Anvisa autoriza testes de remédio para pneumonia associada à covid-19

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a realização de pesquisas clínicas para avaliar a eficácia de um medicamento para o tratamento de pneumonia associada à covid-19, o leronlimabe.

O estudo será conduzido pelo Hospital Albert Einstein. O procedimento aprovado será da chamada Fase 3, voltada para avaliar a eficácia e segurança de pacientes com pneumonia, mas que não estão com suporte de ventilação mecânica ou que foram intubados.

Os testes usarão o método chamado “duplo-cego” controlado com placebo, em que uma parte dos voluntários receberá o medicamento e a outra, não, para comparar os resultados de cada um dos grupos.

O leronlimabe atua como inibidor, bloqueando a infecção das células. Segundo a Anvisa, caso tenha sua eficácia comprovada, o medicamento pode ajudar pessoas com quadros moderados de pneumonia causados pela covid-19.

O desenvolvimento do medicamento e o teste são de responsabilidade da empresa estadunidense CytoDyn. No Brasil, a empresa é representada pela Biomm.

Por Jonas Valente – Repórter da Agência Brasil 

Coronavírus já matou 26 pessoas e há mais de mil suspeitos

Médicos do Hospital Union que atuam no surto do novo coronavírus em Wuhan, Província de Hubei, centro da China (Cheng Min/Xinhua)


Vinte e seis mortos e 830 pessoas infectadas com o coronavírus. É o mais recente balanço feito pelo governo chinês. A agência de notícias France Press cita a comissão nacional de saúde da China e dá conta de mais de mil casos considerados suspeitos e que ainda estão sendo investigados. 

O Japão anunciou a detecção esta madrugada de um segundo infectado com este vírus. 

Uma segunda pessoa infectada foi também confirmada na última madrugada na Coreia do Sul. 

Há poucas horas, o Cirque du Soleil anunciou o cancelamento de todos os espetáculos na cidade de Hangzhou, na China. 


Coronavírus no Brasil


Mesmo perante este cenário, a Organização Mundial de Saúde (OMS) voltou a considerar prematuro declarar uma situação de emergência internacional, mas reconheceu a urgência na China, referindo que acompanha com atenção a evolução da situação, como conta o jornalista Mário Galego. 

A OMS admite voltar a reunir esta comissão de peritos para abordar a questão. Três cidades chinesas estão de quarentena. Até agora não há conhecimento de qualquer caso na Europa.

Muitos aeroportos em todo o mundo já estão aplicando medidas de controle dos passageiros provenientes da China.

Por RTP – Emissora pública de Portugal

Coronavírus: Sem alerta global, OMS recomenda preparo aos países

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou que ainda é cedo para declarar emergência global em virtude da contaminação de coronavírus em alguns países. O comitê da OMS se reuniu ontem (22) e hoje (23) para definir o nível de gravidade da doença. “Vários membros consideraram que é ainda muito cedo para declarar Emergência de Saúde Pública de Interesse Internacional, dada sua natureza restritiva e binária”, declarou a OMS hoje (23) em nota.

O vírus foi registrado primeiramente na China, na região de Wuhan. As autoridades chinesas reportaram um aumento no número de casos, de casos suspeitos, de províncias afetadas e da proporção de mortes em relação aos casos confirmados, 23 de 610 infectados. O Comitê de Emergência da OMS também foi informado da evolução dos casos no Japão, Coreia do Sul, Tailândia e um possível caso em Singapura.

A OMS entende que o sistema de alerta de surtos não é o ideal e que deveriam existir estágios intermediários de alerta. A entidade alerta aos países não afetados que estejam preparados para eventuais providências de contenção, vigilância ativa e medidas de isolamento.

Segundo o Ministério da Saúde do Brasil, os coronavírus são uma grande família viral que causa infecções respiratórias em seres humanos e em animais. Os coronavírus humanos causam doença respiratória, de leve a moderada, no trato respiratório superior. Os vírus receberam esse nome devido às espículas na sua superfície, que lembram uma coroa.

A fonte do vírus ainda é desconhecida, sendo possivelmente de uma reserva animal, e a extensão da transmissão entre humanos ainda não é clara. Na manhã de hoje, o Ministério da Saúde afastou a existência de casos de coronavírus no país.

