Daniel Alves analisa final contra Espanha

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Sábado, dia 7 de agosto de 2021, às 8h30m (horário de Brasília), o maior vencedor da história do futebol pode conquistar um dos poucos títulos que ainda não tem. Aos 38 anos, Daniel Alves disputa sua primeira final olímpica. Quis o destino que o adversário fosse a Espanha, país onde deslanchou na carreira atuando por Sevilla e Barcelona. O lateral-direito sabe que vive um momento único e, como capitão, transmite a vontade de mais uma vitória ao jovem elenco brasileiro.

“A paixão, a gana e a vontade de fazer grandes coisas no futebol é muito grande, torna esse jogo especial, o adversário torna esse jogo especial, o momento torna esse jogo especial. Então a gente precisa encará-lo dessa maneira, a gente precisa desfrutar. Não é todo dia que se chega a uma final de Olimpíadas, não vão ser muitos os que vão poder jogar uma ou outra Olimpíada. É um momento especial e em momentos especiais você tem que se preparar bem, você tem que vivenciá-los com muita intensidade porque eles não voltam”, disse o jogador em entrevista coletiva.

O técnico André Jardine pode ter um grande reforço para a final de sábado. O atacante Matheus Cunha, que ficou de fora da semifinal contra o México, treinou com o grupo nesta quinta-feira e tem chances de enfrentar a Espanha. Se não tiver condições, Paulinho deve ser novamente o substituto. Malcom, Reinier e Martinelli também disputam a posição.

O Brasil chega à final com três vitórias e dois empates. A classificação veio após um 0 a 0 com o México e vitória nos pênaltis por 4 a 1. A Espanha também venceu três vezes e empatou duas, mas vem de duas vitórias consecutivas: nas quartas de final, contra a Costa do Marfim, por 5 a 2, e na semifinal contra o Japão, por 1 a 0, na prorrogação.

Por Mauricio Costa – Repórter da TV Brasil e Rádio Nacional 

Tóquio: Brasil leva quatro medalhas no 12º dia de competição

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Futebol

O sonho do bicampeonato continua vivo. A seleção brasileira de futebol masculino se classificou na manhã deste terça-feira (3) para a final da Olimpíada de Tóquio, após derrotar o México nos pênaltis por 4 a 1, já que o placar de 0 a 0 permaneceu até o final da prorrogação.

O confronto foi realizado no estádio Ibaraki Kashima, na cidade de Kashima. O  adversário brasileiro na final será a Espanha que derrotou o Japão na prorrogação por 1 a 0. A briga pelo ouro será no sábado (7), às 8h30 (horário de Brasília).

Vôlei

O time brasileiro de vôlei masculino, atual campeão olímpico, derrotou hoje o anfitrião Japão por 3 sets a 0 para chegar às semifinais, em que enfrentará o Comitê Olímpico Russo (ROC), que venceu o Canadá também por 3 sets a 0.

O Japão avançou às quartas de final pela primeira vez em 29 anos, mas o atual campeão Brasil derrotou os anfitriões por 25/20, 25/22 e 25/20 na Ariake Arena, com saques e ataques poderosos. Brasileiros voltam a enfrentar os russos, para quem perdeu por 3 a 0 na fase de classificação, na madrugada de quinta-feira.

Boxe

O boxe brasileiro conquistou na manhã desta terça-feira uma medalha de bronze na Olimpíada de Tóquio com Abner Teixeira (91 kg) e assegurou outra, antecipadamente, com a peso leve Bia Ferreira, única que venceu hoje, na Arena Kokugikan, na capital japonesa. 

Favorita ao ouro, a campeã mundial avançou às semifinais na categoria até 63 kg. Como na modalidade não há disputa de terceiro lugar, quem ganha nas quartas já garante o bronze. O país tem ainda um terceiro bronze encaminhado com Hebert Conceição (75 kg) que disputa a semi na quinta (5), às 3h (horário de Brasília). 

Ginástica artística

Fechando a participação brasileira na ginástica artística, a carioca Flávia Saraiva representou o país hoje na final da prova da trave e ficou na sétima posição. Flavinha, de 20 anos, somou um total de 13.133 pontos na tabela de classificação. A disputa aconteceu no Centro de Ginástica de Ariake, na capital Tóquio.

