Incêndio destrói fábrica de embalagens no Sul do Brasil

Um incêndio de grandes proporções atingiu um barracão da Rafitec, empresa de embalagens, em Xaxim (SC). As chamas iniciaram por volta das 15h30 desta quinta-feira (2), criando uma enorme nuvem preta de fumaça.

Ainda não se sabe o que deu início ao fogo, mas o galpão em que o incêndio começou continha produtos químicos.

O prefeito de Xaxim, Chico Folle (MDB), prestou solidariedade à empresa que gera muitos empregos na cidade. Ele também disse que dará suporte às vítimas.

Até o momento, sete pessoas precisaram de atendimento e duas tiveram queimaduras leves.

Os bombeiros seguem trabalhando para controlar as chamas, que podem ser vistas às margens da BR-280.

Por Tv Cultura

Quadrilha invade Criciúma (SC) para assaltar agências bancárias

Os bandidos chegaram à cidade em comboio de muitos carros pouco depois da meia-noite e já entraram atirando. Assustados e acuados em suas residências, moradores registraram todos os passos dos criminosos.

O tiroteio durou mais de uma hora. Um PM e um segurança ficaram feridos no confronto. Eles foram levados para um hospital do município e as informações iniciais são de que o estado de saúde deles é estável.

Segundo a Polícia Militar, o alvo dos bandidos eram agências bancárias, mas lojas também foram invadidas. A quadrilha se espalhou por várias ruas, providenciando bloqueios e passando a exibir poderio de fogo, com disparos aleatórios simultâneos.

Algumas pessoas foram feitas reféns, aparentemente garis ou funcionários da coleta de lixo. Vídeos postados nas redes sociais mostram os trabalhadores acuados e enfileirados no asfalto.

Ao menos uma agência da Caixa Econômica Federal foi invadida pela quadrilha.

A PM informou que, em Tubarão, cidade vizinha, o grupo incendiou o túnel que dá acesso a Criciúma para tentar impedir que reforços chegassem até o local.

Na cidade alvo dos ladrões, um batalhão da polícia também foi atacado e ao menos um veículo foi incendiado. Homens do BOPE, O Batalhão de Operações Especiais, e do Batalhão de Choque da PM de Florianópolis vieram em apoio às equipes da cidade.

Em todas as ruas, criminosos fechavam cruzamentos e atiravam simultaneamente. Explosivos também foram usados e o barulho podia ser ouvido a quilômetros.

Assim que surgiram os primeiros relatos, o prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, postou um pronunciamento em vídeo na internet, alertando aos moradores a permanecer em casa.

Os reféns, apesar dos momentos de pânico nas mãos da quadrilha, foram libertados ilesos.

Na fuga, os bandidos espalharam dinheiro pelas ruas, para que populares recolhessem, retardando a ação dos policiais militares.

*Com informações do repórter Paulo Édson Fiore, da rádio Jovem Pan.
Veja esta e outras notícias no canal do Youtube do repórter Paulo Édson Fiore

Oktoberfest 2020 de Blumenau é cancelada

A Prefeitura de Blumenau anunciou nesta segunda-feira (27) o cancelamento da Oktoberfest 2020 e da festa de réveillon deste ano na cidade. De acordo com a prefeitura, a decisão foi tomada devido ao aumento dos casos de covid-19 na cidade e no país. Essa será a primeira vez, desde quando foi criada em 1984, que a festa não será realizada. 

A Oktoberfest Blumenau 2020 aconteceria de 7 a 25 de outubro. No fim do mês de maio, a prefeitura havia adiado para os dias 11 a 29 de novembro, com reavaliação da situação da pandemia até agosto. No entanto, a organização decidiu ainda em julho pelo cancelamento, ao considerar o aumento nos casos e mortes por covid-19 na cidade, no estado e em todo o país. 

Segundo a prefeitura de Blumenau, a Oktoberfest gera anualmente, direta e indiretamente, cerca de seis mil empregos. Cerca de 60 setores são beneficiados, impactando desde vendedores ambulantes, taxistas e motoristas de aplicativo, até hotéis, bares, restaurantes e comércio local, gerando uma injeção R$ 240 milhões na economia da cidade. No âmbito musical, são mais de 800 artistas que se apresentam durante a festa.

