Grupo invade Igreja Católica e destrói imagens religiosas

(Reprodução)

Quatro pessoas entraram na Paróquia Nossa Senhora dos Remédios, em Osasco (SP), na noite da última segunda-feira (3) e destruíram imagens religiosas. Entre elas, as imagens de Nossa Senhora dos Remédios, Nosso Senhor dos Passos, Santa Cecília, Sagrado Coração de Jesus e Santo Ubaldo. O grupo também depredou banheiros e quebrou vasos de flores. 

A paróquia comunicou o ocorrido por meio de uma publicação assinada por um padre, em sua página no Facebook. “Não tem como expressar a dor que a gente sente, mas tenho certeza de que a IGREJA VIVA, essa não foi destruída, pelo contrário, sairá mais fortalecida. Com a fé em Deus, a intercessão de Nossa Senhora e a dedicação de todos, vamos reconstruir e deixar nossa igreja melhor.”

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, “as equipes iniciaram buscas na região para localizar os autores do crime e o representante da igreja foi orientado a realizar o registro de boletim de ocorrência.”

Por TV Cultura

Papa Francisco e Bento 16 são vacinados contra covid-19

Papa Francisco e Bento 16 (Vatican News/Reprodução)

O papa Francisco, de 84 anos, e o papa emérito Bento 16, de 93, foram vacinados contra a covid-19, informou nesta quinta-feira (14/01) o Vaticano.

“Hoje podemos confirmar que a primeira dose da vacina foi fornecida ao papa Francisco e ao papa emérito como parte da campanha de vacinação iniciada no Vaticano”, explicou o porta-voz da Santa Sé Matteo Bruni.

Francisco recebeu a primeira dose da vacina da Pfizer-Biontech no pátio do Salão Paulo 6º, local preparado para a campanha de vacinação, e receberá a segunda dose em três semanas, assim como Bento 16. Ambos estão na lista de prioridades que inclui os idosos e profissionais da saúde e segurança do Vaticano.

A campanha de vacinação na cidade-Estado teve início nesta quarta-feira, e deve imunizar seus pouco mais de 800 habitantes e cerca de 3 mil funcionários. O Vaticano não divulgou imagens da vacina sendo aplicada nos dois papas.

A Direção de Saúde e Higiene da Cidade do Vaticano informou que cerca de 10 mil vacinas foram reservadas junto aos fornecedores. As primeiras doses chegaram na última terça-feira.

“Todos têm que ser vacinados”, diz o pontífice

Os menores de 18 anos não serão vacinados porque “ainda não foram realizados estudos que incluam esta faixa etária”. No caso de pessoas com alergias, os médicos do Vaticano afirmaram que “é sempre aconselhável uma avaliação médica antes de se submeterem a qualquer tipo de vacinação”.

Em uma entrevista recente à emissora italiana Mediaset, o papa Francisco já havia dito que iria se vacinar e saiu em defesa das campanhas de imunização contra o coronavírus.

“Acredito que, do ponto de vista ético, todos têm que ser vacinados, porque diz respeito à sua vida, mas também a dos outros”, disse Francisco. O papa disse ainda que há um incompreensível “negacionismo suicida” sobre a eficácia da vacina.

“Não sei por que alguns dizem ‘não, a vacina é perigosa’, mas se os médicos a apresentam como algo que pode ser bom, que não apresenta riscos particulares, por que não nos vacinarmos?”, observou o pontífice.

Por Deutsche Welle

RC/lusa/efe

Mundo precisa de “vacina para o coração”, diz Papa

(Vatican News/Reprodução)

O Papa Francisco disse hoje que 2021 será “um bom ano” se as pessoas cuidarem umas das outras e salientou que, além de uma vacina contra o coronavírus, o mundo precisa de uma “vacina para o coração”.

“Não é bom conhecer muitas pessoas e muitas coisas se não tomarmos conta delas. Este ano, enquanto esperamos pela recuperação e novos tratamentos, não negligenciemos os cuidados. Porque, além da vacina para o corpo, precisamos da vacina para o coração, que é o cuidado. Será um bom ano se cuidarmos dos outros”, disse.

