Hospital de Campanha de Itaquáquecetuba começa a funcionar

(Gov. do Estado de SP)

Começou a funcionar hoje (22) o hospital de campanha de Itaquaquecetuba, na região metropolitana da capital. A unidade municipal receberá investimentos de R$ 2,68 milhões do Governo do Estado e atenderá pacientes com COVID-19 de municípios da região do Alto Tietê.

“Vamos ter um total de 170 profissionais de saúde, enfermeiras, médicos e fisioterapeutas que estarão neste hospital de campanha de Itaquá”, comentou João Doria, governador de São Paulo, que visitou o local ontem (21).

O hospital foi instalado no ginásio municipal Sumiyoshi Nakahadara. O pleno funcionamento da unidade prevê 20 leitos de enfermaria e 40 vagas de suporte ventilatório. Com atendimento 24 horas, a unidade vai funcionar em um espaço de 540 m² com farmácia, laboratório, dois ambulatórios médicos, setor de radiografia, aparelho de diálise e tomógrafo.

Os recursos do Governo do Estado vão custear os próximos 90 dias de funcionamento do hospital e devem ser pagos em três parcelas. A Prefeitura de Itaquaquecetuba investiu R$ 1,5 milhão para a instalação da unidade.

“Este é mais um investimento da Saúde do Alto Tietê. Neste ano, reforçamos a assistência aos pacientes de COVID-19 na região com a ampliação de leitos nos hospitais estaduais localizados nas cidades de Guarulhos, Mogi das Cruzes, Suzano, Ferraz de Vasconcelos e Itaquaquecetuba”, afirmou o Secretário de Estado da Saúde Jean Gorinchteyn.

Inauguração do Hospital de Campanha de Itaquaquecetuba,

O Governo do Estado tem 12 hospitais de campanhas próprios para garantir a assistência nesta segunda onda da pandemia.

Duas unidades foram instaladas na capital: Hospital São José, na zona norte, e Santa Cecília, na região central. Outras seis unidades entraram em operação nos AMEs (Ambulatórios Médicos de Especialidades) de Andradina, Barretos, Botucatu, Campinas, Sorocaba e Itapeva.

O Governo do Estado também reativou o hospital de campanha de Heliópolis, na zona sul da capital, e converteu o AME de Franca. Também estão em funcionamento as unidades no Hospital Estadual de Bebedouro e em Bauru.

*Com Gov. do Estado de SP

Hospital de campanha de Santo André completa um ano

(Pref. de Santo André)

O primeiro hospital de campanha instalado em Santo André completa nesta semana um ano de funcionamento. O Complexo Esportivo Pedro Dell’Antonia, reconhecido pela realização de grandes partidas de basquete e vôlei, abriga desde 15 de abril de 2020 uma estrutura montada com o objetivo de garantir assistência aos pacientes com Covid-19.

“O Hospital de Campanha Pedro Dell’Antonia já salvou a vida de 7.406 andreenses em um ano de operação. São pessoas que superaram a doença e puderam voltar para as suas famílias. Esta estrutura nos garantiu capacidade para resistir ao pior momento da pandemia, sem que a nossa gente ficasse sem atendimento médico. Uma marca que nos coloca como referência mundial no cuidado com as pessoas. Nossas equipes também se diferenciam pela humanização e atenção, um trabalho incansável por salvar vidas”, destaca o prefeito Paulo Serra.

Desde sua inauguração, em 15 de abril do ano passado, o hospital de campanha trabalha como retaguarda do serviço público de saúde. O local, que atualmente conta com 190 leitos, sendo 30 de UTI, foi preparado para acolher pacientes leves e moderados e, na condição de agravamento dos casos, garantir o tratamento em leitos de UTI completos.

O espaço recebe munícipes encaminhados dos hospitais municipais ou das Unidades de Pronto Antendimento (UPAs). As três primeiras pacientes foram transferidas para o Dell’Antonia em 17 de abril de 2020, uma sexta-feira, dois dias após a inauguração.

