Bolsonaro é alvo hoje de protesto convocado por ex-apoiadores

Avenida Paulista em maio deste ano (Allan White/Fotos Públicas)

Após as manifestações de esquerda de maio e junho que romperam o monopólio bolsonarista das ruas, neste domingo (12/09) é a vez de grupos de direita contrários a Jair Bolsonaro liderarem manifestações que pretendem ser o ensaio de uma “frente ampla” contra o presidente.

Os atos foram convocados pelo Movimento Brasil Livre (MBL) e o Vem pra Rua, grupos de direita responsáveis pelas gigantescas manifestações pelo impeachment de Dilma Rousseff entre 2015 e 2016. Posteriormente, os grupos apoiaram indireta ou abertamente a candidatura de Bolsonaro em 2018, mas romperam com o presidente depois da posse.

Atos contra Bolsonaro estão previstos em São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro e outras capitais. Eles ocorrem poucos dias após o presidente  instrumentalizar o feriado de 7 de Setembro para convocar manifestações antidemocráticas contra o Supremo Tribunal Federal e tentar demonstrar que seu governo combalido ainda tem alguma força.

Na ocasião, Bolsonaro fez discursos golpistas contra a Corte, que provocaram repúdio em boa parte da classe política e até consequências negativas na economia, reavivando discussões sobre o impeachment do presidente.

No dia seguinte, Bolsonaro publicou uma nota em tom de recuo – que foi recebida com ceticismo, considerando que o político já interrompeu ofensivas anteriormente para voltar à carga em momento mais oportuno.

Adesão de setores da esquerda

Os atos deste domingo ganharam a adesão de alguns partidos de centro-esquerda, como o PSB e o PDT. O PCdoB também declarou apoio, assim como as siglas de direita ou centro-direita Novo, Cidadania, PSL, PSDB e outras. Figuras da política, como o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM) e o e senador Álvaro Dias (Podemos-PR), também confirmaram presença. Algumas centrais sindicais aderiram.

“Irei à manifestação do dia 12 na Avenida Paulista e sempre tentarei ir a outras manifestações que forem convocadas contra Bolsonaro. Seja qual for o sacrifício e risco que isso represente, há algo maior que tudo: o futuro do Brasil e da nossa democracia”, escreveu Ciro Gomes no Twitter.

Para ampliar a participação nos protestos e conseguir a adesão de membros da esquerda, os organizadores abandonaram oficialmente um dos motes originais da convocação: “Nem Bolsonaro, nem Lula”, que defendia a aglutinação de forças numa “terceira via” que não contasse com nenhuma das duas figuras polítcas. Agora, os atos vão focar no “Fora Bolsonaro”.

No entanto, mesmo com o abandono oficial do “Nem Bolsonaro, nem Lula”, o histórico de grupos como o MBL afastou o PT, principal partido de esquerda do país e, segundo pesquisas, o favorito para derrotar Bolsonaro em 2022. Organizações aliadas da legenda, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), também rejeitaram participar.

Além de ter liderado os protestos a favor do impeachment de Dilma Rousseff, o MBL tem um passado notório de espalhar boatos e fake news contra figuras de esquerda, incluindo a vereadora assassinada Marielle Franco, que foi pintada por páginas do MBL como uma figura “envolvida com bandidos”.

“Enquanto construímos esta grande manifestação de unidade pela democracia, pelo Brasil e pelos direitos do povo, incentivamos todos os atos que forem realizados em defesa do impeachment”, se limitou a afirmar a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, no Twitter, sobre os atos de domingo.

Críticos da posição do PT em não aderir aos protestos acusam o partido de não querer dividir protagonismo nem desejar genuinamente o impeachment de Bolsonaro, preferindo esperar o pleito de 2022 – que se desenha favorável a Lula. Já os defensores da posição petista apontam que são grupos enfraquecidos como o MBL que querem voltar a recuperar influência às custas de organizações de esquerda, e que os direitistas do MBL são ideologicamente indistinguíveis do bolsonarismo. Os defensores ainda duvidam da disposição de partidos como o PSDB de realmente apoiar um impeachment.

Frente ampla?

