Defesa do Brasil diz que tanques da Venezuela recuaram

Por Pedro Rafael Vilela

(Twitter/Reprodução)

O Ministério da Defesa informou neste domingo (24), por meio de nota, que intercedeu para que incidentes, na linha de fronteira, envolvendo venezuelanos e a Guarda Nacional Bolivariana, não voltem a se repetir. Uma das medidas negociadas foi a retirada de tanques das forças militares do país vizinho que estavam posicionados em uma barreira do lado venezuelano da fronteira.

“Os veículos antidistúrbios, que estavam na barreira montada no país vizinho, recuaram imediatamente. Militares brasileiros e venezuelanos negociaram, no local, e foi entendida a inconveniência da presença desse tipo de aparato militar. No lado brasileiro, o controle dos acolhidos foi reforçado para evitar novos confrontos”, informou a pasta. 

O ministério reiterou que manterá a fronteira do Brasil aberta para acolher os imigrantes, que buscam refúgio no país. “Há um ano, o Brasil está engajado na Operação Acolhida – ação humanitária para atender aos irmãos venezuelanos que chegam no País. Por isso, o Ministério da Defesa reitera a confiança numa solução urgente para a situação na Venezuela”. 

*A Guarda Nacional da Venezuela não se manifestou a respeito do recuo dos tanques.

Novo confronto entre manifestantes e guardas da Venezuela

Novos conflitos voltaram a ocorrer em Pacaraima (RR), na fronteira entre Brasil e Venezuela, na tarde deste domingo (24). 

Imagens transmitidas pela televisão mostraram manifestantes chamando a atenção e atirando pedras em direção às forças militares venezuelanas, dispostas em fila e fazendo uma barreira na pista ao lado de um tanque. 

Os militares venezuelanos reagiram atirando bombas de gás lacrimogêneo nos manifestantes, em direção ao lado brasileiro da fronteira.

Pelas imagens, apenas um militar brasileiro entra no meio do conflito fazendo gestos para que os ataques terminem.

Ontem (23), dois venezuelanos morreram em confrontos em uma área perto da fronteira da Venezuela com o Brasil. Também foi registrado confronto na fronteira entre Venezuela e Colômbia. Ainda no sábado, dois caminhões com ajuda humanitária entraram em território venezuelano, segundo o governo brasileiro.  

Esse é o terceiro dia de confrontos da região desde que o presidente Nicolás Maduro anunciou o fechamento das fronteiras. 

Violência na fronteira é condenada pelo comissariado da ONU

Por Pedro Rafael Vilela

(Arquivo/Valter Campanato/Agência Brasil)

A alta comissária das Nações Unidas para os direitos humanos, Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile, condenou neste domingo (24) a violência ocorrida em diversos pontos das fronteiras da Venezuela com a Colômbia e o Brasil, e também no interior do país.

Em nota, Bachelet criticou particularmente o uso excessivo de força empregado tanto pelas forças de segurança venezuelanas quanto por grupos armados pró-governo, que resultaram em ao menos quatro mortes e mais de 300 pessoas feridas desde sexta-feira (22).

“Houve disparos contra pessoas e algumas morreram, há quem recebeu feridas das quais nunca se recuperará, incluindo perda de um olho. (…) Essas são cenas deploráveis. O governo venezuelano deve obrigar os grupos de segurança a deixarem de empregar uso excessivo da força contra manifestantes desarmados e cidadãos comuns”, afirmou Bachelet.    

A alta comissária disse ter recebido informes de vários incidentes violentos em diferentes pontos da fronteira relacionados ao bloqueio, por parte das forças de segurança do país, da ajuda internacional que se dirigia ao interior da Venezuela. 

O escritório do Alto Comissariado também informou ter recebido informações sobre o envolvimento de grupos armados pró-governo em ataques violentos contra manifestantes. Michelle Bachelet exortou o governo venezuelano “a frear esses grupos e prender aqueles que utilizaram da força de maneira ilegal contra manifestantes”.

“O uso de forças paramilitares ou parapoliciais tem uma longa e sinistra história na região, e é muito alarmante vê-las operar de maneira tão clara na Venezuela. O governo pode e deve frear que esses grupos sigam exacerbando uma situação já por si altamente inflamável”, acrescentou. 

Conflitos

No início da tarde deste domingo (24) foram registrados conflitos em Pacaraima (RR), na fronteira entre Brasil e Venezuela. 

