Após atropelamento e morte de motoboy, parentes protestam

(Reprodução)

Revoltados com o atropelamento e morte de Alan Souza, de 26 anos, familiares e amigos do motoboy realizaram uma manifestação nessa quarta-feira (23). Eles interditaram o cruzamento da Rua da Mooca com a Avenida Paes de Barros, no bairro da Mooca, zona leste da Capital, mesmo local onde o jovem foi atropelado por um ônibus na noite anterior.

Alan trabalhava para uma hamburgueria e estava pilotando uma moto, seguindo para fazer uma entrega, quando foi atingido por um coletivo da Viação Transunião.Segundo testemunhas, o motorista teria desrespeitado o sinal fechado.O motoboy ainda foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado ao Hospital Municipal do Tatuapé, mas ele acabou morrendo.

Detido por policiais do Batalhão de Trânsito, o motorista do ônibus, que não teve a identidade divulgada, foi  autuado em flagrante no Distrito Policial da Vila Alpina por homicídio culposo – quando não há intenção de matar – na direção de veículo automotor. 

O corpo do motoboy Alan Souza está sendo velado no Cemitério da Quarta Parada, na Água Rasa.O enterro está previsto para as nove horas no mesmo local.

Com informações de Paulo Édson Fiore, da Jovem Pan

Tom Zé é atração na reinauguração de teatro na Mooca

Tom Zé fará show gratuito nesta quarta-feira (4), na zona leste (Andre Conti/Divulgação)

Após reforma, a plateia do Teatro Arthur Azevedo, no bairro da Mooca, Zona Leste, é reaberta à população nesta quarta-feira (4), às 21h, com um show gratuito do cantor Tom Zé.

Projetado pelo arquiteto Roberto Tibau, o teatro foi inaugurado no dia 2 de agosto de 1952 e tombado pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo em 1992. Seu nome é uma homenagem ao poeta e dramaturgo maranhense Arthur Nabantino Gonçalves de Azevedo (1855-1908), conhecido como Arthur Azevedo, autor que consolidou a comédia de costumes no Brasil, em obras como “A Capital Federal”. O escritor sucedeu a cadeira de Martins Penna na Academia Brasileira de Letras.



Em 2018, por conta de fortes chuvas que causaram vazamentos nas calhas e fizeram parte do forro da plateia ceder, o teatro passou a funcionar de forma reduzida: foi construída uma plateia no próprio palco a fim de não comprometer o andamento das atividades.

A atual gestão da Secretaria Municipal de Cultura se comprometeu a reformar a plateia do teatro, que tem capacidade para 350 pessoas. E agora, no mês de reabertura, a programação comemorativa tem como um dos pontos altos a apresentação do cantor e compositor Tom Zé.

Tom Zé: Eu Cantando Renascimento

“A reinauguração deste teatro é um acontecimento importante na nossa São Paulo. O recomeço de um espaço de sagrado entretenimento, alegria, convivência e cultura merece este show-comemoração”, diz o artista, que divide o palco com Daniel Maia (guitarra e voz), produtor de seus discos mais recentes; Jarbas Mariz (viola, bandolim, percussão e voz) e Cristina Carneiro (teclados e vocal).

“Reelaborei músicas de vários discos, priorizando canções solicitadas pelo público, pessoas que nos escrevem, mandam e-mails, telefonam. Estamos irmanados com todos, no repertório faremos ‘Augusta’, Angélica e Consolação’, ‘Tô, Xique-Xique…’”, completa o artista.

Clube do Choro

A roda de choro proporciona a aquisição de repertório e o encontro entre diferentes gerações; aproxima músicos e público deste gênero musical em um ambiente descontraído e é um elemento tradicional de resistência da música popular no Brasil, no qual se aprende a forma de tocar, acompanhar, improvisar e compor o choro. O grupo interage no Teatro Arthur Azevedo com três momentos: intervenção no dia de reabertura da plateia do espaço, show e roda de choro no decorrer do mês.

