Motivos e dicas para estudar medicina em Cuba

Motivos e dicas para estudar medicina em Cuba
Motivos e dicas para estudar medicina em Cuba
Foto:Pixabay

Se você é um dos estudantes que quer sair da zona de conforto, buscar novos horizontes para conseguir uma educação diferenciada, além de conhecer o mundo de forma ampla, é hora de pensar em fazer a sua graduação no exterior; e você pode optar por estudar em Cuba.

É possível estudar medicina em Cuba? Sim, principalmente medicina, pois o país é uma referência na América Latina nesta área, com excelentes programas médicos, bolsas de estudo e escolas médicas bem conceituadas.

E se você ainda continua se perguntando por que estudar medicina em Cuba, precisa saber que muitos estudantes internacionais escolhem o país como destino porque suas universidades estão na vanguarda da pesquisa médica em todo o mundo.

A medicina em Cuba é uma das mais completas e avançadas do mundo. Portanto, é uma boa ideia estudar a graduação neste país ou fazer uma pós-graduação. Mas se isso não for suficiente para você, aqui estão mais razões pelas quais a ilha do Caribe seria uma vantagem na sua educação.

A educação em Cuba é uma prioridade.

A reputação das 60 universidades públicas de Cuba cresceu nas últimas décadas graças ao compromisso do governo e de seu povo com a educação. São instituições que oferecem uma ampla gama de disciplinas e seus programas médicos são particularmente bons.

Três de universidades cubanas conquistaram lugares no ranking QS 2022 das melhores universidades da América Latina. Esta conceituada avaliação considera métricas como notoriedade acadêmica; reputação do empregador; proporção professor-aluno; ambiente internacional e qualidade da pesquisa.

As universidades cubanas têm um sistema de saúde de primeira linha.

Dada a reputação excepcional de Cuba no que diz respeito à educação médica, não é surpresa que também seja reconhecida por um sistema de saúde de classe mundial. Quão extraordinário é o atendimento à saúde em Cuba? O Diretor-Geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) diz: “Cuba é o único país que possui um sistema de saúde estreitamente vinculado à pesquisa e ao desenvolvimento.” Quer você esteja buscando uma educação médica inovadora ou simplesmente desejando se beneficiar do amplo acesso do país aos serviços médicos, encontrará muito em Cuba.

A política e a história do país são fascinantes.


Cuba é uma ilha do Caribe, portanto não é surpreendente que tenha lindas praias de areia branca, vilas e cidades pitorescas e arquitetura impressionante, como muitos outros destinos dessa região do continente americano. Mas o que diferencia Cuba? Certamente é sua história notável, para começar.

Embora seja uma pequena ilha, é o lar de nove sítios do patrimônio mundial da UNESCO e outros três que constam na lista provisória. Estes lugares históricos, naturais, agrícolas e arquitetônicos significativos variam de fortalezas a restos de plantações de café. E, claro, nenhum assunto sobre Cuba está completo sem o reconhecimento de seu compromisso de longa data com o comunismo, com os embargos econômicos e pressões externas.

Não há nada como a música cubana.

A música cubana foi influenciada por diferentes culturas e estilos com origens europeias e africanas. Como resultado, a cena musical da ilha não é apenas única e vibrante, mas também está intrinsecamente ligada à vida cotidiana. Onde quer que você vá, pode esperar ouvir música ao vivo. Você já é fã do Buena Vista Social Club? Este é apenas o começo da sua experiência. De chá-chá-chá e conga a timba e trova, não há fim para os ritmos comoventes que você ouvirá enquanto estuda em Cuba.

Você vai melhorar suas habilidades em espanhol.

Se você deseja aprender espanhol ou melhorar suas habilidades no idioma, terá muitas oportunidades como estudante em Cuba. No entanto, vale a informação de que existe uma diferença entre o espanhol falado na Espanha e o falado na América Latina, principalmente em Cuba, que tem grande influência caribenha. No entanto, os especialistas em idiomas concordam que se você falar e entender o espanhol cubano, está em excelente forma, pois é amplamente considerado um dos sotaques mais desafiadores.

Se você quer estudar medicina em Cuba, terá que trabalhar para garantir sua vaga.

Décadas atrás, quem teria acreditado que um programa médico mundial seria gratuito e oferecido a você em um país com sistema político como o cubano? A maioria dos alunos que optam por estudar em Cuba vêm de outros países da América Latina e do Caribe, muitos dos quais assinaram acordos para facilitar estes estudos.

Mesmo assim, outras nações estão começando a reconhecer a atratividade de Cuba como parceiro de intercâmbio de ensino superior. Como exemplo, a África do Sul assinou um acordo para promover o intercâmbio acadêmico e estudantil com Cuba. Além disso, embora as complexas relações políticas entre os Estados Unidos e Cuba tenham restringido muito as viagens entre os dois países, estudantes e acadêmicos estão os isentos de restrições.

Com informações da viveenbuenosaires.com

Com câncer e metástase no fígado, Bruno Covas inicia tratamento

Por Ludmilla Souza 

Bruno Covas, prefeito de São Paulo (Arquivo/Leon Rodrigues/Fotos Públicas)


O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, foi diagnosticado com adenocarcinoma, um tipo de câncer maligno, situado na região do cardia, na transição do esôfago para o estômago. Através de exame pet scan realizado no último domingo (27), ainda foi descoberta uma metástase no fígado e uma lesão no linfonodo. Ele está internado desde a quarta-feira (23) no Hospital Sírio-Libanês.

Ele também realizou no domingo uma videolaparoscopia — procedimento cirúrgico para visualizar a cavidade abdominal e aprofundar o diagnóstico.

O prefeito deu entrada no dia 23 para o tratamento de uma erisipela. Na sexta-feira (25), ele foi diagnosticado com trombose venosa das veias fibulares e exames subsequentes diagnosticaram tromboembolismo pulmonar.

Em coletiva de imprensa concedida nesta segunda-feira (28), a equipe médica informou que Bruno passará por tratamento quimioterápico.

De acordo com o médico infectologista David Uip, o prefeito está bem fisicamente e emocionalmente. “Ele está ótimo, não tem sintomas, está animado, disposto e confiante”. O médico ainda completou que os achados vieram de uma investigação proativa. “Ele não tem qualquer sintoma, jamais apresentou qualquer sintoma digestivo, não emagreceu, foi realmente um achado de sorte”, disse Uip.

Segundo o médico cardiologista Roberto Kalil, a investigação se deu por conta de um protocolo de investigação quando há o quadro do tromboembolismo.

“Um paciente com uma trombose em um membro inferior, jovem, pesquisamos outras causas além do simples fato de ser postural, ficar com a perna muito para baixo, e não é o caso dele que é muito ativo. Então faz parte da investigação de embolia de pulmão em jovem procurar neoplasia e feita a tomografia já mostrou uma lesão no estômago. A completamentaçao dos exames confirmou o diagnóstico”, explicou o cardiologista.

O médico cirurgião digestivo Raul Cutait explicou que a lesão é totalmente assintomática. “A lesão não chegou a trazer nenhuma dificuldade para alimentação, deglutição nesse sentido. Há um linfonodo que está adjacente e um único nódulo hepático. Nessas condições o tratamento de escolha é o tratamento quimioterápico, por meio desse exame se pode englobar a doença toda ao mesmo tempo”.

Tratamento

Segundo o oncologista clínico Tulio Eduardo Pfiffer o tratamento será intenso. “Como ele é jovem, forte e motivado, vamos optar por um tratamento de quimioterapia mais intenso, envolvendo três remédios, infusional, que dura em torno de 36 horas cada ciclo. A média de um ciclo a cada duas semanas. O tratamento é eficaz e os resultados clínicos cada vez melhores”.

De acordo com o médico David Uip, Covas fica internado pelo menos até o fim da semana e por enquanto vai despachar do hospital. A equipe explicou que o tratamento poderia ser feito de forma ambulatorial, mas como ele está internado para tratar a embolia já iniciará o tratamento quimioterápico no hospital.

Não há previsão que ele deixe o cargo para realizar a quimioterapia. ” Ele disse para mim que tem a responsabilidade de ficar no cargo enquanto possível e terá a responsabilidade de deixar o cargo se precisar”, disse o médico David Uip.

Bruno Covas, que tem 39 anos, está no cargo desde abril de 2018, quando o então prefeito João Doria renunciou para disputar a eleição ao governo do estado.

Exame indica tumor no trato digestivo de Bruno Covas

Bruno Covas, prefeito de São Paulo (Arquivo/Eduardo Ogata/Fotos Públicas)


O Hospital Sírio-Libanês informou que o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, será submetido na noite deste domingo (27) a uma laparoscopia diagnóstica. Na sexta-feira (25), Covas foi diagnosticado comtrombose venosa – formação de um coágulo sanguíneo em uma veia profunda – nas veias fibulares, localizadas na lateral da perna e no tornozelo.

“No sábado, dia 26, foi realizado um pet scan em continuidade à investigação diagnóstica. Este exame mostrou o surgimento de uma tumoração no trato digestivo”, informa o boletim médico.

Nesta segunda-feira (28), os médicos que acompanham Covas vão dar entrevista coletiva para falar sobre o estado de saúde do prefeito.

Bruno Covas deu entrada no Hospital Sírio-Libanês na quarta-feira (23) para o tratamento de uma erisipela, doença que causa um tipo de celulite (infecção da pele) provocada por bactérias que, quando encontram uma porta de entrada nas camadas mais superficiais da pele, espalham-se, formando uma mancha vermelha.

General Villas Bôas piora e é transferido para o Sírio Libanês

Por  Pedro Peduzzi 

Ex-comandante do Exército e assessor do GSI, General Eduardo Villas Boas
(Arquivo/José Cruz/Agência Brasil)


Depois de ter apresentado uma piora em seu quadro clínico, o assessor do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) general Eduardo Villas Bôas foi transferido ontem (6) do Hospital das Forças Armadas para o Sírio Libanês, ambos em Brasília, para “fins de estabilização do quadro respiratório”.

Hoje (7) pela manhã Villas Bôas fez um novo procedimento de broncoscopia, uma espécie de endoscopia para se obter imagens do aparelho respiratório, visando melhoria da atelectasia – falta de expansão dos alvéolos de uma parte do pulmão ou do pulmão inteiro devida a uma ausência de ventilação consecutiva à obstrução total ou parcial de um brônquio.

O GSI informou que os procedimentos feitos pela manhã apresentaram “resultados positivos”, e que o general já está se recuperando na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), “com boa ventilação e respiração assistida”, de onde deverá ter alta no período da tarde.

Villas Bôas tem uma disfunção degenerativa chamada de Esclerose Lateral Amiotrófica, motivo pelo qual não consegue mais caminhar.

Doença mais grave que a Leishmaniose é descoberta

Por Elaine Patricia Cruz

Mosquito Palha ou Birigui, transmissor da leishmaniose visceral (Saúde MS)

Uma nova doença, com sintomas semelhantes à leishmaniose visceral, mas mais grave e resistente ao tratamento, foi descoberta em Sergipe. Duas pessoas morreram por causa da doença, que já acometeu 150 pessoas em Aracaju. O parasita ainda é desconhecido, mas os pesquisadores já identificaram que ele é diferente da Leishmania, responsável pela leishmaniose.

A doença está sendo investigada por um grupo de pesquisadores brasileiros, que publicaram um artigo na Emerging Infectious Diseases, a revista do Centro de Controle de Doenças Infecciosas (CDC) dos Estados Unidos. A pesquisa é realizada no Centro de Pesquisa em Doenças Inflamatórias (CRID), com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Liderada pela professora Sandra Regina Costa Maruyama, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), o estudo está sendo desenvolvido em colaboração com colegas da equipe do professor João Santana Silva, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo (FMRP-USP).

Diagnóstico, sintoma e tratamento

O diagnóstico e tratamento dos pacientes foi feito pelo médico Roque Pacheco de Almeida, professor do Departamento de Medicina da Universidade Federal de Sergipe, pesquisador e médico do Hospital Universitário/EBSERH de Aracaju. Em entrevista à Agência Brasil, Almeida contou que a doença vem infectando pessoas desde 2011 na capital sergipana, quando ele diagnosticou e tratou o primeiro caso. Esse paciente morreu em 2012, em consequência da doença.

Os sintomas, segundo ele, são muito parecidos aos do calazar (nome mais popular da leishmaniose visceral), mas evoluem com mais gravidade. “A gente trata muitos pacientes com calazar aqui. São vários por ano. Um desses pacientes não respondeu ao tratamento. Ele recidivou [a doença reapareceu], tratamos novamente, recidivou de novo. E, na terceira recidiva, apareceram lesões na pele. Em pacientes sem HIV não vemos isso. Ele não tinha HIV e apareceram lesões na pele, pelo corpo inteiro, tipo botões, que chamamos de pápulas”, contou o médico.

“Quando fizemos a biópsia, eram células repletas de parasitas. E aí o paciente evoluiu gravemente ao que chamamos de leishmaniose visceral grave, com sangramento. O baço dele era gigante, e a gente tentou formas de tratamento, mas ele não sobreviveu”, contou.

Almeida coletou amostras de tecidos desse paciente e os enviou a João Santana Silva, especialista em imunologia da FMRP-USP, que não conseguiu identificar o parasita pelos métodos tradicionais, comparando-o às espécies já conhecidas de Leishmania. Em 2014, a identificação do parasita ficou a cargo da bióloga e imunologista Sandra Regina Costa Maruyama, que começou a desconfiar que se tratava, na verdade, de um novo parasita que ainda não havia sido descrito pela ciência.

“A gente estava diante de um caso grave. Como não conhecíamos outras doenças, a gente achou que era um calazar grave. Mas quando fomos ver, o parasita isolado da medula óssea, da pele e do baço [desse paciente] se comportava também de maneira diferente em um camundongo [de laboratório]. O parasita [retirado] da pele dava lesão na pele do camundongo, mas não dava nos órgãos. E o parasita que veio da medula óssea dava lesão parecida com o calazar, no baço e no fígado [do camundongo]. Temos então dois parasitas diferentes no mesmo paciente”, falou Almeida.

Eles então fizeram um sequenciamento do DNA do parasita, que foi comparado ao de outros protozoários. Os pesquisadores perceberam, então, que não se tratava de Leishmania. O novo parasita se assemelha ao Crithidia fasciculata, que infecta apenas insetos e que é incapaz de infectar mamíferos. No entanto, essa nova espécie de parasita foi capaz de infectar humanos e camundongos – e de forma grave.  

Segundo Almeida, os 150 pacientes isolados também estão sendo testados para se avaliar se também foram infectados por esse novo parasita. “Boa parte desses pacientes também pertence a esse novo grupo. Ou seja, o problema pode ser ainda maior do que estamos imaginando”, disse.

Os pesquisadores esperam, em breve, conseguir descrever o novo parasita e nomear a nova doença. “Identificamos um parasita novo, uma doença nova, que causa uma doença grave e com resposta terapêutica não totalmente suficiente ou eficaz. Queremos entender a extensão disso e de onde apareceu esse parasita, se foi uma mutação. Tem uma linha grande de pesquisa para a gente investigar. Também queremos ver, geograficamente, para onde está se expandindo o parasita”, disse Almeida.

Leishmaniose

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), entre 50 mil e 90 mil pessoas adoecem todos os anos com leishmaniose visceral. Dos casos registrados na América Latina, 90% ocorrem no Brasil. Também conhecida como calazar, ela é transmitida ao homem pela picada de fêmeas do inseto infectado, conhecido popularmente como mosquito palha ou birigui. A transmissão aos insetos ocorre quando fêmeas do mosquito picam cães ou outros animais infectados e depois picam o homem, transmitindo o protozoário Leishmania chagasi, causador da leishmaniose visceral.

Segundo o Ministério da Saúde, esses insetos são pequenos e têm como características a coloração amarelada ou de cor palha e, em posição de repouso, suas asas permanecem eretas e semiabertas. Eles se desenvolvem em locais úmidos, sombreados e ricos em matéria orgânica (folhas, frutos, fezes de animais e outros entulhos que favoreçam a umidade do solo). No ambiente urbano, o cão é a principal fonte de infecção para o vetor, podendo desenvolver os sintomas da doença, que são: emagrecimento, queda de pelos, crescimento e deformação das unhas, paralisia de membros posteriores e desnutrição, entre outros.

Nos humanos, os sintomas da doença são febre de longa duração, aumento do fígado e do baço, perda de peso, fraqueza, redução da força muscular e anemia. Se não tratada, pode ser fatal.

Em 2017, segundo o Ministério da Saúde, 4.103 casos de leishamiose visceral foram notificados no Brasil, sendo que 1.824 deles registrados na Região Nordeste. Em média, cerca de 3,5 mil casos são registrados anualmente. Nos últimos anos, a letalidade vem aumentando gradativamente. Em 2017, 327 pessoas morreram no Brasil por causa dessa doença.

Gabriela Spanic realiza procedimento em São Paulo

O médico Ivan Rollemberg e a atriz Gabriela Spanic (Divulgação)

Gabriela Spanic veio à São Paulo para um procedimento estético com um médico da capital. Famosa por personagens em novelas mexicanas, como a ‘Paola Bracho’, de ‘A Usurpadora’, a atriz esteve esta semana na Human Clinic, onde passou pelo procedimento chamado de Fotona, laser de última geração.

O tratamento ajuda na sustentação, elasticidade e aumento de colágeno.

Combinando  vários lasers que promovem rejuvenescimento duradouro do rosto, é o único aparelho a oferecer a técnica 4D, segundo o médico Ivan Rollemberg. O tratamento combina dois tipos de lasers, o ND Yag e o Erbium Yag. Juntas, essas tecnologias atuam na flacidez profunda, no relevo, na textura e no contorno facial. Esses são os efeitos tridimensionais. A quarta dimensão é o tempo – os efeitos são de fato duradouros. Por isso, este protocolo foi batizado de 4D.

“A Gabi fez um tratamento muito interessante, no sentido de manter-se jovem, com a pele firme e bem cuidada”, diz o médico. 

 

Médico Fernando Macedo que realizou o Laser Fotona na Atriz (Divulgação)

Um em cada quatro brasileiros sofre de hipertensão

(Governo do Estado do PR/Reprodução)

Oitenta e quatro mortes por hora, 829 por dia e mais de 302 mil em todo o ano de 2017. Esses são os números das doenças cardiovasculares como infarto e acidente vascular cerebral no Brasil e que têm como principal fator de risco a hipertensão arterial. De acordo com o Ministério da Saúde, a pressão alta afeta um em cada quatro brasileiros adultos. 

No Dia Nacional de Combate à Hipertensão, lembrado na última sexta-feira (26), o ministério alerta que o consumo excessivo de sódio, principal componente do sal, aumenta o risco de hipertensão e doenças do coração. Dois terços do consumo de sal pela população brasileira vêm do sal adicionado direto no prato.

Os números mostram que o brasileiro consome mais que o dobro – quase 12 gramas (g) – da quantidade recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Dados do ministério revelam ainda que, embora 90% dos homens e 70% das mulheres consumam mais sal do que o máximo recomendado, 85,1% dos brasileiros adultos consideram seu consumo de sal adequado.



Prevenção e diagnóstico

Para o combate à hipertensão, o ministério recomenda a adoção de um estilo de vida saudável desde a infância até a terceira idade e a realização dos exames de saúde rotineiros pelo menos uma vez no ano. A prática de exercícios físicos é outro hábito recomendado pela pasta.

Tratamento



Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) fornece medicamentos para hipertensão em unidades básicas de saúde e em cerca de 31 mil unidades farmacêuticas credenciadas ao programa Farmácia Popular.

Para retirar os remédios, é preciso apresentar um documento de identidade com foto, CPF e receita médica dentro do prazo de validade (120 dias). A receita pode ser emitida por um profissional da rede pública ou de hospitais e clínicas privadas.

São Paulo

Na capital paulista, quem passou pela estação do metrô Corinthians/ Itaquera, pode participar do mutirão de aferição da pressão, com testes gratuitos. O exame é simples, rápido e indolor. Não é preciso estar em jejum para fazê-lo.

De acordo com o presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), José Francisco Kerr Saraiva, o diagnóstico é o primeiro passo para identificar se a pessoa é hipertensa.

“Por isso, é tão importante que cada um conheça a sua pressão arterial. E, caso seja constatado que o paciente possui alterações, o tratamento inclui um tripé de efeito duradouro: hábitos saudáveis de alimentação, atividades físicas regulares e medicação prescrita por médico sem interrupções têm brilhantes resultados”.

Os pacientes que forem identificados com pressão alterada no mutirão receberão orientação especial para procurarem a Unidade Básica de Saúde de referência para diagnóstico e devido tratamento, se necessário. Uma estação do Agenda Fácil será disponibilizada para facilitar o agendamento de consultas para essas pessoas na rede pública.

A escola de samba Leandro de Itaquera participa da estratégia de sensibilização sobre o tema. Parceira do projeto, a escola incluirá o samba vencedor do concurso “Leandro Cuidando do Seu Coração” (assista aqui), promovido pela iniciativa Cuidando do seu Coração em 2018. O concurso estimulou a criação de sambas sobre o tema da hipertensão, seus fatores de risco e a importância da prevenção, mobilizando a população de Itaquera e até equipes de Unidades Básicas de Saúde no desenvolvimento das letras e músicas.

*Colaborou Ludmilla Souza e Paula Laboissière, da Agência Brasil

Infectologista alerta para doenças típicas do Outono

O Verão acabou, mas os cuidados com a saúde não devem ser esquecidos no Outono. O tempo mais frio, geralmente acompanhado de baixa umidade do ar, favorece o aumento de doenças, alergias respiratórias e de pele, principalmente em crianças, idosos e portadores de doenças crônicas.

De acordo com o infectologista Ralcyon Teixeira, é muito comum nessa época que as pessoas confundam gripes com resfriados. Apesar de ambas apresentarem sintomas semelhantes, são provocados por vírus distintos e devem receber o diagnóstico e tratamentos adequados.

“O resfriado tem sintomas mais leves, como coriza e leves dores no corpo. O vírus do resfriado permanece no organismo por no máximo três dias. Já a gripe exige mais atenção, pois ela aparece de maneira mais agressiva e prolongada, manifestando-se por febre, fortes dores no corpo, tosse seca e falta de ar. Neste caso, o ideal é procurar ajuda médica”, esclarece.

A prevenção contra as doenças respiratórias, como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), asma e pneumonia é fundamental durante todo o ano e deve ser redobrada nesse período. A rinite alérgica, por exemplo, pode ser agravada em razão da falta de umidade no ar.

Em todos os casos, podem ser tomados cuidados simples, mas eficazes com a saúde, como aumentar a ingestão de líquido, fazer inalação e lavar o nariz com soro fisiológico.

“O tempo seco causa ressecamento das vias aéreas e viabiliza a proliferação de vírus e agravamento de doenças e alergias respiratórias, como asma, que pode ser tanto crônica como alérgica. A ingestão de água e permanência em locais ventilados são ótimas maneiras de prevenção”, explica o pneumologista Fábio Muchão.

Confira abaixo dicas para evitar agravamento de doenças respiratórias:

  • Evite locais totalmente fechados;
  • Cubra a boca com um lenço quando for espirrar;
  • Beba muita água, pelo menos 2 litros por dia;
  • Mantenha a carteira de vacinação em dia;
  • Lave o nariz e faça inalação com soro fisiológico.