As palavras do Papa foram lidas numa homilia pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, durante a Missa de Ano Novo, dedicada à “solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus”, que foi celebrada hoje no Vaticano.

O Papa Francisco foi impedido de presidir a esta missa e também às vésperas de 31 de dezembro de 2020, por causa de uma dor ciática, segundo o porta-voz da Santa Sé, Matteo Bruni.

Jorge Bergoglio deixou, no entanto, a homilia escrita para que o Cardeal Parolin pudesse ler as suas palavras aos poucos participantes e meios de comunicação social que puderam estar na Basílica de São Pedro, no Vaticano, devido às medidas preventivas para evitar a propagação do coronavírus.

A missa foi celebrada sem os fiéis e numa basílica vazia.

O Papa enfatizou três palavras – bênção, nascimento e encontro – , e salientou o papel da Virgem Maria, neste dia em que a Igreja Católica também celebra o 54.º Dia Mundial da Paz, este ano sob o lema “A cultura do cuidado como caminho para a paz”.

“Não estamos no mundo para morrer, mas para gerar vida”, disse o Papa, acrescentando: “O primeiro passo para dar vida ao que nos rodeia é amá-la dentro de nós próprios.

Sublinhou a importância de “educar o coração para cuidar, para valorizar as pessoas e as coisas”, para que as sociedades cuidem dos outros e do mundo.

Considerou que “o mundo está seriamente contaminado por dizer coisas más e por pensar mal dos outros, da sociedade, de si próprios”, e assegurou que “a maldição corrompe, faz tudo degenerar” e que “a bênção regenera, dá força para recomeçar”.

No final da homilia, Francisco perguntou-se a si próprio o que as pessoas deveriam encontrar no início de 2021 e respondeu: “Seria bonito encontrar tempo para alguém. O tempo é uma riqueza que todos temos, mas da qual temos inveja, pois queremos usá-lo apenas para nós próprios”.

Assim, encorajou as pessoas a dedicarem momentos aos outros, especialmente aos “que estão sós, aos que sofrem, aos que precisam de ser ouvidos e cuidados”.

O calendário das celebrações do Natal do Vaticano continua até 6 de janeiro com a Missa da Epifania do Senhor.

Por RTP

Dia Mundial da Paz: Papa lembra vítimas da pandemia

(Vatican News/Reprodução)

O papa Francisco lembrou (17) hoje as vítimas da pandemia e os que se dedicaram ao cuidado dos doentes, em mensagem pelo Dia Mundial da Paz, e pede que as vacinas cheguem também aos países mais pobres.

Na mensagem pelo 54º Dia Mundial da Paz 2021 (1º de janeiro) com o título “A cultura do cuidado como percurso para a paz”, divulgada nesta quinta-feira, ele diz que a pandemia agravou outras crises, como a climática, a alimentar, a econômica e a da migração.

“O ano de 2020 ficou marcado pela grande crise sanitária da covid-19, que se transformou num fenômeno plurissetorial e global, agravando fortemente outras crises interrelacionadas como a climática, alimentar, econômica e migratória, e provocando grandes sofrimentos e incómodos”, escreve o papa na mensagem.

Ele lembra ainda os que perderam familiares ou pessoas queridas, os que ficaram sem trabalho e todos os que trabalham na linha da frente.

“Penso, em primeiro lugar, naqueles que perderam um familiar ou uma pessoa querida, mas também em quem ficou sem trabalho. Lembro de modo especial os médicos, enfermeiras e enfermeiros, farmacêuticos, investigadores, voluntários, capelães e funcionários dos hospitais e centros de saúde, que se prodigalizaram – e continuam a fazê-lo -, com grande fadiga e sacrifício, ao ponto de alguns deles morrerem quando procuravam estar perto dos doentes, a fim de aliviar os seus sofrimentos ou salvar-lhes a vida”.

O papa também reitera seu apelo “aos políticos e ao setor privado para que adotem as medidas apropriadas, a fim de garantir o acesso às vacinas contra a covid-19 e às tecnologias essenciais necessárias para prestar assistência aos doentes e aos mais pobres e frágeis “.

Algumas organizações não governamentais assinaram recentemente um documento alertando que “nove em cada dez pessoas em países pobres não terão acesso à vacina contra a covid-19 no próximo ano.”

O texto adverte também para o ressurgimento de várias formas de “nacionalismo, racismo, xenofobia e também guerras e conflitos”, que “semeiam morte e destruição”.

“É doloroso constatar que, infelizmente, junto com numerosos testemunhos de caridade e solidariedade, várias formas de nacionalismo, racismo, xenofobia e mesmo guerras e conflitos que semeiam morte e destruição estão a ganhar novo impulso”.

Francisco propõe na mensagem “a cultura do cuidado como forma de paz” e “a erradicação da cultura da indiferença, da rejeição e do confronto, que hoje costuma prevalecer”.

“Encorajo todos a se tornarem profetas e testemunhas da cultura do cuidado, para preencher tantas desigualdades sociais”, afirma.

Ele destaca que “isso só será possível com o papel generalizado da mulher, na família e em todas as esferas sociais, políticas e institucionais”.

O papa lamenta que “em muitas regiões e comunidades já não se lembrem de uma época em que viviam em paz e segurança” e denuncia o “desperdício de recursos com armas, em particular com armas nucleares” considerando que os recursos deveriam ser utilizados para prioridades a fim de garantir a segurança das pessoas, como a promoção da paz e do desenvolvimento humano integral, a luta contra a pobreza e a satisfação das necessidades de saúde.

“Que decisão corajosa seria criar um fundo global com o dinheiro usado em armas e outras despesas militares para poder derrotar definitivamente a fome e ajudar o desenvolvimento dos países mais pobres!”, defende.

Francisco observa que a educação solidária deve partir da família, “onde se aprende a conviver na relação e no respeito mútuo”, mas lembra que é também missão da escola e da universidade e, da mesma forma, em alguns aspectos, da comunicação social “.

Por outro lado, considera que “as religiões em geral, e os líderes religiosos em particular, podem desempenhar papel insubstituível na transmissão aos fiéis e à sociedade dos valores da solidariedade, do respeito pelas diferenças” e do cuidado com os mais frágeis.

Francisco pede a todos que “alcancem o objetivo de uma educação mais aberta e inclusiva, capaz de escuta paciente, diálogo construtivo e compreensão mútua”.

O Dia Mundial da Paz foi instituído em 1968 pelo papa Paulo VI (1897-1978) e é celebrado no primeiro dia do ano.

Por RTP

“Gays têm direito a ter família, são filhos de Deus”, diz Papa Francisco

(Mazur/Catholic news/Fotos Públicas)

A união de casais homossexuais recebeu a mais explícita aprovação do papa Francisco, a primeira desde que ele se tornou líder da Igreja Católica, em 2013. O endosso foi divulgado em um documentário que estreou nesta quarta-feira (21/10) no Festival de Cinema de Roma.

Em Francesco, o pontífice pede uma “lei de união civil” que permita que pessoas LGBTs “estejam em uma família”.

“Os homossexuais têm direito a ter uma família, são filhos de Deus […]. Ninguém pode ser expulso de uma família, e a vida dessas pessoas não pode se tornar impossível por esse motivo.”

Francisco já havia se pronunciado a favor da união civil entre pessoas do mesmo sexo anteriormente, mas quando servia como arcebispo de Buenos Aires. Na ocasião, ele saudou tais uniões como uma alternativa ao casamento gay, mas se opôs ao casamento em si.

Desde que assumiu a cadeira papal, portanto, esta é a primeira vez em que o pontífice de 83 anos endossa publicamente a união civil homossexual.

