Moderna pede autorização emergencial para vacina nos EUA e na Europa

A farmacêutica americana Moderna anunciou que pedirá nesta segunda-feira (30/11) à agência reguladora de medicamentos e alimentos dos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA), e à Agência Europeia de Medicamentos (EMA), autorização para distribuir sua candidata a vacina para o coronavírus.

Os reguladores irão analisar os dados do teste da vacina de mRNA e decidir se é segura e eficaz o suficiente para recomendar sua implementação.

De acordo com a empresa, a análise de eficácia do estudo de fase 3 da vacina incluiu 30 mil participantes com uma eficácia de 94,1%, geralmente boa tolerabilidade e nenhuma preocupação séria de segurança identificada até o momento.

O estudo de fase 3 excedeu a média de dois meses de acompanhamento pós-vacinação, conforme exigido pela FDA para autorização de uso de emergência, segundo a Moderna, em comunicado.

A empresa também afirma que a eficácia da vacina contra os casos mais graves de covid-19 é de 100%.

“Primeiras injeções em dezembro”

“As primeiras injeções podem ser administradas a partir de 21 de dezembro se o processo correr bem e a aprovação for concedida”, disse Stéphane Bancel, diretor-executivo da Moderna, em entrevista ao jornal The New York Times.

De acordo com a empresa, a eficácia da vacina “é consistente” com base na idade, raça e etnia, e demografia de gênero e, embora avaliações em andamento estejam sendo conduzidas, “nenhum problema sério foi identificado”.

No estudo, metade dos participantes recebeu a vacina, e a outra metade, um placebo. Para total proteção, são necessárias duas doses com espaço de tempo entre elas. Um total de 196 casos de covid-19 foram confirmados nos voluntários, sendo 11 desses casos constatados no grupo dos que receberam a vacina, e 185 casos no grupo do placebo. A partir desse resultado, foi calculada a eficácia de 94,1%.

Os novos resultados correspondem aproximadamente aos dados preliminares que a Moderna divulgou no meio de novembro. Além disso, a Moderna anunciou que os 30 casos mais graves da doença ocorreram apenas no grupo que recebeu placebo.

A Moderna afirma que, com base em uma análise anterior, as reações adversas mais comuns quando a vacina foi administrada incluíram dor no local da injeção, fadiga, dores musculares, dor na articulação, dor de cabeça e vermelhidão no local da injeção.

“Esta análise primária positiva confirma a capacidade da nossa vacina de prevenir a doença covid-19 com uma eficácia de 94,1% e, mais importante, a capacidade de prevenir o estado grave da covid-19. Acreditamos que nossa vacina proporcionará uma nova ferramenta poderosa que pode mudar o curso desta pandemia e ajudar a prevenir doenças graves, hospitalizações e mortes”, disse Stéphane Bancel.

Corrida entre farmacêuticas

A Moderna está logo atrás da Pfizer e seu parceiro alemão, Biontech, na busca por iniciar a vacinação nos EUA em dezembro. A parceria entre Pfizer e Biontech, entretanto, ainda não solicitou autorização emergencial na agência europeia EMA. Reguladores britânicos também estão avaliando a vacina da Pfizer e outra da AstraZeneca.

Com o pedido de homologação na EMA, uma vacinação contra o coronavírus também parece mais próxima na Alemanha. Na semana passada, a chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, informou que um acordo-quadro foi fechado com a Moderna para mais de 160 milhões de doses de vacina, com fornecimento inicial de 80 milhões de doses, com opção por mais 80 milhões de unidades. Segundo a Moderna, o inoculante pode ser entregue já em dezembro, dependendo da aprovação.

O preparado da Moderna é semelhante à da candidata a vacina da parceria entre Biontech e Pfizer no modo de ação e também em sua eficácia.

MD/efe/dpa

Por Deutsche Welle

Aposta da Europa em hidrogênio verde abre janela ao Brasil

(GUE/NGL/via Fotos Públicas)

O hidrogênio verde, desenvolvido a partir de fontes renováveis, foi escolhido pela Alemanha e pela União Europeia como meio para alcançar neutralidade na emissão de carbono até 2050 e fazer a transição para uma economia limpa.

Como o bloco não tem condições de produzi-lo na quantidade necessária, está em formação um mercado internacional de hidrogênio no qual países com áreas disponíveis, sol e vento, como o Brasil, podem se tornar exportadores.

O impulso para a adoção do hidrogênio verde é recente. Em junho, a Alemanha anunciou sua estratégia nacional, com um pacote de 9 bilhões de euros para desenvolver a sua produção, armazenamento e transporte, dos quais 2 bilhões de euros serão destinados a parcerias com outros países.

Em julho, a Comissão Europeia também apresentou sua estratégia de hidrogênio, segundo a qual até 2030 o insumo deve ser parte “intrínseca” do sistema energético do bloco.

O estado atual da tecnologia e oportunidades para o Brasil foram discutidos nas últimas segunda e terça-feira (05 e 06/10), no 1º Congresso Brasil-Alemanha de Hidrogênio Verde. Ele foi organizado pela Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha e pela agência alemã de cooperação internacional GIZ, com representantes de companhias, da academia e da Empresa de Pesquisa Energética, estatal vinculada ao Ministério de Minas e Energia.

