Insumos para CoronaVac chegam dia 26 de maio

Após o atraso e a paralisação da produção de vacina contra a covid-19 por falta de insumos, o Instituto Butantan informou hoje (17) que um carregamento de matéria-prima para a CoronaVac chegará ao Brasil no dia 26 de maio. Segundo o Butantan, está prevista a chegada de um lote com 4 mil litros de insumo farmacêutico ativo (IFA), suficientes para a produção de 7 milhões de doses da vacina.

“O Butantan recebeu nesta manhã, da China, a previsão do envio de nova remessa de insumos ao Brasil para produção da vacina do Butantan. A chegada do novo lote com 4 mil litros de insumos está prevista para o dia 26”, disse hoje o governador de São Paulo, João Doria.

Hoje, mais cedo, o secretário executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, já havia confirmado que os insumos chegariam ainda este mês ao Brasil.

A produção de vacinas contra a covid-19, no Butantan, estão paralisadas desde a última sexta-feira (14) por falta de insumos. Segundo o instituto, a falta de matéria-prima ocorreu por problemas burocráticos, provocados por declarações de membros do governo brasileiro sobre a China.

Na semana passada, o instituto e o governo do estado disseram que a Sinovac, farmacêutica chinesa parceira na produção dessa vacina, já havia fabricado 10 mil litros de insumo para serem enviados ao Brasil. Mas o governo chinês não estava autorizando o envio por causa de questões diplomáticas.

Hoje, entretanto, o instituto recebeu a informação de que parte dessa produção chega ainda este mês. Os 6 mil litros restantes aguardam autorização de envio pelo governo chinês. Ainda não há previsão de chegada desses insumos ao Brasil.

Ontem, em Botucatu, no interior paulista, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, negou que problemas burocráticos estejam atrapalhando o envio de insumos ao país. Para ele, a dificuldade de envio da matéria-prima é um problema mundial, que não afeta somente o Brasil.

O Instituto Butantan tem dois contratos assinados com o Ministério da Saúde para o fornecimento de vacinas para a população brasileira por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI). O primeiro contrato, para fornecimento de 46 milhões de doses, já foi cumprido. Falta ainda um contrato de 54 milhões de doses, previsto para ser entregue em agosto. Até este momento, o Butantan entregou 47,2 milhões de doses de vacinas ao governo federal.

Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil 

Índia registra menos de 300 mil casos de covid-19 pela 1ª vez em 25 dias

Índia supera 400 mil casos de covid-19 em 24 horas

A Índia registou 281.386 casos de covid-19 nas últimas 24 horas, ficando abaixo dos 300 mil diários pela primeira vez em 25 dias, mas contabilizou novamente mais de 4 mil mortes em um dia.

O segundo país mais afetado no mundo em número de casos, depois dos Estados Unidos, já acumulou quase 25 milhões de infecções desde o início da pandemia (24.965.463), de acordo com dados do Ministério da Saúde indiano.

A Índia registou um declínio gradual dos casos, depois de ter atingido números de mais de 400 mil contágios, há duas semanas, no âmbito de uma segunda onda da pandemia, com impacto sem precedentes no sistema de saúde, com falta de oxigênio e de camas.

Nas últimas 24 horas, o país registou 4.106 mortos, com o total de óbitos desde o início da pandemia chegando a 274.390.

Especialistas alertaram que os números oficiais poderão estar subavaliados, devido à falta de testes e à crescente propagação do novo coronavírus nas zonas rurais, onde a cobertura sanitária é menor.

Nova Delhi, uma das cidades mais duramente atingidas pela crise, que sobrecarregou hospitais e crematórios, prolongou por uma semana o confinamento de quase 20 milhões de habitantes, enquanto o estado oriental de Bengala impôs, no domingo (16), uma série de restrições devido ao aumento de casos na região.

A campanha de vacinação se desenvolve de forma lenta, com vários estados a criticarem as limitações no fornecimento das vacinas, apesar de o governo ter aberto, em 1º de maio, o programa a todos os cidadãos com mais de 18 anos.