“O que temos que fazer é uma lei de união civil. Eles têm o direito de ser cobertos legalmente. Eu defendi isso”, afirma o papa no documentário de duas horas, que trata sobre os sete anos de seu pontificado com depoimentos e entrevistas.

A Igreja Católica perseguiu gays durante grande parte de sua história, e ainda vê a homossexualidade como uma “desordem intrínseca”. A igreja também ensina que atos homossexuais são pecaminosos, mas sua postura moderna prega que ser gay não é um pecado por si só.

O autor jesuíta James Martin, que atua como consultor do Secretariado de Comunicações do Vaticano, elogiou a medida do papa como um “grande passo à frente”.

“Ela está de acordo com sua abordagem pastoral à comunidade LGBT, incluindo católicos LGBT, e envia um forte sinal aos países onde a Igreja se opõe a tais leis”, escreveu ele no Twitter.

Um telefonema do papa

O documentário foi dirigido pelo cineasta Evgeny Afineevsky, um cidadão americano nascido na Rússia e de origem judaica. Além do papa, a produção também é estrelada por outros clérigos, bem como um sobrevivente gay de abuso sexual.

Um dos momentos mais emocionantes do longa detalha a interação entre o papa e um homossexual que, junto com seu companheiro, adotou três filhos.

O homem afirmou ter entregado uma carta a Francisco explicando sua situação, dizendo que ele e seu parceiro queriam criar os filhos como católicos, mas não sabiam como seriam recebidos.

Dias depois, o pontífice teria ligado para o homem dizendo que ficou comovido com a carta e pedindo-lhe que apresentasse as crianças à paróquia local, apesar da possível oposição.

“O fio condutor deste filme é mais sobre nós como seres humanos, que estamos criando desastres todos os dias. E ele [o papa] é quem está nos conectando por meio desses fios”, disse o diretor do filme em uma entrevista.

Afineevsky, que compareceu à audiência geral do Papa no Vaticano na quarta-feira, ganhou o Prêmio Kineo de Humanidade com Francesco. A premiação é voltada a quem promove questões sociais e humanitárias.

IP/afp/ap/rtr

Por Deutsche Welle

Morre irmão de Bento XVI, na Alemanha

Georg Ratzinger, irmão mais velho do Papa Emérito Bento XVI, faleceu aos 96 anos. Encontrava-se em Regensburg, na Alemanha, cidade onde viveu a maior parte da vida. Com a sua morte, Bento XVI perde o único membro da família ainda vivo. Ordenados sacerdotes no mesmo dia, os dois irmãos – um músico e maestro de um famoso coral, o outro teólogo e depois bispo, cardeal e Papa – foram sempre muito unidos.

(RomeReportrs/via A12)

Nascido em Pleiskirchen, Baviera, em 15 de janeiro de 1924, Georg Ratzinger tocava órgão na igreja paroquial desde os 11 anos de idade. Em 1935, entrou no seminário menor de Traunstein, mas, em 1942, entrou para o exército. Capturado em março de 1945, permaneceu prisioneiro em Nápoles durante alguns meses, antes de ser libertado e autorizado a regressar à sua família.

Em 1947, junto com o seu irmão Joseph, entrou no seminário de Herzogliches Georgianum, em Munique. Em 29 de junho de 1951, ambos os irmãos, juntamente com cerca de quarenta outros companheiros, foram ordenados sacerdotes na Catedral de Freising, pelo cardeal Michael von Faulhaber.

Em 22 de agosto de 2008, agradecendo ao prefeito de Castel Gandolfo, que concedeu a Georg a cidadania honorária, Bento XVI disse de seu irmão: 

“Desde o início da minha vida, meu irmão sempre foi para mim não só um companheiro, mas também um guia confiável. Ele foi para mim um ponto de orientação e referência com a clareza e determinação de suas decisões. Ele sempre me mostrou o caminho a seguir, mesmo em situações difíceis”.