O hidrogênio é obtido a partir da eletrólise da água, em um processo simples que muitas crianças fazem como experimento de ciências no Ensino Fundamental. Nele, uma corrente elétrica quebra a molécula de água e cria moléculas de oxigênio e hidrogênio. A tecnologia para fazer isso em grande escala e transportar o combustível de forma segura, evitando explosões como a do dirigível Hindenburg, já está avançada, mas consome muita eletricidade.

O mercado trabalha com três tipos de hidrogênio. O verde, desejado pela União Europeia, é produzido usando apenas energia de fontes renováveis, que responde por 95% do seu custo final. O azul é extraído do gás natural, e o gás carbônico resultante é capturado e enterrado no solo. O cinza, por sua vez, é produzido com combustíveis fósseis, como diesel ou carvão, com liberação do gás carbônico na atmosfera.

Um dos usos possíveis do hidrogênio é alimentar células de combustível que produzem uma corrente elétrica para movimentar motores, em uma reação que libera vapor de água — especialmente útil em veículos pesados, como caminhões ou navios, nos quais o uso de baterias grandes e pesadas reduz a autonomia do deslocamento, mas que dependeria da criação de rede de postos de abastecimento. Em setembro, a Daimler apresentou seu primeiro caminhão com motores elétricos alimentados por células de hidrogênio.

O hidrogênio também pode ser usado em processos industriais, como na produção de fertilizantes e na siderurgia, para produzir aço sem a necessidade de carvão coque. Misturado ao gás natural, também serve para movimentar usinas termelétricas.

A escolha da Europa

No Brasil, a necessidade de encontrar rapidamente alternativas aos combustíveis fósseis não é tão urgente. A matriz energética do país é composta por 83% de fontes renováveis, das quais a hidrelétrica é a principal. Já na União Europeia, 70% da matriz energética é baseada em combustíveis fósseis, o que aumenta a pressão pela busca de outras fontes. O bloco já esgotou seu potencial hidrelétrico, e os parques eólicos e solares são fontes intermitentes de eletricidade, que dependem do vento e sol, desafiando o fornecimento estável ao longo do ano sem o uso de baterias.

O aquecimento global e a sustentabilidade ambiental, por sua vez, são temas com cada vez mais relevância política na Europa, que estabeleceu metas ambiciosas de redução de emissões. Também preocupa os europeus a segurança energética, para que o bloco não dependa tanto do gás russo, como indica a controversa construção no gasoduto Nord Stream 2.

“Com a estratégia de criar um mercado mundial de hidrogênio, a Europa consegue atingir dois grandes objetivos. Um é segurança energética, poder comprar hidrogênio de muitos países. Qualquer país que tiver energia renovável e quiser produzir e exportar hidrogênio, a Europa vai ser um grande consumidor. E, importando hidrogênio verde, atinge seu objetivo de ser carbono zero em 2050”, afirma o economista Nivalde de Castro, coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

O coronavírus acabou dando um empurrão inesperado ao hidrogênio verde. Ao definir o pacote de estímulo para a economia se recuperar da pandemia, a Alemanha decidiu priorizar tecnologias verdes. A ministra do Meio Ambiente alemã, Svenja Schulze, declarou que a estratégia de hidrogênio daria um “duplo impulso” ao país, fortalecendo a proteção do clima e a recuperação da economia.

A inserção do Brasil

Para obter o hidrogênio verde necessário às suas metas, a Alemanha tem interesse em estimular a produção do insumo em outros países, a partir de parques eólicos e solares criados para esse fim, que seria depois exportado. Além do sul da Europa e da África, o Brasil é um parceiro potencial.

Nesse modelo, um dos cenários possíveis são empresas ou governos de países europeus contratarem empresas brasileiras para produzir energia elétrica renovável e usar essa energia para produzir hidrogênio verde para exportação, com financiamento externo para a construção das usinas.

Segundo Castro, uma das vantagens no Brasil nesse tema é a estabilidade de seu marco jurídico do setor elétrico, e ele prevê uma queda sensível do custo de produção nos próximos anos. “Hoje ainda é uma tecnologia cara, como a eólica e a solar eram caras há dez anos. Mas o que é caro hoje ficará barato rapidamente, porque vai aumentar a escala. A vantagem é que o custo da energia elétrica renovável já está muito barato”, diz.

O Chile já decidiu investir na construção de plantas produtoras de hidrogênio verde e deve inaugurar sua primeira em 2022, ao norte de Punta Arenas, à base de energia eólica. E a empresa alemã Thyssenkrupp está construindo na Arábia Saudita o que deve se tornar a maior planta produtora de hidrogênio verde do mundo, com potência de 3 Gigawatts a partir de fontes solares. Ela entrará em operação em 2025 e será voltada à exportação do insumo.

Paulo Alvarenga, CEO da Thyssenkrupp para a América do Sul, afirma que, além de exportar hidrogênio verde, o Brasil deveria usá-lo para produzir fertilizantes em seu território. “O Brasil importa 80% dos fertilizantes nitrogenados que a gente consome, sendo que um quarto de nosso PIB está ligado ao agribusiness”, diz.

