Incêndio atinge prédio do jornal Folha de S.Paulo

Na tarde desta terça-feira(30) um incêndio de pequenas proporções atingiu o prédio do jornal Folha de S.Paulo, na Alameda Barão de Limeira, no Centro de São Paulo.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o pequeno foco de incêndio já foi controlado. As pessoas foram retiradas do local e não há relato de feridos.

Funcionários do jornal afirmaram que o incidente aconteceu no subsolo do prédio, causando muita fumaça e acionando os alarmes de incêndio.

Em nota, a “Folha” afirmou que o foco surgiu em um tanque de tinta “durante a operação de desmonte do antigo parque industrial da empresa, com muita fumaça, mas sem provocar vítimas” e que a operação jornalística não sofreu interrupção.

Deltan deu palestra e recebeu de empresa citada na Lava Jato

Cópia do recibo entregue por Deltan Dallagnol à Neoway pelo pagamento da palestra (Folha de S.Paulo e The Intercept/Reprodução)

O procurador Deltan Dallagnol recebeu R$ 33 mil para dar uma palestra na empresa Neoway, investigada por corrupção pela Lava Jato. A Neoway é uma companhia de tecnologia e aparece em uma delação que tem como personagem Cândido Vaccarezza, ex-líder de governos petistas na Câmara que foi preso em 2017, e em negociatas na BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras privatizada na terça-feira (23).

Segundo reportagem publicada pelo jornal Folha de S. Paulo e pelo The Intercept Brasil, a relação não ficou só na palestra, que ocorreu em março de 2018. “Deltan também aproximou a Neoway de outros procuradores com a intenção de comprar produtos para uso da Lava Jato. Ele chegou a gravar um vídeo para a empresa, enaltecendo o uso de produtos de tecnologia em investigações – a Neoway vende softwares de análise de dados”, cita o texto da matéria.

“Quando finalmente percebeu que havia recebido dinheiro e feito propaganda grátis para uma empresa investigada pela operação que comanda no Paraná, o procurador confessou a colegas: “Isso é um pepino para mim”. Mas só escreveu à corregedoria do Ministério Público Federal para prestar “informações sobre declaração de suspeição por motivo de foro íntimo” quase um ano depois, quando o processo foi desmembrado no STF e uma parte foi remetida à Lava Jato de Curitiba”, diz a publicação.

A reportagem completa com os diálogos está aqui.


Clóvis Rossi, jornalista da Folha, morre aos 76 anos

Clóvis Rossi durante entrevista à TV Brasil (TV Brasil/Reprodução)

Morreu hoje (14), em São Paulo, aos 76 anos, Clóvis Rossi, jornalista da Folha de S. Paulo, ganhador de vários prêmios jornalísticos e autor dos livros “Clóvis Rossi, Enviado Especial, 25 Anos ao Redor do Mundo” e “O Que é Jornalismo”. Ele estava em casa, onde se recuperava de infarto sofrido há uma semana.

Nascido m 1943, no bairro do Bexiga, em São Paulo, Rossi começou no jornalismo em 1963. Trabalhou nos jornais Correio da Manhã, O Estado de S. Paulo e Jornal do Brasil. Teve ainda passagens pelas revistas Isto É e Autoesporte e pelo Jornal da República e manteve blog no espanhol El País.

Clóvis Rossi trabalhou desde 1980 na Folha, foi correspondente deste jornal em Buenos Aires e escreveu reportagens de grande repercussão no país durante os períodos de abertura política, aprovação da Constituição de 1988, posses de presidentes da República e mudanças da política externa brasileira. Deixa mulher, três filhos e três netos.

Assista :

Clóvis Rossi em 2018, na TV Brasil

https://www.youtube.com/watch?v=jl-cWkjg7do

Morre diretor da Folha de S.Paulo

Otavio Frias Filho era diretor de redação da Folha de S. Paulo
(José Antonio Teixeira/AL-SP/Agência Brasil)

Morreu hoje (21), em São Paulo, o jornalista, escritor e ensaísta Otavio Frias Filho, de 61 anos. O diretor de redação da Folha de S. Paulo lutava contra um tumor no pâncreas e estava internado no Hospital Sírio Libanês, na capital paulista.

Por 34 anos comandou a Folha de S. Paulo, promovendo mudanças e buscando atualizações. Era conhecido por ser um inquieto. Foi um dos responsáveis pela implantação do “Manual da Folha”, que define o estilo característico do veículo.

Formado em direito e com pós-graduação em ciência política, escreveu peças de teatro e livros. Nos últimos anos, escrevia uma coluna no caderno Ilustríssima, de cultura.