A ginástica artística brasileira conquistou duas medalhas em Tóquio. A paulista Rebeca Andrade levou medalha de prata na prova individual geral e ouro no salto.

Já a norte-americana Simone Biles fez um retorno destemido à competição nesta terça-feira, fechando com medalha de bronze na trave de equilíbrio, após abandonar a competição por equipes na última terça-feira (27 de julho), alegando problemas de saúde mental.

Wrestling

A brasileira Laís Nunes foi superada pela búlgara Taybe Yusein por 4 a 1 nas oitavas de final da categoria até 62 kg no estilo livre do wrestling. A luta foi disputada na noite desta segunda-feira (2) no Centro de Convenções Makuhari Messe.

Atletismo

De ontem pra hoje, o atletismo brasileiro conquistou duas medalhas de bronze. O brasileiro Alison dos Santos conquistou a medalha de bronze na prova dos 400 metros (m) com barreiras, na noite desta segunda-feira (2) no Estádio Olímpico. Essa foi a primeira medalha do atletismo do Brasil na atual edição dos Jogos Olímpicos. O paulista de 21 anos cravou o tempo incrível de 46s72, quebrando o recorde sul-americano e baixando pela primeira vez a marca de 47 segundos.

Campeão olímpico na Rio 2016, o paulista Thiago Braz conquistou medalha de bronze na prova de salto com vara. O atleta de 27 anos obteve como melhor salto 5,87m.

Outros 10 brasileiros entraram no Estádio Olímpico para participar de quatro provas de atletismo, mas nenhum deles conseguiu avançar às disputas por medalhas. Nos 1500 m rasos, o brasileiro Thiago André finalizou a sua bateria na 13ª colocação, com o tempo de 3min47s71, e foi eliminado.

Já na prova do salto triplo, o Brasil contou com a participação de três atletas. No grupo A, Alexsandro Melo, após saltar 15,65 m na primeira oportunidade, se lesionou e abandonou a prova. Na mesma chave, Mateus de Sá conseguiu 16,49 m. No grupo B, Almir Júnior não passou de 16,27 m e também foi eliminado na fase inicial.

Tiffani Marinho representou o Brasil nos 400 m rasos. Com o tempo de 52s11, ela saiu forte e chegou a estar entre as três primeiras, que avançam diretamente, mas perdeu fôlego e finalizou em quinto, e não foi adiante no torneio.

Jucilene Lima, no arremesso de dardo, ficou com a marca de 60,14 m, fechando na 6ª posição do Grupo A. Na chave B, a brasileira Laila Ferrer obteve a 10ª posição com 59,47 m. A dupla foi eliminada na primeira fase.

Nos 200m rasos, Jorge Vides acabou a primeira bateria em quarto lugar com 20s94. Na terceira bateria, Aldemir Júnior fez apenas 20s84. Na quinta série, Lucas Vilar fez 21s31, fechando em sexto lugar. O trio verde e amarelo não conseguiu seguir adiante.

Hipismo

O cavaleiro Yuri Mansur é o primeiro finalista da delegação brasileira de hipismo na Olimpíada de Tóquio. O paulistano, de 42 anos, se classificou na madrugada de hoje (3) à final dos saltos, que ocorrerá amanhã, às 7h, no Parque Equestre, na capital japonesa. 

A competição contou também com o cavaleiro maranhense Marlon Zanotelli, de 33 anos,que ficou bem perto da classificação com o cavalo VDL Edar, mas cometeu uma falta e não avançou. O torneio individual de saltos reuniu 73 atletas e  apenas os 30 primeiros colocados lutarão por medalhas. 

Vela

A dupla brasileira Martine Grael e Kahena Kunze conquistou o bicampeonato olímpico da classe 49er FX da vela no início da madrugada desta terça-feira na Marina de Enoshima. A confirmação do ouro na Olimpíada de Tóquio (Japão), com 76 pontos perdidos, veio com a terceira colocação na regata da medalha.

Canoagem

Os brasileiros Isaquias Queiroz e Jacky Godmann terminaram a prova do C2 1000 metros (m) da canoagem de velocidade, com o tempo de 3min27s603, na noite de hoje no Canal Sea Foreste.