No entanto, algumas figuras da centro-esquerda e da esquerda favoráveis aos protestos afirmaram nas últimas semanas que a formação de uma “frente ampla” contra Bolsonaro precisa superar ressentimentos ou ambições eleitorais imediatas. Na história brasileira do pós-guerra, houve registro de vários episódios em que velhos ferrenhos adversários se uniram em prol de uma causa comum.

Na ditadura, o direitista Carlos Lacerda, o centrista Juscelino Kubitschek e o esquerdista João Goulart chegaram a formar um grupo político contra o regime. Às vésperas da redemocratização, vários políticos da antiga Arena (o partido de sustentação do regime) se aliaram com oposicionistas do PMDB para deter a candidatura à Presidência do populista de direita Paulo Maluf.

“É hora de unirmos forças da esquerda à direita pelo impeachment desse presidente tirano e incompetente. Todos aqueles que realmente querem a saída de Bolsonaro precisam estar juntos neste momento”, disse nesta semana o presidente do PDT São Paulo, Antonio Neto.

“O PCdoB decidiu participar também porque está empenhado em construir para mais adiante atos cívicos nacionais, suprapartidários, organizados pelo conjunto das oposições. Constituir uma frente ampla. E participar do dia 12 ajuda viabilizar esse projeto”, declarou o secretário nacional de comunicação do PCdoB, Adalberto Monteiro.
Por Jean-Philip Struck, da Deutsche Welle

PM e movimentos acertam detalhes de manifestações de 7 de Setembro

Foram acertados hoje (31) os horários e locais para as manifestações previstas para o próximo dia 7 de Setembro, Dia da Independência, na capital paulista. Segundo a Polícia Militar, as definições foram feitas em reunião com 43 grupos diferentes que pretendem ir às ruas no feriado.

Os grupos favoráveis ao presidente Jair Bolsonaro vão se concentrar das 11h às 18h na região da Avenida Paulista, entre a Praça do Ciclistas e a Avenida Brigadeiro Luís Antônio.

O ato do Grito dos Excluídos e os movimentos que vão protestar contra o governo ficarão no Vale do Anhangabaú, no centro da cidade, das 14h às 17h.

A Polícia Militar informou que vai acompanhar as manifestações e fazer revistas pessoais no público dos atos. Será proibido o porte de armas de fogo, armas brancas, bastões, fogos de artifício, drones e outros itens que possam causar danos a outras pessoas.

Decisão judicial

A realização dos dois atos simultaneamente no Dia da Independência foi autorizada em decisão liminar pelo juiz Randolfo Ferraz de Campos da 14ª Vara de Fazenda Pública. O Governo de São Paulo queria impedir a realização do ato no Anhangabaú com a justificativa de que a manifestação na Avenida Paulista foi agendada primeiro. Porém, o magistrado entendeu que todos os grupos e movimentos têm direito a ir às ruas na data.

Por Daniel Mello, da Agência Brasil

Fotógrafo que perdeu a visão em protesto será indenizado

Por 9 votos a 1, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (10) que o estado de São Paulo deve indenizar um fotógrafo que foi atingido no olho por uma bala de borracha disparada pela Polícia Militar durante um manifestação.

Os ministros julgaram um recurso apresentado pela defesa do fotógrafo Alexandro Wagner Oliveira da Silveira, que perdeu 90% da visão do olho esquerdo enquanto cobria uma manifestação de servidores públicos, realizada em maio de 2003, na Avenida Paulista, em São Paulo.

O fotógrafo foi atingido em uma operação da Polícia Militar para desobstruir a via pública. Durante o tumulto, 23 pessoas ficaram feridas.

No recurso, a defesa pediu o pagamento de indenização por danos morais e estéticos em função dos prejuízos causados pela polícia.

Antes de chegar ao STF, a Justiça de São Paulo negou pedido de indenização por entender que o profissional teve culpa exclusiva na lesão ao ter permanecido no local após o início da confusão.

De acordo com o ministro Luís Roberto Barroso, ao cobrir uma manifestação, o jornalista está correndo riscos para cumprir o dever de informar a sociedade.

“O jornalista não estava lá correndo um risco em nome próprio ou por interesse próprio, estava correndo um risco pelo interesse público que todos nós temos de saber exatamente o que acontece em uma manifestação e se a repressão policial se deu de maneira proporcional”, afirmou.