Covid-19

Segundo o último balanço divulgado pela prefeitura de Blumenau, a cidade tem 38 óbitos por covid-19. Até sábado (25), foram contabilizados 7.402 casos confirmados da doença. De acordo com governo de Santa Catarina, o estado tem 68.730 casos confirmados de covid-19, dos quais 57.424 já estão recuperados e 10.399 permanecem em acompanhamento. Os números foram divulgados na noite neste domingo (26).

O novo coronavírus já causou 907 mortes no estado desde o início da pandemia. Com isso, a taxa de letalidade registrada em Santa Catarina é de 1,32%.

Governo assina contrato de concessão da BR-101

O governo federal assinou hoje (6) o contrato de concessão da BR-101/SC – Palhoça-Divisa com Rio Grande do Sul, com a Concessionária Catarinense de Rodovias S.A (CCR). O trecho concedido tem 220,42 quilômetros (km) de extensão e foi arrematado pelo consórcio com  uma proposta de tarifa de pedágio de R$ 1,97012, com deságio de 62% em relação à tarifa máxima determinada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), de R$ 5,19. A duração do contrato é de 30 anos.

Trecho da BR-101 no Sul do Brasil (Arquivo/Min. da Infraestrutura)

Estão previstos investimentos de R$ 3,4 bilhões e custos operacionais de R$ 4 bilhões durante o período de vigência da concessão. 

Ao assinar o contrato, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, disse que o documento mostra que os investidores têm demonstrado muito interesse nos projetos de concessão do governo.

“Quem pensa que o interesse do investidor foi embora, está equivocado. Veremos licitações extremamente atrativas e competitivas”. Nossos ativos estão sendo estudados por operadores de infraestrutura do mundo inteiro. Teremos leilões bem sucedidos, muito investimento, melhoria na prestação de serviços, muitos empregos e é para isso que estamos estruturando as concessões”, afirmou.

O trecho concedido engloba os municípios catarinenses de Paulo Lopes, Garopaba, Imbituba, Laguna, Pescaria Brava, Capivari de Baixo, Tubarão, Treze de Maio, Jaguaruna, Sangão, Içara, Criciúma, Maracajá, Araranguá, Sombrio, Santa Rosa do Sul e São João do Sul. No total, o projeto prevê a implantação de quatro praças de pedágios.

O contrato prevê que em seis meses a concessionária oferte os serviços operacionais como socorro mecânico, atendimento médico de emergência, sistema de informações e comunicação ao usuário.

Antes do início da cobrança de pedágio, previsto para ocorrer após o primeiro ano, a concessionária deve executar obras para a adoção de padrões mínimos de segurança, como reparos no pavimento e acostamento, adequação da sinalização, recuperação dos elementos de segurança, recuperação emergencial de pontes, viadutos e drenagem, limpeza da faixa de domínio, cadastro de todos os elementos da rodovia, entre outros.

Até o fim do quinto ano estão previstas obras de melhorias em interseções, acessos, vias marginais e a construção de faixas adicionais em pontos críticos, com o objetivo de oferecer mais segurança e fluidez do tráfego.

A concessionária terá ainda que implantar 98 km de faixas adicionais, 70 km  de vias marginais, construir passarelas, rotatórias, dispositivos em desnível, adequar acessos, promover a canalização de fluxos de tráfego e outras medidas mitigadoras referentes à segurança da rodovia, principalmente no que diz respeito aos conflitos frontais nas entradas e saídas das vias marginais.

Pandemia

O ministro Tarcísio Gomes de Freitas disse ainda que a crise decorrente da pandemia não afastou o interesse dos investidores, em especial dos estrangeiros. Durante a cerimônia de assinatura do contrato de concessão da BR-101, Freitas destacou que os ativos brasileiros são objeto de estudo de operadores em todo o mundo, e que a atratividade será reforçada com a recuperação econômica que já acenada em junho.

“O que podemos esperar é a recuperação econômica, que já está acontecendo. Basta ver os dados da Receita de junho, que superaram os de junho do ano passado. O Brasil tem uma economia que pulsa”, disse.