A Índia só conseguiu completar a vacinação de pouco mais de 3% da população (cerca de 40 milhões de pessoas), apesar da intenção anunciada de vacinar 300 milhões de pessoas até julho.

O total de vacinas administradas se aproxima dos 182,9 milhões, de acordo com dados atualizados diariamente pelo Ministério da Saúde do país.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.371.695 mortes no mundo, resultantes de mais de 162,4 milhões de casos de infecção, segundo balanço da agência de notícias France-Presse (AFP).

Em Portugal, morreram 17.007 pessoas, dos 842.182 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida pelo novo coronavírus, detectado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

por RTP

Festa em Suzano tinha mais de 100 pessoas aglomeradas

As polícias Civil e Militar, em apoio ao em apoio ao Comitê de Blitz criado pelo Governo do Estado de São Paulo para combate à Covid-19, flagraram um evento clandestino com mais de 100 pessoas, na madrugada de domingo (16), na Estrada dos Fernandes, no Jardim da Saúde, em Suzano. 

Agentes do Grupo Armado de Repressão a Roubos (Garra), pertencente ao Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), da Polícia Militar, da Guarda Civil Municipal, da Vigilância Sanitária Estadual e Municipal e do Procon compareceram ao local dos fatos. 

No endereço indicado havia 157 pessoas, sendo que 78 delas estavam sem máscaras faciais para proteção contra o coronavírus. Além disso, os participantes do evento não praticavam o distanciamento social recomendado. Seis pessoas, com idades entre 34 e 48 anos, foram encaminhadas à delegacia.

Foram encontrados 140 comprimidos de ecstasy, 107 porções de cocaína, três cigarros de maconha, 37 fracos de lança-perfume e 23 unidades de LSD – todos os entorpecentes foram apreendidos. Perícia foi solicitada ao Instituto de Criminalística (IC).

O caso foi registrado como infração de medida sanitária preventiva, localização/apreensão de objeto e drogas para consumo pessoal sem autorização ou em desacordo pela Delegacia de Itaquaquecetuba.

Por Barbara Zaghi, da SSP

Grávidas voltam a ser vacinadas hoje contra covid-19

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), retoma nesta segunda-feira (17/05), a vacinação das gestantes e puérperas (até 45 dias após o parto) com comorbidades acima de 18 anos.  A imunização deste grupo será retomada com a reserva de doses da vacina da Pfizer exclusivamente nos dias 17, 18 e 19/05 nas Unidades Básicas de Saúde e mega postos.

Após essa data, a vacinação estará sujeita a disponibilidade deste imunizante, devendo a unidade manter lista de espera para convocação.

Nesta segunda-feira, os oito mega postos estarão aplicando a primeira dose da vacina, e as 468 UBSs a primeira e a segunda dose, em todos os grupos descritos no Instrutivo nº 21 da campanha de imunização.

As gestantes e puérperas (até 45 dias após o parto) com comorbidades acima de 18 anos precisam apresentar documento de identificação (preferencialmente CPF) e comprovante de condição de risco (exames, receitas, relatório ou prescrição médica), contendo o CRM do médico. As puérperas também precisam apresentar a certidão de nascimento do bebê.

São consideradas comorbidades doenças cardiovasculares, diabetes, pneumopatias crônicas, cirrose hepática, obesidade mórbida e casos de hipertensão. O detalhamento encontra-se nesta lista, disponibilizada na página Vacina Sampa.

A SMS recomenda que a ida aos locais de vacinação aconteça de maneira gradual, evitando aglomerações nos postos, e com o pré-cadastro no site Vacina Já (vacinaja.sp.gov.br/) preenchido, para agilizar o tempo de atendimento. Basta inserir dados como nome completo, CPF, endereço completo, telefone e data de nascimento para concluir o cadastro.

A VACINAÇÃO NA CIDADE NESTA SEGUNDA:

468 Unidades Básicas de Saúde (UBS)

Horário: De segunda a sexta, das 7h às 19h

Veja os endereços clicando aqui.

AMA/UBS Integradas

Funcionamento: 7h às 19h, inclusive aos sábados e feriados.

Veja aqui a lista com os endereços

Oito Mega Postos

Funcionamento: 8h às 17h

1) SHOPPING ARICANDUVA

Avenida Aricanduva, 5.555, Estacionamento Auto Shopping Acesso pelo Portão P4, Aricanduva


2) FACULDADE SANTA MARCELINA

Rua Cachoeira Utupanema, 40 – Itaquera

3) UNISA SANTO AMARO

Rua Isabel Schmidt, 349

4) CENTRO EMPRESARIAL DE SÃO PAULO

Av. Maria Coelho Aguiar, 215 – Acesso pelo Terminal João Dias ou Metrô Giovanni Gronchi

5) CLUBE HEBRAICA

Rua Ibianópolis, 781

6) ALLIANZ PARK

Av. Francisco Matarazzo, 1.705

7) CLUBE PAULISTANO

Rua Honduras, 1.400

8) LIONS CLUB VILA MATILDE

Rua Cel. Luis Gonzaga Azevedo, 11

Capital cria lista de espera por doses remanescentes de vacina

Adultos com comorbidades a partir de 18 anos e residentes na capital paulista já podem se inscrever para a lista de espera para receber as doses remanescentes da vacina contra a covid-19. Profissionais de saúde com mais de 18 anos também podem receber a imunização com essas doses que sobrarem em qualquer equipamento de saúde da área de abrangência dessas pessoas.

A regra foi divulgada em documento da Secretaria Municipal da Saúde que define como deve ser realizada a vacinação na capital. Para organização, o equipamento deverá manter a lista com os usuários elegíveis em seu território, com telefones para convocação deste público. A orientação do órgão é a de que nenhuma dose viável da vacina seja desprezada.

“É importante ressaltar que nem sempre há doses excedentes nas unidades. A medida segue as diretrizes do instrutivo da Coordenadoria de Vigilância em Saúde, que determina que quando houver frasco de vacina aberto no fim do expediente, para que não haja qualquer desperdício de dose, ela deve ser aplicada”, informou a secretaria.

Por Flávia Albuquerque, da Agência Brasil

Começa vacinação de quem tem mais de 50 anos e comorbidades

A Secretaria Municipal da Saúde da Capital Paulista, iniciou, na manhã de hoje (14), a vacinação das pessoas com idade acima de 50 anos, com comorbidades, e pessoas com deficiência permanente beneficiários do BPC (Benefício de Prestação Continuada) em toda a rede municipal da Saúde. Para realização da imunização, as pessoas com comorbidades acima de 50 anos precisam apresentar documento de identificação (preferencialmente CPF) e comprovante de condição de risco (exames, receitas, relatório ou prescrição médica), contendo o CRM do médico.

“Nós estamos dando, inclusive, um prazo de até dois anos para esses documentos pois muita gente não pôde comparecer a uma unidade de Saúde no ano passado. Estamos permitindo, inclusive, que a comprovação desses documentos possa ser feita por papel ou de forma digitalizada, com o celular. Nosso intuito é facilitar a vacinação”, explicou o secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido.

Segundo o secretário, as pessoas com hipertensão arterial resistente deverão apresentar a receita de apenas um medicamento e não de três. “Um único medicamento na receita pra essas pessoas já será o suficiente pra que a gente possa fazer a vacinação”, afirmou.

Acesse a lista de comorbidades

Nesta nova etapa da campanha de vacinação, todos os 25 postos de sistema drive-thru estarão em funcionamento das 8h às 17h, apenas para aplicação de primeira dose nos grupos elegíveis. Também serão reabertos os postos montados em farmácias parceiras da campanha.

“Estamos agora nessa batalha de poder fazer a vacinação com maior agilidade, maior possibilidade de atendimento da população com os drives, as UBS e agora também com os mega postos”, disse o prefeito em exercício, Ricardo Nunes.

As 468 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da capital disponibilizarão a vacinação em duas doses (D1 e D2) para todos os grupos do Instrutivo nº 21 da campanha de imunização.

