Homem é preso com fuzis na Rio-Santos

Em uma abordagem na rodovia Rio-Santos (BR-101) na manhã de hoje (4), em Mangaratiba, na Costa Verde fluminense, agentes da Polícia Rodoviária Federal apreenderam dois fuzis.

(Agência PRF/Reprodução)

Segundo a corporação, os policiais faziam ronda no trecho e desconfiaram de um caminhão. Ao ser abordado, o motorista, único ocupante do veículo, demonstrou nervosismo e os agentes resolveram fazer uma revista minuciosa, encontrando dois fuzis calibre .556 e carregadores, escondidos na longarina do veículo.

Preso em flagrante, o condutor afirmou que receberia R$10 mil pelo transporte do armamento de Maringá, no Paraná até a comunidade de Manguinhos, na zona norte do Rio de Janeiro. A ocorrência foi registrada na 165ª DP (Mangaratiba).

Por Akemi Nitahara – Repórter da Agência Brasil

Fuzis podem ter sido usados em ataque a caixas eletrônicos

(Polícia Civil/reprodução)


Policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) apreenderam dois fuzis, em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. Um homem acabou preso. Será apurada a utilização dos armamentos em ataques a caixas eletrônicos.

A prisão e apreensões foram feitas por policiais da 3ª Delegacia de Polícia de Investigações sobre Crimes Patrimoniais Contra Órgãos e Serviços Públicos (Disccpat). A equipe apurava informações sobre um integrante de uma quadrilha especializada em roubos. A abordagem aconteceu na avenida Doutor José Artur da Nova, no Jardim Helena, na Zona Leste, quando o suspeito de 35 anos ocupava um veículo Ford.

O investigado levou a equipe da 3ª Delegacia do Patrimônio até um imóvel no condomínio Aruã, em Mogi das Cruzes. Os policiais encontraram 1 fuzil calibre 7,62mn e 1 fuzil calibre .556.

*Com informações da Polícia Civil

Fuzis são apreendidos entre SP e Rio de Janeiro

Por Alana Gandra

(Agência PRF)


Seis fuzis foram apreendidos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em uma abordagem na Rodovia Presidente Dutra (BR-116), que liga os estados do Rio de Janeiro e São Paulo. Segundo informou a PRF, o armamento seria entregue em comunidades do Rio.

O flagrante ocorreu na madrugada deste domingo (6), em Seropédica, região metropolitana do Rio de Janeiro, e resultou em um homem preso, por tráfico de armas.

Os policiais faziam uma ronda na Rodovia Presidente Dutra, quando abordaram o automóvel e pediram ao motorista que apresentasse os documentos obrigatórios. Nesse momento, o homem ficou nervoso e disse que estava indo para o festival Rock in Rio, na capital do estado.

O Grupo de Operações com Cães decidiu recorrer ao K9 Bud, cão especialista no faro de drogas, armas e munições, que indicou a presença de materiais ilícitos no interior do veículo. Ao efetuarem uma busca minuciosa, os policiais encontraram seis fuzis em um compartimento no porta-malas.

Ao ser questionado sobre a mercadoria apreendida, o motorista informou que receberia R$ 8 mil pelo transporte do armamento de Guaíra, no Paraná, para comunidades do Rio de Janeiro. A ocorrência foi encaminhada para a Superintendência da Polícia Federal, na Praça Mauá, localizada na região portuária da capital fluminense.

Estado vai testar fuzil que pode ser usado pela polícia

ARX 100: Uma das armas fabricadas pela Beretta (Reprodução)

Nas próximas semanas, a Polícia Militar começará a fase de testes do processo de licitação internacional para a compra de 300 fuzis 5.56. O objetivo, além de modernizar o arsenal da instituição, é garantir aos policiais condições mais seguras e adequadas no combate à criminalidade e aumentar a percepção de segurança da população.

Conforme previsto no edital, os testes seguirão as normas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e serão realizados de acordo com a classificação das empresas habilitadas, Beretta, da Itália (vídeo abaixo) e FN Herstal, da Bélgica, na etapa anterior. A fabricante italiana apresentou a proposta com o menor valor e agora tem 15 dias para disponibilizar dez armas para as avaliações.

Da amostra disponibilizada, serão selecionados quatro fuzis de forma aleatória para que sejam efetuados 10 mil disparos com cada. Posteriormente, serão realizados testes de precisão com três exemplares já utilizados e um novo para que os resultados possam ser comparados. “Todos [os disparos] tem que ser iguais, sem desgaste do cano”, salienta o tenente-coronel Marco Aurélio Valério, chefe do Centro de Material Bélico da PM.

Modernização

A modernização do arsenal da PM é mais uma iniciativa do Governo do Estado para equipar as forças de segurança no combate à criminalidade. Somente nos sete primeiros meses do ano, 156 fuzis que estavam em poder de criminosos foram apreendidos em todo o território paulista.

Para a definição dos equipamentos a serem adquiridos, a corporação realizou estudos de cada modelo, bem como buscou referências internacionais junto a outras forças de segurança no mundo.

Paralelamente, foram realizados testes com diversos equipamentos para se chegar às especificações técnicas e aos equipamentos que mais se adequam às necessidades do Estado. Somente após esse trabalho é que os respectivos editais foram lançados.

Editais

Neste ano, além da licitação para a aquisição de fuzis, foram lançados editais para a aquisição de 40 mil pistolas semiautomáticas e de mil armas de incapacitação neuromuscular.  Ambas também estão em fase de testes de devem ser concluídas nas próximas semanas.

“A visão de futuro da PM é ser reconhecida nacional e internacionalmente como uma organização de excelência na prestação de serviços na área da Segurança Pública. Para isso, é preciso adotar boas práticas internacionais e usar os melhores equipamentos”, ressalta o tenente-coronel Marco Aurélio Valério.

Abaixo vídeo de demonstração do armamento produzido pela Beretta.

*com informações do Governo do Estado de SP

Homens tinham mais de 5 mil munições presas ao corpo

(PRF/Reprodução)

Dois homens foram presos com 5.208 projéteis presos ao corpo com fitas adesivas. O flagrante foi feito pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).

A munição, de uso restrito das Forças Armadas, estava colada no abdome e nas pernas dos suspeitos, que não tiveram o nome divulgado. Ao todo, 5.005 projéteis eram de 9 milímetros, 201 de fuzil 5.56 e dois para fuzil 7,62.

Os dois homens, de 20 anos de idade, estavam em um ônibus que seguia de Foz de Iguaçu para Curitiba, no Paraná. Um dos presos declarou morar em Fazenda Rio Grande; o outro, em Araucária, municípios da região metropolitana da capital paranaense.

*com informações da Agência PRF

*erramos ao dizer no primeiro parágrafo que um homem havia sido preso. Informação corrigida

Caminhão com fuzis, munição e drogas é flagrado na marginal

Por  Bruno Bocchini

(Polícia Civil/Reprodução)

A Polícia Civil de São Paulo apreendeu hoje (9) seis fuzis, 7 mil munições e meia tonelada de maconha que estavam no fundo falso de um caminhão na capital paulista. O veículo foi abordado no acesso da Marginal Tietê, na zona oeste da cidade. O motorista, um homem de 39 anos, foi preso. Ele admitiu que tinha conhecimento da carga ilegal.

De acordo com a polícia, o caminhão veio do Paraguai e tinha como destino a capital paulista, onde a carga seria distribuída. Foram encontrados seis fuzis modelo AR 15 e 7 mil munições de calibre 556 e 762. Parte da droga teria como destino Minas Gerais.

O motorista foi autuado por tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo. A Polícia Civil estimou que o crime organizado perdeu, com a apreensão, cerca de R$ 1,5 milhão. O preso será encaminhado ao 77º Departamento de Polícia de Santa Cecília. Ele deverá será encaminhado à Audiência de Custódia neste sábado (10).

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Publicado novo decreto de armas; civis não podem comprar fuzis

Por Andreia Verdélio

(Arquivo/Tomaz Silva/Agência Brasil)

O governo federal publicou hoje (22) novo decreto que altera regras do Decreto nº 9.785, de 7 de maio de 2019, que trata da aquisição, cadastro, registro, posse, porte e comercialização de armas de fogo no país. Em nota, o Palácio do Planalto informou que as mudanças foram determinadas pelo presidente Jair Bolsonaro “a partir dos questionamentos feitos perante o Poder Judiciário, no âmbito do Poder Legislativo e pela sociedade em geral”.

novo decreto (nº 9.797, de 21 de maio 2019) está publicado no Diário Oficial da Uniãodesta quarta-feira (22).

Entre as alterações está o veto ao porte de armas de fuzis, carabinas ou espingardas para cidadãos comuns. Além de mudanças relacionadas ao porte de arma para o cidadão, há outras relacionadas à forças de segurança; aos colecionadores, caçadores e atiradores; ao procedimento para concessão do porte; e sobre as regras para transporte de armas em voos, que voltam a ser atribuição da Agência Nacional de Aviação Civil.

Também foram publicadas hoje retificações no decreto original que, segundo a Presidência, corrige erros meramente formais no texto original, como numeração duplicada de dispositivos, erros de pontuação, entre outros.

Policiais militares de São Paulo terão mais acesso a fuzis

Camila Bohem/Agência Brasil

Armamento de guerra é usado em patrulhamentos preventivos e ostensivos (Arquivo/Nivaldo Lima/SP Agora)

O governo do estado de São Paulo ampliou, desde o final de setembro, o uso de fuzis por policiais militares. O armamento, que era de uso permanente da corporação em operações específicas, será utilizado no policiamento ostensivo e preventivo, segundo informou o governo estadual. A medida traz novos elementos ao debate sobre segurança, intenso nesse período eleitoral,  sobre as soluções para diminuir a violência no estado.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP) do estado, o objetivo é aumentar ainda mais o poder de reação dos PMs e também a percepção de segurança da população.

“Trata-se, portanto, de uma medida importante para a segurança pública, pois permite fazer frente a criminosos que atuam em ocorrências com grave risco de morte, como furtos e roubos a caixas eletrônicos e transportadores de valores”, informou a secretaria. A pasta acrescentou que sargentos, cabos e soldados habilitados poderão utilizar os fuzis, de acordo com estudos e com a estratégia operacional de cada região.

Já o ouvidor das Polícias do Estado de São Paulo, Benedito Domingos Mariano, relativizou a eficiência da medida. “Do ponto de vista da diminuição da criminalidade, não vai ter efeito nenhum, eu acho que a polícia de São Paulo é muito bem equipada”, avaliou. Para ele, o armamento pesado se justifica apenas para ocorrências de enfrentamento ao crime organizado, que são minoria entre as ocorrências que a PM paulista enfrenta, e avalia que o armamento utilizado atualmente é suficiente.



Pesquisa 

“Nós fizemos uma pesquisa sobre o uso da força com os dados do ano passado. Pela pesquisa, a ocorrência de confronto com o crime organizado representou 1% das ocorrências de intervenção policial de confronto. Ocorrências com o crime organizado justifica a polícia ter um armamento mais pesado. Para o policiamento ostensivo cotidiano, eu acho que não justifica ter armamento pesado nas viaturas”, avaliou.

O ouvidor acredita que, para uma queda nos crimes, a polícia precisa fortalecer o policiamento preventivo e comunitário, principalmente nas regiões periféricas da cidade. “Hoje a polícia atua mais em ocorrências de flagrante delito, quer dizer, depois ou quando o crime está acontecendo”, disse. “Acredito que o policiamento preventivo, que chega antes do crime, é mais eficaz do que uma política que visa ao flagrante delito”.

Para Mariano, o uso de armamento mais pesado pode representar maior segurança aos policiais, no entanto, ressaltou que a maioria deles morre fora do serviço. “De cada 10 policiais militares que morrem no estado de São Paulo, nove morrem quando não estão em atividade policial, estão de folga. Então evidente que na folga o policial não vai ter esse tipo de equipamento, de modo que, do ponto de vista prático, não vai mudar muita coisa”.

Segurança x insegurança

A gerente do Instituto Sou da Paz Carolina Ricardi ressalta que pesquisas já revelaram que  a maior parte das armas apreendidas no estado são de calibres menor ou equivalente ao armamento que a polícia militar já utiliza. Em relação aos crimes em que há uso de armas mais pesadas, como roubos a bancos ou de carga, ela avalia que as polícias já tinham à disposição, antes da ampliação do uso de fuzis pelo governo do estado, o armamento necessário para enfrentá-lo.

“Não é em um patrulhamento cotidiano que a polícia vai se deparar com um grande roubo a banco, isso é muito difícil. O roubo a banco, quando a polícia age, em geral, vem precedido de uma investigação, de uma denúncia, e aí há possibilidade de a polícia recorrer a um armamento mais pesado”.

Para Carolina, a ampliação do uso de fuzis não gera necessariamente sensação de segurança. “Dependendo da situação, pode gerar mais medo e mais insegurança porque é uma arma que, se mal usada, tem um poder letal muito maior, pode atingir muito mais gente e temos um problema que é: a polícia de São Paulo ainda tem um patamar alto de uso excessivo da força letal”. Do percentual de mortes violentas, entre 25% e 30% delas são praticadas por policiais, incluindo casos de legítima defesa e em serviço.

“O que precisamos é aumentar a investigação para, de fato, chegar com antecedência nesses crimes graves em que vão ser usadas essas armas longas; organizar a integração entre polícia civil e militar para fazerem operações bem efetivas e conseguir tirar de circulação esses criminosos que usam essas armas [de maior calibre]; rastrear as armas para saber de onde elas vêm”, defende.

Guerra às drogas

Para o professor de Criminologia na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e diretor do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCrim), Edson Luis Baldan, o aumento do potencial das armas das polícias traz maior sensação de segurança aos policiais e, segundo ele, a medida era inevitável por causa da escalada da violência no fenômeno que chamou de guerra às drogas. Ele também foi delegado de 1990 a 2016.

Baldan é a favor que os policias tenham um poder de fogo igual ou superior ao dos possíveis criminosos, mas acredita que a solução para a Segurança Pública é mais complexa. “Por que nós chegamos nesse quadro? Isso começa há 50 anos quando aderimos à guerra às drogas. Essa expressão é muito simbólica porque nós passamos a utilizar equipamentos, estratégias, de combate – que é um termo militar – ao tráfico e drogas. O que nós temos obtido nesses 50 anos é um fracasso nessa guerra”, avaliou.

Segundo ele, o fácil acesso a drogas, rastro de pessoas mortas, feridas e encarceradas é o retrato de uma política criminal de combate às drogas “absolutamente falida”. “Se me perguntar se a medida [aumento no uso de fuzis] é necessária, a resposta é positiva também, porque os policiais não pediram para entrar nessa guerra”, acrescentou.

O professor acredita que é preciso abandonar o modelo de guerra às drogas. “Se nós começássemos hoje no plano legislativo, no plano de aplicação da lei penal pelos tribunais, um sistema de regulamentação do mercado de drogas – não vou falar liberação porque é uma palavra muito forte -, a tendência é que você descapitalizasse o crime organizado”.

“[É preciso] tratar a droga como problema de saúde pública e não como caso de polícia, ou pior, como sendo uma questão bélica, de guerra. Nesse caminho, obviamente se reduziria a ofensividade e o tipo de armamento e a frequência dos enfrentamentos [do crime organizado] com a polícia”, defendeu.

Ele citou exemplos de regulamentação do mercado de drogas, como Uruguai, Portugal, doze estados americanos e Holanda, em que houve o enfraquecimento das organizações criminosas pelo simples fato que elas passam a lucrar menos diante de um fornecedor regulamentado pelo estado.

Aumento da letalidade

Como consequência do uso de armamento mais pesado pela polícia, o professor de Criminologia  destaca ainda o aumento da letalidade. Ele exemplificou que, no estado do Rio de Janeiro, onde o uso de armas de maior calibre é mais antigo pelas polícias regulares, há um número elevado de balas perdidas e uma letalidade que envolve civis.

“Isso [aumento da letalidade] acontece com uma potencialidade muito maior quando existe o emprego de um armamento que é muito mais ofensivo, que tem uma energia vulnerante muito maior, que é o caso desses fuzis desses calibres que foram concebidos para operações de guerra e não para missões de segurança pública urbana em relação a civis. É esperado que haja sim uma elevação na letalidade”, avaliou, em especial, daquelas pessoas estranhas ao confronto policial.

“Como essas armas têm uma concepção para atingir longas distâncias e uma energia cinética e vulnerante muito maior, vão acabar atingindo pessoas que estão há dezenas, há centenas de metros de um palco onde esteja acontecendo eventual confronto armado entre polícia e supostos criminosos”, disse Baldan. “O que a experiência nos mostra é que a elevação do número de armas de fogo por região acarreta o aumento dos eventos de morte e de lesões nessa área”.