Moradores de dois estados vão pagar energia mais cara

Luciano Nascimento/Agência Brasil

O reajuste foi autorizado para duas empresas que atuam no Espírito Santo e em Santa Catarina.
(Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil)

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta segunda-feira (13) o reajuste nas tarifas da empresa Luz e Força Santa Maria, que atende a 11 municípios no Espírito Santo. Os reajuste médio será de 14,32% e começa a valer a partir de 22 de agosto.

Para os consumidores residenciais, atendidos na baixa tensão, o efeito médio será de 14,1%. Já para os consumidores atendidos na alta tensão, o efeito médio será de 15,10%.

Além da Luz e Força Santa Maria, a Aneel aprovou também o aumento nas conta de luz da Celesc Distribuição. A empresa foi autorizada a aplicar aumento tarifário médio de 13,86%. O reajuste terá efeito médio de 15,05% para os consumidores em alta tensão e de 13,15% para os de baixa tensão.

A Ceslesc atende a cerca de 2,9 milhões de consumidores em Santa Catarina. As novas tarifas serão aplicadas a partir de 22 de agosto.

Conta de luz: a cada 100 kWh você pagará R$ 5 a mais em agosto

(Arquivo/Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou que a cobrança adicional na conta de energia seguirá no patamar mais alto em agosto. Em julho, a agência manteve a bandeira tarifária no patamar 2 da cor vermelha, o mais alto do sistema, e o mesmo a ser aplicado no próximo mês. Isso significa que, para cada 100 quilowatts-hora (kWh) de energia consumidos, haverá uma cobrança extra de R$ 5 nas contas de luz.

Isto significa que agosto será o terceiro mês seguido com a bandeira tarifária no patamar mais caro. A cobrança extra de R$ 5 para cada 100 kWh começou em junho. Em maio, a bandeira tarifária estava na cor amarela, que tem cobrança extra de R$ 1 para cada 100 kWh.

A Aneel disse que a manutenção da bandeira vermelha no patamar 2 “deve-se ao prosseguimento das condições hidrológicas desfavoráveis e à redução no nível de armazenamento dos principais reservatórios do Sistema Interligado Nacional (SIN)” disse a Aneel.

A baixa incidência de chuvas, também chamada de risco hidrológico, ou GSF (sigla em inglês para Generation Scaling Factor), é, ao lado do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), que é o preço da energia elétrica no mercado de curto prazo, as principais variáveis que influenciam na cor da bandeira tarifária.

Peso do risco hidrológico

Quinta-feira (26), a agência lançou uma consulta pública para avaliar a possibilidade de os geradores hidrelétricos promoverem a alteração do produto contratado e ajustar a cobertura do risco hidrológico dos contratos de comercialização de energia no ambiente regulado, que atende aos consumidores residenciais. A intenção é diminuir o peso do risco hidrológico na geração de energia.

A medida deve valer para os geradores que repactuaram o risco hidrológico de usinas hidrelétricas a partir de 2016. Eles poderão alterar o produto contratado originalmente, para ajustar a cobertura do risco dos contratos de comercialização de energia no ambiente regulado e reduzir o peso do GSF.

A resolução da Aneel que trata da questão aponta como fatores de risco a serem levados em consideração dados como hidrologia, teto do PLD e variação do IPCA. A consulta deve abrir para os geradores de energia a possibilidade de negociar parte do risco, podendo transferir uma parcela ao consumidor.

Em troca, os geradores aumentariam o percentual de pagamento para a Conta Centralizadora dos Recursos de Bandeiras Tarifárias, a chamada Conta Bandeiras, que administra os recursos adicionais das bandeiras tarifárias, como os que serão gerados em agosto com a cobrança extra de R$ 5 por 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

(Luciano Nascimento/Agência Brasil)