Estado prorroga fase de transição por mais uma semana

(Arquivo/Reprodução)

Com mais uma semana de queda nos indicadores de internações, mortes e de novos casos por covid-19, embora estes continuem em patamar bastante elevado, o governo de São Paulo decidiu estender por mais uma semana a chamada fase de transição. Essa medida vai durar até o dia 9 de maio.

A novidade é que o governo paulista decidiu ampliar um pouco mais o horário de funcionamento do comércio e dos serviços, de 11h as 19h para 6h às 20h. O período estendido passa a valer a partir de sábado (1º).

A fase de transição funciona entre a Fase 1-Vermelha, onde somente serviços considerados essenciais podem funcionar, e a Fase 2-Laranja, onde comércio e serviços [com exceção de bares] podem funcionar com capacidade estipulada em até 40%.

A fase de transição teve início no dia 18 de abril e foi dividida em duas etapas. Na primeira delas, que durou até o dia 23 deste mês, as atividades comerciais passaram a ser permitidas. Já nessa semana, além das atividades comerciais, também foram liberadas as atividades do setor de serviços. Com isso, restaurantes e similares, salões de beleza e barbearias, parques, atividades culturais e academias puderam reabrir, com exceção dos bares. Todas essas atividades só podem funcionar com capacidade limitada a 25%.

A fase de transição mantém liberadas as celebrações individuais e coletivas em igrejas, templos e espaços religiosos, desde que seguidos rigorosamente todos os protocolos de higiene e distanciamento social. Parques estaduais e municipais também poderão ficar abertos, mas com horário das 6h às 18h.

Também serão mantidos o toque de recolher, das 20h às 5h, além da recomendação de teletrabalho para atividades administrativas não essenciais e escalonamento de horários para entrada e saída de trabalhadores do comércio, serviços e indústrias.

O Plano São Paulo é dividido em cinco fases que vão do nível máximo de restrição de atividades não essenciais (Vermelho) a etapas identificadas como controle (Laranja), flexibilização (Amarelo), abertura parcial (Verde) e normal controlado (Azul). O plano divide o estado em 17 regiões e cada uma delas é classificada em uma fase do plano, dependendo de fatores como capacidade do sistema de saúde e a evolução da epidemia.

Queda internações

O número de pessoas internadas vem caindo há quatro semanas consecutivas em São Paulo. Mesmo assim, a quantidade de pacientes internados hoje é superior ao pico registrado no ano passado. “Os números ainda são altos. No início do ano, tínhamos uma média de 200 novos casos a cada 100 mil habitantes. E hoje estamos com 428 novos casos por 100 mil habitantes. E tínhamos 50 internações por 100 mil habitantes no início do ano e hoje temos 72 internações por 100 mil”, falou Paulo Menezes, coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, lembrando que, no pico da pandemia, nesta segunda onda, esses números alcançaram 500 novos casos a cada 100 mil habitantes e 100 internações a cada 100 mil habitantes.

Hoje (28), a taxa de ocupação de unidades de terapia intensiva (UTIs) por pacientes graves com covid-19 está em 80% no estado de São Paulo, com um total de 10.426 internados. Além disso, há 11.686 pacientes internados em enfermaria. No momento mais crítico da pandemia, no final do mês passado, o estado chegou a ter 13.120 leitos de UTIs ocupados.

Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil 

São Paulo reabre hoje parques, restaurantes e academias

(Roberto Parizotti/Fotos Públicas)

A capital paulista avança, neste sábado (24), na flexibilização das regras para conter a pandemia de covid-19. A partir de hoje reabrem para o público restaurantes, lanchonetes, salões de beleza, parques municipais, clubes, academias e estabelecimentos ligados a atividades culturais. No domingo (25), serão reativadas também as ciclofaixas de lazer.

O horário de funcionamento permitido para os estabelecimentos é das 11h às 19h. Academias podem abrir em dois horários: das 7h às 11h, e das 15h às 19h. A orientação é que a população evite aglomerações nesses espaços, que terão capacidade máxima limitada a 25%.

