FAB derruba avião que transportava cocaína

Aeronave caiu após ser atingida por tiros disparados por aviões da FAB (Polícia Federal/Reprodução)

Dois aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) derrubaram uma aeronave de pequeno porte que entrou no espaço aéreo brasileiro transportando cocaína. Radares identificaram quando o monomotor veio da Bolívia em direção ao Brasil.

Por não ter plano de vôo e não responder aos contatos das torres de controle, os dois aviões da FAB decolaram para interceptar a aeronave.

“Os pilotos de defesa aérea seguiram o protocolo das medidas de policiamento do espaço aéreo brasileiro, interrogando o piloto da aeronave, mas não obtiveram resposta”, diz nota da FAB.

A falta de resposta tornou a aeronave suspeita, segundo a Força Aérea.

“Na sequência, os pilotos da FAB ordenaram a mudança de rota e o pouso obrigatório em aeródromo específico, porém o piloto do avião interceptado não obedeceu. Foi necessário, então, que a defesa aérea comandasse o tiro de aviso. Ainda sem retorno, a aeronave foi considera hostil, e foram realizados os procedimentos de tiro de detenção”, explica a nota.

Cocaína apreendida dentro da aeronave (Polícia Federal/Reprodução)

Abatida, a aeronave caiu no norte do Mato Grosso, levando a Polícia Federal a ser acionada. Quando os policiais chegaram ao local, o piloto já havia fugido.

Dentro do avião foram apreendidos 296 quilos de cloridrato de cocaína. A ação, ocorrida na noite de terça-feira (7), foi divulgada pela FAB no fim da tarde desta quarta-feira (8), e faz parte da Operação Ostium.

Operação da PF investiga fraude no INSS

A Polícia Federal (PF) deflagrou hoje (1º) a Operação Fake Ink, com o objetivo de combater um grupo criminoso suspeito de fraudar licitação do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), para aquisição de suprimentos de informática (cartuchos de tinta), no estado de Mato Grosso.

Segundo a PF, as investigações, iniciadas em 2020, constataram que os envolvidos criavam empresas de fachada que concorriam em pregões eletrônicos com preços abaixo do mercado. Porém, após vencerem os certames, o material entregue não correspondia ao produto especificado, diferente da marca solicitada ou  falsificado.

Foram expedidos pela 5ª Vara Federal da Seção Judiciária do Mato Grosso sete mandados de busca e apreensão e dois de prisão temporária. O nome da Operação Fake Ink – tinta falsa no idioma inglês – é uma referência ao fato de a organização criminosa fornecer aos órgãos públicos em que venciam as licitações cartuchos falsificados.

por Agência Brasil

Pantanal: Deputados e senadores visitam áreas queimadas

(Bombeiros MS/via Fotos Públicas)

Uma comitiva de deputados e uma comissão temporária formada por senadores visitam hoje (19) áreas atingidas por incêndio florestal, no Pantanal mato-grossense.

Hoje e amanhã, os deputados terão reuniões com entidades, bombeiros e gestores da região em busca de soluções para a emergência ambiental. A comitiva é composta pelo presidente da Frente Parlamentar Ambientalista, deputado Rodrigo Agostinho; e pelos deputados Professor Israel Batista (PV-DF), Professora Rosa Neide (PT-MT), Nilto Tatto (PT-SP), Paulo Teixeira (PT-SP) e Dr. Leonardo (Solidariedade-MT).

A comissão temporária externa do Senado, criada para acompanhar as ações de enfrentamento aos incêndios no Pantanal, também faz hoje uma visita ao Mato Grosso, estado que abriga parte do bioma. A diligência foi aprovada na primeira reunião do colegiado, ocorrida esta semana, por sugestão do senador Wellington Fagundes (PL-MT), escolhido para a presidência.

“Nós pretendemos, com essa visita in loco, acompanhar as ações de enfrentamento aos incêndios detectados no bioma Pantanal e seus desdobramentos, bem como conhecer os espaços de acolhimento dos animais afetados e conversar com as equipes que estão atuando na região para subsidiar as futuras ações no âmbito desta comissão”, disse o parlamentar, na ocasião.

A partir das 14h (13h no horário local), os senadores farão uma reunião por videoconferência, para debater a situação das queimadas e definir ações de prevenção.

Diligência

De acordo com o roteiro, os senadores deverão sair de Cuiabá até Poconé, quando haverá uma visita a um espaço de acolhimento de animais atingidos pelo fogo, um encontro com representantes de proprietários de fazendas e pousadas, de organizações não-governamentais (ONGs) e cientistas, além de um sobrevoo de helicóptero na região afetada pelas queimadas. Depois o grupo irá para Porto Cercado e deverá se encontrar com equipes que estão atuando na região para o combate às chamas.

Pauta verde

A Câmara dos Deputados criou um grupo de trabalho para analisar a chamada “pauta verde”. O grupo vai sugerir proposições, como o Projeto de Lei 3961/20, do deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), que coloca o Brasil em estado de emergência climática até que ações para reduzir o impacto da atividade humana no clima deixem de ser urgentes.

Se aprovado, o governo brasileiro fica proibido de, durante a situação de emergência, remanejar recursos orçamentários que se destinem à proteção ambiental.

Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil

* Com informações das agências Senado e Câmara de Notícias

Investigadores tentam descobrir origem do fogo no Pantanal

(Bombeiros MS/via Fotos Públicas)

A Polícia Federal (PF) e órgãos de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul estão investigando as origens dos incêndios que, até a última quarta-feira (16), já tinham destruído cerca de 2,8 milhões de hectares do Pantanal, sendo 1,732 milhões em Mato Grosso e 1,110 milhões em Mato Grosso do Sul.

Cada hectare corresponde, aproximadamente, ao tamanho de um campo de futebol oficial. O que significa que a área do bioma destruída pelo fogo chega a quase 30 mil km², segundo os dados recentemente divulgados pelos dois estados. O que representa um território maior que todo o estado de Alagoas.

A Superintendência da PF em Mato Grosso do Sul centrou esforços na região de Campo Grande e Corumbá, cidades distantes cerca de 400 quilômetros uma da outra. Por meio da análise de imagens de satélites e do sobrevoo em algumas áreas, agentes federais tentam traçar o percurso percorrido pelas chamas desde o ponto onde o fogo começou. O objetivo é apurar eventual responsáveis e responsabilizá-los por crimes ambientais.

Na última segunda-feira (14), 31 policiais federais sul-mato-grossenses cumpriram dez mandados de busca e apreensão autorizados pela 1ª Vara Federal de Corumbá. Os agentes também periciaram áreas incineradas e colheram os depoimentos de algumas pessoas. A ação fez parte da chamada Operação Matáa.

Operação Focus

(Bombeiros MS/via Fotos Públicas)

Órgãos estaduais sul-mato-grossense também estão realizando uma apuração conjunta com o propósito de identificar a origem dos incêndios.

Nesta quarta-feira (16), servidores do Instituto de Meio Ambiente (Imasul), bombeiros, policiais militares e civis e peritos da secretaria estadual de Justiça e Segurança Pública foram a campo a fim de começar a cumprir o plano de inspecionar 35 propriedades rurais apenas nesta primeira fase da apelidada Operação Focus.

“Com auxílio de imagens de satélite, levantamos os prováveis inícios de alguns focos de incêndios na região do Pantanal”, disse, na ocasião, o diretor-presidente do Imasul, André Borges, explicando que a expectativa é produzir um balanço parcial da inspeção até amanhã (19).

De acordo com o secretário estadual do Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, além de identificar a origem do fogo, vão ser apurados “os motivos desses incêndios terem saído do controle”.

Entre as hipóteses investigadas está a de que proprietários rurais autorizados a queimar parte da vegetação para limpar suas terras tenham perdido o controle das chamas, que avançaram pela vegetação seca devido a mais severa estiagem das últimas décadas. Outra hipótese é a de que as queimadas tenham sido intencionais.

Em 16 de julho, o governo federal proibiu as queimadas em todo o país por 120 dias.

A medida visa reduzir o número de focos de incêndio em florestas durante o período de seca, que se agrava entre os meses de agosto e outubro. A mesma medida já havia sido adotada em 2019, mas no fim de agosto e com validade de apenas 60 dias. Na última segunda-feira, a situação levou o governo de Mato Grosso do Sul a decretar  situação de emergência que foi no mesmo dia pelo governo federal.

Mato Grosso

Na semana em que decretou estado de calamidade devido ao descontrole dos incêndios florestais, o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, afirmou que quem incorrer em crimes ambientais será identificado e responsabilizado.

“Não vamos amaciar para ninguém que cometeu crime ambiental no nosso estado”, disse Mendes ao conceder entrevista à CNN Brasil.

Segundo o governo estadual, peritos da Delegacia de Meio Ambiente (Dema) já atestaram que vários focos de incêndio registrados no Pantanal mato-grossense começaram de forma criminosa. Até o momento, no entanto, as autoridades locais não apontaram quaisquer suspeitos.

A Polícia Judiciária Civil já instaurou inquéritos para apurar aos incêndios em cinco pontos do Pantanal mato-grossense. Na Reserva Particular do Patrimônio Natural Sesc Pantanal, na região de Barão de Melgaço, peritos apontaram que o incêndio foi causado pela queima intencional de vegetação desmatada para criação de área de pasto para gado.

Nas imediações da Fazenda Espírito Santo, próximo ao Sesc Pantanal, o fogo se espalhou pela vegetação depois que uma máquina agrícola usada para limpar a área pegou fogo.

Faíscas na fiação elétrica de alta tensão foram apontadas como possível causa do incêndio registrado próximo a um condomínio de luxo próximo à Rodovia Helder Cândia, o Brasil Beach, em Cuiabá. Outro acidente, este automobilístico, causou a destruição de cerca de 6 mil hectares de vegetação nativa ao longo da Rodovia Transpantaneira.

De acordo com a Polícia Civil, o veículo caiu em um barranco e pegou fogo após o motorista ter perdido o controle, e as chamas logo se espalharam pela mata.

O quinto resultado da perícia sugere que outro foco de incêndio tenha sido precipitado pela prática de uso de fogo na retirada de mel de abelhas silvestres, por produtores de uma região de mata fechada conhecida como Moitão.

De acordo com a Polícia Judiciária Civil, quem é responsabilizado em casos como estes pode ser condenado a penas de reclusão de dois a quatro anos, além de ter que pagar multas cujos valores podem variar entre R$ 1 mil e R$ 7,5 mil por hectare de vegetação afetada.

Por Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil 

Governador de Mato Grosso é internado com pneumonia

O governador de Mato Grosso Mauro Mendes Ferreira (DEM), 56 anos, está internado no Hospital Sírio Libanês em São Paulo desde o sábado (1). Ele foi diagnosticado com pneumonia e segundo publicação que fez no Instagram, passa bem e continua trabalhando.

Mauro Mendes Ferreira, governador do Mato Grosso (Pedro França/Agência Senado)

Segundo a assessoria de imprensa do governador, foi afastada a possibilidade de infecção pela covid-19, após o político ter feito “uma bateria de exames”. O governador foi diagnosticado com covid-19 no começo do mês de junho e já está curado da doença.

Mauro Mendes deu entrada ontem (1º) de tarde no hospital após sentir-se mal. Ele já estava em São Paulo, e conforme a sua assessoria havia participado de reunião de trabalho na capital paulista.

Após dois meses em santuário, morre elefanta Ramba

Por Heloísa Cristaldo

Ramba durante transporte entre Chile e Brasil, no Aeroporto de Viracopos (Ibama)


Dois meses depois de chegar ao Santuário de Elefantes Brasil, na Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso, morreu na quinta-feira (26) a elefanta Ramba. O animal chegou em outubro ao Brasil, desembarcando no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, vinda do Chile. Ramba tinha 53 anos e pesava aproximadamente 4 toneladas. Ela sofria de problemas renais crônicos.

“É com imenso pesar que comunicamos o falecimento de Ramba. Nossa vovó teimosa, linda e maior que a própria vida, não tinha mais forças para lutar contra seus problemas renais”, informou o santuário por meio do Facebook. Ramba é considerada a última elefanta de circo do Chile.

Ramba foi comprada na Ásia e levada para a Argentina, onde trabalhou em diversos circos até que em 1995 chegou ao Chile para apresentações no Los Tachuelas, o circo mais famoso do país.

“Quando Ramba foi diagnosticada com doença renal, ainda no Chile, há sete anos, tínhamos muita esperança que ela conseguisse viver por mais um ano, no mínimo. Milagrosamente esse ano transformou-se em sete, dando-lhe forças que a ajudaram a chegar ao Santuário”, afirma o post do Santuário.

“Parece que os elefantes possuem um conhecimento profundo e inexplicável sobre a vida. Prometemos, repetidas vezes, que ela viria para o Santuário e ela lutou para chegar até aqui. Aqui encontrou uma alegria gigantesca, conseguiu explorar como sempre desejara e descobriu o sentido da verdadeira amizade. Talvez fosse tudo o que ela precisava e merecia”, disse o comunicado do santuário.

Resgate

Em 1997, após denúncias de maus-tratos e posse ilegal de animais, Ramba foi confiscada pelo Serviço Agrícola e Pecuário do Chile e proibida de fazer apresentações apesar de o circo continuar como seu depositário. O resgate de Ramba foi em 2011, após decisão judicial conseguida pela ONG chilena Ecópolis. Ela foi levada ao Parque Safári do Chile, localizado em Rancágua. O local fica a cerca de 97 quilômetros de Santiago do Chile. No entanto, por causa da localização do parque, atrás da Cordilheira dos Andes, a elefanta sofria com os invernos rigorosos.

Ramba tinha várias cicatrizes devido ao uso de correntes e sofria de problemas renais crônicos, decorrentes de falta de água potável – herança da época de circo.

“Sua morte deve ter sido repentina pois a grama ao seu redor estava intocada. Apenas um lindo elefante, deitado em um belo pasto, os olhos suavemente fechados e o rosto doce, tão calmo como costumava ser”, contou o Santuário.

Ela se livrou de cultura machista e hoje fatura como empresária

Regiane de Paula começou a trabalhar aos 15 anos (Divulgação)


Moradora da pequena cidade de Nova Canaã do Norte, na área rural de Mato Grosso, Regiane de Paula tomou, aos 15 anos de idade, a decisão mais difícil de sua vida. Ainda adolescente, abandonou os pais e uma cultura machista para trilhar um caminho solo. 13 anos depois, ela colhe os frutos da carreira como franqueada da Vazoli.

“Meu pai tinha aquele pensamento de que mulher tem que ser dona de casa para cuidar dos filhos e marido. Não queria aquilo para minha vida. Como na minha cidade, o ensino ia até a oitava série, decidi que era o momento de arriscar. Logo sai de casa e fui morar em uma pequena kitnet no fundo da casa da minha madrinha”, conta Regiane.

O começo não foi fácil. O primeiro emprego, ainda aos 15 anos, foi como telefonista e depois secretária em uma concessionária de automóveis na cidade de Colider, ainda no Estado do Mato Grosso. A carreira como empregada também passou por áreas como consórcios, pós-venda e até mesmo cobrança.

“Gostava de trabalhar em concessionária, mas depois de casada senti que era a hora de empreender e ter meu próprio negócio. Como meu marido mudava de cidade constantemente por conta do emprego, a vontade de ter algo meu era ainda maior” explica a empresária.

As mudanças de cidades e de estado reavivou o espirito empreendedor da jovem que decidiu junto com o marido voltar para Sinop, no Mato Grosso. Ali, decidiram seguir o desejo de serem donos do seu próprio negócio.  A primeira opção era empreender no ramo de estética, mas sem o conhecimento e técnicas, Regiane optou por procurar investimentos de preços acessíveis e do segmento financeiro que teve contato na época de empregada.

(Divulgação)

O dinheiro para a compra do negócio veio da rescisão do marido e Regiane entrou no negócio com o conhecimento e técnica de vendas. A Vazoli foi a empresa escolhida para ser o primeiro empreendimento do casal. “Tinha experiência em consórcios e venda. Já meu marido quando atuava em banco, trabalhava com financiamentos, então aderir a um negócio com foco em produtos financeiros foi sem dúvida assertivo.”, diz Regiane.

(Divulgação)

O próximo passo foi visitar a franqueadora em Olímpia e fechar o contrato. Em junho de 2015, a loja em Sinop foi inaugurada. No primeiro ano como franqueada da Vazoli, Regiane venceu dois prêmios, em seis meses a unidade mato grossense ficou em terceiro lugar no ranking das melhores franquias de toda a rede. Em seguida, a loja bateu o recorde do negócio em volume de contratos firmados.

A Vazoli nasceu em setembro de 2008, na cidade de Severínia/SP, atuando no ramo de empréstimos consignados e seguros em geral. A rede entrou para o mercado de franquias em 2011, recebeu por cinco anos consecutivos o selo de excelência pela Associação Brasileira de Franchising (ABF). A franquia movimentou mais de R$400 milhões em 2018. Com mais de 90 cidades espalhadas por 20 estados brasileiros, a empresa tem como meta fechar o ano de 2019 com mais de 120 unidades.

Elefanta que viajou de avião chega a nova casa

Por Fabiana Pelles

A elefanta Ramba ao desembarcar do Chile em um Boeing 747 da empresa Atlas Airlines (Ibama)


A elefanta Ramba chegou ao Santuário de Elefantes, na Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso, por voltar das 17h hoje (17). O animal chegou ao Brasil na quarta-feira, desembarcando no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, vinda do Chile.  

Hoje Ramba acordou bem-disposta, após um dia quente de viagem ontem. Ela é a última elefanta de circo do Chile e foi trazida ao Brasil por meio do trabalho da organização não governamental (ONG) Elefantes Brasil depois de sofrer anos de maus-tratos. 

Ramba tem 53 anos, pesa quase 4 toneladas e é conhecida como a última elefanta de circo do Chile. Ela foi comprada na Ásia e levada para a Argentina, onde trabalhou em diversos circos até que em 1995 chegou ao Chile para apresentações no Los Tachuelas, o circo mais famoso do país.

Em 1997, após denúncias de maus-tratos e posse ilegal de animais, que Ramba foi confiscada pelo Serviço Agrícola e Pecuário do Chile e proibida de fazer apresentações apesar de o circo continuar como seu depositário.

(Ibama)

Seu resgate aconteceu em 2011, após decisão judicial conseguida pela ONG chilena Ecópolis. Ela foi levada ao Parque Safári do Chile, localizado em Rancágua. O local fica a cerca de 97 quilômetros de Santiago do Chile.

No entanto, por causa da localização do parque, atrás da Cordilheira dos Andes, a elefanta sofria com os invernos rigorosos.

Ramba tem várias cicatrizes devido ao uso de correntes e sofre de problemas renais crônicos, devido à falta de água potável – herança da época de circo.

Viagem

Após chegar ao Brasil, o trajeto entre Campinas e o Santuário de Elefantes foi feito por um comboio que fez várias paradas para que o animal pudesse se alimentar e descansar.

Algumas fazendas foram contatadas em pontos estratégicos do percurso, para eventual abertura da caixa onde a elefanta está. Médicos veterinários e policiais rodoviários federais acompanham o percurso.

A comitiva de Ramba entrou no estado de Mato Grosso nesta sexta-feira por volta das 11h.

Fraudes no Fies são investigadas em operação da PF

(PF/Reprodução)

A Polícia Federal (PF) deflagrou hoje (3), no interior paulista, uma operação para investigar esquema de fraude no Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) e venda de vagas em universidades. Também estão sob suspeita a concessão de bolsas do Prouni, a transferência de alunos do exterior para curso de medicina em Fernandópolis e fraudes relacionadas a cursos de complementação do exame Revalida.

Foram expedidos 77 mandados judiciais nas cidades paulistas de Jales, Fernandópolis, São Paulo, São José do Rio Preto, Santos, Presidente Prudente, São Bernardo do Campo, Porto Feliz, Meridiano, Murutinga do Sul, São João das Duas Pontes e Água Boa no Mato Grosso. Foram determinadas 11 prisões preventivas, 11 prisões temporárias, 45 ordens de busca e apreensão e 10 medidas cautelares, além do bloqueio de bens e valores dos investigados em até R$ 250 milhões.

A Operação Vagatomia teve início após informações de que havia irregularidades em um curso de medicina em Fernandópolis, com a negociação de até R$ 120 mil pagos por aluno para o ingresso, transferência e financiamento do Fies. Após oito meses, as investigações indicaram que o líder da organização é o dono da universidade. Seu filho, sócio na instituição, também tinha ligação com o esquema, segundo a PF.

De acordo com a polícia, muitos dos alunos que compraram vagas ou conseguiram financiamentos já foram identificados, e entre eles estão filhos de fazendeiros, servidores públicos, políticos, empresários e amigos dos donos da universidade, todos com alto poder aquisitivo, que mesmo sem perfil de beneficiários do FIES, mediante fraude, tiveram acesso aos recursos do governo federal.

“Com o incremento desordenado de alunos de medicina no campus em Fernandópolis, a qualidade dos estudos foi prejudicada e alunos que ingressaram de forma regular procuraram o Ministério Público Federal para denunciar as irregularidades. No decorrer das investigações, foram identificadas ameaças, proferidas pelo dono da universidade aos alunos que fizeram as denúncias, além de tentativas de influenciar e intimidar autoridades, com destruição e ocultação de provas, dentre outras ilegalidades”, informou a PF em nota .

Prisão

Os dono da universidade e seu sócio tiveram a prisão decretada, assim como diretores e funcionários das unidades onde as fraudes ocorriam. As investigações mostraram que eles estavam investindo o dinheiro, obtido por meio irregular, em imóveis urbanos e rurais, no Brasil e no exterior. Também compraram aeronaves – helicóptero, jatinho e avião – e dezenas de veículos de luxo, enquanto o campussofria com falta de recursos.

“Os alunos e pais, que aceitaram pagar pela vaga ou financiamentos públicos, também responderão pelos crimes, em investigação, na medida de suas culpabilidades. Nova investigação será iniciada imediatamente pela Polícia Federal, objetivando identificar todos os pais e alunos que concordaram em pagar pelas fraudes praticadas pela organização criminosa e, portanto, também praticaram crimes”, disse a PF..

Os presos foram indiciados por crimes de organização criminosa, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistemas de informações e estelionato majorado. As penas somadas podem chegar a 30 anos de reclusão.

Desmatamento: Mais de 10 mil hectares são embargados

Por Juliana Carvalho, do Governo do Estado de Mato Grosso

(Mayke Toscano/Secom-MT)

O Governo de Mato Grosso, por meio a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, embargou desde a última semana 10.864 hectares por desmatamento ilegal no bioma amazônico. Com o embargo, os proprietários estão impedidos de desempenhar qualquer atividade econômica sobre as terras abertas de maneira ilegal.

De acordo com a secretária de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, a Ação Integrada de Contenção de Desmatamentos e Queimadas terá tolerância zero com os crimes ambientais. Em uma força integrada entre Sema, Secretaria de Segurança Pública (Sesp) e Ibama 16 equipes foram distribuídas em sete regiões no bioma amazônico. 

“Mato Grosso, dentre os Estados da Amazônia Legal, tem a melhor resposta a todos os eventos e vamos atuar com tolerância zero aos crimes ambientais. Nossa prioridade é o combate para cessar o desmatamento. Em muitos locais a presença do Estado evitou novas queimadas e desmatamentos”, explica a gestora da Pasta.

As multas pelos crimes ambientais que incluem desmatamento ilegal, uso irregular do fogo e transporte ilegal de madeira somam quase R$ 60 milhões de reais. Também foram apreendidos 13 tratores, 9 motosserras e seis pessoas foram presas em flagrante em Nova Bandeirantes.  

Extremo Norte

Os infratores foram encontrados realizando desmate ilegal e operando uma serraria móvel em plena área de floresta. Foram identificados mais de 4 mil hectares de área desmatada ilegalmente, sendo 3.500 apenas no município de Nova Bandeirantes. As ações foram conduzidas pela Diretoria de Unidade Desconcentrada (DUD) da Sema, em Alta Floresta, em parceria com Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA) e 11º Batalhão de Polícia Militar

As áreas identificadas em Nova Bandeirantes eram todas de difícil acesso. Na região, foram aplicados cerca de R$ 20 milhões em multas, pelos crimes de transporte ilegal de madeira, desmate em áreas de reserva legal e de manejo floresta, desenvolvimento de atividade potencialmente poluidora sem autorização e uso de fogo sem autorização e durante o período proibitivo.

Durante a operação, a Polícia Judiciária Civil de Alta Floresta, com apoio da Sema, apreendeu um caminhão um caminhão com 49m³ de madeira ilegal.

Também foram identificados 113 hectares desmatados em Peixoto de Azevedo, com multa aplicada de R$ 500 mil.

Araguaia

Na Região do Araguaia, Leste do Estado, a Sema em parceria com a Polícia Militar atuou na fiscalização de sete pontos resultando na autuação de 5 mil hectares. Em uma das propriedades, localizada no município de Araguaiana, a equipe apreendeu cinco tratores de uma empreiteira de Minas Gerais.

Os trabalhadores informaram às equipes que já haviam sido utilizadas 1.200 horas de trabalho das máquinas e ainda restavam 800 horas contratadas para finalização do desmatamento. No município de Canarana, as infrações ambientais somaram R$ 26 milhões em multas.

Outras regiões

As equipes também estão atuando no Noroeste de Mato Grosso. Em Colniza e Aripuranã foram autuados 1.600 hectares, somando 8,3 milhões em multas. Equipes também foram distribuídasn os polos de Juara, Juína, Sorriso e Confresa. As equipes em campo enviam diariamente os resultados alcançados pela força tarefa para definição de novas ações estratégicas para contenção das queimadas e desmatamento ilegal.

Monitoramento em tempo real

A Plataforma de Monitoramento com Imagens Satélite Planet, adquirida pelo programa REM, por meio do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO), com recursos da Alemanha e Reino Unido, está sendo utilizada pela Governo de Mato Grosso para identificação das áreas desmatadas.

Com imagens de alta resolução espacial e geração de alertas ocasionados pelo monitoramento diário em tempo real, a plataforma é abastecida por imagens de mais de 120 satélites Planet, disponibilizadas com resolução espacial de 3 metros que cobrem todo o território do estado. O grande número de imagens diárias permite um eficiente monitoramento de áreas críticas e servirão de fundamento para tomadas de decisões estratégicas.

Mauren assegura que a plataforma trará resposta rápida não apenas do ponto de vista preventivo ou da autuação administrativa, mas também da responsabilização criminal e obrigação de reparar o dano.

“O sistema vai inibir o avanço das ilegalidades contra o meio ambiente, como também permitir que estejamos no local a tempo de evitar que outras iniciativas ocorram. A percepção do alerta vai nos fazer focar estrategicamente em determinadas regiões”, afirmou.

O serviço também fornecerá um painel dos alertas acessível ao público que permitirá verificar os índices de desmatamento por munícipios, bioma, unidades de conservação ou terras indígenas, podendo ser realizado cruzamentos entre os dados e verificação de áreas em que está ocorrendo uma degradação maior, dando uma transparência inédita para o Estado.

*Conteúdo do Governo do Estado de MT