A SMS recomenda que a ida aos locais de vacinação aconteça de maneira gradual, evitando aglomerações nos postos, e com o pré-cadastro no site Vacina Já (www.vacinaja.sp.gov.br) preenchido, para agilizar o tempo de atendimento. Basta inserir dados como nome completo, CPF, endereço completo, telefone e data de nascimento para concluir o cadastro.

Vacina boa é vacina aplicada

Segundo informações da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), apenas 20% do grupo com comorbidades e faixa etária entre 55 e 59 anos foi imunizado.

“Estamos mais uma vez insistindo que as pessoas não devem escolher entre vacina A, B ou C. O importante é tomarem vacina. Vacina boa é vacina aplicada pra que a pessoa se proteja e não venha adquirir o vírus da doença e ter que ser internada. Normalmente, no primeiro e segundo dia a gente vacina todo contingente de pessoas daquele grupo prioritário. Nos preocupa um pouco que dessa vez, apenas 20% se vacinaram”, afirmou o secretário de Saúde, Edson Aparecido.

Gestantes e puérperas

No início da próxima semana, dias 17, 18 e 19, haverá a vacinação de gestantes e puérperas com idade acima de 18 anos nas Unidades Básicas de Saúde.

“É importante que esse público se vacine na segunda (17), terça (18) e quarta-feira (19). A gente pede que esse público vá pra poder usar esse lote da Pfizer que está descongelado”, afirmou o prefeito em exercício, Ricardo Nunes.

Acesse a página Vacina Sampa e veja a relação com todos os postos de vacinação contra o coronavírus na capital, além dos próximos grupos que serão imunizados.

*com Pref. de São Paulo

Butantan interrompe produção da CoronaVac

(Arquivo/Gov. do Estado de SP)

O Instituto Butantan finalizou hoje (14) as entregas do primeiro contrato para fornecimento de vacinas contra o novo coronavírus ao Programa Nacional de Imunizções (PNI). Foi disponibilizado o total de 1,1 milhão de doses, somando 47,2 milhões de doses da vacina CoronaVac, elaborada em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

O contrato previa o fornecimento de 46 milhões de doses da vacina. Assim, o lote de hoje também é o início do cumprimento do segundo contrato para a disponibilização de 54 milhões de doses até o final de agosto.

O Butantan informou que vai paralisar a produção até a chegada de um novo lote com 10 mil litros de insumo farmacêutico ativo (IFA), matéria-prima da vacina. Segundo o governo de São Paulo, o carregamento ainda não foi liberado pelo governo chinês para ser embarcado ao Brasil. “Esses 10 mil litros correspondem a aproximadamente 18 milhões de doses da vacina, absolutamente necessários para manter a frequência do sistema vacinal, acelerar e atender os que precisam da segunda dose”, disse o governador João Doria.

Ele atribuiu o atraso na liberação do envio do material a um “entrave diplomático” causado por declarações “desastrosas” de autoridades do governo brasileiro em relação à China e à própria vacina.

A entrega de insumos já sofreu outros atrasos semelhantes. Segundo o diretor do Butantan, Dimas Covas, a finalização do primeiro contrato de fornecimento ao PNI teve um atraso de 12 dias.

Atrasos no cronograma

Com a atual demora na entrega de matéria-prima, a estimativa de Covas é que só sejam disponibilizadas cinco milhões de doses de vacina em maio, quando a previsão inicial era de 12 milhões de doses.

O governo de São Paulo avalia que as doses disponíveis no momento são capazes de atender todos os grupos convocados para receber a imunização. No entanto, Covas lembrou que alguns municípios, seguindo recomendação do Ministério da Saúde, usaram todas as doses de CoronaVac para a primeira etapa da imunização e podem ter dificuldades para aplicar a segunda dose. Problema que, de acordo com o presidente do Butantan, não acontece no estado de São Paulo.

Itamaraty

Em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores do Senado, no último dia 6, o ministro das Relações Exteriores, Carlos França, disse que a relação com a China está entre as prioridades do governo brasileiro. “Queremos um relacionamento econômico e comercial maior e mais diversificado com a China”, afirmou na ocasião. 

Embaixada da China

Em publicação nas redes sociais, a embaixada chinesa no Brasil destacou a cooperação com países em desenvolvimento para o acesso a vacinas e insumos. “A China é o maior fornecedor de vacinas para países em desenvolvimento, oferecendo assistências vacinais a mais de 80 nações em desenvolvimento e exportando o imunizante a uns 50 países. A China continua a honrar seu compromisso de tornar suas vacinas um bem público global”, diz a publicação.

Por Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil 

Veja os principais pontos do depoimento do executivo da Pfizer à CPI da covid-19

Carlos Murillo, da Pfizer, durante depoimento à CPI da Covid-19 (Jefferson Rudy/Agência Senado)

A CPI da Pandemia no Senado, que investiga as ações e omissões do governo federal no combate ao coronavírus, ouviu nesta quinta-feira (13/05) o gerente-geral da Pfizer para a América Latina, Carlos Murillo, para entender a oferta de doses da vacina contra a covid-19 ao país.

Murillo era presidente da farmacêutica americana no Brasil na época em que a empresa entrou em contato com o governo do presidente Jair Bolsonaro para oferecer seu imunizante, considerado um dos mais eficazes do mundo, ainda em 2020.

Em sua fala aos senadores, o representante da Pfizer afirmou que, no ano passado, a companhia fez ao menos cinco ofertas de doses da vacina ao Brasil, todas ignoradas pelo governo federal.

O país acabou fechando contrato com a farmacêutica apenas em 19 de março deste ano, no pior momento da pandemia no Brasil e com a vacinação caminhando a passos lentos. As primeiras doses da vacina começaram a ser aplicadas no país apenas no início de maio.

O imunizante da Pfizer, desenvolvido em parceria com a alemã Biontech, foi o primeiro a receber o registro definitivo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso no país, ainda em fevereiro.

As declarações de Murillo confirmam trechos do depoimento do ex-secretário de comunicação da Presidência da República Fabio Wajngarten, no dia anterior.

Esta é a segunda semana de depoimentos na CPI. Antes, os senadores também já ouviram os ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich e o atual ministro Marcelo Queiroga, e o diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres.

Os depoimentos serão retomados na próxima semana, com o ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo, no dia 18, e o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, no dia seguinte.

Ofertas ignoradas

Segundo Murillo, a primeira proposta da Pfizer ao Brasil foi feita em 14 de agosto de 2020. A empresa ofereceu contratos para a compra de 30 milhões ou 70 milhões de doses da vacina. O de 70 milhões consistia em 500 mil doses ainda em 2020, 1,5 milhão no primeiro trimestre de 2021, 5 milhões no segundo trimestre, 33 milhões no terceiro trimestre e 30 milhões no quarto.

Depois de uma primeira reunião, a farmacêutica procurou o governo outras duas vezes ainda em agosto de 2020, nos dias 18 e 26, com propostas semelhantes, mas desta vez oferecendo 1,5 milhão de doses ainda em 2020. Em todas as ofertas, o preço apresentado foi de 10 dólares por dose, afirmou Murillo.

O governo ignorou as ofertas da empresa, que tinham validade de 15 dias, segundo o representante da Pfizer. “Passados esses 15 dias, o governo do Brasil não rejeitou, mas tampouco aceitou.”

Após os contatos de agosto, a empresa voltou a procurar o governo brasileiro duas vezes em novembro, agora com propostas oferecendo apenas a aquisição de 70 milhões de doses: 2 milhões no primeiro trimestre de 2021, 6,5 milhões no segundo, 32 milhões no terceiro e 29,5 milhões no quarto. Ambas também foram rejeitadas.

Isso soma cinco ofertas ignoradas pelo governo Bolsonaro em 2020. Elas se juntam a uma sexta proposta feita pela Pfizer em 15 de fevereiro de 2021, também recusada, que previa 8,7 milhões de doses no segundo trimestre, 32 milhões no terceiro trimestre e 59 milhões no quarto.

Murillo afirmou que só sentiu confiança em relação ao acordo com o Brasil no dia 19 de março deste ano, quando o contrato foi finalmente assinado. Ele prevê a entrega de 100 milhões de doses, sendo 14 milhões no segundo trimestre de 2021 e 86 milhões no terceiro trimestre.

Durante a sessão desta quinta-feira, os senadores destacaram que, segundo cálculos feitos com base nos números fornecidos por Murillo, o Brasil poderia já ter recebido 18,5 milhões de doses da vacina até agora, se tivesse feito o acordo ainda no ano passado.

Carta para Bolsonaro

Em seu depoimento, Carlos Murillo confirmou que a Pfizer enviou uma carta ao presidente Jair Bolsonaro em 12 de setembro, com cópia para outros membros do governo, a fim de reforçar o interesse da farmacêutica em vender vacinas ao Brasil.

O ofício foi enviado pelo CEO mundial da farmacêutica, Albert Bourla, e pedia que o governo brasileiro decidisse rapidamente se compraria o imunizante ou não, diante da demanda crescente de outros países.

Em depoimento à CPI na quarta-feira, o ex-secretário de comunicação da Presidência Fabio Wajngarten já havia afirmado que a carta ficou dois meses sem resposta.

“A carta foi enviada em 12 de setembro, assinada pelo nosso CEO global, […] e era dirigida ao presidente Jair Bolsonaro, mais outras autoridades do governo”, disse Murillo. “Com cópia para o vice-presidente Hamilton Mourão; o [então] ministro da Casa Civil, Walter Braga Netto; o [então] ministro da Saúde, Eduardo Pazuello; o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o embaixador do Brasil nos Estados Unidos, Nelson Foster.”

Carlos Bolsonaro participou das negociações

Carlos Murillo confirmou que representantes da Pfizer tiveram reuniões com o ex-secretário Wajngarten para tratar da compra de vacinas, e disse que o vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente, e o assessor especial da Presidência Filipe Martins também participaram.

“Sobre as reuniões me foi solicitado procurar informações sobre a reunião que nossa diretora jurídica teve com o senhor Fabio Wajngarten no dia 7 de dezembro. Então, se me permitir, posso relatar o que ela oficialmente enviou para mim”, declarou, continuando:

“Após aproximadamente uma hora de reunião, Fabio [Wajngarten] recebeu uma ligação, sai da sala e retorna para a reunião. Minutos depois entram na sala de reunião Filipe Garcia Martins e Carlos Bolsonaro. Fabio explicou a Filipe Garcia Martins e a Carlos Bolsonaro os esclarecimentos prestados pela Pfizer até então na reunião. Carlos ficou brevemente na reunião e saiu da sala. Filipe Garcia Martins ainda permaneceu na reunião.”

Essas informações relatadas por Murillo foram repassadas a ele durante o depoimento pela diretora jurídica da Pfizer, Shirley Meschke, que participou da mencionada reunião.

O encontro, do qual Murillo não participou, ocorreu no Palácio do Planalto e visava discutir os obstáculos ligados aos aspectos legais da compra das vacinas. Como justificativa para a demora em aceitar as ofertas, o governo brasileiro chegou a dizer que a Pfizer tinha “cláusulas leoninas”.

Ao questionar sobre a presença de Carlos Bolsonaro e Filipe Martins em reuniões, a CPI da Pandemia busca entender se houve uma espécie de “assessoramento paralelo” do governo durante a gestão da pandemia, como apontou o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta.

Cláusulas iguais para todos os países

O gerente-geral da farmacêutica negou que fossem “leoninas” as condições impostas pela empresa para a venda dos imunizantes ao Brasil, conforme afirmou uma nota incendiária do governo em janeiro de 2021.

“Não estou de acordo com essa categorização de que as condições eram leoninas”, disse Murillo aos senadores.

Segundo o representante da Pfizer, em linhas gerais as cláusulas eram as mesmas apresentadas a outros países, havendo apenas poucas variações devido à peculiaridade de cada região. “Todos os países com os quais a Pfizer tem assinado os contratos têm as mesmas condições.”

