Butantan entrega mais 1,1 milhão de vacinas

Novo desenho do Plano São Paulo atualizado em 05/02/2021 (Reprodução)

O Instituto Butantan entrega hoje (5) mais 1,1 milhão de doses da Coronavac para o Ministério da Saúde. Desse lote disponível a partir de hoje, 248 mil ficarão no Estado de São Paulo.

“Aumentamos ainda mais a participação da vacina do Butantan no Programa Nacional de Imunizações. Ainda sem este lote, nove a cada dez vacinas contra a COVID-19 que são aplicadas no Brasil são vacinas de São Paulo, do Instituto Butantan, para ajudar a salvar milhões de brasileiros”, disse João Doria, governador de São Paulo.

Até 31 de janeiro, conforme cronograma estabelecido com o contrato com o Ministério da Saúde, foram entregues 8,7 milhões de vacinas do Butantan para imunização dos brasileiros, das quais 6 milhões foram enviadas em 17 de janeiro, 900 mil no dia 22 e 1,8 milhão em 29 do mesmo mês. Com a nova remessa desta sexta-feira, o total de doses liberadas soma 9,8 milhões.

O lote entregue hoje contempla doses que foram processadas no Instituto Butatan a partir de matéria-prima encaminhada em dezembro pela Sinovac, na China. Este IFA (Insumo Farmacêutico Ativo) foi envasado, rotulado, embalado e passou por criteriosas inspeções de qualidade antes de ser disponibilizado para a população.

Na quarta-feira (3) chegaram ao país mais 5,4 mil litros de insumos para envase no Butantan, correspondentes a 8,6 milhões de novas doses a serem produzidas.

Na próxima semana o Instituto receberá mais 5,6 mil litros de IFA que corresponderão à produção de mais 8,7 milhões de doses. Essas novas remessas que serão envasadas passam a ser entregues ao Ministério da Saúde a partir do dia 23 de fevereiro.

Plano São Paulo

O governador anunciou também que nove regiões do Estado melhoraram de fase no Plano São Paulo, incluindo a Capital Paulista, que passa a integrar a fase amarela. Nas últimas três semanas, segundo Doria, houve redução no número de internações.

Estado vai contratar 10 mil professores para volta às aulas

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) vai contratar até 10 mil professores temporários para o retorno das aulas presencias no dia 1º de fevereiro. O objetivo é que os profissionais ministrem aulas presencialmente durante todo o ano letivo.

“Em uma rede tão grande quanto a nossa, contratar professores é essencial para garantir que tenhamos condições adequadas para o retorno seguro das aulas em todo estado”, afirmou o secretário de educação Rossieli Soares. 

 O edital foi publicado na edição da última terça-feira (5) do Diário Oficial. As inscrições devem ser feitas no Banco de Talentos, uma plataforma criada pela Seduc para gerenciar os processos seletivos, a partir das 17h desta quarta-feira (6) até as 23h59 do dia 20 de janeiro. 

Durante a inscrição, os candidatos devem indicar as disciplinas que pretendem ministrar e a Diretoria de Ensino que deseja fazer parte. O processo seletivo é classificatório, por pontuação obtida conforme títulos e experiência e os selecionados serão divulgados pelo Banco de Talentos e na SED. 

Ciclo contínuo até 2021 

Os anos letivos de 2020 e 2021 serão considerados como um único ciclo contínuo. Por isso, a avaliação da aprendizagem será feita ao longo de oito bimestres (quatro de 2020 e quatro de 2021).

Os alunos que entregaram as atividades propostas podem ter sido aprovados, mas terão o aprendizado avaliado ao final de 2021.

Por Gov. do Estado de SP

Para conter pandemia, Estado fecha serviços não essenciais

O Governo de São Paulo confirmou novas restrições à atividade econômica não essencial para frear o avanço da pandemia nas próximas semanas. Todas as regiões do estado estão em alerta devido à evolução de casos, internações e mortes em decorrência da COVID-19.

