São Paulo recebe novos pontos de coleta de resíduo eletrônico

Por Flávia Albuquerque

(Ilustrativa/Reprodução)

A cooperativa de Gestão de Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos (Coopermiti) contará com dois novos pontos temporários de coleta no bairro da Lapa, em São Paulo, como parte das atividades da Semana Mundial do Meio Ambiente. Com os coletores na seda da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e no Poupatempo, o objetivo é conscientizar e educar o público para o descarte correto dos resíduos eletrônicos que se acumulam em casa. Os dois pontos já estão prontos para receber os eletroeletrônicos quebrados ou sem uso. 

Segundo o presidente da Coopermiti, Alex Pereira, quando se pensa em reciclagem de eletroeletrônicos vale lembrar de que para fabricá-los é preciso extrair recursos da natureza. “Nosso celular, nosso computador, nosso secador de cabelo, nossa sanduicheira, tudo isso vem de recursos da natureza. Devasta para fabricar equipamentos que a gente precisa, porque é difícil imaginar o mundo sem tecnologia”.

Por esse motivo, se esses eletroeletrônicos não forem descartados corretamente, além de aumentar o prejuízo ambiental, porque haverá poluição do solo e da água, perde-se a oportunidade de reaproveitar esses recursos que saíram da natureza, tendo então de voltar a buscar mais matéria-prima. 

Pereira explicou que no Brasil há um atraso expressivo com relação à consciência ambiental, porque a maioria das pessoas acredita que o problema é dos outros ou do governo, e não se lembra de que todos são responsáveis. “Esse é um paradigma a ser quebrado porque nós, como consumidores, já nos educamos a pesquisar o fornecedor antes de adquirir o produto. Mas com o descarte, não fazemos isso. Não nos preocupamos se o local onde vamos descartar é adequado para aquele tipo de resíduo”.

De acordo com Pereira, o equipamento eletrônico exige técnica para o manuseio, pois quando está montado não causa danos, mas no momento do desmonte, além de oferecer risco ao trabalhador, começa a expor alguns contaminantes. Por falta de informação, muitas vezes esses materiais são enviados diretamente para o resíduo comum e acabam em aterros sanitários, que são o pior destino para eles, porque passam a ser perigosos quando expostos ao sol e à chuva, uma vez que podem liberar substâncias como mercúrio, cádmio, cobre e cromo, entre outros.

“Não é só desmontar e reciclar, é preciso saber como desmontar e saber como separar cada parte e peça que não tem reciclabilidade. Como a gente não tem essa cultura de se responsabilizar pelo resíduo, ainda mais o eletrônico que é um pouco mais complexo, e a nossa cultura como brasileiros é de sempre esperar que tudo venha a nós, é importante disponibilizar muitos postos de coleta para tentar facilitar o descarte para o cidadão”, destacou. 

A Coopermiti conta com outros pontos espalhados pela cidade de São Paulo e que estão disponíveis para a população durante todo o ano. Para saber onde descartar corretamente o resíduo eletrônico, entre na página da Coopermiti na internet.

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Franquia: Empresa que gerencia lixo eletrônico inicia expansão

(Ilustrativa/Reprodução)

Fundada pelo empresário Nícolas Fonseca Martins, a Sucata Digital acaba de entrar para o mercado de franquias e tem como meta abrir duas unidades franqueadas nos próximos cinco meses. A empresa direciona a expansão para a região metropolitana de São Paulo, além do litoral e interior do estado.

Especializada em coletar e gerenciar todo tipo de lixo eletrônico, a Sucata Digital já processou mais de 800 toneladas de resíduos, como celulares velhos, computadores, componentes eletrônicos e aparelhos de televisão. O material recolhido é direcionado para empresas recicladoras parceiras.

“Você tem um ganho ambiental importante quando você direciona esse lixo para o destino certo”, destaca Nícolas.

Um dos projetos da empresa é a instalação da “Caixa Verde” para coletar o lixo eletrônico em pontos estratégicos da grande São Paulo. Dependendo da quantidade de material, a Sucata Digital compra esse lixo, processa o material e faz a destinação.

Atualmente, apenas 15% do volume de lixo gerenciado vêm de pessoas físicas. “Os empresários, cada vez mais, têm colocado em prática políticas de responsabilidade social. Dar destino correto ao lixo eletrônico é também uma forma de evitar o acúmulo dentro das empresas”, comenta.

Segundo a Organização das Nações Unidades (ONU), em 2016 foram gerados 44,7 milhões de toneladas métricas de resíduos eletrônicos no mundo. A previsão, segundo o relatório “Global E-Waste Monitor 2017”, desenvolvido pela Universidade da ONU e pela Associação Internacional de Resíduos Sólidos, é que esse volume cresça 17% e chegue a 52,2 milhões de toneladas métricas até 2021.

O mesmo levantamento indica que apenas 20% do total de lixo eletrônico produzido foram reciclados. “Há uma demanda mundial pela reciclagem desse material e há um mercado para ser explorado, transformando esse lixo em benefício social e financeiro”, finaliza Nícolas.

Para franquear o negócio, a Sucata Digital implantou um software de controle de estoque, no qual todos os franqueados lançarão o material coletado. A ideia é não gerar concorrência entre as franquias e conseguir negociações mais atraentes para o lote de lixo eletrônico gerenciado.

Para operar, cada franquia precisa de um galpão com tamanho a partir de 250 metros quadrados e um veículo para coleta. O investimento total, incluindo a taxa de franquia de R$ 35 mil, é a partir de R$ 60 mil.

Ficha técnica 

Ano de Fundação: 2015

Ano no Franchising: 2018

Formatos oferecidos: Modelo de rua

Unidades Próprias: 1

Investimento total: a partir de R$ 60 mil (Incluído capital de giro, taxa de franquia e instalação. Não inclui veículo e galpão)

Taxa de Franquia: R$ 35 mil

Capital de giro: R$ 12 mil

Área média para instalação: a partir de 250m²

Quantidade de funcionários: 4

Royalties: 5% do faturamento bruto

Taxa de Publicidade: 2% do faturamento bruto

Faturamento Médio: R$ 42 mil

Lucratividade: 31% (mês)

Prazo de Retorno Médio: 24 meses

*atualizado às 12h57