Grande ABC também antecipa feriados para conter covid-19

(Arquivo/Pref. de Diadema)

Assim como a capital, cidades da região do Grande ABC Paulista também terão feriados municipais antecipados na próxima semana, para conter a aceleração da transmissão de covid-19. A decisão foi tomada em assembleia extraordinária do consórcio intermunicipal que reúne prefeitos de Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. Não haverá dia útil de 27 de março a 4 de abril. 

A decisão acompanha a ação da prefeitura de São Paulo que, para tentar impedir o iminente colapso do sistema de saúde, anunciou no dia 18 a antecipação de cinco feriados, suspendendo atividades não essenciais de 26 de março a 2 de abril. Na região do ABC, os feriados foram antecipados entre os dias 29 de março e 1º de abril, emendando com o feriado nacional da Paixão de Cristo (2) e o fim de semana.

Mesmo setores considerados essenciais deverão encerrar às 17h, com exceção dos serviços de saúde, como hospitais públicos e privados, urgência e emergência, farmácias, laboratórios e hospitais veterinários. Apenas funcionários de serviços essenciais poderão circular no transporte público. A comercialização de bebida alcoólica estará proibida nesse período.

Os prefeitos comunicaram a medida por meio de ofício ao secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, para que os equipamentos geridos pelo governo estadual adotem as mesmas medidas de contenção da pandemia.

Números

São Paulo tem 67.558 mortes por covid-19 confirmadas, com mais de 2,3 milhões de casos, de acordo com o Ministério da Saúde. O estado viu o número de casos e óbitos saltarem, chegando a 3.449 mortes na última semana epidemiológica, iniciada em 14 de março, conforme levantamento do Conselho Nacional de Secretário de Saúde (Conass), o pior cenário desde o início da pandemia.

Por Camila Maciel – Repórter da Agência Brasil 

Quarentena é prorrogada até fevereiro

O governo paulista prorrogou hoje (31) a quarentena no estado de São Paulo até o próximo dia 7 de fevereiro. Segundo decreto publicado hoje no Diário Oficial do Estado, a prorrogação ocorre em razão da “necessidade de conter a disseminação da covid-19 e garantir o adequado funcionamento dos serviços de saúde”.

Na prática, a prorrogação da quarentena permite que continue em funcionamento a classificação – em Fase Vermelha, Laranja, Amarela, Verde e Azul – das regiões do estado de São Paulo. A partir de amanhã (1º), até o dia 3, todas as regiões do estado estarão na Fase Vermelha de combate à pandemia do novo coronavírus.

Na Fase Vermelha, o atendimento presencial fica proibido em shoppings, lojas, concessionárias, escritórios, bares, restaurantes, academias, salões de beleza e estabelecimentos de eventos culturais. Farmácias, mercados, padarias, postos de combustíveis, lavanderias e serviços de hotelaria estão liberados.

O decreto de hoje também prorrogou, até 7 de fevereiro, a suspensão de atividades não essenciais da administração pública estadual.

Por Bruno Bocchini, da Agência Brasil

Isolamento afastou do trabalho 1 em cada 10 brasileiros ocupados

Conceito de trabalho e moradia mudarão após pandemia, dizem especialistas

A população ocupada do Brasil que estava afastada do trabalho por causa do distanciamento social causado pela pandemia da covid-19, somou cerca de 8,3 milhões de pessoas, que representam 10,1%, referente à semana de 28 de junho a 4 de julho. Os números significam queda em relação à semana anterior, quando o índice estava em 12,5% (10,3 milhões) e ao período entre 3 e 9 de maio com 19,8% (16,6 milhões). Os dados fazem parte da PNAD COVID19 semanal, divulgada hoje (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A população ocupada do país na semana de 28 de junho a 4 de julho, que é classificada pelo IBGE, como semana 1 de julho; foi estimada em 81,8 milhões, uma estabilidade em relação à semana anterior, que tinha 82,5 milhões de pessoas, mas queda em relação à semana de 3 a 9 de maio, quando eram 83,9 milhões de pessoas.