Vôlei de praia

As brasileiras Ana Patrícia e Rebecca se despediram do torneio de vôlei de praia da Olimpíada de Tóquio após serem derrotadas pelas suíças Joana Heidrich e Anouk Verge-Depre por 2 sets a 1 (parciais de 19/21, 21/18 e 12/15) nas quartas de final da competição, na noite de ontem, no Parque Shiokaze.

Alison e Álvaro Filho é a única dupla brasileira no vôlei de praia com chances de subir ao pódio. Eles entram em quadra hoje para enfrentar Plavins e Tocs, da Letônia, pelas quartas de final. O duelo será às 22h (horário de Brasília).

Maratona aquática

O Brasil volta a nadar por medalha na noite desta terça-feira. Favorita a subir ao pódio, a atleta brasileira Ana Marcela Cunha vai disputar a final da maratona aquática de 10km às 18h30 (horário de Brasília) na Marina de Odaiba, na capital Tóquio.

Levantamento de peso

A neozelandesa Laurel Hubbard fez história nesta segunda-feira ao se tornar a primeira atleta transgênero a competir em uma Olimpíada, mas sofreu uma eliminação precoce na final da prova feminina do levantamento de peso, depois de três tentativas fracassadas.

Aos 43 anos, Hubbard era a competidora mais velha da categoria 87kg em Tóquio, onde sua inclusão desencadeou um debate intenso sobre as condições mais justas para as mulheres, a identificação de gênero e a inclusão.

Bolões e madrugadas em claro

Em 2021, o ex-esgrimista brasileiro Renzo Agresta, medalhista em três Jogos Pan-Americanos e representante do Brasil em quatro edições de Olimpíadas, não compete mais, mas acompanha os jogos de Tóquio pela TV durante a madrugada e participa de bolões com amigos. Assim, brasileiros em todo país acompanham os jogos de Tóquio.

Ouro de Ítalo

A vitória do surfista Ítalo Ferreira nos Jogos de Tóquio não rendeu ao Brasil apenas a primeira medalha de ouro da modalidade em Olimpíadas, mas também ajudou a reaquecer o comércio na região onde ele nasceu.

O ganhador do primeiro ouro olímpico do surfe voltou para o município litorâneo de Baía Formosa, no Rio Grande do Norte, logo após a conquista no Japão, atraindo turistas e jornalistas para sua cidade natal.

Por Agência Brasil

Brasil e México decidem vaga na final de Tóquio

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Os dois últimos campeões olímpicos do futebol masculino vão decidir quem continua sonhando com mais um ouro, nesta terça (3), às 5h (hora de Brasília), no estádio Kashima. O vencedor de Brasil e México vai à final dos Jogos de Tóquio contra Japão ou Espanha, que se enfrentam na outra semifinal.

O atacante Matheus Cunha sofreu uma contratura e é dúvida na seleção brasileira. O treinador André Jardine faz mistério quanto ao substituto, mas Paulinho e Reinier são as opções mais prováveis. “Treinamos uma opção, mas não vou abrir pra não facilitar a vida do México. Tenho certeza que a coletividade não sai prejudicada.”

Em jogos olímpicos, Brasil e México só se enfrentaram uma vez, na final de Londres em 2012 que terminou com a vitória de 2 a 1 dos mexicanos. Para o meia Anthony essa lembrança não passa pela cabeça dos jogadores. “Não me recordo muito bem, só tinha 12 anos. Não vira assunto aqui pra gente.”

Por Rodrigo Ricardo – Repórter da TV Brasil e Rádio Nacional

Olimpíada: Alison e Álvaro vão às oitavas no vôlei de praia

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A dupla Alison e Álvaro Filho venceu nesta quinta-feira (29) os holandeses Robert Meeuwsen e Alexander Brouwer por 2 sets a 0, com parciais de 21/14 e 24/22. A partida foi disputada no Parque Shiozake, na capital japonesa. O triunfo selou a classificação dos brasileiros às oitavas de final do vôlei de praia da Olimpíada de Tóquio.

