Minhocão terá interdições nos próximos 6 meses

(Rovena Rosa/Agência Brasil)


O elevado João Goulart (Minhocão) será interditado, de forma parcial, a partir deste sábado (7) pelo período de seis meses, para obras de implementação dos gradis metálicos. O objetivo é dar mais segurança aos pedestres e usuários que circulam pela via durante as noites de segunda a sexta-feira, os dias dos fins de semana e eventos.

Inicialmente, a interdição será feita na pista da direita do sentido centro-bairro, em trechos de 200m de extensão, a partir do Largo Padre Péricles e se deslocando sentido Rua da Consolação, na medida em que os serviços forem concluídos em cada segmento.

Posteriormente, as obras serão executadas na pista sentido bairro-centro.

Trânsito

A Engenharia de Campo da CET vai monitorar a interdição e orientar o tráfego na região, visando manter as condições de trânsito e preservar a segurança de pedestres e motoristas.

Interdições

De 07 a 25/12

  • Faixa da direita, pista sentido centro ou bairro, de acordo com o cronograma das obras, das 10h00 às 16h00 e das 20h00 às 06h00 de segunda a sexta-feira do dia seguinte, e aos sábados, domingos e feriados por período integral.

A partir de 26/12

  • Faixa da direita, pista sentido centro ou bairro, de acordo com o cronograma das obras, durante as 24 horas do dia.

Alternativas

  • O fluxo de trânsito será canalizado para a faixa da esquerda;

Recomendações 

  • Atenção à sinalização e eventuais movimentações das máquinas e equipamentos relativos à obra;
  • Se necessitar pedir informações, proceda de forma a não comprometer a fluidez do trânsito;
  • Ao avistar a canalização de orientação na pista, reduza a velocidade dos veículos para maior segurança.

Minhocão: Esparrama pela Janela inicia nova temporada hoje

(Sissy Eiko/Facebook/Reprodução)

O Grupo Esparrama – que ganhou a simpatia dos paulistanos por realizar apresentações de teatro na janela de um apartamento em frente ao Elevado Presidente João Goulart – apresenta uma nova temporada do premiado espetáculo ‘Esparrama pela Janela’, primeira montagem do grupo, criada para este espaço e que estreou em Novembro de 2013. Espetáculo terá temporada ao longo do mês de maio, sempre aos domingos, às 16h.

Desde a estreia do projeto no Minhocão, o Grupo Esparrama ganhou notoriedade com o seu Teatro na Janela ao incluir o público infantil na discussão sobre a relação entre arte e cidade.

Esparrama pela Janela de cara nova!

(Facebook/Reprodução)

O primeiro espetáculo criado para a janela do Minhocão completou 5 anos em novembro de 2018 e, para comemorar, recebeu uma nova roupagem, que promete trazer vitalidade para este espetáculo, vencedor dos Prêmios FEMSA de Teatro Infantil e Jovem 2013  (nas categorias Revelação – pela direção de Iarlei Rangel  – e Prêmio Crystal Eco de Sustentabilidade) e Prêmio da Cooperativa Paulista de Teatro 2013 (na categoria Melhor Ocupação de Espaço).

Figurinos e adereços foram reformulados pelo artista Eliseu Weide, que tem um trabalho nacional e  internacional consolidado atuando com nomes como Cia. Familie Flöz (Alemanha), Vinicius Torres Machado (Brasil),  Cia. Mundo Rodá, Cia. La Leche, Cia. do Miolo, Cia. Babuinos de Teatro, Direção de arte do vídeo Blasfêmea|Mulher da artista Linn da Quebrada, entre outros.

A peça Esparrama pela Janela conta a história de um morador do Minhocão que, cansado do caos e barulho da cidade, resolve subverter a realidade e transformar sua vida, criando um universo mágico formado por monstros e outros seres divertidíssimos. Estes personagens fantásticos dão vida ao famoso teatro na janela, que já atraiu mais de 22 mil pessoas para o Minhocão nos finais de semana para se divertir e refletir sobre a importância da arte ocupar os espaços urbanos.

E o Minhocão?

(Sissy Eiko/Facebook/Reprodução)

O Grupo Esparrama, que sempre esteve presente nos debates sobre os usos do Viaduto Presidente João Goulart, nessa nova temporada pretende colaborar com a discussão sobre as novas propostas anunciadas para o Minhocão. Para incentivar simbolicamente a participação popular nesse debate, o público encontrará um microfone aberto, sempre 15 minutos antes de cada apresentação, onde poderá opinar sobre as mudanças previstas para acontecer no viaduto mais famoso do centro de São Paulo.



Durante a temporada acontece também o lançamento da 2ª edição do “Esparramando a Questão”, uma série divertida de vídeos que será exibida nas redes sociais do grupo, na qual os personagens do Esparrama conversam com especialistas para entender melhor as questões que envolvem as mudanças propostas para o Minhocão.

