Eva Wilma morre de câncer aos 87 anos, em São Paulo

Eva Wilma morre aos 87 anos, em São Paulo

Morreu neste sábado (15) a atriz Eva Wilma, aos 87 anos. Ela enfrentava um câncer de ovário que motivou quadro de insuficiência respiratória.

Eva Wilma estava internada na UTI do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, desde 15 de abril para tratar problemas no coração e nos rins.

Bailarina desde criança, Eva Wilma entrou para o mundo da atuação aos 18 anos, quando recebeu proposta para fazer filmes e participar do Teatro de Arena. Estreou na televisão em 1953, no seriado ‘Alô, Doçura’. Em seguida, atuou em novelas como ‘Meu Pé de Laranja Lima’ e ‘Mulheres de Areia’. Seu último trabalho nas telinhas foi na novela ‘O Tempo Não Para’, de 2019.

*Com informações da Tv Cultura

Hospital Albert Einstein tem fila de espera por atendimento, diz jornal

(Arquivo/Rovena Rosa/Agência Brasil)

O Hospital Albert Einstein, de São Paulo, vive um impacto provocado pela nova onda de Covid-19. Segundo a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, a unidade particular atingiu hoje (26) ocupação máxima, com 104% dos leitos ocupados. O número revela que o hospital tem fila de espera por atendimento.

Ainda segundo a reportagem, o hospital trabalha para que esta fila seja atendida em breve, com altas hospitalares de pacientes que ainda estão internados. A Folha cita ainda que a unidade tem 141 doentes com covid-19 em tratamento. Em janeiro, após as festas de fim de ano, o Einstein registrou recorde de internações, com 155 pacientes.

Hospital Albert Einstein vai testar vacina Covaxin, da Índia

O Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa do Hospital Albert Einstein deve começar em março, por um período de 45 a 90 dias, o teste da fase 3 da vacina Covaxin, com previsão para o resultado em maio. Serão em torno de 3 mil voluntários testados em cinco centros de referência. A vacina é desenvolvida na Índia pelo laboratório Bharat Biotech.

De acordo com a imunologista e pesquisadora do instituto Glaucia Vespa, a Coxavin é uma vacina de vírus inteiro inativado e apresenta efeitos colaterais comuns. “Os efeitos colaterais serão determinados no estudo clínico de fase 3. Os dados observados até agora indicam que a vacina é bem tolerada e segura, apresentando apenas efeitos colaterais comuns às vacinas inativadas utilizadas rotineiramente”.

Os locais em que a vacina será testada ainda não foram determinados. “Estamos em processo de finalização de contrato com cinco centros de referência pelo Brasil. Serão 3 mil voluntários, com inclusão competitiva. Ou seja, vai depender da seletividade no processo de recrutamento e inclusão dos centros”, disse. 

Os voluntários não precisam ser profissionais de saúde, apenas maiores de 18 anos de idade, sem histórico da covid-19. Serão aplicadas duas doses da vacina, com intervalo de 28 dias.

Mesmo com a decisão de ontem (3) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de não exigir estudos da fase 3 em andamento no Brasil para autorização emergencial no país, a pesquisadora Glaucia Vespa disse que o objetivo do instituto é consolidar o país como referência no segmento, além de aumentar o acesso às vacinas. 

“O Einstein acredita que a realização de estudos clínicos com vacinas candidatas confere maior expertise aos centros de pesquisas clínicas brasileiros, consolidando o país como referência no segmento, e apresenta vantagens aos participantes, que receberão a vacina imediatamente após a conclusão pela sua eficácia. Além de aumentar o acesso à vacinas nesse momento pandêmico tão crítico para a população”, disse a pesquisadora.

Por Ludmilla Souza – Repórter da Agência Brasil 

Após cirurgia, Bolsonaro passa bem

(Arquivo/Rahel Patrasso/Reprodução)

Após passar por cirurgia para retirada de cálculo na bexiga, o presidente Jair Bolsonaro está clinicamente estável, sem febre e sem dor. A intervenção foi realizada na manhã de hoje (25) no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

De acordo com o boletim médico, o cálculo foi totalmente removido. O procedimento, cistolitotripsia endoscópica a laser, foi realizado sem intercorrências e teve duração de uma hora e meia. O boletim é assinado pelo cardiologista Leandro Santini Echenique, pelo urologista Leonardo Lima Borges e pelo diretor-superintendente do hospital Miguel Cendoroglo.