Com esta vitória, Alison e Álvaro Filho vão aguardar os resultados das partidas de amanhã (30) para saber quem enfrentarão na fase mata-mata. A dupla nacional se recuperou, já que perdeu na última rodada para os norte-americanos Phil Dalhausser e Nick Lucena por 2 sets a 1 (22/24, 21/19 e 13/15). Na estreia, eles derrotaram os argentinos Julián Azaad e Nicolas Capogrosso por 2 sets a 0 (parciais de 21/16 e 21/17).

O jogo

O confronto começou favorável para os holandeses, que abriram três pontos de vantagem (5 a 2). O Brasil conseguiu a igualar quando fez 7 a 7. No decorrer do duelo, Alison e Álvaro subiram de produção e fizeram 18 a 13. Na sequência, eles fecharam o primeiro set por 21 a 14.

O segundo set foi bem mais apertado. Até 10 a 10, a maior diferença foi para Brouwer e Meeuwsen, que fizeram 8 a 6. A disputa foi acirrada até Alison e Álvaro fecharem o marcado em 24 a 22.

Por Rafael Monteiro – Repórter da Rádio Nacional 

Rebeca Andrade fatura 1ª medalha na ginástica feminina do Brasil

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A paulista Rebeca Andrade,de 22 anos, entrou para a história da ginástica artística do Brasil ao conquistar a prata no individual nos Jogos de Tóquio (Japão), a primeira medalha olímpica feminina do país na modalidade, na manhã desta quinta-feira (29).  Rebeca somou ao final dos quatro aparelhos 57.298 pontos, ficando atrás somente da norte-americana Sunisa Lee (57.433) e à frente de Angelina Melnikova, do Comitê Olìmpico Russo (ROC, sigla em inglês) que totalizou 57.199. A brasileira ainda tem chances reais de conquistar mais medalhas nas disputas de salto e solo a partir de domingo (1º de agosto). 

Rebeca já começou brilhando na apresentação do salto, primeiro dos quatro aparelhos, com nota 15.300, a mais alta entre todas as competidoras. Na sequência, nas assimétricas, Rebeca cravou outra nota alta: 14.666. Depois, na trave, a ginasta conseguiu 3.566, mas a comissão técnica entrou imediatamente com recurso, que foi aceito e a nota revisada para 13.666. Antes da apresentação no solo, Rebeca estava na terceira posição geral. No último aparelho, a brasileira cometeu dois pequenos erros (pisou fora do tablado) e obteve 13.666. O desempenho geral nos quatro aparelho garantiu à brasileira a medalha de prata e o melhor desempenho feminino do país na modalidade em Jogos Olímpicos. Brasil agora totaliza sete medalhas em Tóquio 2020.

A conquista inédita para o país tem gosto ainda mais especial para Rebeca, que rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho em 2019 e teve de passar por três cirurgias. A atleta voltou a treinar forte no início de 2020 e só veio a assegurar a vaga em Tóquio em junto deste ano, ao vencer a prova individual  Pan-Americano de Ginástica, no Rio de Janeiro. 

Rebeca Andrade se classificou para a final do individual geral em Tóquio em segundo lugar, atrás da favorita norte-americana Simone Biles, que desistiu da competição para se concentrar em sua saúde mental.

Por Agência Brasil

No sexto dia da Olimpíada, Brasil avança no futebol e na canoagem

Reprodução / Lucas Figueiredo / Facebook Oficial CBF

A seleção olímpica brasileira de futebol masculina se classificou às quartas de final nos Jogos de Tóquio (Japão) em primeiro lugar no Grupo D, rumo ao bicampeonato. A liderança foi definida após o Brasil vencer a Arábia Saudita por 3 a 1 no estádio de Saitama, na cidade japonesa de mesmo nome. A equipe vai enfrentar o Egito, segundo colocado do Grupo C, nas quartas de final do torneio, no sábado, às 7h.

Canoagem

O Brasil terá dois representantes nas semifinais da categoria slalom, que começam nas primeiras horas desta quinta-feira (29). Ana Sátila garantiu a classificação na madrugada de hoje (28) na canoa individual (C1) e Pedro Gonçalves, o Pepê, no caiaque individual (K1). Sátila disputa as semifinais às 2h (horário de Brasília) desta quinta (29), e Pepê na sexta (30), também às 2h. As finais serão disputadas na sequência das semifinais. 

