Startup de inteligência logística projeta crescer 300% em 2021

Fábio Garcia, ceo da +Envios (Divulgação)

Gerente de contas no mercado financeiro por mais de 15 anos, Fábio Garcia sempre prezou pelo relacionamento próximo ao cliente nas empresas em que trabalhou ao longo de sua carreira. O publicitário, que tem especialização em comércio exterior, trabalhou durante quatro anos no setor logístico, mais especificamente com gestão de envios e logística reversa. Foi desta experiência que, em 2019, nasceu a +Envios, startup especializada em inteligência logística, que já movimentou mais de R$ 6 milhões e planeja crescer 300% até o final deste ano, segundo comunicado divulgado à imprensa.

“ Alguns clientes antigos, de outras empresas que trabalhei, ficaram sabendo do projeto, me deram um voto de confiança e, satisfeitos com a qualidade dos serviços prestados, começaram a indicar para conhecidos”, lembra Garcia.

Fábio conta que o projeto já vinha sendo pensado há alguns anos e que ele já nutria o desejo de empreender, mas foi com a descoberta da gravidez da esposa que decidiu dar este passo.

“Com a paternidade, senti que era o momento de evoluir na minha carreira e ter a possibilidade de pensar em um futuro mais estável para minha família. Foi a partir desse pensamento que consegui tirar as coisas do papel”.

O projeto mencionado era criar uma empresa para oferecer aos pequenos comerciantes, os mesmos recursos que os grandes lojistas tinham para fazer seus envios, além de investir em tecnologia para fazer deste negócio algo inovador. A grande dificuldade no início do negócio foi encontrar empresas de softwares e sistemas que seriam capazes de atender à demanda desafiadora.

“O pequeno varejista, seja e-commerce ou empresas off line, sempre teve muitas dificuldades em fazer seus envios, tendo de pagar por coleta em transportadoras, por exemplo. Além disso, o mercado logístico sempre teve estrutura de benefícios piramidal. Pensamos em oferecer ao pequeno e médio  tudo o que um grande teria, como coleta gratuita, sistema top de pré-postagem, gestão e atendimento vip 24 horas. A maior dificuldade para implementar essas ideias foi encontrar empresas capazes de nos oferecer os recursos técnicos necessários”, diz.

Atualmente a startup atende mais de 200 clientes espalhados pelo Brasil e, para este ano,  planeja expandir o negócio por meio de franquias ou parcerias.

Com expansão, Pegaki quer contratar 150 profissionais

Daniel Frantz, COO, e Joao Cristofolini, CEO da Pegaki (Divulgação)

A rede de pontos de retirada e coleta Pegaki vai contratar 150 vagas profissionais durante o ano de 2021, em áreas como tecnologia, vendas, atendimento, marketing, produto e e-commerce, informa em comunicado. A startup busca talentos de qualquer parte do mundo para trabalharem remotamente. Mais informações sobre as vagas e processo seletivo podem ser encontradas no  https://pegakicarreiras.gupy.io/.

Recém adquirida pelo grupo Intelipost, empresa pretende aumentar sua rede para mais de 20 mil pontos credenciados, saltando de 20 para 150 postos de trabalho.

“Acreditamos que o modelo de trabalho foi transformado pela pandemia. Por isso, estamos abrindo uma série de vagas para trabalho remoto. Hoje já temos pessoas do nosso time trabalhando em diferentes cidades, estados e países, como Portugal”, explica o sócio-fundador e Co-CEO da Pegaki, João Cristofolini.

Sobre a Pegaki

Criada em 2016, a Pegaki surgiu para resolver problemas de insucesso de entregas do e-commerce. Atualmente, a Pegaki está presente em 1.500 pontos em todos os estados do Brasil. O plano é chegar a 20 mil pontos nos próximos três anos, agregando tecnologia e inteligência ao desenvolvimento de iniciativas de omnichannel. 

Expansão da logística em 2021 deve ser alinhada com a sustentabilidade

Com todos os desafios enfrentados no ano da pandemia, alguns setores se sobressaíram e seguem em projeção de crescimento, como é o caso do e-commerce. Segundo pesquisa realizada pela DHL, líder mundial em transporte expresso e logística, o segmento deve crescer 17% ao ano no Brasil até 2021, aumentando significativamente os processos de logística. Ao mesmo tempo, profissionais da área acreditam que os avanços tecnológicos são as principais tendências nas entregas, facilitando as operações e simplificando o mercado.

De acordo com dados da Pesquisa Anual de Serviços (PAS), publicada em agosto deste ano pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da receita total de R$1,6 trilhão, o setor de ‘Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio’ representam a maior fatia, cerca de 30% do total.

Em contrapartida, existem algumas questões relacionadas à sustentabilidade nas perspectivas para 2021, principalmente com relação à mobilidade. As empresas logísticas precisam rever seus impactos, repensar seus modelos de atuação, optar por meios viáveis aos envolvidos e escolher formas mais acessíveis e sustentáveis.

“Nós somos uma empresa verde, economizamos, no mínimo, 12% de óleo diesel. Quando você roteiriza, busca as melhores formas. Evita passar por determinados lugares que não precisa e faz economia em consumo”, explica Antonio Wrobleski, presidente da Pathfind, empresa especializada em otimização e redução de custos logísticos.

A logística verde ou logística ambiental deve fazer parte da expansão do setor para o próximo ano, a partir de medidas e políticas sustentáveis que visam reduzir o impacto ambiental causado pelas atividades do setor. “Uma moto polui mais que duas vezes e meia que um automóvel. Agora bike não, bike é tudo. Então mobilidade é isso. Como você implementa? Olha que interessante, como eu sigo essa bike? Com o celular, aplicativo. Eu tenho um app que faz o tracking na bike, a partir da tecnologia. Isso é mobilidade, economia verde e menos floresta derrubada e assim por diante”, ressalta Wrobleski.

A partir de cada contexto e das necessidades de cada empresa logística, o mais importante para 2021 é focar na redução de emissões e optar por transportes e combustíveis menos poluentes. Esse é o conflito existente entre expansão do mercado logístico e a necessidade de planejar e executar ações mais sustentáveis, soluções que favorecem tanto o segmento quanto a natureza. Não há crescimento sem conscientização ambiental, ainda mais no atual momento. A união entre as novas tecnologias, economia e consciência ambiental é uma necessidade urgente da década, além de proporcionar vantagem competitiva frente aos concorrentes, alinhada às tendências e projeções do mercado.

Sobre Antonio Wrobleski

Antonio Wrobleski é presidente do Conselho de Administração da Pathfind. Engenheiro, com MBA na NYU (New York University), também faz parte do Conselho da BBM Logística e e sócio da Awro Logística e Participações.

Sobre a Pathfind

A Pathfind é uma empresa brasileira de software para a cadeia logística com especialização em ferramentas de roteirização e otimização inteligente de distribuição de cargas. A demanda por mais inteligência na distribuição de cargas com o aquecimento do e-commerce impulsionou os negócios da Pathfind, que oferece tecnologia para otimização dinâmica das rotas. Desde março, a carteira de clientes cresceu 40% acima do esperado e a previsão de crescimento para 2020, feita em janeiro, dobrou. Atualmente, a empresa atende a mais de 400 clientes, entre eles FedEx, DHL, Votorantim Cimentos, Nestlé e Heineken.