  • Intervenção no Hall de Entrada 04/03, quarta, às 19h30 | Gratuito | Livre
  • Show no Teatro 06/03, sexta, às 21h | Gratuito | Livre
  • Roda de choro no Hall de Entradade 07/03 a 19/12, sábado, às 17h | Gratuito | Livre

A programação completa das atividades que serão realizadas no Teatro Arthur Azevedo no mês de março está disponível aqui.

*Com informações da Prefeitura de SP

Mooca: ‘Bairro de imigrantes que rejeita os migrantes’, diz padre sobre abaixo-assinado

Por Paulo Eduardo Dias

Grupo aguarda para entrar no albergue e se inscrever para o pernoite
(Paulo Eduardo Dias/Ponte Jornalismo)


Moradores da Mooca, na zona leste de São Paulo, buscam assinaturas em um abaixo-assinado com a intenção de retirar do bairro um CTA (Centro Temporário de Acolhimento), também conhecido como albergue, localizado na rua João Soares, 81, na Água Rasa. O aparelho é voltado aos moradores em situação de rua, com atendimento diário de 440 pessoas. No local são ofertados banhos, dormitórios e refeições. 

Na visão de parte dos mooquenses, desde a instalação do aparelho, há cerca de dois anos, suas vidas têm sido um transtorno, atraindo mais roubos e furtos para o bairro. As críticas começaram na página do Facebook Portal da Mooca e são vistas em visita ao local. Os vizinhos do CTA ainda afirmam que um estupro, cometido no último dia 15 de outubro, dentro de uma residência na rua Cavalieri, a cerca de 500 metros do aparelho, foi cometido por um convivente do albergue. Esta versão é refutada pela Polícia Civil. 

Nas redes sociais, moradores promoveram diversos ataques aos albergados e também ao padre Júlio Lancellotti, da Pastoral do Povo de Rua. O pároco da região tem conhecida ação com desabrigados na região da Mooca e do Belém, o que gera o ódio de parte dos moradores da região. Lancellotti já foi agredido por guardas e recebeu ameaças de morte, com a CIDH cobrando sua proteção por parte do estado brasileiro. 

“A pergunta que fica: até quando ficaremos a mercê dessa raça?”, questiona Emerson Zanon em uma publicação do Facebook. “Tem que acabar com esse alberque e colocar na rua do João Doria!”, esbraveja Selma Sampaio, ao se referir ao atual governador de São Paulo e prefeito da capital de 2016 a 2018. “Tudo culpa daquele padre do caralho Julio Lancelotti. Porque ele não leva essa cambada de vagabundo pra casa dele?”, pergunta Fabio Maregatti.

Entre críticas ao CTA, moradores da Mooca acusam povo de rua por estupro que ocorreu na região; Polícia nega (Reprodução/Facebook)

A reportagem da Ponte esteve durante toda sexta-feira na região, ouvindo policiais, vizinhos da vítima e moradores do CTA. Até às 20h desta sexta-feira, 5.850 pessoas já haviam assinado a petição. De acordo com os idealizadores, o material coletado será remetida ao prefeito Bruno Covas (PSDB), que sucedeu Doria. “Não tem indícios, em hipótese alguma (que seja um morador do albergue o estuprador). Até o momento não tem fundamento. Temos imagens e estamos investigando para chegarmos na identificação”, afirma o chefe dos investigadores Samir, que não detalhou sua identificação.

O agente atua no 57 DP (Distrito Policial), localizado no Alto da Mooca, unidade policial responsável pela apuração do caso. Samir nega que os crimes na região têm aumentado depois da instalação do CTA. “As ocorrências estão dentro da normalidade, nada que por conta do albergue tenha aumentado”, assegura o profissional.

A Polícia Civil obteve imagens de câmeras de segurança do homem que cometeu o estupro, inclusive, com a vítima reconhecendo o acusado. Depois de cometer o crime, o homem fugiu utilizando roupas furtadas da residência. A vítima, segundo vizinhos, é muito querida no bairro, mãe de uma criança pequena, que foi surpreendida dentro de sua casa. Além da violência física, ela teria sido picada diversas vezes por uma agulha em uma seringa. 