Hidrogênio a partir de etanol

Uma alternativa para o Brasil usar o hidrogênio em sua matriz energética seria produzi-lo a partir do etanol, em vez da eletrólise da água. Em 2016, a Nissan apresentou um carro que usava uma célula de combustível para transformar o etanol em hidrogênio, que em seguida gera uma corrente elétrica para movimentar o motor.

Desde 2018, a montadora japonesa tem uma parceria com o Laboratório de Genômica e Bioenergia da Universidade Estadual de Campinas para aprimorar a tecnologia. O geneticista Gonçalo Pereira, que coordena o estudo, afirma que nesta fase eles estão desenvolvendo um projeto de reformador, aparelho que converte o etanol em hidrogênio, tendo como subproduto o gás carbônico.

“Países com biomassa grande não têm necessidade da tecnologia mais cara do hidrogênio verde. Aqui podemos pegar o etanol, que é um cacho de hidrogênio e já está cheio de energia”, afirma. Segundo ele, um carro com motor a explosão movido a etanol converte 25% do combustível em energia, enquanto em um veículo movido a célula de combustível teria uma eficiência maior que 60%. “E com um combustível líquido, fácil de transportar”, diz, lembrando que o carbono emitido não tem origem fóssil, já que foi capturado pela cana de açúcar.

Ele é cético quanto ao uso do hidrogênio verde no Brasil, devido ao seu custo de produção, e tem críticas à disseminação em larga escala de automóveis elétricos movidos a bateria, produzidas com metais encontrados em poucos países. “É uma tecnologia que precisa de um bem esgotável e mal distribuído. [Irá provocar] confusão geopolítica do mesmo jeito que o petróleo. O que a gente acredita é que dá para fazer motores sofisticados usando o etanol como bateria”, diz.

Por Bruno Lupion, da Deutsche Welle

Justiça da Europa valida lei que impõe limites ao Airbnb

(Reprodução)

O Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) validou nesta terça-feira (22/09) a lei francesa que regula o aluguel de apartamentos por curtos períodos, como os oferecidos no site Airbnb. A vitória foi celebrada pelo governo de Paris e de outras cidades europeias que enfrentam um déficit de moradias.

O caso envolve dois proprietários que foram multados em 15 mil euros pela cidade de Paris por alugarem apartamentos pelo Airbnb a turistas sem autorização prévia da prefeitura. Os proprietários apelaram da pena, e o caso chegou ao Tribunal de Cassação da França, mais alta instância do sistema judicial francês, que recorreu ao TJUE para obter orientações sobre a aplicação das regras da União Europeia no mercado interno.

Os juízes do TJUE concluíram que as regras francesas estão em conformidade com as leis do bloco sobre negócios, reforçando o direito dos Estados-membros de combaterem a falta de moradias. A exigência de autorização para o aluguel de apartamentos a turistas é uma “razão primordial de interesse público”, pois ajuda a combater a falta de moradias, afirmou a corte.

O caso será agora devolvido aos tribunais franceses para a decisão final. O caso ainda não foi encerrado porque o tribunal francês terá agora de verificar se a cidade de Paris forneceu efetivamente provas de falta de habitação.

A lei francesa condiciona o aluguel de imóveis mobiliados a curto prazo, como pelo Airbnb, a uma autorização prévia da prefeitura em cidades com mais de 200 mil habitantes e nos subúrbios de Paris. 

A prefeita parisiense, Anne Hidalgo, festejou a decisão. “Esta vitória, esperada por várias cidades, marca uma mudança no regulamento de aluguéis sazonais e representa um passo adiante para o direito de moradia a todos”, afirmou.

A capital francesa é uma das várias cidades europeias que têm tentado conter a atividade de sites de aluguel de curto prazo nos últimos anos devido ao aumentos acentuados dos valores de aluguéis de residências.

O Airbnb enfatizou que a decisão “dará clareza aos anfitriões que compartilham uma segunda casa em Paris” e que a empresa espera trabalhar com as autoridades locais em regras que “funcionem para todos e que tenham como foco as famílias locais e a sociedade”.

A plataforma Airbnb, fundada nos EUA em 2008, e serviços concorrentes são muito populares entre os turistas como alternativa aos hotéis. Para os donos de imóveis, o aluguel de curto prazo por algumas noites para turistas geralmente é muito mais lucrativo do que o de longo prazo para moradores. No entanto, essas plataformas estão sob fortes críticas nas metrópoles de todo o mundo, pois elas contribuem para diminuir a oferta de apartamentos de moradia e encarecer os aluguéis para a população local.

LE/dpa/lusa/ots

Por Deutsche Welle

Casos de Covid-19 crescem entre jovens e Itália fecha boates

A Itália anunciou neste domingo (16/08) que decidiu fechar suas discotecas e clubes e tornar obrigatório o uso de máscaras em espaços abertos durante a noite, na primeira reimposição de medidas de contenção contra o coronavírus no país europeu desde sua reabertura.

A decisão ocorre num momento em que os casos de covid-19 voltaram a crescer na Itália – primeiro país europeu a ser duramente atingido pela crise –, especialmente entre os mais jovens.