A aposentada Hilda dos Santos, de 70 anos, foi a segunda a ser atendida no local. “Eu pensei que ia morrer, até chamei meus filhos do interior para se despedirem de mim. Fui na UPA Perimetral e, quando fiz a tomografia, o médico viu que o meu pulmão estava comprometido. Fui transferida para o hospital de campanha, onde fiquei oito dias. Quando cheguei, chorei muito, mas não pensava em morte, só em Deus para me curar e eu poder cuidar dos meus sete filhos”, lembra.

Para Hilda, a atuação da equipe da saúde foi fundamental para sua recuperação. “Os profissionais do hospital de campanha trataram muito bem de mim. Hoje, estou me cuidando, passei com pneumologista, com cardiologista e estou bem. Tenho muito a agradecer. Já tomei a primeira dose da vacina e agora estou esperando a segunda”, comemora.

Danielle da Silva Máximo, de 28 anos, foi a quinta paciente a dar entrada no Dell’Antonia. “Eu apresentei alguns sintomas no dia 9 de abril de 2020. No dia 13, tive muita tosse e fui até a Policlínica do Parque Novo Oratório, de onde me encaminharam para a UPA Bangu e depois para o hospital de campanha com mais de 50% do pulmão comprometido. Foi muito difícil ficar longe da minha família, tenho um filho pequeno e tive que controlar muito a minha cabeça para me manter bem”, conta.

A munícipe explica que tem problema de ansiedade e que o apoio psicológico dentro do hospital de campanha foi importante. “Eu agradeço toda equipe pois o tratamento foi muito diferente. No dia que eu soube que eu ia ter alta foi um momento maravilhoso, vi meu filho e fiquei com a minha família. Infelizmente, fiquei com sequelas, hoje faço uso de bombinha, tenho falta de ar. Não tenho mais resistência para fazer atividade física, mas estou bem apesar disso. Eu nasci de novo depois da Covid e passei a valorizar cada momento”, ressalta.

Humanização

Desde a abertura do espaço, a Prefeitura de Santo André promove iniciativas para humanizar o atendimento aos munícipes internados no hospital de campanha do Complexo Esportivo Pedro Dell’Antonia.

As ferramentas tecnológicas se tornaram grandes aliadas para aproximar pacientes e familiares. A equipe multiprofissional realiza diariante as visitas humanizadas, que são feitas por videochamada, com duração de aproximadamente 20 minutos cada.

“Durante a visita, o paciente consegue falar com a família e matar um pouco da saudade. Tem feito um bem tremendo e é uma hora muito esperada por eles”, explica o superintendente dos hospitais de campanha de Santo André, Victor Chiavegato.

Além disso, houve adesão do uso de crachás com fotos que mostram os profissionais de saúde que atuam no local sorrindo. Isso porque os trabalhadores precisam utilizar uma paramentação especial composta, na maioria das vezes, por touca, óculos, máscara, viseira, avental, luva e propé, o que acaba dificultando a identificação pelo paciente.

Morador da Vila Vitória, Anderson Bernardo dos Santos, de 28 anos, ficou 18 dias em atendimento no Hospital de Campanha Pedro Dell’Antonia. O munícipe recebeu alta na última segunda-feira (12) e elogiou os profissionais que o acompanharam durante a internação.

“Gostei muito do tratamento dos médicos, o Dr. (José Roberto) Dente passa muita segurança, principalmente na forma de falar e explicar o nosso quadro clínico. Também gostei muito dos enfermeiros. Fui muito bem tratado, me passaram muito carinho e até anotei o nome de alguns porque quero fazer uma carta de agradecimento para eles”, pontua.

Professor de educação física, Anderson relembra os sintomas quando chegou ao hospital de campanha. “Primeiro senti febre e cansaço. Entrei com 50% de comprometimento pulmonar, depois tive derrame bilateral nos pulmões e contraí três tipos de pneumonia. Os médicos e enfermeiros cuidaram de mim e hoje estou zerado”, comemora.

Atendimento

A Prefeitura de Santo André instalou no Hospital de Campanha Pedro Dell’Antonia um completo serviço de apoio diagnóstico e terapêutico para acolher e tratar os pacientes, com laboratório de análises clínicas e exames de imagem (raio-x e tomografia).