Judô

A judoca Maria Portela foi eliminada nas oitavas de final da categoria até 70 kg, em uma luta histórica e polêmica, no Budokan. O combate desta quarta-feira, entre a gaúcha e a russa Madina Taimazova durou mais de 14 minutos, dez só de golden score (tempo extra no qual vence o atleta que pontuar primeiro). A vitória da russa foi decretada após a brasileira receber um terceiro shido (punição) por falta de combatividade.

Vôlei de praia

As brasileiras Ana Patricia e Rebecca foram derrotadas por Tina Graudina e Anastasija Kravcenoka, da Letônia, por 2 sets a 1 (parciais de 15/21, 21/12 e 12/15), no início da madrugada desta quarta-feira, no Parque Shiokaze.

Este foi o primeiro revés, no Grupo D da competição, da equipe do Brasil, que superou as quenianas Gaudencia Makokha e Brackides Khadambi por 2 sets a 0 na estreia. Agora, Ana Patricia e Rebecca enfrentam Kelly Claes e Sarah Sponcil na próxima sexta-feira (30), a partir das 21h (horário de Brasília), em busca de uma vaga para as oitavas de final.

Natação

Não deu para o brasileiro Leonardo de Deus na final dos 200 m (metros) estilo borboleta. O nadador sul-mato-grossense terminou a prova desta terça-feira (27), no Centro Aquático da capital japonesa, em sexto lugar, com o tempo de 1min55s19. A marca ficou 24 centésimos acima da estabelecida por ele na semifinal, quando fez o segundo melhor tempo.

Já no revezamento 4×200 metros (m) estilo livre, a equipe do Brasil terminou a final na oitava e última posição. A prova de hoje foi realizada no Centro Aquático da capital japonesa. O jovem quarteto formado por Fernando Scheffer, Murilo Sartori, Breno Correia e Luiz Altamir cravou o tempo de 7min8s22, quase meio segundo acima da marca feita na eliminatória, que também rendeu a eles o oitavo lugar.

Badminton

O aniversário de 33 anos de Fabiana Silva não foi comemorado como o esperado. Nesta quarta-feira (27), a fluminense se despediu do torneio feminino da modalidade ainda na primeira fase, ao perder da chinesa naturalizada norte-americana Beiwen Zhang por 2 sets a 0, com parciais de 9/21 e 10/21, no Parque Florestal Musashino.

Número 69 no ranking da Federação Internacional da modalidade (IBF, sigla em inglês), Fabiana precisava vencer a rival (14ª do mundo) sem perder sets e com uma diferença maior que 14 pontos para ficar à frente na classificação do Grupo H.

Tênis feminino

A dupla brasileira formada por Laura Pigossi e Luisa Stefani se classificou para as semifinais dos Jogos de Tóquio, ao derrotar de virada as norte-americanas Jessica Pegula e Bethanie Mattek-Sands por 2 sets a 1, em 1h26min de partida. Com o resultado, a dupla já iguala o melhor resultado do tênis brasileiro na história dos Jogos Olímpicos, que foi a semifinal de Fernando Meligeni, em Atlanta 1996.

Ginástica artística

O Fluminense Caio Souza terminou na 17ª posição na final do individual geral masculino de ginástica artística. A competição foi realizada nesta quarta-feira (28) no Centro de Ginástica de Ariake, no distrito de Ariake, na capital Tóquio. Já o paulista Diogo Soares foi o 20° colocado. Estiveram na disputa 24 competidores que saltaram em busca de medalha na decisão.

Diogo, de 19 anos, caçula da ginástica artística, somou um total de 81.198 pontos, enquanto Caio finalizou sua participação com 81.532 pontos na tabela de classificação.

Tênis de mesa

O carioca Hugo Calderano, número seis do mundo, está fora da disputa de medalha na chave de simples do tênis de mesa. O brasileiro foi superado por 4 sets a 2 nas quartas de final pelo alemão Dimitrij Ovtcharov, 12º no ranking mundial da Federação Internacional de Tênis de Mesa (ITTF, sigla em inglês).