No entanto, pessoalmente, o que se viu na tarde de sexta-feira (18/10) foram reclamações ponderadas dos vizinhos do albergue, diferentemente do tom pesado adotado nas redes sociais. “A Mooca era um bairro bem sossegado. Após o CTA, acabou o sossego. Você está andando na rua e desconfia até da sua sombra. Tem muitas vítimas de roubo, além do pessoal que urina na porta das casas”, conta o comerciante Murilo. Nenhum dos entrevistados que mora no entorno do albergue quis informar seus sobrenomes quando questionados pela reportagem. Eles temem alguma resposta negativa do povo de rua.

Rua em que ocorreu o abuso sexual, que é investigado pela Polícia Civil
(Paulo Eduardo Dias/Ponte Jornalismo)

Outro comerciante que tem reclamações quanto ao CTA é Carlos, dono de um restaurante a poucos metros da unidade e, também, da casa invadida pelo estuprador. “Ninguém é contra albergue, só não deveria ser em área residencial. Tem uma creche na frente, eles bebem, usam drogas, ficam esparramados na calçada. Não estou dizendo que é de lá [o estuprador], mas tem grande chance de ser. Se não fosse a PM e a GCM, aqui já tinha virado uma Cracolândia. Eu não entro no caso da moça, porque ela precisa ser preservada”, diz.

O padre Julio Lancellotti diz lidar bem com a fúria dos moradores da Mooca contra seu trabalho. “Como eles percebem que eu os acolho [povo de rua], fazem críticas irracionais. É muito fake. Chegarem a dizer que prenderam o estuprador e que eu teria ido falar com o delegado para ele ser solto. Ultrapassam o limite da irracionalidade”, exemplifica o padre, considerando o abaixo-assinado baseado no preconceito. “Há uma rejeição porque a população de rua cresceu muito. As respostas da prefeitura são sempre as mesmas, como chegar a dizer que esse CTA teria cursos profissionalizantes, mas nunca teve. É um bairro de imigrantes que rejeita os migrantes, é isso que acontece na Mooca”, critica o padre. 

Povo de rua condena crimes

Considerado um crime gravíssimo entra a massa carcerária, o estupro igualmente não é aceito entre as pessoas em situação de rua, que também estão em alerta e pretendem ajudar a polícia se o acusado for encontrado. “É muita injustiça por causa de um os outros terem que pagar. Tem trabalhador, idoso… Nem todo mundo é bêbado ou drogado”, diz Jacques Steenbock.

Steenbock é paranaense e seguiu a vida para Praia Grande, cidade na Baixada Santista, para cuidar de sua mãe que estava doente. Após seu falecimento, passou a viver nas ruas. “Acabei ficando desnorteado [após a morte]”, confessa. O homem, que ganha a vida vendendo panos de prato, está impedido de trabalhar após ter sua mercadoria apreendida pelo “rapa”, como é chamada a batida feita por funcionários da Prefeitura contra comerciantes irregulares. Segurando um anúncio sobre seus produtos, o homem fala para a reportagem que “só ficou a placa, sem mercadoria, porque o rapa levou na Avenida Salim Farah Maluf”.

Jacques teve a mercadoria apreendida por funcionários da prefeitura de São Paulo
(Paulo Eduardo Dias/Ponte Jornalismo)

Enquanto a reportagem da Ponte conversava com os moradores em situação de rua em frente ao CTA, uma viatura do 21º BPM/M (Batalhão da Polícia Militar Metropolitano) parou no local. O cabo que estava de serviço afirmou que chegou ao local após uma denuncia de que o estuprador estaria entre o grupo que esperava para entrar no abrigo. Um dos homens era negro e careca, assim como o acusado, mas outras características não batiam com o procurado. Após alguns minutos, a equipe policial deixou o local.