Para o presidente do STF, Luiz Fux, a liberdade constitucional de imprensa deve ser assegurada, sob pena de virar “letra morta”.

“Nesses eventos, a imprensa testemunha se há exercício regular de direito ou abuso de direito. Então, é muito importante a presença da imprensa nesses eventos porquanto ela representa um dos pilares da democracia”, disse.

A decisão tem repercussão geral e deverá ser seguida por todo o Judiciário em casos semelhantes.

Por André Richter, da Agência Brasil

*SP Agora errou: Diferentemente do que informava o título, o fotógrafo perdeu a visão. A informação foi corrigida.

Protestos contra Bolsonaro são registrados no Brasil e no exterior

Cidades de todas as regiões brasileiras registraram neste sábado (29/05) protestos contra o presidente Jair Bolsonaro e a favor de causas como a aceleração do ritmo da vacinação, defesa do auxílio emergencial e valorização da educação e da saúde no país. Até o final da manhã, manifestações ocorriam em 13 capitais e no Distrito Federal.

Também houve atos no exterior, em capitais europeias como Berlim, Londres, Paris, Lisboa e Bruxelas.

As manifestações foram convocadas por grupos de esquerda, como a Frente Brasil Popular, Frente Povo sem Medo e o Povo na Rua. Os organizadores anunciaram que atos respeitariam o distanciamento e medidas sanitárias para evitar disseminação da covid-19.

No Recife, membros da Polícia Militar atiraram balas de borracha e gás lacrimogênio contra os ativistas.

Os manifestantes se reuniram na Praça do Derby, no centro da capital pernambucana, e seguiram em direção à Avenida Conde da Boa Vista. Por volta das 11h30, a manifestação chegou à Ponte Duarte Coelho, onde a Polícia Militar começou a dispersar os manifestantes.

Agressão a vereadora

Bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha foram atiradas contra os ativistas. Vídeos mostram pessoas correndo após a chegada dos PMs e as bombas de gás sendo jogadas.

A vereadora do Recife Liana Cirne (PT), que participava do ato, divulgou nas redes sociais um vídeo que seria do momento em que foi atingida por spray de pimenta disparado por policiais. 

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), disse em vídeo que repudia “todo ato de violência de qualquer ordem ou origem” e que determinou “a imediata apuração de responsabilidades”, além do afastamento do comandante da operação e dos envolvidos na agressão à vereadora, enquanto durarem as investigações.

Em Belo Horizonte, por volta das 9h, os manifestantes se concentraram na Praça da Liberdade e uma hora depois cerca de 5 mil pessoas, de acordo com a PM, caminharam em direção à Praça Sete. Conforme informações do portal UOL, o distanciamento social não foi respeitado.

Rio e Salvador

No Rio de Janeiro, duas pistas da avenida Presidente Vargas, no centro da cidade, foram bloqueadas para o ato, que reuniu milhares de manifestantes. A concentração inicial foi na estátua do Zumbi de Palmares, na Praça Mauá. De lá, a passeata seguiu em direção à Candelária.

Entre gritos de ordem contra o governo Bolsonaro, críticas à política de imunização contra a covid-19 e exigências de vacinas, os manifestantes entraram pela Avenida Passos, passaram pela Praça Tiradentes e Rua da Carioca, voltando a se concentrar no Largo da Carioca. Depois, a marcha seguiu pela Avenida Rio Branco, indo até a Cinelândia.

Quase todos os manifestantes utilizaram máscaras. Também era possível ver pessoas usando e compartilhando álcool em gel. No entanto, a distância de segurança necessária à prevenção do coronavírus não foi respeitada, e ocorreram aglomerações, de acordo com o portal G1.

Em Salvador, a manifestação reuniu centenas no Largo de Campo Grande. Alguns usaram guarda-chuvas com sílabas da palavra genocida. Uma grande faixa puxa a caminhada com os dizeres: “vida, pão, vacina e educação”. O corte de verba das universidades federais este ano também foi lembrado pelos manifestantes.

Capitais europeias e destaque na imprensa

Em Berlim, grupos se reuniram em frente à embaixada do Brasil e diante do Portão de Brandemburgo. Em Paris, o protesto ocorreu na Praça de la République. Em Londres, ativistas promoveram ato na Russell Square.