Bolsonaro foi diagnosticado com cálculo no fim de agosto, após ser submetido a ultrassonografia no departamento médico do Palácio do Planalto.

Por Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil 

Erro em testes de jogadores faz Procon-SP notificar Albert Einstein

A Fundação Procon de São Paulo informou nesta quarta-feira (5) que, na terça-feira (4), notificou o Hospital Albert Einstein sobre resultados de testes de PCR para o novo coronavírus (covid-19) realizados em jogadores e membros da comissão técnica do Red Bull Bragantino, no último dia 27 de julho. Erroneamente, 23 dos exames deram positivo.

O resultado correto, com 100% dos casos negativos, só foi confirmado após dois dias,  e poucas horas antes do jogo contra o Corinthians, pelas quartas de final do Campeonato Paulista. No intervalo entre os exames, o time de Bragança Paulista (SP) chegou a levar os jogadores a outros dois laboratórios para realizarem novos testes. Todos testaram negativo.

Segundo o hospital, em nota assinada em conjunto com Federação Paulista de Futebol (FPF) e o próprio Bragantino, foram identificados dois lotes de reagentes importados (primers) com instabilidade de funcionamento, “provavelmente os responsáveis pela divergência”. Ainda de acordo com o comunicado, “a fabricante, uma empresa internacional, foi imediatamente notificada sobre a ocorrência e os lotes com desempenho atípico foram retirados da rotina de exames do laboratório”.

O texto ainda informa que o hospital reprocessou os lotes de testes feitos com os primers, identificando “44 divergências adicionais” e comunicando o resultado aos pacientes. Por fim, a nota diz que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foi comunicada da ocorrência.

À Agência Brasil, a assessoria de imprensa do hospital confirmou o recebimento da notificação e disse que responderá à fundação “no prazo previsto”. O Procon aguarda uma posição em até 72 horas e questiona:

– qual a empresa responsável pela elaboração e aplicação dos referidos testes;

– o motivo que levou ao diagnóstico equivocado;

– se há probabilidade de ocorrerem novos erros em diagnósticos decorrentes destes testes;

– os tipos de testes para detecção de coronavírus disponíveis no hospital;

– se, além do registro na Anvisa, os testes foram avaliados no Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) ou entidade equiparada;

– se os testes foram submetidos a algum outro mecanismo de controle de segurança, qualidade e eficácia;

– os critérios utilizados para a seleção e escolha dos testes que serão ofertados em detrimento de outros;

– a origem dos reagentes utilizados para os testes;

– as medidas adotadas pelo hospital diante da divergência encontrada;

– quantos pacientes efetuaram testes com a utilização do reagente que apresentou divergência;

– as providências tomadas quanto aos usuários dos reagentes que podem ter recebido resultados incorretos;

– se, além dos problemas com os reagentes utilizados, outros fatores podem causar divergências nos resultados.

O Einstein é quem tem conduzido os testes da covid-19 dos participantes do Campeonato Paulista desde a retomada da competição. A FPF anunciou que antes do segundo jogo da final do Estadual, entre Palmeiras e Corinthians, no sábado (8), às 16h30 (de Brasília), atletas e comissões técnicas de ambas as equipes realizarão novos exames no hospital.

Por Lincoln Chaves – Repórter da TV Brasil e Rádio Nacional 

Hospital de SP cria exame de Covid-19 em larga escala

(Rahel Patrasso/Reprodução)

startup Varstation, plataforma do Hospital Israelita Albert Einstein, desenvolveu um exame genético para detecção em larga escala do novo coronavírus. A técnica é capaz de analisar até 16 vezes mais amostras, uma opção viável para realização de testagem em massa.

A técnica utilizada, que tem como vantagem não apresentar casos de falso-positivo, consiste na leitura de pequenos fragmentos de DNA para identificação de doenças ou mutações genéticas. Os pesquisadores adaptaram o método para detecção de RNA, presente na covid-19.

A coleta de amostras, retiradas do laboratório no Hospital Albert Einstein, foi feita com cotonetes estéreis (chamados de swab) colocados em contato com a região nasal ou com a saliva do paciente. Posteriormente, a amostra foi preparada seguindo protocolos; e a análise dos resultados ocorreu numa plataforma de bioinformática. O resultado, de acordo com o estudo, fica pronto em até três dias.

Atualmente, os exames sorológicos (testes rápidos) usados no país detectam anticorpos produzidos pelo organismo cerca de 14 dias após a contaminação. A taxa de falsos-negativos chega a 30%. O novo teste, por sua vez, é capaz de identificar a presença do coronavírus no corpo do paciente desde o primeiro dia de infecção. Segundo os pesquisadores, a previsão é que a novidade chegue aos hospitais até o início de junho.