Para evitar a circulação de pessoas no período noturno, está mantido o toque de recolher entre 20h e 5h. Permanece ainda a orientação de teletrabalho para as atividades administrativas não essenciais e escalonamento de horário na entrada e saída das atividades do comércio, serviço e indústria.

De acordo com a prefeitura, está prevista para o dia 1º de maio uma revisão sobre a retomada das atividades na capital, que pode variar conforme os indicadores de contágio pelo novo coronavírus e de internações hospitalares por covid-19 no município.

 Por Fernanda Cruz – Repórter da Agência Brasil

Polícia flagra festa clandestina com 149 pessoas aglomeradas

Mais de 60 pessoas estavam sem máscara (Reprodução)

Mais uma festa clandestina com jovens foi flagrada em um bar na região de Cidade Ademar, na Zona Sul de São Paulo. A aglomeração ilegal foi descoberta no início da madrugada de hoje (23), pelas equipes do GARRA E GER, da Polícia Civil, que receberam apoio do Batalhão de Choque da PM e de guardas civis metropolitanos.

Averiguando denúncias, as forças de segurança foram até o estabelecimento e precisaram usar ferramentas para abrir a porta de aço e ter acesso ao local. Quando entrou na casa, a força-tarefa encontrou 149 pessoas aglomeradas, 66 delas sem a máscara de proteção.

O cenário é o mesmo dos locais fechados nas últimas fiscalizações, com muitas bebidas alcoólicas e narguilé, e a música ao vivo, com a presença de uma banda. A determinação de distanciamento social era totalmente ignorada, como se não houvesse riscos de contaminação.

Fiscais do Procon e da Vigilância fizeram os trabalhos de autuação e interdição da casa. Garotas e rapazes foram separados, qualificados e depois liberados ali mesmo, após a verificação de antecedentes.

Doze pessoas, sendo o responsável pela casa, funcionários e integrantes da banda contratada para o evento, foram conduzidas ao Departamento de Polícia e Proteção à Cidadania, no Centro da cidade, onde foi elaborado um Termo Circunstanciado de “Infração de Medida Sanitária Preventiva”. Somente pelo não uso de máscara, a casa foi multada em R$ 343 mil.

Máquinas leitoras de cartão e equipamentos de som foram apreendidos. 

*Com Paulo Édson Fiore, da Jovem Pan

Poupatempo reabre para atendimentos presenciais

(Alexandre Moreira/Gov. do Estado de SP)

A partir do próximo sábado (24), todas as unidades do Poupatempo serão reabertas para realizarem serviços presenciais. A medida faz parte das iniciativas da Fase de Transição do Plano São Paulo e será adotada seguindo todos os protocolos sanitários, com capacidade reduzida de atendimento e agendamento prévio de data e horário. A abertura da grade onlinepara agendamento será nesta sexta-feira (23).

Até lá, o programa mantém o recebimento e análise das solicitações de casos emergenciais, como a emissão de RG, por exemplo, recebidas pelo Fale Conosco, disponível no portal e aplicativo Poupatempo Digital.  

Desde o início das fases Vermelha e Emergencial no Estado, em 6 de março, o Poupatempo já contabilizou cerca de 150 mil atendimentos via Fale Conosco nas unidades, sendo aproximadamente 85 mil entregas de documentos e mais de 5 mil serviços de RG emergencial. 

De acordo com o diretor da Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo, Murilo Macedo, os cuidados em prestar serviços de forma responsável e segura têm sido fundamentais para manter o funcionamento do programa neste período de pandemia.

“Mesmo com as unidades fechadas, o Poupatempo não parou de trabalhar, oferecendo atendimento de forma digital e, quando necessário, abrindo espaço para casos emergenciais, para garantir a saúde de todos os envolvidos no processo. Em um ano de pandemia, cerca de 75% dos serviços prestados foram de forma digital. Isso demonstra que as pessoas estão se adaptando cada vez mais e escolhendo o atendimento online, por se tratar de um meio simples e seguro”, afirmou. 

