Shoppings da capital poderão funcionar das 12h às 20h

Com a publicação de portaria em Diário Oficial hoje (21), a prefeitura de São Paulo vai autorizar que os shoppings da capital possam funcionar das 12h às 20h, todos os dias. Isso será possível após autorização do governo estadual, que ampliou o horário de funcionamento de seis para oito horas diárias de estabelecimentos comerciais localizados em regiões que estejam na Fase 3-Amarela do Plano São Paulo, que direciona a retomada da atividade econômica depois de quarentena adotada para evitar disseminação do novo coronavírus.

Avenida Paulista, em São Paulo (Roberto Parizotti/Fotos Públicas)

Pela portaria municipal, ficará também estabelecido que o comércio de rua e as galerias comerciais vão funcionar das 10h às 18h, enquanto os shoppings populares terão funcionamento liberado das 5h às 13h. Já os bares e restaurantes podem fracionar as oito horas diárias, mas terão que fechar as portas às 22h.  

A portaria também faculta ao comércio de rua, às galerias comerciais e aos shoppings que queiram funcionar em horário diferenciado ao que foi estabelecido pela prefeitura para que coloquem uma placa na porta dizendo em quais horários eles vão funcionar.

Escritórios, concessionárias, imobiliárias, academias, salões de beleza e barbearias poderão também funcionar por oito horas por dia, de forma corrida ou fracionada, de forma livre, no horário que quiserem.

A capital paulista está na Fase 3 – Amarela do Plano São Paulo desde o dia 26 de junho. Nesta fase, bares, restaurantes, shoppings centers, comércio de rua, salões de beleza e barbearias podem reabrir, mas com limitação de 40% do público.

O Plano São Paulo, elaborado pelo governo paulista em virtude da pandemia do novo coronavírus, é dividido em cinco fases que vão do nível máximo de restrição de atividades não essenciais (vermelho) a etapas identificadas como controle (laranja), flexibilização (amarelo), abertura parcial (verde) e normal controlado (azul). O Plano São Paulo também é regionalizado, ou seja, o estado foi dividido em 17 regiões e cada uma delas é classificada em uma fase.

Parques

Segundo o prefeito da capital, Bruno Covas, os 70 parques municipais da cidade vão passar a funcionar, a partir da próxima semana, em horário normal. Eles vão continuar fechados aos finais de semana, mas poderão funcionar em seus horários normais, os que eram habituais antes da pandemia. O Ibirapuera, por exemplo, funcionará de segunda a sexta-feira, das 6h à meia-noite.

Chapada dos Veadeiros reabre para visitação

O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Alto Paraíso de Goiás, reabre para a visitação pública, nesta terça-feira (18). A medida está prevista em portaria do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), publicada no Diário Oficial da União dessa segunda-feira (17).

Alto Paraíso (GO) – Cachoeira conhecida como Cariocas, no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O parque estava fechado desde 22 de março de 2020, conforme portaria Portaria nº 227/2020, do ICMBio, diante da pandemia do novo coronavírus (covid-19). A reabertura será de forma gradual e monitorada, mediante cumprimento dos protocolos de segurança sanitária.

As atividades de visitação pública poderão ser realizadas desde que observadas as várias medidas de prevenção, entre elas, o uso obrigatório de máscara de proteção facial; a disponibilização de álcool em gel 70% ou produto de higienização para as mãos; e fazer com frequência a limpeza e desinfecção dos ambientes, como: pisos, corrimãos, lixeiras, balcões, maçanetas, tomadas, torneiras e banheiros.

O documento diz ainda que, enquanto perdurarem as medidas restritivas em função da covid-19, será permitida, além dos funcionários da concessionária, a permanência de até 22 pessoas no Centro de Visitantes pelo período máximo de 15 minutos. A lotação dos veículos deverá ser reduzida em 50%  de sua capacidade de público.

Criado em 1961, o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros está localizado no nordeste do estado de Goiás, entre os municípios de Alto Paraíso de Goiás, Cavalcante, Teresina de Goiás, Nova Roma e São João d’Aliança.

