Após explosão em fábrica, Ceará receberá cilindros de oxigênio

Foi informado pela a White Martins que será transportado cilindros de oxigênio de outros estados para atender os hospitais de Fortaleza e outros municípios do Ceará. A medida está sendo tomada após uma explosão ocorrida neste sábado (24) em uma instalação da empresa localizada na capital. Um dos feridos recebeu alta neste domingo (25), e uma pessoa continua internada.

Segundo a empresa, também está sendo realizado um trabalho de substituição de estocagem de oxigênio na forma gasosa pela forma líquida, que será destinada às instituições de saúde. As instalações afetadas pela explosão não produzem oxigênio e eram destinadas ao envase de cilindros. A produção de oxigênio não foi comprometida.

Em nota, a White Martins também disse que iniciou os contatos com os vizinhos das instalações para pagar os prejuízos causados pela explosão e providenciou a hospedagem de um casal de moradores que foi afetado pelo acidente. Uma central de relacionamento ( 0800 709 9000) foi disponibilizada para receber solicitações de moradores que também foram afetados. Segundo a empresa, as vítimas e familiares estão recebendo apoio.

As causas do acidente estão sendo investigadas pelas autoridades locais e por uma empresa contratada pela própria White Martins, que pretende retomar as operações no local da explosão após avaliação das condições de segurança.

*Com informações da Agência Brasil

Estoque de oxigênio está em nível crítico, diz Conselho

(Arquivo/Ministério da Saúde)

O Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo enviou um ofício ao governo do estado alertando para situação crítica no abastecimento de oxigênio em 120 municípios. Segundo o documento, essas cidades podem não ser capazes de atender a demanda crescente pelo insumo dos pacientes com covid-19.

“Conforme levantamento realizado entre os dias 22 e 24 de março por este Conselho, ao menos 120 Municípios do Estado de São Paulo estão em situação considerada crítica no que concerne ao abastecimento de oxigênio gasoso para atendimento emergencial de usuários com suspeita, ou confirmados, de covid-19, enfatiza o ofício.

O levantamento do conselho aponta para a falta de cilindros de oxigênio e concentradores usados para aumentar a quantidade de oxigênio oferecida aos pacientes.

Governo garante abastecimento

O governador João Doria, no entanto, descartou a possibilidade de falta do insumo no estado. “Oxigênio não falta e não faltará em São Paulo. Temos usinas e abastecimento. O que nós precisamos é de cilindros, para que esses cilindros posam chegar até a ponta”, disse em entrevista coletiva na manhã de hoje (31).

De acordo com o secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn, o governo estadual tem atuado para garantir o abastecimento de cilindros de oxigênio aos pequenos municípios, que tem tido mais problemas em obter os recipientes. “Foi criada uma força tarefa, há dez dias, para que nós não só tivéssemos o oxigênio disponível para essas pequenas cidades que têm dificuldades para captar os cilindros, mas até por uma questão logística”, ressaltou.

Novas usinas

Na cidade de São Paulo, a prefeitura entregou hoje (31) a primeira de 19 usinas de oxigênio que serão instaladas na capital paulista. A unidade vai funcionar no Hospital Municipal Capela do Socorro, zona sul da cidade.

As outras unidades devem entrar em operação até o final de abril. Juntas elas terão capacidade de produzir 9 mil metros cúbicos de oxigênio por dia, o que equivale a 900 cilindros. O volume é suficiente para abastecer 596 leitos de enfermaria e 211 de unidades de tratamento intensivo (UTI).

Por Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil 

Usina de oxigênio é instalada em hospital da Capital

A Prefeitura de São Paulo entrega hoje (31) a primeira das 19 usinas geradoras de oxigênio em unidades de saúde. A estrutura será instalada no Hospital Municipal Capela do Socorro, na zona sul. Juntas, as 19 usinas terão capacidade para produzir 9 mil metros cúbicos de oxigênio por dia, o que equivale a 900 cilindros.

O município informa, em nota, que o volume é suficiente para abastecer 596 leitos de enfermaria e 211 de UTI nos hospitais municipais, hospitais dia e unidades de pronto atendimento (UPAs). A meta é colocar sete usinas em funcionamento até o dia 15 de abril.

Vão ser beneficiados o Hospital Municipal Capela do Socorro (2 usinas, 31/03 e a outra até 10/4), Hospital Municipal Sorocabana, UPA Jabaquara, Hospital Dia Tito Lopes, Hospital Dia Flávio Gianotti e Hospital Dia M’Boi Mirim II.

Outras 12 unidades serão instaladas até 30 de abril, segundo a prefeitura, nos Hospitais Dia: Itaim Paulista, São Matheus (Tietê II), São Miguel, Brasilândia, Butantã, Lapa, Mooca, Penha, Vila Prudente, Campo Limpo, Cidade Ademar e M’Boi Mirim I.

Além das usinas, a cidade recebeu doação de 400 cilindros de oxigênio pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Capacidade de produção de oxigênio aumenta em até 200%

(Herick Pereira/Gov. do Amazonas)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicou, nesta quinta-feira (25) um levantamento que aponta que, graças à flexibilização dos procedimentos e regras por parte da agência, as empresas conseguiram ampliar a produção e o envase do gás em até 200%.

Também nesta quinta, uma nova empresa recebeu a permissão para operar no mercado brasileiro. Para produzir, envasar ou praticar o enchimento de oxigênio medicinal é preciso ter uma autorização de funcionamento obtida juntamente à agência.

Audiência

Uma audiência pública na Câmara dos Deputados discutiu o risco de desabastecimento de oxigênio e seus impactos sobre o atendimento de pacientes de covid-19. O assessor especial da secretaria executiva do Ministério da Saúde Ridauto Fernandes, destacou que o problema maior está nas unidades de saúde no interior. “Pequenos hospitais não têm dispositivos criogênicos para receber oxigênio líquido. Por causa desta natural falta de estruturação estas unidades dependem de oxigênio gasoso”, alertou.

O secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Luiz Otávio Duarte, afirmou que foi encaminhada orientação aos secretários estaduais e municipais de saúde de que cobrassem planos de contingência das empresas contratadas para fornecer oxigênio.

Duarte defendeu a atuação da pasta na crise de desabastecimento de oxigênio em Manaus no início do ano. O então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, é investigado pela Procuradoria-Geral da República para apurar suas responsabilidades por este episódio.

O secretário de saúde do Tocantins, Edgar Tolini, informou que o consumo de oxigênio aumentou até seis vezes no estado e concordou que o problema está ocorrendo em todo o país. “Acho que é uma opção usar não só os tanques de oxigênio como outro vasilhame”, propôs.

Painel

Nesta semana a Anvisa passou a disponibilizar os dados da produção, envase e distribuição de oxigênio em seu site. Os primeiros dados, relativos ao período de 13 a 17 de março, trazem um universo de 100 empresas atuando na produção de oxigênio. Do total fornecido, 71,7% eram de companhias privadas, 25,9% de instituições públicas e 2,46% de distribuidoras. 

Por Jonas Valente – Repórter da Agência Brasil

Caminhões com oxigênio chegam a Manaus

(Reprodução)

O Ministério da Infraestrutura informou hoje (24) que seis caminhões que saíram de Porto Velho com carregamento de oxigênio para Manaus concluíram a viagem. A capital amazonense passa por uma crise de falta do produto em razão do aumento no número de casos de covid-19.

Segundo a pasta, cerca de 100 mil metros cúbicos (m³) de oxigênio foram transportados para Manaus. As carretas saíram na última quarta-feira (20) de Porto Velho e levaram mais de três dias para cruzar os quase 900 quilômetros do trecho da BR-319, única ligação rodoviária com a capital amazonense, mas que não é pavimentada e possui diversos trechos com atoleiros no período chuvoso.

A operação foi realizada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) em parceria com a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Ainda de acordo com ministério, a expectativa é que uma última carreta chegue a Manaus no final do dia.

“Na primeira etapa da operação para transportar 160 mil m³ de oxigênio para Manaus, os comboios percorreram o trajeto de 877 quilômetros e contaram com o apoio das equipes de manutenção do Dnit para atravessar trechos não pavimentados da BR-319”, informou o comunicado.

A pasta destacou que a rota emergencial foi criada em alternativa às balsas da hidrovia do Rio Madeira e do Rio Amazonas, reduzindo em dias a chegada do material à capital amazonense. Ao todo, sete carretas com oxigênio passaram pela BR-319.

Por Luciano Nascimento, da Agência Brasil

STJ dá 48h para Amazonas se explicar sobre oxigênio

O vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Jorge Mussi, determinou ontem (19) que o governo estadual e os municípios do Amazonas prestem em 48 horas esclarecimentos sobre o exato momento em que tiveram conhecimento do risco de desabastecimento de oxigênio em unidades de saúde.

O ministro ordenou que os esclarecimentos sejam “detalhados”. Ele também quer ser informado sobre o recebimento e o uso de verbas federais para o combate à pandemia de covid-19. Mussi está responsável pelo plantão do STJ, até o fim de janeiro, e pode decidir nos casos que julgar urgentes.

Mussi recebeu um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) no sábado (16) para investigar a condução da crise no sistema de saúde pelas autoridades estaduais e municipais do Amazonas, sobretudo em relação à falta de oxigênio nas unidades hospitalares.

Ao atender ao pedido da PGR, Mussi requisitou ainda informações sobre as ações adotadas no combate à pandemia; o número de leitos clínicos e de UTI à disposição; o número de profissionais envolvidos nas ações de combate à pandemia, entre outras informações técnicas sobre as ações de saúde pública desenvolvidas pelo Sistema Único de Saúde.

As apurações correrão no âmbito de um inquérito que já havia sido aberto no STJ para investigar desvios na instalação de um hospital de campanha em Manaus. Na decisão de terça-feira (19), Mussi escreveu que o Ministério Público Federal demonstrou haver a suspeita de “ilegalidades diversas no emprego de recursos federais destinados ao enfrentamento da pandemia”.

Por Agência Brasil

Falta de oxigênio mata mais 7 pacientes no Amazonas

(Herick Pereira/Gov. do Amazonas)

O Hospital Regional de Coari registrou a morte de sete pacientes internados com a covid-19 por falta de oxigênio, nesta terça-feira (19), segundo divulgou a prefeitura do município do interior do Amazonas.

Segundo a nota divulgada, a cidade deveria ter recebido 40 cilindros de oxigênio às 18h de ontem (18), mas o voo que levaria o insumo foi direto para o município de Tefé (AM) e ficou impossibilitado de retornar, já que, no momento, o aeroporto não opera voos noturnos. Os cilindros chegaram a Coari apenas às 7h de hoje.

A prefeitura disse na nota que a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas está lidando com a saúde do interior de “forma irresponsável”. “Desde a semana passada, em torno de 200 cilindros do Hospital Regional de Coari estão retidos pelo patrimônio da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas. A maioria aguardando abastecimento, enquanto a outra parte foi distribuída para as Unidades Básicas de Saúde da capital”, diz a nota.

O aumento no número de internações de pessoas infectadas pelo novo coronavírus levou à lotação dos hospitais e a uma crise no sistema de saúde do estado. Uma força-tarefa em parceria com o governo federal está realizando a transferência de pacientes internados para outros estados para diminuir a lotação desses hospitais públicos.

O último boletim da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas, divulgado ontem (18) à noite, contabilizou 232.434 casos de covid-19 no estado. Desde que a presença do novo coronavírus no país foi confirmada, no fim de fevereiro de 2020, 6.308 pessoas morreram no estado em decorrência da doença.

Entre os casos confirmados, 1.766 pacientes estão internados, sendo 1.144 em leitos (475 na rede privada e 669 na rede pública), 598 em UTI (284 na rede privada e 314 na rede pública) e 24 em sala vermelha (estrutura voltada à assistência temporária para estabilização de pacientes críticos ou graves que, uma vez estabilizados, são encaminhados a outros pontos da rede de atenção à saúde).

Nota

A Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) disse, em nota, que, ontem (18), por um atraso por parte da empresa White Martins em liberar os cilindros que seriam enviados de Manaus para Coari, não foi possível levar o oxigênio em voo direto, considerando que o aeroporto da cidade não opera à noite. Os 40 cilindros foram enviados então em voo para Tefé, para que de lá a carga fosse transportada de lancha para Coari.

“A transferência dos cilindros de lancha para Coari foi alinhada com a cooperação da prefeitura de Tefé e, de acordo com a Secretaria Executiva Adjunta do Interior da SES-AM (SEAI-SES/AM), houve um novo atraso na saída da lancha para Coari, o que contribuiu também para que a chegada do material não ocorresse no tempo necessário”, diz a nota da pasta.

A nota acrescenta que “as entregas e envios seguem ocorrendo diariamente para os municípios do interior, seja por envio terrestre, aéreo ou em retirada pelos municípios na sede do patrimônio da SES, localizada na Central de Medicamentos”.

Por Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil

Amazonas: 77 pacientes com covid-19 foram transferidos

(FAB/via Agência Brasil)

A lotação de hospitais públicos do Amazonas devido ao aumento do número de internações de pessoas infectadas pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) já motivou a transferência de 77 pacientes para outras unidades da federação.

Segundo o Ministério da Saúde, a Força Aérea Brasileira (FAB) transportou a 74 pacientes com covid-19 entre sexta-feira (15) e a manhã de hoje (18). Deste total, 23 foram levados para São Luís (MA); 15 para Brasília (DF); 15 para João Pessoa (PB); 12 para Natal (RN) e 9 para Teresina (PI).

A Secretaria de Saúde do Amazonas remanejou outros três pacientes na última sexta-feira (15). De acordo com a pasta, os pacientes foram levados a Rio Branco a bordo de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) aérea da própria secretaria.

De acordo com o Ministério da Saúde, as transferências fazem parte de um plano de cooperação interestadual, executado pelo governo federal, em parceria com o governo do Amazonas, para “aliviar a demanda do sistema de saúde de Manaus diante do recrudescimento da pandemia no Amazonas”.

A seleção dos pacientes a serem transferidos leva em conta o chamado Protocolo de Classificação de Risco Manchester, observando os sinais e sintomas que a pessoa apresenta e com base nos quais é estabelecida a prioridade de atendimento conforme a gravidade de cada caso. Para ser transferido, o paciente deve apresentar sinais vitais (frequência cardíaca, respiratória e pressão arterial) estáveis, além de assinar um termo de consentimento para a transferência.

Durante o trajeto, o paciente é acompanhado por sete profissionais de saúde. Além disso, as aeronaves usadas devem contar com equipamentos e insumos hospitalares.

Até ontem (17) a noite, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas contabilizava 230.644 casos confirmados da doença. Desde que a presença do novo coronavírus no país foi confirmada, no fim de fevereiro de 2020, 6.191 pessoas perderam a vida em todo o estado em consequência da covid-19. Entre os casos confirmados, 1.702 pacientes continuavam internados, em observação, até ontem. Destes, 1.123 ocupam leitos clínicos (486 na rede privada e 637 na rede pública), 561 vagas de UTI (255 na rede privada e 306 na rede pública) e 18 estão nas chamadas salas vermelhas (estruturas destinadas à assistência temporária a pacientes críticos ou graves que, uma vez estabilizados, são encaminhados a outros pontos da rede de atenção à saúde).

Por Alex Rodrigues, da Agência Brasil

Falta de oxigênio pode matar 77 pacientes no interior do Amazonas

A falta de oxigênio no Hospital Regional José Mendes, em Itacoatiara, interior do Amazonas, pode matar 77 pacientes internados com insuficiência respiratória. A gravidade do quadro fez o Ministério Público (MP-AM) e a Defensoria Pública entrarem com uma Ação Civil Pública contra o Estado.

Neste sábado (16), o juiz Rafael Almeida Cró Brito acatou, segundo o MP-AM, o pedido e determinou o fornecimento de 150 cilindros de oxigênio para a unidade hospitalar, referência para o tratamento de pacientes com covid-19 na região do médio rio Amazonas. A decisão da Justiça também manda garantir a inclusão dos pacientes internados “em planos de ação do governo como a remoção de pacientes para outros Estados do país, para evitar mais óbitos”, diz o comunicado do MP-AM.

Pela decisão, o Governo do Amazonas tem prazo de “12 horas para o abastecer o tanque estacionário local, e para disponibilizar os cilindros de oxigênio medicinal ao município, o que corresponde à necessidade diária com a atual demanda, sob pena de multa de R$20.000,00 por hora de descumprimento. O Estado também deverá elaborar e programar, no prazo máximo de 12 horas um plano de evacuação para outros Estados, específico para os pacientes de Itacoatiara, inseridos no Sistema de Transferências de Emergências Reguladas (SISTER), independentemente de remoção prévia para Manaus”.

Além das 77 pessoas internadas, o município registra diariamente, segundo o MP-AM, internação de 20 pacientes que precisam de oxigênio. O órgão cita ainda que há “deficiência constante de fornecimento deste gás essencial desde o início de janeiro de 2021”.

Manacapuru

O MP-AM também ajuizou, na noite desta sexta-feira (15), outra Ação Civil Pública com o objetivo de garantir a normalização do fornecimento de oxigênio às unidades de saúde do município de Manacapuru, e uma ação urgente para garantir a vida de pelo menos 52 pessoas que estão internadas com Covid-19, sendo que 14 delas na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) do Hospital de Campanha e dependem de oxigênio. O MP alertou que, nas últimas 24 horas, entre os dias 14 e 15, morreram 7 pessoas por falta de oxigenação.

*com MP-AP