Aviões com brasileiros da China chegam nesta madrugada

Os aviões da Força Aérea Brasileira escalados para repatriar brasileiros que estavam em Wuhan, na China, devem chegar a Anápolis, em Goiás, no fim da madrugada deste domingo (9). Por volta de 20h deste sábado, horário de Brasília, as aeronaves decolaram de Las Palmas, na Espanha, com destino a Fortaleza, no Ceará. 

A Base Aérea de Anápolis está pronta para receber os brasileiros. Os repatriados deverão permanecer em quarentena por 18 dias, no hotel de trânsito da Força Aérea, que foi especialmente preparado para essa operação.

No início da noite desta sexta-feira, as duas aeronaves decolaram de Wuhan, na China, com os 34 resgatados a bordo. Há quatro escalas técnicas de reabastecimento: em Ürumqi, na China, Varsóvia, na Polônia, Las Palmas, na Espanha, e já no Brasil, em Fortaleza. Em Varsóvia, devem desembarcar quatro cidadãos poloneses, um indiano e uma chinesa. Na quinta-feira (6), o presidente Jair Bolsonaro autorizou a carona para cidadãos de outros países amigos que a solicitassem.

Os cidadãos resgatados ficarão em apartamentos individuais ou, no caso dos que são pais ou mães de crianças menores, poderão ficar no mesmo quarto. O grupo inclui crianças de 2 e 3 anos e outras de 7 a 12 anos. As visitas estão proibidas.

*Com informações da Agência Brasil

https://spagora.com.br/brasil-ja-descartou-28-casos-suspeitos-de-coronavirus/saude/

Acusados de matar radialista são inocentados em júri

Por Angelina Nunes* e Natália Silva, do Programa Tim Lopes

Réus foram condenados apenas por corrupção de menores e aguardarão o julgamento dos recursos em liberdade

Radialista Jefferson Pureza foi assassinado em 17 de janeiro de 2018 (Arquivo Pessoal)

Um ano, dez meses e 22 dias depois do assassinato do radialista Jefferson Pureza, de 39 anos, em Edealina (GO), o júri popular absolveu dois acusados de envolvimento no crime, apesar de reconhecer a participação deles no caso.

O ex-vereador José Eduardo Alves da Silva, de 41 anos, acusado de ser o mandante do assassinato, e o caseiro Marcelo Rodrigues dos Santos, de 40 anos, foram condenados somente pela corrupção dos menores que praticaram o assassinato. Santos foi acusado de apresentar os jovens ao então vereador.

Marcelo Rodrigues dos Santos (Natália Silva/Programa Tim Lopes)

O resultado polêmico foi anunciado às 23h50 da segunda-feira (9/12), depois de um julgamento que durou 15 horas e 20 minutos e contou com acalorada discussão entre a defesa dos réus e a acusação, além do depoimento de testemunhas no Fórum de Edeia, cidade a 31 km de Edealina e 125 km de Goiânia.

O radialista foi morto na noite de 17 de janeiro de 2018 com três tiros no rosto, ao ser surpreendido enquanto descansava na varanda de sua casa. Segundo as investigações, o crime foi negociado por R$ 5 mil e um revólver.

É o primeiro caso tratado pela equipe do Programa Tim Lopes, desenvolvido pela Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), com apoio da Open Society Foundations, para combater a violência contra jornalistas e a impunidade dos responsáveis.

Em caso de crimes ligados ao exercício da profissão, uma rede de veículos da mídia tradicional e independente é acionada para acompanhar as investigações e publicar reportagens sobre as denúncias em que o jornalista trabalhava até ser morto. Integram a rede hoje: Agência Pública, Correio (BA), O Globo, Poder 360, Ponte Jornalismo, Projeto Colabora, TV Aratu, TV Globo e Veja.

O vereador José Eduardo Alves Silva foi sentenciado a quatro anos de prisão e Marcelo Rodrigues dos Santos, a quatro anos e dez meses. Os dois réus comemoraram a decisão ao ouvir a leitura feito pelo juiz. Na prática, eles serão beneficiados por um alvará de soltura e ficarão em liberdade para aguardar os próximos passos do caso.

José Eduardo após saber da sentença (Natália Silva/Programa Tim Lopes)

A decisão surpreendeu a acusação, já que em 4 de outubro outro envolvido no caso foi condenado a 14 anos de reclusão. Leandro Cintra da Silva, de 25 anos, é o dono do lava-jato onde foi feita a negociação do crime e do celular usado por um dos menores para combinar o assassinato com os outros adolescentes.