Durante a temporada também será anunciado um debate público sobre o futuro do Minhocão com importantes convidados de diversas áreas de atuação. Os detalhes sobre o este evento serão anunciados nos dias de apresentação. Com isso a população é convidada novamente a ocupar o Minhocão aos domingos, para assistir uma divertida intervenção cênica e para refletir sobre o seu espaço neste território.

Serviço

  • Duração: 45 minutos – Classificação: Livre – Grátis
  • Temporada: 05 à 26 de maio de 2019 – Domingos
  • Horário: 16h00
  • Local: No Minhocão (Elevado Presidente João Goulart), altura do número 158 da Avenida Amaral Gurgel, entre as alças de acesso do Metrô Santa Cecília e da Rua da Consolação
  • Acesso do público: Pelas alças de acesso do Minhocão no Metrô Santa Cecília ou da Rua da Consolação. Nestes pontos haverá sinalizações indicando o local da apresentação.

*Em caso de chuva, o espetáculo não é realizado.

Sem veículos no Minhocão, poluição sonora pode ser reduzida

Por Camila Maciel

(Rovena Rosa/Agência Brasil)

A ausência de veículos no Elevado Presidente João Goulart, conhecido como Minhocão, na região central de São Paulo, poderia reduzir pela metade a percepção de ruído para moradores locais, de acordo com levantamento da Associação Brasileira Para a Qualidade Acústica (ProAcústica), em parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (SMDU).

O estudo, que abrange o trecho do Minhocão entre a Praça Roosevelt e o Largo do Arouche, estimou uma redução de até 10 dB (decibéis) em alguns imóveis que têm a fachada para o elevado.



Segundo a ProAcústica, em termos de sensação para o ser humano, 10 dB a menos equivalem a reduzir pela metade a percepção do volume sonoro.

Com o viaduto em operação, os níveis sonoros nos edifícios ficaram entre 69 e 76 dB, enquanto que interditado para tráfego de veículos, apenas com o fluxo existente na rua Amaral Gurgel – que fica embaixo do Minhocão –, o nível sonoro caiu valores entre 59 e 70 dB.

A associação ressalta que os resultados finais em relação à redução dos níveis sonoros dependerão das estratégias de redução do ruído adotadas.

“A OMS [Organização Mundial da Saúde] tem um nível recomendável. O ruído de trânsito global pode chegar até 55 dB. Para a saúde, o que mais conta é a constância, é o incômodo permanente que vai dia a dia prejudicando e você só percebe ao longo do tempo o quanto isso pode te prejudicar, causando insônia, stress, incômodo. Pode até causa doenças, como potencializar infartos, e isso já é comprovado pela OMS, há vários estudos internacionais que comprovam isso”, disse Priscila Wunderlich, gerente técnica da ProAcústica.

Existem técnicas que podem ajudar a reduzir os ruídos nas residências. Algumas possibilidades seriam a inserção de materiais fonoabsorventes sob o Minhocão, a inserção de túneis acústicos, mudança do asfalto da via e proibição de buzinas no local.

Janela acústica pode ser uma boa solução

“Nas residências, a janela acústica pode ser uma boa solução. As cidades devem partir para políticas públicas. O primeiro passo é identificar as avenidas e locais da cidade mais ruidosos e, a partir daí, fazer planos de ação”, disse Priscila.

“Por exemplo, asfalto é um determinante, dependendo da qualidade do asfalto pode influenciar bastante no ruído; diminuir a velocidade das ruas é um possível mitigador; outro fator é partir para frota de veículos elétricos, os ônibus elétricos reduziriam bastante [o barulho]”, acrescentou.

A estimativa de ruídos no Minhocão faz parte do Mapa de Ruído Urbano da Operação Urbana Centro, lançado no dia 24 de abril deste ano, no Dia Internacional de Conscientização sobre o Ruído (INAD 2019).

O mapa abrange, no geral, uma área de 6,6 quilômetros quadrados (km2), incluindo o centro velho, o novo e regiões históricas da região central da cidade de São Paulo.

Com esse mapa, foi possível constatar os pontos mais ruidosos. A partir do diagnóstico, a prefeitura paulistana pode elaborar políticas de redução de ruídos. O Minhocão, a avenida 23 de Maio e a avenida 9 de Julho foram alguns dos pontos mais ruidosos identificados no mapa.

Minhocão: Promotoria quer estudos sobre impactos da criação de parque

Por Camila Maciel

(Rovena Rosa/Agência Brasil)

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) expediu recomendação à prefeitura da capital sobre a criação do Parque Minhocão, o qual prevê a desativação gradativa do Elevado João Goulart, no centro da cidade. Entre outros itens, a promotoria pede a elaboração e a apresentação de estudos sobre mpactos no trânsito decorrentes da desativação da via e consequências sociais e econômicas na população residente na região, “abordando inclusive uma política habitacional de interesse social”.