De acordo com a Receita, a média diária de vendas com nota fiscal eletrônica (NFe) atingiu R$ 23,9 bilhões em junho, o maior patamar de 2020. O resultado é 15,6% maior que o mês de maio e 10,3% superior ao de junho de 2019.

Na comparação com o mês anterior, a queda de abril foi seguida de aumentos de 9,1% em maio e de 15,6% em junho. O movimento agregado da NFe capta, principalmente, as vendas entre empresas de médio e grande porte, bem como as vendas não presenciais de empresas para pessoas físicas.

Por Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil 

*colaborou Pedro Peduzzi

Bolsonaro sobrevoa áreas afetadas por ciclone no Sul

O presidente Jair Bolsonaro sobrevoou, hoje (4), áreas de Santa Catarina afetadas pelo ciclone bomba que atingiu a região Sul do Brasil na última terça-feira (30). Acompanhado pela vice-governadora Daniela Reinehr, por membros da equipe de governo e por parlamentares, o presidente usou um helicóptero da Força Aérea Brasileira (FAB) para verificar, do alto, os estragos na Grande Florianópolis, umas das regiões onde o fenômeno climática causou mortes e prejuízos econômicos.

Jair Bolsonaro antes de sobrevoar regiões afetadas em Santa Catarina (Isac Nóbrega/Planalto)

Após o sobrevoo de cerca de 40 minutos, Bolsonaro se reuniu rapidamente com as autoridades locais.“Viemos a Santa Catarina para termos contato direto com o que realmente aconteceu com esse ciclone, trazendo desconforto e mortes para alguns dos nossos irmãos aqui de Santa Catarina. E dizer a todos que o nosso governo, em especial através do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), que tem a frente aqui o Rogério Marinho, estamos a disposição, para no que for possível, minorar o sofrimento daqueles que foram atingidos. Obviamente nos solidarizamos aos familiares daqueles que perderam suas vidas”, disse o presidente durante encontro.

Em seguida, retornou a Brasília, onde tem compromissos agendados para o início da tarde. Nem ele, nem o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, falaram com os jornalistas que os aguardavam no Aeroporto de Florianópolis – onde a comitiva pousou e de onde regressou à capital federal.

O secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, Alexandre Lucas Alves, que chegou ao estado nesta sexta-feira (3) e que já tinha se reunido com representantes do governo catarinense para discutir a ajuda federal no auxílio às famílias afetadas e na reconstrução das estruturas danificadas, disse que o governo dará todo o apoio solicitado pelos municípios.

“A Defesa Civil trabalha com a demanda dos municípios. É preciso fazer um rápido levantamento de danos à infraestrutura pública, [calcular] quanto vai custar a reconstrução e passar para nós para podermos liberar os recursos necessários”, explicou Alves, afirmando que o governo de Santa Catarina está “conduzindo muito bem” a prestação de auxílio humanitário às famílias afetadas pelo ciclone.

“Para nós [governo federal] restará a missão de reconstrução da infraestrutura pública, que é a parte mais cara, e do restabelecimento dos serviços essenciais”, acrescentou o secretário nacional.

(Isac Nóbrega/Planalto)

A vice-governadora do estado, Daniela Reinehr, comentou que, além de priorizar a ajuda humanitária – “que é o mais urgente” – e a reconstrução dos danos à infraestrutura, o governo catarinense está bastante preocupado com os prejuízos causados à produção agrícola e à interrupção de serviços essenciais, como o fornecimento de energia elétrica.

“A Celesc [Centrais Elétricas de Santa Catarina] já está fazendo uma força-tarefa e esta é, talvez, uma das situações mais críticas que temos no estado. Pedimos às pessoas um pouco de calma, pois é um serviço delicado e não podemos colocar os funcionários em risco”, comentou Daniela, que está representando o governador Carlos Moisés, em isolamento desde o dia (1º), quando teve confirmado o diagnóstico de infecção pelo novo coronavírus.

Por videochamada, Moisés participou da rápida reunião que Bolsonaro, Daniela e técnicos federais e estaduais fizeram após o sobrevoo. Nas redes sociais, o governador escreveu que o apoio do governo federal é fundamental para o reerguimento de Santa Catarina.

Calamidade

Na quinta-feira (2), o governo estadual decretou calamidade pública devido aos estragos causados pelo ciclone bomba. Na ocasião, 152 cidades catarinenses já haviam reportado à Defesa Civil estadual danos causados pela passagem do ciclone extratropical, que atingiu também aos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, com menos força. Além de ao menos nove mortes, o fenômeno climático deixou outras nove pessoas feridas em Santa Catarina.

Por Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil 

‘Ciclone bomba’ provoca destruição e mortes

Chega a nove o número de mortes confirmadas no Sul do Brasil devido às consequências de um ciclone extratropical que atingiu a região na tarde desta terça-feira (30), causando fortes ventos, chuvas, granizo e muitos estragos.

Galpão destruído no município de Palmitos. (Defesa Civil de SC/via Agência Brasil)

As nove mortes confirmadas aconteceram em Santa Catarina, onde ao menos 49 cidades foram afetadas. Um possível décimo óbito está sob análise pericial no Rio Grande do Sul. Trata-se de um homem de 53 anos que morreu soterrado após ser atingido por um deslizamento de terra enquanto trabalhava em uma obra, em Nova Prata.

Segundo a Defesa Civil do Rio Grande do Sul, embora o acidente tenha ocorrido no meio da tarde, quando já chovia forte no estado, será preciso aguardar o resultado da perícia para saber o quanto as chuvas de ontem contribuíram para a instabilidade do solo, causando o deslizamento.

Em Santa Catarina, a Defesa Civil já confirmou nove mortes. Três óbitos foram registrados em Tijucas (3). Os demais em Chapecó; Santo Amaro da Imperatriz; Governador Celso Ramos; Ilhota; Itaiópolis e Rio dos Cedros. Em Brusque, uma pessoa está desaparecida.

Segundo o governo catarinense, mais de mil bombeiros estão atendendo ocorrências, especialmente relacionadas a quedas de árvores e de placas. Até esta manhã, a corporação já tinha atendido por volta de 1,6 mil chamados.

De acordo com as Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc), o rompimento de cabos e outros problemas interromperam o fornecimento de energia elétrica para 1,5 milhão de unidades consumidoras. Em muitas cidades, segundo o governo estadual, não há sinal de telefone ou internet.

Em seu perfil no Twitter, o governador de Santa Catarina, Carlos Moisés, prometeu, ontem a noite, que “o governo não medirá esforços para auxiliar os catarinenses neste momento de dificuldade”.

Também pela rede social, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, anunciou que a situação dos municípios gaúchos afetados pelo ciclone está sendo acompanhada pela Defesa Civil estadual.

“Todas as equipes estão mobilizadas para dar suporte [à população]. O Estado já distribuiu mais de 3 mil m² de lona e está atuando também no corte de árvores caídas e na desobstrução de vias”, comentou Leite, referindo-se ao material entregue a moradores de Iraí, onde ao menos 300 casas foram destelhadas ou sofreram outros danos.

Além de Iraí, as cidades gaúchas mais afetadas foram Cacique Doble, Barracão, Vacaria e Capão Bonito do Sul. De acordo com a Defesa Civil do Rio Grande do Sul, 1.119 pessoas e 921 residências foram atingidas pela chuva e pelos fortes ventos em todo o estado. Só em Vacaria, o vendaval desalojou 520 pessoas e danificou 130 casas.

Em Capão Bonito do Sul, até esta manhã, a relação de pessoas desalojadas já tinha 400 nomes. Em Barracão, até o hospital municipal foi atingido, ficando parcialmente destelhado.

No Paraná, o fenômeno climático afetou a 3.127 pessoas em 30 cidades, danificando a 666 casas e forçando ao menos 81 pessoas a deixarem temporariamente seus lares. O fornecimento de energia elétrica para cerca de 1,2 milhão de residências e estabelecimentos comerciais chegou a ser interrompido segundo a Companhia Paranaense de Energia (Copel). Só na região leste do estado, 2.562 unidades consumidoras continuavam sem energia até esta manhã.

