Vandalismo danifica, em média, 11 semáforos por dia

O vandalismo danificou, em média, 11 semáforos por dia no primeiro semestre deste ano na Capital Paulista, revelam dados divulgados pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Segundo a Prefeitura de São Paulo, de janeiro a junho foram 2.017 ocorrências registradas.

(Arquivo/Fabio Arantes/Pref. de SP)

O município afirma que, por conta do isolamento social, furtos de fios e atos de vandalismo contra os equipamentos se tornaram mais frequentes. Trata-se de um aumento de 74% em relação ao mesmo período do ano de 2019, quando foram contabilizadas 1.157 ocorrências. 

Entre janeiro e junho, a Prefeitura reinstalou 182 quilômetros de fiação elétrica nos equipamentos alvos de dano ao patrimônio. É a distância aproximada entre São Paulo e a cidade de Aparecida, no interior paulista.

Os danos provocados por  vandalismo em um controlador pode afetar o funcionamento de até cinco cruzamentos semaforizados numa mesma região. A área central da cidade costuma concentrar o maior número de falhas por furto ou vandalismo.

Neste ano, entretanto, verificou-se um aumento significativo na Zona Leste. Vale ressaltar que a cidade de São Paulo tem o maior parque semafórico do País, com 6.567 cruzamentos e travessias com sinalização por semáforo.

Para minimizar o volume das ocorrências, a CET tem reinstalando controladores semafóricos em locais mais altos, além da concretagem e soldagem das tampas das caixas de passagem da fiação, bem como das janelas de inspeção das colunas semafóricas.

O município informou que a CET mantém conversas frequentes com a Secretaria de Segurança Pública, Polícias Civil e Militar e a Guarda Civil Metropolitana (GCM) para a adoção de medidas que combatam esse tipo de crime tão nocivo à cidade. A população pode ajudar. Ao flagrar um ato criminoso, denuncie pelo 190 ou 156.  

Locais recordistas de furtos em 2020:

– Av. Braz Leme
– Av. Abraão Ribeiro
– Av. Duque de Caxias
– R. da Consolação
– Av. do Estado
– Av. Inajar de Souza
– Av. Nagib Farah Maluf
– R. Norma Pieruccini Giannotti
– Av. Sapopemba
– Av. Oliveira Freire
– Estrada do Imperador

*Com informações da Prefeitura de São Paulo

Avenida Paulista ganha semáforos homoafetivos

Por  Camila Boehm 

(Marcelo Pereira/Prefeitura de SP)

Em apoio à diversidade e em respeito ao público LGBTI lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais ou transgêneros e intersexuais), que será realizada neste domingo (23), os semáforos para pedestres instalados em seis cruzamentos ao longo da Avenida Paulista terão imagens de bonecos de casais homoafetivos, no lugar do símbolo do transeunte caminhando ou parado.

A iniciativa é da prefeitura de São Paulo e marca a 23ª edição da Parada do Orgulho LGBTI da cidade.

Os seis locais onde será possível encontrar a sinalização são os cruzamentos da Paulista com a Rua Augusta; com a Alameda Joaquim Eugênio de Lima; com a Rua Peixoto Gomide; com a Brigadeiro Luís Antônio; com a Alameda Campinas; e com a Rua Pamplona.

A 23ª Parada do Orgulho LGBTI de São Paulo será das 12h às 18h de amanhã.

Haverá um plano operacional de trânsito na Avenida Paulista, na Rua da Consolação e em outras áreas da região central da capital. A interdição da Paulista, em ambos os sentidos, está prevista pela prefeitura para as 10h. No entanto, as transposições pela Avenida Brigadeiro Luís Antônio e pelas ruas Teixeira da Silva e Carlos Sampaio/Maria Figueiredo permanecerão liberadas.

Semáforos dão mais tempo a pedestres em 12 cruzamentos

Camila Maciel/Agência Brasil

(Rovena Rosa/Agência Brasil)

O tempo de semáforo para pedestre será aumentado em cerca de 20% em 12 endereços da capital paulista. A medida foi anunciada hoje (24) pelo governo municipal e faz parte das ações da Semana da Mobilidade, que tem como tema neste ano Somos Todos Pedestres. A iniciativa tem por objetivo ampliar as medidas de segurança para pedestres na cidade. De janeiro a agosto de 2018, o trânsito de São Paulo soma 560 mortes, das quais 246 foram atropelamentos, representando 43% do total.

