Após ato pacífico, há confronto com a PM e 17 são presos

Um pequeno grupo de manifestantes que participaram do ato pela democracia, contra o racismo e contra o Governo Jair Bolsonaro entraram em confronto com a Polícia Militar (PM), no começo da noite de hoje (7), em Pinheiros, zona oeste de São Paulo. A passeata pretendia seguir até a Avenida Paulista, mas a PM não permitiu a passagem, segundo a Globo News, por causa de uma ordem judicial que impede manifestações antagônicas na Paulista. Mais cedo, apoiadores de Bolsonaro realizaram um ato na Avenida Paulista.

(PMESP/Reprodução)

Durante o deslocamento, duas agências bancárias foram apedrejadas, segundo a PM – uma do Bradesco e outra do Itaú. Manifestantes pacíficos fizeram uma intervenção no local para impedir novas depredações.

Quando o grupo foi bloqueado, impedido de seguir para a Paulista, houve confusão. A polícia usou bombas de efeito moral e disparou com balas de borracha e spray de pimenta.

Prisões

Mais cedo houve 17 prisões na região da Avenida Paulista e do Largo da Batata, segundo entrevista do Coronel Álvaro Camilo à Globo News, e a apreensão de alguns objetos suspeitos. A informação foi divulgada pela PM por uma rede social.

Protesto contra Bolsonaro se concentra no Largo da Batata

Manifestantes reunidos no Largo da Batata (GloboNews/Reprodução)

Manifestantes contrários ao Governo do Presidente Jair Bolsonaro se concentraram hoje (7) no Largo da Batata, região de Pinheiros, zona oeste de São Paulo. Três grupos convocaram o ato, entre eles a Frente Povo Sem Medo.

Imagens exibidas pela Globo News mostraram um carro de som e faixas de protesto contra o presidente e também com a inscrição “Democracia Corinthiana”. Uma das pistas da Avenida Faria Lima foi fechada pelos manifestantes.

Largo da Batata (Guilherme Gandolfi/Fotos Públicas)

A Polícia Militar se posicionou no local no fim da manhã de domingo. Os policiais acompanham o ato que, segundo imagens, ocorre de forma pacífica.

Avenida Paulista

Ato de apoio a Bolsonaro na Avenida Paulista (CNN Brasil/Reprodução)

Na Avenida Paulista também houve um ato de apoio ao Presidente Bolsonaro, mas que reuniu, pelas imagens divulgadas na internet, uma menor quantidade de pessoas. Uma decisão judicial, liminar, havia proibido manifestações na Paulista neste domingo de grupos antagônicos.

Mesmo assim, um pequeno grupo contrário ao Presidente aconteceu na Rua da Consolação, cruzamento com a Paulista.

Justiça proíbe manifestação na Paulista amanhã

O juiz Rodrigo Galvão Medina, do plantão civil da capital paulista, concedeu – na noite desta sexta-feira (5) – liminar proibindo a realização de atos de grupos antagônicos na Avenida Paulista, previstos para amanhã. O magistrado acolheu pedido do governo estadual.

Manifestação realizada no último domingo (31), na Avenida Paulista (Arquivo/Bancada Ativista/via Revista Fórum)

No seu despacho, ele destacou que a medida visa evitar confrontos e danos ao patrimônio. 

“Impeço que os grupos manifestantes, manifestamente antagônicos entre si, se reúnam no mesmo local e data Avenida Paulista, capital, no próximo dia 7 de junho -, evitando-se, assim, confrontos e prejuízos decorrentes desta realidade, zelando as autoridades administrativas competentes para que tal empreitada possa ter seu efetivo sucesso”, afirmou.

Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça, a Secretaria da Segurança Pública e o Ministério Público estão em contato com os organizadores dos atos para se chegar a um consenso que garanta a segurança de todos e o direito à livre manifestação. A decisão consta do Processo digital nº: 1000553-30.2020.8.6.0228.

Em nota, o Movimento Somos Democracia disse que, “apesar do inconformismo com a decisão, irá atender a determinação judicial, para preservar a integridade física dos manifestantes e evitar a repressão, mas não vamos recuar dos nossos propósitos de interromper a marcha autoritária que rompe os limites constitucionais e da democracia”. O movimento informou que a manifestação será feita no Largo do Batata às 14h do domingo (7).

Por Ludmilla Souza – Repórter da Agência Brasil

Peça ao ar livre fala de Lampião no Largo da Batata

Primeiras apresentações vão ser realizadas no Largo da Batata (Iarlei Rangel/Divulgação)


O Largo da Batata, em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, será o primeiro endereço de uma temporada de apresentações gratuitas do espetáculo ‘Relampião’. Na peça, as Companhias Miolo e Paulicea se juntam para revisitar histórias de Lampião – personagem histórico do Cangaço, para relacioná-lo com momentos atuais.

Quatro apresentações serão realizadas no Largo da Batata. Elas fazem parte do Projeto Relampião, contemplado na 9ª edição do Prêmio Zé Renato de Apoio à Produção e Desenvolvimento da Atividade Teatral para a Cidade de São Paulo, da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo. 

Em toda cidade, até dezembro vão ser realizadas encenações gratuitas, em praças e parques da capital, que têm em comum a grande circulação de pessoas (veja a programação abaixo)

Espetáculo terá 20 apresentações gratuitas até dezembro (Iarlei Rangel/Divulgação)

A linguagem do espetáculo, músicas e figurinos foram criados a partir de uma pesquisa voltada para a Cultura Popular Brasileira: o Cavalo-Marinho, o Samba, as Carrancas de São Francisco, os tipos populares do Brasil. Uma estética que remete ao imaginário de Lampião, ou Virgulino Ferreira da Silva.

“Acreditamos que assim se estabelece uma oportunidade singular para que nossa cultura seja apresentada, discutida e experimentada”, diz o diretor do espetáculo, Alexandre Kavanji.

Sinopse

Relampião traz a história de personagens que trabalham como ambulantes em uma praça, cada um carregando seu sonho e seu modo de resistir; cada um driblando sua maré, para não se entregar à deriva do “azar”.

É com essas histórias, entre músicas, narrativas e poemas que Virgulino, um artesão de carrancas, espera somar forças para avançar em seu dia a dia, para manter a cabeça presa ao pescoço e para com outros tornar-se um bando, capaz de enfrentar os macacos covardes que desprezam a importância dessa gente.

Serviço

Apresentações:

Largo da Batata – Pinheiros – São Paulo

  • Quando: 30 e 31 de Outubro e 06 e 07 de Novembro de 2019 -quartas e quintas-feiras
  • Horário: 16h00        

Parque da Juventude – Zona Norte – São Paulo

  • Quando: 01 de Novembro de 2019 (sexta-feira) – Horário: 16h00     
  • Quando: 08 de Novembro de 2019 (sexta-feira) – Horário: 15h00 

Praça Miguel Del’erba – Lapa – São Paulo

  • Quando: 11, 12 e 13 de Dezembro de 2019 (segunda a quarta-feira) – Horário: 16h00

Parque da Aclimação – São Paulo

  • Quando: 27, 28 e 29 de Novembro (quarta a sexta-feira) e 03 de Dezembro de 2019 (terça-feira)
  • Horário: 15h00

Praça do Patriarca – Centro – São Paulo

  • Quando: 01 de Dezembro de 2019 (domingo)
  • Horário: 15h00

Largo 13 de Maio – São Paulo

  • Quando: 04, 05, 06 e 07 de dezembro de 2019 (Quarta-feira à sábado)
  • Horário: 15h00

Parque do Carmo – Zona Leste – São Paulo

  • Quando: 08 de dezembro de 2019 (domingo)
  • Horário: 15h00

Prefeitura muda local de blocos por questão de segurança

Por Daniel Mello


A prefeitura de São Paulo remanejou os blocos que deveriam desfilar no Largo da Batata, zona oeste, hoje (4) e amanhã (5). Na nota divulgada na noite de ontem (3) a administração municipal afirma que a decisão foi tomada “por questão de segurança” e que foram registrados incidentes em eventos “não oficiais” que aconteceram no local.

O Bloco Latinha Mix, um dos que teve o trajeto alterado, disse que a prefeitura justificou a mudança alegando que a área estava tendo problemas com assaltos. O Latinha vai sair amanhã do Obelisco do Parque Ibirapuera às 13h30. Enquanto o bloco Não serve Mestre, que também desfilaria hoje no Largo da Batata, foi remanejado para a Rua Henrique Schaumann, ainda em Pinheiros, assim como o Me Lembra que Eu Vou. A programação no novo local começa às 13h.

A Polícia Militar disse não ter registrado ocorrências no Largo da Batata durante o fim de semana. A Secretaria de Estado da Segurança Pública também foi procurada, mais ainda não respondeu aos questionamentos da reportagem da Agência Brasil sobre o número e a natureza das ocorrências registradas na área.

Em um balanço divulgado ontem (3), o governo de São Paulo informa que 589 pessoas foram presas pelas polícias Civil e Militar em todo o estado. Entre esses, 127 eram procurados pela Justiça. Foram apreendidas ainda 43 armas e recuperados 121 veículos roubados.

Thiago Abravanel anima bloco; veja programação de hoje

O pré-Carnaval de rua de São Paulo terá neste domingo (24) 90 blocos espalhados por ruas e avenidas da cidade. Ao longo do fim de semana foram 210 grupos.

Fundado em 2013, o Chá da Alice estará na Avenida Faria Lima levando muita música e os personagens do filme “Alice no País das Maravilhas” para divertir os foliões. O Bloco do Dennis espera um público de até 10 mil pessoas para curtir muito funk sob o comando do Dennis DJ.

Thiago Abravanel é uma das atrações do domingo de pré-carnaval (Facebook/Reprodução)

O cantor Thiago Abravanel desfilará pela Avenida Faria Lima (Largo da Batata) com o Bloco Gambiarra. O desfile é direcionado ao público LGBT, que promete lotar a avenida no domingo de pré-carnaval. Também em Pinheiros, o bloco Confraria do Pasmado – Pasmadão estará nas ruas com até 20 mil pessoas. O grupo conta com 16 anos no carnaval de rua de São Paulo.

As subprefeituras Aricanduva, Butantã, Capela do Socorro, Casa Verde, Cidade Ademar, Cidade Tiradentes, Ermelino Matarazzo, Freguesia do Ó, Ipiranga, Itaim Paulista, Itaquera, Jabaquara, Jaçanã/ Tremembé, Lapa, Mooca, Penha, Pinheiros, Pirituba/ Jaraguá, Santana/ Tucuruvi, Santo Amaro, Sé, Vila Maria/ Vila Guilherme e Vila Mariana terão também desfiles nos dias 23 e 24 de fevereiro.

Veja a programação completa de carnaval aqui.

Protestos organizados pela internet reúnem milhares no Brasil e no exterior

Largo da Batata, em São Paulo (Don Imagens/Twitter Jornalistas Livres/Reprodução)

Milhares de pessoas se reuniram em ato realizado na tarde deste sábado (29), no Largo da Batata, em São Paulo. O movimento “ele não” foi organizado pela internet.

Além de São Paulo, a manifestação ocorreu em várias cidades brasileiras e também no exterior.

Em Brasília, pelo menos 30 mil pessoas – de acordo com as organizadoras – participaram do ato convocado pelo coletivo “Mulheres Unidas contra Bolsonaro”. Na última atualização da Polícia Militar (PM), a mobilização tinha 5 mil pessoas. O protesto foi pacífico. 

Brasília, durante a manifestação (Antonio Cruz/Agência Brasil)


*Com informações da Agência Brasil