do século”, disse. “O conflito precisa parar agora”, acrescentou o diretor-geral da ONU, dizendo que este é o “dia mais triste” de seu mandato.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse pouco depois do anúncio da operação que “as preces do mundo todo estão com o povo da Ucrânia esta noite enquanto sofrem um ataque injustificado e sem provocação prévia por forças militares russas”. Ele alertou que “apenas a Rússia é responsável pelas mortes e destruição que esse ataque vai trazer”. “O mundo vai responsabilizar a Rússia”, afirmou.

O chanceler federal alemão, Olaf Scholz, descreveu a operação militar russa como uma “manifesta violação” das leis internacionais, e disse que este é um “dia sombrio” para a Europa. “A Alemanha condena nos termos mais fortes possíveis esse ato inescrupuloso do presidente Putin. Nossa solidariedade para com a Ucrânia e sua população”, disse, em comunicado.

Scholz, cujo país ocupa a presidência rotativa do grupo dos países do G7, disse que este é um “dia terrível para a Ucrânia”. Ele instou Moscou a cessar imediatamente suas operações militares.

O secretário-geral da aliança militar atlântica Otan, Jens Stoltenberg, afirmou que a Rússia “escolheu o caminho da agressão contra um país soberano e independente”. O anúncio “coloca em risco incontáveis vidas civis”. Stoltenberg ainda descreveu a decisão da Rússia como “uma grave violação das leis internacionais e uma séria ameaça à segurança euro-atlântica”. A Otan realiza reunião de emergência nesta quinta-feira.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, se disse “indignado” num tuíte com os “terríveis acontecimentos na Ucrânia”. “O presidente Putin escolheu um caminho sangrento e de destruição ao lançar um ataque sem provocação à Ucrânia. O Reino Unido e nossos aliados vão responder de forma decidida.”

Os dois principais dirigentes da União Europeia condenaram a “agressão militar sem precedentes” da Rússia. A UE deverá impor novas, “massivas e severas” sanções à Rússia, segundo afirmaram a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel.

Líderes do bloco de 27 países se encontram na manhã desta quinta-feira para uma reunião de emergência anunciada na quarta, antes da decisão do presidente russo de lançar a operação militar na Ucrânia.

O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que a França é solidária com a Ucrânia. “A Rússia precisa parar imediatamente com suas operações militares”, tuitou, dizendo que Moscou decidiu “travar uma guerra” contra a Ucrânia.

Já o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, disse que se encontraria com parceiros do G7 para elaborar uma resposta coletiva ao anúncio de Putin, “incluindo a imposição de sanções adicionais às anunciadas mais cedo esta semana”.

A Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), da qual a Rússia é membro, divulgou declaração dizendo que “esse ataque à Ucrânia coloca as vidas de milhões de pessoas em grave risco e é uma grave violação da lei internacional e dos compromissos da Rússia”.

cn (dw/Reuters/Afp/Efe/AP)