A pesquisa mostrou que a população ocupada e não afastada do trabalho foi estimada em 71,0 milhões de pessoas. Esse número significa aumento tanto em relação à semana anterior (69,2 milhões), quanto à semana de 3 a 9 de maio (63,9 milhões). A PNAD COVID19 semanal indicou que entre essas pessoas, 8,9 milhões (ou 12,5%) trabalhavam remotamente, representando estabilidade em comparação à semana anterior (8,6 milhões ou 12,4%) e em relação à semana de 3 a 9 de maio (8,6 milhões ou 13,4%).

Com 48,1%, o nível de ocupação o índice ficou estável frente a semana anterior (48,5%), mas em queda se comparado à semana de 3 a 9 de maio (49,4%). Outra estabilidade foi notada na taxa de informalidade aproximada que marcou 34,2%, e na semana anterior era 34,5%. Houve recuo frente a semana de 3 a 9 de maio, quando atingiu 35,7%.

População desocupada

A população desocupada foi estimada em 11,5 milhões de pessoas, o que é um recuo na comparação com a a semana anterior (12,4 milhões), mas aumentou em relação à semana de 3 a 9 de maio (9,8 milhões). Como resultado, a taxa de desocupação ficou em 12,3% no período de 28 de junho e 4 de julho e estável em relação à semana anterior (13,1%), mas de alta frente a primeira semana de maio (10,5%).

Houve queda na taxa de participação na força de trabalho que atingiu 54,9% entre 28 de junho e 4 de julho, enquanto na semana anterior era 55,8%. No entanto, na comparação com a primeira semana de maio (55,2%) representou estabilidade.

A população fora da força de trabalho, que não estava trabalhando nem procurava trabalho, mostrou aumento na comparação com a semana anterior. No período havia 76,8 milhões de pessoas, mas no período que antecedeu eram 75,1 milhões. Já em relação à semana de 3 a 9 de maio ficou estável com 76,2 milhões. A pesquisa mostra que nessa população, cerca de 28,7 milhões de pessoas ou 37,4% da população fora da força de trabalho disseram que gostariam de trabalhar. Esse resultado representa aumento frente a semana anterior (26,9 milhões ou 35,9%) e, também se comparado à semana de 3 a 9 de maio (27,1 milhões ou 35,5%).

As pessoas fora da força que gostariam de trabalhar e não procuraram trabalho chegaram a cerca de 19,4 milhões e os motivos para isso foram a pandemia ou porque não encontraram uma ocupação na localidade em que moravam. Essas pessoas correspondiam a 67,4% das pessoas não ocupadas que não buscaram por trabalho e gostariam de trabalhar. O percentual mostra aumento em relação à semana anterior (17,8 milhões ou 66,2%), mas estabilidade em comparação com a semana de 3 a 9 de maio (19,1 milhões ou 70,7%).

Para a coordenadora da pesquisa, Maria Lúcia Vieira, os resultados da semana 1 de julho mostra o comportamento no mercado de trabalho um pouco diferente do que se observou na última semana de junho. “Agora nesse momento a gente vê uma redução da população ocupada que não é significativa, mas tem uma variação negativa. Essa redução da população ocupada vem acompanhada da redução de pessoas afastadas em 2,5 milhões, aumentando aí, a população não afastada. Então, a gente tem uma boa parcela de pessoas que estavam afastadas retornando ao trabalho, mas em uma pequena parcela, em torno de um terço dessa população que poderia estar sendo desligada do trabalho”.

A pesquisadora destacou a queda na população desocupada em relação a semana anterior. “Essa queda está mais associada à saída dessas pessoas da força de trabalho, ou seja, elas não procuraram trabalho naquela semana, do que pela redução da P.O. [população ocupada]. Se fosse pela redução da P.O., a população desocupada teria aumentado, então, essa redução da população desocupada indica que algumas pessoas que estavam procurando trabalho na semana 1 de julho, que é a semana de 28 de junho a 4 de julho, não procuraram trabalho por algum motivo”, observou.