O número de novas infecções reportadas ao longo da última semana em território italiano foi mais que o dobro das cifras registradas há três semanas. A idade média dos novos infectados caiu para menos de 40 anos, segundo revelam dados oficiais.

As novas regras entram em vigor nesta segunda-feira e valerão por pelo menos três semanas, até o início de setembro. As máscaras serão obrigatórias entre 18h e 6h da manhã, em locais ao livre próximos a bares e pubs e onde aglomerações são mais prováveis.

“Não podemos anular os sacrifícios feitos nos últimos meses. Nossa prioridade precisa ser a reabertura das escolas em setembro, em segurança total”, afirmou o ministro italiano da Saúde, Roberto Speranza, no Facebook.

No sábado, Speranza pediu aos jovens que mantenham o máximo de cautela possível, já que, “se eles infectarem seus pais e avós, correm o risco de causar danos reais”.

O anúncio da nova medida coincide com o feriado italiano chamado Ferragosto, em que muitos costumam viajar, ir à praia e sair para dançar. Nos últimos dias, jornais italianos publicaram imagens de multidões de jovens celebrando o feriado em discotecas ao ar livre.

A Itália vinha mantendo abertos seus clubes, apesar das crescentes críticas de que eles atraem grandes aglomerações, que o distanciamento social não está sendo respeitado nesses locais e que máscaras não estão sendo usadas.

Algumas regiões italianas, como a Calábria, já ordenaram o fechamento de todos os seus clubes de dança, enquanto outras, como a Sardenha, os mantiveram abertos.

A indústria tem receitas anuais de 4 bilhões de euros e emprega quase 50 mil pessoas em 3 mil clubes em todo o país, segundo o sindicato Silb, que representa empresas do setor e pediu ajuda ao governo. O ministro italiano da Indústria, Stefano Patuanelli, reconheceu que haverá danos econômicos com o fechamento dos clubes, mas disse que não via outra alternativa.

A Itália vem registrando nos últimos dias os maiores números diários de casos de covid-19 desde maio. No sábado, foram 629 infecções, marcando o terceiro dia consecutivo com mais de 500 casos diários. Já neste domingo, o país registrou 479 novas ocorrências.

Desde o início da epidemia no país, no final de fevereiro, mais de 253 mil pessoas foram infectadas pelo novo coronavírus e mais de 35 mil morreram devido à doença.

Espanha também fecha clubes

A reimposição de medidas de contenção na Itália segue decisões semelhantes tomadas por outros países europeus, que também registram um ressurgimento do vírus.

Neste domingo, entraram em vigor novas restrições em duas regiões da Espanha, que incluem também o fechamento de discotecas e uma proibição parcial de fumar ao ar livre.

A pequena região vinícola de La Rioja, no norte, e a região de Múrcia, no sudeste, se tornaram as primeiras do país a implementar uma série de novas medidas anunciadas na sexta-feira pelo ministro espanhol da Saúde, Salvador Illa, e que serão aplicadas em todo o país.

As medidas incluem o fechamento de todas as discotecas, clubes de dança e casas noturnas, enquanto restaurantes e bares só poderão funcionar até 1h da manhã, sendo proibida a admissão de novos clientes depois da meia-noite.

 As visitas em lares de idosos também foram limitadas, e fumar ao ar livre em locais públicos está proibido quando uma distância de dois metros não pode ser mantida. O veto ao fumo na ruas já estava em vigor em duas das 17 regiões autônomas da Espanha, Galícia e Ilhas Canárias.

Espera-se que os governos regionais restantes comecem a implementar as novas medidas nos próximos dias.

A Espanha foi outro país europeu duramente atingido pela pandemia de coronavírus. Ao todo, mais de 342 mil pessoas foram infectadas e 28 mil morreram em decorrência da doença.

EK/rtr/afp/ap/ots

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A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas. 

Crise migratória se agrava no sul da Europa

Prefeitos de várias localidades italianas se revoltam contra o governo em Roma e relatam as péssimas condições nos centros de acolhimento de migrantes – que, com frequência, são pequenos demais e acabam superlotados. Alguns ainda exigem a proibição de novas admissões em suas municipalidades.

Resgate feito pelas Forças Armadas da Alemanhã no mar Mediterrâneo
(Alexander Gottschalk/Forças Armadas da Alemanha/via Fotos Públicas)

Mais de 13 mil migrantes chegaram à Itália em 2020 através do mar Mediterrâneo, o que representa um total de 9 mil pessoas a mais do que o registrado no mesmo período do ano passado. Segundo o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur), muitos decidiram fazer essa perigosa travessia no mês de julho, quando as condições de navegação são um pouco melhores.

Felix Weiss, da ONG Sea Watch de resgates marítimos de migrantes, retornou à Alemanha após várias semanas em uma missão de reconhecimento aéreo sobre a ilha de Lampedusa, um dos principais pontos de chegada de migrantes no território italiano. Ele alerta que a situação no local esta prestes a se deteriorar.

