Greve dos caminhoneiros não decola e rodovias seguem sem bloqueio

O Ministério da Infraestrutura informou, por meio do Twitter, que não há registro no momento de qualquer ocorrência de bloqueio parcial ou total em rodovias federais ou pontos logísticos estratégicos devido à mobilização dos caminhoneiros.

“Durante a madrugada, após a dispersão de manifestantes no acesso ao Porto de Santos (SP), foram registrados atos de vandalismo na rodovia de acesso ao porto. Criminosos lançaram pedras em veículos que transitavam e danificaram um carro guincho da concessionária Ecovias”, disse o ministério, na rede social.

Segundo a pasta, a Polícia Rodoviária Federal  (PRF) fez a escolta de cerca de 25 caminhões durante a noite evitando qualquer retenção na via. “Desde o início da manhã, não há mais registros de vandalismo e o trânsito flui sem problemas. O porto opera normalmente”, afirmou o ministério no Twitter.

No início da manhã, o ministério informou que o número de pontos de concentração dos caminhoneiros havia caído para dois: às margens da BR-116/RJ (Via Dutra), altura da Rodoviária de Barra Mansa; e às margens da BR-153/GO, próximo a Goiânia. Pontos de concentração na BR-116/CE, em Itaitinga, e na BR-101/RJ, em Rio Bonito, já haviam sido dispersados.

A pasta acrescentou que não foi registrada ocorrência em centros de distribuição de combustíveis e que efetivo da Polícia Rodoviária Federal (PRF) está em operação nos 26 estados e no Distrito Federal. “São 29 liminares na Justiça contra bloqueio de rodovias, refinarias e portos contemplando 20 estados”, disse.

Por Agência Brasil

Caminhoneiros ameaçam greve a partir de 1º de novembro

Caminhoneiros decidiram iniciar, no 1º de novembro, uma paralisação que deve durar 15 dias, caso suas reivindicações não sejam atendidas pelo governo. A decisão aconteceu neste sábado (16), após o Encontro Nacional dos Caminhoneiros Autônomos e Celetistas, no Rio de Janeiro.

O grupo pede a diminuição do preço do diesel, a “defesa da constitucionalidade do Piso Mínimo de Frete” e o retorno da aposentadoria especial após 25 anos de contribuição ao INSS.

À frente das articulações com o Governo Federal está o deputado federal Nereu Crispim (PSL), presidente da Frente Parlamentar Mista dos Caminhoneiros Autônomos e Celetistas. Em sua conta no Twitter, Crispim escreveu: “Nenhuma das reivindicações acordadas na ocasião da paralisação de 2018 foram atendidas”, e marcou representantes políticos como o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, e alguns veículos de imprensa.

Os caminhoneiros autônomos têm sinalizado possíveis paralisações desde o primeiro semestre. A Petrobras anunciou no final de setembro, o aumento de 9% no valor médio do diesel vendido nas refinarias. A greve não é apoiada pela Associação Brasileira dos Caminhoneiros.

O encontro reuniu membros da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística, do Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas e da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores. As entidades estão ligadas aos caminhoneiros que participaram da greve de 2018.

Por TV Cultura

Greve dos caminhoneiros interdita faixas da Castello Branco

Um caminhão foi atingido por uma pedra no começo da manhã de hoje (1), na Rodovia Castello Branco, na Grande São Paulo. A pedra foi lançada contra o parabrisa e obrigou o caminhoneiro a parar em um posto de combustível mais a frente.

A rodovia, um dos principais corredores entre o interior do Estado e a Capital, foi palco de um protesto de caminhoneiros. A manifestação foi convocada para todo Brasil contra o alto preço do diesel e a favor de um reajuste da tabela do frete. Houve também faixas com críticas ao governador João Doria.

Segundo a concessionária que administra a rodovia, houve, pelo menos, dois quilômetros de congestionamento. O Ato, em Barueri, ocupou duas das faixas.