Além das 12 travessias que foram contempladas agora com o aumento do tempo, outros 21 endereços em corredores da cidade já contam com a mudança. O Programa Pedestre Seguro teve início no ano passado e contempla também a revitalização e ampliação da sinalização horizontal e vertical. Foram alvo desta nova etapa do programa, a Estrada de Itapecerica, as avenidas Raimundo Pereira Magalhães, Senador Teotônio Vilela, Engenheiro Caetano Álvares, Sapopemba e Aricanduva, entre outras.

O tempo de retenção do fluxo de carros nos semáforos para que o pedestre atravesse em segurança varia. Na Avenida Corifeu de Azevedo Marques, por exemplo, o tempo de travessia para o pedestre passou de 18 segundos para 22 segundos – um acréscimo de 22%.

Prioridade para pedestre

O médico Alberto Sabbag, diretor da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), avalia que a priorização do pedestre é sempre o melhor caminho para adotar soluções no trânsito de grandes cidades. “Fica sempre o dilema para gerenciar o fluxo. As pessoas querem que o trânsito ande rápido, mas, em todos os cruzamentos e regiões, existe o tráfego de pedestres que é maior que o tráfego de veículos, em número. São milhões de pedestres trafegando”, comparou.

Outra novidade das ações anunciadas pela prefeitura é a implantação do programa Via Segura na Avenida Carlos Caldeira Filho, na zona sul da capital paulista, a partir do dia 5 de novembro. A iniciativa é similar a que foi feita na Avenida M’Boi Mirim e que reduziu o número de mortes na via de 15 para 8 entre julho de 2017 a julho de 2018. Entre as medidas estão, aumento do efetivo de agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego, instalação de novos radares de fiscalização, alterações viárias e de semáforos, além de instalação de faixas e banners com orientações para moradores.

Sabbag destaca que medidas no trânsito são fundamentais, mas que é necessário investir também em educação. “Muitas vezes um motorista para para o pedestre e o motorista que está atrás fica buzinando, como se você fosse culpado da pressa que ele tem. São ações educacionais, tanto para motorista – aí ponho motorista, motociclista, ciclista –, como para o pedestre”, apontou. Ele lembra, por exemplo, as distrações provocadas pelo celular. “O alerta não é só para o motorista, mas os pedestres também andam abusando do uso”, acrescentou.

Mais de mil semáforos foram atacados por vândalos em seis meses

Cruzamento da avenida Dr. Abraão Ribeiro, na Barra Funda. (SPAGORA)

Um relatório divulgado pela Companhia de Engenharia de Tráfego apontou que entre janeiro e julho deste ano foram registradas 1.034 ocorrências de furtos ou roubos nos semáforos da cidade de São Paulo, sendo 323 referentes a controladores e 711 cabos elétricos, o que corresponde a aproximadamente 32 quilômetros de cabos.

A região central da capital paulista é o local com maior incidência desse tipo de ocorrência. No ano passado, a CET registrou 761 ocorrências de vandalismo em semáforos, sendo 577 casos por furto de cabos e 184 nas caixas de controle dos equipamentos. Foram 48 quilômetros de cabos furtados no ano. Vale destacar que o vandalismo de uma caixa controladora pode afetar o funcionamento de até cinco semáforos da região.

Para combater o vandalismo nos semáforos, a CET tem adotado medidas como aumentar a altura dos controladores e a instalação de fitas de aço para lacrar suas portas.  Além disso, a Companhia mantém conversas frequentes com a Secretaria da Segurança Pública, Polícia Militar, Polícia Civil e Guarda Civil Metropolitana para identificar e punir os envolvidos nos atos.

Operação
Após a CET levantar os locais com maior incidência destes crimes, policiais civis fizeram na manhã desta quinta-feira (2) uma operação contra o furto de fios de semáforos e de postes de iluminação em São Paulo. Os alvos foram os receptadores do material.

Nos Campos Elíseos, região Central, policiais encontraram em uma oficina material que aparenta ter sido retirado de postes. Uma equipe da CET acompanhou a operação e a ocorrência foi registrada no 3º Distrito Policial, também no Centro.

*com informações da prefeitura de São Paulo