Apesar da eliminação, Calderano obteve o melhor desempenho do país na modalidade em Jogos Olímpicos – na Rio 2016 ele saiu nas oitavas.

Vôlei

A seleção brasileira masculina de vôlei perdeu nesta quarta-feira para a equipe Russa (ROC, na sigla em inglês) por 3 sets a 0, com parciais de 25/22, 25/20 e 25/20. O duelo foi realizado na Arena de Ariake, na capital Tóquio.

Com este resultado, o Brasil caiu para a terceira colocação do Grupo B. Já a Rússia assumiu a liderança, enquanto os Estados Unidos ocupam a vice-liderança.

Por Agência Brasil

Vôlei: Brasil vence Argentina de virada

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O Brasil venceu a Argentina no vôlei masculino, na tarde de hoje (26) no Brasil – já madrugada no Japão. Em uma partida muito emocionante e equilibrada, sobretudo na reta final, a seleção brasileira conseguiu virar um placar desfavorável, de dois sets a zero, e vencer no tie-break. No final, 3 sets a 2 para o Brasil, ainda invicto na Olimpíada. Já a Argentina amarga a segunda derrota no grupo.

O Brasil começou mal e cometendo muitos erros. Do outro lado, os argentinos faziam um bom jogo, com destaque para Palacios e Bruno Lima, maior pontuador do jogo, com 26 pontos. O primeiro set terminou 25 a 19 e o segundo 25 a 21, ambos para a Argentina. O Brasil reagiu e corrigiu os erros. Fechou o terceiro set por 25 a 16, mas demorou a engrenar. No quarto set, a seleção brasileira iniciou mal, mas se superou e venceu por 25 a 21. O empate, então improvável, veio.

tie-break foi muito equilibrado. O Brasil, já ajustado e recuperado dos erros do início, ficava atrás sempre por um ponto, até o 12º. No ponto seguinte, na reta final e quando realmente era necessário, o time comandado por Renan Dal Zotto virou com bloqueio de Maurício Souza. Os argentinos sentiram a pressão de uma derrota iminente após estarem vencendo por 2 a 0. Um erro no saque de Palacios foi o símbolo dessa desconcentração, deixando o Brasil a um ponto da vitória. Um novo erro do adversário, em um ataque de Conte para fora, selou a vitória de virada da seleção brasileira.

“Hoje a linha de passe deles funcionou tremendamente, principalmente nos dois primeiros sets, mesmo nosso saque sendo forçado. Mas eu fiquei muito feliz com a vitória e com a demonstração de equipe. Quem tá saindo joga junto, torcendo para quem tá lá dentro. Isso é fundamental”, disse o técnico brasileiro logo após a partida.

Na próxima rodada, o Brasil enfrenta os atletas do Comitê Olímpico Russo; a Argentina joga contra a França.

Por Marcelo Brandão – Repórter Agência Brasil

Brasileiros avançam às quartas de final do surfe em Tóquio

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O Brasil terá logo mais à noite três brasileiros nas quartas de final do surfe na Olimpíada de Tóquio (Japão). No caminho rumo ao pódio da modalidade estreante nos Jogos estarão Silvana Lima, Gabriel Medina e Ítalo Ferreira. Os brasileiros voltam a competir  logo mais, às 19h (horário de Brasília) desta segunda-feira (26), com previsão de realização das quartas e semifinais, na praia de Tsurigasaki, a cerca de 100 quilômetro de Tóquio. 

Ainda na noite deste domingo (25), ocorreram as baterias femininas das oitavas de final. A primeira a avançar foi a cearense Silvana Lima que dominou a bateria do início ao fim contra a portuguesa Teresa Bonvalot. A brasileira totalizou 12.17 pontos contra 7.50 da adversária. Nas quartas Silvana competirá com a norte-americana Carissa Moore, tetracampeã mundial.

Já a gaúcha Tatiana Weston-Webb não foi bem contra a japonesa Amuro Tsuzuki. A brasileira parou nas oitavas com somatória de 9.00 pontos contra 10.33 da adversária asiática. 