Saúde

A PNAD COVID19 estimou que 3,1 milhões de pessoas com sintomas de síndrome gripal procuraram estabelecimento de saúde na semana de 28 de junho a 4 de julho. O contingente representa 21,2% daqueles que apresentaram algum sintoma e procuraram estabelecimento de saúde em busca de atendimento como postos de saúde, equipe de saúde da família, UPA, Pronto Socorro ou Hospital do SUS ou, ainda, ambulatório /consultório, pronto socorro ou hospital privado. Mostrou estabilidade em relação à semana anterior (3,1 milhões ou 20,0%), mas um recuo em valores absolutos se comparado à semana de 3 a 9 de maio (3,7 milhões ou 13,7%).

Os que tiveram sintomas de síndrome gripal e procuraram atendimento em ambulatório ou consultório privado ou ligado às forças armadas somaram 311 mil pessoas (10,1%), entre 28 de junho e 4 de julho. Segundo o IBGE, a proporção representa estabilidade tanto na comparação com a semana anterior (322 mil ou 10,4%), quanto em relação à primeira semana de maio (320 mil ou 8,7%).

Já os que procuraram atendimento em hospital, público, particular ou ligado às forças armadas na semana entre 28 de junho e 4 de julho, chegaram a cerca de 933 mil pessoas. É estatisticamente estável na comparação com a semana anterior (982 mil) e também frente a semana de 3 a 9 de maio (1,1 milhão). Entre os que procuraram atendimento, foram internados 136 mil (14,6%). O percentual ficou estável tanto em relação à semana anterior (119 mil ou 12,2%), quanto ao período de 3 a 9 de maio (97 mil ou 9,1%).

Sintomas

O trabalho apontou, ainda, que 14,3 milhões de pessoas ou 6,8% da população do país, apresentavam pelo menos um dos 12 sintomas associados à síndrome gripal investigados pela pesquisa, que são febre, tosse, dor de garganta, dificuldade para respirar, dor de cabeça, dor no peito, náusea, nariz entupido ou escorrendo, fadiga, dor nos olhos, perda de olfato ou paladar e dor muscular. Isso significa queda frente a semana anterior (15,4 milhões ou 7,3% da população) e em relação à de 3 a 9 de maio (26,8 milhões ou 12,7%). “Os sintomas que apresentaram queda foram tosse, dificuldade de respirar e dor de cabeça”, informou a coordenadora.

Maria Lúcia Vieira acrescentou que entre os 3,1 milhões de pessoas, que ainda procuraram estabelecimento de saúde na primeira semana de julho, a maior parte deles, cerca de 83%, procurou por estabelecimento público. “O percentual de pessoas que procura atendimento embora tenha ficado estável nessa última semana, mostra uma tendência de aumento desde a primeira semana de maio até agora, aumentos gradativos, nessa primeira semana de julho ficou em 21.2 %, sendo que na semana 4 de junho tinha sido 20% e na semana 1 de maio era de 13,7%”, completou.

Por Cristina Indio – Repórter da Agência Brasil 

106 setores já entregaram protocolo de reabertura

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, recebeu desde segunda-feira, 1 de junho, 106 propostas de protocolos sanitários de reabertura de entidades setoriais.

Todos os setores que constam na fase 2 do Plano São Paulo, do Governo do Estado, já enviaram propostas. Entre os documentos recebidos 59 são da fase 2 e outras 47 sugestões são de entidades enquadradas nas demais fases.

As propostas das entidades setoriais deverão ser apresentadas para a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho pelo site.

Encontrando-se formalmente adequada a proposta, a Secretaria apresentará sua manifestação e a encaminhará para análise da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (COVISA), que analisará o protocolo sanitário, nos seus aspectos técnicos, e apresentará sua manifestação favorável, favorável com alterações ou desfavorável e encaminhará o processo para a Casa Civil do Gabinete do Prefeito.

Caso tudo seja aprovado, haverá a celebração de um termo de compromisso com as entidades do setor analisado e os estabelecimentos relativos ao respectivo setor poderão retomar o atendimento presencial ao público, devendo cumprir com todas as exigências nele fixadas.