Imagens transmitidas pela televisão mostraram manifestantes chamando a atenção e atirando pedras em direção às forças militares venezuelanas, dispostas em fila e fazendo uma barreira na pista ao lado de um tanque.

Os militares venezuelanos reagiram atirando bombas de gás lacrimogêneo nos manifestantes, em direção ao lado brasileiro da fronteira. 

Ontem (23), dois venezuelanos morreram em confrontos em uma área perto da fronteira da Venezuela com o Brasil. Também foi registrado confronto na fronteira entre Venezuela e Colômbia.

Esse é o terceiro dia de confrontos na região desde que o presidente Nicolás Maduro anunciou o fechamento das fronteiras. 

Boeing de carga cai e mata toda tripulação

Latam opera no Brasil com o mesmo modelo de aeronave (Boeing/Reprodução)

Um Boeing 767 que saiu de Miami com destino ao Houston, nos Estados Unidos, caiu ao se aproximar da baía que fica na região leste da cidade, segundo informa a Fox 32. A polícia do Estado americano confirmou há pouco que não há sobreviventes.

Como era um avião de carga, três tripulantes estariam a bordo do Boeing.

Imagens aéreas da região em que o acidente aconteceu mostram destroços da aeronave e algumas embarcações mobilizadas para o trabalho de resgate. No Brasil, a Latam Cargo utiliza o mesmo modelo de avião de carga da Boeing.

https://www.facebook.com/Fox32Chicago/videos/248332056070054/
https://www.facebook.com/Fox32Chicago/videos/1110518235809727/

Em discurso, Maduro diz que EUA querem as riquezas naturais do país

Nicolás Maduro cumprimenta apoiadores em Caracas (Twitter/Reprodução)

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, discursou na tarde de hoje (23) para apoiadores na capital Caracas. Em mais de uma hora de pronunciamento, Maduro criticou a ajuda humanitária oferecidas pelos país.

Ele classificou, Juan Guaidó, autodeclarado presidente encarregado, de “títere” (marionete) do governo norte-americano” que quer intervir na Venezuela, para ter acesso à exploração de riquezas minerais disponíveis no país, como o petróleo”. O presidente atacou também os presidentes da Colômbia, Ivan Duque, e dos Estados Unidos, Donald Trump.

Sobre a operação de ajuda humanitária, Maduro classificou de “brincadeira de enganar bobo” e questionou a qualidade dos alimentos doados. “Comida podre para tentar tapar o rosto de intervenção militar dos Estados Unidos”, disse no ato, transmitido pelas redes sociais.

Um dos dois caminhões com ajuda humanitária enviado pelo Brasil e pelos Estados Unidos para a Venezuela cruzou a fronteira em Pacaraima (RR), neste sábado (23), e encontra-se em território venezuelano, conforme o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo.

Maduro disse ainda que está disposto a comprar todos mantimentos que estão disponíveis em Boa Vista para doação à Venezuela. “Não somos mal pagadores e nem mendigos”, disse se referindo ao fornecimento de arroz, leite em pó, açúcar e até carne – os dois últimos alimentos não estão sendo enviados pelo Brasil.

Colômbia

Maduro atacou, por várias vezes, o presidente colombiano, Ivan Duque, e anunciou rompimento das relações com o país. Ele ordenou a saída dos diplomatas colombianos da Venezuela.

Nicolás Maduro reconheceu problemas, como fechamento de universidade e não pagamento de benefícios sociais, mas ressaltou que a Venezuela sofre com bloqueio econômico e que ainda assim dispõe de melhores indicadores sociais que em outros países da região.

Ele ressaltou que é o presidente legítimo. “Dentro da Constituição, tudo. Fora da Constituição, nada”.

Entrega

A Presidência da República divulgou nota oficial no fim da tarde de hoje (23) informando que dois caminhões com ajuda humanitária entraram em território venezuelano por meio da fronteira em Roraima. O governo brasileiro classifica a operação de exitosa e anunciou uma segunda fase de envio de suprimentos.

*atualizado às 19h59

Fronteira entre Brasil e Venezuela será fechada por Maduro

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou hoje (21) o fechamento da fronteira com o Brasil e a realização de um “grande show” de música na área que faz próxima a Colômbia. Ele avalia também o fechamento da fronteira colombiana, na qual está a cidade Cúcuta, que centraliza os repasses de doações para os venezuelanos.