Na disputa masculina, o bicampeão mundial Gabiel Medina foi o primeiro a se classificar em embate contra o australiano Justin Wilson. O brasileiro avançou com 14.33 pontos contra 13.00 de Wilson. Nas quartas, o paulista de São Sebastião vai encarar o francês Michel Bourez. 

O potiguar Ítalo Ferreira, atual campeão mundial, sobrou na disputa pela vaga nas quartas contra o neozelandês Billy Starmand. O brasileiro alcançou nota 14.54 contra 9.67 do rival. Nas quartas, Ítalo duelará com o japonês Hiroto Ohhara.

Quartas de final

Feminino

Bianca Buitendag (AFS) x Yolanda Hopkins (POR)
Brisa Hennessy (CRC) x Caroline Marks (EUA)
Carissa Moore (EUA) x Silvana Lima (BRA)
Amuro Tsuzuki (JAP) x Sally Fitzgibbons (AUS)

Masculino

Kanoa Igarashi (JAP) x Kolohe Andino (EUA)
Gabriel Medina (BRA) x Michel Bourez (FRA)
Ítalo Ferreira (BRA) x Hiroto Ohhara (JAP)
Lucca Mesinas (PER) x Owen Wright (AUS)

Por Agência Brasil

Japão declara abertos os Jogos Olímpicos de Tóquio

Reprodução / Twitter Oficial @olympics

Após adiamento de um ano, a cerimônia de abertura da Olimpíada de Tóquio aconteceu nesta sexta-feira (23) no Estádio Olímpico de Tóquio, na capital japonesa. Na abertura da 32ª edição dos Jogos Olímpicos, a tenista japonesa Naomi Osaka foi a responsável por acender a Pira Olímpica portando a Tocha Olímpica.

A presidente do Comitê Organizador de Tóquio 2020, Seiko Hashimoto, foi a primeira a discursar no evento.

“Seguindo os desafios, a primeira vez que uma Olimpíada foi adiada na história, os Jogos de Tóquio 2020 finalmente começam hoje. As esperanças se conectaram uma a uma através de muitas mãos, de muitas pessoas, e agora estamos na posição de dar boas vindas para esse dia. Todo mundo sofreu e enfrentou enormes desafios por causa da covid-19. (…) Depois de meio século os Jogos Olímpicos voltaram para Tóquio, agora vamos fazer de tudo para que esses Jogos se tornem uma fonte de orgulho para as gerações futuras”.

Depois foi a vez do presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI) Thomas Bach passar a sua mensagem.

“Hoje é um momento de esperança, muito diferente do que todos nós imaginávamos. Mas vamos valorizar este momento porque finalmente estamos todos aqui juntos, com os atletas de 205 Comitês Olímpicos Nacionais e a Equipe Olímpica de Refugiados, vivendo sob o mesmo teto juntos na Vila Olímpica. Este é o poder de unificar que o esporte tem. É a mensagem de solidariedade, a mensagem de paz e de resiliência. Isso dá a todos nós esperança para nossa jornada futura juntos. Nós só podemos estar juntos por causa de vocês, povo japonês.”

Logo após os discursos, o imperador Naruhito, autoridade máxima do país, declarou oficialmente aberto os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. Posteriormente, a bandeira olímpica foi hasteada ao lado da bandeira japonesa. Na sequência, o revezamento da Tocha Olímpica no estádio terminou nas mãos de Naomi Osaka.

Outros momentos da cerimônia

No início da cerimônia, a bandeira japonesa hasteada. Em seguida ocorreu a apresentação dos aros olímpicos iluminados por lanternas, importantes símbolos da cultura do país anfitrião.

A cultura e tradição japonesas também ficaram evidentes na cerimônia, com dançarinos vestidos em homenagem aos bombeiros voluntários japoneses, uma tradição secular no Japão.

Conforme a tradição, a Grécia foi a primeira delegação a desfilar no evento. Na sequência, tivemos o Time Olímpico de Refugiados, formado por pessoas que não podem competir pelo país de origem.

Logo depois, foi respeitada a ordem alfabética de acordo com o alfabeto japonês katakana e a grafia na língua do país. As exceções ficaram por conta das três últimas equipes a entrarem: Estados Unidos, França e Japão – que fecharam a parada das nações. A delegação brasileira foi a 151ª a se apresentar.