A quarentena está prorrogada pelo decreto nº 59.473, até 15 de junho.

*com informações da Prefeitura de SP

Prefeitura de SP recebe protocolos setoriais para reabertura do comércio

Documentos precisam ser validados pela Vigilância Sanitária municipal (Rovena Rosa/Agência Brasil)

A prefeitura de São Paulo começa hoje (1º) a receber protocolos enviados por associações para verificar a possibilidade de reabertura de estabelecimentos comerciais dos setores de imobiliárias, concessionárias, escritórios, comércio e shoppings centers. Os protocolos para garantir a saúde de trabalhadores e clientes precisam ser validados pela Vigilância Sanitária municipal.

“Nada na cidade reabre a partir de hoje (1°). Nesta data, passamos a receber os protocolos setoriais considerados mínimos, já acertados com o governo do estado de São Paulo. Esses protocolos envolvem temas como a questão do distanciamento, da higiene, a orientação necessária para os clientes, horários alternativos de funcionamento, possibilidade de agendamento, além de questões de fiscalização e autotutela que as associações vão fazer sobre os seus associados”, disse o prefeito Bruno Covas na última semana. Ele já havia anunciado as exigências para que os setores da economia possam voltar a funcionar, com a flexibilização da quarentena em todo o estado.

Também na semana passada, o governador de São Paulo, João Doria, anunciou o plano de flexibilização da quarentena. As cidades podem reabrir gradualmente o comércio e outras atividades, reduzindo o isolamento social, seguindo uma classificação estabelecida pelo governo.

São cinco níveis, que vão desde o isolamento completo até o fim das restrições, de acordo com critérios que avaliam o estágio de transmissão do novo coronavírus no município até a disponibilidade de leitos em hospital. A capital paulista foi classificada na fase 2, podendo, assim, retomar parte das atividades econômicas.

Apenas entidades setoriais serão responsáveis pelo envio dos protocolos à prefeitura da capital paulista. Os setores aptos à reabertura deverão apresentar um planejamento, que inclui itens como a testagem dos funcionários, normas de higiene e regras de autorregulação para fiscalização. O prefeito também chamou a atenção para que as empresas tomem medidas para evitar punir as trabalhadoras que precisam cuidar dos filhos, uma vez que as creches e escolas continuarão fechadas.

“Não poderemos ampliar a desigualdade na cidade, já que as creches e escolas ainda não voltam a funcionar. A funcionária mulher não deve ser penalizada. É sempre sobre a mulher que recai a obrigação de cuidar dos filhos. Não podemos ter demissões das funcionárias mulheres. Vamos ver de que forma os setores vão assumir esse compromisso com a cidade de São Paulo”, disse Covas.

O prefeito pediu ainda que a população continue a respeitar o isolamento social e use máscaras. Ele ressaltou que, caso a situação da cidade piore, pode haver regressão no plano de retomada. Bruno Covas explicou que, se os índices piorarem, a cidade volta a ser classificado como município em região vermelha no estado de São Paulo e todos os setores aptos à reabertura voltam a fechar.

Isolamento na Capital é prorrogado até 15 de junho

(Gov. do Estado de SP)

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, reforçou hoje (30) que a quarentena contra disseminação do novo coronavírus continuará normalmente na capital paulista. De acordo com Covas, não haverá nenhum tipo de mudança na autorização de funcionamento dos setores que atualmente estão proibidos de abrir à população.

Segundo decreto publicado hoje no Diário Oficial do Município, o atendimento ao público em todos os estabelecimentos de atividades consideradas não essenciais continua vedado na cidade de São Paulo até o próximo dia 15 de junho.

“Nada reabre na cidade de São Paulo a partir de 1º de junho. Já pedi tanto para a Vigilância Sanitária quanto para os fiscais das subprefeituras estarem atentos no 1º de junho porque nada reabre. Vai que tem algum desavisado que resolve reabrir no segunda-feira, ele precisa ser alertado que nada reabre a partir de segunda”, disse, em entrevista, após visitar as obras, retomadas hoje, da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Parelheiros, na zona sul da cidade.