Os três menores envolvidos já cumpriram medidas socioeducativas e ficaram acautelados por seis meses. Um seria o atirador, outro teria pilotado a moto usada no crime e o terceiro teria indicado os dois para o serviço. Apenas o último compareceu ao julgamento e repetiu sua versão dos fatos: que teria recebido do ex-vereador R$ 200 por indicar os executores e que foi ameaçado pelo atirador para assumir o crime.

*Angelina Nunes é mestre em Comunicação pela Uerj (RJ). Ela recebeu prêmios internacionais de jornalismo, como Rey de España, IPYS e SIP, e nacionais, como Esso, Embratel, Vladimir Herzog e CNH. É membro do International Consortium of Investigative Journalists (ICIJ) e coordenadora do Programa Tim Lopes.

Programa Tim Lopes é uma reação da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) à violência contra jornalistas. Em caso de crimes ligados ao exercício da profissão, uma rede de veículos da mídia tradicional e independente é acionada para acompanhar as investigações e publicar reportagens sobre as denúncias em que o jornalista trabalhava até ser morto. Integram a rede hoje: Agência Pública, Correio (BA), Globo, Poder 360, Ponte Jornalismo, Projeto Colabora, TV Aratu, O Globo e Veja.

*Esta reportagem foi publicada originalmente neste link: https://ponte.org/juri-absolve-dois-acusados-da-morte-do-radialista-jefferson-pureza/

Fogo na Chapada dos Veadeiros ameaça Quilombo

Por Alex Rodrigues

Incêndio em 2017 destruiu 90 mil hectares da região (Arquivo/FernandoTatagiba/ICMBio)

Um incêndio espalha-se pelo Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, destruindo parte da unidade de conservação localizada no nordeste de Goiás. Em comunicado divulgado nas redes sociais, a Rede Contra o Fogo, que reúne voluntários, afirma que o fogo atingiu cerca de 3 mil hectares no interior do parque e mais 3,5 mil hectares no entorno da unidade de conservação. A Delegacia Estadual do Meio Ambiente instaurou inquérito para investigar as causas do incêndio e apontar eventuais responsáveis.

O incêndio dura uma semana. Desde sexta-feira (27), quase uma centena de bombeiros, brigadistas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), além de voluntários da Rede Contra Fogo atuam dia e noite, sem interrupções. Somente sábado (28), foram empregados quatro aviões-tanque para lançar água e retardantes de chamas, um helicóptero, veículos, drones e todos os equipamentos necessários à tentativa de conter o avanço das chamas.

Ainda de acordo com o Corpo de Bombeiros, uma das grandes dificuldades da missão decorre da extensão das áreas atingidas pelo fogo. Só uma das linhas de fogo, na região do Rio dos Couros, fora do parque nacional, chegava a medir cerca de oito quilômetros. O terreno acidentado dificulta o avanço dos bombeiros, brigadistas e voluntários. As chuvas isoladas dos últimos dias enfraqueceram alguns focos, mas foram insuficientes para apagarem as chamas.

Com cerca de 240 mil hectares (cada hectare corresponde aproximadamente a um campo de futebol oficial), o parque abriga espécies e formações vegetais únicas, centenas de nascentes e cursos d’água e é reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como Patrimônio Natural da Humanidade.

Kalunga

Além do parque nacional, as chamas também ameaçavam o maior território quilombola do país, habitado pelo povo Kalunga, sobretudo em Cavalcante (GO). Segundo o coordenador da Brigada Voluntária Ambiental de Cavalcante, Rafael de Souza Drumond Farias, as chuvas dos dois últimos dias ajudaram nos esforços, e o fogo, que vinha avançando muito rapidamente, agora está sob controle.

“Há quase um mês, vínhamos registrando, quase diariamente, focos de incêndio no município de Cavalcante. Ontem, começou a chover na região. Com as ações de combate ao fogo e as chuvas das últimas horas, podemos dizer que o fogo está sendo debelado no território Kalunga”, contou Farias a Agência Brasil.

A Brigada Voluntária Ambiental de Cavalcante foi criada em 2017, ano em que a região foi atingida por um incêndio de grandes proporções que destruiu cerca de 90 mil hectares de vegetação. Hoje, a brigada está formalmente constituída, sendo um departamento de prevenção ao fogo subordinado à Associação de Condutores de Ecoturismo de Cavalcante e Entorno (ACECE). A maioria dos brigadistas é formada por guias turísticos que atuam voluntariamente, recebendo cursos de especialização, equipamentos e seguro de vida.

Incêndios florestais em fotos:

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Cardápio vegetariano atrai clientes em restaurante oriental

Clientes vegetarianos e veganos devem representar até 20% do movimento da rede em um ano (Divulgação)

Comprometida em criar opções para veganos e vegetarianos, a Temaki Fry ampliou a oferta e incluiu pratos elaborados para agradar esse público. O cardápio da rede, que se popularizou com restaurantes em postos de combustíveis, tem 12 itens que fazem sucesso entre as pessoas que não comem carne ou, ainda, que não consomem produtos de origem animal.

“Nossa missão é receber bem o público, sem distinção. Pratos dedicados a quem escolheu ter uma alimentação mais consciente nos posiciona no mercado como um restaurante plural”, comenta o fundador da marca Roni Torrens.

O cardápio da Temaki Fry conta com opções de entrada como o Edamame, o grão maduro da soja, servido com flor de sal, por R$ 20. “Essa combinação entre os dois ingredientes desperta um sabor especial e irresistível”, comenta o chefe Lukas Silva Santana , um dos responsáveis pelos pratos da rede.

Ingredientes como tofu, shimeji e cebolinha compõem o sabor de pratos como, hot roll, temaki e o combinado batizado de “Inari Vegan”. Nessa opção, por R$ 31, o cliente experimenta um combo composto pelo Hot Roll de shimeji, bombom de Lichia, Dyo de cenoura com edamame, Fresh Dyo – pepino envolto no arroz, coberto por shimeji e cebolinha – , Tortilha de tofu e enroladinho de abacate com crispy de couve.

“Nosso combinado faz muito sucesso porque reúne o que há de mais saboroso entre ingredientes para a culinária vegana ou vegetariana. O capricho no preparo também é um componente a mais que agrada o cliente”, afirma Roni.

(Divulgação)

Outro prato que figura entre os mais solicitados é o Yakisoba. Para veganos e vegetarianos, ele leva noodle – o macarrão – preparado na chapa com legumes e shoyu.

“Clientes veganos e vegetarianos representarão, em um ano, entre 15% e 20% do faturamento do movimento da rede”, explica Roni. A rede atua em São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás.

A Temaki Fry surgiu em 2008 e sua primeira loja foi aberta na região de Moema na capital paulistana.  Após cinco anos no mercado, a marca entrou para o franchising e hoje tem 12 unidades em operação.

Proibida a venda de seis marcas de azeite

Por  Jonas Valente

(Arquivo/Agência Brasil)

O Ministério da Agricultura proibiu a comercialização de seis marcas de azeite. A decisão foi tomada após equipes de fiscalização encontrarem produtos fraudados ou impróprios para o consumo. As marcas vetadas foram: Oliveiras do Conde, Quinta Lusitana, Quinta D’Oro, Évora, Costanera e Olivais do Porto.

A fiscalização descobriu azeites com problema em Alagoas, Goiás, Mato Grosso, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Santa Catarina e São Paulo. Os itens estavam em redes de supermercados e pequenos estabelecimentos de comercialização de alimentos.

A identificação resultou de uma operação da Polícia Civil de São Paulo, que encontrou uma fábrica clandestina que adulterava azeites, misturando óleos para colocar no mercado garrafas sem azeite de oliva. Essa prática é fraude ao consumidor e crime à saúde pública. Após essa operação, foram testadas 54 marcas do produto.

Os comerciantes do produto, como redes de supermercado, onde foram encontrados os itens irregulares, terão de informar os estoques restantes. Caso se recusem a fornecer informações sobre a presença desses produtos, podem ser autuados.

A empresa pega vendendo produtos das marcas objeto da proibição poderão ser denunciadas ao Ministério Público Federal e responsabilizadas criminalmente, bem como punidas com multas de R$ 5 mil por ocorrência.

O Ministério da Agricultura alerta os consumidores a desconfiar de azeites muito baratos, pois há boas chances de adulteração. Segundo o órgão, em geral o item custa em torno de R$ 17, enquanto exemplares falsificados são comercializados por entre R$ 7 e R$ 10.

Morre ativista que ajudou a denunciar João de Deus

A ativista Sabrina Bittencourt, que reuniu denúncias de abusos contra o médium João de Deus, morreu neste sábado (2) em Barcelona, na Espanha, onde vivia.

Segundo nota divulgada nas redes sociais pelo grupo Vítimas Unidas, que apoia mulheres vítimas de abusos sexuais e do qual ela colaborava, a ativista cometeu suícidio. “A luta de Sabrina jamais será esquecida e continuaremos, com a mesma garra, defendendo as minorias, principalmente as mulheres que são vítimas diárias do machismo”, diz a nota assinada pela presidente do grupo, Maria do Carmo Santos, e pela fundadora, Vana Lopes.



Ela também era porta-voz do grupo Combate ao Abuso no Meio Espiritual (Coame), que recebe relatos de abusos praticados por líderes religisosos. Em nota, divulgada na página na internet, o grupo lamenta a morte da integrante. “Sabrina será sempre para nós um exemplo e inspiração em nossas lutas. Que seu legado seja honrado e frutífero ao redor do mundo”, diz o comunicado.

Sabrina Bittencourt deixa três filhos.

Filho do médium João de Deus é preso

A polícia de Anápolis prendeu Sandro Teixeira de Oliveira, filho do médium João de Deus (Polícia Civil/divulgação/Agência Brasil)

O filho do médium goiano João de Deus, Sandro Teixeira de Oliveira, foi preso na manhã de hoje (2), em Anápolis (GO). A prisão foi decretada ontem (1º) pela juíza Rosângela Rodrigues, da comarca de Abadiânia. Oliveira é acusado de coação e corrupção de testemunha. Segundo a assessoria da Secretaria de Segurança Pública de Goiás, Sandro será levado para o Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia.

Ele foi denunciado pelo Ministério Público de Goiás no dia 25 de janeiro. De acordo com os promotores, o filho de João de Deus estava armado quando coagiu uma testemunha um dia após ela ter comparecido à delegacia. Além da coação, o Ministério Público do estado afirmou que Sandro ofereceu “vantagens para obter o silêncio dessa testemunha, oferecendo pedras que seriam preciosas”.



Acusado pelo MP estadual dos crimes de estupro de vulnerável e violação sexual mediante fraude, João de Deus está preso, em caráter preventivo, desde 16 de dezembro. Baseado nos depoimentos e elementos apresentados por dezenas de mulheres que se apresentam como vítimas do médium, os promotores goianos já apresentaram duas denúncias contra ele.

Entre as várias mulheres que afirmam ter sido molestadas por João de Deus durante atendimentos na Casa Dom Inácio de Loyola, há quem afirme ter sofrido abusos sexuais quando criança ou adolescente. No último dia 15, ao apresentarem a segunda denúncia contra o médium, os promotores estaduais disseram haver evidências de que ele violou sexualmente de várias mulheres diante de outras pessoas que acompanhavam as sessões de atendimento espiritual que aconteciam no centro espírita.

https://spagora.com.br/mais-de-200-mulheres-ja-denunciaram-o-medium-joao-de-deus/

Ex-governador de Goiás, Marconi Perillo é preso

Alex Rodrigues/Agência Brasil

Marconi Perillo, foi preso durante depoimento na Polícia Federal (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O ex-governador de Goiás Marconi Perillo foi preso, em caráter preventivo, na tarde de hoje (10), enquanto prestava depoimento na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Goiás. Ao confirmar a prisão temporária de seu cliente, o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, disse que está indignado.

“O novo decreto de prisão é praticamente um “copia e cola” de outra decisão de prisão já revogada por determinação do Tribunal Regional Federal da 1ª Região [TRF1]”, afirmou o advogado, em nota enviada à imprensa.

Um dos investigados na Operação Cash Delivery, que investiga denúncias de pagamento de propina a agentes públicos de Goiás, Marconi Perillo foi à Superintendência da PF para prestar depoimento. Por decisão do próprio ex-governador, o depoimento inicial foi mantido. Até as 16h50, Perillo contimuava sendo ouvido pela PF.

Em sua nota, Kakai lembra que o TRF1 já concedeu liminares determinando a soltura de dois investigados na Cash Delivery. “Não há absolutamente nenhum fato novo que justifique o decreto [de prisão] do ex-governador Marconi Perillo.”

Para o advogado, a prisão de Perillo “constitui uma forma de descumprimento indireto dos fundamentos das decisões de liberdade concedidas a outros investigados”, “por fatos supostamente ocorridos entre 2010 e 2014, [baseada] na palavra isolada dos delatores”.

Nota do MPF

Em nota, o Ministério Público Federal (MPF) em Goiás esclareceu que a prisão preventiva do ex-governador foi decretada pela 11ª Vara da Justiça Federal no estado, a pedido do Núcleo de Combate à Corrupção do MPF.

A prisão é desdobramento da Operação Cash Delivery, que foi deflagrada no dia 28 de setembro para apurar denúncias de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa nos quais Perillo estaria envolvido.

As acusações foram feitas por executivos da Odebrecht, investigados na Operação Lava Jato, que firmaram acordo de colaboração com a Justiça. Segundo os delatores, o ex-governador recebeu propina de aproximadamente R$ 12 milhões entre 2010 e 2014 para favorecer a empreiteira em contratos firmados para realização de obras em Goiás.

*Atualizado às 19h16