Por  Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil

Ministério da Saúde descarta Coronavírus em SP e mais 4 estados

O secretário substituto de Vigilância em Saúde, Júlio Croda, e o ministro interino da Saúde, João Gabbardo, durante entrevista coletiva para esclarecimentos técnicos sobre o coronavírus (Marcelo Camargo/Agência Brasil)


O Ministério da Saúde disse hoje (23) que já descartou a suspeita de casos de coronavírus em cinco unidades da federação. Segundo a pasta, as notificações à rede Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) feitas pelas secretarias de Saúde do Distrito Federal, Minas Gerais, Santa Catarina, São Paulo e Rio Grande do Sul não se enquadram nos critérios estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para diagnosticar a doença.

“Até o momento, não existe nenhum caso suspeito de coronavírus no Brasil”, afirmou o secretário substituto de Vigilância em Saúde, Júlio Croda, ao explicar a jornalistas que o ministério vem acompanhando a situação mundial desde 31 de dezembro, quando o primeiro caso de infecção pelo novo coronavírus (219-nCoV) foi oficialmente registrado na China. Segundo o secretário, o Brasil está preparado para lidar com uma eventual epidemia da doença.

Evitando comentar o resultado dos exames laboratoriais a que as pessoas foram submetidos nos cinco casos reportados como suspeitos, o secretário foi taxativo: “A Organização Mundial da Saúde estabeleceu dois critérios [para atestar a presença do coronavírus no organismo]. Um clínico: a pessoa precisa ter febre e mais algum sintoma respiratório. E temos os critérios epidemiológicos, que são três: ter viajado para Wuhan, na China; ter tido contato com algum paciente suspeito de coronavírus ou com algum paciente com [a doença] já confirmada. São estas as situações em que uma pessoa pode ser enquadrada em um caso suspeito.”

Para Croda, há um justificado “medo generalizado” diante da nova doença que, além da China, já se espalhou por oito países (Arábia Saudita, Cingapura, Coreia do Sul, Estados Unidos, Japão, Tailândia, Taiwan e Vietnã). Por isso, disse o secretário, para evitar alarmismo e gastos desnecessários, é importante que os gestores de saúde estaduais se informem sobre as características do coronavírus e a respeito dos critérios estabelecidos pela OMS.

“A recomendação para os gestores é: leiam o boletim epidemiológico [divulgado pelo Ministério da Saúde]. Serviços de vigilância epidemiológica, leiam o boletim! Enquadrem suas suspeitas na definição de caso aqui colocado, que é a mesma da OMS. No momento, esta é a principal recomendação para os gestores. Que sigam as recomendações do ministério”, declarou o secretário substituto, reconhecendo que a definição de casos de doenças é dinâmica e precisa ser revista a todo instante.

“Em muitos momentos, a vigilância epidemiológica estadual se antecipa e toma medidas preventivas necessárias e solicita os exames necessários. Não há nenhum problema em relação às [secretarias estaduais] reportarem um possível caso ao ministério. Trabalharemos juntos para esclarecer a situação”, comentou o secretário substituto, garantindo que, ontem mesmo, entrou em contato com a secretaria de Saúde de Minas Gerais para tratar do caso reportado como suspeito pela secretaria estadual. “É um caso que não se enquadra na atual definição da OMS.”

Croda ressaltou que as secretarias estaduais têm autonomia para submeter a exames os casos que julgarem suspeitos, mas o Ministério da Saúde, com base na atual orientação da OMS, não recomenda que isto seja feito por julgar uma ação pouco efetiva e dispendiosa. “Não vamos fazer exames para todas as síndromes gripais, que são avaliadas de acordo com o protocolo de influenza, que é o vírus mais comum. Nestes casos, não há por que submeter [o paciente] ao protocolo de coronavírus”, acrescentou Croda, sem revelar o resultado dos testes a que foram submetidos os pacientes dos cinco casos que estados relataram como suspeita de coronavírus. “Eles foram encaminhados para exames laboratoriais para testagem de influenza. O resultado ainda estão sendo processados. Este teste não vai detectar coronavírus, mas sim influenza”.

O secretário substituto de Vigilância em Saúde garantiu que o Brasil está preparado para lidar com uma eventual epidemia da doença. “Por enquanto, segundo a OMS, a transmissão do vírus está restrita entre familiares e profissionais de saúde. E o Brasil está preparado. Já ativamos nosso Centro de Operações em Emergência para organizar a rede com os estados e estabelecer critérios de definição de casos. E, principalmente, atualizar diariamente as informações que forem surgindo, como eventuais mudanças na definição de casos”, acrescentou Croda.

Características

Segundo o Ministério da Saúde, os coronavírus são uma grande família viral que causa infecções respiratórias em seres humanos e em animais. Os coronavírus humanos causam doença respiratória, de leve a moderada, no trato respiratório superior. Os vírus receberam esse nome devido às espículas na sua superfície, que lembram uma coroa.

Os primeiros coronavírus humanos foram inicialmente identificados em meados da década de 1960.

Por Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil

Coronavírus: MG tem 1º caso suspeito da nova pneumonia


Um caso suspeito de Coronavírus, a nova pneumonia, que já matou 17 pessoas na China, está sendo investigado em Minas Gerais. A informação foi confirmada pela Secretaria Estadual de Saúde do Estado.

A paciente, de 35 anos, deu entrada, ontem (21), na UPA Centro Sul, em Belo Horizonte, e, segundo o Estado, a mulher esteve em Shangai, na China, e desembarcou no Brasil no dia 18. Ainda segundo a secretaria, a paciente apresenta “sintomas respiratórios compatíveis com doença respiratória aguda”, informa a nota.

“Tendo em vista o contexto epidemiológico atual do país onde a paciente esteve, foi considerada a hipótese de doença causada pelo novo Coronavírus, que é microorganismo de alerta sanitário internacional, considerando o potencial pandêmico com alto risco à vida e impacto assistencial”, esclarece.

A mulher, que não apresenta quadro clínico grave, foi levada para o Hospital Eduardo de Menezes (HEM) e “todas as medidas assistenciais para redução de risco de transmissão foram tomadas”.

O caso segue em investigação. “Conforme informações que foram repassadas pela paciente ao CIEVS BH, a mesma relatou que não esteve na região de Wunhan (área onde se concentra o maior número de pacientes) e que também não teve contato com pessoa sintomática na China”, informa a secretaria.

A paciente foi submetida a exames e ainda não há resultados conclusivos.

Ministério da Saúde

Apesar de a Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais confirmar o caso suspeito, o Ministério da Saúde nega a existência dele.

“O Ministério da Saúde informa que, até o momento, não há detecção de nenhum caso suspeito, no Brasil, de Pneumonia Indeterminada relacionado ao evento na China. O caso noticiado pela SES/MG não se enquadra na definição de caso suspeito da Organização Mundial da Saúde (OMS), tendo em vista que o paciente esteve em Xangai, onde não há, até o momento, transmissão ativa do vírus. De acordo com a definição atual da OMS, só há transmissão ativa do vírus na província de Whuan”, informa o ministério.

A nota também diz que o Governo brasileiro monitora a situação e adotou medidas.

“Entre essas ações, (sic) estão a adoção das medidas recomendadas pela OMS; a notificação da área de Portos, Aeroportos e Fronteiras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); a notificação da área de Vigilância Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA); e a notificação às Secretarias de Saúde dos Estados e Municípios, demais Secretarias do Ministério da Saúde e demais órgãos federais com base em dados oficiais, evitando medidas restritivas e desproporcionais em relação aos riscos para a saúde e trânsito de pessoas, bens e mercadorias”.

*Atualizada às 17h40

Nova pneumonia já matou 17 pessoas e pode se espalhar

Aumentou para 17 o número de mortes decorrentes da infecção pelo novo tipo de coronavírus detectado na China, confirmaram nesta quarta-feira as autoridades do país. O número de pessoas infectadas passa de 550.

No mesmo dia, a Organização Mundial da Saúde reúne-se para decidir se deve declarar uma “emergência de saúde pública de interesse internacional”. O balanço da progressão do coronavírus foi divulgado pelas autoridades de Wuhan, no centro da China, cidade onde o surto começou, no mês passado. 

A Comissão Nacional de Saúde chinesa já havia alertado, nesta quarta-feira, que o novo tipo de coronavírus poderia “sofrer mutações e espalhar-se mais facilmente”. O fato é que a maioria dos infectados é da província de Hubei, cuja capital é Wuhan – um importante centro de transporte doméstico e internacional – e as autoridades apelaram, esta quarta-feira, às populações que não viajassem para esta cidade chinesa, por se suspeitar ser o ponto originário do vírus.

“Basicamente, não vão para Wuhan. E aqueles que estão em Wuhan, por favor, não saiam da cidade”, afirmou Li Bin, vice-diretor da Comissão Nacional de Saúde da China.
A população residente também foi alertada para evitar multidões e encontros em espaços públicos.

OMS avalia hipótese de “emergência de saúde pública internacional”

As autoridades chinesas confirmaram que a situação no país está na fase “mais crítica” da prevenção e controle. O Comite de Emergência da Organização Mundial de Saúde está reunido em Genebra, na Suíça, para avaliar a situação e a possibilidade de se declarar emergência de saúde pública internacional, assim como para determinar que recomendações podem ser feitas para controlar o coronavírus.

O número de infectados aumentou desde que o novo coronavírus foi detectado, tendo se espalhado por várias províncias chinesas, na Tailândia, no Japão, na Coreia do Sul e em Macau.

Todos os casos, até agora, eram oriundos de Wuhan. Depois de ser confirmado, na terça-feira, o primeiro caso nos Estados Unidos, o novo tipo de pneumonia viral já foi diagnosticado também em Hong Kong. 

No início desta semana, a China confirmou que o vírus se transmitia entre humanos, sobretudo através das vias respiratórias e que pelo menos 15 médicos ficaram infectados após ter contato com doentes. Em coletiva de imprensa, Li Bin confirmou que “já há casos de transmissão e infecção entre seres humanos e funcionários de saúde infectados”.

“As evidências demonstram que a doença foi transmitida por via respiratória e existe a possibilidade de uma mutação do vírus”, explicou ainda.

Embora ainda não tenha sido detectada a fonte de transmissão exata, a Comissão Nacional de Saúde da China diz que há, para além da possibilidade de mutação, “o risco de disseminação da epidemia”.

O coronavírus pode provocar febre, tosse, falta de ar e dificuldades respiratórias, por exemplo. 

Celso Cunha, diretor da unidade de microbiologia médica do Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa, explicou na RTP3 que o novo coronavírus é facilmente confundido com uma simples gripe e quais as precauções tomar, numa altura em que há cada vez mais casos de pessoas infectadas.

A OMS estima que “a fonte primária mais provável” de transmissão é animal, tendo os primeiros casos surgido em pessoas que entraram em contato com um mercado de pescado na cidade chinesa de Wuhan.

Por RTP – Emissora Pública de Portugal

China tem 17 novos casos de pneumonia viral

As autoridades chinesas anunciaram neste domingo (19) que identificaram mais 17 pessoas infectadas no país com uma nova forma de pneumonia viral, que matou duas vítimas e colocou outros países em alerta.

No total, 62 casos do novo coronavírus foram registrados pela Comissão Municipal de Saúde da cidade de Wuhan, mas 19 receberam alta de um hospital, enquanto dois homens na faixa dos 60 anos morreram. Pelo menos meia dúzia de países da Ásia adotaram medidas excepcionais para evitar a doença.

Sintomas

Investigadores do Centro de Análise Global de Doenças Infecciosas, que assessora instituições como a Organização Mundial de Saúde (OMS), estimam que ” 1.723 casos” em Wuhan apresentavam sintomas da doença desde o último dia 12.

O alerta de disseminação do vírus foi dado esta semana pela OMS, depois que os três primeiros casos constatados fora da China foram conhecidos na Tailândia e no Japão. As três vítimas haviam visitado a cidade de Wuhan, na China, recentemente.

Os casos de pneumonia viral alimentaram receios sobre uma potencial epidemia, depois de uma investigação ter identificado a doença como um novo tipo de coronavírus, uma espécie de vírus que causa infecções respiratórias em seres humanos e animais e são transmitidos através da tosse, espirros ou contacto físico.

Os Estados Unidos anunciaram que vão monitorizar os passageiros dos voos provenientes de Wuhan para nos aeroportos em Los Angeles, São Francisco e Nova Iorque.

Por RTP – Emissora Pública de Portugal

Paulo Maluf está internado com pneumonia

Por Elaine Patricia Cruz

(Arquivo/Agência Brasil)

Ainda não há previsão de alta para o ex-deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), que foi internado ontem (24) no Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista.

Segundo a assessoria de imprensa de Maluf, ele foi internado por causa de uma “pneumonia leve” e, por sua idade, os médicos acharam melhor mantê-lo no hospital, que hospital não confirmou o estado de saúde do paciente.

Condenado por lavagem de dinheiro no fim de março do ano passado, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli concedeu a Maluf o direito a prisão domiciliar, por entender que exames protocolados pelos advogados de defesa mostraram que o ex-deputado e ex-governador de São Paulo passava por graves problemas de saúde e não poderia continuar na prisão.

A decisão liminar foi analisada pelo plenário do STF e, em 19 de abril, os ministros confirmaram liminar proferida por Toffoli, mantendo a prisão domiciliar.