De acordo com o prefeito, a partir de segunda-feira o município começará a receber propostas para a reabertura dos setores representativos das atividades imobiliárias, concessionárias de veículos, comércios, escritórios e shopping centers. Esses setores deverão apresentar um planejamento, que inclui itens como a testagem dos funcionários, normas de higiene e regras de autorregulação para fiscalização. O detalhamento das exigências foram publicadas hoje no Diário Oficial do Município.

Uma vez apresentado o planejamento pelo setor à prefeitura, a proposta será avaliada pelas Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho e Secretaria da Saúde, depois terá de ser referendada pela Vigilância Sanitária. “Somente depois de assinado o acordo com a entidade representativa do setor é que o setor vai estar permitido a reabrir aqui na cidade de São Paulo”, destacou o prefeito.

Por Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil 

Revogada portaria com punições a quem descumpria quarentena

Os ministérios da Justiça e Segurança Pública e da Saúde revogaram, nesta quinta-feira (28), a Portaria Interministerial nº 5, de março, assinada pelos ex-ministros Sergio Moro e Henrique Mandeta, com orientações sobre a obrigatoriedade das medidas de enfrentamento ao novo coronavírus (covid-19) e dava competência à União para editar regras gerais sobre saúde pública. A revogação foi oficializada com a publicação da Portaria Interministerial  nº 9, assinada pelos ministros da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, e interino da Saúde, Eduardo Pazuello, e publicada no Diário Oficial da União de hoje.

A medida leva em conta a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que reconheceu a autonomia de estados e municípios para tomar decisões relativas ao enfrentamento da covid-19, mesmo em contrariedade a regras estabelecidas pela União. 

Segundo o Ministério da Justiça, mesmo que, em razão da decisão proferida, não seja possível aos órgãos federais definir quais medidas de combate à pandemia devem ser adotadas uniformemente no território nacional, “há limites que não devem ser ultrapassados, já que previstos em tratados internacionais e em lei de caráter nacional (Lei nº 13.979/2020)”.

Na nova portaria, as duas pastas reafirmam que “deve ser assegurado às pessoas afetadas em razão da aplicação de medidas de enfrentamento ao coronavírus o pleno direito à dignidade, aos direitos humanos e às liberdades fundamentais”.

Capital ja fechou quase 400 estabelecimentos na quarentena

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria das Subprefeituras, já interditou 398 estabelecimentos não essenciais por não acatarem a decisão de fechamento durante a quarentena estabelecida no município. Os mesmos serão desinterditados após o cumprimento do decreto, caso não tenham sua licença de funcionamento cassada.

As regiões dos estabelecimentos interditados são: 

Aricanduva, 34;

Campo Limpo, 1; 

Casa Verde, 6; 

Cidade Ademar, 13;  

Ermelino Matarazzo, 2; 

Freguesia do Ó, 27; 

Guaianases, 19; 

Ipiranga, 2; 

Itaim Paulista, 2; 

Itaquera, 10; 

Jaçanã, 3; 

Lapa, 21; 

M’Boi Mirim, 8; 

Mooca, 28; 

Parelheiros, 1; 

Penha, 3; 

Perus, 7; 

Pirituba/Jaraguá, 6; 

Santana/Tucuruvi, 2; 

Santo Amaro, 25; 

São Mateus, 2; 

São Miguel Paulista, 9; 

Sapopemba, 13; 

Sé, 137;

Vila Prudente, 17.

A fiscalização acontece diariamente nas 32 subprefeituras, cobrindo todas as regiões da cidade. Os locais que descumprem o exposto no decreto estão sujeitos à interdição imediata de suas atividades e, em caso de resistência, cassação do alvará de funcionamento ou TPU / Autorização Temporária. O objetivo não é multar, mas, sim, evitar aglomerações para reduzir o risco de transmissão do coronavírus para proteger a população, conforme as orientações do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS).