Os protestos começaram durante madrugada. Veja abaixo:

Greve dos caminhoneiros tem primeiros protestos

O Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) registrou durante a madrugada de hoje (1) os primeiros protestos da greve dos caminhoneiros. A entidade, que diz reunir 40 mil caminhoneiros no Estado de São Paulo e tem representação em todos os Estados do país, confirmou a paralisação ontem (31).

Durante a madrugada, caminhoneiros do Rio Grande Sul iniciaram a greve, segundo publicação na rede social do CNTRC. A entidade não informa na publicação o local do ato, mas nas imagens é possível ver uma equipe da Polícia Rodoviária Federal (PRF) acompanhando a mobilização.

Em Cana Verde, Minas Gerais, também houve mobilização. “Primeiro caminhão está encostando no pátio aqui, não vai seguir viagem mais. A partir de agora, aqui em Cana Verde, Minas Gerais, não passa mais caminhão nenhum”, disse um manifestante no vídeo.

O conselho também divulgou atos em Itatim e Vitória da Conquista, na Bahia.

São Paulo

O primeiro protesto registrado no Estado de São Paulo ocorreu perto do início da madrugada, ainda na noite de ontem (31), em Votorantim, região de Sorocaba. Uma equipe da Polícia Rodoviária Estadual acompanhou a manifestação, segundo o vídeo postado pelos caminhoneiros.

O relato feito na gravação indica abordagem aos caminhoneiros para que façam adesão ao movimento.

Rodovias

Apesar dos atos pontuais registrados, a madrugada termina com todas as rodovias que dão acesso a São Paulo operando normalmente. Decisões judiciais publicadas no fim de semana impõem multas pesadas para quem interditar rodovias como Presidente Dutra, Ayrton Senna e o Sistema Anchieta/Imigrantes.

Justiça determina que ônibus sejam abastecidos em caso de greve dos caminhoneiros

A Justiça de São Paulo determinou que deve ser mantido o abastecimento de combustível dos ônibus da capital paulista mesmo em caso de que ocorra uma eventual greve de caminhoneiros nesta segunda-feira (1º). A liminar da juíza Ligia Dal Colletto Bueno atende a um pedido do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo.

A magistrada estipulou ainda que em caso de descumprimento a Federação dos Caminhoneiros Autônomos de Carga em Geral do Estado de São Paulo (Fetrabens) deverá pagar multa de R$ 100 mil.

A juíza justificou a decisão devido a necessidade de manter o direito de locomoção da população em meio a pandemia de coronavírus. “O período é crítico, está-se vivendo estado de calamidade pública inédito, derivado do vírus Covid-19, e período de retomada das atividades escolares presenciais, o que revela ainda mais imperiosa a concessão da medida liminar”, informa o texto da decisão.

Preço do combustível

Grupos de caminhoneiros têm se articulado para lançar uma paralisação a partir de amanhã (1º) como protesto pela alta dos preços dos combustíveis. Na quarta-feira (27), o presidente Jair Bolsonaro disse que o governo está estudando medidas para conter o aumento do preço do óleo diesel e fez um apelo para que a categoria não faça greve neste momento.

“Reconhecemos o valor dos caminhoneiros para a economia do Brasil. Apelamos para eles que não façam greve porque todos nós vamos perder, todos, sem exceção. Agora, a solução não é fácil, estamos buscando uma maneira de não ter mais este reajuste”, disse, após reunião no Ministério da Economia.

De acordo com o presidente, está em estudo a diminuição do PIS (Programa de Integração Social) e da Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), impostos federais que incidem sobre os combustíveis. O impacto da renúncia aos cofres da União, segundo ele, é de R$ 800 milhões para cada centavo reduzido.

Via Dutra

Ontem (30), a Justiça de São Paulo concedeu uma liminar em favor da Concessionária da Rodovia Presidente Dutra para que a estrada não seja bloqueada em uma eventual greve dos motoristas.

Por Daniel Melo, da Agência Brasil

Conselho confirma greve dos caminhoneiros nesta segunda

O Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) planeja uma paralisação da categoria a partir da próxima segunda-feira (1) e por tempo indeterminado. Eles reivindicam melhores condições de trabalho, protestam conta o aumento do preço do combustível e cobram um posicionamento sobre o marco regulatório do transporte marítimo (BR do Mar). 