“Os efeitos que sofremos são apenas o resquício do ciclone que afetou principalmente Santa Catarina”, disse à Agência Brasil a sargento Caroline Pompeu, da Defesa Civil paranaense. Segundo o órgão estadual, embora as fortes chuvas decorrentes do ciclone extratropical comecem a afastar, os ventos podem atingir entre 50 e 70 km/h entre o sul e parte do leste do estado.

Por Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil

Estados descartam suspeita de Coronavírus

Após o Ministério da Saúde informar, hoje (23), que não há casos suspeitos de coronavírus no Brasil, secretarias de saúde de quatro estados e do Distrito Federal confirmaram ter descartado casos que chegaram a reportar à rede Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS).

Em nota, a secretaria estadual de Saúde de Minas Gerais explicou que, após receber orientações do ministério, e com base nos critérios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para definir os casos suspeitos da nova doença, concluiu que o caso da mulher de 35 anos que, no último dia 18, desembarcou em Belo Horizonte com sintomas compatíveis com uma “doença respiratória viral aguda”, não se trata de um caso da nova doença.

De acordo com a secretaria mineira, a mulher – cujo nome não foi divulgado – desembarcou na capital mineira após retornar de uma viagem a Xangai, na China. “A notificação [a Rede Cievs] se deu porque a paciente esteve em um evento internacional na China, teve contato com pessoas de diversos locais do mundo, com vários dias de duração, e apresentava sintomas respiratórios”, acrescentou a secretaria em nota enviada em resposta às questões da Agência Brasil.

De acordo com a secretaria, a notificação de suspeita foi feita porque só hoje (23) os técnicos da área tiveram acesso às orientações oficiais do Ministério da Saúde, com os critérios de definição de casos suspeitos para o novo Coronavírus.

“Quando a paciente procurou atendimento [no dia 18], a secretaria ainda não dispunha do protocolo do Ministério da Saúde, com orientações sobre esses casos. Ela foi conduzida rapidamente para o Hospital Eduardo de Menezes e, por medida de precaução, para evitar a disseminação de uma possível nova doença, ainda desconhecida, foi decidido pelo isolamento da paciente, para observação cuidadosa em ambiente hospitalar”, acrescentou a pasta.

A paciente continua internada no Hospital Eduardo de Menezes, onde foi submetida a exames laboratoriais de rotina, capazes de detectar a presença dos vírus influenza, comuns em diversos tipos de infecções respiratórias, e de outros vírus. Antes de receber a nova orientação do Ministério da Saúde, contudo, a secretaria já tinha enviado uma amostra dos testes da paciente para ser analisada no laboratório da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. A secretaria de Saúde de Minas Gerais afirma que ainda vai avaliar, junto com o Ministério da Saúde e com a fundação, se deve ou não realizar o exame para o novo coronavírus.

“A partir do protocolo veiculado hoje, o estado de Minas Gerais adotará as recomendações do Ministério da Saúde”, garantiu a secretaria antes de informar que o estado clínico da mulher é considerado estável e a expectativa é que ela tenha alta médica em breve.

Distrito Federal

Consultada pela reportagem, a secretaria de Saúde do Distrito Federal confirmou que reportou um caso suspeito no dia 18 de janeiro. O paciente era um homem, 55 anos, morador do Distrito Federal, que, junto com parentes, viajou por alguns países da Europa e da Ásia entre o fim de dezembro de 2019 e 17 de janeiro de 2020. De volta ao Brasil, ele apresentou sintomas “sugestivos de síndrome respiratória aguda grave”, com fortes dores de cabeça, mal-estar geral, dores pelo corpo e febre com calafrios.

O paciente, no entanto, não esteve na cidade chinesa de Wuhan, onde surgiram os primeiros casos da doença que já contaminou centenas de moradores do município e se espalhou para ao menos outros oito países (Arábia Saudita, Cingapura, Coreia do Sul, Estados Unidos, Japão, Tailândia, Taiwan e Vietnã). Para a OMS – e, consequentemente, para o Ministério da Saúde brasileiro – a passagem por Wuhan é um dos principais critérios para se suspeitar de alguém que apresente os sintomas que podem indicar uma série de outras complicações de saúde mais brandas.