“A situação em Lampedusa é extremamente tensa. Nos últimos meses, quase 5 mil pessoas chegaram à ilha por conta própria. Isso equivale a dois ou três barcos por dia”, relatou. O grupo de voluntários alemães não registrou nenhuma agressão, mas recentemente, dois pequenos estaleiros que armazenam as embarcações dos migrantes foram incendiados.

Weiss diz ter sentido uma mudança de postura por parte da população local, que costumava ser tolerante para com os migrantes. Atualmente, a maior parte dos refugiados que chegaram a Lampedusa são da Tunísia, país cuja economia também foi fortemente abalada pela pandemia de covid-19.

Populistas tentam tirar proveito da crise

A epidemia do novo coronavírus aumentou a pressão econômica sobre a população local. O turismo, a maior fonte de renda da ilha, entrou em colapso. Weiss estima que, até o momento, o número de visitantes deve ser de menos da metade do normal. Se os barcos de migrantes começarem a chegar nas praias turísticas, o que já aconteceu recentemente, a situação pode se tornar ainda mais complicada.

Dentro desse quadro, as ofertas de ajuda vindas de Roma nem sempre são bem recebidas. O governo italiano propôs enviar um navio de quarentena para abrigar migrantes na municipalidade de Porto Empedocle, na Sicília, mas o prefeito rejeitou a medida, temendo riscos ainda maiores para o turismo na região.

A prevenção contra a covid-19 nos centros de acolhimento vem sendo bastante problemática. Centenas de migrantes optaram por deixar ilegalmente esses locais, em violação às regras de quarentena. Ainda assim, não houve registro de um novo surto da doença.

Enquanto isso, o líder do partido populista de extrema direita Liga, Matteo Salvini, tenta obter ganhos políticos com a situação. Há uma semana, em visita a Lampedusa, o ex-ministro do Interior – que quando estava no cargo fez todo o possível para bloquear a entrada de migrantes no país – culpou diretamente o aumento da chegada de novas embarcações de refugiados pelas más condições do turismo e da pesca na região.

Salvini, que foi recebido por um grande número de apoiadores na ilha, vem utilizando repetidamente em seus discursos e postagens no Twitter o termo “invasão” e questionando se é realmente necessário fornecer ajuda aos migrantes.

Pedido de ajuda à União Europeia 

O governo italiano reagiu aos pedidos de ajuda dos municípios com o envio das Forças Armadas. Em torno de 300 soldados foram enviados para a Sicília para vigiar os campos de refugiados e as estações de quarentena. 

Roma reforçou o pedido de mais apoio por parte da União Europeia (UE), o que implica que os parceiros europeus devem contribuir mais para fornecer abrigo e cuidados aos migrantes e requerentes de asilo que chegam à Europa através da costa italiana.

Na noite de sexta-feira (31/07), a ministra do Interior, Luciana Lamorgese, e seu homólogo francês, Christophe Castaner, chegaram a um consenso para dar sobrevida ao chamado Acordo de Malta sobre a distribuição de migrantes no sul da Europa para outras regiões do continente. Dentro do pacto de 2019, um grupo de nações europeias – incluindo a Alemanha – concordou em aceitar uma distribuição ordenada dos migrantes. Na prática, porém, o plano não vem funcionando.

Mas, não é apenas a Itália que registra um número crescente de pessoas em busca de refúgio. A Espanha também vem registrando um aumento na chegada de migrantes através do Mediterrâneo. Em julho, foram 2 mil pessoas a mais do que nos meses anteriores. Em Murcia e Almería, chegaram no ultimo fim de semana em torno de 700 refugiados, na maioria, vindos da Argélia, e não do Marrocos, como seria de costume.

Contudo, ao contrário da Itália, a situação na Espanha não piorou em relação ao ano anterior, com exceção das ilhas Canárias. O governo, porém, não tem a situação totalmente sob controle. Observadores denunciam desentendimentos entre as autoridades no que diz respeito à jurisdição, devido á imposição de quarentena obrigatória.

O governo espanhol não quer que os refugiados sejam alojados nos centros de acolhimento, temendo novas contaminações de coronavírus, e insiste que as localidades devem fornecer as acomodações necessárias por conta própria. Isso vem sendo feito através de barracões, o que também gera problemas em razão do calor intenso no país nos meses de verão.

A situação na Grécia, por outro lado, se mantem relativamente calma. A agência de refugiados do país registrou apenas 244 chegadas de migrantes em suas fronteiras em julho, em comparação com os 5.008 do mesmo mês no ano passado.

O problema no território grego, porém, continua sendo a superlotação dos campos de refugiados nas regiões insulares, além das denúncias de expulsões e deportações ilegais  de migrantes no país.

Itália promete reformar políticas migratórias

Enquanto os países que enfrentam esses desafios ainda tentam se organizar em nível europeu, o governo da Itália quer dar um exemplo ao facilitar o trabalho das ONGs no resgate de migrantes. Relatos na imprensa italiana nesta sexta-feira afirmavam que o Partido Democrata (PD) e o Movimento Cinco Estrelas (M5S), que compõem a coalizão de governo, chegaram a um acordo para mudar as regras impostas pelo populista Salvini quando ocupava o Ministério do Interior.

Um dos termos do acordo estabelece o fim das pesadas multas impostas aos navios das organizações humanitárias que levam migrantes para os portos do país. Além disso, o governo quer reintroduzir a ampliação da ajuda humanitária aos refugiados e expandir os procedimentos de admissão.

Entretanto, Weiss, da ONG Sea Watch, ainda vê essas propostas com ceticismo, enquanto a situação no país permanece a mesma. “No momento, os serviços de resgate e emergência não trabalham conosco”, afirmou.

“As autoridades nos dizem que não vão mais trabalhar com as ONGs ou sequer dialogar com as organizações. Também vimos nos últimos dias como os barcos da Guarda Costeira simplesmente passam ao lado das embarcações e apenas recolhem os refugiados quando eles entram nas águas de Lampedusa”, relatou.

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Pandemia faz Europa registrar queda econômica histórica

Contração de 12,1% no PIB do segundo trimestre é a maior desde o início da série histórica, em 1995. Espanha, França, Portugal e Itália também anunciam quedas recordes em suas economias devido à crise do coronavírus.

França registrou 57% de queda no setor de restaurantes e hotéis (DW/Reprodução)

A economia da zona do euro registrou no segundo trimestre deste ano uma queda histórica devido à crise provocada pela pandemia de covid-19, anunciou nesta sexta-feira (31/07) o Serviço Europeu de Estatística (Eurostat). De abril a junho, o Produto Interno Bruto (PIB) da zona formada por 19 países caiu 12,1% em relação ao trimestre anterior.

De acordo com a entidade, esta é “de longe” a contração mais alta desde o início da série histórica, em 1995. A Eurostat destacou, porém, que se trata de uma “estimativa preliminar”, que se baseia em dados ainda incompletos, e que “será revisada”.

Nesta sexta-feira, pelo menos quatro países da zona do euro anunciaram quedas recordes em suas economias: Espanha (18,5%), França (13,8%), Portugal (14,1%) e Itália (12,4%). Na quinta-feira, a Alemanha já havia anunciado um declínio de 10,1%. Já a Áustria teve um recuo de 10,7%, e a Bélgica, de 12,2%.

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, se reuniu nesta sexta-feira com os líderes das regiões espanholas para discutir como reconstruir a economia da zona do euro mais afetada pela pandemia e onde investir os bilhões de euros que serão recebidos de auxílio da União Europeia (UE).

Itália, por sua vez, enfrenta neste ano a pior recessão desde a Segunda Guerra Mundial. De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (Istat), com esse declínio “sem precedentes”, que segue uma contração de 5,4% no primeiro trimestre, o PIB italiano “registra o menor valor desde o primeiro trimestre de 1995”.

Em comparação com o segundo trimestre de 2019, a queda é ainda mais acentuada e chega a 17,3%. Para a recuperação econômica, o governo italiano injetará 25 bilhões de euros adicionais no orçamento de 2020, elevando o déficit público a 11,9% do PIB.

Já em Portugal, o PIB no segundo trimestre retraiu 16,5% quando comparado ao mesmo período de 2019, informou o Instituto Nacional de Estatística (INE) do país.

Como a economia portuguesa é muito dependente do turismo, que corresponde a até 15% do PIB, ela foi fortemente afetada pelas medidas de isolamento. O Banco de Portugal prevê que o PIB do país vai contrair 9,5% em 2020, a maior recessão em um século. Já o governo estima que a queda será de 6,9%. No ano passado, o PIB português cresceu 2,2%.

A pandemia também está ameaçando a taxa de desemprego de Portugal, que subiu para 7% em junho, ante 5,9% em maio, quando dezenas de milhares de empregos foram perdidos em decorrência da pandemia.

Na França, o Instituto Nacional de Estatística (Insee) disse que o recuo de 13,8% no PIB é o maior desde que a atividade trimestral começou a ser medida, em 1949. Se comparado com o mesmo período do ano passado, a queda foi de 19%.

O instituto também revisou o PIB do primeiro trimestre, quando os bloqueios começaram a ser implementados, para uma contração de 5,9%, ante os 5,3% estimados anteriormente. Agora, a França acumula três trimestres consecutivos de queda e continua em recessão.

O forte declínio da atividade de abril a junho é, no entanto, menor do que o previsto pela maioria dos analistas e pelo próprio Insee, que projetava um decréscimo de 17%. “A evolução negativa do PIB no primeiro semestre de 2020 está relacionada à interrupção de atividades ‘não essenciais’ no contexto do confinamento em vigor entre meados de março e início de maio”, afirmou o instituto em comunicado. 

Sem surpresa, dados os bloqueios e as restrições de viagens que atingem o turismo internacional, houve uma queda de quase 46% no setor de transporte francês e de 57% no setor de restaurantes e hotéis. A construção civil teve uma queda de 26,2%, devido à suspensão geral das obras durante o confinamento.

O Insee registrou uma queda de 11% nos gastos das famílias de abril a junho, após uma queda de 5,8% no primeiro trimestre. As importações francesas, que já haviam caído 5,5% no primeiro trimestre, despencaram 17,3% no segundo trimestre. Os danos às exportações foram ainda mais acentuados, com queda de 25,5% no segundo trimestre, após recuar 6,1% de janeiro a março.

Ao divulgar os números, o Insee explicou que o ponto mais baixo da economia foi em abril, quando apenas trabalhadores considerados essenciais puderam exercer suas atividades. De acordo com o instituto, a atividade começou a aumentar novamente a partir de maio, quando as autoridades começaram a diminuir as restrições.

Até os números divulgados nesta sexta-feira, a maior queda trimestral do PIB francês havia sido no segundo trimestre de 1968, em consequência de uma greve geral em maio daquele ano.

LE/ap/afp/efe/dpa

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Por DW – Brasil

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Voos entre Europa e EUA estão suspensos por 30 dias

(Tia Dufour/Casa Branca/Fotos Públicas)

O presidente norte-americano, Donald Trump, em pronunciamento na noite de ontem (11), anunciou a suspensão de todas as viagens da Europa para os Estados Unidos durante 30 dias como forma de “proteger os americanos” do coronavírus.

A suspensão passará a valer a partir de sexta-feira (13) à meia-noite, mas não terá validade para o Reino Unido, que continuará tendo voos para os Estados Unidos. As restrições também não têm validade para quem tem residência permanente em território norte-americano.



“Estamos respondendo com grande rapidez e profissionalismo [à ameaça do coronavírus]”, disse Trump.

O presidente destacou que tomou a decisão após consultar autoridades na área de saúde. Ele disse que essas medidas, “fortes, mas necessárias” foram tomadas para proteger a “saúde e o bem-estar de todos os americanos”. 

Trump  considerou que as medidas vão reduzir a ameaça que o coronavírus representa aos norte-americanos de “forma significativa”.

Ele comparou a decisão de suspender os voos da Europa à restrição que os Estados Unidos fizeram de voos vindos da China e do Irã quando a crise do coronavírus começou. Trump criticou a forma como a Europa agiu e disse que o continente deveria ter tomado medidas similares e, com isso, evitado o crescimento do coronavírus no mundo.

Durante o pronunciamento, de mais de nove minutos, Donald Trump também disse que a crise do coronavírus não é financeira e que vai tomar ações de emergência para ajudar os norte-americanos diagnosticados com o vírus, que estejam em quarentena ou que precisem ficar afastados para cuidar de pessoas infectadas.

O presidente também pediu que o Congresso norte-americano aprove reduções fiscais com o intuito de ajudar a combater eventuais perdas econômicas que tenham sido causadas pelo vírus.

Repórter da Globo se emociona ao falar do Coronavírus na Europa; Assista!

Ilze Scamparini se emociona ao relatar situação na Europa por causa do Coronavírus
(TV Globo/Reprodução)

A repórter Ilze Scamparini, correspondente da TV Globo na Itália, se emocionou na manhã de hoje (10) ao participar ao vivo do jornal Bom Dia Brasil. Ilze fazia um relato sobre a situação da Europa, com quarentenas isolando cidades, quando teve a voz embargada e os olhos ficaram marejados de lágrimas.

Mesmo emocionada, Ilze conseguiu seguir com o relato ao vivo e finalizou devolvendo para os apresentadores Chico Pinheiro e Ana Paula Araújo, que seguiram o jornal sem fazer menção à emoção da colega.

Assista ao vídeo:

(TV Globo/Reprodução)

Itália recomenda isolamento

Numa medida sem precedentes, todos os habitantes da Itália têm de ficar em casa e só saindo por motivos comprovados de saúde ou trabalho. As medidas de emergência para tentar travar a progressão do novo coronavírus passam agora a abranger todo o país.

A quarentena imposta ao norte de Itália por causa da epidemia do covid-19 foi estendida ao resto do país, a partir desta terça-feira, como medida para conter a propagação do surto, anunciou hoje (10) o primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte.



Segundo ele, os cidadãos terão de comprovar a importância do seu trabalho para continuar a exercer a atividade, o estado de saúde e outras razões que justifiquem a necessidade de viajar para fora da área de residência. As restrições vão valer até 3 de abril.

“Não haverá apenas uma zona vermelha. Haverá Itália”, disse Conte aos jornalistas.

A Itália enfrenta a situação mais crítica na Europa.  A doença atingiu até agora 9.172 pessoas e provocou a morte de 463, tornando a Itália o segundo país com mais casos depois da China.

Em Portugal, o Ministério da Administração Interna anunciou novas medidas de contingência. Estão confirmados 39 casos no país e 399 aguardam resultados laboratoriais.

Papa cancela viagem

O papa Francisco adiou hoje para 2021 uma visita oficial prevista para este ano ao Timor-Leste, por conta da propagação do coronavírus, informou o ministro dos Negócios Estrangeiros timorense.

Dionísio Babo Soares disse que a confirmação do adiamento da visita, que incluía ainda vários outros países na região, foi dada numa carta oficial entregue pelo encarregado de Negócios do Vaticano em Timor-Leste, Marco Sprizzi.

