Cresce morte de motoqueiros no trânsito do Estado

(Arquivo/Nivaldo Lima/SP AGORA

O número de motociclistas mortos no trânsito no Estado de São Paulo teve elevação de 17,9% em fevereiro, em comparação ao mesmo mês do ano passado. De acordo com dados do Infosiga SP, os acidentes fatais com motociclistas, principal categoria responsável pelas entregas de produtos, subiram de 123, no segundo mês de 2020, para 145, em fevereiro de 2021.

Acidentes fatais com ocupantes de automóveis também tiveram forte alta, de 17,4%, na mesma comparação: foram 101 ocorrências em fevereiro de 2021 contra 86, no mesmo mês de 2020. Os dados, do governo paulista, foram divulgados hoje (19).

Já as fatalidades envolvendo pedestres e ciclistas em fevereiro de 2021 tiveram queda. A maior redução foi das mortes de ciclistas: 18 fatalidades, contra 37 em fevereiro do ano passado (-51,4%). A queda também foi significativa entre os pedestres, com 79 ocorrências fatais em fevereiro, contra 93 no mesmo período de 2020 (-15,1%).

Considerando o número total de mortes causadas pelo trânsito nos quatro meios de transporte, houve alta de 1,4% no mês: 369 óbitos em fevereiro deste ano contra 364 em 2020.

Por Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil 

Motoboy é morto com cinco tiros

Motoboy morto era casado e tinha filhos (Reprodução)

Um Motoboy foi executado a tiros em Santo André, na Grande São Paulo. A vítima, que não teve o nome divulgado, foi assassinada no final da noite de ontem (24), em frente à pizzaria onde trabalhava, na Avenida dos Amoritas.

Segundo testemunhas, o entregador estava com outros motoboys quando surgiu um Chevrolet Cobalt prata ocupado por três homens. Dois deles desceram, sacaram armas e passaram a atirar no rapaz, que ainda tentou correr, mas acabou baleado.

Após os disparos, os criminosos entraram no carro e fugiram. Uma equipe do SAMU ainda foi acionada, mas o motoboy, atingido por cinco tiros, não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Ainda não se sabe o que teria motivado o crime.

O motoboy, que coordenava os entregadores da pizzaria e trabalhava para uma empresa terceirizada, era casado e deixa filhos. O caso foi registrado no 6º Distrito Policial de Santo André e vai ser investigado pelo Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa da cidade.

*Com informações de Paulo Édson Fiore, da Jovem Pan

Após atropelamento e morte de motoboy, parentes protestam

(Reprodução)

Revoltados com o atropelamento e morte de Alan Souza, de 26 anos, familiares e amigos do motoboy realizaram uma manifestação nessa quarta-feira (23). Eles interditaram o cruzamento da Rua da Mooca com a Avenida Paes de Barros, no bairro da Mooca, zona leste da Capital, mesmo local onde o jovem foi atropelado por um ônibus na noite anterior.

Alan trabalhava para uma hamburgueria e estava pilotando uma moto, seguindo para fazer uma entrega, quando foi atingido por um coletivo da Viação Transunião.Segundo testemunhas, o motorista teria desrespeitado o sinal fechado.O motoboy ainda foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado ao Hospital Municipal do Tatuapé, mas ele acabou morrendo.

Detido por policiais do Batalhão de Trânsito, o motorista do ônibus, que não teve a identidade divulgada, foi  autuado em flagrante no Distrito Policial da Vila Alpina por homicídio culposo – quando não há intenção de matar – na direção de veículo automotor. 

O corpo do motoboy Alan Souza está sendo velado no Cemitério da Quarta Parada, na Água Rasa.O enterro está previsto para as nove horas no mesmo local.

Com informações de Paulo Édson Fiore, da Jovem Pan

Motoboy morre atropelado na zona leste de SP

Um motoboy que trabalhava para aplicativos de entregas de refeições morre após ser atropelado por um ônibus na região da Mooca.

O acidente ocorreu no final da noite desta terça-feira (22) no cruzamento da Rua da Mooca com a Avenida Paes de Barros.

Alan Souza, de 26 anos, estava trabalhando, fazendo entregas com uma motocicleta, quando foi atropelado por um coletivo da Viação Transunião, que, de acordo com a SPTRANS, fazia a Linha 573-A, ligando a estação Bresser do Metrô à Vila Alpina.