“Imediatamente, técnicos da equipe da Gerência de Epidemiologia de Campo (DIVEP/SVS), se deslocaram ao hospital [onde o paciente esteve internado] para proceder a investigação do caso”, relata a secretaria estadual. “Com os dados obtidos na investigação, foi descartada a hipótese de doença respiratória causada por agente novo coronavírus (apelidado até o momento de 2019-nCoV). [Mesmo assim] foram coletados materiais para exames complementares a serem realizados no Laboratório Central do Distrito Federal”.

Rio Grande do Sul

Em nota divulgada hoje (23), a secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul confirma não ter registro de nenhuma situação relacionada ao novo coronavírus em investigação. A pasta explica que, nesta quarta-feira (22), chegou a notificar ao Ministério da Saúde um possível caso, mas já descartou tal hipótese.

“Tratava-se de uma pessoa que passou 18 dias trabalhando na China e que procurou atendimento médico com febre e tosse. Foram tomadas as medidas preconizadas para atendimento de caso suspeito e o resultado foi negativo, sendo que o paciente sequer está internado”, explica a secretaria gaúcha, que está orientando os profissionais das redes de saúde pública e privada sobre os critérios estabelecidos pela OMS e os procedimentos preconizados pelo Ministério da Saúde no Boletim Epidemiológico divulgado hoje.

Entre as principais orientações está a recomendação para que, em eventuais casos suspeitos, os pacientes utilizem máscara cirúrgica, e os profissionais que tiverem contato com ele todos os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados, além das medidas de precaução padrão. Os casos graves devem ser encaminhados para um hospital de referência, e os leves devem ser acompanhados pela atenção básica em saúde.

Santa Catarina

A secretaria de Saúde de Santa Catarina afirma que, na última terça-feira (21), servidores da Diretoria de Vigilância Epidemiológica chegaram a entrar em contato com funcionários do Ministério da Saúde a fim de relatar a suspeita de que um casal da cidade de Videira, a cerca de 400 quilômetro de Florianópolis, pudesse ter contraído o novo tipo de coronavírus.

“Os casos foram descartados por não se enquadrarem na definição da doença adotada pela Organização Mundial da Saúde (OMS)”, explicou a secretaria catarinense, alegando que a suspeita só foi levantada porque as duas pessoas, cujos nomes não foram divulgados, apresentaram sintomas gripais logo depois de voltarem de uma viagem à Tailândia. “Ambos tiveram sintomas leves, não precisaram internar e não receberam nenhum tratamento específico”.

Até o momento da publicação desta reportagem, apenas a secretaria de Saúde de São Paulo não havia respondido às perguntas enviadas pela Agência Brasil.

Além de divulgar novas orientações, o Ministério da Saúde instalou o Centro de Operações de Emergência (COE) – coronavírus. Formado por técnicos especializados em resposta às emergências de saúde pública de vários órgãos, o comitê tem a missão de preparar a rede pública de saúde para o atendimento de possíveis casos no Brasil.

Esta manhã, o secretário substituto de Vigilância em Saúde do ministério, Júlio Croda, garantiu que o Brasil está preparado para lidar com a doença. “Nossa rede laboratorial está preparada para realizar os testes e fazer os diagnósticos, mas, neste momento, não há porque submeter a exames [para detecção do coronavírus] todos os pacientes [com sinais] de síndromes gripais, que são avaliadas de acordo com outro protocolo, o de [detecção do vírus] influenza, que é o vírus mais comum”.

Croda destacou que, segundo a OMS, até o momento, só há registros da transmissão do vírus entre pessoas que moram ou tiveram contato frequente com pessoas infectadas, incluindo profissionais de saúde. “A OMS estabeleceu dois critérios [para atestar a presença do coronavírus]. Um clínico: a pessoa precisa ter febre e mais algum sintoma respiratório. E temos os critérios epidemiológicos, que são três: ter viajado para Wuhan, na China; ter tido contato com algum paciente suspeito de coronavírus ou com algum paciente com [a doença] já confirmada. São estas as situações em que uma pessoa pode ser enquadrada em um caso suspeito.”

Por Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil

Ministério da Saúde descarta Coronavírus em SP e mais 4 estados

O secretário substituto de Vigilância em Saúde, Júlio Croda, e o ministro interino da Saúde, João Gabbardo, durante entrevista coletiva para esclarecimentos técnicos sobre o coronavírus (Marcelo Camargo/Agência Brasil)


O Ministério da Saúde disse hoje (23) que já descartou a suspeita de casos de coronavírus em cinco unidades da federação. Segundo a pasta, as notificações à rede Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) feitas pelas secretarias de Saúde do Distrito Federal, Minas Gerais, Santa Catarina, São Paulo e Rio Grande do Sul não se enquadram nos critérios estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para diagnosticar a doença.

“Até o momento, não existe nenhum caso suspeito de coronavírus no Brasil”, afirmou o secretário substituto de Vigilância em Saúde, Júlio Croda, ao explicar a jornalistas que o ministério vem acompanhando a situação mundial desde 31 de dezembro, quando o primeiro caso de infecção pelo novo coronavírus (219-nCoV) foi oficialmente registrado na China. Segundo o secretário, o Brasil está preparado para lidar com uma eventual epidemia da doença.

Evitando comentar o resultado dos exames laboratoriais a que as pessoas foram submetidos nos cinco casos reportados como suspeitos, o secretário foi taxativo: “A Organização Mundial da Saúde estabeleceu dois critérios [para atestar a presença do coronavírus no organismo]. Um clínico: a pessoa precisa ter febre e mais algum sintoma respiratório. E temos os critérios epidemiológicos, que são três: ter viajado para Wuhan, na China; ter tido contato com algum paciente suspeito de coronavírus ou com algum paciente com [a doença] já confirmada. São estas as situações em que uma pessoa pode ser enquadrada em um caso suspeito.”

Para Croda, há um justificado “medo generalizado” diante da nova doença que, além da China, já se espalhou por oito países (Arábia Saudita, Cingapura, Coreia do Sul, Estados Unidos, Japão, Tailândia, Taiwan e Vietnã). Por isso, disse o secretário, para evitar alarmismo e gastos desnecessários, é importante que os gestores de saúde estaduais se informem sobre as características do coronavírus e a respeito dos critérios estabelecidos pela OMS.

“A recomendação para os gestores é: leiam o boletim epidemiológico [divulgado pelo Ministério da Saúde]. Serviços de vigilância epidemiológica, leiam o boletim! Enquadrem suas suspeitas na definição de caso aqui colocado, que é a mesma da OMS. No momento, esta é a principal recomendação para os gestores. Que sigam as recomendações do ministério”, declarou o secretário substituto, reconhecendo que a definição de casos de doenças é dinâmica e precisa ser revista a todo instante.

“Em muitos momentos, a vigilância epidemiológica estadual se antecipa e toma medidas preventivas necessárias e solicita os exames necessários. Não há nenhum problema em relação às [secretarias estaduais] reportarem um possível caso ao ministério. Trabalharemos juntos para esclarecer a situação”, comentou o secretário substituto, garantindo que, ontem mesmo, entrou em contato com a secretaria de Saúde de Minas Gerais para tratar do caso reportado como suspeito pela secretaria estadual. “É um caso que não se enquadra na atual definição da OMS.”

Croda ressaltou que as secretarias estaduais têm autonomia para submeter a exames os casos que julgarem suspeitos, mas o Ministério da Saúde, com base na atual orientação da OMS, não recomenda que isto seja feito por julgar uma ação pouco efetiva e dispendiosa. “Não vamos fazer exames para todas as síndromes gripais, que são avaliadas de acordo com o protocolo de influenza, que é o vírus mais comum. Nestes casos, não há por que submeter [o paciente] ao protocolo de coronavírus”, acrescentou Croda, sem revelar o resultado dos testes a que foram submetidos os pacientes dos cinco casos que estados relataram como suspeita de coronavírus. “Eles foram encaminhados para exames laboratoriais para testagem de influenza. O resultado ainda estão sendo processados. Este teste não vai detectar coronavírus, mas sim influenza”.

O secretário substituto de Vigilância em Saúde garantiu que o Brasil está preparado para lidar com uma eventual epidemia da doença. “Por enquanto, segundo a OMS, a transmissão do vírus está restrita entre familiares e profissionais de saúde. E o Brasil está preparado. Já ativamos nosso Centro de Operações em Emergência para organizar a rede com os estados e estabelecer critérios de definição de casos. E, principalmente, atualizar diariamente as informações que forem surgindo, como eventuais mudanças na definição de casos”, acrescentou Croda.

Características

Segundo o Ministério da Saúde, os coronavírus são uma grande família viral que causa infecções respiratórias em seres humanos e em animais. Os coronavírus humanos causam doença respiratória, de leve a moderada, no trato respiratório superior. Os vírus receberam esse nome devido às espículas na sua superfície, que lembram uma coroa.

Os primeiros coronavírus humanos foram inicialmente identificados em meados da década de 1960.

Por Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil

Serra Catarinense registra geada ao amanhecer

(Mycchel Legnaghi/São Joaquim Online/via Fotos Públicas)


A Serra Catarinense registrou novamente baixas temperaturas durante o amanhecer desta terça-feira (8) quando os termômetros ficaram próximos dos 3ºC.
E confirmando a Previsão do Climaterra, a Serra Catarinense teve novo registro de geada nas baixadas do Caminhos da Neve e no Vale do Postinho, no município de São Joaquim.

Já a menor temperatura foi registrada no município de Urupema que assinalou 3.2ºC.

Essa foi a primeira geada do mês de outubro e a de número 74 no ano de 2019 no topo da Serra Catarinense.

(Mycchel Legnaghi/São Joaquim Online/via Fotos Públicas)

São Paulo

A quarta-feira (09) segue com muita nebulosidade e condições para chuviscos, principalmente durante a madrugada e no período da noite. No decorrer do dia o sol pode até aparece rapidamente, entretanto as temperaturas não devem subir muito. Os termômetros variam entre mínimas de 15ºC e máximas que não devem superar os 22ºC.

Na quinta-feira (10) o sol aparece entre nuvens e favorece a gradativa elevação das temperaturas no decorrer do dia. As mínimas devem oscilar em torno dos 16°C, enquanto as máximas podem superar os 25°C. No final do dia a nebulosidade volta a aumentar, porém não há previsão de chuvas significativas.

*Com informações do CGE e de Fotos Públicas


Quadrilha que enviava droga para Europa é alvo de operação

Uma organização criminosa com atuação no tráfico internacional de drogas é alvo da Operação Alba Virus, deflagrada nesta terça-feira (27) Pela Polícia Federal (PF). O grupo criminoso utilizava o transporte marítimo para enviar principalmente cocaína para países da Europa. As investigações indicam que o grupo teria sido responsável pela remessa de mais de 6 toneladas da droga,

Segundo a PF, as investigações começaram após prisão em flagrante de um dos integrantes da organização, no dia 20 de fevereiro deste ano, no Guarujá, em São Paulo. Por meio dele, os policiais chegaram a outros membros, bem como a diversos bens e imóveis adquiridos com o dinheiro do tráfico. Foram identificados, ainda, diversos integrantes que atuam na aquisição e ocultação dos bens adquiridos com o proveito do crime.

Com a análise dos celulares apreendidos, os agentes encontraram diversos vídeos nos quais os investigados aparecem ocultando grandes quantidades de cocaína em meio a cargas lícitas, em contêineres que embarcaram em navios com destino à Europa.

Desde as primeiras horas da manhã, os policiais federais estão cumprindo 42 mandados de busca e apreensão e 18 de prisão temporária, expedidos pela 5ª Vara Federal de Santos. A Justiça decretou também o sequestro de mais R$ 23 milhões em imóveis. Os mandados estão sendo cumpridos nos em endereços nos estados de São Paulo, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e da Bahia.

De acordo com a PF, o nome da operação, Alba Virus, em latim, que significa vírus ou veneno branco, faz referência à cocaína, substância entorpecente objeto do tráfico internacional praticado pela organização criminosa.

Os investigados vão responder pelos crimes de organização criminosa, tráfico internacional de entorpecente e associação para o tráfico, sem prejuízo de eventuais outras implicações penais que possam surgir com o descortinar das investigações.