Segundo o ICMBio, o parque protege uma área de 240.611 hectares de cerrado de altitude, abriga espécies e formações vegetais únicas, centenas de nascentes e cursos d’água, rochas com mais de 1 bilhão de anos, além de paisagens de rara beleza, com feições que se alteram ao longo do ano.

A Chapada dos Veadeiros foi declarado Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO, em 2001.

Cristo Redentor passa por desinfecção antes da reabertura no sábado

O Cristo Redentor vai reabrir para o público neste sábado (15), depois de passar cinco meses fechado por causa da pandemia de covid-19. Hoje (13), o local passa por uma desinfecção para receber os visitantes.

(Riotur/Reprodução)

O trabalho começou às 7h, em uma parceria da Arquidiocese do Rio de Janeiro, do Parque Nacional da Tijuca e do Comando Conjunto Leste. Também serão desinfectados o Trem do Corcovado e o Centro de Visitação das Paineiras.

O reitor do Santuário Cristo Redentor, Padre Omar, destaca que o monumento é um dos locais mais procurados e visitados na cidade e símbolo do Brasil. “O Cristo Redentor, que sempre acolhe todos de maneira especial, merece o nosso melhor, o melhor de nossas instituições para o bem dos nossos visitantes”, diz ele.

A ação integra o trabalho que os militares da Marinha, do Exército e da Força Aérea Brasileira vêm fazendo de forma conjunta no combate, controle e prevenção à covid-19 desde o início da pandemia, em março. Já foram feitas mais de 400 desinfecções em locais públicos como: rodoviárias, aeroportos, estações de trens, metrôs e barcas, hospitais e unidades de saúde e asilos.

Por Akemi Nitahara – Repórter da Agência Brasil 

Bares do Centro vão testar mesas na calçada

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, disse hoje (5) que vai iniciar um projeto piloto na capital paulista para que bares e restaurantes possam colocar mesas nas calçadas. Os testes serão feitos nas ruas Major Sertório, Bento Freitas, José Paulo Mantovan Freire e General Jardim, localizadas na região da República, no centro da cidade. O decreto será publicado amanhã (6) no Diário Oficial do Estado.

Projeto piloto vai orientar ações futuras da Prefeitura da Capital
(Arquivo/Band/Reprodução)

As mesas que ficarem nas ruas poderão comportar, no máximo, quatro pessoas, e deverão estar identificadas com os nomes do restaurante responsável. Elas também deverão estar distantes uma da outra e respeitar a largura mínima de 1,20 metro de faixa livre para circulação de pedestres. Será proibido o atendimento de pessoas que estejam em pé. Os parklets, espaços públicos de convivência situados em local antes destinado ao estacionamento de veículos e em esquinas, poderão ser utilizados para o atendimento.  

O projeto será avaliado por quatro semanas após sua implementação. Caso dê certo, a ideia poderá ser levada para outras regiões da cidade. “Eles (comerciantes) estão sabendo do risco que eles correm de fazer um investimento e eventualmente, daqui a alguns dias, a Vigilância Sanitária entender que não deu certo e é preciso retroceder. Da mesma forma que se der certo nós vamos poder ampliar esse tipo e esse exemplo em toda cidade de São Paulo”, disse o prefeito, em coletiva à imprensa.

Segundo a administração municipal, o objetivo da proposta é fomentar as medidas de distanciamento social e criar alternativas para geração de renda a esses estabelecimentos.  A ideia é tentar contornar a limitação de público imposta pela quarentena a esses estabelecimentos. Como a capital está na Fase 3 – Amarela do Plano São Paulo, os bares e restaurantes podem abrir com limitação de 40% de sua capacidade. Estes estabelecimentos também têm limite de tempo de funcionamento, no máximo seis horas.

O projeto-piloto é inspirado na ocupação de espaços externos de outras capitais do mundo, tais como Paris e Nova York.

De acordo com Bruno Covas, não haverá investimento público no projeto.

Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil 

Restaurantes e bares poderão funcionar até 22h

Os restaurantes, bares e padarias poderão funcionar até 22h no Estado de São Paulo. A informação foi divulgada pelo governador João Doria, no começo da tarde de hoje (5). A nova regra vale a partir de amanhã.

Apesar da ampliação do horário, permanece o limite de seis horas diárias de funcionamento, de forma corrida ou em dois períodos. “Não será permitido, em hipótese alguma, serviço em pé. As pessoas não poderão ficar em pé em nenhum estabelecimento de consumo de alimentos no estado de São Paulo. Deverão estar sentadas, dentro da obediência dos critérios de distanciamento e do critério também do limite máximo de 40% do estabelecimento”, disse Doria.

Veja abaixo o anúncio feito pelo governador.

João Doria durante anúncio de abertura de estabelecimentos de alimentação até 22h (UOL/Reprodução)

Reabertura: Bares e restaurantes adotam novas medidas

Restaurante em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, em março, seguia medidas para distanciamento entre clientes (Arquivo/Luciano Lanes/Pref. de Porto Alegre)

Comerciantes de cidades do interior de São Paulo começam a adotar medidas de segurança para a reabertura de serviços não essenciais nesta segunda-feira (1º). As medidas seguem o que foi estabelecido no Pacto Regional assinado pela prefeitura de Marília, Jundiaí, Bauru e Sorocaba e outras 35 cidades da região e são compatíveis com o Plano São Paulo, conjunto de orientações do governo do estado para a retomada das atividades.

De acordo com as orientações, bares, restaurantes, lanchonetes, sorveterias, docerias e similares estão autorizados a fazerem o atendimento ao público com até 40% da capacidade, somente mesas ao ar livre ou com plena capacidade de ventilação natural. O horário de atendimento ao público está reduzido a seis horas seguidas e salões internos devem permanecer fechados.

Para o presidente executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel Nacional), Paulo Solmucci, a retomada deve considerar a realidade do município. “Esse movimento de retomada que está acontecendo em algumas cidades e regiões é uma etapa natural no enfrentamento ao coronavírus, que leva em consideração a realidade da pandemia naquele local e as medidas adotadas pelo governo. Mas, para isso, é fundamental que haja transparência e diálogo nesse processo de planejamento da reabertura do comércio e que o poder público embase as decisões em informações técnicas e não em critérios políticos. Esperamos que esse movimento nas cidades do interior de São Paulo seja bem-sucedido e possa inspirar a capital [São Paulo] a planejar de forma mais clara os próximos passos”.

Retomada segura

A Abrasel criou um site com orientações para o planejamento da retomada segura das atividades de bares e restaurantes pós crise. As orientações podem ser acessadas no site da entidade.

Com uma série de ferramentas capazes de conectar pessoas, conhecimentos e oportunidades em torno de áreas de interesse comum, a ideia é que os usuários possam se apoiar de forma prática, expansiva e gratuita.

“Todo mundo que trabalha no setor seja empresário, garçom, contador, consultores e até mesmo advogados podem fazer parte da Rede Abrasel, mesmo sem ser nosso associado”, explica o presidente do Conselho de Administração da Abrasel, Paulo Nonaka. “Esse ambiente foi pensado justamente para aproximar as pessoas, enriquecendo os diálogos e troca de informações para construirmos juntos soluções para um setor mais produtivo, ajudando até quem está em áreas mais afastadas ou conta com menos recursos”, reforça.

Negociação de aluguéis

A Abrasel em São Paulo também disponibilizou, de forma online e gratuita, uma cartilha sobre negociações de aluguéis para ajudar a gestão de empresários de bares e restaurantes em todo o Brasil.

O documento aborda a busca do reequilíbrio contratual, ações judiciais e fundamentos jurídicos, rescisão sem pagamento de multa e disponibilidade de imóveis comerciais após a crise.

Para o presidente da Seccional Abrasel em São Paulo, Percival Maricato, o empresário do setor de alimentação fora do lar deve estar ciente de todos seus direitos e deveres em relação ao imóvel. Ele conta que o gasto com aluguéis dos imóveis comerciais utilizados pelas empresas costuma passar dos 4% do custo total dos negócios. “Enquanto durar a crise do Coronavírus é imperativo que as empresas, que reduziram ou até deixaram de faturar, tentem diminuir esse custo, tanto como os demais, em todas as áreas de atividade; é uma questão de sobrevivência, é justo buscar reequilíbrio dos contratos”, diz.

Por Ludmilla Souza – Repórter da Agência Brasil