Com caráter imediato e temporário, haverá retorno à fase vermelha do Plano São Paulo entre os dias 25 e 27 de dezembro e 1 e 3 de janeiro em todo o estado.

As normas mais rígidas foram confirmadas nesta terça (22), após reuniões entre autoridades do Governo do Estado e médicos do Centro de Contingência do coronavírus. Além do regresso momentâneo à etapa mais restritiva de controle da pandemia, nenhuma região deverá retornar à fase verde – a penúltima na escala de abrandamento – durante o mês de janeiro.

“Precisamos do apoio dos municípios. Apoio dos Prefeitos, Secretários de Saúde, assim como da própria população, até as vacinas chegarem. Está bem perto. Vamos imunizar e proteger os brasileiros”, declarou o Secretário de Estado de Saúde, Jean Gorinchteyn. “O uso de máscaras, além do distanciamento entre as pessoas e evitar aglomerações é imperioso”, acrescentou.

Entre 25 e 27 de dezembro e 1 e 3 de janeiro, somente atividades essenciais poderão funcionar. Nestes seis dias específicos, o atendimento presencial está proibido em shoppings, lojas, concessionárias, escritórios, bares, restaurantes, academias, salões de beleza e estabelecimentos de eventos culturais. Farmácias, mercados, padarias, postos de combustíveis, lavanderias e serviços de hotelaria estão liberados.

Nos demais dias, todo o estado continua na fase amarela, a terceira das cinco estipuladas pelo Plano SP. A exceção é a região de Presidente Prudente, com 45 municípios que retornam de forma extraordinária para a fase vermelha a partir do dia 25 e permanecem até a próxima reclassificação em janeiro. A taxa de ocupação de UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) para COVID-19 na região de Prudente está em 83,1%.

Já a reclassificação do faseamento foi remarcada do dia 4 para 7 de janeiro. Como novos Prefeitos assumem os cargos no primeiro dia de 2021, o Governo do Estado fará reuniões a partir do dia 4 para apresentação do Plano SP. A iniciativa visa garantir que as medidas restritivas sejam cumpridas em parceria com os municípios. As autoridades estaduais lembram que todas as prefeituras têm autonomia para ampliar o rol de restrições previstas no Plano SP.

Casos, mortes e internações

De acordo com dados da Secretaria da Saúde, a taxa estadual de ocupação de UTIs atualmente é de 61,9%, com aumento para 67% na Grande São Paulo. São 4.775 internados na rede estadual em leitos de UTI e outros 6.215 em enfermarias – os dados se referem tanto a casos suspeitos como pacientes confirmados com coronavírus.

São Paulo já registrou 1,39 milhão de contaminados desde o início da pandemia, com 45.395 mortes até agora. No Brasil, os casos confirmados ultrapassam 7,26 milhões, com pouco mais de 187 mil mortes em decorrência da COVID-19.

A apresentação detalhada sobre as medidas anunciadas nesta terça pelo Governo de São Paulo para o enfrentamento à pandemia está disponível na página https://issuu.com/governosp/docs/20201222_coletiva_v3.

*Com informações do Gov. do Estado de São Paulo

Estado vai permitir aulas presenciais no ano que vem

(André Bueno/Câmara Municipal de SP)

O Governo de São Paulo mudou as regras de retorno às aulas presenciais da rede básica de ensino para o ano de 2021, o que compreende alunos da educação infantil até o ensino médio. A mudança foi divulgada hoje (17), em coletiva à imprensa, e será publicada amanhã (18) em Diário Oficial. A mudança irá valer para escolas públicas (estaduais e municipais) e privadas. No ano que vem, as aulas nas escolas estaduais terão início no dia 1º de fevereiro.

