Kim Jong-Un está em estado grave, diz tv

O Lider norte-coreano, Kim Jong-un (KNCA/via Fotos Públicas)

O líder norte-coreano, Kin Jong-Un, está internado em estado grave, indicam fontes ouvidas pela CNN. A informação foi divulgada na noite desta segunda-feira (20).

A reportagem diz que a inteligência americana monitora a situação. A emissora destacou as suspeitas sobre a ausência de Kin Jong-Un no aniversário recente do avô dele, em 15 de abril.

Não há, ainda, confirmação oficial sobre o estado de saúde do líder norte-coreano.

Coreia do Norte fala em reagir a eventual ataque americano

Por NHK

Trump e Kim durante encontro no Vietnã (Arquivo/Shealah Craighead/Casa Branca/Reprodução)


O chefe do Exército da Coreia do Norte, Park Jong Chon, disse que seu país vai responder com rapidez caso os Estados Unidos (EUA) lancem um ataque militar. Ele fez o alerta nessa quarta-feira (4).

Na terça-feira (3), durante a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em Londres, o presidente norte-americano, Donald Trump, deu a entender que forças militares poderiam ser usadas contra Pyongyang.

A imprensa norte-coreana citou Park, segundo o qual se os EUA realizarem um ataque, a Coreia do Norte “adotaria imediatamente medidas correspondentes em qualquer nível”, e que os americanos enfrentariam “algo terrível”.

O chefe do Estado Maior do Exército do Povo Coreano disse que o líder Kim Jong-un não estava satisfeito com o comentário de Trump. Acrescentou que a relação próxima entre os dois líderes é a única garantia que impediria “um conflito físico”.

Negociações sobre desnuclearização estão paradas desde que a cúpula entre Trump e Kim, realizada em fevereiro no Vietnã, acabou sem acordo.

A Coreia do Norte pede aos EUA que apresentem um plano para acabar com o impasse até o fim do ano.

ONU

Membros europeus do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) divulgaram declaração conjunta, condenando os lançamentos de mísseis balísticos pela Coreia do Norte.

Ontem, o Conselho de Segurança promoveu reunião a portas fechadas, após Pyongyang ter disparado, em 28 de novembro, dois mísseis balísticos que caíram no Mar do Japão.

A embaixadora da Polônia na ONU, Joanna Wronecka, leu o documento em nome de seis países europeus. Eles condenaram os contínuos testes de mísseis balísticos e afirmaram que as ações provocativas representam uma clara violação de resoluções do Conselho de Segurança.

A declaração pede à Coreia do Norte que se engaje em negociações significativas com os Estados Unidos visando à desnuclearização.

A embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Kelly Craft, presidiu a reunião. Contudo, o lado americano não aderiu à declaração.

Segundo a maioria dos membros, os testes de mísseis pela Coreia do Norte representam violação de sanções das Nações Unidas. No entanto, o Conselho de Segurança não expressou solidariedade porque o governo do presidente americano, Donald Trump, busca o diálogo com Pyongyang.

Coreia do Norte cobra novas condições para acordo com EUA

O líder norte-coreano, Kim Jong-un, declarou neste sábado (13) estar aberto a um terceiro encontro de cúpula com o presidente americano, Donald Trump, caso os Estados Unidos proponham condições mutuamente aceitáveis para um acordo até ao fim deste ano.

Segundo a Agência Central de Notícias Coreana (KCNA, na sigla em inglês), sediada em Pyongyang, Kim fez a afirmação em discurso proferido durante uma sessão do Parlamento norte-coreano, no qual atribuiu o fracasso da cúpula de fevereiro ao que descreveu como “exigências unilaterais dos Estados Unidos”, embora acrescentando que a sua relação pessoal com Trump continua boa.

Kim Jong-un repetiu declarações anteriores de que a fragilizada economia da Coreia do Norte crescerá, apesar das pesadas sanções internacionais impostas devido ao seu programa de armas nucleares, e garantiu que não ficará “obcecado com cúpulas com os Estados Unidos, por necessidade de alívio de sanções”.

Washington afirmou que a cúpula não foi bem-sucedida devido às excessivas exigências de alívio de sanções por parte de Pyongyang em troca de medidas de desarmamento limitadas.

“É claro que nós damos importância à resolução de problemas através do diálogo e de negociações. Mas o estilo de diálogo dos Estados Unidos, de impor unilateralmente as suas exigências, não se ajusta a nós, e não temos interesse nele”, declarou Kim no discurso. “Esperaremos com paciência até ao fim do ano que os Estados Unidos apresentem uma decisão corajosa. Mas será claramente difícil que surja uma boa oportunidade como da última vez”, acrescentou.

Nesta sexta-feira, a KCNA noticiou que Kim foi reeleito como presidente da Comissão de Assuntos de Estado, o mais importante órgão de decisão do país, durante uma sessão da Assembleia Popular Suprema, que saudou a sua “excepcional sabedoria ideológica e teórica e liderança experiente”.

Na quinta-feira, Trump se encontrou com o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, em Washington. Na reunião, os líderes concordaram da importância das negociações nucleares com a Coreia do Norte. “Uma terceira cúpula pode acontecer”, declarou Trump, ao receber o homólogo sul-coreano na Casa Branca. Trump e Kim se encontraram pela primeira vez em junho do ano passado em Cingapura. Uma segunda reunião ocorreu em fevereiro passado em Hanói, no Vietnã, mas terminou abruptamente, após não ter sido obtido um acordo sobre a questão da destruição das armas nucleares norte-coreanas. * Com informações da Deuschte Welle

Coreia do Norte ameaça interromper negociação com EUA

A Coreia do Norte considera suspender as negociações com os Estados Unidos sobre uma desnuclearização e pode retomar seus testes nucleares e de mísseis, a menos que Washington faça concessões, segundo afirmou uma diplomata norte-coreana nesta sexta-feira (15).