O município selecionou e contratou uma equipe multidisciplinar, composta por médicos clínicos, intensivistas, infectologistas, enfermeiros, técnicos de enfermagem, nutricionistas, assistentes sociais, psicólogos e fisioterapeutas, que contam ainda com o apoio assistencial de médicos especialistas da rede de saúde de Santo André, como cardiologistas, neurocirurgiões, proctologistas, anestesistas e vasculares.

Leitos exclusivos para Covid-19 – Por causa das medidas adotadas pela Prefeitura desde o início da pandemia, Santo André é hoje uma das cidades mais bem preparadas para enfrentar a doença e preservar vidas. Sob gestão municipal, há 560 leitos destinados exclusivamente à Covid-19, sendo 182 de UTI.

Em pleno funcionamento, além do Hospital de Campanha Pedro Dell’Antonia, Santo André conta com mais um hospital de campanha, na Universidade Federal do ABC (UFABC), com 180 leitos de enfermaria e 10 de UTI.

O Estádio Municipal Bruno José Daniel também já funcionou como hospital de campanha, com 120 leitos, auxiliando o sistema municipal de saúde. Após a desativação do espaço, toda sua estrutura (leitos e equipamentos) foi absorvida pelo Centro Hospitalar Municipal Dr. Newton da Costa Brandão (CHM) e Hospital da Mulher, sem prejuízo no atendimento à população.

Estrutura

Para a instalação dos hospitais de campanha em Santo André, optou-se pelo aproveitamento de infraestruturas existentes, com as devidas adequações, já que não eram espaços construídos com o objetivo de atendimento hospitalar. Com tais medidas, a cidade ampliou sua capacidade hospitalar com novos leitos de enfermaria e UTI para atendimento de pacientes com Covid-19.

“Essas opções objetivavam garantir agilidade na viabilização dos hospitais de campanha, redução de custos, localizações estratégicas de mobilidade para o atendimento aos cidadãos, além de instalações que propiciassem maior conforto aos pacientes e profissionais de saúde, como disponibilidade de espaços para descanso, refeitório, cozinha industrial, estacionamento e instalações sanitárias com chuveiros para higienização pessoal e ainda espaços para apoio administrativo. Os espaços escolhidos atenderam esses requisitos satisfatoriamente”, enfatiza o secretário de Saúde, Márcio Chaves Pires.

Para estruturar os hospitais de campanha foram adquiridos equipamentos hospitalares e mobiliário que serão incorporados ao patrimônio da municipalidade e utilizados em unidades do sistema municipal de saúde após a pandemia.

Por Caroline Terzi e Rafaela Mazarin, da Pref. de Santo André

Hospital de Campanha no Centro terá 60 leitos até o fim do mês

Foi inaugurado ontem (13), no Centro de São Paulo, o Hospital de Campanha Santa Cecília, dedicado exclusivamente a casos graves de COVID-19. Com este, segundo o Governo do Estado, chega a 12 os hospitais de campanha ativados para garantir assistência nesta segunda onda da pandemia.

“Temos cerca de 900 profissionais que vão trabalhar neste Hospital de Campanha, entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e funcionários administrativos. O investimento do Governo de São Paulo é de R$ 12 milhões por mês e a implantação ocorre em fases para que os pacientes sejam atendidos de forma adequada nos leitos primários e nos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva)”, disse João Doria, governador do Estado.

O Hospital de Campanha Santa Cecília está sendo ativado gradativamente e terá 60 leitos ainda neste mês de abril, sendo 40 de enfermaria e 20 de UTI. Já está em funcionamento a estrutura de 20 leitos de enfermaria e 10 de UTI.

Outros 122 leitos de UTI e 131 de enfermaria estão em funcionamento nos hospitais de campanha instalados pelo Governo de São Paulo em serviços que passaram por adequações para atender casos da doença.

Desde a segunda quinzena de março, sete unidades entraram em operação: no Hospital São José da Zona Norte da Capital e nos AMEs (Ambulatórios Médicos de Especialidades) de Andradina, Barretos, Botucatu, Campinas, Sorocaba e Itapeva.

O Governo de São Paulo também reativou neste ano o hospital de campanha de Heliópolis, instalado no AME da zona Sul da Capital, que possui 24 leitos de UTI e 20 de enfermaria. Também converteu o AME de Franca, que passou por ampliação e agora opera com 22 leitos de UTI e três de enfermaria.