Com isso, as aulas presenciais poderão ser retomadas em todo o estado mesmo que a região esteja na Fase 1 – Vermelha do Plano São Paulo, plano do governo paulista de retomada gradual da economia durante a pandemia do novo coronavírus. A mudança, no entanto, não vale para o Ensino Superior. Neste caso, as aulas só voltarão quando a região estiver na Fase 3 – Amarela do Plano São Paulo.

Antes, o retorno presencial das aulas só ocorreria quando as regiões do estado estivessem a partir da Fase 3 – Amarela do Plano São Paulo. Mesmo assim, essa volta teria que ser feita de forma gradual. Os protocolos previam, por exemplo, que as escolas poderiam receber apenas 35% dos alunos em atividades presenciais, e mantendo distanciamento mínimo de 1,5 m.

Coletiva de Imprensa com Área do Governo e Área da Saúde
Coletiva de imprensa sobre Covid-19 no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo
(Gov. do Estado de SP)

Com a mudança que será publicada em Diário Oficial, as escolas de Educação Básica poderão retomar atividades presenciais no ano que vem a partir da Fase Vermelha, mas somente podendo atender até 35% de sua capacidade. Quando a região entrar na Fase 3 – Amarela do Plano São Paulo, a Educação Básica poderá atender até 70% da capacidade e o Ensino Superior poderá ser retomado com até 35% dos alunos em aula presencial. Quando chegar à Fase 4 – Verde, a Educação Básica poderá receber a totalidade dos alunos e as universidades e faculdades poderão receber até 70% dos alunos.

O retorno às aulas foi planejado com base no Plano São Paulo, que é dividido em cinco fases que vão do nível máximo de restrição de atividades não essenciais (vermelho) a etapas identificadas como controle (laranja), flexibilização (amarelo), abertura parcial (verde) e normal controlado (azul). Atualmente, todas as regiões de São Paulo se encontram na Fase Amarela.

Segundo o secretário estadual da Educação, Rossieli Soares, das 2,8 mil escolas estaduais que estão abertas desde setembro em São Paulo, não foram registrados casos de transmissão de covid-19 [a doença provocada pelo novo coronavírus] em ambiente escolar.

Histórico

Por causa da pandemia do novo coronavírus, as aulas presenciais estavam suspensas em todo o estado paulista desde março. Desde então, as aulas das escolas estaduais aconteciam de forma remota e online, transmitidas por meio do aplicativo Centro de Mídias SP (CMSP), plataforma criada pela secretaria de Educação durante a pandemia do novo coronavírus. Ela também é veiculada por meio dos canais digitais na TV 2.2 – TV Univesp e 2.3 – TV Educação.

Desde o dia 8 de setembro, algumas escolas do estado já deram início a aulas de reforço ou acolhimento, depois de autorização dos prefeitos. Essas aulas só puderam ser retomadas com atividades de reforço e de recuperação. E em outubro foi autorizada a volta das aulas presenciais para estudantes do Ensino Médio, dos Centros de Educação de Jovens e Adultos e da Educação de Jovens e Adultos. Para o ensino fundamental, a volta as aulas gradual foi autorizada a partir do início de novembro.

Governo de SP muda regra e vai manter volta a aula presencial em 2021 mesmo se houver piora da pandemia
Governo de SP muda regra e vai manter volta às aulas presenciais em 2021
(Governo do Estado de São Paulo)

Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil 

Estado lança programa para aumentar cobertura vegetal nativa

Área devastada pelo fogo em São José do Rio Preto (SBT Interior/Reprodução)

Para aumentar a cobertura vegetal nativa do estado de São Paulo, o governo paulista lançou nesta quarta-feira (16) o programa Agro Legal. O programa pretende, no prazo de 20 anos, dobrar a meta de vegetação nativa recuperada no estado, que antes estabelecia a recuperação de 200 mil hectares de mata nativa por década.

Com o programa, a meta atual do governo de São Paulo é restaurar, em 20 anos, cerca de 800 mil hectares entre áreas de preservação permanente (APPs) e de reserva legal, o equivalente à área do Distrito Federal. Segundo o governo, o objetivo é acrescentar 3% na área de cobertura vegetal nativa no estado, que atualmente está em 23%.  

O decreto que institui o programa Agro Legal será publicado no Diário Oficial de amanhã (17). O texto, segundo o governo paulista, complementa a legislação estadual que regula a adequação das propriedades rurais ao Código Florestal e a recomposição de áreas degradadas em São Paulo.

O programa Agro Legal é voluntário. Ficam isentos da regularização os pequenos produtores.

Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil 

São Paulo superou pior momento da pandemia, diz Doria

O governador de São Paulo, João Doria, disse hoje (28) que o estado já superou o pior momento da pandemia do novo coronavírus (covid-19). Desde o primeiro caso confirmado no país, registrado no dia 26 de fevereiro, a pandemia já completou seis meses e o estado se confirmava como o epicentro do número de casos e de óbitos do país.

Segundo Doria, nas últimas duas semanas, São Paulo apresentou queda de 20% no registro de óbitos. “Os números desta semana indicam uma nova redução na média de casos e óbitos. Na média móvel de 14 dias, temos uma redução de mais de 20% no registro de óbitos. E a perspectiva, no atual cenário epidemiológico, é de que estamos, de fato, iniciando a descida do platô [pico alto contínuo]. É bem provável que o quadro mais crítico dessa pandemia nós tenhamos superado com convicção”, disse.

O estado vem apresentando queda no número de óbitos nas últimas três semanas. Os números desta semana, que corresponde à 35ª Semana Epidemiológica, ainda não estão finalizados (a semana se encerra no sábado), mas já apontam uma redução de 4% nos óbitos. 

Na 34ª Semana Epidemiológica foram computadas 1.612 novas mortes, uma média de 230 óbitos a cada dia, queda de 9% em relação à semana anterior, com 152 mortes a menos.

Apesar da queda de óbitos no estado, a média móvel se mantém acima de 200 mortes por dia desde a 22ª Semana Epidemiológica (entre os dias 24 e 30 de maio). Apesar do melhor cenário da pandemia no estado, ainda é importante manter as medidas de distanciamento social e de higiene, ficando em casa sempre que possível.  

Queda de casos e de internações

Além da queda no número de óbitos, o estado vem apresentando também queda no número de novas internações e de novos casos. Na 35ª Semana Epidemiológica o estado vem apresentando queda de 10% nas internações e de 5% nos casos.

Na semana passada (34ª Semana Epidemiológica), a média móvel de novas internações foi de 1.550 por dia, semelhante a números obtidos em maio, na 21ª Semana Epidemiológica (entre os dias 17 e 23 de maio). Na semana anterior, na 33ª Semana, a média por dia era de 1.658 novas internações.

Quanto aos casos, foram computados 51.714 casos na 34ª Semana Epidemiológica, o que dá uma média móvel de 7.387 casos por dia, redução de 31% em relação à semana anterior.

Plano São Paulo

O governo paulista não fez modificações nas regiões do Plano São Paulo esta semana, mantendo as mudanças feitas na sexta-feira (21). Com isso, nenhuma região do estado está na fase 1 – vermelha, de manutenção da quarentena.

A capital paulista, que está na fase amarela desde o dia 26 de junho, deve entrar na fase 4 – verde, somente a partir do final do mês de setembro, disse hoje (28) o prefeito Bruno Covas. Segundo ele, a mudança de fase deve ocorrer, pelas expectativas, entre os dias 20 de setembro e 10 de outubro.

O governo anunciou apenas uma mudança em relação ao Plano São Paulo, a liberação de uso dos vestiários por academias de ginástica. No entanto, as academias continuam só podendo reabrir suas atividades se estiverem localizadas em regiões que estejam na fase 3- amarela do Plano São Paulo. Mas podem funcionar apenas parcialmente, com ocupação máxima de 30% de sua capacidade. O uso da máscara é obrigatório e a entrada de clientes só pode acontecer com agendamento prévio.

Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil 

Estado vai publicar cronograma de volta às aulas

O governo de São Paulo vai publicar ainda nesta semana, em Diário Oficial, o decreto com o cronograma de volta às aulas presenciais em todo o estado. Segundo o governo, o decreto não trará mudanças ao que já foi anunciado anteriormente, ou seja, as aulas presenciais poderão ser retomadas a partir do dia 7 de outubro.

(André Bueno/Câmara Municipal de SP)

No entanto, essa data só será mantida se todo o estado paulista estiver na Fase 3 – Amarela do Plano São Paulo: 80% das regiões precisarão estar há 28 dias nessa fase e, o restante, há pelo menos 14 semanas nessa etapa.

Com a publicação do decreto, cada um dos 645 municípios do estado terá autonomia para decidir se vai ou não acompanhar o cronograma previsto pelo governo estadual. Se um prefeito, por exemplo, decidir não adotar o cronograma estadual, a medida poderá valer para todas as escolas daquela cidade, sejam elas municipais, estaduais ou privadas. No entanto, nenhum município do estado poderá reabrir escolas antes do prazo previsto pelo governo paulista.

O decreto também trará a previsão de que as unidades escolares reabram, de forma opcional, para atividades de reforço ou de acolhimento de alunos, a partir do dia 8 de setembro. No entanto, para que isso ocorra, essas escolas deverão estar localizadas em regiões que estiverem na Fase 3 – Amarela do Plano São Paulo há 28 dias.

Na capital paulista, que está há mais de 28 dias na Fase Amarela, já cumprindo os requisitos para a volta às aulas de reforço a partir do dia 8 de setembro, o prefeito Bruno Covas informou ontem (18) que não vai adotar o calendário do governo estadual e que ainda vai avaliar se será possível o retorno às aulas presenciais em outubro. 

Protocolos

Os protocolos para retomada preveem que as escolas recebam, no início do retorno às aulas, apenas 35% dos alunos em atividades presenciais, e mantendo distanciamento mínimo de 1,5 m.

O retorno às aulas foi planejado com base no Plano São Paulo de retomada econômica do estado. O Plano São Paulo é dividido em cinco fases que vão do nível máximo de restrição de atividades não essenciais (vermelho) a etapas identificadas como controle (laranja), flexibilização (amarelo), abertura parcial (verde) e normal controlado (azul).

As aulas presenciais na rede estadual de São Paulo estão suspensas desde o dia 23 de março como medida de controle à propagação do novo coronavírus.

Atualmente, as aulas das escolas estaduais acontecem de forma remota e online, sendo transmitidas por meio do aplicativo Centro de Mídias SP (CMSP), plataforma criada pela secretaria de Educação durante a pandemia do novo coronavírus. Ela também é transmitida por meio dos canais digitais na TV 2.2 – TV Univesp e 2.3 – TV Educação.

Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil 

Estabelecimentos poderão funcionar 8 horas por dia

Estabelecimentos comerciais de cidades que estão na fase amarela, no plano de reabertura, como é o caso de São Paulo, poderão funcionar até 8 horas por dia. A medida foi anunciada hoje (19) pelo vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia.

A medida vale para bar, restaurante, comércio, academia e setor de serviços. “Os empresários poderão escolher se adotam uma jornada contínua ou fracionada durante o dia, respeitado o limite das oito horas”, explicou.

Até hoje, os estabelecimentos estavam autorizados a funcionar seis horas diárias, no máximo. Decreto deve ser publicado esta semana com as regras.