Os protestos também repercutiram na imprensa estrangeira, tendo sido destaque na versão online do jornal britânico The Guardian. “Dezenas de milhares de brasileiros marcham para reivindicar o impeachment de Bolsonaro, foi a manchete principal do site neste sábado. O artigo ressalta que os protestos foram motivados pela “resposta catastrófica à pandemia” do governo e que foram realizados “em mais de 200 cidades, configurando “a maior mobilização anti-Bolsonaro desde o início do surto de covid no Brasil”.

Por Deutsche Welle

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Protestos fecham avenidas em diferentes pontos da Capital

(Reprodução)

Protestos na manhã de hoje (23), em São Paulo, fecharam avenidas, incluindo a Marginal Tietê, altura da Ponte do Limão, e a Avenida João Dias, na zona sul. Segundo a Revista Fórum, a manifestação é organizada pela frente Povo Sem Medo, Entregadores Antifascistas e motoristas de aplicativos. O trânsito nesses locais já foi liberado.

O objetivo é cobrar auxílio emergencial de R$ 600, denunciar aumentos abusivos de combustíveis e defender melhores condições aos trabalhadores de aplicativos. A manifestação também é uma preparação para o Dia Nacional de Mobilização, previsto para ocorrer amanhã (24).

“Além do agravamento da pandemia e cerca de três mil mortes diárias, brasileiros e brasileiras sofrem com a alta no preço dos alimentos e do gás de cozinha, com o aumento do preço dos combustíveis – já são seis reajustes, apenas em 2021 —, a crise econômica, o desemprego e o consequente empobrecimento da população, que lida com a volta da fome e da miséria no país. Frente a esse cenário calamitoso e com três meses de atraso, o governo federal e sua base propõem o pagamento de um auxílio emergencial irrisório, que não cobre 1/3 do valor da cesta básica”, diz a nota à Fórum dos movimentos Povo Sem Medo e Brasil Popular.

Entregadores fazem novo protesto em SP

Entregadores de aplicativos realizam hoje (14), na capital paulista, uma nova paralisação, para pleitear melhores condições de trabalho. A pauta de reivindicações é a mesma do movimento ocorrido em 1ª de julho, e inclui aumento do valor repassado pelas plataformas, por entrega realizada ou por quilômetro rodado, além do fim do sistema de pontuação que é atribuída a eles, depois que um serviço é concluído. 

(Djalma Vassão/Fotos Publica)

A categoria também pede que empresas como Ifood e Rappi ampliem a segurança dos trabalhadores, firmando contratos de seguros de vida, contra acidentes e contra roubo e furto das motocicletas. Outras demandas incluem medidas preventivas contra a covid-19, como fornecimento de equipamentos de proteção individual (EPI) e a disponibilização de endereços fixos para que possam esterilizar as motocicletas e os demais instrumentos de trabalho, evitando a infecção pelo novo coronavírus. Tais pontos já haviam sido recomendados pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), em meados de março.

Um grupo de manifestantes está concentrado, desde as 9h, em frente à sede do Sindicato dos Mensageiros, Motociclistas, Ciclistas e Mototaxistas Intermunicipal do Estado de São Paulo (SindimotoSP), mais conhecido como Sindicato dos Motoboys. De lá, eles seguem até o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região, localizado em Barra Funda, zona oeste da cidade. No local de destino final, a entidade representativa participará, às 16h, de uma audiência de conciliação com 13 empresas de aplicativos e o MPT, mediada pelo TRT.

Legislação vigente

De acordo com o SindimotoSP, há, ao menos, três leis em vigor que já respaldam a categoria: a Lei nº 12.009, que regulamenta as atividades de motofrete; a Lei nº 12.997, que classifica como perigosas as atividades de trabalhadores que utilizam motocicletas; e a Lei nº 12.436/2011, que proíbe empregadores de estimular competição entre motociclistas, com o objetivo de elevar a quantidade de entregas. Para o presidente interino do sindicato, Gerson Cunha, a mesa de negociação marcada para esta terça-feira deverá servir para que a legislação existente seja, de fato, cumprida.