Georg Ratzinger era um homem simples e pouco habituado à diplomacia. Por exemplo, nunca escondeu o fato de não ter exultado com a eleição do irmão em abril de 2005: 

“Devo admitir que não esperava – disse ele – e fiquei um pouco decepcionado… Tendo em conta os seus onerosos compromissos, compreendi que a nossa relação teria de ser muito reduzida. Em todo o caso, por detrás da decisão humana dos cardeais está a vontade de Deus, e a ela devemos dizer sim”, disse ele numa entrevista.

*Conteúdo publicado originalmente em A12

Papa: Não se pode ‘fechar os olhos para o racismo’

Papa Francisco durante audiência no Vaticano (Vatican News/Reprodução)

O Papa Francisco se manifestou hoje (3) sobre os protestos contra o racismo nos Estados Unidos. Francisco disse que acompanha “com grande preocupação” as dolorosas desordens depois da “trágica morte do senhor George Floyd”.

“Queridos amigos, não podemos tolerar nem fechar os olhos para qualquer tipo de racismo ou de exclusão e pretender defender a sacralidade de cada vida humana. Ao mesmo tempo, devemos reconhecer que a violência das últimas noites é autodestrutiva e autolesionista. Nada se ganha com a violência e muito se perde.”

O Papa disse que se une à Igreja de São Paulo, em Minneapolis, e de todos os Estados Unidos ao rezar pelo repouso da alma de George Floyd e de todos os outros que perderam a vida por causa do “pecado do racismo”.

O Papa afirma ainda que reza pelo “conforto das famílias e dos amigos e pede a oração de todos pela reconciliação nacional e pela paz que ansiamos”.

(Fotos Públicas/Reprodução)

“Nossa Senhora de Guadalupe, Mãe da América, interceda por todos os que trabalham pela paz e a justiça”.

Esta foi mais uma noite de manifestações no país, na maioria pacíficas, mas com exceções. Em Nova Iorque, foi decretado o toque de recolher até domingo. Nas últimas horas, 40 pessoas foram detidas na cidade.

*Com informações do Vatican News

Papa Francisco reza por profissionais de limpeza

Em missa celebrada neste domingo (17), na capela da Casa Santa Marta, no Vaticano, o papa Francisco lembrou as pessoas que fazem o serviço de limpeza nas casas, nos hospitais e nas ruas.

“Hoje,  a nossa oração é pelas muitas pessoas que limpam os hospitais, as ruas, que esvaziam as lixeiras, que passam pelas casas para recolher o lixo: um trabalho que ninguém vê, mas que é necessário para sobreviver.”

Na homilia, afirmou que na sociedade há guerras, contrastes e insultos porque “falta o Pai: o Espírito Santo ensina o acesso ao Pai que faz de nós irmãos, uma única família, e nos dá a mansidão dos filhos de Deus”.

Fiéis nas igrejas

Em alguns países, as celebrações litúrgicas com a presença dos fiéis foram retomadas; em outros, a possibilidade está sendo considerada.

Na Itália, a partir desta segunda-feira, a missa será celebrada com a presença do povo. “Mas, por favor, continuemos com as normas, as prescrições que nos dão para proteger a saúde de cada um e do povo”, destacou o papa, em referência aos riscos de propagação do novo coronavírus, causador da covid-19.

“Nestes tempos de pandemia em que estamos mais conscientes da importância do cuidado da nossa casa comum, faço votos de que toda a nossa reflexão e compromisso comuns ajudem a criar e fortalecer atitudes construtivas para o cuidado da Criação”, acrescentou Francisco..

Após rezar a oração de Regina Coeli (Rainha do Céu), o pontífice lembrou ainda que amanhã comemora-se o centenário do nascimento de São João Paulo II, em Wadowice, Polônia. “Amanhã de manhã, celebrarei a santa missa, que será transmitida para todo o mundo, no altar onde repousam seus restos mortais. Do Céu, ele continua a interceder pelo povo de Deus e pela paz no mundo”, disse Francisco.

Por Vatican News – Imprensa oficial do Vaticano

Papa sugere anular dívidas de países pobres e prega “contágio de esperança”

Papa Francisco (Vatican News/Reprodução)

O Papa propôs domingo (12) a redução, ou mesmo anulação, da dívida dos países pobres, apelou a um “cessar-fogo mundial e imediato” e ao aligeiramento das sanções internacionais, face à pandemia da covid-19.Na sua mensagem de Páscoa, lida numa basílica de S. Pedro vazia, o Papa Francisco desejou que “sejam aligeiradas as sanções internacionais que impedem os países que as sofrem de proporcionarem um apoio conveniente aos seus cidadãos” e apelou à solidariedade internacional “reduzindo, se não mesmo anulando, a dívida que pesa sobre os orçamentos dos países mais pobres”.

Na mensagem, Francisco apela a um “cessar-fogo mundial e imediato”. 

“Não é tempo de continuar a fabricar e a traficar armas, desperdiçando avultados capitais que deveriam ser utilizados para tratar as pessoas e salvar vidas”, disse o Papa na mensagem difundida em direto.

O chefe da igreja católica pediu ainda à Europa “solidariedade” e “soluções inovadoras” face à pandemia da covid-19.



Francisco dirigiu os seus pensamentos “a todos aqueles que foram atingidos diretamente pelo coronavírus”, aos “doentes, aos que morreram e às famílias”.

Num mundo “oprimido pela pandemia, que coloca uma dura prova à nossa grande família humana”, é preciso responder com o “contágio da esperança”, afirmou.

Por RTP – Emissora Pública de Portugal

Coronavírus faz Igreja Católica adaptar missas de Páscoa

Catedral da Sé, em São Paulo (Paulo Pinto/Fotos Publicas)

As celebrações da Semana Santa, tradição religiosa cristã, sofreram adaptações devido à pandemia do covid-19 em São Paulo. A Missa de Lava-pés, tradicionalmente realizada nesta quinta-feira (9) para representar o momento em que Jesus Cristo lavou os pés de seus discípulos, está suspensa.

O Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, enviou uma carta aos padres com orientações sobre as celebrações da Semana Santa, reforçando as recomendações da Santa Sé para esse período de pandemia. O portal da Arquidioce de São Paulo disponibilizou uma página especial que reúne todas as orientações pastorais e litúrgicas para esse período.

Dom Odilo reforçou o convite a intensificar a preparação para a Páscoa por meio da oração e da caridade e mesmo sem a possibilidade de ir à Igreja, que a Semana Santa seja vivida com profunda fé em família.

Recomendando novamente o povo a seguir as orientações das autoridades para evitar sair de casa para conter a disseminação do covid-19, o Cardeal deu um recado àquelas pessoas que, por não serem consideradas do grupo de risco para desenvolverem a forma grave da doença, pensem que não seja necessário ficarem isoladas:



“Talvez alguém diga: Eu sou forte, para mim não vai haver problema, Eu sou jovem e saudável. Agradeça a Deus, mas pense nas outras pessoas. Você pode estar infectado, pode não sentir nada, mas pode contagiar outras pessoas. Portanto, todos têm que se cuidar para cuidar da vida e da saúde do outro. É tempo de fraternidade, solidariedade e cuidado recíproco”, afirmou durante a missa de terça-feira (7), transmitida da capela de sua casa.

Celebrações online e por rádio

As celebrações do Tríduo Pascal presididas por Dom Odilo serão transmitidas pela rádio 9 de Julho e pelo Facebook. No Domingo de Páscoa, 12, haverá um ato de Consagração da América Latina e do Caribe a Nossa Senhora de Guadalupe, transmitido diretamente do México, por iniciativa do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam).

Páscoa no Vaticano

O Vaticano vai transmitir as celebrações desta Quinta-Feira Santa (9), às 18h, e da Sexta-Feira Santa, também às 18h, pelo YouTube e no Facebook. O Papa Francisco também vai celebrar a missa do domingo de Páscoa (12) às 11h.

Por Ludmilla Souza – Repórter da Agência Brasil