Paulo, o homem que foi considerado como suspeito, contou que moradores da região são preconceituosos. “É preocupante. Nós não podemos pagar pelo erro dos outros. O pessoal da Mooca é preconceituoso. Já te julga antes de te conhecer”, afirma.

De voz forte, cabelo loiro e de olhos cor azul, Adriano Casado é outro morador em situação de rua que crítica o pedido para fechar o abrigo. “Eu acho uma hipocrisia. Tem muito estupro na USP (Universidade de São Paulo) e não tem passeata para fechar. É muito fácil fechar um CTA. Quem prova que o rapaz é daqui? Por causa de um vamos sofrer retaliação? Estão aflorando o preconceito. Aqui tem mais de 70 idosos, se fechar, para onde eles vão? Nós estamos em perigo, não somos perigosos”, finaliza.

No mesmo instante das entrevistas, dentro do albergue, a Polícia Civil fazia novas diligências em busca da identificação do acusado pelo crime.

Adriano Casado vive na rua desde a morte da mãe
(Paulo Eduardo Dias/Ponte Jornalismo)

Procurada, a Associação de Moradores Amo a Mooca informou que não possui uma definição quanto a retirada do CTA Mooca I. No entanto, sua presidente, conhecida como Dona Zina, afirmou à reportagem que o “número de moradores em situação de rua no bairro está assustador. É muito trânsito de morador de rua. É muito gente rondando e dormindo na rua, algo que precisa ser revisto. Alguma coisa tem que ser feita para dar segurança maior para o morador”, posiciona-se. 

Questionada sobre o pedido de fechamento do abrigo, a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social de São Paulo, administrada pela secretária Berenice Maria Giannella, afirmou, por telefone, que o estupro é um caso de polícia e que ainda não havia sido informada sobre o abaixo-assinado cobrando a retirada do CTA.

*Reportagem publicada originalmente neste link: https://ponte.org/moradores-da-mooca-cobram-retirada-de-cta-e-povo-de-rua-do-bairro/

Sistema da PM tem dados vazados para o tráfico sobre viaturas e policiais

Por Paloma Vasconcelos

Print de um dos vídeos feitos pelos PMs mostra dados confidenciais da PM no celular de um suspeito (Reprodução)


Imagine a cena. Você é um policial militar e, ao investigar o celular de uma pessoa, se depara com diversos dados de outros PMs, incluindo uma espécie de rastreador que mostra onde a viatura está no momento.

Foi o que aconteceu com PMs do 49º BPM/M (Batalhão da Polícia Militar Metropolitano), de Pirituba, zona oeste de SP, na madrugada de quarta-feira (16/10). A Ponte teve acesso a três vídeos que mostram o conteúdo encontrado em um celular. Entre os dados dos policiais militares que foram expostos, estão: nome completo, número de registro, posto na PM, número da viatura, qual é a equipe que está na viatura e, por conta do rastreador, onde exatamente está essa viatura.

Em um dos vídeos é possível ouvir um PM dizendo: “Só para complementar aí, você, polícia, que acha que tá seguro, os ‘malas’ [gíria policial para se referir a suspeitos] tá vendo aí todas as nossas informações online, mostrando polícia, viatura e equipe”.

Segundo informações obtidas pela reportagem, os PMs teriam abordado um homem e, durante a abordagem, descobriram que no celular do suspeito havia o acesso direto ao “Copom online”, sistema interno da Polícia Militar de São Paulo.

Questionado durante a abordagem, o indivíduo informou o endereço da pessoa que passou os dados. Os PMs, então, foram até o local, e localizaram o segundo indivíduo, que teria confirmado aos policiais que conheceu um PM que forneceu um CPF e uma senha de acesso ao sistema para “vender informações”.

Em nota, a Polícia Militar de São Paulo admite o vazamento. “Foi instaurado inquérito policial militar para apurar as circunstâncias dos fatos e a responsabilidade pelo vazamento das informações. Imediatamente ao conhecimento dos fatos medidas foram adotadas para a proteção dos policiais e dos sistemas da Polícia Militar”.

Com a condição de não ser identificado, um policial militar contou à Pontecomo funciona o sistema que os traficantes tiveram acesso. Chamado de “Copom Online”, o sistema serve para dar total apoio e suporte ao policial operacionalmente. De acordo com o PM, as seguintes funções podem ser feitas pelo sistema virtual: realizar funções operacionais diversas, visualizar a unidade de serviço, calcular multidão, visualizar ocorrências, mapa de dispersão, mapa de calor (as ocorrências do momento), localizar ocorrências, consultar pessoa, consultar veículos, localizar logradouro, conferir andamento de ocorrência, relatório de radares, ocorrência de barulho, pesquisar ruas, filtrar de ocorrências, conferir unidade e patrulhas via GPS, a grade operacional, ocorrências em relação ao tempo, painel do supervisor, identificação das viaturas, membros que compõem aquela equipe e os locais onde estão. 

Questionado sobre a gravidade do vazamento desses dados, o policial ouvido pela Ponte foi enfático. “A gravidade está em saber que o crime organizado é mais eficiente que o Estado e tem acesso a dados de nível gerencial, de nível de comando, a dados compilados e detalhados dos cidadãos e dos policiais militares. Não sejamos inocentes, se um ‘traficante’ meia boca tem acesso, o PCC tem acesso há mais tempo e a mais informações. É de ciência da própria instituição e dos seus comandantes que o crime organizado tem esse tipo acesso por intermédio de outros policiais militares”, crava.

Em entrevista à Ponte, Matheus Jacyntho, gerente sênior de Segurança Cibernética e Privacidade de Dados na ICTS Protiviti – parte da ICTS Security, consultoria e gestão em Segurança, que cuida de vazamento de dados -, explica algumas alternativas para proteger sistemas como o Copom Online. “Tem três alternativas. Adotar políticas restritivas de segurança da informação, porém tomando cuidados para impactar o menos possível a usabilidade das operações e negócios das empresas, como políticas de controle de acesso a sistemas, desenvolvimento seguro de sistemas, etc. Utilizar software e ferramentas que possibilitem a implementação de segurança da informação nos sistemas e nos ambientes das empresas. E realizar periodicamente sessões de treinamentos e campanhas de conscientização para que os colaboradores sejam a primeira linha de defesa e passem a ter um comportamento seguro na utilização dos sistemas”, explica o especialista.

Para Matheus, apesar de não existirem sistemas 100% seguros, dá para evitar que um vazamento feito por uma única pessoa coloque todo mundo em risco. “Pode-se utilizar a estratégia de conceder a menor quantidade de permissões possíveis aos usuários, fazendo com que os colaboradores acessem somente o que é necessário para seu trabalho e, dessa forma, diminuir a exposição a dados sensíveis das empresas. É importante também realizar a configuração das ferramentas de segurança para bloquear vazamentos em casos em que as pessoas tenham acesso legítimo às informações confidenciais”, argumenta Jacyntho, exemplificando, ao que tudo indica, o que ocorreu neste vazamento identificado pelo 49º BPM.

A reportagem procurou a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo), mas até o momento de publicação não obteve retorno. Além do posicionamento diante das informações apresentadas, a Ponte enviou as seguintes perguntas para a SSP:

  1. Há alguma investigação interna ou externa sobre o ocorrido? 
  2. O PM que teria vendido essas informações sofrerá alguma sanção? 
  3. É possível garantir a segurança dos PMs? 
  4. Mesmo com a vulnerabilidade diante das informações expostas, como garantir a segurança das informações daqui para frente?

*Texto publicado originalmente neste link: https://ponte.org/traficantes-acessam-dados-vazados-de-policiais-no-sistema-da-pm-segundo-denuncia/

Incêndio interdita viaduto e complica Radial Leste

Por Fernanda Cruz

(Band/Reprodução)

O Viaduto Alcântara Machado, importante ligação para a zona leste da capital paulista, foi totalmente interditado hoje (13) de manhã, após incêndio que atingiu uma comunidade no local. Não há previsão de liberação. Segundo a prefeitura, 32 famílias ficaram desabrigadas. Ninguém ficou ferido.

Os bombeiros atenderam à ocorrência na noite de ontem (12), por volta das 19h. A Coordenadoria de Pronto Atendimento Social ofereceu acolhimento, mas apenas uma pessoa aceitou ser levada para um abrigo. As outras famílias preferiram ir para a casa de familiares. Foram oferecidos 70 colchões, 70 cobertores, 40 cestas básicas e 40 kits de higiene.

Trânsito

A Companhia de Engenharia de Trânsito (CET) orienta os motoristas para que evitem a região. A Marginal Tietê e a Avenida do Estado são opções para veículos que saem das redondezas da Vila Prudente e da Mooca. A faixa reversível da Radial Leste não foi montada no período da manhã.

A São Paulo Transporte (SPTrans) informa que cinco linhas de ônibus operam com desvios de itinerários no sentido centro: 2100/10 Terminal Vila Carrão – Praça da Sé, 3160/10 Terminal Vila Prudente – Terminal Parque D. Pedro ll, 174M/10 Vila Sabrina – Museu do Ipiranga, 573H/10 Hospital Sapopemba – Metrô Bresser e 274P/10 Penha – Metrô Vila Mariana.

Parceria internacional pode criar hospital na zona leste

(Reprodução)

O prefeito Bruno Covas recebeu o prefeito de Miami (cidade da Flórida, Estados Unidos), Francis Suarez, para tratar de uma parceria na área da saúde. No encontro foi discutido um protocolo para a criação de um hospital universitário modelo em São Paulo, na região da Mooca, Zona Leste.

“Discutimos uma parceria na área de Saúde, entre a Universidade de Miami, apoiada pela prefeitura de Miami, e a cidade de São Paulo. A ideia é que tenhamos aqui um hospital para pesquisas e formação de médicos, que consigam atender as necessidades da população”, afirmou Covas. “A Universidade Brasil, que tem um memorando de entendimento com a Universidade de Miami, é que vai fazer essa ação junto com a Prefeitura de São Paulo”, acrescentou.

“Estou muito orgulhoso. Depois de ter viajado por alguns locais, a conexão emocional entre Miami e São Paulo é inspiradora”, disse Suarez. “A mensagem que eu vou levar para Miami é que há uma harmonia entre nossas cidades e que temos muito a aprender com o prefeito e com a cidade de São Paulo, que é muito maior do que Miami. Nós temos muito o que crescer”, completou ele.

Estiveram presentes no encontro o secretário municipal de Saúde de São Paulo, Edson Aparecido, e o secretário executivo de Relações Internacionais, Luiz Álvaro Salles Aguiar de Menezes. O próximo passo será a definição de encontros para a concretização do projeto e atração de pesquisas e investimentos na área de saúde.

“Desde 2014, conversamos sobre esta parceria com a Universidade de Miami e agora será implementado um projeto de terceira idade. Isso vem também de um conceito mundial da Universidade de Miami, de formar médicos com grandes capacitações. Proposta semelhante foi feita em Israel, e agora será realizada em São Paulo, na Zona Leste”, informou o reitor da Universidade Brasil, Fernando Costa.

Miami tem um Distrito de Saúde, região com a maior concentração de instalações médicas e de pesquisa da área de saúde dos Estados Unidos, depois de Houston, no Texas. O bairro é composto principalmente por hospitais, institutos de pesquisa, clínicas e escritórios governamentais, sendo considerado um centro do crescimento do setor de biotecnologia e pesquisa médica da região.

O Distrito abriga a Universidade de Miami Leonard M. Miller School of Medicine e a Life Science and Technology Park, ambas dedicadas não apenas a incentivar a pesquisa na área de saúde, mas também  em ampliar a eficiência dos serviços de saúde mediante a intersecção dos mais variados setores da sociedade: organizações não governamentais, empresas, comunidade e setor público.