No Hospital Estadual de Bebedouro são 20 de UTI e 20 de enfermaria. Além disso, em Bauru, o hospital de campanha instalado no prédio da USP funciona com 40 leitos de enfermaria e 10 novos leitos de UTI devem começar a funcionar ainda nesta semana.

Também estão previstos outros seis hospitais de campanha nos AMEs de Assis, Lorena, Dracena, Tupã, Santo André e Santos. Devido à alta demanda por gases medicinais na rede de saúde de todo o país, a instalação dos equipamentos para o fornecimento destes insumos nestas unidades ainda está em fase de conclusão.

Total de leitos de UTI

Em março de 2020, o Governo de São Paulo deu início a uma série de anúncios e medidas para a ampliação do sistema de saúde por conta do novo coronavírus. Em maio do ano passado, o Estado contava com 5.786 leitos de UTI, sendo 1.724 da rede privada e 4.062 da rede pública e filantrópica.

Em março de 2021, após um ano de pandemia, o sistema de saúde paulista teve um aumento de 150%, chegando a 14.414 leitos de UTI COVID-19, sendo 4.340 da rede privada e 10.074 da rede pública e filantrópica.

A ampliação da rede é fruto de análise técnica e planejamento da Secretaria de Estado da Saúde com base no monitoramento do cenário da COVID-19, visando assegurar atendimento igualitário à população.

*Com Inf. Gov. do Estado de SP

Hospital de campanha de Heliópolis é reativado

(Gov. do Estado de SP)

O Governo de São Paulo reativou e já colocou em operação plena o hospital de campanha na estrutura interna do prédio do AME (Ambulatório Médico de Especialidades Barradas), localizado em Heliópolis, na zona Sul da Capital.

O serviço começou a receber pacientes no dia 13 de fevereiro para atendimento a casos graves ou gravíssimos de COVID-19. Possui 24 leitos de UTI e 20 de enfermaria, todos ativos, que já atingiram 85% de ocupação em ambos os setores. Até ontem, houve 61 internações e 22 altas.

No total, mais de 300 profissionais foram contratados para atuar no serviço, entre médicos e profissionais de Enfermagem, Nutrição, Fisioterapia,  setores administrativos e de apoio.

A reativação da estrutura e ampliação da rede é fruto de análise técnica e planejamento da Secretaria de Estado da Saúde com base no monitoramento do cenário da COVID-19, visando assegurar atendimento igualitário à população.

“A retomada deste hospital de campanha é parte do nosso esforço para combater o recrudescimento da pandemia, garantindo estrutura completa para pacientes graves”, afirma o Secretário de Estado da Saúde, Jean Gorinchteyn.

O hospital de campanha não afeta o funcionamento ambulatorial do AME Heliópolis, que segue atendendo pacientes mediante agendamentos. A unidade atende de segunda à sexta-feira, das 7h às 19h e, aos sábados, dedica-se aos atendimentos do programa “Filho que ama leva o pai ao AME”, voltado à saúde do homem.

Por Gov. do Estado de SP

Estado tem 36 hospitais de campanha funcionando

Hospital de Campanha de Guarulhos (Márcio Lino/Prefeitura de Guarulhos)

Dos 65 hospitais de campanha abertos no estado de São Paulo durante a pandemia de covid-19, 36 ainda funcionam, informou a regional do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems-SP). No total, seis hospitais foram postos em atividade pela gestão estadual e os demais, por prefeituras.

Em algumas localidades, foi instalada mais de uma unidade, com administração de mais de uma esfera de governo. Em Campinas, por exemplo, foram inaugurados três hospitais de campanha, sendo dois de gestão municipal e um de coordenação estadual. No município, um dos hospitais, que resultou da adaptação da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Carlos Lourenço, funcionou exclusivamente para internação de pacientes com covid-19 no período de 18 de junho a 30 de agosto, sendo desativada em setembro.

Até esta terça-feira (8), o estado de São Paulo contava 1.296.801 casos confirmados de covid-19 e 43.282 óbitos. Campinas respondia por 38.579 casos, ocupando o segundo lugar na lista, atrás da capital.

Balanço feito na última quarta-feira (9) mostra que o total de casos subiu para 1.306.585. Segundo contagem da prefeitura de Campinas, o município passou a contabilizar 45.296 casos confirmados e 1,4 mil mortes.

Auditoria

De acordo com o Tribunal de Contas de São Paulo (TCE-SP), que realizou uma auditoria para fiscalizar a alocação de recursos durante a crise sanitária, de março a agosto, foram implementados 56 hospitais de campanha para atender o estado. Até o fim de outubro, quando o relatório foi encerrado, foram aplicados R$ 412,8 milhões na manutenção dos hospitais.

Juntas, as unidades analisadas pelo TCE-SP abrigaram 368 leitos de unidade de terapia intensiva (UTII), 1.427 leitos hospitalares de especialidades e 941 de observação.

Ao divulgar o relatório, o tribunal soltou nota na qual demonstra preocupação com a alta dos índices da doença no estado.

No dia 30 de novembro, um dia após o segundo turno das eleições municipais, o governado estadual anunciou o recuo de todas as regiões do estado a uma fase mais restritiva no Plano São Paulo. Conforme explicado na ocasião, a regressão à Fase Amarela vale até 4 de janeiro e implica, entre outras medidas, a retomada de restrições ao horário de funcionamento de estabelecimentos comerciais.

Por Letycia Bond – Repórter da Agência Brasil 

Capital fecha último hospital de campanha

(Arquivo/Edson Lopes Jr./Pref. de São Paulo/via Fotos Públicas)

Com a queda de internações por covid-19 no estado de São Paulo, o governo decidiu fechar, no dia 30 de setembro, o Hospital de Campanha do Ibirapuera, a última instalação desse tipo ainda em funcionamento no estado. O anúncio foi feito hoje (25) pelo governador João Doria.

Os hospitais de campanha são estruturas temporárias criadas para receber pacientes com sintomas de covid-19 [doença provocada pelo novo coronavírus] de baixa e média complexidade, transferidos dos equipamentos de saúde.

O hospital de campanha do Ibirapuera foi instalado no ginásio do Ibirapuera no dia 1º de maio deste ano com 240 leitos de enfermaria e 28 leitos de estabilização (equipados com recursos para tratamento de pacientes mais graves). Segundo o governo paulista, ele atendeu, nos quatro meses em que ficou aberto, 3.189 pacientes com a doença.

No caso do Ibirapuera, a instalação recebia, inicialmente, pacientes de unidades de saúde da capital e da região metropolitana. Mas, com a diminuição de casos do novo coronavírus próximo à capital e o aumento expressivo pelo interior do estado, o hospital de campanha passou a atender pacientes dessas regiões.

Os equipamentos utilizados pelo hospital serão doados para instituições assistenciais e unidades de saúde pública.

Balanço

O estado de São Paulo registra 964.921 casos confirmados do novo coronavírus, com 34.877 mortes. Só nas últimas 24 horas foram registrados 6.681 novos casos e 200 mortes.

Até este momento, 822.453 pessoas já se recuperaram da doença, sendo 105.439 após internação.

Há 3.672 pessoas internadas em estado grave em todo o estado em casos suspeitos ou confirmados do novo coronavírus, além de 4.799 pessoas internadas em enfermarias. A taxa de ocupação de leitos de unidades de terapia intensiva é de 46,3% no estado e de 45,3% na Grande São Paulo, as taxas mais baixas registradas desde o início da pandemia.

Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil 

Hospital de Campanha do Anhembi será fechado

Hospital de Campanha no Anhembi
(Arquivo/Edson Lopes Jr./Pref. de São Paulo/via Fotos Públicas)

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, anunciou hoje (4) o fechamento do hospital de campanha do Anhembi, criado em 11 de abril para tratamento dos casos de baixa ou média complexidade do novo coronavírus.

Segundo o prefeito, há ainda 38 pessoas internadas nesse hospital, mas ele deixou de receber novos pacientes desde ontem (3). Em quase cinco meses de funcionamento, o local atendeu 6.350 pessoas. A previsão da prefeitura é de que ele deixe de funcionar definitivamente em 10 de setembro.

A prefeitura tinha dois hospitais de campanha. O primeiro deles a ser criado foi o do estádio do Pacaembu, fechado em 29 de junho. O hospital de campanha do Pacaembu tinha 200 leitos, sendo 16 deles para estabilização. Por ele passaram 1.493 pacientes. O do Anhembi tinha capacidade para até 1,8 mil leitos de baixa complexidade, mas 929 deles eram de contingência e não chegaram a ser utilizados.

Buffets

Durante entrevista hoje (4) no Palácio dos Bandeirantes, Covas disse ainda que danceterias, buffets e casas de shows que quiserem abrir como bares ou restaurantes na cidade de São Paulo não precisarão solicitar novo alvará de funcionamento. O decreto foi publicado hoje (4) no Diário Oficial do município e atende a um pedido feito por esse setor.

Normalmente, para abrir como bar ou restaurante, esses estabelecimentos precisariam ter um novo alvará de funcionamento. O decreto, no entanto, vai facilitar esse processo.

Esses estabelecimentos estão fechados desde março por conta da pandemia do novo coronavírus, sem previsão de quando poderiam reabrir. Já bares e restaurantes estão funcionando na capital desde 6 de julho.

Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil

Hospital de Campanha do Ibirapuera receberá pacientes de Campinas

O governador de São Paulo, João Doria, disse hoje (8) que o Hospital de Campanha do Ibirapuera vai passar a receber pacientes com novo coronavírus da região de Campinas, no interior paulista.

“A partir de agora ele [o hospital do Ibirapuera] passará a receber, preferencialmente, pacientes da região de Campinas e também de outras regiões do interior do estado de São Paulo para permitir o atendimento correto e efetivo, sem o aumento de custo. Não há necessidade de montar um hospital de campanha em Campinas, por exemplo, se temos um aqui montado, em boas condições e seguindo as regras sanitárias”, disse o governador.

Segundo ele, essa medida vai economizar gastos públicos. “Não há necessidade de gastar dinheiro público para desmontar um hospital e montar um outro em Campinas. É mais barato e mais eficiente providenciar transporte e ambulâncias com UTIs [unidades de terapia intensiva] e abrigar estes pacientes no hospital do complexo do Ibirapuera”, disse Doria. 

O Hospital de Campanha do Ibirapuera foi instalado no Ginásio do Ibirapuera no dia 1º de maio deste ano e tem 240 leitos de enfermaria e 28 leitos de estabilização (equipados com recursos para tratamento de pacientes mais graves) para tratamento de pacientes com o novo coronavírus.

Os hospitais de campanha recebem pacientes com sintomas de covid-19 de baixa e média complexidade, transferidos dos equipamentos de saúde. No caso do Ibirapuera, ele recebia, até então, pacientes de unidades de saúde da capital e da região metropolitana. Mas, com a diminuição de casos da covid-19 na capital e na região metropolitana – e com o aumento expressivo pelo interior do estado, o hospital do Ibirapuera vai agora ajudar a absorver essa demanda.

Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil 

Hospital de Heliópolis tem 1ª alta de paciente com Covid-19

O Hospital de Campanha de Heliópolis deu alta à sua primeira paciente. A Sra. Laura Virgem da Silva, de 82 anos, esteve presente na história dos primeiros quarenta dias de funcionamento do serviço. Ela voltou para casa curada da COVID-19, ontem (30).

(Divulgação)

A moradora do Parque Grajaú, zona sul da capital, foi internada na unidade no dia 21 de maio. Ela permaneceu na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) por 16 dias e em dez deles esteve entubada. Aposentada e dona de casa, a viúva mora sozinha, mas tem doze filhos e diz que quer aproveitar sua recuperação e reencontrar a família.

Assim como a Sra. Laura, o Hospital de Heliópolis registrou 109 pacientes internados, sendo 22 em UTI, nesta terça-feira (30). O serviço possui infraestrutura completa para garantir atendimento com qualidade e humanização. Os internados têm suporte de uma equipe multiprofissional e atividades focadas no bem-estar emocional.

“A alta de cada paciente é uma conquista para nós. O Hospital de Heliópolis segue cumprindo um importante papel de acolher, assistir os pacientes e oferecer atendimento de alta qualidade a todos”, diz o secretário de Estado da Saúde, José Henrique Germann.

Balanço

Em quarenta dias de funcionamento, o Hospital de Campanha de Heliópolis recebeu 521 pacientes. Desse total, 370 tiveram alta. Dos pacientes atendidos, 42 faleceram devido à gravidade clínica – por contar com leitos de Terapia Intensiva, a unidade recebe também casos mais graves e críticos da COVID-19.

O serviço é referenciado e recebe pacientes encaminhados por serviços de pronto atendimento. A unidade foi inaugurada em 20 de maio. Possui 200 leitos, incluindo 24 de UTI, setor onde a taxa de ocupação varia de 85% a 100%.

*Com informações do Governo do Estado de SP

Hospital de Campanha do Pacaembú será fechado

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, anunciou hoje (26) o fechamento do hospital de campanha do estádio do Pacaembu na próxima segunda-feira (29). O fechamento se deve, segundo o prefeito, porque a taxa de ocupação nos últimos dez dias nos hospitais de campanha da capital está abaixo de 50%. 

Hospital de Campanha no estádio do Pacaembú (Sérgio Souza/Fotos Públicas)

“Desde o dia 1º de junho, a taxa de ocupação dos leitos dos hospitais de campanha e de enfermaria da prefeitura de São Paulo vem caindo. Estamos há quatro semanas em queda nessa taxa. E nos últimos dez dias estamos abaixo dos 50%. Então, isso dá tranquilidade para fechar os 200 leitos do hospital do Pacaembu”, explicou.

Desde que foi criado, o hospital de campanha do Pacaembu atendeu 1.493 pessoas. Ontem (25), apenas 15 pessoas estavam internadas no local. 

Segundo o prefeito, o custo inicial previsto para o hospital do Pacaembu era de R$ 28,6 milhões, incluídos tanto o investimento quanto o custeio. Mas não foi gasto todo esse montante. “Desses R$ 28,6 milhões, o custo final vai ser de R$ 23 milhões”.  

O Hospital Albert Einstein, que administra o hospital de campanha do Pacaembu, de acordo com Bruno Covas, vai doar R$ 7 milhões em equipamentos do espaço para três hospitais municipais da zona leste da capital, região que apresenta a maior mortalidade por coronavírus. 

“O Albert Einstein, a OSS [organização social de saúde] que administrou aquele espaço, vai doar para a prefeitura de São Paulo todos esses equipamentos que lá eles utilizaram”, informou o prefeito. Os equipamentos serão doados para os hospitais das regiões de Itaquera, Cidades Tiradentes e São Miguel.  

O hospital de campanha do Pacaembu foi o primeiro hospital temporário criado na capital para atendimento de casos leves do novo coronavírus (covid-19) e foi inaugurado no dia 6 de abril, com 200 leitos, sendo 16 deles de estabilização. Além dele, a prefeitura também criou o hospital de campanha do Anhembi,  com capacidade para até 1,8 mil leitos de baixa complexidade.

Até ontem (25), a cidade de São Paulo tinha 142.750 casos confirmados do novo coronavírus, com 5.241 óbitos. A taxa de ocupação dos leitos de unidades de terapia intensiva (UTI) para tratamento do coronavírus nos hospitais administrados pela prefeitura paulistana é de 57%. Já a taxa de ocupação de leitos de enfermaria nos hospitais estava hoje em 48%.  

“Desde o dia 1º de junho, essa taxa vem diminuindo na cidade de São Paulo e, nos últimos 10 dias, estamos com a taxa abaixo dos 50%”, disse Covas.

Segundo o prefeito, caso ocorra algum aumento no número de casos na capital que necessitem de internação, essas pessoas serão acolhidas pelo hospital de campanha do Anhembi. “Temos 900 leitos no Anhembi que podem ser disponibilizados. São 900 leitos que hoje a prefeitura não paga porque não estão sendo utilizados mas que podem, a qualquer momento, serem utilizados. Temos uma reserva de 900 leitos se necessário”, disse o prefeito.

Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil