Risco de colisão: Avião com vacinas se aproxima de Boeing da Gol

Na última terça (19), o avião monomotor que transportava vacinas contra a Covid-19 para Londrina e um Boeing 737 que iria pousar em Curitiba quase se chocaram no ar. Os aeroplanos estiveram a 25 segundos de uma potencial colisão. A situação aconteceu próximo do aeroporto Afonso Pena, na região metropolitana de Curitiba.

Um Boeing da Gol, vindo de Guarulhos, realizava o processo de pouso em Curitiba quando um avião Grand Xaravan, do governo paranaense, se aproximou de forma perigosa depois de realizar uma curva para o local errado. 

A separação vertical entre as duas aeronaves foi de cerca de 358 metros, enquanto o avião da Gol descia e o Xaravan subia. 

O controle de tráfego aéreo orientou que o Boeing realizasse imediatamente um procedimento de arremetida com curva para a direita, ao perceber que a situação poderia resultar em um acidente.

O ocorrido vai ser investigado pelo Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos). O órgão irá averiguar qual foi a causa do avião monomotor ter realizado um procedimento de saída errado.

Em nota, o governo do Paraná ressaltou que não houve um “acidente”, mas sim um “incidente” e ressaltou que, “dentro da dinâmica da aviação, foram tomadas as medidas técnicas mitigadoras para manter a segurança de voo.

O governo também declarou que o piloto automático Grand Xaravan apresentou uma atitude “inesperada” curvando à direita. Quando a informação de tráfego aéreo foi recebida pelos pilotos, o piloto automático foi desacoplado e foi retomado o procedimento de decolagem sem o equipamento.

Por TV Cultura

Aeroporto testa reconhecimento facial para identificar passageiros

(Gol Linhas Aéreas/Divulgação)

Já está funcionando no Aeroporto de Salvador um projeto piloto chamado Embarque + Seguro, que dispensa o uso de documento de identificação, pelos passageiros, na hora do embarque. A identificação é feita por meio de reconhecimento facial e por identificação biométrica.

A tecnologia está sendo testada inicialmente com passageiros voluntários da companhia aérea GOL. “No momento do check-in no aeroporto, é feita a validação biométrica do passageiro, comparando os dados e foto tirada na hora, com a base do governo e a vinculação ao cartão de embarque. Para entrar na aeronave, o embarque ocorre por meio de identificação facial por biometria, sem a necessidade de apresentar qualquer documento”, informou por meio de nota o Ministério da Infraestrutura.

O banco de dados usado para validação das informações das pessoas agrega a base de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), bem como das CNHs (Carteira Nacional de Habilitação) do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). “Na prática, isso significa que não só os motoristas, mas também todos os eleitores que fizeram o cadastramento biométrico no TSE, poderão usufruir das facilidades da validação biométrica para viajar. Ao todo, são 67 milhões de CNHs e 120 milhões de eleitores cadastrados”, diz a nota do ministério ao informar que “em breve” outras bases governamentais serão utilizadas para ampliar o universo de dados.

De acordo com a pasta, a tecnologia adotada foi desenvolvida por meio de uma parceria com o Serpro, que é a empresa de inteligência em Tecnologia da Informação do governo federal, com o objetivo de tornar “mais eficiente o processo de embarque nos aeroportos e mais seguras as viagens aéreas”.

A tecnologia de reconhecimento facial para a identificação do passageiro e embarque automático já era oferecida no mercado. “O que não existia, até o momento, era um sistema nacional unificado que possibilitasse checar e validar, com rapidez e segurança, a identidade do passageiro a partir do cruzamento com diferentes bases de dados governamentais”, acrescenta o ministério.

Por Pedro Peduzzi, da Agência Brasil 

Profissionais de saúde são homenageados em voo; assista

Profissionais são aplaudidos por passageiros do voo (Reprodução)

Profissionais de saúde que seguiam para atender pacientes de Covid-19 em Manaus, no Amazonas, foram surpreendidos por uma homenagem durante o vôo (Veja o vídeo abaixo). O Comandante da aeronave pediu a atenção dos passageiros e anunciou o nome de cada um, antes de pedir para que ficassem em pé.

“Todas as pessoas que ficaram de pé são profissionais da saúde. Neste momento, cada um deles está deixando sua família em casa, mudando de cidade e embarcando em uma missão honrosa”, disse o piloto.

