Operação Jiboia prende 44 membros do PCC no estado

Por  Elaine Patricia Cruz

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Polícia Militar de São Paulo prenderam, hoje (3), 44 membros do Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo o major Emerson Massera, 11 deles foram presos em flagrante e 33 em cumprimento a mandados de prisão. Os presos responderão por crimes de tráfico de entorpecentes, posse de armas e posse de drogas para o tráfico.

A operação recebeu o nome de Jiboia, pois o objetivo é “estrangular” a organização criminosa, disse o major. A ação ocorreu em cinco grandes regiões do estado: na capital e nas regiões de Sorocaba, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e em Santos. A operação contou com 504 policiais militares, 121 viaturas, três aeronaves e 11 cães. “Uma estrutura muito grande para uma operação que nos anima bastante, porque vai trazer um resultado bastante significativo para a segurança pública”, disse o major.



“São oito presos na região de Ribeirão Preto, 13 na região de São José do Rio Preto, dois na região de Santos e sete na região de Sorocaba. Todos eles em cumprimento de mandado. Das prisões em flagrante, tivemos quatro na capital, cinco na região de Ribeirão Preto e dois na região de Sorocaba”, disse Massera.

Durante a operação, foram cumpridos 77 mandados de busca e apreensão, que resultaram na apreensão de R$ 1 milhão em dinheiro. Não havia policiais ou agentes públicos entre os presos. “Temos, até o momento, uma quantidade razoável de drogas [apreendida]: nove quilos de drogas, entre maconha e cocaína, e seis armas apreendidas. Mas esses números devem sofrer atualização porque a contabilização de tudo o que foi apreendido ainda está sendo feita”, informou o major.

Segundo o promotor de Justiça Mário Sarrubbo, a investigação apontou que uma célula do PCC monitorava agentes públicos para possíveis ataques. “Esse trabalho vem sendo desenvolvido há alguns meses. Nós detectamos possíveis movimentações de levantamento de dados acerca de determinados agentes públicos, dentre eles, promotores de Justiça e policiais, e essa célula foi um dos alvos dessa operação de hoje”, disse.

“A célula [do PCC] fazia levantamentos acerca do dia a dia de autoridades, o que, em princípio, indica que talvez estivessem pensando no futuro, ou pelos menos cogitando, algum tipo de atentado ou algo assim”, acrescentou o promotor.

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Gaeco faz operação para prender líderes do PCC

Por Fernanda Cruz 

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público faz hoje (3) uma operação contra facções criminosas de São Paulo, incluindo o Primeiro Comando da Capital (PCC). A Operação Jiboia – nome escolhido porque o objetivo é “estrangular” a organização criminosa – ocorre em 19 cidades e envolve cerca de 500 policias militares.

A polícia cumpre 50 mandados de prisão e 30 de busca e apreensão. Até o final da manhã, ao menos 13 pessoas foram presas em flagrante delito e um adolescente foi apreendido. Os agentes encontraram R$ 1 milhão em dinheiro vivo, sete armas, mais de 50 celulares, quatro balanças utilizadas para pesar droga, anotações da facção e sete veículos.   

Segundo o MP, parte dos alvos dos mandados de prisão atuavam no comando da facção nas ruas, ocupando o lugar de outros líderes que foram presos.

A ação do Gaeco foi planejada após transferência de lideranças para presídios federais, fora do estado de São Paulo, após decisão judicial no início deste ano. 

Os acusados tinham como função o cadastramento de armas, o recolhimento de dinheiro para a organização, a realização de julgamentos dos tribunais do crime, além da coordenação de inteligência. Os mandados foram cumpridos nas cidades de São Paulo, Guarujá, Bertioga, Campinas, Sorocaba, Tatuí, Itapetininga, Ribeirão Preto, Jaboticabal, Cravinhos, Matão, São José do Rio Preto, Jales, Fernandópolis, Votuporanga, Cardoso, Tanabi, Mirassol e Barretos.

Os investigados podem responder pelos crimes de organização criminosa, cuja pena é de três a oito anos de prisão, tráfico de drogas (cinco a 15 anos de pena), associação ao tráfico (três a dez anos de pena), sequestro e cárcere privado (dois a oito anos de pena) e lavagem de dinheiro (três a dez anos de pena).

Réus da Operação Jogo Duro são condenados em Praia Grande

(Arquivo/TV Tribuna/Reprodução)

A 2ª Vara Criminal de Praia Grande sentenciou o primeiro dos processos decorrentes da operação Jogo Duro, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pela Corregedoria da Polícia Militar em abril de 2015. Na ação, que foi julgada no último dia 17 de abril, os nove réus, entre eles dois policiais militares, foram condenados por integrarem organização criminosa. Parte dos réus também foi condenada pelo crime de corrupção ativa.

As penas vão de cinco anos e quatro meses a 15 anos e seis meses, de acordo com a situação pessoal de cada um dos acusados, além de ter sido decretada a perda do cargo público dos policiais condenados. 

A sentença autorizou que os réus recorressem em liberdade. O Ministério Público recorreu buscando a condenação por crimes que foram afastados na sentença e também para o aumento das penas.

Operação Jogo Duro

Na operação, que foi deflagrada em 30 de abril de 2015, foram cumpridos 60 mandados de busca e apreensão e apreendidas cinco armas de fogo e 146 máquinas caça-níqueis, além de 290.515 reais, 64.143 dólares e 4.960 euros.

*Com informações do Ministério Público de São Paulo