Segundo testemunhas, o motorista do ônibus teria passado em um sinal vermelho.

O motoboy ainda foi atendido pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado ao pronto-socorro do Tatuapé, mas ele não resistiu aos ferimentos e acabou morrendo.

O motorista do ônibus foi detido por Pms do Batalhão de Trânsito e conduzido ao Distrito Policial da Vila Alpina, onde a ocorrência foi registrada.

*Com informações do repórter Paulo Édson Fiore, da rádio Jovem Pan.
Veja esta e outras notícias no canal do Youtube do repórter Paulo Édson Fiore, da rádio Jovem Pan.

Motoboy agredido por PM tem a prisão revogada e deve ser solto hoje

Entregador foi preso por ‘tentativa de roubo’ apesar de não estar armado; juíza pediu à Corregedoria que investigue acusação de agressão pelo policial influencer Felipe da Silva Joaquim

O motoboy André Andrade Mezzette, que foi agredido pelo PM Felipe da Silva Joaquim | Foto: Arquivo Pessoal

O entregador André Andrade Mezzette, 29, preso neste sábado (29/8) após ser agredido pelo policial militar Felipe da Silva Joaquim, 30 anos na zona norte da capital paulista, teve sua prisão preventiva revogada na noite desta terça-feira (1/9) e deve ser solto nesta quarta (2/9). 

Um PM havia acusado André de tentar assalta-lo, apesar de o motoboy não portar nenhuma arma no momento da agressão. Imagens obtidas pela Ponte mostram André gritando por socorro sendo agredido pelo PM armado e à paisana. Leia a íntegra da decisão de soltura de André Baixar

Em sua decisão, a juíza Tania da Silva Amorim Fiuza reverteu a prisão preventiva dada no domingo (29/8) por outra magistrada, Vivian Brenner de Oliveira. Vivian considerou que André não tinha residência fixa. 

Em nova análise, Tania da Silva diz que “não é cabível a manutenção da prisão do averiguado, visto que há fundadas duvidas sobre a materialidade da suposta tentativa de roubo”, uma vez que o motoboy tem emprego, endereço fixo e que não portava arma ou simulacro na ocasião da suposta tentativa de roubo – importante notar também a importância dos vídeos de denúncia, que a juíza afirma ter visto e que influenciaram a decisão.

Além disso, a segunda decisão, a favor da liberdade, termina com um pedido de que a Corregedoria da Polícia Militar apure o caso da agressão de Felipe contra o entregador. 

“É uma notícia maravilhosa”, diz Paschoal Caruso Junior, 43 anos, advogado do motoboy. “A revogação dá indícios de que a Justiça está prestando atenção no caso e que ela será efetivamente aplicada”, comemora.

André estava preso desde o dia em que foi agredido pelo policial. Segundo sua família, o homem havia acabado de entregar uma pizza quando deu uma pausa no serviço. Ele acendeu um cigarro de maconha, quando o policial Felipe da Silva Joaquim o abordou.

Soldado usa seu perfil nas redes sociais para publicar fotos fardado e ações policiais | Foto: Reprodução/Instagram

Felipe, que estava sem farda, aparece em imagens arrastando André. Ele o leva parede e o chama de “verme”, “arrombado” e “noia”. O policial sustentou à Polícia Civil que André havia tentado assaltá-lo ao fazer menção de sacar uma arma, mesmo sem ter nenhum armamento com ele. 

O delegado André César Pereira Leocata, do 73º DP (Jaçanã) acatou a versão do policial e determinou a prisão em flagrante do motoboy. Não consta no Boletim de Ocorrência a versão dos fatos do ponto de vista de André, que no momento da elaboração do documento era atendido na UPA (Unidade de Pronto atendimento) do Jaçanã por causa de uma coronhada na cabeça.

A prisão do entregador gerou um protesto na noite de domingo (30/8) em frente ao 72º DP, na zona norte de São Paulo, com amigos levantando cartazes pedindo justiça, e foi bastante divulgada pela imprensa. 

Com quase 100 mil seguidores no Instagram, o policial Felipe da Silva Joaquim utiliza suas redes sociais para exaltar a corporação e compartilhar perseguições e abordagens feitas pela Rocam (Rondas Ostensivas Com Apoio de Motocicletas).