“A partir das 20h de hoje (19h, no horário de Caracas) a fronteira terrestre com o Brasil será fechada”, anunciou Maduro durante reunião com o Estado Maior das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB) por videoconferência do Comando Estratégico Operacional de Caracas.

“Decidi que [o espaço] está totalmente fechado, até novo aviso sobre a fronteira terrestre com o Brasil, melhor prevenir do que remediar”, acrescentou Maduro. “Quero que seja uma fronteira dinâmica e aberta com a Colômbia, mas sem provocações.”

Responsabilidades

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante videoconferência.

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante videoconferência. – TV do governo venezuelano/via Reuters/Direitos reservados

Maduro disse que responsabilizará o presidente da Colômbia, Iván Duque, sobre qualquer problema que houver na região fronteiriça com a Venezuela. “A Venezuela está passando por uma grande provocação, por isso estamos atualizando o conceito para reagir. O governo que presido está na vanguarda da proteção das pessoas”, disse.

Maduro fez o anúncio durante visita ao maior quartel do exército em Fuerte Tiuna. Também participou de uma videoconferência transmitida por emissoras de televisão e postada no seu perfil no Twitter. “Vamos ao combate pela pátria”, apelou. “Nosso destino é a vitória sempre. Chávez vive”, disse.

Desestabilização

Para Maduro, há uma campanha para desestabilizar seu governo. Ele usou várias expressões críticas aos que lideram o esquema para angariar ajuda humanitária. Segundo ele, há um “espetáculo mundial”, utilizando as necessidades da Venezuela para chamar a atenção.

Maduro afirmou que espera que “triunfe” a paz e a vitória sobre o que chamou de “guerra psicológica”. De acordo com ele, a cada provocação, haverá uma resposta por parte da Venezuela.

No discurso, o venezuelano agradeceu “a lealdade sempre” dos militares que estão ao seu e citou o solgan “Leais sempre, traidores nunca”. Segundo ele, como humanista ama o povo e o país “acima de qualquer coisa”.

Há informações não confirmadas oficialmente que foram enviados militares para cidade de Santa Helena de Uairén, na fronteira com o Brasil.

EUA

O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, viaja para a Colômbia na próxima segunda-feira (25) para negociar com o presidente colombiano a ajuda humanitária para a Venezuela. O vice-presidente pretende defender a saída imedidata de Maduro do poder. Ele também se encontrará com famílias de refugiados venezuelanos.

“A luta na Venezuela é entre ditadura e democracia e liberdade”, disse a secretária de imprensa da Vice-Presidência, Alyssa Farah. “Juan Guaidó é o único líder legítimo da Venezuela. É o momento de Nicolás Maduro sair.”

Farah reiterou que os Estados Unidos além de apoiar a gestão Guaidó, atuam no fornecimento de ajuda humanitária e no apoio à sociedade venezuelana. “[Os Estados Unidos trabalham] ao lado do povo da Venezuela até que a democracia e a liberdade sejam totalmente restauradas. ”

Data

A Casa Branca informou, por meio de comunicado, que Pence reforçará o apoio ao governo interino de Juan Guaidó, que se autoproclamou “presidente encarregado” no último dia 23. De acordo com a Casa Branca, Pence ressaltará a necessidade de restabelecer a democracia e combater a ditadura na Venezuela.

No encontro, o vice-presidente vai abodar a crise humanitária e de segurança na Venezuela e os esforços para ajudar a população. Segundo a Casa Branca, o objetivo é definir medidas concretas que apoiem a população e a transição para a democracia.

Éa quinta viagem de Pece para a América Latina como vice-presidente. Em suas viagens anteriores, ele também se reuniu com venezuelanos que fugiram de seu país.

*Com informações da VTV, emissora pública de televisão da Venezuela.

França, Espanha e Alemanha exigem eleições na Venezuela

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante discurso esta semana (Twitter oficial/Fotos Públicas)

Os governos da Espanha, Alemanha e da França se manifestaram neste sábado(26) em favor de Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela que se autoproclamou presidente interino do país em substituição a Nicolás Maduro.

Pelo Twitter, o presidente francês Emmanuel Macron declarou que a “o povo venezuelano deve decidir livremente seu futuro” e que a França pode reconhecer Guaidó como presidente enquanto não é realizada novas eleições para resolver o impasse político na Venezuela.



Em pronunciamento oficial, o primeiro-ministro da Espanha (presidente de governo) Pedro Sánchez estabeleceu prazo de oito dias para que Maduro convoque “eleições justas, livres, transparentes e democráticas”.