O projeto da criação do Distrito da Saúde em Miami envolveu uma variedade de objetivos sociais, dentre eles: a intensificação da qualidade de vida, o encorajamento ao desenvolvimento econômico, o incentivo a moradia, geração de empregos e melhoria da saúde pública na região. Em Miami, esse projeto inclui a necessidade de reorganização da área de mobilidade para ampliar o acesso dessa região, uma vez que esse atende toda a região de Miami-Dade .

Em Miami, a revitalização ocorreu a partir da criação do hospital “Jackson Memorial Hospital Medical Center Overlay District”, que é terceirizado, sem fins lucrativos, e a principal instalação de ensino da Escola de Medicina Leonard M. Miller da Universidade de Miami. Com mais de 1.550 leitos licenciados, o Jackson Memorial Hospital é um centro de referência, um ímã para pesquisa médica, e abriga o Ryder Trauma Center – o único centro de traumatologia Nível 1 adulto e pediátrico no Condado de Miami-Dade.

Atualmente, a Universidade de Miami só tem uma ação fora dos Estados Unidos, que é em Israel. A ideia é que a segunda seja no Brasil, em São Paulo. “É uma cidade que tem relação fraternal com Miami, além de uma relação cultural e econômica, que vai ajudar a construir ainda mais pontes, não só entre São Paulo e Miami, mas também entre o Brasil e os Estados Unidos”, falou Bruno Covas.

De acordo com o prefeito, o projeto é importante para atrair investimentos e gerar emprego e renda na capital. “Mesmo sendo um equipamento privado, a parte de pesquisa será fundamental, porque é exatamente este o futuro da economia na cidade. A área de pesquisa e de serviço é a vocação de São Paulo para a geração de emprego e renda”, acrescentou Covas.

“A Prefeitura está facilitando a aproximação entre os entes públicos e privados que querem investir na cidade de São Paulo”, destacou o secretário Luiz Alvaro.

O prefeito Bruno Covas ressaltou ainda a importância para a capital de parcerias com as empresas e se coloca à disposição de outros representantes da iniciativa privada que desejarem contribuir com a cidade.

Sertanejo Flavio Otoni canta neste sábado, na Mooca

(Divulgação)

O cantor sertanejo Flavio Otoni retorna ao palco do Terrazzo Mooca neste sábado (3). O espaço, no coração da Mooca, na zona leste da capital, promete uma tarde animada com o artista sul-mato-grossense. 

Flávio promete para o show um repertório com as melhores do sertanejo, incluindo músicas autorais.

Sobre o show, o cantor interagiu no Instagram. “Pra quem curte uma balada completa, estaremos no Terrazzo Mooca neste sábado Quem topa?”, brincou.

Serviço

Show de Flávio Otoni

  • Sábado, 3 de agosto
  • 15h
  • Terrazzo Mooca
  • Rua Madre de Deus, 1176 – Mooca
https://www.facebook.com/flaviootonioficial/videos/515391258923358/?xts__[0]=68.ARDKJ5J2957Rpy2kkeOz_YyyjIiPwM4-URV7-ZrwknhsavEKw2SF1FiyXOjhYY023phSZ5KiZ3Go_y8xBxEeLwPzlCGhLsf43oMNXODDPWPTimep0HRnor1K1jMQKJIsLTl8q0VM-5-0hX0h_i5BhMX7DkHw1OUvlmCRolo-577ElcOMKuxMv0K0bQHooDNPJweH8RmsHBso0v8c7uFqTKMC7aV3LtU-EYc18_hyqniS7hP3pGBkowFQqca71OBIXN3gh101RgGdgqx4sJzWV7Ad5E5pblpdnUb0XNegnkas490pM-6f37KHgei0CTGFfhGB7fqs30TBh_NyxFQUF9xpT14yuOlWRts&__tn=-R