Dos 302 competidores brasileiros classificados para os Jogos, apenas quatro (número mínimo exigidos pelo COI) desfilaram, medida tomada pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) visando a prevenção do contágio de covid-19.

O jogador de voleibol Bruninho e a judoca Ketleyn Quadros foram os porta-bandeiras do Time Brasil.

Proibidos de competirem com a bandeira e o nome do país (nem o hino russo pôde ser executado) devido a punições por parte da Agência Mundial Antidopagem (WADA) e da Corte Arbitral do Esporte (CAS), os atletas russos desfilaram representando o Comitê Olímpico Russo (ROC, na sigla em inglês).

Após o desfile, foi a vez do juramento dos atletas, que acontece desde os Jogos Olímpicos de Antuérpia (1920, na Bélgica), prometendo competir de maneira limpa e justa.

A cerimônia prosseguiu com uma atuação de artistas celebrando a diversidade e a inclusão nos Jogos Olímpicos. Além disso, drones formaram o símbolo da Olimpíada de Tóquio e um globo terrestre, acompanhada da trilha sonora Imagine, do cantor e compositor britânico John Lenon.

Boa parte da trilha sonora da cerimônia foi composta por músicas de jogos de videogame que ficaram marcados na história, como Final Fantasy, Monster Hunter, Dragon Quest, Sonic the Hedgehog e Chrono Trigger.

Homenagem às vítimas da covid-19

A abertura da 32ª edição dos Jogos Olímpicos ficou marcada pela ausência de público devido à pandemia do novo coronavírus (covid-19). Esta foi a primeira vez na história que a abertura oficial aconteceu sem a presença de espectadores.

Com um minuto de silêncio, a festividade aproveitou para homenagear as vítimas em todo o mundo acometidas pelo vírus. Além disso, uma apresentação de atletas se exercitando de forma isolada representou a dificuldade dos competidores de treinar em meio à pandemia. Umas das destaques deste momento foi a boxeadora japonesa Arisa Tsubata, que não conseguiu se classificar para os Jogos porque as seletivas foram canceladas.

Por Rafael Monteiro – Repórter da Rádio Nacional

“Muito perto da perfeição”, disse Jardine sobre 1º tempo da seleção

Reprodução / Lucas Figueiredo / Facebook Oficial CBF

Após a vitória por 4 a 2 sobre a Alemanha, na estreia da seleção olímpica masculina brasileira nesta quinta-feira (22) na Olimpíada de Tóquio (Japão), o técnico  André Jardine fez questão de destacar o futebol apresentado no primeiro tempo, quando a equipe já saiu para o intervalo vencendo por 3 a 0.

“Realmente o primeiro tempo, sobretudo, ficou muito perto da perfeição. Acho que valeu muito a pena estudar a maneira que a Alemanha jogou, especialmente, a Eurocopa sub-21, com o mesmo treinador e a mesma base de equipe. Então conseguimos montar uma estratégia que foi muito bem sucedida, muito pelo comprometimento de todos os atletas.” disse Jardine em entrevista coletiva.

O treinador brasileiro também falou sobre os próximos desafios: a Costa do Marfim, no domingo (25), e Arábia Saudita, na quarta-feira (28).

“A gente está encarando esta competição com caráter de final a cada jogo. São duas seleções que se classificaram com muito mérito para a Olimpíada e apresentaram um nível muito alto na primeira partida. Acho que a Costa do Marfim tem uma capacidade física acima do normal e a Arábia Saudita fez um bom jogo (na estreia), teve chances de empatar e até de vencer. Vamos respeitar todos os adversários, cuidando de cada detalhe para cada jogo sempre buscarmos o melhor desempenho possível.”

O confronto citado por Jardine também ocorreu nesta quinta (22): a equipe africana derrotou a Arábia Saudita por 2 a 1, no Estádio de Yokohama. A seleção masculina duela com a Costa do Marfim, no domingo (25), às 5h30 (horário de Brasília), no Estádio de Yokohama.

Por Rafael Monteiro – Repórter da Rádio Nacional