Por Arthur Stabile e Amauri Gonzo, da Ponte

Projeto cria aposentadoria especial para trabalhadores de aplicativos

O Projeto de Lei Complementar 180/20 garante a motoristas e entregadores de aplicativos o direito à aposentadoria especial após 20 anos de atividade. Em análise na Câmara dos Deputados, o texto prevê que o benefício será custeado pelos empregadores por meio de contribuição previdenciária de 10% sobre o total das remunerações pagas no mês.

Protesto na Avenida Paulista no início do mês (Roberto Parizotti/Fotos Publicas)

Poderão requerer o benefício, aos 60 anos, os homens e, aos 55 anos, as mulheres, desde que comprovem o tempo mínimo (20 anos) de atividade sujeita a condições especiais. O tempo de trabalho permanente, segundo o texto, é o que for exercido de forma não ocasional nem intermitente. O benefício se estende ao trabalhador contratado na condição de Microempreendedor Individual (MEI).

O valor do benefício corresponderá à média de todos os salários de contribuição, atualizados monetariamente, sendo limitado ao valor máximo pago pelo Regime Geral de Previdência Social.

Autores do projeto, os deputados Reginaldo Lopes (PT-MG), Marília Arraes (PT-PE), Bira do Pindaré (PSB-MA) e Zeca Dirceu (PT-PR) afirmam na justificativa que acompanha a proposta que a recente paralisação de entregadores de aplicativos nas grandes cidades brasileiras emocionou e revelou “um perfil de trabalhador chamado de empreendedor, mas tratado como semiescravo”.

Proteção social

Segundo os autores, esses prestadores de serviço operam sem direito a qualquer nível de proteção social, sendo explorados por empresas estrangeiras que mal pagam impostos. “Esses jovens têm reivindicações objetivas. Pedem aumento do valor pago por quilômetro rodado, aumento do valor mínimo a ser recebido e o fim do sistema de pontuação, além de seguro de vida, acidente e roubo e do auxílio pandemia”, dizem os autores.

Por Murilo Souza – Agência Câmara de Notícias

‘Eu não consigo respirar’: Entregador denuncia PMs

Homem participava de protesto em área rica de SP quando foi abordado; “imagens mostram a forma abusiva e criminosa de agir da PM”, afirma advogado

Dois PMs agrediram um entregador durante abordagem policial na região de Pinheiros, zona oeste da cidade de São Paulo, na tarde desta terça-feira (14/7). “Socorro! Eu não consigo respirar”, disse o homem. Ele repetia que estava com falta de ar e questionava o motivo da abordagem truculenta, enquanto uma policial dava um golpe em seu pescoço. 

A frase do entregador é a mesma que percorreu o mundo após o assassinato de George Floyd, um homem negro, por um policial branco em Minneapolis, nos EUA.

“Aí, ó. Desse jeito aí. Olha a polícia nossa. É trabalhador!”, diz uma pessoa, enquanto um policial armado manda todos saírem. “Afasta!”, diz repetidas vezes. “Vai matar o cara. Pra quê isso?”, alerta um motoboy. 

Os policiais são da 1º companhia do 23º Batalhão de Polícia Militar, localizado no Alto de Pinheiros, bairro rico da capital paulista. A identificação da viatura é M-23116.

Após a agressão, o entregador e os policiais militares registraram ocorrência por resistência à prisão no 14º DP (Pinheiros). Segundo apurado pela Ponte, o motoboy assinou um termo circunstanciado (é um registro de ocorrência para delitos menos graves) e foi liberado.

A versão dos policiais é de que ele teria desobedecido a abordagem ao pedir para esperarem o término de uma ligação. Os PMs consideraram como resistência e daí por diante se deu a cena filmada. 

Na saída, o homem explicou o que aconteceu. “Seis policiais me agrediram, bateram e ameaçaram. Jogaram spray na minha cara, me eletrocutaram”, relata o homem, dizendo que os policiais tentaram tirar uma foto dele.

“Ela [policial feminina] queria me tratar como autor de crime, queria tirar foto minha. Como não deixei, disse que ia me forjar, me matar, um monte de coisa”, continua. 

Segundo a Secretaria da Segurança Pública, comandada pelo general João Camilo Pires de Campos neste governo de João Doria (PSDB), a ordem de parada se deu porque o entregador estava com a placa da moto encoberta. 