“Já está judicializada a questão. Já temos ação civil pública julgada pelo tribunal. Agora, referente à paralisação de hoje, a todo o contexto, as empresas não mudaram nada, continuam agindo da mesma forma. Hoje a gente ainda espera que o tribunal ponha uma norma, crie uma regra pra esses aplicativos, pelo menos quanto ao valor da entrega ou do quilômetro rodado”, afirma. 

Ele explica que profissionais com carteira assinada, ou seja, que foram contratados sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), assim como microempreendedores individuais (MEI), aderiram à paralisação, porque a perda de garantia de direitos se estende a todos, não ficando restrita aos motoboys que trabalham por aplicativo, algo próprio da chamada gig economy, ou economia freelancer. “Toda a categoria já estava mobilizada, porque a precarização vem prejudicando todos esses trabalhadores. No caso dos CLT, estamos com cinco dissídios parados, sem conseguir reajuste [salarial]”, diz.

Sobre denúncias feitas por trabalhadores que alegaram ter sido bloqueados dos aplicativos após aderirem à paralisação do início do mês, Gerson Cunha disse que a tendência é que as empresas de aplicativo abandonem essa prática, por ver que o movimento tem ganhado força. “É até uma estratégia deles de não bloquear os trabalhadores, porque sabem que, se bloquear, o sindicato vai estar apontando isso”, argumenta Cunha. 

Muito suor, pouca remuneração

Um estudo da Universidade Federal do Paraná (UFPR) entrevistou 298 motoboys e verificou que mais de 57% têm jornada de trabalho superior a nove horas diárias. Apesar de o expediente já ser longo, aumentou ainda mais durante a crise sanitária de covid-19, para 62% deles. Além disso, a maioria (78,1%) descansa pouco ou quase nada, já que trabalha seis ou sete dias por semana. Apesar de batalhar bastante, 58,9% tiveram renda reduzida, com a pandemia.  

Resposta

O Ifood encaminhou nota à Agência Brasil em que informa que distribui EPIs aos entregadores inscritos na plataforma desde abril e, atualmente, toda a rota do aplicativo tem um ganho mínimo de R$ 5, mas que “a média é muito superior, ficando em cerca de R$ 9”. Sobre os seguros, a empresa informa que já oferece gratuitamente o seguro de vida e o de acidentes e que “os parceiros”(como a empresa se refere aos trabalhadores) podem contratar seguros com desconto, desde que seja com uma seguradora associada.

Sobre o bloqueio de trabalhadores do aplicativo, o Ifood esclarece que “tem regras de desativação claras e um processo de análise de revisões cuja palavra final é dada por pessoas, e não por robôs”, e que “não tem nenhum sistema de pontuação dos entregadores, nem usa estratégias de gamificação”. 

A Rappi informa que, desde o início da pandemia, também tem adotado protocolos de segurança para os entregadores parceiros e que mapeia os pontos onde há maior demanda pelos serviços, para ajudá-los a ter acesso a melhores oportunidades. Segundo a empresa, “o valor do frete varia de acordo com o clima, dia da semana, horário, zona da entrega, distância percorrida e complexidade do pedido” e “quase metade dos entregadores parceiros passa menos de 1 hora por dia conectada ao aplicativo”. 

“A Rappi também oferece, desde o ano passado, seguro contra acidente pessoal, invalidez permanente e morte acidental. Importante lembrar que não há necessidade de se inscrever ou se cadastrar no seguro, todos os entregadores parceiros que estiverem em pedido da Rappi estão automaticamente assegurados”, diz, acrescentando que “sob nenhuma hipótese os entregadores parceiros são bloqueados por exercer o seu direito de manifestar-se”.

Por Letycia Bond – Repórter da Agência Brasil 

Atos a favor e contra Bolsonaro foram pacíficos

Os atos programados para a tarde de hoje (14) na capital paulista terminaram e manifestantes se dispersaram de forma pacífica, após dois grupos antagônicos se reunirem em pontos diferentes da cidade.

O grupo favorável ao governo federal se reuniu no Viaduto do Chá e os contrários ao presidente da República, Jair Bolsonaro, no vão livre do Museu de Artes de São Paulo (Masp), de onde caminharam no sentido Paraíso. A Polícia Militar não confirmou o número de participantes nos dois atos.