Por Fernanda Cruz – Repórter da Agência Brasil 

Tecnologia criada em SP mede a febre a distância

Tecnologia de inteligência artificial desenvolvida por empresa paulista apoiada pelo PIPE-FAPESP está sendo utilizada no Hospital Israelita Albert Einstein com o objetivo de diminuir risco de contágio do novo coronavírus (Hoobox/via Agência Fapesp)

Os pacientes que chegam ao Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, têm a temperatura medida automaticamente a distância por um sistema de visão computacional instalado em um totem próximo à recepção.

Composto por uma câmera termográfica e algoritmos de reconhecimento facial, o sistema escaneia o rosto e mede a temperatura de forma automatizada. Ao detectar que o paciente está com febre – um dos sintomas da COVID-19 –, a tecnologia de inteligência artificial envia um alerta por smartphone para a equipe de enfermagem de plantão dar início rapidamente ao protocolo de triagem e isolamento, de modo a evitar a possibilidade de contágio do vírus SARS-CoV-2 no ambiente hospitalar.

Batizado de Fevver (em alusão à palavra febre, em inglês, grafada com duas letras v), o sistema foi desenvolvido conjuntamente por duas startups paulistas de inteligência artificial – a Hoobox e a Radsquare, alocadas na incubadora de startups do Hospital Albert Einstein, a Eretz.bio. A Hoobox é apoiada pelo Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE).



“Sabíamos que se juntássemos as tecnologias que desenvolvemos conseguiríamos detectar febre com alta precisão”, diz à Agência FAPESP Paulo Gurgel Pinheiro, CEO da Hoobox.

Atualmente em fase de escalonamento, o Fevver é baseado em uma tecnologia de detecção de faces desenvolvida pela Hoobox por meio de um projeto apoiado pelo PIPE-FAPESP.

Para detectar febre, em uma primeira etapa a tecnologia identifica o rosto e extrai pontos dos cantos ao redor dos olhos com alta precisão, descartando ruídos fisiológicos, como o suor.

Por meio de uma tecnologia de análise de detecção térmica de radiação de energia infravermelha (termografia), desenvolvida pela Radsquare, é medida a temperatura dos cantos dos olhos, onde estão localizados os canais lacrimais.

“Como são estruturas sem cobertura epidérmica [de pele], têm umidade relativamente estável e são vascularmente muito próximas do cérebro – onde é realizado o controle térmico corporal –, os dutos lacrimais são os locais ideais para avaliar a temperatura corporal por termografia”, explica Felipe Brunetto Tancredi, CSO da Radsquare, que teve apoio da FAPESP num projeto de pesquisa sobre imagens por ressonância magnética.

Se detectado que o paciente está com febre, o sistema tira uma foto e gera uma notificação para a equipe de enfermagem ou da recepção do hospital identificá-lo facilmente.

“O sistema permite detectar febre de um grande número de pacientes de forma muito mais rápida do que os métodos convencionais e sem a necessidade de um operador”, compara Pinheiro.

“Isso é especialmente importante em uma situação de pandemia de COVID-19, como a que estamos vivendo, em que muitos pacientes com sintomas da doença precisam ser atendidos ao mesmo tempo”, avalia.

Em razão dos resultados alcançados, o sistema será instalado também em outros setores do Hospital Albert Einstein com o objetivo de medir a temperatura de visitantes e funcionários da instituição.

“Essa tecnologia é extremamente útil para fazer triagem de forma muito rápida e direcionar pessoas que estão com febre e eventualmente com COVID-19 para um local adequado. Isso aumenta a segurança não só dos pacientes, mas dos funcionários do hospital”, diz José Cláudio Cyrineu Terra, diretor de inovação do Hospital Albert Einstein.

A ideia dos pesquisadores é que o sistema também possa ser utilizado em hospitais de campanha que começaram a funcionar nos últimos dias em diferentes regiões do país e em hospitais da rede pública de saúde.

A maior demanda pelo sistema, contudo, tem vindo de indústrias interessadas em monitorar a temperatura de funcionários com o objetivo de diminuir o risco de transmissão do vírus no ambiente de trabalho.

“Nosso desafio, agora, é tornar a tecnologia altamente escalável de modo que possa ter aplicação em vários setores”, afirma Pinheiro.

Por Elton Alisson, da Agência FAPESP