Concebido na década de 1970 para ligar as zonas leste e oeste da cidade, o Minhocão tem tido sua possível desativação debatida há anos. O elevado tem impactos do ponto de vista da poluição sonora, atmosférica e visual provocada pela constante circulação de veículos. Especialistas afirmam, no entanto, que a via tem importância na fluidez do trânsito.

Atualmente, o Minhocão fica fechado para o trânsito de veículos de segunda a sexta-feira das 20h às 7h. Aos sábados, domingos e feriados, o fechamento é em período integral. Sem carros, o elevado é comumente usado para a prática de atividades físicas, piqueniques e manifestações culturais, entre outras ações.

O MPSP propõe que a implementação de “iniciativas para garantir que os recursos provenientes da valorização dos imóveis [do entorno] sejam investidos em melhorias urbanísticas na própria área”. Além disso, recomenda a notificação de todos proprietários de imóveis subutilizados, não utilizados ou não edificados – existentes ao longo do trecho inicial do parque para que as construções sejam parte integrante de uma política de habitação de interesse social. O objetivo da ação é “fazer frente aos impactos da valorização imobiliária, decorrentes da criação do Parque Minhocão”, diz a promotoria.

Outra recomendação é que o governo municipal promova um diálogo sobre o projeto com universidades e profissionais especializados nos temas mobilidade, habitação e espaços públicos, por meio de oficinas participativas e audiências públicas. O MPSP pede ainda que as atividades sejam divulgadas em jornais de grande circulação com antecedência mínima de 15 dias.

Em nota, a prefeitura de São Paulo informou que ainda não foi notificada oficialmente das recomendações. Segundo a prefeitura, que as medidas propostas pelo Ministério Público estão incluídas no planejamento das ações em andamento, que são coordenadas por um grupo de trabalho formado por representantes das secretarias de Governo, Desenvolvimento Urbano, Infraestrutura e Obras, Verde e Meio Ambiente, Mobilidade e Transporte, Subprefeituras e Cultura. O objetivo do grupo é adotar ações mitigatórias prévias necessárias à implantação gradativa do Parque Minhocão, conclui a nota.

Parte do ‘Minhocão’ vai virar parque

(Rovena Rosa/Agência Brasil)

Prefeitura de São Paulo via implantar o primeiro trecho do Parque Minhocão, no Elevado Presidente João Goulart. A ação será dividida em três etapas, com implantação de obras de acessibilidade, segurança e parque linear. Com um custo estimado de R$ 38 milhões, a previsão de entrega é dezembro de 2020.

Na primeira fase serão executadas obras de segurança e acessibilidade para os usuários do espaço. Serão instalados acessos em nove pontos de todo o elevado, entre elevadores e escadas. Além disso, a Prefeitura também vai implementar estruturas de proteção nas laterais para garantir a segurança dos frequentadores. A previsão é que até o final de 2019 essas obras estejam concluídas. As ações previstas na primeira fase foram recomendadas pelo Ministério Público.

A segunda etapa consiste na implantação de 900 metros de parque entre a Praça Roosevelt e o Largo do Arouche. No total estão previstos 17.500 metros quadrados com jardins, além de floreiras e deques, dispostos em módulos pré-fabricados. A Prefeitura de São Paulo, por meio da SP Urbanismo, vai utilizar o conceito urbanístico e referências do arquiteto Jamie Lerner, com material modulado, efêmero, propostas de usos institucionais no baixo do viaduto e intervenções que permitem a integração dos espaços.

A Implantação do primeiro trecho do Parque Minhocão (900 metros) foi definida em razão de sua favorável conexão com outros espaços públicos de lazer – Praça Roosevelt, Parque Augusta, Largo do Arouche e Praça Marechal Deodoro.

A primeira etapa do Parque Minhocão vai compreender um trecho da saída da Ligação Leste-Oeste ao entroncamento com a Avenida São João. Quem seguir no sentido dos bairros de Perdizes e Barra Funda poderá pegar o elevado por um acesso próximo à Rua Helvétia, na região dos Campos Elíseos. Até esse ponto, o motorista deverá seguir pela Avenida Amaral Gurgel. No outro sentido, o caminho em direção à Zona Leste será interrompido na passagem para a Rua Sebastião Pereira, na Vila Buarque. A CET está realizando estudo para definição de outras intervenções viárias que se fizerem necessárias.

Localizado na área central da cidade, o Elevado João Goulart conecta a Av. Radial Leste-Oeste (no centro da cidade) à Av. Francisco Matarazzo (na zona oeste), passando pelos distritos República, Consolação, Santa Cecília e Barra Funda. O elevado é dotado de uma rede de equipamentos públicos capilarizados e icônicos, como as bibliotecas Mário de Andrade e Monteiro Lobato, o Estádio do Pacaembu, o Memorial da América Latina e a Santa Casa de Misericórdia, além de duas estações de metrô, Marechal Deodoro e Santa Cecília.