A decisão pela paralisação foi tomada em 15 de dezembro do ano passado durante uma assembleia geral do CNTRC. O Conselho conta com 40 mil caminhoneiros paulistas e mais afiliados em outros estados.

Na última semana, Jair Bolsonaro (sem partido) fez um apelo a classe para não fazerem a greve. Segundo o presidente, isso seria muito prejudicial para o país. Além disso, ele afirma que estuda alternativas para reduzir o preço do diesel. 

Em 2018, o grupo realizou uma paralisação que durou dez dias, e afetou todo o sistema de distribuição em todo o país. Consequência disso foram as filas nos postos de gasolina e mercados com prateleiras vazias. 

Mesmo com a greve, a CNTRC garante que 30% do total dos trabalhadores vão continuar trabalhando.

Por TV Cultura

Justiça estabelece multas pesadas para impedir bloqueio de rodovias

Caminhões parados em rodovia durante greve de 2018 (Arquivo/Thomaz Silva/Agência Brasil)

Com a iminência da greve de caminhoneiros, prevista para segunda-feira (1º), concessionárias de rodovias em São Paulo e no Paraná conseguiram ordens judiciais na sexta-feira (29) para estipular multas pesadas contra empresas de transporte e pessoas físicas que tentarem bloquear as estradas.

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Greve dos caminhoneiros é descartada pelo Governo

Caminhões em deslocamento em rodovia

Por Andreia Verdélio 

(Arquivo/Agência Brasil)


O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, disse hoje (16) que acredita que está descartada uma greve nacional de caminhoneiros, como ocorreu em maio de 2018.

“Hoje era o dia do início e não está tendo nada nas estradas, não houve ponto de bloqueio, porque há um respeito nosso com os caminhoneiros e dos caminhoneiros com a gente. Conseguimos estabelecer o diálogo, eles sabem que têm as portas abertas e a cada dia construímos uma solução nova”, disse, ao lado do presidente Jair Bolsonaro, após reunião no Ministério da Infraestrutura, em Brasília.

Na semana passada, um grupo de caminhoneiros falou sobre a possibilidade de uma greve que se iniciaria nesta segunda-feira, mas a maior parte dos representantes da categoria descarta o movimento.

De acordo com o ministro, o governo tem mantido um excelente diálogo com a maioria da categoria e já realizou, neste ano, seis encontros do Fórum Permanente para o Transporte Rodoviário De Carga (Fórum TRC). No início de dezembro, foi realizada a 35ª reunião do grupo  que representa 2,6 milhões de caminhoneiros, 37.386 empresas, 1.584 sindicatos e 75 federações.

Entre as ações já desenvolvidas para a melhoria das condições de trabalho e renda da categoria, o ministro Tarcísio citou a diminuição da multa por excesso de peso e a obrigação de concessionárias construírem pontos de parada e descanso em rodovias. Segundo o ministro, também estão sendo preparados sistema de documentação de transporte eletrônico e uma resolução que trata do código identificador da operação de transporte. “Ele vai simplificar muito a vida do caminhoneiro, diminuir tempo de parada em posto fiscal, permitir agendamento portuário automático, diminuir a necessidade de ter atravessador na ponta, isso aumenta a renda”, explicou.

O ministro disse ainda que nesta semana será lançado o projeto Roda Bem Caminhoneiro de estímulo ao cooperativismo da categoria.

Malha ferroviária

Em reunião, hoje, no Ministério da Infraestrutura, o presidente Jair Bolsonaro manifestou o interesse do governo na ampliação da malha ferroviária no país. De acordo com o ministro das Infraestrutura, para o ano que vem há “possibilidades muito concretas” da realização das concessões da Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol) e da Ferrogrão.