Estudo indica locais de risco de enchentes e deslizamentos em 11 cidades

O Governo de São Paulo concluiu o Mapeamento de Riscos de Movimentos de Massa e Inundações de 11 Municípios do Trecho Leste/Sudeste da Região Metropolitana de São Paulo. Os estudos fazem parte do “Programa Transporte, Logística e Meio Ambiente – Projeto Transporte Sustentável de São Paulo (PTLMA)”, implementado pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER/SP).

(Divulgação)

O trabalho foi financiado pelo Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento (BIRD) e o componente “Aumento da resiliência do Estado para desastres naturais” ficou sob a responsabilidade do Instituto Geológico (IG), órgão ligado à Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente (SIMA).

“Esse alinhamento com o mesmo objetivo é muito importante para garantir a segurança das pessoas e preservar vidas”, disse o secretário da SIMA, Marcos Penido.

Foram entregues os relatórios dos municípios de Arujá, Biritiba-Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis, Santa Isabel e Suzano. Entre setembro e novembro, essas cidades receberão treinamentos e orientações presenciais ou por meio de reuniões virtuais com os técnicos do IG.

“Para eliminar os riscos, nós precisamos conhecê-los e esse instrumento de identificação serve para dar base e direcionar nossas ações, além de mostrar para a população o perigo ao seu redor”, afirmou o secretário-chefe da Casa Militar e coordenador da Defesa Civil, Walter Nyakas Júnior.

Ferramentas

As ações do programa atendem as propostas da Política Estadual de Mudanças Climáticas e são fruto das articulações realizadas no âmbito do Programa Estadual de Prevenção de Desastres Naturais e Riscos (PDN). O PTLMA também fornece importantes ferramentas para o Sistema Estadual de Proteção e Defesa Civil.

“São mapeamentos em três escalas complementares que serão disponibilizados também em formato de sistema de informação geográfica, para que diferentes gestores possam manipular os dados, dando mais utilizações ao estudo”, comentou a presidente do IG, Luciana Martins.

Os estudos foram elaborados de forma simples para permitir a leitura e o entendimento por especialistas e não-especialistas, com enfoque no Poder Público Municipal.

“Na minha cidade, temos muitos morros e dificuldades com as pessoas que construíram casas em lugares perigosos. Essa ferramenta é muito importante para que nós possamos ter planos de ação com conhecimento a fundo”, registrou a prefeita de Santa Isabel, Fabia da Silva Porto.

Com investimento de quase R$ 2,9 milhões, o estudo teve início em maio de 2018 e está previsto para ser concluído no final deste ano com a entrega da análise de risco voltada para as rodovias.

“A ocupação em áreas sujeitas a estes processos geodinâmicos pode desencadear situações de vulnerabilidade e de riscos a pessoas e bens. Esta visão do território, associada ao registro de ocorrências de acidentes, permite a elaboração de uma cartografia de risco, abrangendo tanto as áreas já conhecidas quanto as com potenciais de risco”, afirmou o coordenador do estudo, Cláudio José Ferreira.

Gerenciamento

Nessa primeira etapa está prevista ainda a entrega da integração do gerenciamento de risco de desastres no setor de logística e transportes, onde o enfoque é a infraestrutura rodoviária. Já a segunda etapa do estudo vai entregar outros 27 levantamentos de municípios da Região Metropolitana de São Paulo.

Participaram também do encontro virtual, o secretário executivo da SIMA, Luiz Ricardo Santoro; o subsecretário de Meio Ambiente, Eduardo Trani; o especialista em risco e desastre do Banco Mundial, Frederico Pedroso; o tenente Coronel da Defesa Civil, Henguel Ricardo Pereira; o secretário de Meio Ambiente de Biritiba Mirim, Adriano Almeida; o secretário de Segurança Pública de Guararema, Edson Moraes; o secretário do Verde e Meio Ambiente de Mogi das Cruzes, Daniel Lima; o secretário de Meio Ambiente de Salesópolis, Douglas Prado e Anderson dos Santos Silva da Defesa Civil de Itaquaquecetuba.