O comandante se referia ao trabalho realizado por profissionais de saúde no Amazonas, onde o Coronavírus já infectou 7.242 pessoas, segundo dados oficiais do Ministério da Saúde. O Estado contabiliza até esta segunda-feira (4), 584 mortes.

“Esses brasileiros são heróis anônimos que trocaram a capa por jaleco e, assim como nos filmes, merecem os créditos por tanta dedicação. Por isso, pedimos uma grande salva de palmas”.

Os profissionais homenageados fazem parte de uma grupo de 267 agentes contratados pelo Ministério da Saúde para atuar nos hospitais do Estado. O ministro Nelson Teich esteve ontem (4) na capital Amazonense.

Gol anuncia cancelamento das operações internacionais

(Reprodução)

A Gol vai cancelar todas as operações internacionais até o fim de junho, segundo informou hoje a Agência Reuters, publicada pela Agência Brasil. A medida, anunciada hoje (17) pela companhia aérea, inclui voos para a América do Sul, Estados Unidos e México.

O Coronavírus é o pano de fundo desta decisão, que exigiu da empresa rever as operações diante da demanda por transporte aéreo ter sido afetada pela expansão do vírus no mundo. Segundo a Reuters, a empresa cita ainda as restrições impostas por países.

Os últimos voos previstos do Rio de Janeiro para Córdoba e Rosário vão ocorrer dia 22 de março. No caso dos Estados Unidos, dia 20 partirão de Brasília e Fortaleza para Orlando os últimos voos. Esta também é a data da última partida para o México.

*Com informações da Reuters, via Agência Brasil

Santos Dumont em obras a partir de hoje afeta ponte aérea Rio-São Paulo

Por Vinícius Lisboa

(Tania Rêgo/Agência Brasil)

As obras de manutenção da pista principal do Aeroporto Santos Dumont começam hoje (24) e vão até 21 de setembro. Nesses 29 dias, o aeroporto, localizado na região central do Rio de Janeiro, continuará a receber aeronaves menores na pista auxiliar, o que incluirá parte dos voos da Azul e da Passaredo.

A reforma da pista principal do aeroporto será executada 24 horas por dia e sete dias por semana. Com as obras, será instalada uma camada porosa de atrito que vai melhorar o contato entre os pneus das aeronaves e a pista, reduzindo restrições nas operações em dias secos e chuvosos. 

A pista principal do Santos Dumont tem 1.323 metros de comprimento e 42 metros de largura, enquanto a pista auxiliar tem 1.260 metros por 30 metros. Para que a pista auxiliar possa receber aeronaves 3C, como o Embraer E-190, o Airbus A318 e o Boeing 737-700, foi feita uma reforma de cabeceira e a implantação do sistema indicador de rampa. 

A última vez que o Santos Dumont passou por obras desse tipo foi em 2009, e a previsão da Infraero, empresa responsável pela administração dos principais aeroportos do país, é que as intervenções atuais tenham validade de mais 10 anos. 

Voos transferidos

Durante a obra, o Aeroporto Internacional Tom Jobim – Rio Galeão deve receber 6 mil voos que passariam pelo Santos Dumont, incluindo todas as viagens das companhias Gol e Latam. Segundo a concessionária Rio Galeão, o aeroporto internacional receberá 767 mil passageiros a mais no período, o que representa um acréscimo de 73% em sua movimentação normal.

A Latam vai oferecer transporte terrestre gratuito entre o Santos Dumont e o Terminal 1 do Galeão no período das obras. Os clientes poderão embarcar, por ordem de chegada, em ônibus que partirão de hora em hora. Para usar o serviço, será preciso apresentar documento pessoal com foto válido para embarque, além do localizador do voo, da reserva ou do cartão de embarque. 

A Gol também vai oferecer transporte gratuito entre os dois aeroportos e alerta que podem ocorrer pequenos ajustes no horário de partida dos voos transferidos para o Galeão. 

A Azul manterá no Santos Dumont, entre os dias 24 e 31 de agosto, os voos entre o Rio de Janeiro e as cidades de Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, e São José dos Campos e Ribeirão Preto, no interior paulista, além de voos para o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Entre os dias 1º e 21 de setembro, além destes, a companhia vai retomar a ligação Rio-Vitória. Todos os outros voos da Azul serão transferidos para o Galeão.

Lojistas

A queda na circulação de passageiros no Santos Dumont preocupa lojistas e vendedores do aeroporto e do Shopping Bossa Nova Mall, que fica ao lado do terminal.

Gerente de uma loja de óculos, Robert Alves teme que o faturamento anual seja prejudicado. “Vai impactar diretamente no nosso dia a dia”, disse Alves. “Estamos vendo a possibilidade de conseguir parcerias com outras lojas para dar descontos.”

Funcionário de um quiosque de bebidas no aeroporto, Marcelo Matias disse que sua escala de trabalho pode ser mudada para compensar a redução no número de clientes. “Estamos pensando em fazer escala 12 por 36 porque o público vai cair bastante”, informou Matias.

*Colaborou Tatiana Alves, repórter do Radiojornalismo da EBC

Passageiro poderá optar por dias em SP durante escala

Governador João Doria ao lado do Presidente da Gol Linhas Aéreas, Paulo Kakinoff (à direita), e do secretário de turismo, Vinicius Lummertz (à esquerda) (Governo do Estado de São Paulo/Flickr)

O Governo de São Paulo anunciou, hoje (21), no Palácio dos Bandeirantes, o serviço de stopover, iniciativa inédita na aviação no Brasil.

O passageiro que desejar fazer uma parada intermediária, sendo São Paulo o ponto de conexão entre os voos, poderá permanecer no Estado, sem custo adicional, por até duas noites, a partir desta quarta-feira (21). O benefício inclui os aeroportos de Congonhas, Viracopos e Guarulhos.

“É uma forma de incentivar o turismo, aumentar a geração de receita para a capital e o Estado, colocando o Brasil e São Paulo no contexto internacional”, ressaltou o governador João Doria.

O objetivo é incentivar o viajante a conhecer mais das cidades onde faz escala.

“Estar ao lado do Governo de São Paulo nessa iniciativa inédita também reforça nosso objetivo de proporcionar o melhor serviço e experiência para nossos clientes”, destacou Paulo Kakinoff, presidente da Gol Linhas Aéreas.

Inicialmente, apenas a Gol vai implantar o programa.

Regras do stopover

– Válido para reservas envolvendo voos domésticos ou internacionais operados pela Gol Linhas Aéreas;
– Serviço disponível nos canais de venda da companhia;
– No ponto de stopover, será permitido envolver somente um aeroporto. Portanto, se o passageiro desembarcar em Congonhas, deverá prosseguir a viagem reembarcando pelo mesmo aeroporto;
– Será permitido apenas um stopover, na ida ou na volta, por passageiro e por reserva;
– Tempo mínimo: a parada tem de durar pelo menos 12 horas e o cliente deve pernoitar na cidade, embarcando no dia seguinte;
– Tempo máximo: duas noites, a partir do momento de desembarque no aeroporto de conexão.

Programa

Lançado em 5 de fevereiro deste ano, o programa “São Paulo Pra Todos” reduziu a alíquota do ICMS que incide sobre o querosene de aviação em São Paulo (QAV), de 25% para 12%. Trata-se de uma reivindicação antiga das companhias aéreas.

Segundo estudos do setor, o preço do combustível representa em torno de 40% do custo operacional total das empresas. Com a redução do ICMS cobrado sobre o combustível aéreo, o Governo Paulista pediu contrapartidas para aumentar o fluxo de pousos e decolagens dentro do Estado, principalmente em cidades que ainda não eram atendidas por linhas comerciais regulares.

O regulamento prevê, ainda, que as empresas operem voos para novas cidades paulistas e elevem para pelo menos 490 o número de partidas semanais no Estado de São Paulo, com destino a 38 municípios em 21 Estados.

Com a nova alíquota, a arrecadação prevista para 2019 sobre a comercialização de querosene aéreo cairá de R$ 627 milhões para R$ 422 milhões, mas a compensação total (direta, indireta, induzida e catalisada) representa uma previsão de ao menos R$ 316 milhões.  A estimativa é que 59 mil empregos sejam gerados nos próximos 18 meses a partir da desoneração, com previsão de R$ 1,4 bilhão em salários anualmente.

*Com informações do Governo do Estado de São Paulo