“E discutimos soluções para a Transnordestina. Muito em breve teremos boas notícias para dar para a população dos três estados, Piauí, Pernambuco e Ceará, de uma solução para aquela obra.”


https://spagora.com.br/radares-em-tuneis-comecam-a-multar-nesta-segunda/sao-paulo/

Greve dos Caminhoneiros está marcada para amanhã

(Arquivo/Tomaz Silva/Agência Brasil)


Está prevista para amanhã (16) uma nova greve dos caminhoneiros, segundo informa a coluna Painel S/A, da Folha de S. Paulo. A articulação vem sendo feita pelas redes sociais, mas é vista com desconfiança pelo governo e por algumas entidades que representam a categoria, apesar de a manifestação desta segunda-feira contar com o apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Durante a semana passada, o Ministro de Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas disse que “são atos isolados e que buscam outros interesses, com cunho político partidário. Não têm nada a ver com o pleito da categoria. Não teve adesão e não terá adesão”, publicou o jornal Correio Braziliense.

A informação de greve tem partido de lideranças regionais da categoria, contra a política de preços dos combustíveis e a favor de valores justos na tabela do frete. Apesar disso, a greve ainda provoca incertezas, já que as maiores entidades que representam os caminhoneiros não manifestaram apoio ao movimento, como é o caso da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA).

Alexandre de Moraes: multas a caminhoneiros não podem ser perdoadas

André Richter/Agência Brasil

Caminhões parados na BR 101, em Niterói-Manilha, na altura de Itaboraí, no Rio de Janeiro, durante greve este ano (Thomaz Silva/Agência Brasil)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes disse hoje (20) que não podem ser perdoadas as multas aplicadas às transportadoras que não cumpriram a ordem de desbloqueio imediato das rodovias durante a paralisação dos caminhoneiros, em maio.

O ministro, que é o relator das ações que tratam do assunto, participou de uma audiência pública convocada por ele para embasar sua decisão de mérito das ações nas quais a Advocacia-Geral da União (AGU) obteve liminar para multar as empresas de comércio e de transporte que não liberaram o trânsito nas rodovias do país durante a greve. Em maio, ao atender a AGU, Moraes determinou o pagamento de R$ 715 milhões em multas.

Em entrevista à imprensa após a reunião, Moraes disse que as multas não podem ser perdoadas. “De forma alguma. Quem obstruiu e foi multado tem sua responsabilidade. Eu salientei desde o início da reunião. Isso será analisado em cada impugnação. Há empresas que fizeram impugnações dizendo, por exemplo, que aquele caminhão é alugado a terceiros. Isso vai ser analisado. O importante é conscientizar todo o setor de transporte de carga, todo o setor de transporte rodoviário, que é direito deles a greve, a liberdade de reunião, a liberdade de expressão, de manifestação, mas sempre respeitando o direito de toda a sociedade”, afirmou.

Brasília - O ministro da Justica, Alexandre Moraes e a secretária Especial de Direitos Humanos, Flávia Piovesan entregam o Prêmio Direitos Humanos 2016 (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Ministro Alexandre de Moraes, do STF, diz que não é possível perdoar multas de caminhoneiros que participaram de greve
(Arquivo/Agência Brasil)

Além de recorrer ao STF para tentar evitar o pagamento das multas, as empresas aguardam uma reunião com a AGU, que deve ocorrer na semana que vem, para abrir algum tipo de negociação para o pagamento.

Durante a audiência pública, uma das entidades que se manifestou a favor do setor foi a Confederação Nacional do Transporte (CNT). Segundo Sérgio Antônio Ferreira Victor, representante da confederação, a maioria das empresas não tinha interesse na greve e foi surpreendida pela paralisação.

“Não excluo a possibilidade de algumas empresas terem se envolvido na paralisação, mas, certamente, a maior parte das empresas não estava ali envolvidas propositalmente, mas se surpreenderam e se viram envolvidas nessa situação bastante complicada. Os caminhões ficaram travados no acostamento das rodovias, não tinham como sair, muitos sofrendo ameaças de apedrejamento e corte de mangueiras de ar”, argumentou.

Após a aplicação das multas, as empresas recorreram ao STF e as petições de cada caso serão analisadas pelo ministro. A data de julgamento ainda não foi definida.