A divisão foi feita depois de um acordo firmado entre os grupos para a utilização da Avenida Paulista para as manifestações, durante uma reunião no Ministério Público Estadual. Os representantes dos grupos aceitaram fazer o rodízio, com o objetivo de garantir a segurança dos participantes e a implantação de um esquema de policiamento reforçado. 

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), os atos foram monitorados por meio de câmeras do sistema Olho de Águia e acompanhados por integrantes da SSP-SP e das polícias, a partir Centro de Operações da PM (Copom).

Manifestantes protestam contra violência policial

De joelhos, usando máscaras, com cartazes nas mãos e mantendo distância entre si, manifestantes fazem um ato na tarde de hoje (13) em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista. Eles protestam contra a violência policial e do Estado e lembram as vítimas do novo coronavírus. Eles também se manifestam contra o racismo.

(Redes Sociais/Reprodução)

Nos 500 cartazes que foram distribuídos para quem compareceu ao ato, os manifestantes estampam imagens das vítimas do novo coronavírus e da ditadura militar, além de pessoas que morreram recentemente após ação policial.

O ato é organizado pelo Grupo de Ação, agremiação que se diz apartidária e reúne ativistas, artistas, advogados, professores, comunicadores e profissionais da saúde.

Por Elaine Patrícia Cruz – Repórter da Agência Brasil

Acordo vai intercalar protestos na Avenida Paulista

(Roberto Parizotti/Fotos Públicas)

O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) anunciou hoje (10) que chegou a um acordo com representantes de movimentos com pautas antagônicas para promover um rodízio na utilização da Avenida Paulista, uma das principais vias da capital paulista, para manifestações.

“Estamos todos de parabéns”, disse o subprocurador-geral de Justiça de Relações Institucionais, Arnaldo Hossepian, em nota divulgada pelo MP-SP. “Pela linha dialógica é que nós podemos avançar”, acrescentou o subprocurador. O acordo saiu de uma reunião que durou quase três horas entre oficiais da Polícia Militar, líderes dos movimentos e os membros do Ministério Público.

No encontro, definiu-se que, no próximo domingo, a Avenida Paulista será ocupada pelos manifestantes críticos ao governo federal. O ato começará às 14h, na altura do Museu de Arte de São Paulo (Masp), e haverá uma marcha a partir das 15h, com dispersão às 16h30, por um itinerário a ser informado ainda nesta semana para que o policiamento seja planejado. O MP-SP divulgou que o Movimento dos Trabalhadores sem Teto, a Frente Povo sem Medo e o Movimento Somos Democracia são os representantes desse ato.

No mesmo dia, no Viaduto do Chá, próximo à sede da prefeitura de São Paulo, ocorrerá uma concentração dos apoiadores do governo federal, entre 12h e 18h. Segundo o MP, os movimentos Deus, Pátria e Liberdade e Patriotas estão a frente dessa manifestação.

Por Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil

Manifestantes protestam em Hong Kong

Um ano após o início de grandes manifestações contra o governo em Hong Kong, moradores do território voltaram a tomar as ruas em atos pró-democracia.

(GlobalNews/Reprodução)

Nessa terça-feira (9) fez um ano do protesto em que mais de 1 milhão de pessoas tomaram as ruas em repúdio a um projeto de lei que permitiria a extradição de suspeitos de crimes à China continental.

Desde então, o projeto foi arquivado. Agora a população está realizando protestos contra o plano de Pequim de instituir uma nova lei de segurança nacional em Hong Kong.

Centenas de pessoas se reuniram na região central da ilha de Hong Kong na noite de ontem. Eles usaram seus telefones celulares como velas, pedindo pela independência do território.

Alguns manifestantes continuaram a realizar o protesto até tarde da noite. Policiais usaram gás lacrimogêneo para dispersá-los.

Segundo a polícia, 53 pessoas foram presas sob suspeita de participação em reuniões que violam a lei.

A agência estatal de notícias da China afirma que o Comitê Permanente do Congresso Nacional do Povo irá se reunir de 18 a 20 de junho.

O comitê é encarregado da formulação da lei. Ela pode ser aprovada durante essa sessão.

Por NHK – Emissora Pública do Japão