“O motociclista ofereceu resistência, sendo contido”, diz a pasta. “Foi constatado que ele está com a habilitação vencida desde 2019. A motocicleta foi apreendida administrativamente e a autoridade policial solicitou exames de corpo de delito aos policiais e ao rapaz”, prossegue.

Caso nada isolado

O caso acontece em meio a outros flagrantes de policiais agredindo pessoas durante abordagem. Em 21 de junho, policiais militares sufocaram um homem em Carapicuíba (Grande SP), o fazendo desmaiar por duas vezes. Dois dias depois, ação similar ocorreu em Ibaté, interior do estado. Ambas as vítimas eram negras.

No último domingo, o Fantástico, da TV Globo, revelou agressão de um PM a uma mulher negra de 51 anos. Imagens mostraram o policial pisando com o pé e jogando todo peso do seu corpo no pescoço da dona de um bar. O caso aconteceu em 30 de maio. “Os policiais sempre souberam conversar, sempre tratei com respeito. Sempre respeitei a farda. Infelizmente, não vejo mais essa farda com bons olhos”, lamenta. 

“Mais uma vez imagens mostram a forma abusiva, truculenta e criminosa de agir da PM. Nada justifica esse tipo de ação”, define o advogado Damazio Gomes, integrante da Rede de Proteção e Resistência ao Genocídio. 

Segundo ele, se houve desacato, o homem deveria ser conduzido à delegacia de outra forma. “Se ele resiste à prisão, aí seria justificado tentarem imobilizá-lo. No vídeo não se demonstra isso”, analisa.

O defensor cobra explicações do governo paulista e dos oficiais da PM. “É totalmente desproporcional. O comando da polícia precisa se posicionar. A sociedade está com medo da polícia e não é de hoje”, critica.

Por Arthur Stabile – Repórter da Ponte

Entregadores fazem novo protesto em SP

Entregadores de aplicativos realizam hoje (14), na capital paulista, uma nova paralisação, para pleitear melhores condições de trabalho. A pauta de reivindicações é a mesma do movimento ocorrido em 1ª de julho, e inclui aumento do valor repassado pelas plataformas, por entrega realizada ou por quilômetro rodado, além do fim do sistema de pontuação que é atribuída a eles, depois que um serviço é concluído. 

(Djalma Vassão/Fotos Publica)

A categoria também pede que empresas como Ifood e Rappi ampliem a segurança dos trabalhadores, firmando contratos de seguros de vida, contra acidentes e contra roubo e furto das motocicletas. Outras demandas incluem medidas preventivas contra a covid-19, como fornecimento de equipamentos de proteção individual (EPI) e a disponibilização de endereços fixos para que possam esterilizar as motocicletas e os demais instrumentos de trabalho, evitando a infecção pelo novo coronavírus. Tais pontos já haviam sido recomendados pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), em meados de março.

Um grupo de manifestantes está concentrado, desde as 9h, em frente à sede do Sindicato dos Mensageiros, Motociclistas, Ciclistas e Mototaxistas Intermunicipal do Estado de São Paulo (SindimotoSP), mais conhecido como Sindicato dos Motoboys. De lá, eles seguem até o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região, localizado em Barra Funda, zona oeste da cidade. No local de destino final, a entidade representativa participará, às 16h, de uma audiência de conciliação com 13 empresas de aplicativos e o MPT, mediada pelo TRT.

Legislação vigente

De acordo com o SindimotoSP, há, ao menos, três leis em vigor que já respaldam a categoria: a Lei nº 12.009, que regulamenta as atividades de motofrete; a Lei nº 12.997, que classifica como perigosas as atividades de trabalhadores que utilizam motocicletas; e a Lei nº 12.436/2011, que proíbe empregadores de estimular competição entre motociclistas, com o objetivo de elevar a quantidade de entregas. Para o presidente interino do sindicato, Gerson Cunha, a mesa de negociação marcada para esta terça-feira deverá servir para que a legislação existente seja, de fato, cumprida.

“Já está judicializada a questão. Já temos ação civil pública julgada pelo tribunal. Agora, referente à paralisação de hoje, a todo o contexto, as empresas não mudaram nada, continuam agindo da mesma forma. Hoje a gente ainda espera que o tribunal ponha uma norma, crie uma regra pra esses aplicativos, pelo menos quanto ao valor da entrega ou do quilômetro rodado”, afirma. 

Ele explica que profissionais com carteira assinada, ou seja, que foram contratados sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), assim como microempreendedores individuais (MEI), aderiram à paralisação, porque a perda de garantia de direitos se estende a todos, não ficando restrita aos motoboys que trabalham por aplicativo, algo próprio da chamada gig economy, ou economia freelancer. “Toda a categoria já estava mobilizada, porque a precarização vem prejudicando todos esses trabalhadores. No caso dos CLT, estamos com cinco dissídios parados, sem conseguir reajuste [salarial]”, diz.

Sobre denúncias feitas por trabalhadores que alegaram ter sido bloqueados dos aplicativos após aderirem à paralisação do início do mês, Gerson Cunha disse que a tendência é que as empresas de aplicativo abandonem essa prática, por ver que o movimento tem ganhado força. “É até uma estratégia deles de não bloquear os trabalhadores, porque sabem que, se bloquear, o sindicato vai estar apontando isso”, argumenta Cunha. 

Muito suor, pouca remuneração

Um estudo da Universidade Federal do Paraná (UFPR) entrevistou 298 motoboys e verificou que mais de 57% têm jornada de trabalho superior a nove horas diárias. Apesar de o expediente já ser longo, aumentou ainda mais durante a crise sanitária de covid-19, para 62% deles. Além disso, a maioria (78,1%) descansa pouco ou quase nada, já que trabalha seis ou sete dias por semana. Apesar de batalhar bastante, 58,9% tiveram renda reduzida, com a pandemia.  

Resposta

O Ifood encaminhou nota à Agência Brasil em que informa que distribui EPIs aos entregadores inscritos na plataforma desde abril e, atualmente, toda a rota do aplicativo tem um ganho mínimo de R$ 5, mas que “a média é muito superior, ficando em cerca de R$ 9”. Sobre os seguros, a empresa informa que já oferece gratuitamente o seguro de vida e o de acidentes e que “os parceiros”(como a empresa se refere aos trabalhadores) podem contratar seguros com desconto, desde que seja com uma seguradora associada.

Sobre o bloqueio de trabalhadores do aplicativo, o Ifood esclarece que “tem regras de desativação claras e um processo de análise de revisões cuja palavra final é dada por pessoas, e não por robôs”, e que “não tem nenhum sistema de pontuação dos entregadores, nem usa estratégias de gamificação”. 

A Rappi informa que, desde o início da pandemia, também tem adotado protocolos de segurança para os entregadores parceiros e que mapeia os pontos onde há maior demanda pelos serviços, para ajudá-los a ter acesso a melhores oportunidades. Segundo a empresa, “o valor do frete varia de acordo com o clima, dia da semana, horário, zona da entrega, distância percorrida e complexidade do pedido” e “quase metade dos entregadores parceiros passa menos de 1 hora por dia conectada ao aplicativo”. 

“A Rappi também oferece, desde o ano passado, seguro contra acidente pessoal, invalidez permanente e morte acidental. Importante lembrar que não há necessidade de se inscrever ou se cadastrar no seguro, todos os entregadores parceiros que estiverem em pedido da Rappi estão automaticamente assegurados”, diz, acrescentando que “sob nenhuma hipótese os entregadores parceiros são bloqueados por exercer o seu direito de manifestar-se”.

Por Letycia Bond – Repórter da Agência Brasil 

Capital libera aplicação de vacina da gripe em motoboys

(Marcos Santos/USP Imagens/via Fotos Públicas)

A prefeitura de São Paulo incluiu os motoboys entre as categorias que podem receber gratuitamente a vacina contra a gripe. Para tomar uma dose, o profissional deverá ir até um posto de vacinação e apresentar um comprovante de que exerce a função – pode ser a carteira de trabalho, a carteirinha do sindicato, o cadastro em qualquer plataforma de transporte, ou a inscrição de microempreendedor. 

“Para a nossa categoria, é uma grande vitória pela importância da vacina da gripe para os profissionais que estão trabalhando mais do que o dobro e expostos ao coronavírus, devido ao isolamento da população”, destacou o presidente do SindimotoSP, Gilberto Almeida dos Santos.

A Secretaria municipal da Saúde recomenda que os profissionais motociclistas procurem a unidade básica de saúde (UBS) mais próxima de sua residência ou trabalho e levem também, se possível, a carteira de vacinação ou cartão do Sistema Único de Saúde (SUS) – ambos não são obrigatórios, mas importantes para registro. A vacinação para os motoboys está liberada desde ontem (27).