A vice-ministra do Exterior, Choe Son-hui, culpou autoridades americanas pelo fracasso da cúpula realizada no mês passado em Hanói, no Vietnã, entre o presidente americano, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un.

“Não temos a intenção de ceder às exigências dos EUA [feitas em Hanói] de nenhuma forma, nem estamos dispostos a participar de negociações desse tipo”, disse Choe.

As declarações da diplomata representam a primeira insinuação do regime norte-coreano sobre uma possível ruptura do diálogo entre Pyongyang e Washington.

Segundo a vice-ministra, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, e o assessor de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, “criaram uma atmosfera de hostilidade e desconfiança e, portanto, obstruíram o esforço construtivo para negociações entre os líderes supremos de Coreia do Norte e Estados Unidos”.

Choe afirmou que Washington abandonou uma oportunidade de ouro na cúpula de Hanói e avisou que Kim pode repensar a moratória sobre lançamento de mísseis e testes nucleares.

“Quero deixar claro que a posição de gângster adotada pelos EUA acabará colocando a situação em risco”, afirmou a vice-ministra, citada pela agência de notícia Associated Press. “As relações pessoais entre os dois líderes supremos são boas, e a química é misteriosamente maravilhosa”, explicou.

A Coreia do Sul – que ostenta uma agenda ambiciosa de envolvimento com a Coreia do Norte, plano que depende de Pyongyang e Washington resolverem ao menos algumas de suas diferenças – afirmou ser cedo demais para analisar o significado dos comentários de Choe.

“Não podemos julgar a situação atual com base apenas nas declarações da vice-ministra Choe Son-hui. Estamos observando a situação de perto. Em qualquer situação, nosso governo tentará retomar as negociações entre a Coreia do Norte e os EUA”, afirmou o gabinete presidencial sul-coreano.

Mais cedo nesta sexta-feira, uma porta-voz do Ministério da Unificação da Coreia do Sul disse que a reunião semanal intercoreana que deveria ocorrer em Kaesong, na Coreia do Norte, foi cancelada depois que Pyongyang comunicou que não enviaria funcionários do alto escalão. A porta-voz disse que Seul não sabe por que autoridades norte-coreanas decidiram não comparecer.

A segunda última cúpula entre Trump e Kim fracassou devido a divergências sobre as demandas americanas de desnuclearização e a demanda norte-coreana por alívios drásticos nas sanções internacionais, que foram impostas devido aos testes nucleares e de mísseis executados por Pyongyang durante anos, desafinado resoluções do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas.

No começo desta semana, em Washington, o representante especial os EUA para a Coreia do Norte, Stephen Biegun, afirmou que o governo americano espera poder continuar com as negociações, embora não tenha dado detalhes sobre quando novas rodadas de conversações poderiam ser realizadas.

“A diplomacia está muito viva”, disse Biegun, na segunda-feira, mas não chegou a especificar se houve conversas desde a cúpula em Hanói.

Na semana passada, fotos de satélite analisadas por especialistas mostraram atividade recente em uma instalação de montagem de mísseis norte-coreanos, aumentando as especulações sobre um possível lançamento após a fracassada cúpula de Hanói.

Para os especialistas, as imagens indicam que a Coreia do Norte pode rapidamente reverter todas as ações de desmantelamento dos seus programas de armas nucleares que tinham sido iniciadas após a primeira cúpula, em 2018, e constituem uma “afronta à estratégia diplomática do presidente dos EUA”.

*Com informações da Deutsche Welle (agência pública da Alemanha)

Casa Branca diz que reunião de Trump e Kim foi positiva

Trump e Kim durante encontro no Vietnã (Shealah Craighead/Casa Branca/Reprodução)

Após o retorno do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, do segundo encontro com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, em Hanói, no Vietnã, a Casa Branca informou hoje (3) em seu site, que a reunião foi proveitosa. As conversações entre os dois líderes duraram três dias, mas não resultaram em acordo sobre os temas tratados – desnuclearização e conceitos econômicos.

“[Foi] ótimo voltar do Vietnã, um lugar incrível. Tivemos negociações muito substanciais com Kim Jong-un. Sabemos o que querem e eles sabem o que devemos ter. Relacionamento muito bom, vamos ver o que acontece”, afirmou Trump, de acordo com o site da Casa Branca.

Trump e Kim Jong-un se reuniram nos últimos dias 27 e 28. Houve um jantar e reunião privada. Inicialmente, os objetivos da reunião giravam em torno da desnuclearização, a suspensão de sanções e alternativas para acordos bilaterais.

Há três dias, o governo norte-americano informou sobre a falta de resultados da reunião.

“Os dois líderes discutiram diversos meios para avançar a desnuclearização e conceitos econômicos. Nenhum acordo foi fechado desta vez, mas suas respectivas equipes esperam se encontrar no futuro.”

Em nota, postada no Twitter, a Casa Branca informa que o presidente Trump pretende aprofundar os relacionamentos com parceiros comerciais, sem sacrificar os trabalhadores e indústrias norte-americanas.