*Com informações da Agência Brasil e RTP – Emissora Pública de Portugal

Garota sem sintomas testa positivo para Covid-19

O Ministério da Saúde informou em nota, na manhã desta quinta-feira (5), que, em conjunto com as secretarias de Saúde de São Paulo (estadual e municipal), estuda uma infecção assintomática por Covid-19, o novo coronavírus, de uma adolescente de 13 anos. Ela retornou da Itália nesse domingo (1º).

De acordo com a pasta, “embora tenha confirmado a presença do vírus, um portador assintomático não cumpre a definição de caso”. De acordo com critérios técnicos, para que uma pessoa seja considerada com a doença, ela deveria apresentar, além do resultado positivo, febre associada a um sintoma respiratório. “Portanto, esse [caso] não será somado aos casos confirmados do novo coronavírus”, acrescentou a nota.

Ontem (4), ao anunciar o terceiro caso de infecção confirmado no país, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, comentou o caso da jovem que esteve na Itália e que aguardava o resultado de um exame de contraprova. A adolescente foi atendida em hospital na Itália após apresentar uma lesão de ligamento. De acordo com o ministério, mais exames estão sendo realizados para avaliar, por exemplo, se o uso de medicamentos pela jovem poderia inibir os sintomas da infecção pelo novo coronavírus.

“Outras análises estão sendo realizadas, que devem mostrar situações como carga viral e potencial de transmissão, supressão de sintomas por uso de medicamentos (foi atendida em hospital italiano por lesão de ligamento) e histórico dos familiares que a acompanharam na viagem”, informa a nota.

Casos confirmados de infecção por Covid-19

1ª Caso: Trata-se de um homem de 61 anos, morador da cidade de São Paulo, que esteve na região da Lombardia, no norte da Itália, entre os dias 9 e 21 de fevereiro. Ao retornar da viagem, na última sexta-feira (21), o paciente apresentou os sinais e sintomas compatíveis com a doença (febre, tosse seca, dor de garganta e coriza).

2º Caso: O paciente, um homem de 32 anos, esteve na Itália e chegou ao Brasil na quinta-feira (27). Ele chegou acompanhado da mulher de Milão, na região da Lombardia. Ainda no voo usou máscara e a acompanhante não apresenta sintomas da doença. O paciente foi atendido no Hospital Israelita Albert Einstein na sexta-feira (28). Durante o atendimento, o viajante relatou febre, tosse, dor de garganta, dor muscular e dor de cabeça. O quadro clínico foi considerado leve e estável.

3° Caso: Trata-se de um homem colombiano, de 46 anos, que mora em São Paulo. Em fevereiro, o paciente visitou a Espanha, Itália, Áustria e Alemanha.

Testes no país

No Brasil, laboratórios públicos ou privados que identificarem casos confirmados da doença pela primeira vez, devem passar por validação de um dos três laboratórios de referência nacional: Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz); Instituto Evandro Chagas, no Pará; e Instituto Adolfo Lutz em São Paulo. Após a validação da qualidade, o laboratório passa a ser considerado parte da Rede Nacional de Alerta e Resposta às Emergências em Saúde Pública.

A jovem teve amostra de sangue coletada, na terça-feira (3), e encaminhada ao Laboratório Fleury. O resultado foi positivo e uma contraprova, realizada pelo Instituto Adolfo Lutz, comprovou o resultado do laboratório particular.

Ontem (4) a Fiocruz começou a distribuir, no Rio de Janeiro, kits para o diagnóstico do novo coronavírus para laboratórios centrais estaduais, que também passarão por um processo de capacitação para a realização dos testes.

Os kits foram desenvolvidos no Brasil pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) e pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP). Já a capacitação será conduzida pelo Laboratório de Vírus Respiratório e Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz.

Colombiano que mora em SP é a 3ª pessoa com Covid-19 no Brasil

O Ministério da Saúde e as secretarias de saúde de São Paulo (estadual e municipal) confirmam o terceiro caso importado do novo coronavírus no Brasil. Trata-se de um homem colombiano, de 46 anos, que mora em São Paulo. Em fevereiro, o paciente visitou a Espanha, Itália, Áustria e Alemanha.

Também está em investigação outro possível caso de coronavírus na capital paulista. Exames de contraprova estão sendo realizados para confirmar a amostra do possível caso. Trata-se de uma adolescente, de 13 anos, moradora de São Paulo. A paciente esteve recentemente em Portugal e Itália.

Casos confirmados

1ª Caso: Trata-se de um homem de 61 anos, morador da cidade de São Paulo, que esteve na região da Lombardia, no norte da Itália, entre os dias 9 e 21 de fevereiro. Ao retornar da viagem, na última sexta-feira (21), o paciente apresentou os sinais e sintomas compatíveis com a doença (febre, tosse seca, dor de garganta e coriza).

2º Caso: O paciente, um homem de 32 anos, esteve na Itália e chegou ao Brasil na quinta-feira (27). Ele chegou acompanhado da mulher de Milão, na região da Lombardia. Ainda no voo usou máscara e a acompanhante não apresenta sintomas da doença. O paciente foi atendido no Hospital Israelita Albert Einstein na sexta-feira (28). Durante o atendimento, o viajante relatou febre, tosse, dor de garganta, dor muscular e dor de cabeça. O quadro clínico foi considerado leve e estável.