Por Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil 

Motos começam a ser multadas na Marginal Pinheiros

(Prefeitura de SP/Reprodução)

A Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes (SMT) e a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) anunciam que está em vigor a fiscalização dos motociclistas que circularem pela pista expressa da Marginal Pinheiros, sentido Castello Branco.

A proibição das motos na pista expressa está vigente desde 20 de maio, no trecho entre a Ponte Transamérica até cerca 300 metros antes da Ponte Fepasa, onde há a junção com a restrição já existente na pista expressa da Marginal Tietê, sentido Ayrton Senna.

A partir de 20 de junho, quem desrespeitar a regulamentação será autuado por cometer infração de gravidade média, com quatro pontos na CNH e multa de R$ 130,16. Trata-se da mesma penalidade aplicada ao desrespeito à restrição semelhante nas pistas expressa e central da Marginal do Tietê (leia mais abaixo).

Conforme estabelecido pela SMT, houve 30 dias para adaptação dos usuários, sem aplicação de multas.

A fiscalização será feita por agentes de trânsito da CET, policiais militares do Comando de Policiamento de Trânsito (CPTran) e por equipamentos de fiscalização eletrônica (radares fixos e portáteis do tipo pistola).

Ao longo da Marginal Pinheiros, no trecho onde a medida vigora, há radares fixos ajustados para fiscalizar a placa traseira das motocicletas.

O efetivo do CPTran utilizará radares pistolas. Além disso, a PM promoverá blitz rotineiras, chamada Operação Cavalo de Aço, com foco na fiscalização de motociclistas, intensificando a presença policial nos horários mais críticos em ambas as Marginais.

“Houve um período de adaptação justamente para que os motociclistas entendessem a importância de trafegar pela pista local, cuja velocidade varia de 50 a 60 km/h e confere maior segurança a esse tipo de veículo”, explica o secretário municipal de Mobilidade e Transportes, Edson Caram.

Desde 21 de fevereiro, a CET já havia instalado faixas de vinil com a recomendação “Moto Use Pista Local” em algumas pontes da Marginal Pinheiros.

Sinalização

A orientação aos motociclistas que pilotam pela Marginal Pinheiros foi reforçada ainda em maio, com a disposição de dez Painéis de Mensagens Variáveis (PMVs) e faixas de vinil informativas alocadas antes de pontes, viadutos e transposições (passagem de uma pista à outra) de acesso à pista expressa.

Há PMVs inclusive na Rua Hungria (pista local, altura da Rua Tucumã), na Avenida dos Bandeirantes (sentido Imigrantes/Marginal) e Avenida Jornalista Roberto Marinho próximo à Rua Guaraiuva (acesso à Ponte Octávio Frias de Oliveira).

Dados da CET  

(Prefeitura de SP/Reprodução)

O corredor da Marginal Pinheiros contabilizou em 2018, segundo a CET, dez acidentes fatais envolvendo motos. Dados da Companhia também apontam alta de 17,7% no número de motociclistas mortos no trânsito paulistano de 2017 (311 fatalidades) para 2018 (366).

A restrição à circulação de motos na pista expressa da Marginal do Rio Pinheiros tem como objetivo o resguardo à vida e a proteção dos motociclistas. É parte do Programa Vida Segura, promovido pela atual gestão da SMT, com base no conceito de Visão Zero, partindo da premissa de que nenhuma morte é aceitável no trânsito.

Marginal Tietê

A primeira restrição a motos na Marginal Tietê ocorreu na pista expressa, em ambos os sentidos, em agosto de 2010. No sentido Ayrton Senna, as motos não podem trafegar na pista expressa, de 300 metros antes da Ponte Nova Fepasa até a Ponte Deputado Ricardo Izar (Tatuapé). Já no sentido oposto, Castello Branco, a proibição vale de 400 metros antes da Ponte Deputado Ricardo Izar (Tatuapé) até a Ponte Atílio Fontana (Anhanguera).

Em maio de 2017 entrou em vigor a restrição para motos na pista central da Marginal Tietê durante a madrugada, também em ambos os sentidos. O horário de restrição é das 22h às 5h.

*Conteúdo da Prefeitura de SP

https://spagora.com.br/motos-estao-proibidas-na-expressa-da-marginal-pinheiros-a-partir-de-amanha/