Operação combate fraude na compra de merenda escolar

Por Flávia Albuquerque

(Arquivo)


A Polícia Federal deflagrou hoje (26) uma operação para coletar dados que complementem as informações obtidas em colaboração premiada feita por dois investigados pela Polícia Federal e Ministério Público Federal, que foram alvo da primeira fase da mesma investigação, em maio de 2018.

A Operação Cadeia Alimentar 2 cumpre 57 mandados de busca e apreensão e 27 mandados de prisão temporária em 27 cidades do estado de São Paulo. 

A investigação apura irregularidades em procedimentos licitatórios e desvio de verbas relacionados à compra de merenda escolar em pelo menos 50 municípios do estado de São Paulo. Entre os alvos da operação estão empresários, lobistas, servidores e ex-servidores públicos, uma vereadora, ex-prefeitos, secretários e ex-secretários de governo.

Os mandados de buscas estão endereçados a residências, empresas, três prefeituras e uma Câmara dos Vereadores.

A operação abrange a capital paulista, as cidades de Americana, Atibaia, Campinas, Franca, Garça, Matão, Orlândia, Paulínia, Rio Claro, São Carlos, São Joaquim da Barra, São José do Rio Preto, São Roque, Sorocaba, Sumaré, Taquaritinga e Votorantim, no interior; Cotia, Itapevi, Jandira e Osasco, na região metropolitana de São Paulo; Guarujá, Cubatão, Praia Grande, Santos e São Vicente, na Baixada Santista.

Os investigados vão responder pelos crimes de organização criminosa, fraude a licitações, falsidade ideológica, corrupção ativa, prevaricação e corrupção passiva. As penas, somadas, podem chegar a 28 anos de prisão.

Estudo mostra subtipos do HIV e sua localização no país

Por  Camila Maciel, @agencia.brasil

Teste rápido do HIV (Arquivo/Agência Brasil)

Entender como atuam os subtipos do vírus da Aids, o HIV, entre os brasileiros é um dos objetivos de um estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e da Universidade do Minho (UMinho), em Portugal. A primeira etapa do projeto confirmou dados da literatura científica que apontam uma concentração do subtipo C na Região Sul do país, enquanto o tipo B é mais disseminado nas demais regiões do país.

O professor Bernardino Geraldo Alves Souto, do Departamento de Medicina (DMed) da UFSCar, que desenvolve a pesquisa no pós-doutorado, explica que a hipótese para essa distribuição geográfica é que o subtipo C tem afinidades por determinadas células do corpo humano que são diferentes daquelas observadas no subtipo B.

“Tem locais que, do ponto de visto sociocomportamental, a maior parte das infecções por HIV é transmitida por via anal, provavelmente nessas áreas prevalece o subtipo B. Aquelas em que a transmissão é mais por via vaginal prevalece o subtipo C. Não é só isso, mas um conjunto de eventos socioculturais e comportamentais, que relacionados com características genéticas do vírus, determina certa afinidade do vírus por determinadas células humanas”, explicou Souto.

Existem dois tipos de HIV, 1 e 2. O mais prevalente no Brasil é o tipo 1, o qual tem nove subtipos. “São pequenas variações genéticas que existem dentro da mesma espécie viral que faz com que eles possam ter pequenas características que diferenciem um do outro”, aponta o pesquisador. Os subtipos B e C respondem por cerca de 80% dos casos no país.

Transmissão

Souto disse que todos os subtipos do HIV são transmitidos do mesmo jeito – relações sexuais sem preservativo, compartilhamento de seringas e agulhas contaminadas, aleitamento materno, gravidez e parto. Entre essas vias, no entanto, algumas transmitem mais facilmente um subtipo do que outro. Isso se deve a características biológicas de base genética que são particulares a cada subtipo, ainda pouco esclarecidas.

O pesquisador aponta que o detalhamento desses dados permite, por exemplo, identificar prevalências de subtipos do HIV e definir melhor as políticas de prevenção e tratamento. “Existe uma política nacional de controle do HIV, de excelente qualidade, não há o que se discutir, mas quando a gente descobre que existem questões regionais que são específicas, pode ser que a gente tenha que pegar esses protocolos nacionais, que são padronizados, e fazer algumas adaptações e otimizar as abordagens preventivas e terapêuticas”, disse.

Pesquisa

O estudo propõe estabelecer a epidemiologia, a filogenia e a filogeografia dos subtipos do HIV que circulam no Brasil. A epidemiologia avaliou como o vírus se distribui no território nacional, se afeta mais homens, mulheres, pessoas com maior ou menor grau de escolaridade, como os indivíduos contraíram o HIV, entre outros aspectos. A filogenia estudou as características genéticas do HIV de milhares de pessoas para entender os ancestrais desses vírus e suas origens, quando chegaram ao Brasil e qual a relação genética que há entre os diversos subtipos do HIV que estão no país.

A filogeografia busca entender de que lugar do mundo vieram os subtipos do vírus que circulam no Brasil, como eles circulam por aqui e para qual lugar do mundo os vírus “nacionais” estão indo. “A gente já tem informações a respeito da origem do vírus do subtipo C, que é africano e se instalou no Sul do país e está tendo dificuldade de circular fora da Região Sul. Essa é uma versão preliminar dos nossos achados, estamos aprofundando isso para ter compreensão melhor”, disse Souto.

Dados

De acordo com o Programa das Nações Unidas sobre o HIV (Unaids), em 2019, há 37,9 milhões de pessoas infectadas com o vírus no mundo, dos quais 23,3 milhões têm acesso à terapia antirretroviral. Do total de infectados no mundo, 36,2 milhões são adultos e 1,7 milhão são crianças e jovens com menos de 15 anos.

No Brasil, o último Boletim Epidemiológico da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, divulgado em 2018, mostra que, entre 2007 e 2018, foram notificados, pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), 247.795 casos de Aids (68,6% em homens e 31,4% em mulheres).

O Brasil teve uma média de 40 mil novos casos da doença nos últimos cinco anos, com maior concentração nas regiões Sudeste e Sul.

Estudo: USP busca pacientes voluntários com Parkinson

Campos da USP em São Paulo. (Marcos Santos/USP Imagens)

Pesquisadores do Grupo de Óptica do Instituto de Física de São Carlos da USP, em parceria com o Centro Universitário Central Paulista (Unicep) em São Carlos e a Universidade Martin Luther de Halle-Wittenberg, na Alemanha, reuniram esforços para tentar reduzir os efeitos da doença. Eles testaram um protocolo que diminui as dores musculares, a rigidez dos músculos e dos tremores desses pacientes, utilizando uma combinação simultânea de laser e de sucção dos músculos.

Entre os sintomas da doença de Parkinson estão tremores, lentidão dos movimentos, rigidez e atrofia muscular, dores e dificuldade para iniciar ou continuar determinados movimentos – como começar a caminhar ou se levantar de uma cadeira. É uma doença progressiva do sistema neurológico, ainda sem cura, que atinge principalmente os idosos.

Pelo sucesso alcançado nos testes preliminares, o grupo está convocando pacientes voluntários com Parkinson para se cadastrarem na Unidade de Terapia Fotodinâmica pelo telefone (16) 3509-1351. Com um maior número de voluntários, a técnica estará mais rapidamente disponível a quem precisa.

O fato mais notável do protocolo é que foi utilizado um equipamento desenvolvido pela própria equipe da USP há algum tempo, mas com outra função.

“Reutilizamos esse equipamento que estava – e está – dedicado à melhora da condição muscular e à estética, e os resultados foram impressionantes quando o aplicamos em doentes com Parkinson. Quase não deu para acreditar”, relata o pesquisador Antonio de Aquino Junior, coordenador da Unidade de Terapia Fotodinâmica, que funciona na Santa Casa da Misericórdia de São Carlos.

Para o professor Vanderlei Bagnato, do IFSC, a surpresa também foi grande. “Estou muito surpreso com estes resultados preliminares e, se não visse, não iria acreditar. Todos os dez pacientes submetidos a este procedimento tiveram melhora significativa nas dores, bem como diminuição da rigidez muscular e dos tremores”.

Embora as células cerebrais que comandam a parte motora continuem a fazer estragos com a progressiva e inevitável perda de comando, o protocolo pode oferecer ao menos um conforto e bem-estar a esses pacientes, de forma que consigam executar atividades cotidianas.

O professor Vanderlei Bagnato salienta também que este protocolo não substitui a medicação que os pacientes têm que tomar.

*Conteúdo do Governo do Estado de São Paulo

Aviação: Seis cidades paulistas terão voos regulares

Por Bruno Bocchini 

Os municípios paulistas de Araraquara, Barretos, Franca, Guarujá, São Carlos e Votuporanga passarão a receber voos comerciais regulares até o final do ano. Ao todo, para atender as seis cidades, serão 74 voos semanais operados pelas companhias Azul, Gol, Latam e Passaredo.

A criação dos novos destinos paulistas faz parte de um acordo entre as companhias aéreas e o governo de São Paulo no programa chamado São Paulo Pra Todos. A administração estadual reduziu, desde a última sexta-feira (19), a alíquota de ICMS sobre o combustível dos aviões de 25% para 12%. Em contrapartida, as empresas deverão acrescentar 490 novas partidas semanais no estado até o final do ano: 416 voos nacionais – para 21 estados e 38 destinos – e 74 dentro do próprio estado.

De acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), dos 490 novos voos, 269 já estão em operação e os demais serão operacionalizados até o início de 2020. “Com a nova alíquota, a arrecadação prevista para 2019 sobre a comercialização de querosene aéreo cairá de R$ 627 milhões para R$ 422 milhões, mas a compensação total – direta, indireta, induzida e catalisada – representa uma previsão de ao menos R$ 316 milhões”, destacou o governo do estado em nota. 

Segundo o Palácio dos Bandeirantes, a estimativa é que 59 mil empregos sejam gerados nos 18 meses seguintes a partir da desoneração, com previsão de R$ 1,4 bilhão em salários anualmente.

Aviões da Avianca farão parte da frota da Latam

Por Luciano Nascimento

(Arquivo/Avianca/Reprodução)

A Latam vai incorporar dez aviões que operavam pela Avianca. A medida ocorre após a Avianca, companhia aérea que passa por processo de recuperação judicial, cancelar mais de 1.400 voos devido a perda de aeronaves arrendadas.

Atualmente, a Avianca opera apenas entre quatro aeroportos: Congonhas, em São Paulo; Santos Dumont, no Rio, Brasília e Salvador. Na próxima terça-feira (7), haverá um leilão para a venda dos ativos da empresa que já foi a quarta maior companhia aérea do país.



As aeronaves que serão arrendadas pela Latam são do modelo Airbus 320-200 de propriedade da Air Castle, uma das maiores empresas de leasing de aeronaves do mundo.

Em nota, a Latam disse as negociações para o arrendamento dos aviões começaram no início do ano e que algumas delas já se encontram no centro de manutenção (MRO) da empresa, em São Carlos (SP).

“As aeronaves serão operadas em mercados domésticos do Grupo Latam Airlines, principalmente no Brasil, considerando a eventual aquisição dos ativos pela Latam Airlines Brasil”, informou a empresa.

Roubo de carro-forte é investigado no interior

Por Daniel Mello

(Polícia Militar/Reprodução)

A Polícia Civil investiga um roubo de carro-forte com uso de explosivos realizado ontem (9) em São Carlos, interior paulista. Segundo os seguranças do veículo, quando trafegavam na Rodovia SP-318, eles foram atacados a tiros por criminosos em dois carros.

O motorista do carro-forte ainda tentou fugir, mas a via foi bloqueada por um caminhão em chamas. Os seguranças foram, então, rendidos, e os ladrões explodiram o cofre do veículo.

O motorista do caminhão, informou, segundo a polícia, que foi rendido próximo ao local do ataque. Ele contou que foi obrigado a bloquear a via com o caminhão, antes que os criminosos ateassem fogo ao veículo.