Passagem do transporte público não terá aumento

Trem da CPTM (Governo do Estado de SP)

O preço da passagem do transporte público em São Paulo não terá aumento neste ano, segundo informaram a Prefeitura da Capital e o Governo do Estado. “Considerando a crise econômica e sanitária vivida pelas famílias causada pela pandemia da Covid-19, o Governo do Estado e a Prefeitura de São Paulo decidiram que os valores das passagens para Metrô, CPTM e ônibus municipais permanecerão os mesmos, de R$ 4,40”, diz comunicado.

A decisão de manter a passagem no mesmo valor ocorre, segundo a nota, mesmo com retração de 60% em média no número de passageiros em todos os modais durante o ano de 2020. O Estado informa que a reforma administrativa implementada pelo Governo do Estado com enxugamento da máquina e ajuste fiscal permitiram o congelamento da tarifa “com responsabilidade social e de gestão pública, beneficiando mais de 8 milhões de usuários do transporte público da capital diariamente”.

O comunicado também reforça que, desde o início da pandemia, a Prefeitura manteve a oferta de ônibus acima da demanda, que caiu 65 % em média neste ano. “Com esforços de gestão, a tarifa não será reajustada para não sobrecarregar a parcela menos favorecida da população”, finaliza.

Passagem de metrô e trem sobe para R$ 4,30

Por  Bruno Bocchini

Estação Brás de trem da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). (Arquivo/Rovena Rosa/Agência Brasil)

A tarifa básica do metrô e trem em São Paulo passará de R$ 4 para R$ 4,30 a partir de amanhã (13), uma elevação de 7,5%. No entanto, os passageiros que carregarem os bilhetes até as 23h59 de hoje (12) poderão viajar com o valor atual.

Segundo a Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos (STM), o percentual de aumento é baseado na inflação acumulada em 2018, pelo IGP-M.  De acordo com a pasta, o reajuste reflete também o incremento dos custos operacionais e de recursos humanos das empresas que atuam na área.



A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou 2018 em 3,75%. O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) encerrou o ano passado em 7,54%.

Desde a última segunda-feira, os usuários dos ônibus da cidade de São Paulo também estão desembolsando mais para transitar pela cidade. A tarifa teve o mesmo aumento, de R$ 4 para R$ 4,30.

Em reposta aos aumentos, o Movimento Passe Livre (MPL) de São Paulo questionou a elevação de R$ 0,30 da tarifa em um ano. “Já não bastasse a tarifa ser injusta, como esse aumento é o dobro da inflação”, destacou o movimento nas redes sociais.

O MPL fez um ato de protesto contra o aumento na última quinta-feira. Uma segunda manifestação está marcada para a próxima quarta-feira (16), na Praça do Ciclista, na região da Avenida Paulista.

Tarifa de ônibus a R$ 4,30 passa a valer na segunda em SP

O preço da passagem de ônibus municipal em São Paulo será reajustado para R$ 4,30 a partir de segunda-feira (7). As tarifas do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) passarão a custar também R$ 4,30 no dia 13.

Novos valores:

Tarifa básica: de R$ 4 para R$ 4,30;
Tarifa integrada (ônibus + Metrô ou CPTM): de R$ 6,96 para R$ 7,21 até 12 de janeiro; depois, com o reajuste dos trilhos, vai para R$ 7,48.
Bilhete Diário: de R$ 15,30 passa para R$ 16,40;
Bilhete Mensal somente ônibus: de R$ 194,30 para R$ 208,90.

Quem quiser continuar pagando o valor atual nos ônibus, de R$ 4, deve carregar o Bilhete Único até este domingo (6). A nova tarifa passará a valer somente quando o crédito carregado acabar. A integração também será no valor antigo: de R$ 6,96. O valor máximo de recarga acumulado é de R$ 350 no bilhete comum.

O passageiro que recarregar o cartão entre os dias 7 e 12, ou seja, antes do reajuste dos trilhos, vai pagar no ônibus a tarifa de R$ 4,30, mas no Metrô e na CPTM R$ 4. A tarifa integrada, nesse caso, será de R$ 7,21 até o fim dos créditos.

Com o Bilhete Único, o passageiro tem o direito de fazer quatro viagens de ônibus no intervalo de três horas na capital paulista, ou de uma viagem na CPTM ou no Metrô mais três em ônibus da capital durante três horas. Diariamente, 9,5 milhões de passageiros utilizam os 14 mil ônibus que circulam pela cidade.

A administração municipal decidiu manter a política de subsídio apenas para o passageiro. As gratuidades para idosos, estudantes e pessoas com deficiência serão mantidas.

Já o vale-transporte para as empresas deixará de ser subsidiado pelos impostos municipais pagos pela população. O valor a ser pago pelo empregador passará a ser de R$ 4,57. O fim do subsídio alcança apenas as empresas. Para o trabalhador, o desconto de 6% em folha, conforme define a Legislação Trabalhista, não sofrerá alteração. A mudança no vale-transporte deve entrar em vigor em 30 dias.

Inflação

O aumento da tarifa na gestão Bruno Covas (PSDB) foi de 7,5%, índice maior do que a inflação, que deve fechar 2018 em 3,69%, segundo projeção do Banco Central (BC).

A Prefeitura argumentou que o aumento foi baseado na inflação acumulada dos últimos três anos, de acordo com o IPC-Fipe, de 13,06%.

“Por dois anos, em 2016 e em 2017, a tarifa não sofreu qualquer reajuste, mantendo-se no valor de R$ 3,80, impactando significativamente o orçamento da Prefeitura. Em 2018, houve um aumento abaixo da inflação, elevando o valor para R$ 4,00. Agora, a Prefeitura realiza uma necessária adequação da receita para reduzir o desequilíbrio do sistema”, disse em nota.

Normalmente, a Prefeitura anuncia o aumento da passagem de ônibus em conjunto com o governo do estado, que é responsável por reajustar as tarifas dos trens do Metrô e da CPTM. O governador anterior, Márcio França (PSB), porém, não se manifestou, deixando para seu sucessor, João Doria (PSDB), a responsabilidade de informar o novo preço –o que ocorreu na quinta (3).