Sobre os mapeamentos

O desenvolvimento urbano desordenado tem como uma de suas consequências o aumento dos níveis de risco de desastres associados a escorregamentos, inundações, corridas de massa, erosão e solapamento de margens. O instrumento para o planejamento urbano mais utilizado é o Plano Diretor ou Plano de Ordenamento Territorial, que indica o que pode ser realizado em cada área do município.

Os levantamentos foram realizados a partir de uma abordagem multiescalar, incluindo mapeamentos e cartografia de risco em escala regional ou semirregional (1:25.000 e 1:10.000 respectivamente), além de mapeamento e cartografia de risco em escala local (1:3.000), realizado em áreas consideradas mais críticas, envolvendo áreas urbanas de uso residencial, comercial e de serviços.

*com informações do Gov. do Estado de São Paulo

Capital apresenta ‘tendência de queda’ de casos de Coronavírus

O estado de São Paulo registra 26.613 mortes pelo novo coronavírus. Segundo o vice-governador Rodrigo Garcia, o crescimento da doença continua controlado, com a manutenção do número de mortes em um mesmo patamar, o chamado “platô”, e, na capital paulista, há indícios que a pandemia está em declínio.

Rodrigo Garcia, vice-governador de São Paulo (Gov. do Estado de SP)

“Pela primeira vez, desde o início da pandemia, todas as regiões do estado têm uma ocupação dos leitos em unidades de terapia intensiva (UTI) abaixo de 80%”, disse hoje (14) durante a apresentação das estatísticas.

A média do estado é de ocupação de 57,8% nos leitos de UTIs. Na cidade de São Paulo, o prefeito Bruno Covas, disse que foi observada uma queda no número de internações diárias de 48 pedidos em maio, para 29 pedidos por dia em agosto. A ocupação das UTIs municipais está atualmente em menos de 50%. “Já são 80 dias de queda do número de mortes na cidade de São Paulo”.

Queda na capital

De acordo com o prefeito, a capital paulista enfrentou o pico da pandemia no início de junho, quando chegou a registrar 129 mortes por dia. “A cidade de São Paulo evitou o crescimento exponencial, conseguimos achatar, entramos em um platô e, agora, tendência de queda”, disse Covas. Cerca de 39% das mortes no estado pela doença acontecerão na capital paulista.

O secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn, disse que a pandemia no estado tem evoluído dentro das previsões e que em breve será possível dizer que realmente há um recuo no número de casos e mortes. “Ainda é cedo para a gente se antecipar. As próximas semanas nos trarão essa informação”, ressaltou.

O estado tem atualmente 686.122 casos confirmados da covid-19. Segundo Gorinchteyn,os números também são resultado da política de testagem ampla que foi adotada no estado. Em julho, foram submetidas a exames para identificar o vírus uma média de 40 mil pessoas por dia.

Ajuste nos números

Ontem (13), o governo estadual fez um ajuste nos números de mortes pelo novo coronavírus a partir de uma nova diretriz do Ministério da Saúde que permite a confirmação dos casos a partir de critérios clínicos. O coordenador executivo do Centro de Contingência Contra a Covid-19, João Gabbardo, explicou que pacientes com síndrome respiratória aguda grave podem ser considerados como casos de coronavírus caso apresentem sintomas específicos da doença ou tenham tido contato próximo com outro caso confirmado por exames.

Com a mudança, passaram a fazer parte da contabilidade de mortes pelo novo coronavírus 234 casos que se enquadram nessas especificações no estado.

Saúde do governador

O governador João Doria fez uma breve intervenção na entrevista coletiva por videoconferência para dar notícias a respeito do seu estado de saúde. Na quarta-feira (12), o governador foi diagnosticado positivo para o novo coronavírus. No entanto, ele não manifestou sintomas e segue trabalhando de casa. “Todas as reuniões virtuais que estavam programadas estão mantidas”, ressaltou Doria.

Por Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil