Paciente de Minas Gerais está com variante indiana

A prefeitura de Juiz de Fora informou ter sido notificada pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Estado de Minas Gerais de que o sequenciamento genético de um paciente internado na Santa Casa de Misericórdia do município teve resultado positivo para a variante indiana do novo coronavírus.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde diz que o paciente está sendo acompanhado e monitorado pelo Departamento de Vigilância Epidemiológica desde a sua chegada ao município, na Zona da Mata mineira.

“Tão logo os primeiros sintomas foram apresentados, foi realizado o teste pela Fundação Ezequiel Dias para detecção da presença do vírus e recolhimento do material biológico para exame de sequenciamento genético”, informa a secretaria.

Segundo a prefeitura, todas as medidas e protocolos de segurança sanitária foram adotados. O paciente foi isolado e encontra-se nas instalações do hospital.

Por Pedro Peduzzi, da Agência Brasil

PF suspeita de vacina falsa em esquema para vacinar empresários

(Reprodução)

Na tarde desta terça-feira (30), investigadores da Polícia Federal (PF) fizeram busca e apreensão na casa de uma enfermeira em Minas Gerais e encontraram soro contra Covid-19. As informações são da Camila Mattoso, editora da coluna Painel, da Folha de S.Paulo.

A enfermeira foi levada pelos policiais e deve ser presa em flagrante. Além do soro, a PF encontrou ampolas no local. Os materiais foram apreendidos e serão encaminhados para a perícia criminal.

A investigação conduzida pelo delegado Leandro Almada, suspeita que os empresários e políticos que teriam recebido a vacina falsa foram vítimas de uma fraude. Cada empresário teria desembolsado R$600 para receber o imunizante.

O mandado de busca e apreensão faz parte do inquérito aberto para apurar as revelações feitas em uma reportagem da revista Piauí.

A enfermeira é a mesma que aparece em um vídeo gravado por um vizinho da garagem de ônibus onde supostamente empresários e políticos foram vacinados às escondidas e furando a fila de prioridades do Plano Nacional de Imunização (PNI).

Por TV Cultura

Café: Operação investiga sonegação em São Paulo e mais três Estados

Agentes apreenderam bens e fizeram buscas em vários endereços (Receita Federal/Reprodução)

A Receita Federal, a Polícia Civil do Paraná e as Receitas Estaduais do Paraná e Minas Gerais deflagraram a operação “Expresso”, nesta terça-feira (16), para desmantelar gigantesco esquema de sonegação do setor de café e crimes relacionados. As investigações contam com a participação da Receita Estadual do Estado de São Paulo, dos Ministérios Públicos do Paraná e Minas Gerais. 

Desde as primeiras horas desta manhã, mais de 111 servidores da Receita Federal, entre auditores, analistas e administrativos, 710 policiais civis, servidores das receitas estaduais e peritos estão nas ruas para cumprir 220 mandados judiciais, sendo 35 de prisão temporária, 124 de busca e apreensão e 61 de sequestro de bens, nos estados do Paraná, Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo. A ação mira envolvidos em esquema bilionário de sonegação fiscal no ramo de comercialização de café em grão, bem como crimes de falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e associação criminosa. 

Levantamentos iniciais apontam que os valores devidos aos cofres públicos podem ultrapassar R$ 1 bilhão em impostos estaduais e federais, multas e correção monetária. Para fins de comparação, este valor poderia ser usado para comprar mais de 17 milhões e 240 mil doses de vacinas contra a Covid-19, ou implantar mais de 5.540 novos leitos de unidades de terapia intensiva em hospitais. 

Resultado de investigações iniciadas há mais de dois anos pela Polícia Civil do Paraná e de trabalhos anteriores da Receita Federal e da Receita Estadual de Minas Gerais, a força-tarefa tem como objetivo desmantelar um grande esquema criminoso de sonegação de impostos e creditação indevida de ICMS na compra e venda de café em grão cru decorrente de comercializações interestaduais. 

Os alvos da operação são pessoas físicas e empresas. Entre estes, grandes atacadistas e corretores de café em grãos do Paraná, além de transportadores, proprietários e representantes de torrefações paranaenses conhecidas no ramo cafeeiro nacional.  

(Receita Federal/Reprodução)

Os mandados judiciais estão sendo cumpridos em 39 municípios: Londrina, Carlópolis, Cornélio Procópio, Ibaiti, Jandaia do Sul, Mandaguari, Maringá, Matinhos, Pérola, Rolândia e Santo Antônio da Platina, no Paraná; São Paulo, Espírito Santo do Pinhal, Hortolândia, Itatiba, Itu, Leme, Santo Antonio do Jardim, São Bernardo do Campo e Santos, em São Paulo; Vitória, Colatina e Vila Velha, no Espírito Santo;  Belo Horizonte, Aimorés, Andradas, Borda da Mata, Divino, Itamogi, Itueta, Manhuaçu, Matozinhos, Miraí, Muriaé, Ouro Fino, Patrocínio, Poços de Caldas, São Sebastião do Paraíso e Varginha, em Minas Gerais. 

O esquema

De acordo com a força-tarefa, atacadistas e corretores de café de Londrina e região possibilitavam a diversas torrefações do Paraná a aquisição do café em grão cru de duas formas. A primeira, destinando o produto juntamente com créditos fraudulentos de ICMS advindos de notas fiscais falsas; a segunda, na aquisição do café em operações fraudulentas (dentro do Paraná), em que o recolhimento dos tributos não era feito. 

Em ambos os casos, a mercadoria era oriunda de Minas Gerais e do Espírito Santo, comercializada por cooperativas e produtores rurais desses estados, sendo as notas fiscais destinadas a empresas de fachada, as chamadas “noteiras”, também localizadas em Minas Gerais e no Espírito Santo. 

As operações envolvendo empresas dos dois estados possibilitavam o não recolhimento do ICMS sobre as notas fiscais falsas. Paralelamente, outra empresa “noteira”, situada em São Paulo, emitia notas fiscais falsas destinadas a atacadistas e torrefações do Paraná.  

Nos dois tipos de aquisição irregular do café em grão cru, os destinatários do Paraná se beneficiavam com o crédito de milhões de reais em ICMS de operações interestaduais fraudulentas que nunca foram pagos. 

As investigações apontam ainda que, por diversas vezes, o produto adquirido por meio de notas fiscais falsas oriundas de São Paulo era destinado a empresas de café solúvel de Londrina e de Cornélio Procópio, ocasião em que, simulando uma venda da mercadoria dentro do Paraná, os atacadistas emitiam uma terceira nota fiscal falsa, acarretando aos próprios atacadistas o não recolhimento do tributo.   

Valores

Somados os valores, as “noteiras” de Minas Gerais e de São Paulo emitiram mais de R$ 6 bilhões em notas fiscais, entre janeiro de 2016 e fevereiro de 2021, sendo 2 bilhões só em 2020. Os valores devidos aos cofres mineiros passam de R$ 350 milhões. 

Quanto às empresas destinatárias das notas fiscais falsas no Paraná, a estimativa é que elas tenham acumulado créditos tributários fraudulentos de, aproximadamente, R$ 100 milhões, considerando que receberam cerca de R$ 1 bilhão em notas frias. Sobre o valor fraudado, ainda devem ser acrescentados 60% de multa, correção monetária e juros, fazendo com que o valor devido aos cofres paranaenses chegue a cerca de R$ 200 milhões. 

Houve também sonegação de tributos federais (IRPF). O montante, neste caso, pode chegar a R$ 200 milhões. Além disso, como há o evidente intuito de fraude, a multa é qualificada e corresponde a 150% do valor lançado; ou seja, o valor dos tributos federais sonegados e a multa correspondente pode chegar a R$ 500 milhões de reais.  

Os órgãos envolvidos na Operação “Expresso” alertam que, além de subtrair recursos da coletividade, a sonegação de tributos gera concorrência desleal, uma vez que, ao não cumprir com suas obrigações legais, a empresa fraudulenta cria condições para oferecer produtos com valores abaixo do praticado pelo mercado, prejudicando as empresas cumpridoras de seus deveres. 

Por Receita Federal

Menino de 5 anos morre soterrado após chuvas em Minas

(Corpo de Bombeiros de MG/via Agência Brasil)

Bombeiros de Minas Gerais encontraram, na manhã de hoje (22), o corpo do menino de 5 anos que foi soterrado pelos escombros de sua casa, atingida por um deslizamento de terra causado pelas fortes chuvas que ocorreram em Santa Maria de Itabira, no último fim de semana.

O garoto estava em casa, com seus pais, quando o imóvel foi atingido por um barranco. Os pais conseguiram deixar o local, mas o menino, que estava em outro cômodo, não teve a mesma sorte.

Agora, chega a seis o número de pessoas que perderam as vidas devido às consequências das chuvas que ocorreram com mais intensidade entre sexta-feira (19) e ontem (21), na cidade. As identidades das vítimas não foram divulgadas por órgãos oficiais.

Segundo a Coordenadoria de Defesa Civil de Minas Gerais, o estado contabiliza 20 mortes desde outubro de 2020, quando teve início o período chuvoso.

Por Alex Rodrigues, da Agência Brasil 

Chuva: Bombeiros encontram família soterrada em Minas

Bombeiros de Minas Gerais localizaram, esta madrugada, os corpos de mais três pessoas soterradas sob casas atingidas por deslizamentos de terra causados pelas fortes chuvas que atingiram a cidade de Santa Maria de Itabira, na região central do estado, a cerca de 150 quilômetros de Belo Horizonte.

As identidades das vítimas não foram divulgadas por órgãos oficiais, mas, segundo a imprensa local, trata-se de um homem e de duas filhas dele, cujas idades também não foram confirmadas.

Os efeitos das chuvas já causaram cinco mortes na cidade. Equipes do Corpo de Bombeiros tentam localizar uma criança de cinco anos, desaparecida desde ontem (21). De acordo com o relato de parentes do garoto, ele estava em casa, com o restante da família, quando um barranco atingiu o imóvel.

As chuvas do último fim de semana também causaram danos que a prefeitura e o governo estadual ainda estão contabilizando. Segundo a secretária municipal de Assistência Social, Márcia Aparecida Lage, o fornecimento de água e de energia elétrica foi afetado, pontes estão interditadas e os acessos a ao menos uma comunidade quilombola foi bloqueado.

Ainda de acordo com a secretária, com a maior escola da cidade alagada, abrigos tiveram que ser improvisados em duas igrejas e em um outro colégio. A secretaria e a Defesa Civil municipal ainda estão contabilizando o número de desabrigados e desalojados.

“Ao longo dos anos, nunca precisamos abrigar tanta gente como dessa vez. O último episódio de uma chuva tão forte ocorreu em 1979, mas em proporções bem menores”, disse Márcia à Agência Brasil. Segundo ela, a chuva parou durante a noite, permitindo que o nível do Rio Girau, que corta o município, baixasse.

Governador

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, esteve na cidade neste domingo (21). Ele acompanhou o trabalho da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros. Após conversar com moradores e autoridades municipais, Zema garantiu ajuda para a cidade e assistência às pessoas diretamente afetadas.

“Já conversamos com o prefeito e daremos total apoio a ele. A Defesa Civil já está enviando material de limpeza e ajuda para aqueles que foram atingidos. E a prefeitura com certeza deve estar decretando situação de calamidade pública e isso vai permitir que o governo federal envie ajuda para que ela recupere toda a infraestrutura municipal que foi afetada, ruas, pavimentação, pontes”, disse o governador.

“Conversando com o prefeito, ele me disse que a última situação semelhante aconteceu há 42 anos. Então, realmente é algo que não é comum aqui na cidade, um volume de chuvas tão intenso em tão curto intervalo de tempo”, disse Zema.

Por Alex Rodrigues, da Agência Brasil

Chuva alaga cidade mineira e provoca deslizamentos

(Corpo de Bombeiros de MG/Reprodução)

As fortes chuvas que ocorreram neste fim de semana em Santa Maria de Itabira, a cerca de 130 quilômetros de Belo Horizonte (MG), provocaram alagamentos e desmoronamentos na cidade. Várias casas estão debaixo d’água devido ao transbordamento do Rio Girau e moradores foram soterrados após o deslizamento de um barranco. Estradas e vias no município estão interditadas.

Em mensagem nas redes sociais, o governador do estado, Romeu Zema, informou que o governo enviou helicópteros para ajudar nos trabalhos de resgate e um caminhão com ajuda humanitária (colchões e kits de higiene). “Nossa solidariedade a todos que vêm sofrendo com as chuvas em Minas. O estado dará suporte a todas prefeituras e população que necessitem de ajuda”, escreveu.

A prefeitura de Itabira, cidade vizinha, também colocou as escolas à disposição para abrigar e fornecer alimentação aos moradores e deverá enviar caminhões-pipa para ajudar no abastecimento à população. As autoridades também estão se mobilizando para recolher donativos.

Desde o carnaval, a situação vem sendo monitorada pela Defesa Civil de Santa Maria de Itabira e a previsão já era de chuvas mais intensas para o fim de semana.

Para os próximos dias, são esperadas pancadas de chuvas e chuvas isoladas, de acordo com o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O Instituto Nacional de Meteorologia também emitiu alerta de perigo para várias regiões de Minas Gerais.

Por Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil 

Bombeiros encontram terceira vítima de cabeça d’água

O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais informou ter encontrado hoje (4) o terceiro corpo após tragédia ocorrida no complexo de cachoeiras do Canyon Cascata Eco Parque, no município de Capitólio (MG). No último sábado (2), banhistas que frequentavam o local foram surpreendidos por uma cabeça d’água e arrastados pela força da correnteza em direção ao lago da represa de Furnas.

A vítima encontrada hoje é um homem de 23 anos. Também morreram na tragédia duas mulheres, ambas com 24 anos. Seus corpos foram localizados ainda no sábado. Os três mortos eram moradores de Oliveira (MG). Ao tomar conhecimento, a prefeitura do município decretou luto oficial de três dias.

No episódio, os bombeiros também resgataram 16 pessoas que ficaram ilhadas em meio à correnteza, sendo 11 com o auxílio de helicóptero e cinco pelas equipes de terra. Uma delas, com fratura na perna e traumatismo craniano, foi conduzida até o hospital Santa Casa, em Passos (MG). 

Fenômeno

A cabeça d’água ocorre quando um grande volume de chuva cai em partes superiores do curso d’água. Dessa forma, após algum tempo, se observa um aumento repentino do nível nas áreas mais baixas. Segundo os bombeiros, tempestades atingiram a cabeceira do Rio Capivara. Os banhistas foram surpreendidos pela elevação do nível e da força das águas por volta de 14h50.

A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais recomenda não frequentar cachoeiras durante o período chuvoso. “Se optar por ir, não vá sozinho! Dê preferência a lugares com a presença de guarda vidas e pesquise as condições meteorológicas da região. A presença de folhas, o aumento do volume do som de cascata e a mudança da cor da água são alguns dos indicativos do fenômeno. Ao notar a presença de qualquer um desses sinais, saia da água imediatamente”, acrescenta o órgão.

Corpos de vítimas de acidente com ônibus serão transportados pela FAB

(Redes Sociais/Reprodução)

Dois aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) vão ser utilizadas para transportar os corpos e os parentes das vítimas, bem como os feridos do acidente com o ônibus que caiu de uma ponte da BR-381, na cidade de João Monlevade, na região central de Minas Gerais, no início da tarde de sexta-feira (4).

A decisão de colocar uma aeronave Hércules C-130 e um jato C-99 à disposição foi tomada há pouco pela FAB e pelos governos de Minas Gerais e de Alagoas. No primeiro avião serão transportados os corpos já liberados pelo Instituto Médico Legal (IML). No jato viajarão os parentes das vítimas que se deslocaram para Minas Gerais e os sobreviventes que receberam alta médica.

Segundo o coordenador adjunto da Defesa Civil de Minas Gerais, tenente-coronel Flávio Godinho, o traslado dos corpos está previsto para o meio-dia (12h) desta segunda-feira (7). As aeronaves partirão do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, com destino a Paulo Afonso (BA), distante cerca de 100 quilômetros da cidade de Mata Grande (AL), de onde o ônibus com destino a São Paulo partiu com 45 pessoas a bordo.

“Todas as ações estão sendo coordenadas pela FAB e pelos gabinetes militares de Minas Gerais e de Alagoas”, declarou Godinho a jornalistas.

Mortos e internados

Já chega a 19 o número de pessoas que perderam a vida com a queda do veículo de uma altura de cerca de 30 metros. Todas foram identificadas e seus corpos estão liberados para as famílias. Os nomes das vítimas fatais, no entanto, não foram divulgados. Segundo a Polícia Civil, um dos corpos já foi entregue aos cuidados de parentes. Outros quatro serão levados para São Paulo amanhã (7) de manhã, sob os cuidados da Polícia Científica paulista. 

De acordo com o último boletim divulgado pela Defesa Civil de Minas Gerais, 15 pessoas continuam internadas em unidades de saúde de João Monlevade (12) e de Belo Horizonte (3). Sete passageiros que sofreram ferimentos leves foram atendidos e logo receberam alta. Outros três que estavam a bordo do ônibus não precisaram de atendimento hospitalar. E uma pessoa não foi localizada.  Segundo o delegado regional Paulo Tavares Neto, responsável pelo inquérito instaurado para apurar as causas e responsáveis pelo acidente, trata-se do motorista do ônibus.

Investigações

Pouco depois o acidente, o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais divulgou que, segundo relatos de passageiros e de outras testemunhas, o ônibus teria perdido tração após atravessar a chamada Ponte Torta e chegar a uma subida. O veículo teria voltado de ré, desgovernado, e percorrido parte da ponte antes de atingir a mureta e cair sobre uma linha de trem.

Em entrevista no fim da tarde deste sábado (5), o delegado regional informou que os donos da empresa responsável pelo ônibus ainda não tinham feito contato com as autoridades. Ainda não está claro se o veículo pertence a JS Turismo ou a Localima Transporte, ambas de Alagoas. A JS Turismo informou, em nota, que o ônibus pertence a Localima e que apenas o arrendava para viagens feitas até outubro deste ano, quando desfez o contrato. Apesar disso, segundo a empresa, a Localima não teria retirado o adesivo da JS Turismo do vidro dianteira do ônibus.

A reportagem não conseguiu contato com os representantes da Localima. Consultada, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (Antt) informou que, embora esteja cadastrada, a JS Turismo não tinha autorização para realizar o serviço de transporte de passageiros. Já a Localima não está sequer cadastrada junto a ANTT.

Por Alex Rodrigues, repórter da Agência Brasil

Morre 19ª vítima de acidente com ônibus em Minas

(Corpo de Bombeiros MG/Reprodução)

Mais uma vítima do acidente com o ônibus que caiu de um viaduto da BR-381, na cidade de João Monlevade, na região central de Minas Gerais, morreu na noite deste sábado (5). Trata-se de uma mulher que estava internada em João Monlevade. Os dados pessoais dela não foram divulgados e o corpo já foi transferido para o Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte.

Com mais este óbito, chegou a 19 o total de pessoas que perderam a vida em função da queda do veículo de uma altura de cerca de 30 metros. Segundo o último boletim divulgado pela Defesa Civil de Minas Gerais, outras 15 pessoas estavam internadas em unidades de saúde de João Monlevade (12) e de Belo Horizonte (3) até o fim da tarde de ontem. Um novo balanço deve ser divulgado em breve.

Vítimas identificadas

Treze das vítimas fatais já foram identificadas, mas suas identidades não foram oficialmente divulgadas. Transferidos para o IML de Belo Horizonte, onde parentes das vítimas estão sendo acolhidos por psicólogos e assistentes sociais, os corpos já reconhecidos foram liberados para as famílias.

Segundo a médica legista Tatiana Telles Koeler Matos, coordenadora da Medicina Legal do Interior de Minas Gerais, os corpos estão sendo transferidos de João Monlevade para Belo Horizonte devido, entre outros fatores, às melhores condições de acolher às famílias das vítimas. “Todas as necrópsias já foram realizadas e continua o acolhimento às famílias, com todo o aparato de assistência social.”

Acidente e investigações

Quarenta e cinco pessoas estavam a bordo do ônibus da empresa JS Turismo, que saiu de Mata Grande (AL) com destino a São Paulo. Destas, sete sofreram ferimentos leves, foram atendidas e receberam alta. Outros três passageiros não precisaram de atendimento hospitalar. E uma pessoa não foi localizada.

Segundo o delegado regional Paulo Tavares Neto, responsável pelo inquérito instaurado para apurar as causas e responsáveis pelo acidente, a pessoa ainda não encontrada é o motorista do ônibus. Ainda de acordo com o delegado, os responsáveis legais pela JS Turismo ainda não entraram em contato com as autoridades policiais alagoanas ou mineiras.

“A empresa não se pronunciou”, afirmou Neto, revelando que algumas testemunhas ouvidas preliminarmente apontaram que o veículo pode ter sofrido algum problema momentos antes do acidente. “Algumas testemunhas apontam que pode ter havido uma falha mecânica, mas vamos depender da perícia técnica para esclarecer isto. Vamos fazer novas oitivas e esperar as conclusões da perícia técnica para que possamos ter uma conclusão efetiva sobre como o acidente aconteceu, e para podermos apontar responsabilidades”, acrescentou o delegado.

Logo após o acidente, ocorrido na sexta-feira (4), o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais divulgou que, segundo relatos de passageiros e de outras testemunhas, o ônibus teria perdido tração ao atravessar a ponte e chegar a uma subida. O veículo teria voltado de ré, desgovernado, até atingir a mureta da chamada Ponte Torta e cair sobre uma linha de trem.

Por Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil 

Mortes em acidente com ônibus sobem para 14

O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais confirmou 14 mortes no acidente provocado nesta sexta-feira (4) pela queda de um ônibus de um viaduto em João Monlevade, na Região Central de Minas Gerais. Segundo a corporação, 11 pessoas foram encontradas mortas no local e três perderam a vida a caminho do hospital.

Vinte e seis feridos foram levados a hospitais próximos ao local do acidente. Entre os feridos, um adulto e duas crianças foram transferidos, em estado grave, de helicóptero para o Hospital João XXIII, em Belo Horizonte.

Causa do acidente

Segundo o porta-voz do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, tenente Pedro Aihara, as causas do acidente ainda serão investigadas. Testemunhas apontam duas versões para a queda do ônibus, com placa de Alagoas, de uma ponte de 15 metros de altura. A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) também esteve no local para fazer os primeiros levantamentos da perícia.

“Ainda não se sabe exatamente a causa desse acidente. Há duas versões principais relatadas pelas testemunhas. Algumas relataram que, no momento em que esse ônibus se encontrava subindo um trecho de aclive, teria perdido o tracionamento, bateu na estrutura de proteção lateral da ponte e acabou caindo de uma altura de 15 metros.” De acordo com Aihara, a outra versão diz que, antes de ocorrer a tração, o ônibus teria colidido com veículos que estavam retidos, incluindo um caminhão.

Apoio


Pouco depois do acidente, no Twitter, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, se disse “estarrecido” e afirmou que “equipes dos bombeiros, policiais, ambulâncias e helicóptero estavam no local para atendimento aos feridos, apoio às famílias e apuração dos fatos”.

“Estarrecido. Toda a minha solidariedade aos familiares e amigos das vítimas do grave acidente que ocorreu nesta tarde, em João Monlevade, região central. Até o momento, 10 mortos foram confirmados nesta triste tragédia”, disse Zema.

Por Heloisa Cristaldo – Repórter da Agência Brasil