Entre as condições atacadas pelo governo brasileiro estava a de que a empresa não se responsabiliza por eventuais efeitos colaterais do imunizante – o que já havia sido aceito por dezenas de países.

Em dezembro do ano passado, Bolsonaro chegou a declarar: “Lá no contrato da Pfizer, está bem claro: ‘Nós [Pfizer] não nos responsabilizamos por qualquer efeito colateral’. Se você virar um jacaré, é problema seu”. A fala foi lembrada pelo relator da CPI, Renan Calheiros, nesta quinta-feira.

Por Deutsche Welle
ek (Agência Senado, ots)

Trabalhadores nascidos em novembro podem sacar o auxílio emergencial

Governo antecipa pagamento do abono anual para segurados da Previdência

Trabalhadores informais e inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) nascidos em novembro podem sacar, a partir de hoje (14), a primeira parcela do auxílio emergencial 2021. O dinheiro havia sido depositado nas contas poupança digitais da Caixa Econômica Federal em 28 de abril.

Os recursos também poderão ser transferidos para uma conta-corrente, sem custos para o usuário. Até agora, o dinheiro podia ser movimentado apenas por meio do aplicativo Caixa Tem, que permite o pagamento de contas domésticas (água, luz, telefone e gás), de boletos, compras em lojas virtuais ou compras com o código QR (versão avançada do código de barras) em maquininhas de estabelecimentos parceiros.

Em caso de dúvidas, a central telefônica 111 da Caixa funciona de segunda a domingo, das 7h às 22h. Além disso, o beneficiário pode consultar o site.

O auxílio emergencial foi criado em abril do ano passado pelo governo federal para atender pessoas vulneráveis afetadas pela pandemia de covid-19. Ele foi pago em cinco parcelas de R$ 600 ou R$ 1,2 mil para mães chefes de família monoparental e, depois, estendido até 31 de dezembro de 2020 em até quatro parcelas de R$ 300 ou R$ 600 cada.

Neste ano, a nova rodada de pagamentos, durante quatro meses, prevê parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo do perfil: as famílias, em geral, recebem R$ 250; a família monoparental, chefiada por uma mulher, recebe R$ 375; e pessoas que moram sozinhas recebem R$ 150.

Calendário de saques antecipados da primeira parcela do auxílio emergencial.
Calendário de saques antecipados da primeira parcela do auxílio emergencial. – Divulgação/Caixa Econômica Federal

Como será o pagamento

Pelas regras estabelecidas, o auxílio será pago às famílias com renda mensal total de até três salários mínimos, desde que a renda por pessoa seja inferior a meio salário mínimo.

É necessário que o beneficiário já tenha sido considerado elegível até o mês de dezembro de 2020, pois não há nova fase de inscrições. Para quem recebe o Bolsa Família, continua valendo a regra do valor mais vantajoso, seja a parcela paga no programa social, seja a do auxílio emergencial.

Agência Brasil elaborou um guia de perguntas e respostas sobre o auxílio emergencial. Entre as dúvidas que o beneficiário pode tirar estão os critérios para receber o benefício, a regularização do CPF (Cadastro de Pessoas Físicas) e os critérios de desempate dentro da mesma família para ter acesso ao auxílio.

Por Wellton Máximo, da Agência Brasil

Colaborou Andreia Verdélio

General assessor do GSI morre de covid-19

(Reprodução)

Morreu nesta quinta-feira (13), devido à Covid-19, o general da reserva Carlos Roberto de Souza Peixoto. Ele era o Chefe da Assessoria de Planejamento e Assuntos Estratégicos do GSI (Gabinete de Segurança Institucional).

Depois de contrair a infecção pelo vírus, Peixoto foi hospitalizado em março deste ano no Hospital das Forças Armadas. Ele era um dos auxiliares de Augusto Heleno, ministro do GSI. O Gabinete confirmou a morte ao Jornal O Globo.

Por TV Cultura