*com informações da Prefeitura de SP

São Paulo ampliará quarentena e deve restringir circulação de veículos

A Prefeitura de São Paulo deve não apenas prorrogar o período de fechamento do comércio não essencial da cidade como ainda bloquear a circulação de carros nos próximos dias, caso a pressão por vagas em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTIs) continue nos níveis atuais e o percentual de adesão ao isolamento social se mantenha abaixo dos 50%. As informações foram dadas pelo secretário municipal de Saúde da capital, Edson Aparecido, à TV Globo e confirmadas ao Estado pela Prefeitura. Os detalhes devem ser anunciados na semana que vem.

Novas medidas terão de ser tomadas se cidade mantiver baixo nível de isolamento e escassez de vagas em UTIs(Divulgação)

“Já há uma decisão tomada. Não temos como relaxar as medidas de isolamento a partir do dia 10 de maio. Na capital, é absolutamente impossível fazermos isso”, disse Aparecido. “Ao contrário, estamos iniciando as discussões na Prefeitura para que a gente possa fortalecer algumas dessas medidas para que a gente consiga fazer com o que o isolamento na cidade possa crescer (acima) desse patamar de 48%”.

Os bloqueios educativos que a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) feitos nos corredores viários deverão se tornar bloqueios de vias, segundo Aparecido. O que vem sendo feito até aqui são testes de como adotar essas medidas, inéditas. “Na semana que vem, as medidas apresentadas pelo prefeito Bruno Covas (PSDB) (deverão ser) de endurecimento e bloqueios nas principais vias.”

O bloqueio não deverá ser total, mas suficiente para criar congestionamentos de forma a desistimular a circulação de veículos. Os alvos das ações serão vias das periferias, onde o crescimento de casos é maior. “Para você ter ideia, a última região a registrar caso confirmado de coronavírus foi a zona leste. Hoje, é a região com mais número de mortes da cidade.”

Aparecido afirmou que, no início da quarentena, quando a taxa de isolamento estava acima dos 50%, havia uma média de 812 notificações de casos suspeitos por dia. Agora, com o isolamento menor, essa média supera as 3.400 notificações por dia. “Você tem ainda 6 milhões de pessoas circulando quase que normalmente pela cidade”, afirmou o secretário. “É um perigo gigantesco. Você não consegue preparar o sistema público de saúde, nem o sistema privado, para poder absorver a quantidade de pessoas que vão precisar de um leito de UTI.”

O secretário afirmou que o reflexo da atual baixa adesão aos pedidos de distanciamento ainda só terá desdobramentos dentro de dez a 15 dias, dado o período de incubação da doença. Assim, a taxa de ocupação dos leitos de UTI devem subir ainda mais. “A pressão virá mais forte ainda. Por isso (é importante) que a população acompanhe o noticiário, veja o que está acontecendo em outras regiões do País em que o sistema de saúde já não dá conta de atender as demandas da população.”

Na Grande São Paulo, a taxa de ocupação dos leitos de UTI está em 85%, de acordo com a Secretaria Estadual da Saúde. A quarentena determinada pela gestão Doria começou em 24 de março e vai até o dia 10 de maio. O Estado de São Paulo tem 2.247 mortes pelo novo coronavírus, sendo 1.439 mortes na capital.

Fonte: Terra

Cai índice que mede isolamento social em SP

O isolamento social no estado de São Paulo caiu novamente, atingindo 49% nesta quinta-feira (16). Entre segunda e quarta-feira, o isolamento chegou a alcançar 50%, mas houve dias em que chegou a atingir 59%.

Segundo o infectologista, David Uip, coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, a taxa de 49% acende um “farol amarelo” no governo paulista, pois aumenta a preocupação com o aumento da propagação do vírus no estado. A taxa considerada ideal de isolamento é de 70%.

O isolamento é medido pelo Sistema de Monitoramento Inteligente (Simi-SP), operado em parceria entre operadoras de telefonia móvel e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) da Universidade de São Paulo (USP). A taxa considerada ideal é acima de 70%.

Em algumas cidades do interior, o índice de isolamento foi maior que a média de 49% registrada no estado. Em São Sebastião, no litoral norte, a taxa de isolamento social alcançou 67%, a maior do estado. Seguiram-se os municípios de Ubatuba, Lorena, Cruzeiro, Ribeirão Pires, Itanhaém, Caraguatatuba, São Vicente, Mairiporã, Ibiúna, Caçapava, Cajamar, Itapecerica da Serra, Poá, Pindamonhangaba, Bebedouro, Itaquaquecetuba, Caieiras, Campo Limpo Paulista e Guarujá .

Quarentena

Temendo que a propagação do coronavírus no estado cresça ainda mais e provoque colapso no sistema de saúde, o governador de São Paulo, João Doria, decidiu prorrogar mais uma vez a prorrogação da quarentena no estado, que agora passa a vigorar até o dia 10 de maio.

A restrição de acesso a estabelecimentos comerciais e o veto à realização de eventos públicos ou privados com aglomerações no estado está em vigor desde o dia 24 de março. No período de quarentena, só estão autorizados a funcionar os serviços considerados essenciais como os de logística, segurança e alimentação.

“A atitude responsável do governo de São Paulo é pela prorrogação dessa quarentena para evitar o colapso no atendimento da saúde pública e, na sequência, da saúde privada no estado de São Paulo”, justificou o governador, em entrevista concedida hoje (17). “Por respeito à medicina, prorrogamos essa quarentena. Para reabrir o comércio e os serviços, precisamos controlar melhor a contaminação e ter o sistema público de saúde também em condições de atendimento para salvar vidas”, acrescentou.

A quarentena vale para os 645 municípios do estado. “Há a falsa impressão de que a doença se limita à Grande São Paulo”, disse o infectologista David Uip. “O vírus está entrando em todo o interior, felizmente com menor número de casos. E também na área do litoral de São Paulo.”

“O vírus é invisível. As pessoas têm a falsa impressão de que ele não acontece em sua cidade. Mas não é assim que funciona”, disse Uip.

Ele se mostrou surpreso eom o fato de as pessoas não conseguirem entender o que já aconteceu. “Vejam o que aconteceu na Itália. Olhem para o que está acontecendo nos Estados Unidos. Nós estamos tendo a oportunidade no Brasil de antecipar medidas, primeiro de contenção, com o isolamento social. E depois de preparação do sistema de saúde público e privado na assistência desses pacientes. Felizmente, o que está acontecendo [em São Paulo] é uma curva de ascensão menor, e isso é graças às medidas [de isolamento] que foram tomadas precocemente em São Paulo. E esperamos conseguir achatar ainda mais [a curva]”, acrescentou.

Pico

Sobre a previsão inicial de que o pico da pandemia em São Paulo seria em abril, David Uip esclareceu: “Falamos que o pico ia ser em abril. E agora falamos em maio. E isso é uma boa notícia, reflete que as medidas tomadas [de isolamento] foram efetivas. Desde o primeiro momento dissemos que o objetivo era achatar a curva e tentar evitar pico de ascensão muito grande.”

De acordo com o médico, se forem ampliadas as medidas de confinamento, os resultados melhoram. “[Isolamento de] 50% é um bom número, mas nosso objetivo é aumentar a cada dia, pois 49%, [acende o] farol amarelo.”

São Paulo é o epicentro das contaminações por coronavírus no Brasil, com 11.568 casos confirmados e 853 óbitos. Há ainda 1.125 internados em unidades de terapia intensiva (UTI) e 1.259 em enfermarias.

Testes

Segundo o secretário estadual de Saúde de São Paulo, José Henrique Germann, o estado conseguiu diminuir a fila de pessoas esperando por testes no estado. Na semana passada, a fila estava em 17 mil e hoje está em 9,5 mil.

“Nos últimos três dias, foram realizados 5,5 mil testes. Existem ainda outros 4,5 mil testes em processamento de laudos. O estoque que havia de 17 mil [na semana passada] exames está hoje em 9,4 mil exames. Nossa expectativa é que a realização de exames aumente a cada dia e que, na próxima semana, a gente possa estar zerado [com a fila de exames]”, concluiu Germann.

Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil