Sequestro: Presos quatro suspeitos de participar de crime contra empresário

Policiais militares prenderam quatro suspeitos de participar do sequestro de um empresário e da funcionária dele, na Vila Anastácio, zona oeste de São Paulo. O crime foi na segunda-feira (3), mas as vítimas só foram libertadas pela quadrilha ontem (4), após os policiais localizarem a casa dos supostos sequestradores.

As vítimas permaneceram quase 24 horas reféns e tiveram R$ 300 mil roubados. Câmeras de segurança registraram a ação dos criminosos, segundo a PM, e, com base nas imagens, foi possível chegar até o veículo usado na ação.

No momento da abordagem, quatro homens estavam no carro. Eles levaram os policiais até a casa que seria dos sequestradores, mas as vítimas, ainda em poder da quadrilha, foram libertadas logo depois dentro de um carro na Rodovia Raposo Tavares.

O empresário e a funcionária não apresentavam ferimentos e já prestaram depoimento na delegacia que investiga sequestros na Capital.

Mulher é libertada de cativeiro após madrugada de terror

Suspeitos com as mãos para trás, diante da parede na rua. Policial com sacola na mão olha para os presos.

Uma mulher que estava refém de assaltantes foi libertada por policiais militares na manhã de hoje (5), em Taipas, zona norte de São Paulo. A vítima é uma comerciante que foi rendida quando chegava em casa.

Segundo os policiais, a mulher foi levada para o cativeiro enquanto os bandidos sacavam dinheiro da conta da empresária por meio do PIX e faziam compras com cartões dela.

No local, policiais encontraram grande quantidade de fraldas para crianças, compradas com o dinheiro do crime.

Madrugada de terror

Policial da rota, com arma longa nas mãos, observa outros policiais no beco em que a vítima foi libertada.
(Nivaldo Lima/SP Agora)

A mulher foi sequestrada pelos assaltantes por volta de 20h de terça-feira (4). Ela ficou em poder dos criminosos durante toda madrugada.

Informada sobre o crime, a Rota passou a fazer buscas e checar informações. Na manhã de hoje localizou o cativeiro.

A mulher foi resgatada sem ferimentos.

Bandidos

Suspeitos com as mãos para trás, diante da parede na rua. Policial com sacola na mão olha para os presos.
(Nivaldo Lima/SP Agora)

Durante o flagrante no cativeiro, três pessoas foram presas. Um casal que estava na casa em frente também foi preso, totalizando cinco suspeitos, sendo duas mulheres e três homens.

Na casa em que o casal estava foram encontradas mais fraldas e máquinas de cartão.

Sequestradores são presos após tentar render empresário

A Polícia Militar prendeu uma quadrilha que realizava sequestros na região do Rio Pequeno e Butantã, Zona Oeste de São Paulo. O bando, sendo três homens e uma mulher, agia com violência para aterrorizar suas vítimas .

Eles foram detidos no início da madrugada de hoje (4), minutos após tentar sequestrar um empresário, morador de Alphaville, em Barueri, na região metropolitana. A vítima estava ao volante de uma picape e foi abordada pelos sequestradores ao parar em um semáforo, em uma avenida no bairro do Rio Pequeno. 

O empresário, em um primeiro momento, não reagiu e entregou aos ladrões seus objetos pessoais. Mas, ao perceber que seria levado para um cativeiro e que um dos ladrões não estava armado, o empresário reagiu, entrando em luta corporal com assaltante.

Em seguida, os suspeitos fugiram na picape, deixando a vítima no local. Um motoboy que havia presenciado toda a ação, cruzou com uma equipe da PM e informou aos policiais sobre o ocorrido.

Os militares, então, seguiram para o local, mas os ladrões já haviam fugido na caminhonete do empresário, sendo escoltados por ocupantes de um taxi. De posse das características dos carros, os pms passaram a fazer buscas pela região, até que conseguiram localizar e prender a quadrilha.Eles haviam abandonado a picape em uma rua próxima e fugido no táxi. 

Com os assaltantes, os policiais encontraram os objetos roubados da vitima e duas máquinas de débito que eram usados para fazer operações. Os criminosos foram encaminhados ao (89º) Distrito Policial, do Portal do Morumbi, e autuados em flagrante. 

Outro caso

Na delegacia, eles foram reconhecidos por outra vítima, um jovem comerciante que foi sequestrado na última segunda-feira (1), na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em Pinheiros, também na Zona Oeste da Capital.O rapaz contou aos PMs que estava em um veículo quando foi abordado pelos bandidos, que ocupavam outro automóvel. 

Ele teve de entregar os cartões com as senhas e foi levado para um cativeiro, em uma favela, no Jardim D’Abril, em Osasco, na Grande São Paulo. Ali, o jovem foi espancado e ameaçado de morte caso não fornecesse as senhas dos cartões.

A sessão de tortura psicológica e agressões durou cerca de três horas. A Polícia Militar foi acionada, possivelmente, por moradores e conseguiu libertar a vítima. Os sequestradores conseguiram escapar, mas, nesta quinta-feira, eles acabaram presos depois de mais uma ação criminosa.

*Com Paulo Édson Fiore, da Jovem Pan

Polícia prende criminoso e liberta mulher vítima de sequestro

Policiais da Força Tática prenderam um homem procurado pela Justiça que mantinha uma motorista como refém na região do Grajaú.

A vítima havia sido dominada pelo bandido e levada para um matagal às margens da Avenida Teresa Farias Issasi, no Jardim Lucélia.

Em patrulhamento, no início da noite desta terça-feira(22), os Pms desconfiaram do condutor de um veículo e resolveram fazer a abordagem, mas o suspeito desembarcou rapidamente e tentou fugir a pé em direção a uma favela.

Ele foi alcançado pelos policiais e, ao ser questionado sobre o motivo da fuga, respondeu que temia ser preso, uma vez que era procurado por roubo.

Os militares consultaram o sistema e confirmaram que, de fato, tratava-se de um foragido da Justiça.

Retornando ao local onde o carro tinha sido abandonado, os policiais avistaram, no matagal existente às margens da avenida, uma mulher que, ao ver a viatura, gritou por ajuda.

A vítima foi libertada e contou aos PMs que havia sofrido um sequestro relâmpago e que o bandido detido pela equipe tinha fugido no carro dela, abandonando-a no matagal.

Durante revista no automóvel, os policiais encontraram um simulacro de pistola usado pelo criminoso para render a motorista.

O suspeito foi encaminhado ao Distrito Policial do Jardim das Imbuias e autuado em flagrante.

*Com informações do repórter Paulo Édson Fiore, da rádio Jovem Pan.
Veja esta e outras notícias no canal do YouTube do repórter Paulo Édson Fiore, da rádio Jovem Pan.

Jovem que ganhou bolsa para estudar no Mackenzie é sequestrado e morto

Mateus Oliveira, 17 anos, estava comendo pastel com um amigo quando foi abordado por um homem encapuzado e armado; corpo foi encontrado neste domingo (15/3)

Mateus tinha 17 anos e tinha acabado de ganhar uma bolsa para cursar Administração no Mackenzie (arquivo pessoal/via Ponte)

Eram por volta das 14h deste sábado (14/3), quando o estudante Mateus Gomes Oliveira, 17 anos, estava com um amigo na rua Manoel Antônio Pinto, conhecida como rua do Bega, na favela Paraisópolis, na zona sul da cidade de São Paulo. Em fevereiro, três jovens foram sequestrados e mortos no local.

Quando saiu da feira de rua onde estava comendo pastel com o amigo, Mateus foi sequestrado por um carro. Por volta das 11h deste domingo (15/3), um corpo foi encontrado na avenida Hebe Camargo e, segundo a polícia, foi reconhecido como sendo Mateus. 

Última foto publicada por Mateus minutos antes de ser sequestrado
(arquivo pessoal/via Ponte)

Mateus vivia para estudar, como contou à Ponte um parente que pediu para não ser identificado por medo. Morador do Jardim Irene, no Capão Redondo, no extremo sul de SP, o jovem era bolsista do Colégio Visconde de Porto Seguro, no Morumbi. 

Tinha acabado de ser efetivado na empresa onde trabalhou como jovem aprendiz e recebido a notícia de que ganhara uma bolsa para cursar Administração na Faculdade Mackenzie.

Segundo relatos de moradores aos familiares, Mateus foi abordado por um carro, um Honda Civic branco, que subiu a rua Rua Ernest Renan em velocidade normal. 

Um homem encapuzado, vestido de preto, saiu do carro, sacou a arma e disparou 5 vezes. Em seguida, colocou Mateus no carro. “Era um carro que pessoas ricas costumam ter”, disse a testemunha aos familiares.

“O celular dele estava desligado, mas às 18h as mensagens chegaram”, disse o familiar do jovem. “Todos os amigos dele estudavam na mesma escola, eles se reuniam em Paraisópolis para fazer trabalhos e jogar bola no fim de semana”, continuou. 

“A gente não suspeita de nada porque ele era um menino super do bem. Estamos aflitos que tenha acontecido uma coisa dessas para um menino que só vivia para estudar”, desabafou.

Familiares estiveram na rua que Mateus sumiu atrás de alguma câmera de segurança, mas não conseguiram encontrar nenhum registro que pudesse ajudar a elucidar o caso.



Um dos amigos de Mateus, que estudou com ele no Colégio Porto Seguro, conversou com a Ponte e contou um pouco do amigo. “O Mateus não bebia, não usava droga, a maioria das vezes que a gente saia ele não ia junto, só saíamos para jogar bola ou ir na casa de alguém. Ele trabalhava de manhã e de tarde, ia pra faculdade e da faculdade ia pra casa”, detalhou. 

“O que a gente não entende é por que o Mateus, não entra na cabeça de ninguém. É muito confuso não saber o motivo disso ter acontecido. É algo que não tá entrando na nossa mente”, finalizou.

O caso foi encaminhado ao 89º DP (Portal do Morumbi) e será investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa.

O que diz a SSP

Questionada pela reportagem, as assessorias da Secretaria da Segurança Pública e da Polícia Militar não se manifestaram até o momento de publicação.

Por Paloma Vasconcelos – Repórter da Ponte

Adolescente morto e deixado em carro foi sequestrado

Quatro pessoas armadas teriam gritado “polícia” antes de levar a vítima, Gustavo Oliveira Tavera, encontrado em carro com outros dois corpos

Gustavo tinha 16 anos e foi reconhecido pela camisa que dormia: um uniforme do Palmeiras | Foto: Arquivo pessoal

Quatro homens armados sequestraram um jovem na madrugada desta quinta-feira (6/2) em Paraisópolis, favela localizada na zona sul da cidade de São Paulo. Segundo relatos, o grupo se identificou como “polícia” antes de entrar na casa e levar Gustavo Oliveira Tavera, 16 anos. Horas mais tarde, o pai da vítima esteve no local em que três corpos foram encontrados em um carro na região de Santo Amaro, também na zona sul, e reconheceu seu filho como um dos mortos.

Gustavo estava na casa em que mora com a mãe e o irmão quando foi sequestrado. Segundo relato de uma familiar, homens bateram na porta, acordando a família. Disseram que eram “a polícia” e que entrariam de “qualquer jeito”. Eles buscavam um homem apelidado de Orelha, segundo os familiares. Um dos homens apontou uma arma para o rosto da mãe de Gustavo antes de levá-lo.

“Os caras se identificaram como policiais, estavam em um carro preto”, afirmou o parente de Gustavo, em entrevista para a Ponte, pedindo para não ser identificado, com medo de represálias.

O pai do adolescente, Thiago Tavera, afirmou que reconheceu o corpo do filho pela roupa que ele vestia: uma camisa do Palmeiras. “Eu estava trabalhando na hora, trabalho em posto de gasolina. O Gustavo não era de sair, era da escola para casa e igreja. Pegaram meu filho de forma errada”, lamentou à Ponte.

Além de Gustavo, o veículo tinha outros dois corpos, de um jovem de 18 anos, de nome Edinaldo, e uma outra pessoa ainda não identificada, segundo informação da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo.

Thiago contou que o corpo do filho estava em um carro, junto de outros dois jovens mortos. O pai está no DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), da Polícia Civil, responsável pelas investigações do caso.

A Ponte questionou a Secretaria da Segurança Pública, comandada pelo general João Camilo Pires de Campos no governo de João Doria (PSDB), sobre o sequestro do jovem e aguarda um posicionamento oficial.

Por Arthur Stabile – Repórter da Ponte

Sequestrador de ônibus no Rio é morto pela polícia

Por Akemi Nitahara 

(Globo News/Reprodução)

O porta-voz da Polícia Militar (PM) do Riode Janeiro, coronel Mauro Fliess, confirmou que o sequestrador que fez 37 reféns no início da manhã, em um ônibus na Ponte Rio-Niterói, foi morto por atiradores de elite.

Tiros foram ouvidos no local por volta das 9h. Pelo Twitter, a PM informou que a ocorrência foi encerrada sem vítimas entre os reféns. “O tomador de refém foi neutralizado por um atirador de precisão do #Bope [Batalhão de Operações Policiais Especiais] e todos os reféns foram libertados ilesos” postou a corporação.

O sequestro começou pouco antes das 6h e interditou a ponte nos dois sentidos. Até as 9h, o sequestrador havia liberado seis reféns. Segundo as primeiras informações, ainda não confirmadas, o sequestrador estava armado e se identificou como policial militar.

A polícia disse que a arma usada por ele era um simulacro, ou seja, de brinquedo.

A ponte permanece interditada.

Sequestrador de Washington Olivetto foi extraditado hoje

Por Andreia Verdélio 

(Reprodução)

O chileno Maurício Hernández Norambuena foi extraditado hoje (20) ao seu país após 16 anos preso no Brasil por participar do sequestro do publicitário Washington Olivetto, em 2001. A informação foi confirmada pelo presidente Jair Bolsonaro, em publicação na sua conta pessoal no Twitter.

“É nossa política cooperar com outros países e não dar abrigo a criminosos ou terroristas. Vencidos problemas burocráticos entre Brasil e Chile, hoje estamos extraditando Norambuena, sequestrador do publicitário Washington Olivetto em 2001”, escreveu.

Também pelo Twitter, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, disse que Norambuena foi entregue nesta madrugada às autoridades chilenas. “Mais um criminoso que se foi. Extraditado com autorização do STF [Supremo Tribunal Federal], foi entregue nessa madrugada ao Chile para cumprir as penas, comutada a perpétua para 30 anos, as quais foi condenado naquele país. Brasil não é refúgio para criminosos”.

Na última quinta-feira (15), Norambuena foi transferido da Penitenciária de Avaré, no interior paulista, para a Superintendência da Polícia Federal, em São Paulo, onde aguardava os trâmites. A extradição foi possível após o governo chileno se comprometer formalmente a não submeter Norambuena à prisão perpétua, respeitando uma decisão do STF de 2004.

Na época, a Corte autorizou a extradição do sequestrador com algumas ressalvas a serem cumpridas pelo governo do país vizinho. Entre elas, o compromisso chileno de substituir as duas penas de prisão perpétua às quais Norambuena foi condenado em seu país por, no máximo, 30 anos de reclusão. Os ministros determinaram a substituição da pena porque a Constituição Brasileira não permite prisão perpétua para o crime de sequestro.

No Chile, Norambuena foi condenado à prisão perpétua por ter participado do assassinato do senador Jaime Guzmán, em abril de 1991, e do sequestro de Cristián Del Rio, filho do dono do jornal El Mercúrio, em setembro de 1991. No julgamento, foi condenado pelos crimes de homicídio, formação de quadrilha e extorsão mediante sequestro.

No Brasil, Norambuena foi condenado pela Justiça de São Paulo a 30 anos de prisão por participação no sequestro do publicitário Washington Olivetto, em 2001. Olivetto passou 53 dias em um cativeiro.

*Colaborou Alex Rodrigues

Polícia apura sequestro de estudante de 15 anos

Ana Clara Cienta desapareceu a caminho da escola (Arquivo de Família/Via Correio do Interior)

A Polícia Civil de Mairinque investiga o sequestro de uma adolescente de 15 anos, levada da porta da escola, na tarde de segunda-feira (29), no bairro Vila Granada. Uma amiga da estudante Ana Clara Cienta da Rocha Pires contou aos parentes da vítima que o suspeito puxou a menina pelo braço e ameaçou matar a menor se ela não fosse embora com ele.

A história foi revelada em primeira mão pelo portal Correio do Interior.



A mãe da jovem, Josiane Cienta, disse que a filha trocou mensagens com o rapaz pelas redes sociais, mas que a filha parou de responder depois que ele ameaçou se matar caso Ana Clara não namorasse com ele. Ainda segundo a mãe, o rapaz chegou a publicar uma foto na rede social se mutilando.

Com medo, Ana Clara passou a ir pra escola acompanhada pelo avô, mas no dia do sequestro ela estava sozinha porque o familiar havia tido um imprevisto. O suspeito já foi identificado, mas o paradeiro dos dois é desconhecido.