Pelas plataformas digitais, mais de 130 opções estão à disposição dos usuários com qualidade e eficiência. Entre as mais procuradas, estão renovação e a segunda via de Carteira Nacional de habilitação, licenciamento e transferência de veículos, consulta de pontos na habilitação e também do IPVA, Atestado de Antecedentes Criminais e carteira de vacinação contra a covid-19, entre outros.

Entre os órgãos presentes nos canais digitais do Poupatempo, estão as secretarias estaduais da Educação, Fazenda e Planejamento, Desenvolvimento Econômico, Transportes Metropolitanos, Saúde e Comunicação, Detran, Instituto de Identificação, Procon, CDHU, Sabesp, Cetesb, Tribunal Regional Eleitoral, Procuradoria Geral do Estado, Receita Federal, além de algumas prefeituras.

Para quem tem dúvidas e busca por informações sobre como realizar os serviços, o portal do Poupatempo oferece vídeos tutoriais e cartilhas orientativas, com o passo a passo das principais solicitações.  

Por Ludmilla Souza – Repórter da Agência Brasil 

Polícia fecha balada e aplica multa de R$ 388 mil

(Reprodução)

Mais de cem jovens foram encontrados reunidos em uma balada, na madrugada de hoje (22), em Carapicuíba, na região metropolitana de São Paulo. Policiais civis do GARRA/DOPE e do GER, apoiados pelo Batalhão de Choque da PM e por guardas civis municipais, foram até o endereço obtido após denúncias, onde funcionava um Lounge Bar, na Vila Mercês.

No local, foram encontradas 110 pessoas reunidas, com um total de 65 sem a máscara de proteção facial obrigatória. Sem se preocupar com o distanciamento social determinado pelas regras sanitárias vigentes no Estado, os frequentadores, a maioria jovens, consumiam bebidas alcoólicas e fumavam narguilé.

Após os procedimentos de qualificação e verificação de antecedentes, todos foram liberados. O dono do estabelecimento se misturou aos clientes e deixou o local, mesmo depois dos apelos do delegado Eduardo Brotero, para que se apresentasse espontaneamente. 

No local, havia um espaço reservado para um tatuador. Todo o material de trabalho dele foi apreendido pelos agentes. O promotor da festa, além do tatuador e três funcionários da casa foram encaminhados à Delegacia Central de Carapicuiba para a elaboração de um Termo Circunstanciado.

O bar foi interditado e multado pelos agentes de fiscalização do Procon e da Vigilância Sanitária. Cada pessoa flagrada sem a máscara gera uma multa de R$ 5,2 mil ao estabelecimento, o que, no caso, somou R$ 388 mil.

Também foram apreendidos o equipamento de som e três máquinas leitoras de cartões.

*Com Paulo Édson Fiore, da Jovem Pan

Estado registra 977 mortes pela covid-19 em 24 horas

O Estado de São Paulo registrou nas últimas 24 horas mais 977 mortes pela covid-19. Os números divulgados pelo Governo do Estado também apontam mais 17,1 mil paulistas infectados pelo coronavírus de ontem para hoje (21).

Com esses registros, São Paulo soma agora 90.627 mortes provocadas pela pandemia e acumula 2,7 milhões de pessoas que contraíram o vírus. Entre os infectados, 2.429.577 estão recuperados e, desse total, 283.604 estiveram internados e receberam alta hospitalar.

UTI e Enfermaria

O balanço divulgado no começo da tarde indica que ainda há 23.459 pacientes internados em todo Estado de São Paulo. A maior parte está em leitos de enfermaria, totalizando 12.450 pessoas. O número é um pouco maior que a quantidade de pacientes em Unidades de Terapia Intensiva (UTI): 11.009.

A taxa de ocupação dos leitos de UTI no estado é de 81,8% . Na Grande São Paulo, o percentual é de 79,4%.