Segundo a porta-voz do governo alemão, Martina Fietz, “se as eleições não forem anunciadas no prazo de oito dias, a Alemanha está pronta para reconhecer Juan Guaido como presidente interino”.

Durante a semana, a União Europeia já havia manifestado apoio às novas eleições e apoio à Assembleia Nacional da Venezuela. Brasil, Argentina, Colômbia, Canadá e Estados Unidos já reconheceram Guaidó como presidente.

Aliados de Maduro

México, Cuba, Irã, Turquia declararam apoio a Nícolas Maduro. Rússia e China divulgaram manifestações incisivas contra qualquer intromissão externa na política venezuelana.

Em Caracas, Maduro, que governa a Venezuela desde 2013, tendo sido reeleito em pleito em 2018 sob suspeição, denuncia o que chama de “golpe midiático” contra a Venezuela promovido pelos Estados Unidos. ”Há uma imensa campanha de desinformação e manipulação contra a Venezuela mais uma vez”.

* Com informações de agências internacionais

Presidente americano confirma morte de líder da Al Qaeda

Yamal al Badawi foi morto, segundo a CNN, em um ataque aéreo (Arquivo/via El Nuevo Diario)

O presidente norte-americano Donald Trump anunciou neste domingo (6) que as forças de segurança dos Estados Unidos mataram um dos líderes da rede Al Qaeda Yamal al Badawi, suspeito de planejar um ataque contra um navio da marinha americana na costa do Yemen, em 2000. No ataque, 17 soldados norte-americanos morreram.

“Acabamos de matar o líder deste ataque, Yamal al Badawi. Nosso trabalho contra Al Qaeda continua. Nunca nos deteremos em nossa luta contra o terrorismo radical islâmico”, disse Trump em sua conta no Twitter.



Al Badawi estava na lista do FBI “dos terroristas mais procurados” e foi condenado por um juri federal em 2003, por vários crimes de terrorismo incluindo o assassinato de cidadãos e militares norte-americanos. Além disso, foi apontado pelo Pentágono como o idealizador do ataque contra o navia da Marinha norte-americana, na costa da cidade de Aeden, no Yemen, um dos atentados da Al Qaeda contra os EUA que marcou a escalada de ataques anteriores ao das Torres Gêmeas e ao Pentágono, em setembro de 2001.

Trump não deu detalhes sobre como morreu Al Badawi. A rede CNN, no entanto, informou que ele foi morto em primeiro de janeiro, em um ataque aéreo dos Estados Unidos, quando dirigia seu carro no Yemen.

*Com informações Agência de Notícias da República Argentina Telam

Socorristas vão passar a noite de Natal atrás de vítimas do tsunami

Os socorristas vão passar a noite de Natal a procura de vítimas do tsunami que atingiu a Indonésia neste domingo (23). O último balanço divulgado pelo governo local apontava para mais de 100 pessoas desaparecidas.

Equipes de resgate de várias partes do país foram deslocadas para a região afetada. Abaixo, fotos do local divulgadas pela Cruz Vermelha da Indonésia e pela Agência Nacional de Busca e Resgate (Basarnas).

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Sobe para 373 o número de mortes provocadas pelo tsunami

Número de desaparecido aumentou para 128 pessoas (Agência Nacional de Busca e Resgate da Indonésia/Fotos Públicas/Reprodução)

Subiu para 373 o número de mortos pelo tsunami que atingiu as ilhas de Java e Sumatra, na Indonésia, neste domingo (23). As informações foram confirmadas pela agência de combate a desastres do país. De acordo com o novo levantamento, ainda há 1.459 feridos e 128 desaparecidos.

Socorristas retomaram cedo os trabalhos de resgate entre os destroços em comunidades costeiras atingidas pelo fenômeno, como a costa em Pandeglang, no oeste de Java, área mais atingida. Neste distrito, as ondas gigantes atingiram áreas residenciais e vários pontos turísticos como Pantai Tanjung Lesung, Sumur, Penimbang, Teluk Lada e Carita, disse Sutopo.



O tsunami também atingiu a província Serang de Banten, o distrito de Lampung Selatan e a província de Lampung, totalizando mais de 500 casas, nove hotéis e 360 navios destruídos.

O governo brasileiro divulgou nota, através do Itamaraty, manifestando solidariedade e reiterando que ainda não tem informações sobre a presença de brasileiros entre as vítimas.

*Com informações da Deutsche Welle