“Está vigente desde o último domingo a Fase de Transição do Plano São Paulo, adotada diante da reversão da tendência de crescimento das internações, casos novos e óbitos, alcançada com as Fases Emergencial e Vermelha desde março. O Governo de SP reitera a importância das medidas de distanciamento pessoal, uso de máscaras e higiene das mãos”, reforça o Estado em comunicado à imprensa.

Em fase de transição, comércio volta a funcionar hoje

(Arquivo/Divulgação)

O Estado de São Paulo entra neste domingo (18) em uma fase de transição de restrições para controle do avanço da pandemia, na qual setor da atividade econômica voltam a funcionar. A nova fase está dividida em dois períodos, segundo o vice-governador Rodrigo Garcia.

Na primeira semana, de 18 a 23 de abril, a flexibilização acontecerá para o setor do comércio, incluindo lojas de shopping, com funcionamento permitido das 11h às 19h. Neste período, também será permitida a realização de cerimônias e cultos religiosos com restrições, desde que seguidos rigorosamente todos os protocolos de higiene e distanciamento social.

No período de 24 a 30 de abril, além dos estabelecimentos comerciais, poderão voltar a funcionar as atividades ligadas ao setor de serviços como restaurantes e similares (lanchonetes, casas de sucos, bares com função de restaurante), salões de beleza e barbearias, atividades culturais, parques, clubes e academias. O horário de funcionamento será das 11h às 19h, com exceção das academias, que poderão abrir das 7h às 11h e das 15h às 19h.

“A fase de transição é necessária para que possamos dar passos seguros adiante sem o risco de retroceder. O apoio da população nesse novo momento da pandemia continua sendo fundamental. Não é hora de baixarmos a guarda”, afirmou.

Para evitar aglomerações, a capacidade de ocupação permitida nos estabelecimentos na fase de transição será de 25%. O toque de recolher continua em vigência em todo o Estado, das 20h às 5h, assim como a orientação para o teletrabalho para as atividades administrativas não essenciais e escalonamento de horário na entrada e saída das atividades do comércio, serviços e indústrias. A próxima atualização do Plano SP acontecerá a partir do dia 1 de maio.

Casos

Números divulgados nesta sexta-feira (16) mostram que o Estado de São Paulo registrava um total de 87.326 mortes e 2.722.077 casos confirmados pela COVID-19. Entre os infectados, 2.337.994 estão recuperados e, desse total, 276.222 estiveram internados e receberam alta hospitalar.

O número de internações segue em declínio, segundo o Estado. São 24.792 internados, sendo 13.194 em leitos de Terapia Intensiva e 11.598 em enfermaria. As taxas de ocupação dos leitos de UTI registradas hoje foram de 83,3% na Grande São Paulo e 85% no Estado.

*Com gov. do Estado de São Paulo

Metrô lotado desafia o controle da epidemia

(Arquivo/Gov. do Estado de São Paulo)

Depois de passar pela Fase Emergencial, o estado de São Paulo entrou, na última segunda-feira (12) na Fase 1-Vermelha do Plano São Paulo, onde somente serviços considerados essenciais podem funcionar. Apesar dessas restrições, o transporte público coletivo em São Paulo continua lotado.

“As atividades que foram mantidas [na Fase Vermelha] são suficientes para manter o transporte cheio. Temos a construção civil funcionando. E a construção civil movimenta mais de 150 mil trabalhadores todos os dias na cidade de São Paulo. Tem muita atividade, e que não necessariamente pode ser considerada essencial, que ainda está mantida”, disse o médico sanitarista Gonzalo Vecina, professor da Faculdade de Saúde Pública de São Paulo, em entrevista à Agência Brasil.

Transporte público cheio é um grave problema para a população porque aumenta o risco de uma pessoa ser infectada pelo novo coronavírus e ter covid-19. E a situação ainda pode piorar com a chegada das estações mais frias.

“[Utilizar o Metrô] é um risco bem elevado porque as pessoas se aglomeram e não há muita ventilação. As janelas teriam que estar abertas para que não houvesse a possibilidade da formação de aerossóis. No calor, isso é mais provável [janelas abertas]. Mas no frio será mais difícil e estamos entrando agora no inverno”, disse Vecina.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a chance de contrair covid-19 é maior em ambientes cheios e espaços sem ventilação adequada onde as pessoas passam longos períodos de tempo próximas umas das outras. “Esses ambientes são onde o vírus parece se espalhar por gotículas respiratórias ou aerossóis de forma mais eficiente, por isso, tomar precauções é ainda mais importante”, alertou o órgão.

Para essa época de pandemia, seria necessário que a ventilação no transporte público fosse aumentada e que fossem desenvolvidos mecanismos para evitar a aglomeração de pessoas, com os passageiros, preferencialmente, todos sentados. Mas não é o que tem sido observado nas grandes capitais, como São Paulo, por exemplo. E, segundo Vecina, um dos problemas que pode ainda agravar o risco de se pegar o novo coronavírus é o ar condicionado, muito utilizado no transporte público.

“Isso [ar condicionado] é mais perigoso. Esse ar condicionado [geralmente utilizado no transporte público] é sem filtro, então você tem a recirculação do aerossol, que o mantêm mais tempo ativo. Num ambiente em que você tem a circulação do ar, o aerossol sofre uma dispersão e vai embora. No caso do Metrô, o ar condicionado recicla esse aerossol, o que é diferente dos aviões. Nos aviões, o ar está continuamente sendo renovado, passa por um filtro absoluto, que filtra a partícula viral. Mas esse ar condicionado, de uma forma geral, que temos em shoppings centers, cinemas e mesmo na nossa casa, esses [modelo] split, não têm filtros. Eles apenas retém partículas grandes de poeira. E essas partículas pequenas, que contém vírus, eles não filtram. Pelo contrário, eles mantêm mais tempo as partículas virais circulando”, explicou.

“A única maneira de você diminuir a possibilidade de infectados no transporte coletivo é que ele tem que circular com janelas abertas e não deve ter aglomeração, ou seja, de preferência ele não deve levar gente em pé, o que é absolutamente difícil na situação de uma cidade grande como São Paulo”, falou Vecina.

Difícil, mas não impossível de ser feito, defendeu. “O sucesso do lockdown em Araraquara foi suspender o transporte coletivo e intermunicipal. Se [a prefeitura de Araraquara] não tivesse suspendido o transporte coletivo e intermunicipal – e eles fizeram essa suspensão por uma semana, eles não teriam tido o sucesso que tiveram na redução de casos e de mortes [por covid-19]”, destacou. “Uma coisa é ser difícil. Outra é ser impossível. Se você tiver inteligência suficiente no governo municipal, haveria possibilidade de propor algum tipo de alternativa, com certeza”, falou.

Diminuição de trens

Além de uma ventilação mais adequada, o transporte público deveria promover outra adequação neste momento de pandemia, que é aumentar o número de veículos disponíveis para evitar que as pessoas se aglomerem dentro deles. No entanto, o que se observou no Metrô de São Paulo nesse período foi o oposto: o Metrô diminuiu o número de trens em circulação, mesmo no período de pico.

Esse problema foi apontado recentemente pelo jornal O Estado de S.Paulo. O Metrô de São Paulo diminuiu o número de trens em circulação e aumentou o tempo de espera nas plataformas. Exatamente no momento em que o distanciamento entre as pessoas precisa ser maior por causa da pandemia. Mesmo o governo paulista negando que tenha ocorrido diminuição no Metrô, o Relatório Integrado Anual Metrô, divulgado no Portal da Transparência da companhia, demonstra que houve diminuição no número de trens circulando. Inclusive no horário de pico.

Na Linha 1-Azul, por exemplo, o número de trens em operação no horário de pico passou de 41 para 36 entre os anos de 2019 e 2020. Já na linha 2-verde, foi de 27 para 19. Na Linha 3-Vermelha, que costuma ficar mais cheia diariamente, o total de trens em operação no ano passado foi de 38 no horário de pico, contra 41 que circulavam em 2019.

Para o médico sanitarista, a única solução para, de fato, diminuir a quantidade de pessoas aglomeradas no Metrô durante a pandemia é restringir a circulação. “Não vejo como diminuir o número de pessoas no transporte coletivo sem reduzir a atividade econômica. Não tem como. O transporte público na cidade já é um transporte colapsado por si. Ele é inferior à demanda. Isso é nítido”. “Transporte público é a única alternativa [para muitas pessoas]. Ônibus, trem e metrô são uma obrigação. A única alternativa é diminuir a atividade econômica e aumentar a frequência [número de vezes que esses veículos passam]. Mas estão fazendo justamente o contrário”, criticou.

Procurada pela Agência Brasil, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos não explicou porque o número de trens foi diminuído no período. Mas informou que, para prevenir os casos de covid-19 no transporte público, está fazendo a Operação Monitorada, que atua com avaliação sistemática a cada faixa de horário, para atender a necessidade do cidadão. “Lembrando que o sistema de trilhos foi projetado e construído para transportar alto fluxo de pessoas da origem ao destino, aglomerado de pessoas em grandes escalas. Em março de 2020 a demanda chegou a cair 80% em relação a um dia normal e na semana passada – último dado disponível – a queda era de 61% na média entre as três empresas – Metrô, CPTM [trens] e EMTU [ônibus entre a região metropolitana]. Antes da pandemia, as empresas transportavam juntas cerca de 10,5 milhões de passageiros por dia”, informou.

Escalonamento

Para tentar diminuir o número de passageiros circulando no horário de pico, o governo paulista chegou a sugerir um escalonamento de horário. Os horários indicados são de entrada ao trabalho das 5h às 7h para profissionais da indústria, 7h às 9h para os de serviços e das 9h às 11h para os trabalhadores do comércio. A medida, no entanto, é apenas uma recomendação, que ainda não tem sido cumprida.

“O escalonamento é uma boa ideia. Mas as pessoas têm que assumir [essa ideia]. Mas ninguém mudou o horário de início de trabalho ou de saída do trabalho. Seria mais uma boa possibilidade para você colocar nessa cesta de possibilidades para conseguir controlar o uso do transporte coletivo. Mas teria que ser algo mais duro [uma obrigação]”, falou Vecina.

Campanha nacional

A lotação e aglomeração no transporte público se tornou também uma preocupação do governo federal. Esta semana, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que o governo pretende lançar um protocolo com orientações para o transporte público. No encontro com os jornalistas, o ministro da Saúde cobrou disciplina e uso de máscaras por quem utiliza transporte público, como forma de evitar ainda mais a disseminação do novo coronavírus.

Segundo Vecina, embora a melhoria nas condições para a prevenção da covid-19 no transporte público caiba principalmente aos governos, individualmente, a pessoa pode tomar algumas atitudes para diminuir os riscos de ser infectada. “Individualmente, cada um de nós pode melhorar a vida, com certeza. Por exemplo, usar uma máscara mais eficaz. Uma máscara de três camadas de pano ou uma máscara N95 bem ajustada à face. Outra questão é, se o ônibus passa muito cheio, espere o próximo, se você puder esperar o próximo ônibus”, alertou.

Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil 

Aulas na rede municipal voltam amanhã

(Pref. de São Paulo)

A Prefeitura autorizou para a próxima segunda-feira (12) a retomada das aulas presenciais em todas as escolas, públicas e privadas, após reclassificação da cidade para a Fase Vermelha do Plano SP. As aulas na rede municipal retornarão após recesso escolar de 5 a 9 de abril. Os protocolos deverão permanecer, com a presença de até 35% dos alunos nas unidades educacionais, em sistema de rodízio.

Para a Educação Infantil (CEIs, CEMEIs e EMEIs), permanece o limite de até 35%, porém não há rodízio. O retorno é opcional e para este primeiro momento, é recomendado que os que possuem acesso ao ensino remoto, se possível, permaneçam em casa.

A retomada presencial será prioritária para o atendimento aos alunos filhos dos profissionais dos serviços essenciais: saúde, educação, assistência social, transporte público, segurança e serviço funerário. Os estudantes em situação de vulnerabilidade também serão atendidos dentro dos protocolos.

Todos os estudantes, cujos responsáveis optaram pelo o ensino remoto, deverão realizar as atividades de caráter obrigatório por meio da plataforma Google Classroom ou de outros meios de disponibilização das atividades, inclusive material impresso a ser retirado pelos pais/responsáveis, conforme organização da unidade educacional.

Alunos e professores que fazem parte de grupo de risco permanecerão em regime remoto, como já está previsto nas orientações vigentes.

Aulas da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos (MOVA) permanecerão com o ensino remoto.

Segurança alimentar 

A Prefeitura iniciou a distribuição cestas-básicas para famílias de alunos em situações de maior vulnerabilidade e extrema pobreza, cadastradas no CadÚnico. Serão entregues cerca de 500 mil cestas. A distribuição ocorre em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS).

Os estudantes da rede municipal permanecerão com o fornecimento do cartão-merenda até que todas as unidades da rede retomem integralmente suas atividades. Até o momento, a Prefeitura destinou mais de R$ 641,2 milhões para abastecer os cartões-merenda de todos os alunos da rede.

Todos os alunos da rede também receberão, a partir de deste mês, uma cesta saudável com alimentos adquiridos através de agricultura familiar, contendo os seguintes itens básicos: 1 kg de feijão, 5 kg de arroz, 1 kg de macarrão, 0,5 kg de farinha de mandioca, 1 kg de açúcar mascavo, 1 litro de leite, suco de frutas e doce de banana. Como parte da cesta, também serão distribuídos frutas e legumes, sendo: 1 kg de batata, 0,5 kg de cenoura, 0,5 kg de beterraba, 0,5 kg de chuchu, uma dúzia de bananas e seis unidades de maçã.

Por Pref. de São Paulo

Aulas presenciais na rede estadual voltam dia 14

Com a saída do estado de São Paulo da Fase Emergencial, que tem as maiores restrições para conter a disseminação do novo coronavírus, para a Fase 1- Vermelha do Plano São Paulo, o retorno às aulas presenciais será permitido a partir da próxima semana. O anúncio foi feito hoje (9) pelo governo paulista.

Na rede estadual, os alunos poderão voltar às escolas a partir de quarta-feira (14). Esse retorno, no entanto, será ainda gradual e vai depender de autorização dos prefeitos. Na Fase Vermelha, as escolas poderão receber até 35% dos alunos matriculados. Esse limite é estabelecido também para as escolas municipais e privadas.

As aulas presenciais estão suspensas no estado de São Paulo desde o dia 15 de março, quando São Paulo entrou na Fase Emergencial, a mais restritiva para tentar conter a transmissão do novo coronavírus. Hoje (14), o governo paulista anunciou o fim da Fase Emergencial no domingo (11) e início da Fase 1- Vermelha a partir de segunda-feira (12), onde somente serviços considerados essenciais poderão funcionar. A educação básica é considerada atividade essencial no estado de São Paulo, por isso pode ser mantida de forma presencial.

Os professores retornam ao trabalho presencial na próxima segunda-feira. A recomendação do governo é para que as escolas aproveitem a segunda-feira e terça-feira para organizarem o calendário escolar e comunicar e orientar as famílias sobre o retorno das atividades. 

A prioridade de atendimento é para os alunos mais vulneráveis, ou seja, os alunos que têm necessidade de se alimentar na escola; os que possuem dificuldades de acesso à tecnologia e aqueles com a saúde mental em risco ou severa defasagem de aprendizagem. 

A frequência presencial não vai ser obrigatória nessa fase e o ensino remoto será mantido, com aulas transmitidas diariamente pelo Centro de Mídias.

Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil